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RESUMO PARA A 2ª AVALIAÇÃO DE 
Fundamentos da economia 
PROFESSOR: Luís Marques 
ALUNO: ERIC ANDRADE 
 
Este resumo abrange os seguintes assuntos: 
 Política fiscal; 
 Política Monetária; 
 Política Cambial. 
 
 
Políticas Macroeconômicas 
Política Fiscal 
Introdução 
É a gestão estratégica das receitas e das despesas do governo. 
A diferença entre a receita (R) e a despesa (D) chama-se resultado fiscal / orçamentário / público 
Há um resultado fiscal para cada nível na união, seja ele federal, estadual ou municipal. Desses, o único que podia 
emitir moeda (monetização do déficit) era o nível federal. Depois do Plano Real em 1994, quando há um déficit só 
cabe ao país o endividamento público. 
O orçamento é autorizado pelo poder legislativo ao executivo para que este possa gastar e arrecadar. Segundo a 
CF/88, há três tipos de orçamentos no Brasil: 
 PPA – Plano plurianual (4 anos) - PLANEJA; 
O Plano Plurianual (PPA), no Brasil, previsto no artigo 165 da Constituição Federal e regulamentado pelo 
Decreto 2.829, de 29 de outubro de 1998 é um plano de médio prazo, que estabelece as diretrizes, objetivos 
e metas a serem seguidos pelo Governo Federal, Estadual ou Municipal ao longo de um período de quatro 
anos. Tem vigência do segundo ano de um mandato presidencial até o final do primeiro ano do mandato 
seguinte. Também prevê a atuação do Governo, durante o período mencionado, em programas de duração 
continuada já instituídos ou a instituir no médio prazo. Com a adoção deste plano, tornou-se obrigatório o 
Governo planejar todas as suas ações e também seu orçamento de modo a não ferir as diretrizes nele 
contidas, somente devendo efetuar investimentos em programas estratégicos previstos na redação do PPA 
para o período vigente. 
 LDO – Lei de diretrizes orçamentárias (1 ano) - ORIENTA; 
No Brasil, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) tem como a principal finalidade orientar a elaboração dos 
orçamentos fiscais e da seguridade social e de investimento do Poder Público, incluindo os poderes 
Executivo, Legislativo, Judiciário e as empresas públicas e autarquias. Busca sintonizar a Lei Orçamentária 
Anual (LOA) com as diretrizes, objetivos e metas da administração pública, estabelecidas no Plano 
Plurianual (PPA). 
A iniciativa do projeto da LDO é exclusiva do chefe do Poder Executivo. O projeto é então encaminhado ao 
Congresso Nacional até o dia 15 de abril de cada ano, para aprovação. A Constituição não admite a rejeição 
do projeto de lei de diretrizes orçamentárias, porque declara, expressamente, que a sessão legislativa não 
será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias (art. 57, § 2º.). 
 LOA – Lei orçamentária anual (1 ano) - EXECUTA. 
A Lei Orçamentária Anual é elaborada pelo Poder Executivo e estima as receitas e fixa as despesas do 
Governo para ano subsequente. A LOA deve ser aprovada até o final de cada ano e, se durante o exercício 
financeiro, houver necessidade de realização de despesas acima do limite que está previsto na Lei, o Poder 
Executivo emite medida provisória, submetendo-a a aprovação do Congresso Nacional solicitando crédito 
especial ou suplementar, ou nos casos especiais, como: guerra, calamidade, comoção internas, dentre 
outros, emite créditos extraordinários, sem autorização prévia do legislativo, apenas anuência posterior. No 
caso dos créditos suplementares, estes podem ser solicitados através da própria LOA. 
O descumprimento da LOA está sob pena de crime de responsabilidade previsto pela constituição em seu 
art. 167 §1º. 
Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_plurianual https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_diretrizes_or%C3%A7ament%C3%A1rias https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_or%C3%A7ament%C3%A1ria_anual 
 
→ Receita 
a) Receitas correntes: são aquelas receitas públicas que se esgotam dentro do período anual, como os casos das 
receitas e impostos que se extinguem no decurso da execução orçamentária. Compreendem as receitas tributárias, 
patrimoniais, industriais, entre outras. São as receitas destinadas a cobrir as despesas orçamentárias que visam à 
manutenção das atividades governamentais. 
Art. 11, § 1º São Receitas Correntes as receitas tributárias, de contribuições, patrimonial, agropecuária, 
industrial, de serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de 
direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes. 
b) Receitas de capital: são aquelas receitas públicas que alteram o patrimônio duradouro do Estado, como os 
produtos de empréstimo contraídos pelo Estado em longo prazo (amortizações). Compreendem, assim, 
a constituição de dívidas, a conversão em espécie de bens e direitos, dentre outros. 
Art. 11, § 2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos 
de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas 
de direito público ou privado, destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e, ainda, o 
superávit do Orçamento Corrente. 
Fonte: https://ebradi.jusbrasil.com.br/artigos/450148288/classificacao-das-receitas-publicas 
→ Despesa 
a) Despesas correntes, pela Lei nº 4320/1964, são as despesas de custeio, que são dotações para manutenção de 
serviços públicos, bem como para atender obras de conservação e adaptação de bens imóveis, e transferências 
correntes. 
b) Despesas de capital são investimentos, inversões financeiras e amortização da dívida. 
Observação: Diferença entre déficit e dívida 
 Déficit: Variável de fluxo (muda de valou constantemente ao longo do tempo). 
→Se atualiza a cada nova movimentação. 
 Dívida: variável de estoque (muda lentamente ao longo do tempo). 
 →Magnitude específica em um ponto do tempo 
Fonte: https://orcamentopubliconoconcurso.wordpress.com/despesas-correntes-e-despesas-de-capital/ 
1. Tipos de dívida pública 
a) Em função do modo de captação 
Mobiliária 
Contraída com base em títulos públicos. O governo vende títulos para poder cobrir um déficit ou custo. A “grosso 
modo” quem compra um título está “emprestando” dinheiro ao governo. Nesses títulos há as regras para o 
pagamento aos compradores, bem como os juros, data e entre outras informações. Esse título é classificado como 
uma dívida mobiliária, pois é móvel, isto é: podem ser revendidas inúmeras vezes a terceiros. 
Contratual 
É uma dívida contraída com os fornecedores de determinados produtos ou serviços. 
 
b) Em função da origem do credor 
Interna 
É tudo o que o governo deve a credores domiciliados dentro do país. 
Externa 
É tudo o que o país deve a credores domiciliados juridicamente fora do país (é mais amplo). 
c) Em função do captador, ou emissor, no caso do Governo Federal 
O Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria do Tesouro Nacional – STN é o órgão responsável pela 
administração da Dívida Pública Federal. O objetivo dessa administração é suprir de forma eficiente as necessidades 
de financiamento do governo federal, ao menor custo de financiamento no longo prazo, respeitando-se a 
manutenção de níveis prudentes de risco. Adicionalmente, busca-se contribuir para o bom funcionamento do 
mercado de títulos públicos brasileiro. Fonte: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/conceitos-basicos-faq 
O Banco Central emite títulos para controlar a liquidez e a inflação. 
2. Tipos ou impactos da política fiscal 
a) Expansionista 
O governo reduz a arrecadação (R) e aumenta os gastos (D), levando a uma tendência de déficit fiscal. Essa política 
leva ao aumento de consumo e tende a aumentar o PIB. Consequentemente, aumenta-se o emprego e a inflação de 
demanda(caminhando para o primeiro quadrante da curva de Philips). Finalmente, a tendência é que a taxa de 
juros suba, pois o consumidor tende a comprar mais. Exemplo: 
Mês Receita Despesa Receita - Despesa Variação absoluta 
País A 
1 100 130 -30 
2 90 110 -50 -20 
País B 
1 100 70 +30 
2 90 80 +10 -20 
 
→ O objetivo da política expansionista é combater o desemprego. 
b) Contracionista 
O governo aumenta a arrecadação (R) e reduz os gastos (D), levando a uma tendência de superávit fiscal. Essa 
política leva a redução do consumo e tende a diminuir o PIB. Consequentemente, diminui-se o emprego e a inflação 
de demanda (caminhando para o terceiro quadrante da curva de Philips). Finalmente, a tendência é que a taxa de 
juros diminua, pois o consumidor tende a comprar menos. Exemplo: 
Mês Receita Despesa Receita - Despesa Variação absoluta 
País A 
1 100 80 +20 
2 110 70 +40 +20 
País B 
1 100 140 -40 
2 110 130 -20 +20 
 
→ O objetivo da política contracionista é combater a inflação de demanda e a dívida pública. 
3. Doutrinas para a tributação 
Neutralidade 
O tributo ideal é aquele que é o mais neutro possível. O tributo neutro é aquele que não distorce os preços nem a 
distribuição de renda. 
Como o tributo indireto (aqueles que atingem a circulação de bens e serviços) sempre distorce os preços dos 
produtos, o tipo de tributação adotada nessa doutrina é a direta (atinge diretamente a renda do contribuinte). 
Nível de renda por 
família 
Renda mensal antes do 
pagamento dos tributos 
% Tributos Renda após o 
pagamento de tributos 
 
A R$ 1000 20% R$ 800 -200 
B R$ 10000 20% R$ 8000 -2000 
C R$ 50000 20% R$ 40000 -10000 
 
→ O tributo é igual a todos, não alterando a distribuição de renda. 
Equidade 
O tributo deve distorcer para se fazer justiça social por meio dela. 
Podem ser usados dois critérios, no caso: 
I. Tributação em proporção à renda 
 
II. Tributação em relação ao benefício 
 
4. Tipos de carga de tributação 
 
Carga tributária neutra 
 A porcentagem de tributos pagos é a mesma independentemente da renda e da 
classe econômica; 
 Trata-se de um modelo utópico, que não possui nenhum país que possa ser citado 
como exemplo. 
Nível de renda por 
família 
Renda mensal antes do 
pagamento dos tributos 
% Tributos Tipos pagos Renda após o 
pagamento de 
tributos 
 A B A x B = C A - C 
A R$ 1000 10% R$ 100 R$ 900 
B R$ 10000 20% R$ 2000 R$ 8000 
C R$ 50000 30% R$ 15000 R$ 35000 
Nível de renda por 
família 
Renda mensal antes do 
pagamento dos tributos 
% Tributos Tipos pagos Renda após o 
pagamento de 
tributos 
 A B A x B = C A - C 
A R$ 1000 30% R$ 300 R$ 700 
B R$ 10000 20% R$ 2000 R$ 8000 
C R$ 50000 10% R$ 5000 R$ 45000 
Carga tributária progressiva 
 Quem tem maior renda paga uma porcentagem de impostos maior; 
 Predominância em países que têm tributação direta; 
 Estado do bem estar social (países europeus e Canadá). 
 
 
Carga tributária regressiva 
 Predominância de tributos indiretos; 
 Países Latino-americanos 
 
Observação: 
→ O Imposto de Renda brasileiro é progressivo, mas, no geral, tem tributação regressiva. 
 
5. Curva de Laffer 
A curva de Laffer mostra o máximo de tributos que uma sociedade aceita pagar. Caso a 
tributação exceda a tributação máxima eficiente (topo da curvatura), haverá saída de 
pessoas e empresas do país e, até mesmo, sonegações de impostos. Portanto, aumentar a 
carga tributária além desse limite é uma medida ineficiente. 
 
Observação 1: O que é “Supply side economics”? (Texto extraído da Folha de São Paulo) 
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2905200016.htm 
A concepção do "supply side economics" -literalmente, a expressão significa "economia ao lado da oferta"- surgiu 
nos anos 70, nos Estados Unidos. Os adeptos desta teoria sustentam que o crescimento econômico pode ser obtido 
com incentivos tributários que induziriam as empresas a realizar investimentos produtivos. Esses economistas 
defendem que a redução dos impostos estimularia as empresas a produzir mais e, consequentemente, faria com que 
os indivíduos ganhassem mais. Nos 80, o "supply side" foi adotado nos Estados Unidos, durante o governo de Ronald 
Reagan, como forma de combater a estagflação (inflação de dois dígitos acompanhada da estagnação econômica), 
que caracterizou o final dos anos 70 e o início dos anos 80 no país. 
Observação 2: O que é alíquota? 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Al%C3%ADquota 
Em Direito tributário, alíquota é o percentual ou valor fixo que será aplicado para o cálculo do valor de um tributo. 
A Alíquota é um dos elementos da matriz tributária de um tributo. Assim, há a exigência de que seu valor ou 
percentual seja estabelecido em lei. 
(%) + Fato gerador = Quantum 
● % é a alíquota; 
● Fato gerador é qualquer ação que gere um tributo; 
● Quantum é o tributo a pagar. 
6. Efeito Tanzi 
“Quando há inflação no período entre a ocorrência do fato gerador do tributo e o seu recolhimento aos cofres 
públicos, existe uma forte tendência à diminuição da arrecadação governamental. O que ocorre nesse interregno é 
uma perda real do valor carreado ao Poder Público. Tal fenômeno é denominado efeito Tanzi.” Fonte: 
http://jorgeaugustoac.blogspot.com.br/2011/10/efeito-tanzi.html 
→ Foi muito comum a partir dos anos 80 sendo “esquecido” a partir de 1994, com o Plano Real. 
Pelo lado da receita 
Significa uma perda de arrecadação para o governo em função de uma elevada taxa de inflação em conjunto com o 
espaço de tempo entre a ocorrência do fato gerador do tributo e seu efetivo recolhimento pelo contribuinte. 
O governo, para não perder sua arrecadação, criou a indexação dos produtos, a qual corrigia o valor do tributo. 
Pelo lado da despesa 
Ocorre quando, em momentos de alta inflação, o governo atrasa propositadamente o pagamento de fornecedores a 
fim de, quando efetuar o pagamento da dívida, esse venha sem nenhuma correção. Dessa forma, o fornecedor 
recebe seu dinheiro “corroído” pela inflação. 
 
7. Formas de mensuração do resultado fiscal 
Resultado nominal (RN) 
(Receita – Despesa): Tudo o que o governo arrecada e gasta sem qualquer correção. 
→ Quando há uma inflação alta, o resultado nominal não tem utilidade. 
Isso acontece, pois, se, por exemplo, um governo comprava 10 cadeiras a 300 reais cada (totalizando 3000 reais), 
agora, por conta da inflação, o governo compra essas mesmas 10 cadeiras a 700 reais cada (totalizando 7000 reais). 
Apesar de o gasto público ter aumentado, os benefícios gerados foram os mesmos, não melhorando a qualidade de 
vida. Nesse exemplo, os impostos (receita) sob o preço dos produtos aumentará, dando a impressão de que, pela 
ótica do resultado nominal, o governo está arrecadando mais. 
Resultado operacional RO = (RN – inflação) 
Como o resultado nominal pode estar contaminado pela inflação, remove-se esse valor dos cálculos, chegando ao 
resultado operacional. Só é necessário calcular esse valor quando a inflação é alta. 
Resultado primário (RP) = (RO – Juros pagos da dívida pública) 
É uma forma de analisar se o governo está podendo pagar a sua dívida e quanto está sobrando ou faltando. Por esse 
valor que se pode averiguar se o governo está em expansão ou contração. 
Juros Nominais (JN) = Juros da dívida pública + inflação 
 Receita – Despesa = Receita Nominal (RN) 
 Receita Nominal (RN) – inflação = Receita Operacional (RO) 
 Receita operacional (RO) – Juros pagos da dívida pública = Resultado primário 
→ Inflação + Juros = Juros nominais 
 
Política monetária 
É a gestão estratégica, feita pelo Banco Central, da liquidez (quantidade de moeda quecircula) no mercado 
financeiro. O primeiro impacto desse tipo de política é nos bancos. 
 
1. A polêmica sobre a independência do Banco Central 
Independente: O administrador pode adotar políticas de forma livre por conta de uma “blindagem” da legislação. 
Não independente: o administrador adota políticas de forma subordinada a seus “chefes” e podem ser retirados do 
cargo. 
Carta Capital: O que é a independência do Banco Central? Ela é boa? 
 https://www.cartacapital.com.br/economia/voce-sabe-o-que-e-autonomia-do-banco-central-157.html 
Quem nomeia o presidente do Banco Central? 
No Brasil, o Poder Executivo indica a diretoria. Ou seja, é o presidente da República quem indica o presidente do BC. 
Também é responsabilidade do Executivo definir suas metas e supervisionar sua execução. É assim que funciona no 
Brasil. Com as mudanças propostas pela oposição, o presidente do Banco teria um mandato a ser cumprido e não 
poderia ser demitido, a não ser em circunstâncias extraordinárias, como a comprovação do seu envolvimento em 
atividades ilícitas. 
O que está sendo proposto por Dilma, Aécio e Marina? 
O PT de Dilma Rousseff defende a autonomia operacional do órgão, mas argumenta que a economia precisa ser 
dirigida por aqueles que são eleitos; Aécio Neves (PSDB) defende mais autonomia, mas diz ser mais importante a 
sinalização que o presidente dá em relação a uma autonomia completa do que uma lei propriamente dita que 
garanta a independência do BC. 
Marina Silva (PSB) é que tem a posição mais firme no sentido de deixar o mercado se autorregular. É a única dos três 
candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas de intenção de votos que defende uma independência 
garantida por lei. Eduardo Campos também defendia maior autonomia do BC. 
A posição da candidata difere da que ela defendeu no pleito de 2010, quando disputou o Planalto pelo PV. À época, 
Marina falava em uma autonomia operacional e não institucionalizada. 
Quais seriam as vantagens da independência do Banco Central? 
Defensores de uma maior independência do Banco Central, como Eduardo Giannetti da Fonseca, conselheiro 
econômico de Marina Silva, observam que a independência impede que o Executivo interfira nas decisões do BC. 
Seria uma forma de manter a entidade mais preservada de pressões políticas e com maior credibilidade. Essa 
combinação "acalmaria" o mercado e contribuiria, em teoria, para diminuir as expectativas de inflação. 
E quais seriam as desvantagens? 
Os críticos da independência total do Banco Central argumentam que quem tem de definir a política econômica do 
País, que tem forte impacto no dia a dia da população, é um governo eleito, e não técnicos financeiros. Para a 
equipe econômica de Dilma, o governo não pode abrir mão de sua autoridade monetária. Por fim, não há consenso 
entre os economistas sobre a relação direta entre uma maior independência do BC e menores índices de inflação. 
 
 
EBC: Entenda o que significa dar autonomia ao Banco Central 
http://www.ebc.com.br/esportes/2014/09/entenda-o-que-significa-dar-autonomia-ao-banco-central 
Vantagens de dar autonomia ao BC: 
Para os defensores da autonomia do Banco Central, a relativa independência manteria a instituição mais preservada 
de pressões políticas e com maior credibilidade, zelando assim pela saúde monetária da economia. Formalizar a 
autonomia seria uma forma de aumentar a transparência da política monetária, bem como a eficácia das ações da 
autoridade para controle dos preços. 
Desvantagens de dar autonomia ao BC: 
Os contrários argumentam que o governo não pode abrir mão de sua autoridade monetária. Questiona-se, assim, 
uma possível “falta de legitimidade democrática” que pode ocorrer em relação ao Banco Central caso ele esteja 
separado do poder político. Além disso, também se teme uma descoordenação entre a política implementada pelo 
Banco Central e pelo Executivo. 
 
2. Tipos de impactos da política monetária 
Expansionista 
É quando o Banco Central aumenta a liquidez (↑M), isto é: aumenta a quantidade de dinheiro circulante. O primeiro 
impacto dessa medida é queda da taxa de juros (↓i) que, consequentemente, aumenta o consumo ao passo que 
fica mais fácil contrair empréstimos no banco. Esse aumento de consumo poderá ocorrer por meio do crédito ou à 
vista. 
Esse aumento do consumo e, um posterior aumento do investimento privado, eleva o PIB do país. Entretanto, há um 
aumento da inflação de demanda. 
→ Observação: a política monetária expansionista visa combater o desemprego. 
Contracionista 
É quando o banco central reduz a liquidez (↓M), fazendo com que a taxa de juros aumente (↑i). Isso faz com que o 
consumo seja reduzido (↓C). Posteriormente, o investimento privado cairá levando a uma queda do PIB. 
Finalmente, o desemprego aumenta e a inflação de demanda diminui. 
→ Observação: a política monetária expansionista visa combater a inflação. 
 
3. Mecanismos para a gestão da política monetária 
Gestão da taxa básica de juros 
É a taxa de condução da política monetária. Geralmente é a principal taxa de referencia, conhecida no Brasil também 
como SELIC (Sistema especial de liquidação e custódia), a qual é um sistema que controla as operações de compra e 
venda dos títulos federais. 
G1: Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira 
https://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/entenda-o-que-e-a-selic-a-taxa-basica-de-juros-da-economia-brasileira.ghtml 
A Selic é a taxa básica de juros do Brasil. Ela é uma referência para o custo do crédito no país e um dos principais 
instrumentos do Banco Central pra controlar a inflação. 
Selic é a abreviação de Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, onde os bancos registram operações de crédito 
fechadas entre eles de um dia para o outro. Esses empréstimos são lastreados em títulos públicos e o juro que um 
banco paga para o outro é a taxa Selic. 
Os diretores do Banco Central se reúnem em um comitê oito vezes por ano para definir a Selic, o Comitê de Política 
Monetária (Copom). Nessa reunião, eles avaliam a situação econômica do Brasil e definem qual a melhor taxa. 
A Selic é importante para ajudar o país a controlar sua inflação. Se a inflação está alta, o BC pode aumentar o juro. 
Isso faz com que o custo do crédito aumente no Brasil e esfrie o consumo. Se a taxa cai, o efeito é o contrário. O 
consumo é estimulado e a inflação pode ser pressionada. 
"De maneira geral, as autoridades do BC observam o nível de atividade econômica e as expectativas dos agentes 
econômicos. Se a economia estiver muito aquecida e o nível de emprego estiver perto do pleno emprego 
(desemprego baixo), pode haver descontrole inflacionário. A partir desse momento torna-se necessária a subida da 
taxa de juros", explica o economista e mestre em Finanças pela Universidade Mackenzie, Fernando Pinho. 
Juro do banco é maior que a Selic 
A Selic é uma referência mínima para as taxas de juros cobradas pelos bancos. Ela é considerada o custo que o banco 
tem para pegar dinheiro e emprestar para o cliente. 
Mas, em geral, o juro cobrado do consumidor é maior do que a Selic. Também entra na conta do juro final o custo da 
operação dos bancos (agências, funcionários, impostos etc), o risco de inadimplência e o seu lucro. 
 
Open Market 
São operações de título de mercado aberto. Quando há um aumento na liquidez, o governo vende títulos a fim de 
reduzi-la, sendo essa uma medida contracionista. Entretanto, quando o governo pagar essa dívida, a liquidez será 
maior que a inicial. 
O banco central também participa das operações de open market, comprando ou vendendo esses títulos, 
com a finalidade de realizar, rapidamente, "acomodações" diárias no volume da oferta de moeda. Assim, aointervir nos mercados monetários, o banco central pode controlar as taxas de juros de curto prazo, regular o 
nível de liquidez da economia e sinalizar a orientação da política monetária. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Open_market 
 
Taxa de redesconto 
Quando o banco está endividado e não pode tomar empréstimo com os outros bancos (mercado interbancário), esse 
banco pede um empréstimo ao Banco Central. Se aceito, há um empréstimo de redesconto com uma taxa. 
Exemplo: 
a)Politica monetária expansionista 
Taxa CDI (mercado bancário): 15% ao ano; 
Taxa de Redesconto (banco central): 15,1% ao ano. 
Nesse caso, o governo está estimulando os bancos pegarem empréstimo com o Banco Central, pois a taxa de 
redesconto é baixíssima. 
b) Política monetária contracionista 
Taxa CDI (mercado bancário): 15% ao ano; 
Taxa de Redesconto (banco central): 30% ao ano. 
Nesse caso, o governo está desestimulando os bancos pegarem empréstimo com o Banco Central, pois a 
taxa de redesconto é alta. 
Caso o banco Central negue o empréstimo, este intervém no banco. No Brasil há duas formas de intervenção do BC: 
a) RAET (regime de administração temporário) 
 As ações do banco são proibidas de serem comercializadas na bolsa de valores; 
 Os diretores têm seus patrimônios bloqueados e sues salários suspensos; 
 O Banco Central assume o banco e os clientes não perdem dinheiro. 
b) LEJ (liquidação extrajudicial) 
 As ações do banco são proibidas de serem comercializadas na bolsa de valores; 
 Os diretores têm seus patrimônios bloqueados e sues salários suspensos; 
 O Banco Central assume o banco e os clientes perdem dinheiro. 
Para proteger seus clientes, os bancos criaram o FGC (fundo de garantia de crédito), que é uma reserva que o banco 
tem para bancar até certa quantia dos seus clientes caso o banco vá à falência. 
 
Depósitos compulsórios 
O Banco Central aumenta ou diminui a taxa de depósitos compulsórios dos bancos a fim de aumentar ou diminuir a 
liquidez. Se a taxa maior é a taxa, menor é a liquidez. Se menor a taxa, maior é a liquidez. 
Ou seja: 
Quando há uma baixa taxa de depósitos compulsórios, os bancos têm mais dinheiro para emprestar, 
aumentando a oferta de crédito e diminuindo a taxa de juros para os clientes. 
Quando há uma alta taxa de depósitos compulsórios, os bancos têm menos dinheiro para emprestar, 
diminuindo a oferta de crédito e aumentando a taxa de juros para os clientes. 
Os depósitos compulsórios retiram moeda de circulação, entretanto o dinheiro não diminui, pois existe um 
fenômeno chamado multiplicador da política monetária. Isso significa que os bancos comerciais criam moeda dentro 
do sistema no processo de capacitação no empréstimo bancário. 
 
 
 
 
 
 
Política Cambial 
É a gestão estratégica da taxa de câmbio. 
Taxa de câmbio é uma relação de paridade entre duas moedas. 
Balanço de pagamentos 
É um documento contábil oficial controlado pelo Banco Central que registra todas as entradas e as saídas de moeda 
estrangeira no país decorrente de operações formais entre residentes e não residentes de um país, durante o 
período de um ano. 
Estrutura do balanço 
1. Transações correntes 
a) Balanço comercial (exportações – importações) 
b) Balanço de serviços e rendas 
 Fretes; 
 Aluguéis; 
 Royalties; 
 Serviços empresariais diversos; 
 Salários de funcionários de organizações internacionais e 
empresas multinacionais; 
 Viagens internacionais; 
 Rendimentos de aplicações financeiras; 
 Juros da dívida externa; 
 Lucros das multinacionais. 
c) Balanço de transações unilaterais (fundo perdido) 
2. Balanço de capital 
(Entrada – saída) de recursos ligados às operações bancárias e patrimoniais. 
Faz parte do balanço de capital: 
 Investimentos estrangeiros diretos (IED’s); 
 Operações patrimoniais; 
 Operações em bolsa de valores; 
 Operações com títulos públicos e privados; 
 Amortização da dívida pública; 
 Novas operações de crédito, tanto concedidas com captadas. 
Risco soberano 
É o risco que um país tem de dar um calote internacional, calculado por empresas de consultoria. O risco é medido 
em taxa de juros. 
Reservas internacionais 
Representam um estoque de moeda estrangeira conversível pertencente à união, controlado pelo Banco Central. 
Todo pagamento ao exterior é feito mediante estas reservas, assim como todo pagamento do exterior do Brasil fica 
registrado nas reservas e é creditado internamente em moeda nacional. 
Balanço de 
pagamentos 
Balanço de 
transações 
correntes 
Balanço comercial 
Balanço de serviços 
e rendas 
Balanço de 
transaçoes 
unilaterais 
Balanço de 
capitais 
Formas de controle da taxa de câmbio 
1. Câmbio fixo 
O Banco Central determina a taxa de câmbio, não reconhecendo o mercado cambial paralelo, por vezes o proibindo. 
2. Câmbio flutuante 
Sendo o oposto do câmbio fixo, o Banco Central é “price taker” (aceita o preço) do mercado cambial. 
3. Câmbio com flutuação administrada (“suja”) 
 
Políticas de valorização e desvalorização da taxa de câmbio 
Desvalorização 
O cambio desvalorizado facilita a exportação, pois o produto a ser exportado ganha competitividade do mercado 
externo. Em contrapartida, as importações ficam prejudicadas. Portanto o cambio desvalorizado leva a uma 
tendência de superávit do balanço comercial, além de fortalecer o mercado interno. 
A desvalorização do cambio leva a uma maior produção interna, aumenta o nível de emprego e consequentemente 
gera uma inflação de demanda. Há também a possibilidade de uma inflação de custos, pois a matéria prima 
importada torna-se mais cara. 
Valorização 
Quando há uma valorização no câmbio, as exportações ficam prejudicadas, pois os produtos ficam mais caros no 
mercado externo. Com isso, há uma tendência de déficit do balanço comercial, diminuindo a demanda. Portanto, há 
um desaquecimento da economia, levando a um desemprego e a uma baixa inflação.

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