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RESUMO PARA A 2ª AVALIAÇÃO DE Fundamentos da economia PROFESSOR: Luís Marques ALUNO: ERIC ANDRADE Este resumo abrange os seguintes assuntos: Política fiscal; Política Monetária; Política Cambial. Políticas Macroeconômicas Política Fiscal Introdução É a gestão estratégica das receitas e das despesas do governo. A diferença entre a receita (R) e a despesa (D) chama-se resultado fiscal / orçamentário / público Há um resultado fiscal para cada nível na união, seja ele federal, estadual ou municipal. Desses, o único que podia emitir moeda (monetização do déficit) era o nível federal. Depois do Plano Real em 1994, quando há um déficit só cabe ao país o endividamento público. O orçamento é autorizado pelo poder legislativo ao executivo para que este possa gastar e arrecadar. Segundo a CF/88, há três tipos de orçamentos no Brasil: PPA – Plano plurianual (4 anos) - PLANEJA; O Plano Plurianual (PPA), no Brasil, previsto no artigo 165 da Constituição Federal e regulamentado pelo Decreto 2.829, de 29 de outubro de 1998 é um plano de médio prazo, que estabelece as diretrizes, objetivos e metas a serem seguidos pelo Governo Federal, Estadual ou Municipal ao longo de um período de quatro anos. Tem vigência do segundo ano de um mandato presidencial até o final do primeiro ano do mandato seguinte. Também prevê a atuação do Governo, durante o período mencionado, em programas de duração continuada já instituídos ou a instituir no médio prazo. Com a adoção deste plano, tornou-se obrigatório o Governo planejar todas as suas ações e também seu orçamento de modo a não ferir as diretrizes nele contidas, somente devendo efetuar investimentos em programas estratégicos previstos na redação do PPA para o período vigente. LDO – Lei de diretrizes orçamentárias (1 ano) - ORIENTA; No Brasil, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) tem como a principal finalidade orientar a elaboração dos orçamentos fiscais e da seguridade social e de investimento do Poder Público, incluindo os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e as empresas públicas e autarquias. Busca sintonizar a Lei Orçamentária Anual (LOA) com as diretrizes, objetivos e metas da administração pública, estabelecidas no Plano Plurianual (PPA). A iniciativa do projeto da LDO é exclusiva do chefe do Poder Executivo. O projeto é então encaminhado ao Congresso Nacional até o dia 15 de abril de cada ano, para aprovação. A Constituição não admite a rejeição do projeto de lei de diretrizes orçamentárias, porque declara, expressamente, que a sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias (art. 57, § 2º.). LOA – Lei orçamentária anual (1 ano) - EXECUTA. A Lei Orçamentária Anual é elaborada pelo Poder Executivo e estima as receitas e fixa as despesas do Governo para ano subsequente. A LOA deve ser aprovada até o final de cada ano e, se durante o exercício financeiro, houver necessidade de realização de despesas acima do limite que está previsto na Lei, o Poder Executivo emite medida provisória, submetendo-a a aprovação do Congresso Nacional solicitando crédito especial ou suplementar, ou nos casos especiais, como: guerra, calamidade, comoção internas, dentre outros, emite créditos extraordinários, sem autorização prévia do legislativo, apenas anuência posterior. No caso dos créditos suplementares, estes podem ser solicitados através da própria LOA. O descumprimento da LOA está sob pena de crime de responsabilidade previsto pela constituição em seu art. 167 §1º. Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_plurianual https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_diretrizes_or%C3%A7ament%C3%A1rias https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_or%C3%A7ament%C3%A1ria_anual → Receita a) Receitas correntes: são aquelas receitas públicas que se esgotam dentro do período anual, como os casos das receitas e impostos que se extinguem no decurso da execução orçamentária. Compreendem as receitas tributárias, patrimoniais, industriais, entre outras. São as receitas destinadas a cobrir as despesas orçamentárias que visam à manutenção das atividades governamentais. Art. 11, § 1º São Receitas Correntes as receitas tributárias, de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes. b) Receitas de capital: são aquelas receitas públicas que alteram o patrimônio duradouro do Estado, como os produtos de empréstimo contraídos pelo Estado em longo prazo (amortizações). Compreendem, assim, a constituição de dívidas, a conversão em espécie de bens e direitos, dentre outros. Art. 11, § 2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e, ainda, o superávit do Orçamento Corrente. Fonte: https://ebradi.jusbrasil.com.br/artigos/450148288/classificacao-das-receitas-publicas → Despesa a) Despesas correntes, pela Lei nº 4320/1964, são as despesas de custeio, que são dotações para manutenção de serviços públicos, bem como para atender obras de conservação e adaptação de bens imóveis, e transferências correntes. b) Despesas de capital são investimentos, inversões financeiras e amortização da dívida. Observação: Diferença entre déficit e dívida Déficit: Variável de fluxo (muda de valou constantemente ao longo do tempo). →Se atualiza a cada nova movimentação. Dívida: variável de estoque (muda lentamente ao longo do tempo). →Magnitude específica em um ponto do tempo Fonte: https://orcamentopubliconoconcurso.wordpress.com/despesas-correntes-e-despesas-de-capital/ 1. Tipos de dívida pública a) Em função do modo de captação Mobiliária Contraída com base em títulos públicos. O governo vende títulos para poder cobrir um déficit ou custo. A “grosso modo” quem compra um título está “emprestando” dinheiro ao governo. Nesses títulos há as regras para o pagamento aos compradores, bem como os juros, data e entre outras informações. Esse título é classificado como uma dívida mobiliária, pois é móvel, isto é: podem ser revendidas inúmeras vezes a terceiros. Contratual É uma dívida contraída com os fornecedores de determinados produtos ou serviços. b) Em função da origem do credor Interna É tudo o que o governo deve a credores domiciliados dentro do país. Externa É tudo o que o país deve a credores domiciliados juridicamente fora do país (é mais amplo). c) Em função do captador, ou emissor, no caso do Governo Federal O Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria do Tesouro Nacional – STN é o órgão responsável pela administração da Dívida Pública Federal. O objetivo dessa administração é suprir de forma eficiente as necessidades de financiamento do governo federal, ao menor custo de financiamento no longo prazo, respeitando-se a manutenção de níveis prudentes de risco. Adicionalmente, busca-se contribuir para o bom funcionamento do mercado de títulos públicos brasileiro. Fonte: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/conceitos-basicos-faq O Banco Central emite títulos para controlar a liquidez e a inflação. 2. Tipos ou impactos da política fiscal a) Expansionista O governo reduz a arrecadação (R) e aumenta os gastos (D), levando a uma tendência de déficit fiscal. Essa política leva ao aumento de consumo e tende a aumentar o PIB. Consequentemente, aumenta-se o emprego e a inflação de demanda(caminhando para o primeiro quadrante da curva de Philips). Finalmente, a tendência é que a taxa de juros suba, pois o consumidor tende a comprar mais. Exemplo: Mês Receita Despesa Receita - Despesa Variação absoluta País A 1 100 130 -30 2 90 110 -50 -20 País B 1 100 70 +30 2 90 80 +10 -20 → O objetivo da política expansionista é combater o desemprego. b) Contracionista O governo aumenta a arrecadação (R) e reduz os gastos (D), levando a uma tendência de superávit fiscal. Essa política leva a redução do consumo e tende a diminuir o PIB. Consequentemente, diminui-se o emprego e a inflação de demanda (caminhando para o terceiro quadrante da curva de Philips). Finalmente, a tendência é que a taxa de juros diminua, pois o consumidor tende a comprar menos. Exemplo: Mês Receita Despesa Receita - Despesa Variação absoluta País A 1 100 80 +20 2 110 70 +40 +20 País B 1 100 140 -40 2 110 130 -20 +20 → O objetivo da política contracionista é combater a inflação de demanda e a dívida pública. 3. Doutrinas para a tributação Neutralidade O tributo ideal é aquele que é o mais neutro possível. O tributo neutro é aquele que não distorce os preços nem a distribuição de renda. Como o tributo indireto (aqueles que atingem a circulação de bens e serviços) sempre distorce os preços dos produtos, o tipo de tributação adotada nessa doutrina é a direta (atinge diretamente a renda do contribuinte). Nível de renda por família Renda mensal antes do pagamento dos tributos % Tributos Renda após o pagamento de tributos A R$ 1000 20% R$ 800 -200 B R$ 10000 20% R$ 8000 -2000 C R$ 50000 20% R$ 40000 -10000 → O tributo é igual a todos, não alterando a distribuição de renda. Equidade O tributo deve distorcer para se fazer justiça social por meio dela. Podem ser usados dois critérios, no caso: I. Tributação em proporção à renda II. Tributação em relação ao benefício 4. Tipos de carga de tributação Carga tributária neutra A porcentagem de tributos pagos é a mesma independentemente da renda e da classe econômica; Trata-se de um modelo utópico, que não possui nenhum país que possa ser citado como exemplo. Nível de renda por família Renda mensal antes do pagamento dos tributos % Tributos Tipos pagos Renda após o pagamento de tributos A B A x B = C A - C A R$ 1000 10% R$ 100 R$ 900 B R$ 10000 20% R$ 2000 R$ 8000 C R$ 50000 30% R$ 15000 R$ 35000 Nível de renda por família Renda mensal antes do pagamento dos tributos % Tributos Tipos pagos Renda após o pagamento de tributos A B A x B = C A - C A R$ 1000 30% R$ 300 R$ 700 B R$ 10000 20% R$ 2000 R$ 8000 C R$ 50000 10% R$ 5000 R$ 45000 Carga tributária progressiva Quem tem maior renda paga uma porcentagem de impostos maior; Predominância em países que têm tributação direta; Estado do bem estar social (países europeus e Canadá). Carga tributária regressiva Predominância de tributos indiretos; Países Latino-americanos Observação: → O Imposto de Renda brasileiro é progressivo, mas, no geral, tem tributação regressiva. 5. Curva de Laffer A curva de Laffer mostra o máximo de tributos que uma sociedade aceita pagar. Caso a tributação exceda a tributação máxima eficiente (topo da curvatura), haverá saída de pessoas e empresas do país e, até mesmo, sonegações de impostos. Portanto, aumentar a carga tributária além desse limite é uma medida ineficiente. Observação 1: O que é “Supply side economics”? (Texto extraído da Folha de São Paulo) http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2905200016.htm A concepção do "supply side economics" -literalmente, a expressão significa "economia ao lado da oferta"- surgiu nos anos 70, nos Estados Unidos. Os adeptos desta teoria sustentam que o crescimento econômico pode ser obtido com incentivos tributários que induziriam as empresas a realizar investimentos produtivos. Esses economistas defendem que a redução dos impostos estimularia as empresas a produzir mais e, consequentemente, faria com que os indivíduos ganhassem mais. Nos 80, o "supply side" foi adotado nos Estados Unidos, durante o governo de Ronald Reagan, como forma de combater a estagflação (inflação de dois dígitos acompanhada da estagnação econômica), que caracterizou o final dos anos 70 e o início dos anos 80 no país. Observação 2: O que é alíquota? https://pt.wikipedia.org/wiki/Al%C3%ADquota Em Direito tributário, alíquota é o percentual ou valor fixo que será aplicado para o cálculo do valor de um tributo. A Alíquota é um dos elementos da matriz tributária de um tributo. Assim, há a exigência de que seu valor ou percentual seja estabelecido em lei. (%) + Fato gerador = Quantum ● % é a alíquota; ● Fato gerador é qualquer ação que gere um tributo; ● Quantum é o tributo a pagar. 6. Efeito Tanzi “Quando há inflação no período entre a ocorrência do fato gerador do tributo e o seu recolhimento aos cofres públicos, existe uma forte tendência à diminuição da arrecadação governamental. O que ocorre nesse interregno é uma perda real do valor carreado ao Poder Público. Tal fenômeno é denominado efeito Tanzi.” Fonte: http://jorgeaugustoac.blogspot.com.br/2011/10/efeito-tanzi.html → Foi muito comum a partir dos anos 80 sendo “esquecido” a partir de 1994, com o Plano Real. Pelo lado da receita Significa uma perda de arrecadação para o governo em função de uma elevada taxa de inflação em conjunto com o espaço de tempo entre a ocorrência do fato gerador do tributo e seu efetivo recolhimento pelo contribuinte. O governo, para não perder sua arrecadação, criou a indexação dos produtos, a qual corrigia o valor do tributo. Pelo lado da despesa Ocorre quando, em momentos de alta inflação, o governo atrasa propositadamente o pagamento de fornecedores a fim de, quando efetuar o pagamento da dívida, esse venha sem nenhuma correção. Dessa forma, o fornecedor recebe seu dinheiro “corroído” pela inflação. 7. Formas de mensuração do resultado fiscal Resultado nominal (RN) (Receita – Despesa): Tudo o que o governo arrecada e gasta sem qualquer correção. → Quando há uma inflação alta, o resultado nominal não tem utilidade. Isso acontece, pois, se, por exemplo, um governo comprava 10 cadeiras a 300 reais cada (totalizando 3000 reais), agora, por conta da inflação, o governo compra essas mesmas 10 cadeiras a 700 reais cada (totalizando 7000 reais). Apesar de o gasto público ter aumentado, os benefícios gerados foram os mesmos, não melhorando a qualidade de vida. Nesse exemplo, os impostos (receita) sob o preço dos produtos aumentará, dando a impressão de que, pela ótica do resultado nominal, o governo está arrecadando mais. Resultado operacional RO = (RN – inflação) Como o resultado nominal pode estar contaminado pela inflação, remove-se esse valor dos cálculos, chegando ao resultado operacional. Só é necessário calcular esse valor quando a inflação é alta. Resultado primário (RP) = (RO – Juros pagos da dívida pública) É uma forma de analisar se o governo está podendo pagar a sua dívida e quanto está sobrando ou faltando. Por esse valor que se pode averiguar se o governo está em expansão ou contração. Juros Nominais (JN) = Juros da dívida pública + inflação Receita – Despesa = Receita Nominal (RN) Receita Nominal (RN) – inflação = Receita Operacional (RO) Receita operacional (RO) – Juros pagos da dívida pública = Resultado primário → Inflação + Juros = Juros nominais Política monetária É a gestão estratégica, feita pelo Banco Central, da liquidez (quantidade de moeda quecircula) no mercado financeiro. O primeiro impacto desse tipo de política é nos bancos. 1. A polêmica sobre a independência do Banco Central Independente: O administrador pode adotar políticas de forma livre por conta de uma “blindagem” da legislação. Não independente: o administrador adota políticas de forma subordinada a seus “chefes” e podem ser retirados do cargo. Carta Capital: O que é a independência do Banco Central? Ela é boa? https://www.cartacapital.com.br/economia/voce-sabe-o-que-e-autonomia-do-banco-central-157.html Quem nomeia o presidente do Banco Central? No Brasil, o Poder Executivo indica a diretoria. Ou seja, é o presidente da República quem indica o presidente do BC. Também é responsabilidade do Executivo definir suas metas e supervisionar sua execução. É assim que funciona no Brasil. Com as mudanças propostas pela oposição, o presidente do Banco teria um mandato a ser cumprido e não poderia ser demitido, a não ser em circunstâncias extraordinárias, como a comprovação do seu envolvimento em atividades ilícitas. O que está sendo proposto por Dilma, Aécio e Marina? O PT de Dilma Rousseff defende a autonomia operacional do órgão, mas argumenta que a economia precisa ser dirigida por aqueles que são eleitos; Aécio Neves (PSDB) defende mais autonomia, mas diz ser mais importante a sinalização que o presidente dá em relação a uma autonomia completa do que uma lei propriamente dita que garanta a independência do BC. Marina Silva (PSB) é que tem a posição mais firme no sentido de deixar o mercado se autorregular. É a única dos três candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas de intenção de votos que defende uma independência garantida por lei. Eduardo Campos também defendia maior autonomia do BC. A posição da candidata difere da que ela defendeu no pleito de 2010, quando disputou o Planalto pelo PV. À época, Marina falava em uma autonomia operacional e não institucionalizada. Quais seriam as vantagens da independência do Banco Central? Defensores de uma maior independência do Banco Central, como Eduardo Giannetti da Fonseca, conselheiro econômico de Marina Silva, observam que a independência impede que o Executivo interfira nas decisões do BC. Seria uma forma de manter a entidade mais preservada de pressões políticas e com maior credibilidade. Essa combinação "acalmaria" o mercado e contribuiria, em teoria, para diminuir as expectativas de inflação. E quais seriam as desvantagens? Os críticos da independência total do Banco Central argumentam que quem tem de definir a política econômica do País, que tem forte impacto no dia a dia da população, é um governo eleito, e não técnicos financeiros. Para a equipe econômica de Dilma, o governo não pode abrir mão de sua autoridade monetária. Por fim, não há consenso entre os economistas sobre a relação direta entre uma maior independência do BC e menores índices de inflação. EBC: Entenda o que significa dar autonomia ao Banco Central http://www.ebc.com.br/esportes/2014/09/entenda-o-que-significa-dar-autonomia-ao-banco-central Vantagens de dar autonomia ao BC: Para os defensores da autonomia do Banco Central, a relativa independência manteria a instituição mais preservada de pressões políticas e com maior credibilidade, zelando assim pela saúde monetária da economia. Formalizar a autonomia seria uma forma de aumentar a transparência da política monetária, bem como a eficácia das ações da autoridade para controle dos preços. Desvantagens de dar autonomia ao BC: Os contrários argumentam que o governo não pode abrir mão de sua autoridade monetária. Questiona-se, assim, uma possível “falta de legitimidade democrática” que pode ocorrer em relação ao Banco Central caso ele esteja separado do poder político. Além disso, também se teme uma descoordenação entre a política implementada pelo Banco Central e pelo Executivo. 2. Tipos de impactos da política monetária Expansionista É quando o Banco Central aumenta a liquidez (↑M), isto é: aumenta a quantidade de dinheiro circulante. O primeiro impacto dessa medida é queda da taxa de juros (↓i) que, consequentemente, aumenta o consumo ao passo que fica mais fácil contrair empréstimos no banco. Esse aumento de consumo poderá ocorrer por meio do crédito ou à vista. Esse aumento do consumo e, um posterior aumento do investimento privado, eleva o PIB do país. Entretanto, há um aumento da inflação de demanda. → Observação: a política monetária expansionista visa combater o desemprego. Contracionista É quando o banco central reduz a liquidez (↓M), fazendo com que a taxa de juros aumente (↑i). Isso faz com que o consumo seja reduzido (↓C). Posteriormente, o investimento privado cairá levando a uma queda do PIB. Finalmente, o desemprego aumenta e a inflação de demanda diminui. → Observação: a política monetária expansionista visa combater a inflação. 3. Mecanismos para a gestão da política monetária Gestão da taxa básica de juros É a taxa de condução da política monetária. Geralmente é a principal taxa de referencia, conhecida no Brasil também como SELIC (Sistema especial de liquidação e custódia), a qual é um sistema que controla as operações de compra e venda dos títulos federais. G1: Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira https://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/entenda-o-que-e-a-selic-a-taxa-basica-de-juros-da-economia-brasileira.ghtml A Selic é a taxa básica de juros do Brasil. Ela é uma referência para o custo do crédito no país e um dos principais instrumentos do Banco Central pra controlar a inflação. Selic é a abreviação de Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, onde os bancos registram operações de crédito fechadas entre eles de um dia para o outro. Esses empréstimos são lastreados em títulos públicos e o juro que um banco paga para o outro é a taxa Selic. Os diretores do Banco Central se reúnem em um comitê oito vezes por ano para definir a Selic, o Comitê de Política Monetária (Copom). Nessa reunião, eles avaliam a situação econômica do Brasil e definem qual a melhor taxa. A Selic é importante para ajudar o país a controlar sua inflação. Se a inflação está alta, o BC pode aumentar o juro. Isso faz com que o custo do crédito aumente no Brasil e esfrie o consumo. Se a taxa cai, o efeito é o contrário. O consumo é estimulado e a inflação pode ser pressionada. "De maneira geral, as autoridades do BC observam o nível de atividade econômica e as expectativas dos agentes econômicos. Se a economia estiver muito aquecida e o nível de emprego estiver perto do pleno emprego (desemprego baixo), pode haver descontrole inflacionário. A partir desse momento torna-se necessária a subida da taxa de juros", explica o economista e mestre em Finanças pela Universidade Mackenzie, Fernando Pinho. Juro do banco é maior que a Selic A Selic é uma referência mínima para as taxas de juros cobradas pelos bancos. Ela é considerada o custo que o banco tem para pegar dinheiro e emprestar para o cliente. Mas, em geral, o juro cobrado do consumidor é maior do que a Selic. Também entra na conta do juro final o custo da operação dos bancos (agências, funcionários, impostos etc), o risco de inadimplência e o seu lucro. Open Market São operações de título de mercado aberto. Quando há um aumento na liquidez, o governo vende títulos a fim de reduzi-la, sendo essa uma medida contracionista. Entretanto, quando o governo pagar essa dívida, a liquidez será maior que a inicial. O banco central também participa das operações de open market, comprando ou vendendo esses títulos, com a finalidade de realizar, rapidamente, "acomodações" diárias no volume da oferta de moeda. Assim, aointervir nos mercados monetários, o banco central pode controlar as taxas de juros de curto prazo, regular o nível de liquidez da economia e sinalizar a orientação da política monetária. https://pt.wikipedia.org/wiki/Open_market Taxa de redesconto Quando o banco está endividado e não pode tomar empréstimo com os outros bancos (mercado interbancário), esse banco pede um empréstimo ao Banco Central. Se aceito, há um empréstimo de redesconto com uma taxa. Exemplo: a)Politica monetária expansionista Taxa CDI (mercado bancário): 15% ao ano; Taxa de Redesconto (banco central): 15,1% ao ano. Nesse caso, o governo está estimulando os bancos pegarem empréstimo com o Banco Central, pois a taxa de redesconto é baixíssima. b) Política monetária contracionista Taxa CDI (mercado bancário): 15% ao ano; Taxa de Redesconto (banco central): 30% ao ano. Nesse caso, o governo está desestimulando os bancos pegarem empréstimo com o Banco Central, pois a taxa de redesconto é alta. Caso o banco Central negue o empréstimo, este intervém no banco. No Brasil há duas formas de intervenção do BC: a) RAET (regime de administração temporário) As ações do banco são proibidas de serem comercializadas na bolsa de valores; Os diretores têm seus patrimônios bloqueados e sues salários suspensos; O Banco Central assume o banco e os clientes não perdem dinheiro. b) LEJ (liquidação extrajudicial) As ações do banco são proibidas de serem comercializadas na bolsa de valores; Os diretores têm seus patrimônios bloqueados e sues salários suspensos; O Banco Central assume o banco e os clientes perdem dinheiro. Para proteger seus clientes, os bancos criaram o FGC (fundo de garantia de crédito), que é uma reserva que o banco tem para bancar até certa quantia dos seus clientes caso o banco vá à falência. Depósitos compulsórios O Banco Central aumenta ou diminui a taxa de depósitos compulsórios dos bancos a fim de aumentar ou diminuir a liquidez. Se a taxa maior é a taxa, menor é a liquidez. Se menor a taxa, maior é a liquidez. Ou seja: Quando há uma baixa taxa de depósitos compulsórios, os bancos têm mais dinheiro para emprestar, aumentando a oferta de crédito e diminuindo a taxa de juros para os clientes. Quando há uma alta taxa de depósitos compulsórios, os bancos têm menos dinheiro para emprestar, diminuindo a oferta de crédito e aumentando a taxa de juros para os clientes. Os depósitos compulsórios retiram moeda de circulação, entretanto o dinheiro não diminui, pois existe um fenômeno chamado multiplicador da política monetária. Isso significa que os bancos comerciais criam moeda dentro do sistema no processo de capacitação no empréstimo bancário. Política Cambial É a gestão estratégica da taxa de câmbio. Taxa de câmbio é uma relação de paridade entre duas moedas. Balanço de pagamentos É um documento contábil oficial controlado pelo Banco Central que registra todas as entradas e as saídas de moeda estrangeira no país decorrente de operações formais entre residentes e não residentes de um país, durante o período de um ano. Estrutura do balanço 1. Transações correntes a) Balanço comercial (exportações – importações) b) Balanço de serviços e rendas Fretes; Aluguéis; Royalties; Serviços empresariais diversos; Salários de funcionários de organizações internacionais e empresas multinacionais; Viagens internacionais; Rendimentos de aplicações financeiras; Juros da dívida externa; Lucros das multinacionais. c) Balanço de transações unilaterais (fundo perdido) 2. Balanço de capital (Entrada – saída) de recursos ligados às operações bancárias e patrimoniais. Faz parte do balanço de capital: Investimentos estrangeiros diretos (IED’s); Operações patrimoniais; Operações em bolsa de valores; Operações com títulos públicos e privados; Amortização da dívida pública; Novas operações de crédito, tanto concedidas com captadas. Risco soberano É o risco que um país tem de dar um calote internacional, calculado por empresas de consultoria. O risco é medido em taxa de juros. Reservas internacionais Representam um estoque de moeda estrangeira conversível pertencente à união, controlado pelo Banco Central. Todo pagamento ao exterior é feito mediante estas reservas, assim como todo pagamento do exterior do Brasil fica registrado nas reservas e é creditado internamente em moeda nacional. Balanço de pagamentos Balanço de transações correntes Balanço comercial Balanço de serviços e rendas Balanço de transaçoes unilaterais Balanço de capitais Formas de controle da taxa de câmbio 1. Câmbio fixo O Banco Central determina a taxa de câmbio, não reconhecendo o mercado cambial paralelo, por vezes o proibindo. 2. Câmbio flutuante Sendo o oposto do câmbio fixo, o Banco Central é “price taker” (aceita o preço) do mercado cambial. 3. Câmbio com flutuação administrada (“suja”) Políticas de valorização e desvalorização da taxa de câmbio Desvalorização O cambio desvalorizado facilita a exportação, pois o produto a ser exportado ganha competitividade do mercado externo. Em contrapartida, as importações ficam prejudicadas. Portanto o cambio desvalorizado leva a uma tendência de superávit do balanço comercial, além de fortalecer o mercado interno. A desvalorização do cambio leva a uma maior produção interna, aumenta o nível de emprego e consequentemente gera uma inflação de demanda. Há também a possibilidade de uma inflação de custos, pois a matéria prima importada torna-se mais cara. Valorização Quando há uma valorização no câmbio, as exportações ficam prejudicadas, pois os produtos ficam mais caros no mercado externo. Com isso, há uma tendência de déficit do balanço comercial, diminuindo a demanda. Portanto, há um desaquecimento da economia, levando a um desemprego e a uma baixa inflação.