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CAPÍTULO TRÊS
Kurt Lewin tinha, inicialmente, por objetivo estudar a psicologia de seu próprio grupo étnico. Lewin era judeu e alemão, e assim muitos outros, sofreu nas mãos dos nazistas. Somente depois se propôs a estudar as minorias psicológicas como um todo. 
Lewin procura compreender e encontrar uma interpretação científica para o que sofreu: seres humanos que, pelo simples fato de pertencerem a um determinado grupo étnico, vivem em uma insegurança permanente e dependem das variações do clima político das comunidades humanas nas quais procuram se integrar.
DEMOGRAFIA E PSICOLOGIA 
Os termos minoria e maioria possuem sentidos diferentes para a demografia e para a psicologia. 
Em demografia dizemos que um grupo constitui uma maioria quando ele representa mais de 50% da população estudada. Por sua vez, um grupo é considerado minoria quando é constituído por menos de 50% da população estudada.
Em psicologia um grupo é considerado como maioria psicológica quando goza (na prática) de todos os seus direitos como cidadão, podemos entender como sendo a classe dominante. As minorias seriam então compostas por pessoas que em coletivo dependem das vontades e determinações de outros grupos, não gozando de todos os seus direitos civis, podendo ser compreendido como classe dominada.
Existe ainda a distinção entre minoria discriminada e minoria privilegiada. A minoria discriminada é o conceito anteriormente explicado como minoria psicológica. Já minoria privilegiada se trata de uma minoria demográfica dentro da maioria psicológica, ou seja, um grupo de pessoas inferior a 50% da maioria psicológica que detém privilégios. 
Frequentemente as maiorias psicológicas, com o tempo, estratificam-se. No interior desses grupos uma minoria de membros pode e constitui-se em oligarquia e atribuir-se ou reserva-se privilégios exclusivos. A minoria privilegiada é, portanto, uma minoria demográfica no seio de uma maioria psicológica que ela controla e manipula a seu favor.
AS MINORIAS JUDIAS 
1. o estudo intitulado “when facing danger” trata do futuro ou das possibilidades de sobrevivência das minorias judias no Ocidente. 
Para chegar a abordagem do tema ao qual se propôs, Lewin analisa inicialmente o que levou os judeus a se refugiarem no Ocidente. 
Aponta que nos diversos combates, que países com população judia participaram, os judeus eram os primeiros selecionados para os campos de guerra, além de serem mandados para as partes mais perigosas do front. Além disso, chama atenção para o fato de que os judeus só foram reconhecidos como iguais depois das revoluções francesa e americana. 
As reflexões de Lewin adquirem um caráter pessoal ao se perguntar em que medida o problema judeu é um problema individual ou um problema social. 
Levando em consideração o fato de que os judeus foram massacrados durante o holocausto apenas devido a suas origens, sem considerar a história individual de cada um, Lewin chega a conclusão de que o problema é social. Podemos então afirmar que os judeus se caracterizam como sendo uma minoria psicológica. 
Na visão de Lewin, os grupos minoritários só adquirem direitos e benefícios a partir da modificação dos sentimentos e das necessidades da maioria. Sendo assim, atitudes descentes por parte das minorias não costumam provocar mudanças, acontece exatamente o oposto, quanto mais um grupo de minorias se sobressai mais ele arrisca ser perseguido.
2. Segundo estudo: “Bringing up the jewish child” trata da educação que deveria receber o jovem judeu para evoluir normalmente.
O grupo ao qual um indivíduo pertence pode comparar-se ao terreno sobre o qual ele se mantém e que lhe dá ou nega seu status social. Na medida em que o grupo lhe dá um status social, o indivíduo se sente em segurança; ao contrário, se o grupo não lhe concede nenhum status social, torna-se fonte de insegurança para o indivíduo. 
Sendo assim, pode-se afirmar que a estabilidade ou instabilidade do meio familiar determinará o equilíbrio emotivo da criança. Os grupos familiares também são responsáveis por transmitir crenças, tabus, leis, etc., que serão responsáveis por facilitar ou dificultar a adaptação social da criança. 
Para Lewin, a criança pertencente a um grupo minoritário deve conhecer o mais cedo possível sua condição, entendida aqui como o fato deste grupo ser alvo de discriminações e vexames. Quanto mais tempo os pais esperam para explicar estas condições, maiores a chance da criança ter sua adaptação social comprometida. 
Finalmente é fundamental ensinar muito cedo ao jovem judeu que o verdadeiro perigo para ele é de ser, durante toda à sua vida, um marginal na sociedade em que tenta integra-se e assim permanece durante toda a sua existência um eterno adolescente, incapaz como eles, de se identificar ao grupo ao qual pertence ou aos grupos aos quais deseja pertencer.
3. O terceiro estudo é incontestavelmente o mais importante dos três. Tem por título: “Self-hatred among Jews” e trata dos mecanismos de auto-depreciação que Kurt Lewin observara repetidas vezes em seu próprio grupo.
Para Lewin o ódio de si próprio pode ser encarado como sendo um fenômeno individual, de grupos e mesmo social. Em se tratando do fenômeno grupal é correto afirmar que o ódio de si acaba por afetar as relações intergrupais daquele indivíduo. Como fenômeno individual o ódio de si pode se manifestar de diversas maneiras, onde na maioria das vezes não é manifestado abertamente, mas sim, camuflado por racionalizações. O ódio de si é acima de tudo é um fenômeno social, uma vez que é fruto da situação social que o indivíduo vive, quando os judeus são aceitos em pé de igualdade dentro da comunidade que vivem o ódio de si tende a desaparecer e ser substituído por aceitação, enquanto que quanto maior a discriminação maior o ódio de si.
MINORIAS E MINORITÁRIOS
As minorias psicológicas são sociais em sua origem, em suas estruturas e em sua evolução. Sua dinâmica é essencialmente social. Do mesmo modo, a sobrevivência dos grupos minoritários não pode ser assegurada senão a partir do momento em que eles tomam consciência deste dado fundamental e o aceitam.
1. Origem das minorias
A maioria tem sempre interesse em privar a minoria de seus direitos, no entanto, são nos períodos de tensão que as represálias contra uma minoria aumentam, nestes períodos a minoria é usada de bode expiatório por uma maioria que está buscando descontar suas frustrações.
2. Constituintes, constituídos e constitutivos das minorias
Os constituintes das minorias
“Constituinte: Que faz parte de alguma coisa; que compõe ou constitui algo; componente. ”
Podemos dividir os componentes das minorias em: estruturais e dinâmica.
Em relação as estruturas: existem várias camadas. No centro encontram-se a camada mais solidifica, as pessoas que as compõem identificam-se positivamente com todas as características da minoria a qual pertencem. Já as camadas periféricas são moveis e fluidas, seus membros apresentam ambiguidade com relação as características de seu grupo, hora se identificam, hora desgostam, pois, isto os separa da maioria a qual desejam pertencer. Os membros das camadas periféricas muitas vezes, erroneamente, acreditam que seus sucessos profissionais e pessoais facilitarão para que sejam aceitos pela maioria. 
Em relação a dinâmica do grupo: de um lado encontra-se uma força de coesão, que é constituída pela atração que as pessoas pertencentes a uma minoria sentem por sua própria cultura. Do outro, uma força dissipadora, composta pela atração exercida pela maioria detentora de privilégios e direitos. Enquanto a primeira faz surgir atitudes de lealdade para com a minoria a qual pertencem, a segunda traz consigo a rejeição aos costumes da minoria a qual pertencem.
A minoria como constituída
Se concebermos a minoria como uma totalidade dinâmica, torna-se necessário assinalar o fator de integração deste grupo que faz destes indivíduos múltiplos um só grupo coerente. Este fator de unificação é o constitutivo do grupo.
Lewin reconhece doisgrupos de minorias. O primeiro tipo, das minorias integradas, é aquele composto por membros que, em sua grande maioria, possuem uma forte ligação com seus costumes, sendo assim, a maioria dos membros estão nas camadas centrais. O segundo tipo, das minorias mal ou não integradas, é apenas uma unidade aparente, resultante de pressões exteriores, onde grande parte dos membros possui o desejo de pertencer a maioria, sendo assim, podemos dizer que os membros que compõem estes grupos encontram-se em sua maioria nas periferias do núcleo dinâmico.
O fator constitutivo das minorias
O fator constitutivo de todo grupo é a interdependência da sorte de seus membros. 
As minorias integradas aceitam sua condição de minoria e lutam juntos pela emancipação e aquisição de direitos. Enquanto que as minorias não ou mal integradas sua condição como minoritários é apenas suportada, sendo unidos apenas pelo desejo de aceitação por parte da maioria. 
3. O futuro das minorias
Inicialmente três opções são possíveis: a primeira delas se trata de minorias que perdem a crença em sua sobrevivência, buscam meios que possam apressar sua aceitação pela maioria. Os duas outras são de grupos que ainda possuem a crença em sua sobrevivência. O segundo grupo busca assegurar sua sobrevivência através da integração com a maioria, pela igualdade de direitos e privilégios. O terceiro grupo, diferentemente do segundo, acredita que a sobrevivência da minoria só é possível através de uma emancipação total da maioria, de forma a preservar sua cultura e prosseguir com o a realização de seu destino coletivo. 
Lewin conclui que só estas últimas minorias têm alguma possibilidade de assegurarem sua sobrevivência. Engana-se aquelas que acreditam poder integra-se à maioria e nela conservar sua identidade étnica. Cedo ou tarde elas serão assimiladas.
CAPÍTULO QUATRO
DA PESQUISA-AÇÃO À DINÂMICA DE GRUPOS
Somente por etapas Kurt Lewin chegará a definir para si mesmo o que são cientificamente a dinâmica e a gênese dos grupos.
PESQUISA EM LABORATÓRIO E PESQUISA DE CAMPO
Após seus trabalhos, Kurt chega então a duas conclusões metodológicas. A primeira é que o estudo de minorias psicológicas só é passível de compreensão quando em referência com à sociedade global que estes fenômenos estão inseridos. A segunda conclusão diz respeito a compreensão do fenômeno em sua totalidade, e para que isto seja possível é necessária uma aproximação complementar de todas as ciências sociais.
Para Lewin, a pesquisa de laboratório em psicologia social lhe parece artificial e inadequada, ele defende então que a pesquisa mais adequada a psicologia sócia é a pesquisa de campo.
Lewin fixa então dois objetivos para toda a pesquisa sobre fenômenos sociais, são eles: fornecer um diagnóstico sobre uma dada situação social; e descobrir ou formular a dinâmica própria da vida de um grupo. Estes objetivos seriam complementares, uma vez que para completar uma o pesquisador é forçado a compreender a outra. 
Não há diagnostico de uma situação social concreta que possa ser formulado sem a exploração da dinâmica própria do grupo implicado por esta situação. Do mesmo modo, a dinâmica própria de um grupo não se revelará realmente, senão ao pesquisador que tenha conseguido assimilar todos os dados concretos da vida deste grupo. 
Para Kurt um pesquisador somente compreenderá de forma adequada a dinâmica do grupo que se propôs a estudar se for um agente ativo dentro deste grupo, assumindo o papel de participante, mas sem abandonar o papel de observador. É fundamental, entretanto, que o pesquisador não tente modificar a dinâmica do grupo que estuda, sem o consentimento explicito dos membros do grupo que serve à sua experimentação. 
OPÇÕES METODOLÓGICAS
Kurt Lewin era guestaltista, seus preceitos se elaboram e articulam a partir das concepções desta linha da Psicologia. Esta linha propõe aprender os fenômenos em sua totalidade, sem fazer dissociações entre os elementos que integram o conjunto como um todo. 
No plano dos objetos: Para Lewin, os pequenos grupos são as únicas totalidades dinâmicas passiveis de observação e experimentação. Isto porque a análise de situações concretas depende da interação entre os indivíduos que constituem o grupo, e somente nas minorias isto seria possível, pois as situações sociais as quais estão inseridas, ligam os indivíduos em contato direto.
No plano dos métodos: Para Lewin, um fenômeno só é passível de compreensão quando se consegue praticar neste fenômeno cortes analíticos sociais e concretos, de prospecções verticais. Ou seja, não é decompondo o fenômeno estudado para reproduzi-lo em laboratório que o pesquisador conhece a dinâmica essencial do grupo, mas sim tentando atingi-lo em sua totalidade concreta. Para que isto seja possível é de interesse dos pesquisadores inserir pessoas qualificadas dentro desses grupos minoritários, afim de usa-las para observar por dentro os processos e mecanismos do grupo em questão, além disso são as únicas pessoas dotadas de capacidade para realizar mudanças dentro deste grupo.
ATITUDES COLETIVAS
Anteriormente a Lewin, e tendo como um dos principais teóricos Moreno, a psicologia social buscava estudar os ambientes que seriam propícios a aprendizagem do processo de socialização do indivíduo. A partir de Lewin, os interesses dos pesquisadores são então deslocados para as atitudes coletivas. Há também uma mudança na abordagem e na metodologia, que se tornam dinâmicas e guestalticas.
Os comportamentos dos indivíduos enquanto seres sociais são função de uma dinâmica independente das vontades individuais. Os fenômenos de grupo são irredutíveis e não podem ser explicados a luz da psicologia individual. Toda dinâmica de grupo é a resultante do conjunto das interações no interior de um espaço psicossocial.
Para Lewin, o ambiente social contribui para a formação e transformação das atitudes coletivas (atitudes comuns a um grupo), incentivando ou inibindo tendências sociais anteriormente adquiridas. Entretanto, cada indivíduo perceberá a estrutura de maneira diferente, a depender de seus desejos, necessidades, etc. – suas atitudes. 
Uma situação social pode ser entendida como constituindo uma cadeia de fenômenos cuja resultante são os comportamentos de grupo, e nas extremidades da cadeia (início e fim) encontraríamos as atitudes coletivas.
Para Lewin é inconcebível separar em uma dicotomia o indivíduo e o meio em que ele está inserido. Objetos, seres e ações nada mais são do que elementos das situações sociais. 
CAMPO SOCIAL
Lewin utiliza três conceitos básicos para explicar as implicações sobre a gênese e dinâmica dos grupos.
1. O primeiro conceito-chave a que Lewin apela é o de “totalidade dinâmica”.
Todo conjunto de elementos relacionados que possuem certa dependência constitui um todo, uma totalidade dinâmica. 
2. O segundo conceito invocado por Lewin é o do “eu social”.
A personalidade teria uma estrutura quase-estacionária, tendendo a reencontra-se idêntico a si mesmo em todas as situações. Ele representa o eu em um sistema de círculos concêntricos, onde ao centro encontra-se o “eu íntimo” e é formado pelos valores de maior importância para o indivíduo; entorno deste se encontraria o “eu social” que abrange os valores que são partilhados por um grupo ao qual o indivíduo é pertencedor; e nas periferias encontra-se o “eu público” que está engajado nos contatos humanos ou nas tarefas em que apenas os automatismos são suficientes ou são exigidos. 
O “eu íntimo”, o “eu social” e o “eu público” não são estáticos, podem aumentar ou diminuir nos mesmos indivíduos conforme o tempo, podendo também apresentar variações entre os indivíduos.
3. O terceiro conceito é o de campo social
O campo social é uma totalidade dinâmica, podendo coexistir dentro do mesmo campo social: grupos, subgrupos, indivíduos separados por barreiras sociais ou ligados por redes de comunicação. Como totalidade dinâmica ele se constitui uma Gestalt, sendo assim irredutível. 
A partir deste conceito, Lewin elaboraentão inicialmente quatro hipóteses sobre a dinâmica dos pequenos grupos:
Primeira hipótese: o grupo constitui o terreno sobre o qual o indivíduo sem mantém. Diz-se que o terreno de determinada pessoa se encontra instável quando o indivíduo em questão não consegue definir claramente sua participação social no grupo ou não se encontra integrada a este.
Em segundo lugar: o grupo é um instrumento para o indivíduo, onde este último utiliza o grupo e as relações sociais que mantém para satisfazer suas necessidades psíquicas ou aspirações sociais.
Em terceiro lugar: o grupo é uma realidade da qual o indivíduo necessariamente faz parte, sempre que esta realidade se modifica o indivíduo se ressente dos contragolpes. O indivíduo encontra no grupo gratidões e frustrações, devido ao impacto social do grupo sobre seus membros.
Última hipótese: o grupo é um dos elementos ou determinantes do espaço vital do indivíduo, é no interior deste espaço vital que o indivíduo se desenvolve ou evolui. 
RESISTÊNCIA EMOTIVAS À MUDANÇA SOCIAL
O indivíduo, como parte do campo social ao qual está inserido, se vê sujeito ao clima social e as situações históricas e culturais presentes na atualidade daquele grupo. 
Assim, a conduta de todo indivíduo em grupo é determinada, de uma parte, pela dinâmica dos fatos e, de outra, pela dinâmica dos valores que percebe em casa situação. Ora, para ele (e é aqui que seu pensamento se torna explicito) o campo de forças que se destaca da interação dos fatos e dos valores depende de três coisas:
1. das tendências da maneira como o eu, de cada indivíduo, vai perceber o instante presente, variando de acordo com o passado pessoal de cada um.
2. das tendências do super-ego, que dizem respeito aos imperativos da sociedade e a maneira que foram interiorizados pelo individuo.
3. da situação social, entendido como o conjunto dos fragmentos do universo social com os quais o indivíduo mantém uma interdependência.
As duas primeiras constituem a dinâmica dos valores, e a última a dinâmica dos fatos.
A única maneira de modificar a dinâmica social de um grupo é tentar do interior deste grupo controla-la, sendo assim mudança social e controle social são conceitos inseparáveis. 
A respeito de uma mudança social, podemos observar duas atitudes: uma atitude conformista, onde toda mudança é percebida como catastrófica; e a atitude não conformista, que é inspirada pelas percepções sociais que antecipam toda mudança como desejável e esperada.
Apesar disso, os não conformistas geralmente não são agentes de transformações sociais, devido ao fato de não possuírem técnicas de comunicação que lhes permitam operar mudanças. Sendo assim, depende-se de grupos-testemunhos, compostos por estudiosos inseridos dentro do grupo social ao qual estudam.
A mudança social gera uma modificação do campo dinâmico no qual o grupo está inserido. Podemos identificar três tipos de fenômenos distintos em relação a mudança social, ou seja, três climas de grupo:
1. grupos que não possuem aspiração de evolução, são os grupos conformistas.
2. quando a mudança é deseja pelos elementos não conformistas do grupo mas encontram resistência por parte dos conformistas, que tentam frear e controlar as tentativas de mudança. Assim, a mudança se opera de forma lenta.
3. grupos não conformistas, aqui a grande maioria dos membros experimenta e sente desejo pela mudança. Nesses grupos as estruturas formais são flexíveis e funcionais, favorecendo as relações interpessoais, laços de interdependência e interações dinâmicas.
Lewin conclui que a mudança social para se operar exige que sejam modificadas as relações dialéticas que unem os três elementos seguintes: 
1. as estruturas da situação social
2. as estruturas das consciências que vivem nesta situação social
3. os acontecimentos que surgem nesta mesma situação social
Mas o fator determinante que tornará possível a mudança social, será sempre o clima de grupo dominante.
EXPERIMENTAÇÃO E AÇÃO SOCIAL
1. para Lewin a pesquisa em psicologia social deve ser uma ação social, ou seja, deve-se conhecer os fenômenos dos grupos a partir de seu interior, para que o experimentador seja capaz de analisados deve inicialmente consegui enxerga-los como uma Gestalt.
2. duas condições são essenciais para assegurar a validade de uma experimentação: 
Ela deve opera-se em pequenos grupos engajados em problemas sociais reais e preocupados em se reestruturara, para de modo mais funcional, se inserirem na situação social onde procuram atingir seus objetivos;
Ela deve ser realizada por pequenos grupos-testemunhas, compostos de experimentadores que estejam engajados e motivados em relação a mudanças sociais que querem induzir. A autenticidade de suas motivações lhes permitirá serem aceitos pelos grupos nos quais realizam as experiencias e procederem à sua experimentação a título de membro-participante integrado totalmente a dinâmica do grupo observado.
3. a experimentação deve ser realizada em três etapas, que visam operar uma mudança social através de um controle social das atitudes coletivas e dos comportamentos de grupo.
Analise das percepções de grupo que caracterizam os indivíduos, os subgrupos e o grupo propriamente dito.
Deve-se deduzir, prever e derivar das análises anteriores pressupostos sobre a possível evolução das percepções deste grupo.
Por fim, deve-se descobrir e prever os novos modos de comportamento de grupo que surgirão para harmonizar com a reestruturação das percepções desse grupo.

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