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PARASITOLOGIA BÁSICA 
PARA ENFERMAGEM 
UNIDADE III: 
ANCYLOSTOMA SP 
ANCILOSTOMOSE 
 
PROFªALESSA VASCONCELOS 
1. INTRODUÇÃO 
 Pode ser causada tanto pelo 
 Ancylostoma duodenale 
 Necator americanus 
 Ancylostoma ceylanicum 
 É conhecida popularmente como "amarelão", 
"doença do jeca-tatu", "mal-da-terra", "anemia-
dos-mineiros, "opilação“... 
 A Ancilostomíase e a Necatoríase são duas 
doenças semelhantes causadas pelos 
parasitas nemátodes, Ancylostoma duodenale 
(Velho Mundo) e Necator americanus (Novo 
Mundo). 
 
 
2. MORFOLOGIA – Verme Adulto 
 Corpos cilíndricos e fêmeas maiores que os 
machos. 
 Extremidades anteriores têm a forma de um 
gancho, especialmente no Necator, que 
possue boca armada com placas ou espinhos 
duros. 
 Necator americanus 
 Fêmea: 9-11 mm 
 Macho: 5-9 mm 
 Lâminas cortantes 
2. MORFOLOGIA 
Ancylostoma duodenale 
 Fêmea: 10-18 mm 
 Macho: 8 - 11 mm 
 Dentes 
 
2. MORFOLOGIA 
 Ovos: em média 60X40 m 
 Larvas 
 
2. MORFOLOGIA 
 
3. CICLO BIOLÓGICO 
 Ciclo monoxênico. 
 Ovos são eliminados com as fezes. 
 A eclosão dos ovos se dão no ambiente; em 3 
semanas forma-se a larva filarióide ou infectante. 
 Penetração cutânea ou na mucosa da larva 
infectante; migração pelos vasos sangüíneos até o 
pulmão. 
 Última muda larval no pulmão; adultos migram até 
o intestino (duodeno e jejuno) onde se 
desenvolvem. 
 Acasalamento dos parasitos adultos e ovipostura. 
 
3. CICLO BIOLÓGICO 
 Período de pré-latência de 35-55 dias 
 Nutrição: adultos euritróficos (hematofágicos) 
 A produção diária de ovos varia de 9 a 20 mil 
ovos 
 Peridomicílio é área importante de transmissão 
em áreas de alta endemicidade, principalmente 
rural. 
 As larvas vivem meses em ambientes úmidos e 
sombreados, mas poucas semanas em 
ambientes secos e quentes. 
4. TRANSMISSÃO 
 Penetração ativa da Larva L3 (larva filarióide) 
por: 
 Via oral 
 Via transcutânea (andar descalço em locais 
úmidos 
 Período de incubação: 35 a 55 dias 
 
5. PATOGENIA 
 Eritema e prurido em área endemes (“micuim 
micuim”); devido penetração no hospedeiro, 
causando dermatite e lesões pápulo-
eritematosas (em ataques maciços) 
 Migração pulmonar com infiltrado pulmonar 
eosinofílico brando 
 Lesões intestinais: inflamação da porção 
ulcerada da mucosa 
 Perda de sangue (0,03-0,3 ml/larva/dia) 
 Hipoproteinemia 
 Localização errática 
5. PATOGENIA 
 Alterações gerais (febre, inapetência e perda de 
peso); 
 Em crianças pode provocar edemas, quando 
associado com alimenta alimentação deficiente 
ou parasitismo elevado; 
 Em casos graves associados com subnutrição: 
asma, coriza, anemia, emagrecimento, 
irritabilidade; cansaço, mialgias, cefaléia, dor 
epigástrica, vômitos e cólica. 
 Geofagia 
 Eosinofilia (10 a 30%). 
5. PATOGENIA 
 As pessoas portadoras desta verminose são 
pálidas, com a pele amarelada, pois os 
vermes vivem no intestino delgado e, com 
suas placas cortantes ou dentes, rasgam as 
paredes intestinais, sugam o sangue e 
provocam hemorragias e anemia. 
 
6. DIAGNÓSTICO 
 Clínico 
 Laboratorial: Presença de ovos nas fezes 
7. EPIDEMIOLOGIA 
 Haverá 1,25 milhões de pessoas infectadas 
segundo a OMS. 
 
7. EPIDEMIOLOGIA 
 Ocorre em crianças acima de 6 anos, adolescentes e 
adultos. 
 Solo arenoso, umidade e temperatura favorecem 
desenvolvimento estágio de vida livre. 
 Distribuição geográfica preferencial: locais temperados e 
tropicais. 
 É cosmopolita (regiões quentes e úmidas); 
 Prevalência variável (depende das condições ambientais e 
sociais): uso de calçados, melhoria da dieta, maior 
disponibilidade de anti-helmínticos. 
 Atualmente tem característica mais rural. 
8. PROFILAXIA 
 Saneamento básico. 
 Educação sanitária. 
 Suplementação alimentar (correção 
alimentar, suplementação com ferro e 
vitaminas) . 
 Uso de anti-helmínticos. 
 Produção de vacina. 
 
 
 
9. TRATAMENTO 
 Pamoato de pirantel 
 Mebendazol 
 Albendazol 
 Alimentação suplementar (Sulfato 
ferroso) 
 
LARVA MIGRANS 
1. INTRODUÇÃO 
 Larva migrans cutânea (LMC) 
 A Larva migrans cutânea é a doença 
provocada pela migração errática das larvas 
imaturas de ancilostomídeos do cão e do 
gato denominados Ancylostoma caninum e A. 
braziliensis. 
2. BIOLOGIA 
Morfologia: 
 Os parasitos adultos são bastante 
semelhante ao ancilostomídeos do homem, 
diferindo destes principalmente pela fórmula 
dentária na cápsula bucal; 
Hospedeiro: 
 Cão e gato são os hospedeiros naturais; 
 A infecção do homem é acidental, sendo que 
o verme geralmente chega ao estádio adulto. 
3. CICLO BIOLÓGICO 
 O ciclo dos ancilostomídeos dos animais é 
semelhante aos do homem, entretanto, 
desenvolve-se naturalmente apenas no cão e no 
gato. 
 Quando ocorre a penetração da larva infectante 
desses nematódeos na pele do homem, ocorre 
migração errática nesse local. As larvas não 
conseguem atingir a circulação sanguínea, nem o 
peritônio, de modo que não chegam ao pulmão 
para completar sua maturação e permanecem 
em migração. 
4. PATOLOGIA 
Ação mecânica: 
 A migração ativa da larva pelos tecidos pode 
provocar intensa ação inflamatória no local 
de passagem, também denominada de 
dermatite serpiginosa. 
Ação imuno/tóxica 
 Durante a migração tecidual errática pela 
pele, a larva imatura libera toxinas que 
induzem resposta imune e eosinofilia 
elevada. 
4. DIAGNÓSTICO 
 Clínico: observação direta da lesão 
serpiginosa é patognomônica da infecção por 
LMC. 
 Laboratorial: biópsia, não é utilizada de modo 
rotineiro. 
5. TRATAMENTO 
 Pomada de Tiabendazol 4x ao dia 
 Albendazol e Ivermectina 
 Atualmente ambas drogas são consideradas 
de primeira escolha na LMC, entretanto, a 
toxicidade desses medicamentos ainda esta 
sob investigação pelo FDA. 
6. EPIDEMIOLOGIA 
 A difusão do cão como animal de companhia 
torna este parasito cosmopolita. 
 Seu controle deve ser baseado diretamente 
no tratamento da população de cães e gatos 
infectados e no controle de geo-helmintos.

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