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DIREITO PROCESSUAL CIVIL IV
Aula 01: Juizados especiais cíveis estaduais
AULA 01: JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS ESTADUAIS
Direito processual civil IV
AULA 01: NOME DA AULA
Disciplina
Temas/objetivos : Critérios Norteadores. Competência. Legitimidade. Procedimento. 
Sistema Recursal e as Ações Autônomas de Impugnação. Execução.
Nesta aula você irá: 
1. Reconhecer o sistema dos Juizados Especiais Cíveis Estaduais sua origem e seus critérios norteadores;
2. Analisar as hipóteses de sua competência e legitimidade ativa e passiva perante os juizados,
bem como os principais aspectos procedimentais;
3. Diferenciar o modelo processual adotado nos Juizados Especiais em relação aos Juízos Cíveis, 
especialmente com o advento da Lei nº 13.105/15;
3. Compreender a sistemática recursal dos Juizados Especiais e a execução.
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Direito processual civil IV
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Conceito e normatização
Conceito:
São órgãos que integram o Poder Judiciário destinados a promover a conciliação e o processamento, e julgamento de causas de menor complexidade, de forma mais célere e gratuita.
ORIGEM E NORMATIZAÇÃO:
Surgiram no Rio Grande do Sul, em 1982, através da implantação de um sistema responsável pela análise de causas de pequeno valor econômico, causas até 20 vezes o salário mínimo. Posteriormente, adveio a Lei Federal nº 7.244/1984 a qual dispôs sobre os Juizados de Pequenas Causas mantendo o valor da causa, mas excluindo ações de alimentos, ações fiscais, acidentes do trabalho, ações que envolvessem a Fazenda Pública, falimentares, estado e capacidade das pessoas. 
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Conceito e normatização
Conceito:
Em 1995, os Juizados de Pequenas Causas se estenderam por todo o território nacional através da Lei Federal nº 9.099 e passaram a ser denominados de Juizados Especiais Cíveis com competência para causas de menor complexidade e de valor até 40 vezes o salário mínimo.
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Princípios norteadores (art. 2º)
	Simplicidade; 
	Informalidade;
	Oralidade;
	Economia Processual;
	Celeridade. 
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Competência em razão do valor da causa:
	**Causas que não excedam 40 vezes o salário mínimo.
Obs.: Segundo a legislação, uma vez proposta ação judicial acima deste valor, o autor estará renunciando ao valor que exceder a competência dos juizados em razão do valor da causa. 
Competência (art.3º e 4º)
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Competência em razão da matéria
	**Ações de despejo para uso próprio
	**Ações possessórias sobre bens imóveis 
Obs.: A Lei 9.099/95 faz referência ao art. 275, do CPC/73, o qual definia as ações que tramitariam, na justiça comum, pelo procedimento sumário, porém o novo CPC extinguiu o procedimento sumário de modo que as ações que antes tramitavam pelo rito sumário devem ser propostas perante os JEC.
Obs.: Considerando a complexidade das causas, estão excluídas as de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.
Competência (art.3º e 4º)
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Competência em razão do território
Art. 4º É competente, para as causas previstas nesta Lei, o Juizado do foro:
 I - do domicílio do réu ou, a critério do autor, do local onde aquele exerça atividades profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento, filial, agência, sucursal ou escritório;
 II - do lugar onde a obrigação deva ser satisfeita;
 III - do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de qualquer natureza.
 Parágrafo único. Em qualquer hipótese, poderá a ação ser proposta no foro previsto no inciso I deste artigo. 
Competência (art.3º e 4º)
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Sobre a competência dos juizados especiais cíveis, é correto afirmar que:
A) O reclamante poderá apresentar qualquer ação de despejo, desde que observado o valor de 40 salários mínimos;
B) Não poderá ser ajuizada ação de reintegração de posse no juizado especial cível;
C) O reclamante poderá propor ação de ressarcimento por dano em prédio urbano com pedido de indenização superior a 40 salários-mínimos;
D) Tendo em vista o princípio da simplicidade previsto no artigo 2º, da Lei nº 9.099/95, demandas juridicamente complexas não são admitidas no juizado especial cível, sendo adequado o procedimento ordinário do juízo comum.
 
(Prova para Juiz Leigo e Conciliador, 2014,TJAC, Comarca de Rio Branco)
Questão objetiva
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Estrutura
Os Juizados Especiais Cíveis são compostos de: 
						Juiz Togado
			 Juiz Leigo					Conciliador
Juízes Togados: serão responsáveis pela homologação das sentenças proferidas pelos juízes leigos.
Juízes Leigos: são auxiliares de justiça selecionados entre advogados com mais de cinco anos de experiência, estando impedidos de atuarem como advogados em causas perante os Juizados Especiais durante o desempenho da função de juiz leigo. 
Conciliadores: são auxiliares de justiça selecionados entre bacharéis de Direito.
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Poderão propor ações judicias perante os Juizados Especiais Cíveis tanto as pessoas físicas com 18 anos completos e plenamente capazes bem como as pessoas jurídicas classificadas como microempresas, os microempreendedores individuais e empresas de pequeno porte. 
Poderão também propor ações nos JECs as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Lei nº 9.790/99) além da Sociedade de Crédito ao Microempreendedor (Lei nº 10.194/01). 
Legitimidade ativa (art.3º )
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Obs.: Nas causas até 20 vezes o salário mínimo, as partes poderão comparecer independentemente de estarem representadas por advogado, porém na hipótese de uma das partes se fazer presente, assistida por advogado, ou se o réu for pessoa jurídica ou firma individual, a outra parte poderá, se assim desejar, ter assistência judiciária prestada por órgão instituído junto ao Juizado Especial na forma da lei local.
Atenção! Não podem atuar como parte por expressa determinação legal, o réu preso, o incapaz , a massa falida e o insolvente civil.
Legitimidade ativa (art.3º )
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Poderão assumir o polo passivo perante os JECs qualquer pessoa capaz e pessoas jurídicas, observando-se que estas poderão se fazer representar por preposto credenciado com carta de preposição com poderes para transigir em face da audiência de conciliação. 
Legitimidade passiva 
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Pode apresentar reclamação no juizado especial cível:
A) Órgão estadual criado e estruturado por lei específica para a defesa do consumidor;
B) O maior de 16 anos, desde que assistido na forma da legislação civil;
C) O condomínio residencial em face do condômino para cobrança de dívida condominial;
D) Empresas públicas, excluídas as controladas pela União. 
(Prova para Juiz Leigo e Conciliador, 2014,TJAC, Comarca de Rio Branco)
Questão 
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