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CASO CONCRETO 3 Deyse Neves foi denunciada como incursa no delito tipificado no art. 1º, II, da Lei n.9455/1997, por ter havido, mediante a utilização de uma escova de cabelo de cabo de madeira e correia de cinto, agredido seu filho Wallace, de três anos de idade. Em juízo, confessou a ré ter tido como motivo das agressões físicas o negativa de seu filho em utilizar o banheiro para a realização de suas necessidades, bem como sua “pirraça” ao fazê-las no chão da sala de casa (fls.132/133). Restadas comprovadas autoria e materialidade das agressões e, consectárias lesões à integridade física da criança, o Ministério Público entendeu estarem presentes os elementos configuradores do delito de tortura e não do delito de maus-tratos, previsto no art.136, do Código Penal. Ante o exposto com base nos estudos realizados sobre o tema, indique, fundamentadamente, a correta tipificação à conduta de Deyse Neves, bem como diferencie os delitos supracitados. Resposta: Configura-se como crime de tortura, Lei nª 9455/97 Art. 1ª, II, pois uma criança de três anos não têm o entendimento de que aquela agressão tem uma finalidade educativa e punitiva. Ademais, não há resistência por parte da vítima. Tipifica-se como crime de tortura quando o individuo provoca um sofrimento físico/psicológico excessivo a vítima, já nos maus-tratos, conceituada no art. 136 do Código Penal, a intenção é corretiva. O dolo nos maus-tratos é "animus corrigendi" e na tortura o dolo é causar o intenso sofrimento. QUESTÕES OBJETIVAS 1. (UNEB - 2014 - DPE-BA - Estágio Jurídico - Defensoria Pública) “Uma criança de um 1 ano e 9 meses morreu após ser atropelada pelo próprio pai na zona sul de Porto Alegre, no início da tarde desta segunda-feira (30). Conforme a Polícia Civil, o pai, de 31 anos, estava saindo de ré da garagem de casa e não viu o menino, que foi atingido pelo veículo. O atropelamento aconteceu na Rua Dona Mariana, na Restinga. A criança foi encaminhada para o Hospital Moinhos de Vento da Restinga, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A Delegacia de Trânsito instaurou inquérito para investigar o caso. O pai e um tio da criança, que presenciou o ocorrido, prestaram depoimento durante a tarde”. (ATROPELO. Disponível em: < gaucha.clicrbs.com.br>. Acesso em: 30 dez. 2013). Na hipótese narrada, o pai da criança responderá criminalmente por: a) lesão corporal seguida de morte. b) lesão corporal seguida de morte, na hipótese preterdolosa. c) homicídio culposo, porém será possível a extinção da punibilidade pelo perdão judicial. d) homicídio culposo, porém será possível a extinção da punibilidade pelo perdão do ofendido. e) homicídio culposo e lesão corporal culposa, porém será possível a extinção da punibilidade pelo perdão do ofendido. Justificativas: a) Errada. Não há pratica que configure lesão corporal. b) Errada. Não há duas ações para que se configure como crime preterdoloso, onde é preciso que haja uma prática menos grave mas que obtém um resultado danoso mais grave que o pretendido. C) Certa. Há o homicidio culposo, e ocorre o perdão judicial pois a consequência do ato trará mais sofrimento do que a condenação. d) Errada. Não há o perdão do ofendido pois este morreu. e) Não há pratica que configure lesão e não há perdão por parte do ofendido pois o mesmo morreu. 2) Sobre os crimes de abandono de incapaz e exposição ou abandono de recém-nascido, analise as assertivas abaixo: I. o delito de exposição ou abandono de recém-nascido, em face da pena, admite a transação penal prevista na Lei n.9099/1995 – Juizados Especiais Criminais. II. consumam-se com a efetiva exposição ou abandono, desde que resulte perigo concreto à vida ou à saúde da vítima. III. em relação ao sujeito ativo do delito configuram delitos especiais próprios. IV. o delito de exposição ou abandono de recém-nascido pode ser praticado por terceiro como forma de auxílio ao pai ou à mãe, não contudo, pelo terceiro, diretamente, sem a participação do pai ou da mãe. Estão certos apenas os itens: a) I e II. b) I, II e III. c) I, III e IV. d) I e IV. Certo. Admite transação penal, pois no Art 134, a ação penal é de iniciativa pública incondicionada. Errado. Pra se configurar como crime de Abandono de recém nascido, não precisa haver perigo para o mesmo, é necessário para a consumação do crime apenas o abandono. Certo. Pois neste caso são pessoas específicas que podem praticar este delito. Mãe, pai ou uma terceira pessoa. Certo. Este delito é classificado como próprio, onde é admitido que o sujeito ativo possa ser uma participação (um terceiro).