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Caso ives ota Os ex-PMs Paulo de Tarso Dantas e Sérgio Eduardo Pereira de Souza, condenados a 43 anos e 2 meses pelo seqüestro e assassinato do menino Ives Ota, 8 anos, em agosto de 1997. o juiz da 17ª Vara Criminal de São Paulo, José Luiz de Carvalho, condenou o motoboy Adelino Donizete Esteves (Silvio) A brutalidade do crime do menino Ives Ota, que morreu no começo dos anos 90, chocou a equipe de perícia médica e criminal. Os sequestradores fizeram uma cova no quarto de uma das filhas dos criminosos, colocaram o menino e deram um tiro no rosto. Depois tamparam o buraco e colocaram um berço em cima. Segundo Filho, até o médico legisla chorou ao ver o corpo No dia do sequestro, Ives brincava com um primo na sala do sobrado onde morava, na Vila Carrão, em São Paulo. Enquanto os pais do garoto trabalhavam, o motoboy Adelino Donizete Esteves, inicialmente identificado como Silvio da Costa Batista, invadiu a casa fazendo-se passar por entregador de uma floricultura. Armado, rendeu a babá e pegou o menino. Em seguida, colocou-o num carro e o levou para a própria casa, que serviu como cativeiro. Mas, de acordo com depoimento de Silvio, logo que chegaram ao cativeiro, Ives reconheceu Dantas, que teria, então, ordenado a morte do garoto. Naquela madrugada mesmo, o motoboy teria oferecido um copo de leite com chocolate e uma espécie de calmante ao menino. Sedado, ele logo adormeceu. Então Ives foi colocado em um buraco cavado no próprio chão do quarto de Silvio, embaixo do berço da enteada, onde foi colocado. Depois, o motoboy disparou duas vezes contra o rosto do garoto. No dia 5 de setembro, enquanto negociava o resgate em um telefone público com Masataka, Silvio foi preso. Ele confessou o crime e delatou Dantas e outro segurança da loja da família, o também soldado da Polícia Militar Sérgio Eduardo Pereira de Souza, que seria uma espécie de “seguidor” de Dantas. Os dois policiais foram detidos no mesmo dia, enquanto trabalhavam na loja de Masataka, no bairro de São Miguel Paulista, em São Paulo. A polícia também identificou que a arma usada por Silvio durante o sequestro, uma pistola automática de calibre 380, pertenceria a Dantas. No dia 2 de junho de 1998, data em que Ives completaria nove anos de idade, o juiz da 17ª Vara Criminal de São Paulo, José Luiz de Carvalho, condenou o motoboy Adelino Donizete Esteves (Silvio) a 45 anos e seis meses pelos crimes de sequestro, homicídio, ocultação de cadáver, falsidade ideológica e falsa identidade. Os dois policiais foram sentenciados a 43 anos e dois meses de prisão cada um por sequestro seguido de morte e ocultação de cadáver. O motoboy foi o único que confessou o crime. Em outubro de 2005, por decisão da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os três acusados passaram a cumprir a pena em regime semiaberto. Após a grande