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Yolanda Guerra - O Serviço Social frente à crise contemporânea

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aspirações das classes trabalhadoras. 
Mas deve ser também uma racionalidade que possibilite conhecer os fundamentos da ordem burguesa e suas metamorfoses; as demandas emergentes, os objetos de intervenção (para o que a atitude investigativa é condição); estabelecer os meios mais adequados para intervir sobre eles; avaliar a correlação de forças do momento, a fim de evitar tanto incorrer em falsos dilemas quanto investir em falsas alternativas. 
Para tanto, há que se ultrapassar a racionalidade formal-abstrata das correntes tecnocráticas, a visão tarefista-burocrática, bem como combater os subjetivismos, dos quais as vertentes pós-modernas são legatárias, que visam psicologizar as respostas profissionais. Ambos são produto do pensamento conservador burguês e dele se sustentam.
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( Artigo publicado originalmente na Revista Polêmica: com os olhos no futuro do Serviço Social, número 3, Conselho Regional de Serviço Social (CRESS), Belém-PA, maio de 2001. Algumas alterações foram introduzidas pela autora.
( Professora da Escola de Serviço Social da UFRJ. Doutora em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Autora do livro “A Instrumentalidade do Serviço Social”, Cortez, 1995 e de textos publicados em revistas especializadas. Atualmente desenvolve o Projeto de Pesquisa: “Fundamentos do trabalho profissional na contemporaneidade: crise capitalista e suas expressões na cultura profissional”, apoiada pelo CNPq e Coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre os Fundamentos do Serviço Social na Contemporaneidade - NEFSSC, da ESS-UFRJ. E-mail: yguerra1@terra.com.br
� Segundo Netto (1992: 88) é a natureza da profissão - posta a carência de um referencial teórico critico dialético - que faz dela um exercício profissional medularmente sincrético.
� A este respeito ver Guerra, 1995 e 2000.
� Dentre as condições objetivas tem-se o lugar que a profissão ocupa na divisão social e técnica do trabalho, seus espaços de intervenção, o contexto, a conjuntura histórico-social.
� Do ponto de vista das condições subjetivas estão as finalidades profissionais, as escolhas e a capacitação teórico-metodológica do assistente social. 
� Estamos considerando que o Serviço Social nasce como uma estratégia de classe, dentro de um projeto burguês de “reformas dentro da ordem”, visando à integração da classe trabalhadora, dadas as possibilidades econômico-sociais postas pelo monopólio, no momento em que o Estado assume para si o tratamento das questões sociais. 
� Aqui considera-se a existência desde objetivos claros, exeqüíveis e compatíveis com o projeto ético-político com o qual o assistente social pactua, enquanto condições subjetivas, até a existência de recursos financeiros, materiais, humanos, institucionais, no âmbito da condições objetivas.
� Há uma confusão no Serviço Social entre espaços profissionais e demandas. Estamos entendendo que os espaços historicamente configurados para o assistente social são os serviços sociais (Iamamoto & Carvalho, 1986) ou as políticas sociais (Netto, 1992) geridas pelo o Estado, pelas empresas privadas, pelas organizações patronais, pela sociedade civil organizada. O espaço que cabe ao assistente social na divisão sócio-técnica do trabalho é o de executor terminal de serviços ou políticas sociais. Mas isso não significa que como executor ele possa se isentar de atividades como administração e gerenciamento de recursos e/ ou de implementação de serviços. Considera-se, neste trabalho, que os espaços profissionais (campos de intervenção) se constituem numa variável da existência de condições requisitam a existência e reafirmam a pertinência da profissão.
� A concepção de política social aqui utilizada é a de Vieira (1992) para quem as políticas sociais são maneiras de expressar as relações sociais cujas raízes se localizam no mundo da produção, não podendo ser compreendidas autonomizada da política econômica. Nos países dependentes e periféricos, as políticas sociais não se constituem em políticas propriamente ditas, mas em planos, programas governamentais, resultantes de revoluções e crises econômicas e de reivindicações operárias ou da sociedade civil organizada, em decorrência dos quais se avança no processo democrático. 
� No Brasil,

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