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Encefalite Viral Equina e fatores predisponentes de contaminação na Exposição de Itapetinga Docente: Profa. Dra. Pollyana Santos Faculdade de Tecnologia e Ciências Graduação em Medicina Veterinária Roberta Leite Medrado Souza Vitória da Conquista – BA 2018 Etiologia Agente etiológico: Arbovírus Togaviridae e Flaviviridae – Alphavírus e Flavivírus, (Se-mliki Forest virus, SFV; Ross River virus, RRV; Sindbis, SIN); Mosquitos vetores: Aedes, Coquillettidia, Culex e etc*. Encefalite = inflamação no encéfalo= desordem/disfunção no SNC *Várias espécies e subespécies Grupos de arbovírus Grupo Alphavírus: EEL, EEO e EEV Grupo Flavivírus: VENO e de St Loius Alphavírus Taxonomia: • Família – Togaviridae • Gênero – Alphavírus • Espécie - equine encephalitis virus Características: • genoma RNA- vírus, cadeia simples, não segmentado, esférico, envelopado com espículas/peplômeros. • 30-50nm a 40-80nm *Responsável por outras síndromes Epidemiologia Epidemiologia Epidemiologia Contaminação: mosquito hematófago transmissão indireta – picada + reserv. Zoonose, epidêmica, sazonal mortalidade média à alta, (confundida com raiva) alta patogenia em equídeos - encefalomielite difusa Hospedeiros terminais ou sequelas Fatores de Riscos: Animais não vacinados, épocas quentes do ano com alta umidade relativa do ar, regiões endêmicas, EEV zoonótica SAÚDE PÚBLICA! PERDAS ECONÔMICAS! EEL – Encefalite Equina do Leste • Detectada EUA: em 1931, isolado em 1993 – O mais virulento Duas variantes: 1. norte-americana mais patogênica (ao leste dos Eua, Texas e Caribe) 2. sul-americana menos (América do Sul e central) Ciclos epidemiológicos: 1. Há participação de aves silvestres e mosquitos do gênero Aedes 2. Pássaros locais ou domésticos e mosquitos do gênero Culex *Nele cavalos e humanos são hospedeiros terminais. EEO – Encefalite Equina do Oeste Único variante: oeste do Canadá, estados dos EUA a oeste do rio Mississipi, México e América do Sul. • Isolado em 1938 , mosquitos do gênero Culex é vetor. • Hospedeiros acidentais e baixa viremia. Cerca de 30 espécies de aves desempenham papel importante como reservatórios (alta viremia), também répteis. EEV- Encefalite Equina Venezualana Apresenta seis subtipos – epizootias; México em 1993/ isolado em 1934 América do Norte, Central e do Sul: [ambientes florestados ou pantanosos, com água doce ou salobra] Guajira, Venezuela: é uma reemergência continental Não patogênicos para cavalos, morcegos -hospedeiros alternativos. Vetor Aedes Equinos = amplificadores dos vírus, isolamentos virais = 30 espécies de mamíferos. Aedes = ciclo de vida – ave e roedor Brasil Revisão recente: EMERGENTES sorodiagnóstico em equinos, aves silvestres e mosquitos nos Estados de MG (2017), PB (2017), RJ (2015), RN (2015), PA (2013), PI (2016),SP (2016), RR (2017), DF (2015), AL (2017), PE (2017), MA (2017) O VENO – Nilo Ocidental - agora é endêmico nos EUA, Canadá e América Central, e foi detectado em vários países da América do Sul e Central (Brasil, Peru, Guiana Francesa, Trinidad e Colômbia). Exposição de Itapetinga Como proposta de análise sobre os riscos de contaminação, referente à aula de campo, inerente à Disciplina de Microbiologia Veterinária, foram observados aspectos indicativos de predisponentes à disseminação de doenças no evento 48º Exposição de Itapetinga, Sudoeste da Bahia, ano de 2018. Foram observados nuances acerca dos animais ali expostos, bem como fatores oportunos à disseminação. ExpoItapetinga Dos Equídeos 1.Alimento sem armazenamento adequado expostos ao intemperismo - umidade/ calor 2.Animais em tratamento sem o isolamento adequado expostos em compartimentos com barra 3.Baias muito próximas umas das outras 4.Má higiene das baias, do pavimentos em pavilhões e utensílios usados. 5.Medicamentos e utensílios usados e descartados de forma indevida. 6.Local de recepção destes compartilhado com outros animais, sob grande estresse, e ainda com de outras espécies. ExpoItapetinga Dos arbovírus (agente etiológico) e mosquitos (vetor): 1. Padrão sazonal: verão, devido à maior ocorrência de chuvas e aumento da temperatura nessa estação, água parada, tanto vetores e hospedeiros cíclicos disseminados. 2. Água parada nos corredores entre pavilhões, junto à excremento e sujeira 3. Animais trazidos de locais distantes em um pequeno espaço, em grande quantidade, expondo-os a estresse e possível queda de imunidade Patogenia Patogenia Não intervenção = óbito Intervenção precoce = sequelas Saliva do vetor com vírus reservatório (aves, roedores, mamíferos, répteis infecção subcutânea Musculatura esquelética animal/humano Célula de Langerhans (dendríticas da epiderme) aos linfonodos Viremia (varia do grau e duração) alcance do SNC ocasionando desordem EEL e EEO – plexo coróide e EEV nervo olfatório (secreção nasal/oral) Sintomatologia + Paralisias Achados clínicos Sintomas: febre, cegueira, depressão, anorexia, paralisia labial, convulsões, tremores, perda de reflexos, andar cambaleante ou em círculos e paralisia de membros, delírio, coma, Pode evoluir para o óbito (2 a 3 dias) Descrição: estranhas posições com os membros, os anteriores abertos, sentam sobre os posteriores, manter cabeça apoiada sobre um bebedouro ou cerca, contra a parede, ou também mantem o capim parcialmente mastigado pendendo da boca. Zoonose Pessoas se infectam os 4 tipos: -Os sinais clínicos são leves semelhantes à gripe até morte. -Crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas são suscetíveis. -Sequelas. A doença humana é descrita raramente e, várias vezes, acompanha infecções equinas em, aproximadamente, 2 semanas. Diagnóstico Sinais clínicos e epidemiológicos isolamento viral em camundongos lactentes e/ou cultivos celulares (fibroblasto de embrião de galinha) Sorologia – ELISA: com aumento da concentração de IgM em 85 a 90% (exposição recente) Amostra de anticorpo neutralizante como IgG para subtipo do vírus – confirmatória e de Soro. Tratamento • tratamento suporte: não há antiviral específico. • soro antiencefalomielítico + local calmo, escuro e higiênico. • controle da dor e inflamação, evitar lesões • flunixino meglumina no início da enfermidade, reduz a gravidade dos sinais. • uso de tranquilizantes e medicações anticonvulsivantes, fluidos e suporte nutricional. Eficácia no estágio inicial Trabalhos recentes com imunoterapia passiva indicam possível benefício à VNO Profilaxia • Vacinação: partir do terceiro mês, com revacinação semestral; • Vigilância epidemiológica para controle de vetores e reservatório para controle de arbovírus, monitoramento em regiões endêmicas e epidêmicas; • Médicos veterinários atuantes também a tomar medidas de biossegurança ao realizar necropsias e procedimentos, bem como tratadores e outros (repelentes); • Documento de GTA, assinados por veterinário;* • Vistoria/ teste de admissão em locais de exposição, competição e venda. Profilaxia O manejo ambiental: área do estábulo, do piquete e das pastagens limpas, livres de ervasdaninhas e matéria orgânica, como fezes, que podem abrigar mosquitos adultos. Limpeza de tanques de água e bebedouros ao menos 1 vez/semana reduzirá as áreas de reprodução dos mosquitos. A remoção de outros recipientes, como vasos de flores e pneus utilizados que podem armazenar água parada, é essencial para a redução do número de mosquitos na área. Referências Bibliográficas RODRIGUES, Maria Luana Cristiny Silva. Raiva e encefalite viral eqüina no semiárido Nordestino,Brasil. Patos, PB – 2010. JHOHANN, Maria. Encefalites Equinas De Origem Viral: Revisão De Literatura. Cruz Alta, RS – 2012. PIMENTEL, Luciano A. Doenças do sistema nervoso central de equídeos no semi-árido. Patos, PB – 2009. KOTAIT, Ivanete. Vigilância Epidemiológica das Encefalites Eqüinas. São Paulo, SP – 2009. Exames Necessários para Transporte de Equinos. Disponível em: <http://www.tecsa.com.br/assets/pdfs/Exames%20Necessarios%20para%20Transporte%20de%20Equ ideos.pdf >Acesso em: 30 de maio de 2018 Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos. Disponível em: < https://adapec.to.gov.br/animal/sanidade-animal/programa-estadual-de-sanidade-dos-equideos--- pese/> Acesso em: 30 de maio de 2018 Encefalites. Disponível em: < http://www.saude.sp.gov.br/resources/instituto- pasteur/pdf/wrd2011/ivanete-encefalites-wrd-2011.pdf > Acesso em: 30 de maio de 2018 Doenças Virais em Equinos. Disponível em: < http://slideplayer.com.br/slide/10390079/ > Acesso em: 30 de maio de 2018 Doenças Emergentes em Equinos. Disponível em: < https://cavalus.com.br/saude-animal/doencas-emergentes-em-equinos> Acesso em: 30 de maio de 2018 CAMPOS, Karinny F. Surto de encefalomielite equina Leste na Ilha de Marajó, Pará. Belém, Pará – 2013. CYNTHIA M. KAHN.T et al., Manual Merck de Veterinária, 10. th. Merial, EUA, 2013.