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Ciência Política e Teoria Geral do Estado

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Ciência Política e Teoria Geral do Estado
1. O Direito, Poder, Estado e Política.
Direito – Desempenha certa função mediante a utilização de determinada estrutura e segundo um método de trabalho específico.
Poder – É a capacidade de submeter outra pessoa a nossa vontade. O Poder Político se diferencia dos demais, pois há o uso da violência, porém ela é legitimada. Essa legitimação se dá através da linguagem, podendo ser usada somente se estiver em texto (lei) e foi exercida por autoridades específicas. Quando se fala em violência, não é somente aquela física, mas também, por exemplo, um homem que está devendo algo para o estado, e um oficial de justiça vai até sua casa e retira um de seus bens. Isto também é a violência.
Estado – Se forma com recursos retirados da sociedade, geralmente na forma de imposto. Através do estado se executa uma dominação política, monopolizando a prerrogativa do uso do poder.
Política – Quando a fizemos queremos obter poder para tomar certas decisões.
2. Origem e Formação das Sociedades Primitivas
Teorias não-contratualistas:
Origem familiar ou patriarcal – Cada família se ampliou e deu origem a um estado. As sociedades matriarcais foram substituídas pelas patriarcais, por motivos de força, e função reprodutiva.
 
Origem em atos de força e violência – As conquistas de territórios, disputas entre grupos e a superioridade de um grupo perante outro fez nascer a relação entre dominador e dominado.
Origem em causas econômicas – As pessoas descobriram que podiam produzir e estocar alimentos, saindo da fase nômade. Agora, elas podiam se estabelecer em locais fixos e sobreviver por meio das plantações, criar animais. Segundo o professor a principal invenção foi a cerca, que fez com que a pessoa se desse uma propriedade, adquirindo poder.
Origem por motivos Religiosos.
3. Tipos Históricos de Estado
-Idade Antiga (4000 a.C até 476 d.C)
a) Estado Antigo do Oriente - Duas características fundamentais deste estado: A natureza unitária e a religiosidade. Não havia divisões de territórios e nem de funções. 
O direito era extremamente fragmentado, pois a sociedade era organizada em um sistema de Castas, ou seja, quanto melhor a casta, mais poderes e direitos a pessoa possuía, e vice-versa. 
	Além disso, se organizavam em uma política baseada na teocracia, ou seja, acreditavam que o poder era algo dado pelos deuses.
b) Estado Greco Antigo ou Helênico (1100 a.C até 146 d.C) – Eram as Cidades-Estados, ou Pólis, que eram pequenas aldeias fortificadas, não muito grandes. A maior dela foi Atenas. As Pólis buscavam sempre se tornar uma autarquia, ou seja, serem independentes. 
Eram politeístas, acreditavam em vários deuses que lhes davam uma certa ideia de imortalidade, na qual as pessoas deviam fazer algo que as deixassem lembradas para sempre.
Uma dessas formas era fazer parte da Pólis, ou seja, ser um cidadão que participava das decisões. Só era considerado um cidadão aquele que se dedicava inteiramente a Pólis, escravos e comerciantes, por exemplo, não eram. O direito político era igualitário, não interessava para eles os direitos privados, somente as coisas públicas. As decisões e discussões aconteciam na Ágora, a praça da Pólis. Diz-se que foi lá que nasceu a “democracia” 
c) Estado Romano (754 a.C até 476 d.C) – O estado romano teve sua origem da união de famílias que eram regidas pelo Pátrio Poder, que formaram uma aldeia. Logo, essa aldeia teve uma rápida expansão, pois os romanos acreditavam que deviam civilizar os outros povos. Desta maneira, Roma se tornou um Império.
Em Roma nasceu uma primeira divisão entre o Direito Público e o Direito Privado, pois como as famílias eram de Pátrio Poder, os patriarcas não queriam que o estado intervisse em suas casas, por isso criaram estas divisões. Imperium – Estado/ Dominium – Privado.
4. Idade Média
Estado Medieval – 3 foram os fatores que determinaram as principais características do estado medieval.
1 – Invasões Bárbaras: Os bárbaros, nas terras conquistadas, começaram a incentivar a criação de unidades independentes, fazendo com que houvesse uma constante situação de guerra e uma ordem bastante precária.
2 – Cristianismo – A igreja queria se universalizar, porem haviam dois fatores que a seguravam, um, era a multiplicidade dos centros de poder, e o outro, era a recusa do Imperador de se submeter ao poder da igreja.
3 – Feudalismo – Um sistema administrativo e uma organização militar. 
No Estado Medieval, o Senhor Feudal buscava sempre proteger o seu feudo, desta forma, nasciam relações de hierarquia e vassalagem entre um feudo e outro, havia uma troca de favores.
Como havia a Igreja, o Imperador e os Feudos, o poder era extremamente fragmentado, cada um controlava alguma coisa e não havia um poder superior a todos os outros que pudesse ditar regras que seriam universais.
O direito era tradicional e costumeiro, refletia os privilégios dos senhores feudais. 
5. Final da Idade Média – Início da Idade Moderna Absolutista
Acontecimentos que marcaram o Início da Idade Moderna:
- Econômicos: As cruzadas, com o grande movimento de exércitos fez com que fossem criadas estradas e também fez com que houvesse o ressurgimento do comércio.
A Invenção de equipamentos de navegação, como a bússola, por exemplo, que fez com que os navios pudessem navegar para mais longe (Grandes Navegações). Isso fez com que surgissem os Burgos.
- Sociais: Nasce uma nova classe, a Burguesia. Seu poder econômico aumentou rapidamente, porém era só isso que eles tinham, ainda não tinham nenhum poder político. Dessa forma, começaram a cobrar mudanças. Cidades cresceram.
- Culturais: Renascimento e Iluminismo.
O iluminismo dizia que as pessoas deveriam viver de acordo com a razão, deveriam raciocinar. A burguesia foi a grande apoiadora desta ideia, eles queriam acabar com os privilégios dos senhores feudais, serem tratados de modos iguais e queriam dar o poder somente ao Rei.
- Políticas: Houve então a unificação do poder político. 
A Guerra dos 30 Anos (guerra entre feudos, igreja, reinos), quando em 1648 foi assinado o Tratado de Westfália, na qual pela primeira vez os Reis se colocaram em posição de superioridade, pois concordaram em controlar a guerra dentro de seus reinos. Desta forma, houve a separação do poder político do poder religioso.
O poder político ficou exclusivo do Rei, e o poder religioso era a cargo da igreja. Um não interferia no outro. Houve também o reconhecimento dos limites territoriais.
6. Assim, há os Três Elementos Constitutivos do Estado: 
1- Território: desempenha uma função positiva, tudo que se encontra dentro do território de um estado fica submetido a sua autoridade, e uma função negativa, de exclusão de toda e qualquer autoridade diferente daquela do estado.
2- Nação/Povo – é o grupo vinculado a uma determinada ordem normativa.
3- 1 poder político – o poder único e absoluto do estado, não deve haver interferências externas.
Maquiavel – Deu a denominação de estado, dizia que o que existia antes não era um estado, só se transformou em estado a partir do momento em que houve a unificação e estabilização do poder. Ele separou a moralidade política da moralidade religiosa.
7. Soberania
- Com o estado moderno, nasceu a noção que temos hoje de Soberania.
Segundo Jean Bodin, (1567), na sua obra Les Six Livres de la Republique, o estado só é estado quando detém um poder absoluto e perpétuo, adquirindo assim soberania.
- Poder absoluto – Não é um poder ilimitado, é todo do Monarca, não a nada que o impeça de exerce-lo, porém ele deve fazer isso com bom senso, há apenas um limite ético. 
O monarca não criava o direito, somente declarava que ele existia. A assembleia podia impor limites para ele, porém o monarca detinha o poder absoluto, portanto não era obrigado a cumpri-los.
- Rousseou – Em sua obra, O Contrato Social, Rousseou diz que a soberania não pertence a uma pessoa só (monarca), mas sim que pertence a cada um do povo, sendo ela dividida em partes iguais. Desta maneira, Rousseou