CONTESTAÇÃO
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DisciplinaPrática Real e Simulada Cível I23 materiais190 seguidores
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EXECELENTISSÍMO SENHOR DOUTOR DE DIREITO DA 1º VARA CÍVIL DA COMARCA DE ANÁPOLIS \u2013GO
PROCESSO Nº XXX
João Pinho, espanhol, viúvo, contador, portador da carteira de identidade sob o Nº XXXX,XXXX, inscrita no CPF sob o Nº XXXX, XXXX, endereço eletrônico XXXX, domicílio na rua XXXX, XXXX, XXXX, vem por seu advogado com o endereço na rua XXX,XXX, endereço eletrônico XXX, nos autos da ação XXX que lhe move XXXX, apresenta a sua.
CONTESTAÇÃO
PELO RITO COMUM: Em face da empresa XYZ, já qualificada nos autos da AÇÃO DE ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO, baseado nos fatos e fundamentos a seguir expostos.
1- SÍTESE DOS FATOS
Na presente ação de ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO, referente dois apartamentos situados na Rua Arboredo 324, Apts. 307 e 505, Goianias/GO. Que foram doados para suas fihas Mara Pinho e Marta Pinho com a concordância de ambas no dia 06 de janeiro de 2012, data em que as doações foram levadas a registro.
O réu João Pinho é fiador em contrato de locação firmado entre a autora como locadora e tendo como locatário Mario Vargas, brasileiro, divorciado, contador, residente na Rua Barão da Pena, 340, Anápolis/GO, desde 05 de março de 2008, que hoje vigora por prazo indeterminado.
Ocorre que o locatário se encontra inadimplente desde 06 de abril de 2014, o que acarretou ação de despejo contra o locatário proposta em 09 de julho de 2015 e julgada procedente em 25 de novembro de 2016 já em fase de execução para cobrança dos aluguéis. 2ª Vara Cível de Anápolis/GO.
2- Preliminares
2.1- Inconpetencia relativa \u2013 Art. 337 incisos II
No presente caso se trata de incompetência relativa cujo a ação pessoal o foro competente é o domicilio do Réu na cidade de Goiana (art.46 do CPC), entretanto a ação deveria ter sido distribuída para uma das varas cíveis da comarca de Goiana e não na cidade de Anápolis/Goiás.
2.2 Art. 46 NCPC
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. ... § 2º Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde for encontrado ou no foro de domicílio do autor.
art. 485, inc. X CPC
O juiz não resolverá o mérito quando:
X - Nos demais casos prescritos neste Código.
3- Litisconsórcio passivo necessário
Trata-se de litisconsórcio necessário uma vez que tal ação deveria ser interposta em face de Maria e Marta filha do Réu, tratando de litisconssócio passivo necessário.
Diante exposto requer extinção do feito sem julgamento do mérito.
Arts. 114. O litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, pela natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação de todos que devam ser litisconsortes.
Art .115. A sentença de mérito, quando proferida sem a integração do contraditório, será:
I - Nula, se a decisão deveria ser uniforme em relação a todos que deveriam ter integrado o processo;
II - Ineficaz, nos outros casos, apenas para os que não foram citados.
Parágrafo único. Nos casos de litisconsórcio passivo necessário, o juiz determinará ao autor que requeira a citação de todos que devam ser litisconsortes, dentro do prazo que assinar, sob pena de extinção do processo.
3- Defeito de representação Art. 337, IX CPC
Diante exposto, incumbe ao Réu, antes de discutir o mérito, alegar o defeito de representação no prazo designado pelo juiz sob pena de extinção do processo sem resolução do mérito.
Toda pessoa é capaz de ser titular de direitos e obrigações na ordem civil, conforme determina o art. 1º do Código Civil de 2002. Entretanto, para postular em juízo a pessoa deve estar apta a exercer todos os seus direitos, conforme determina o art. 70 do NCPC.
DA PREJUDICIAL DO MÉRITO
Da decadência
No caso em tela o Réu fez a doação para suas filhas no dia 06 de janeiro de 2012, ou seja, ação de despejo contra o locatário proposta em 09 de julho de 2015 e julgada procedente em 25 de novembro de 2016 já em fase de execução para cobrança dos aluguéis. 2ª Vara Cível de Anápolis/GO, diante o fato fica claro que já houve a decadência do pedido como preceitua o Art. 178, I, do C/C.
Art. 178, II, CC.
É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado:
II - No de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesão, do dia em que se realizou o negócio jurídico;
DO MÉRITO
O autor não era credor à época da liberalidade uma vez que seu crédito só surgiu quando da inadimplência do locatário. Descabida a aplicação do disposto no art. 158 CC.
DA FUNDAMENTAÇÃO
Art. 158 CC.Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o devedor já insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser anulados pelos credores quirografários, como lesivos dos seus direitos.
DA DOUITRINA
\u201cA prescrição é a perda da pretensão de reparação do direito violado, em virtude da inércia do seu titular, no prazo previsto pela lei. Neste caso, a obrigação jurídica prescrita converte-se em obrigação natural, que é aquela que não confere o direito de exigir seu cumprimento, mas, se cumprida espontaneamente, autoriza a retenção do que foi pago\u201d (GAGLIANO, Pablo Stolze, FILHO, Rodolfo Pamplona. Novo curso de direito civil, volume I 14ª ed., 2012, São Paulo: Saraiva).
DA JURISPRUDÊNCIA
Apelo 1. Ação declaratória de inexistência de dívida e de anulação de título. Não conhecimento quanto ao pedido de declaração de simulação do negócio jurídico. Fatos narrados que revelam a existência de dolo. Prazo decadencial de 4 anos para discutir vício de consentimento. Art. 329, IV, do CPC. Início da contagem. Data da realização do negócio jurídico. Art. 178, II, do CC. 1. Os fatos apresentados na inicial não indicam a existência de simulação, não podendo a apelação ser conhecida quanto a esse pedido. 
2. O art. 329, IV, do CPC, dispõe acerca do prazo decadencial de quatro anos para discutir eventuais vícios de consentimento dos negócios jurídicos. Tendo decorrido esse prazo, o pedido de anulação do negócio por vício de dolo não se sustenta. 
3. A data da realização do negócio jurídico é o termo inicial da contagem do prazo decadencial mencionado no art. 329, IV, do CPC.
 4.Apelação conhecida parcialmente, e na parte conhecida, não provida. Apelo
 5. Honorários advocatícios. Majoração. Impossibilidade. Julgamento antecipado e apreciação equitativa do Juiz.1. Não devem ser majorados os honorários advocatícios quando esses foram fixados em observância aos §§ 3.º e 4.º, do art. 20, do CPC.2. Apelação conhecida e não provida.
(TJ-PR - AC: 3969386 PR 0396938-6, Relator: Fábio Haick Dalla Vecchia, Data de Julgamento: 16/05/2007, 15ª Câmara Cível, Data de Publicação: DJ: 7377)
DA AUDIÊNCIA DE MEDIAÇÃO
Informa a Ré que não deseja participar da audiência de mediação a ser designada por este juízo.
DO PEDIDO.
1. Seja acolhida a primeira preliminar arguida reconhecendo-se a incompetência relativa deste d. Juízo remetendo-se os autos ao Juízo cível da Comarca de Goiânia
2. Seja acolhida a segunda preliminar arguida intimando-se o autor para regularizar o polo passivo da ação sob pena de extinção do processo sem resolução do mérito
3. Regularizar a representação no prazo designado pelo juízo sob pena extinção do processo sem resolução do mérito
4. Seja reconhecida a decadência extinguindo-se o processo com resolução do mérito
5. Seja julgado improcedente o pedido;
6. A condenação do autor ao pagamento das custas judiciais e honorários advocatícios.
DAS PROVAS
Requer a produção de todas as provas em direito admitidas, notadamente, documental, testemunhal, pericial e depoimento pessoal do autor.
TERMO EM QUE PEDE DEFERIMENTO.
LOCAL E DATA
AOB/DF