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Unidade I SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM COMÉRCIO E SERVIÇOS Profa. Valdice Pólvora Introdução à Tecnologia da Informação A Revolução Industrial floresceu de três inovações de princípios: a substituição da habilidade e esforço humanos por máquinas; a substituição de fontes animais de potência por fontes inanimadas – o motor a vapor – criando uma fonte ilimitada de energia; a substituição de novos materiais brutos, especialmente minerais, por substâncias vegetais e animais (LANDES, 1998 apud LUCAS, 2006). Passamos da máquina a vapor para a tecnologia de ponta Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2014/11/01/17/ 51/locomotive-512509__340.jpg Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2014/10/29/12/07/robot- 507811__340.jpg Séculos XVIII – XIX Chiavenato (2003) comenta que, a partir do século XVIII, os avanços foram constantes, desde a criação da máquina de escrever, passando pela invenção do telefone no final do século XIX, permitiu a expansão e a descentralização das organizações rumo a novos e diferentes mercados. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2016/11/2 9/05/03/antique-1867444__340.jpg Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2017/10/31/14/17/old- phone-2905400__340.png Invenção do computador Invenção do computador na segunda metade do século XX que permitiu que as organizações passassem a apresentar as atuais características de automatização e automação de suas atividades. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2015/03/07/19/31/computer- 663396__340.jpg Revolução tecnológica A rápida adoção de muitas inovações incluiu computadores mainframe, minicomputadores, computadores pessoais, redes, a internet e World Wide Web, linguagem assembly, linguagens de alto nível, planilhas eletrônicas, processadores de texto, programas produto (pacotes de software) e navegadores Web. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2018/01/14/23/05/visa-3082813__340.jpg Classificação das tecnologias Tecnologias de hardware Tecnologias de software Tecnologias de comunicação Como as organizações utilizam a TIC? As organizações utilizam a TIC para atingir o seu público-alvo, portanto, devem considerar como estratégicos os investimentos destinados à ampliação e/ou implementação dessas ferramentas, como valor agregado ao negócio. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2016/03/16/12/49/abstract-1260527__340.jpg Quais são as tecnologias de comunicação utilizadas? Tecnologia de telecomunicações Tecnologia de redes de computadores Tecnologias como estratégia de negócios Tecnologia é o princípio e a força motriz da estratégia de negócios. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2017/02/11/11/43/innovation-2057543__340.jpg Gestão da Tecnologia da Informação Hardware e seus periféricos. Software e seus recursos. Telecomunicações e seus recursos. Dados e informação. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2015/07/27/08/10/monitor-862116__340.jpg Visão geral do hardware e seus periféricos Fonte: livro-texto Visão geral dos softwares e seus recursos Fonte: livro-texto Visão geral do sistema de telecomunicações e seus recursos Fonte: livro-texto Visão geral da gestão de dados e informação Fonte: livro-texto Interatividade A Tecnologia da Informação está fundamentada nos seguintes componentes: I. Hardware e seus periféricos. II. Softwares e seus recursos. III. Telecomunicações e seus recursos. IV. Dados e informação. A(s) afirmativa(s) correta(s) é(são): a) I, apenas. b) II e III, apenas. c) III e IV, apenas. d) I e III, apenas. e) I, II, III e IV. Gestão da Tecnologia da Informação Quais são as variáveis importantes para a implantação de TI em uma organização? ECONÔMICA FINANCEIRA POLÍTICA/ SOCIAL Avanços da Tecnologia da Informação Conectividade Compressão do tempo Compressão do espaço Conectividade O trabalho pode ser realizado, mesmo que as pessoas estejam distantes. Surgem as estações de trabalho, a teleconferência etc. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2017/12/05/09/08/network-2998887__340.jpg Compressão do tempo Comunicações móveis, rápidas e flexíveis. Maior tempo de dedicação aos clientes. Just-in-time. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2017/08/10/07/20/grocery-store- 2619380__340.jpg Compressão do espaço Escritório virtual. Centros de Processamento de Dados (CPD) enxutos e descentralizados. Criação das redes integradas de microcomputadores nas organizações. Fonte: https://cdn.pixaba y.com/photo/2017/ 08/16/17/15/compu ter-network- 2648526__340.jpg Centralizar ou descentralizar As decisões de centralização e descentralização de sistemas de informação são fundamentais para a gestão e a governança de TI. A governança abrange diferentes aspectos da gestão de TI: os princípios da estratégia de TI; a sua relação com a estratégia organizacional; na arquitetura sobre a qual são baseadas as organizações de TI. O'Brien e Marakas (2013) destacam como os gerentes podem utilizar os investimentos em tecnologia da informação para dar suporte às estratégias competitivas de uma empresa. Governança corporativa Fonte: MOLINARO et. al 2009. Estratégias competitivas No clássico modelo de competição de Michael Porter, qualquer empresa que deseja sobreviver e ter sucesso deve desenvolver e implementar estratégias para efetivamente opor-se: à rivalidade dos concorrentes dentro do setor; à ameaça de novos concorrentes no setor e no mercado; à ameaça causada por produtos substitutos que possam capturar uma porção do mercado; ao poder de barganha dos clientes; ao poder de barganha dos fornecedores. Como enfrentar essas ameaças? Uma empresa pode combater as ameaças das forças competitivas tais como: rivalidade dos competidores, ameaça de novos entrantes, ameaça de substitutos, poder de barganha dos clientes e poder de barganha dos fornecedores, que estão enfrentando se implementarem uma ou mais das cinco estratégias competitivas básicas. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2017/05/13/09/04/question-2309040__340.jpg Estratégias ESTRATÉGIAS DE LIDERANÇA EM CUSTOS DIFERENCIAÇÃO INOVAÇÃOCRESCIMENTO ALIANÇA Liderança em custos A estratégia de liderança em custos significa que o empresário deve encontrar uma forma de reduzir seus custos, que seja para produzir produtos e/ou serviços. Na impossibilidade de atingir tal medida, deve buscar meios para ajudar seus fornecedores e clientes a reduzirem seus custos ou mesmo aumentarem os custos dos concorrentes. Fonte: https://cdn.pixabay.com/ photo/2017/04/20/09/13/e conomy- 2245121__340.jpg Diferenciação Na estratégia de diferenciação, o importante é desenvolver maneiras de agregar valor aos seus produtos e serviços, que possibilitem diferenciá-los dos seus competidores ou reduzir a vantagem de diferenciação dos concorrentes. Essa estratégia possibilitará a obtenção de vantagem competitiva em determinado segmento do mercado, no qual a empresa atua. Inovação A estratégia de inovação refere-se a encontrar outras maneiras de fazer negócios, ou seja, inovar nos processos de desenvolvimento de produtos e serviços, tornando-se exclusivo, ou penetrar em nichos exclusivos de mercado. Fonte: https://cdn.pixabay.c om/photo/2017/11/09 /10/48/turn-on- 2933029__340.jpg Crescimento A estratégia de crescimento está relacionada à capacidade que a empresa tem de produzir produtos ou serviços, inclusive parao mercado global, de forma a diversificar o seu produto para novos mercados. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2017/01/20/22/44/earth-1996138__340.jpg Aliança Estratégia de aliança significa a capacidade que a empresa tem para estabelecer alianças com clientes, fornecedores, competidores e outras empresas. Essas alianças podem incluir fusões, aquisições, criação de empresas virtuais ou outras parcerias de negócio no segmento em que atua. Fonte: https://cdn.pixaba y.com/photo/2015/ 11/26/07/47/hands- 1063442__340.jpg Interatividade A estratégia que está relacionada à capacidade que a empresa tem de produzir produtos ou serviços, inclusive para o mercado global, de forma a diversificar o seu produto para novos mercados, é: a) Inovação. b) Crescimento. c) Aliança. d) Diferenciação. e) Liderança de custos. Outras estratégias Existem outras estratégias que podem ser implementadas com a Tecnologia da Informação, as quais incluem: fidelização de clientes e fornecedores; custos da substituição; criação de barreiras para a entrada de novos concorrentes; alavancagem de investimentos em Tecnologia da Informação. Outras estratégias Os investimentos em Tecnologia da Informação promoverão a fidelização de clientes e fornecedores (e o consequente impedimento de entrada de concorrentes) se forem criados novos e valiosos relacionamentos com eles. Fonte: https://cdn.pixabay.com/ photo/2017/01/05/00/15/p rofits-1953616__340.jpg Como aplicar as estratégias básicas – TI? Reduzir custos Utilizar a TI para reduzir substancialmente os custos dos processos empresariais. Utilizar a TI para baixar os custos para os clientes ou fornecedores. Como aplicar as estratégias básicas – TI? Diferenciar Desenvolver novos atributos da TI para diferenciar produtos e serviços. Utilizar os atributos da TI para reduzir as vantagens de diferenciação dos concorrentes. Utilizar os atributos da TI para direcionar produtos e serviços para nichos de mercados selecionados. Como aplicar as estratégias básicas – TI? Inovar Criar produtos e serviços que incluam componentes da TI. Desenvolver novos e exclusivos mercados ou nichos de mercados com o auxílio da TI. Realizar mudanças radicais nos processos empresariais com a TI que reduzam drasticamente os custos e melhorem a qualidade, a eficiência ou o atendimento ao consumidor – ou reduzam o tempo de lançamento de um produto. Como aplicar as estratégias básicas – TI? Promover o crescimento Utilizar a TI para gerenciar a expansão regional e global da empresa. Utilizar a TI para diversificar e integrar outros produtos e serviços. Como aplicar as estratégias básicas – TI? Desenvolver aliança Utilizar a TI para criar parcerias virtuais. Desenvolver sistemas de informação de empresas interligadas, utilizando a internet e a extranet para dar suporte a relacionamentos estratégicos com clientes, fornecedores, empresas terceirizadas e outros. Exemplos Estratégia Empresa Tecnologia da Informação Benefícios empresariais Liderança em custos Dell Computer Priceline.com e-Bay.com Pedidos sob medida on-line Pregão on-line Leilões on-line Produtor com menor custo Preço ajustado ao comprador Preço de acordo com o leilão Diferenciação AVNET Marshall Moen Inc. E-commerce entre clientes e fornecedor Projeto do cliente on-line Aumento da participação no mercado Aumento da participação no mercado Inovação Sistemas de atendimento ao cliente on-line Liderança do mercado Crescimento Citicorp Walmart Intranet global Pedido de produtos pela rede global Aumento do mercado global Liderança do mercado Aliança Walmart/Procter & Gamble Reposição automática do estoque pelo fornecedor Redução dos custos de estoque e aumento das vendas Fonte: Adaptado de O’Brien e Marakas (2013:75) Como aplicar as estratégias básicas – TI? Para obtenção de vantagens competitivas há outros usos estratégicos da Tecnologia da Informação, tais como: Desenvolver sistemas de informação entre empresas cuja conveniência e eficiência criem custos de substituições, mantendo os consumidores e os fornecedores. Fazer grandes investimentos em aplicações avançadas de TI para criar barreiras à entrada contra os concorrentes e aqueles que estão de fora. Como aplicar as estratégias básicas – TI? Para obtenção de vantagens competitivas há outros usos estratégicos da Tecnologia da Informação, tais como: Incluir componentes de TI em produtos e serviços para dificultar sua substituição. Alavancar investimentos em pessoas de SI, hardware, software, banco de dados e redes, passando de usos operacionais para aplicações estratégicas. Papel da Tecnologia da Informação A Tecnologia da Informação consegue capacitar uma empresa a desenvolver relacionamentos com seus consumidores nas comunidades virtuais que a ajudam a ser ágil e inovadora. PARCERIA OPERACIONAL CLIENTE Papel da TI Tipo de agilidade Descrição Papel da TI Exemplo Cliente Habilidade para cativar os clientes na exploração de oportunidade inovadoras como fontes de ideias inovadoras como cocriadores de inovações como usuários para testar ideias ou ajudar outros usuários a conhecer a ideia Tecnologia para construir e melhorar comunidades de clientes virtuais para projeto de produto, avaliações e testes Os consumidores do eBay são suas verdadeiras equipes de inventores de produtos, porque enviam uma média de 10 mil mensagens toda semana para dar dicas, indicar defeitos ou pedir modificações Papel da TI Parceria Habilidades para alavancar recursos, conhecimentos e competências de fornecedores, distribuidores, produtores contratados e fornecedores de logística na exploração e utilização de oportunidade inovadoras Tecnologias que facilitem a colaboração entre empresas, como plataformas e portais colaborativos, sistemas de cadeia de suprimentos etc. O Yahoo tem conseguido uma significativa transformação dos seus serviços, passando de uma fonte de pesquisa para um portal ao iniciar inúmeras parcerias para promover conteúdo e outros serviços do seu site Tipo de agilidade Descrição Papel da TI Exemplo Papel da TI Operacional Habilidade para obter velocidade, exatidão e custo econômico na exploração de oportunidades inovadoras Tecnologias para a estruturação e a integração dos processos empresariais A Ingram Micro, atacadista global de TI, implementou um sistema de negociação integrada que permite que seus clientes e fornecedores se conectem diretamente a seus sistemas de compras e de ERP Tipo de agilidade Descrição Papel da TI Exemplo Interatividade A empresa ALFA, do segmento de varejo, quer utilizar a TI para desenvolver sistemas de informação de empresas interligadas, utilizando a internet e a extranet para dar suporte a relacionamentos estratégicos com clientes, fornecedores, empresas terceirizadas e outros, está adotando a estratégia de: a) Liderança de marketing. b) Desenvolvimento de aliança. c) Estratégia de crescimento. d) Diferenciação. e) Inovação. Terceirização No Brasil, a terceirização aumentou muito a partir da implantação da indústria automobilística. As montadoras sempre compraram peças de fornecedores autônomos e, desde o início, contrataram concessionárias para as vendas, a distribuição e a assistência técnica. Terceirização Redução de custos operacionais Redução de despesas administrativasRedução de encargos (trabalhistas e previdenciários) Melhor qualidade no resultado dos trabalhos Tipos de terceirização Onshore Offshoring Software como serviços (SaaS) Computação em nuvem Offshore Tipos de terceirização A terceirização onshore é quando o trabalho ou o desenvolvimento pode ser realizado por empresas de consultoria ou fornecedores que se encontram no mesmo país da empresa contratante. A terceirização offshore, por sua vez, ocorre quando o trabalho pode ser terceirizado para outros países. Tipos de terceirização A terceirização que é feita offshore também é chamada de offshoring. As outras opções incluem locar ou comprar TI como serviços. A computação em nuvem e o software como um serviço (SaaS) tem expandido as opções de terceirização. Vantagens da terceirização As vantagens da terceirização, segundo Lacombe (2011), são: diminui os riscos, com a redução dos custos fixos; tende a reduzir os problemas administrativos: a empresa compra bens e serviços em especialistas e concentra-se na sua atividade principal. Ao escolher os especialistas que lhe vão prestar serviços, pode escolher os que mais lhe convêm, não só em termos de custo como, principalmente, em termos de qualidade dos serviços prestados; reduz o pessoal da empresa e, em consequência, os custos trabalhistas e previdenciários, bem como os benefícios voluntários; Vantagens da terceirização permite um “enxugamento” na estrutura da empresa; concentra todos os esforços na especialidade da empresa; a permanente concorrência entre as empresas terceirizadas permite uma redução de custos globais, uma vez que os salários não podem ser reduzidos, mas os contratos com outras empresas podem ser firmados em bases mais vantajosas. Alguns cuidados com a terceirização 1. Identificação das competências centrais, isto é, a essência do negócio, que garante a vantagem competitiva da organização. 2. Identificação das atividades estratégicas que não devem ser passadas a terceiros. 3. Avaliação da competência e idoneidade do terceirizado. 4. Avaliação do poder de barganha da empresa e do terceirizado. 5. Grau de dependência da empresa em relação ao terceirizado. 6. Cuidado na elaboração do contrato, com avaliação precisa de cada cláusula e assessoria jurídica de bom nível. Benefícios com a terceirização TIPO BENEFÍCIOS FINANCEIROS Prevenção de investimento pesado de capital, liberando, assim, recursos para outros usos Melhoria do fluxo de caixa e da prestação de contas Melhoria da relação custo-benefício de economias de escala e da partilha de pessoal, software e hardware Menor necessidade de espaços de escritórios caros TÉCNICOS Acesso a novas Tecnologias de Informação Capacidade de obter melhorias tecnológicas com mais facilidade Desenvolvimento de aplicações e implementação de aplicativos de TI de maneira mais rápida Benefícios com a terceirização DE GESTÃO Concentração no desenvolvimento e na execução de atividades centrais de negócios; melhoria do foco da empresa Delegação do desenvolvimento de TI (projeto, produção e aquisição) e responsabilidade operacional para fornecedores Eliminação da necessidade de recrutar e manter pessoal competente de TI Redução de risco de software ruim RECURSOS HUMANOS Oportunidade para projetar sobre conhecimentos especializados disponíveis a partir de uma “fonte de especialistas”, quando necessário Desenvolvimento de carreiras e oportunidades para o pessoal restante enriquecidos DE QUALIDADE Níveis de serviço claramente definidos Maior responsabilidade de desempenho DE FLEXIBILIDADE Resposta rápida às demandas do negócio (agilidade) Habilidade para lidar de forma mais eficaz com os altos e os baixos da TI (flexibilidade) TIPO BENEFÍCIOS Estágios da terceirização ESTÁGIOS ESTRATÉGIA REAVALIAÇÃO SELEÇÃO NEGOCIAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO CONTROLE DE GESTÃO CONCLUSÃO DA CONSTRUÇÃO MUDANÇA SAÍDA Interatividade O benefício da TI “Delegação do desenvolvimento de TI (projeto, produção e aquisição) e responsabilidade operacional para fornecedores” é classificado no tipo: a) Financeiro. b) Recursos humanos. c) De Gestão. d) De Qualidade. e) Técnicos. ATÉ A PRÓXIMA! Unidade II SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM COMÉRCIO E SERVIÇOS Profa. Valdice Pólvora Gestão do Conhecimento Gestão do Conhecimento é o conjunto de esforços ordenados e sistematizados visando a criar novo conhecimento, difundi- lo na organização para os que dele precisam e incorporá-lo a produtos, serviços e sistemas; bem como protegê-lo contra uso indevido. Gestão do Conhecimento Fonte: livro-texto Gestão do Conhecimento Lacombe (2011) diz que no cerne da Gestão do Conhecimento estão quatro processos: Geração Organização Desenvolvimento Distribuição do conteúdo Gestão do Conhecimento Geração: envolve duas tarefas: identificar o conteúdo desejado e fazer as pessoas contribuírem com ideias. Algumas barreiras precisam ser vencidas. Alguns tendem a guardar as ideias para si. Organização: uma vez que a informação foi coletada, deve ser organizada e ordenada para ser representada e recuperada eletronicamente com rapidez e facilidade. Gestão do Conhecimento Desenvolvimento: é a seleção e o refinamento do material para aumentar seu valor para os usuários. Material em excesso polui a informação e o conhecimento, dificultando sua recuperação e seu uso, podendo rebaixá-lo ao nível de dados. Distribuição: refere-se à forma como as pessoas acessam o material. Existem duas maneiras objetivas: tornando o material fácil de ser encontrado e encorajando seu uso. Gestão do Conhecimento No etapa do desenvolvimento é importante decidir quais os conhecimentos que deverão ser armazenados na rede. Stewart (1998 apud Lacombe, 2011) recomenda três tipos: Páginas amarelas da empresa Lições aprendidas Inteligência do concorrente Gestão do Conhecimento Páginas amarelas da empresa envolvem: os contratos da empresa; quais os fornecedores potenciais; quais os clientes potenciais; quais as habilidades disponíveis na empresa e por quem; quais os conhecimentos disponíveis; quem os possui etc. Gestão do Conhecimento Lições aprendidas compreendem: checklist do que deu certo e do que deu errado nos projetos já realizados; o conhecimento adquirido nos projetos anteriores; decisões que foram tomadas de forma certa e errada e por quê. Gestão do Conhecimento Inteligência do concorrente diz respeito a: planos; produção; produtos; fatia do mercado; preços; processo de vendas, dos produtos dos concorrentes. Gestão do Conhecimento Podemos incluir também políticas, normas e valores da empresa, fórmulas de produtos e informações que não constituem conhecimento da empresa, como variáveis macroeconômicas nacionais e internacionais que possam ser úteis. A empresa, ao decidir implantar um projeto de Gestão do Conhecimento, precisa entender essas etapas e, principalmente, capacitar a equipe que irá atuar na execução do projeto. Organização baseada na informação As organizações de sucesso administram o conhecimento – adquirido pelas suas operações de: desenvolvimento de produtos e serviços; pesquisas; atendimento ao cliente; marketing etc. Importante: as pessoas que precisam desse conhecimento para seu trabalho devem ter condições de recuperá-lo com facilidade. InteratividadeNo etapa do desenvolvimento de um sistema de Gestão do Conhecimento, é importante decidir quais os conhecimentos que deverão ser armazenados na rede. Stewart (1998 apud Lacombe, 2011) recomenda: I. Páginas amarelas da empresa. II. Lições aprendidas. III. Inteligência do concorrente. a) I, apenas. b) II, apenas. c) III, apenas. d) I e II, apenas. e) I, II e III. Gestão do Conhecimento Nas organizações, há dois canais pelos quais as informações são transmitidas (Daven-Port:Prusak, 1998, apud Carvalho, 2012): Conhecimento Rede soft Rede hard Gestão do Conhecimento A rede hard: esse canal caracteriza-se por uma infraestrutura bem definida que, atualmente, é cada vez mais baseada em tecnologia (cabos de fibra ótica, servidores, computadores, antenas etc.), mas que também consta com serviços mais tradicionais como correios, entregas expressas, informes, jornais etc. Gestão do Conhecimento A rede soft: nesse segundo canal, é mais difícil encontrar uma estrutura formal ou mesmo perceber que se está utilizando um canal. Isso porque uma rede soft é circunstancial, ela pode se estabelecer, por exemplo, em uma reunião com a equipe, em uma conversa durante o cafezinho, ou até mesmo no happy hour depois do expediente. Gestão do Conhecimento Segundo Rosini e Palmisano (2012), o conhecimento pode ser classificado como: Conhecimento Científico Filosófico IntuitivoPopular Teológico Gestão do Conhecimento Temos dois tipos de conhecimento: Conhecimento explícito Conhecimento tácito Gestão do Conhecimento Conhecimento explícito é aquele que se apresenta de maneira formal, representado por meio de números, palavras, fórmulas, esquemas, desenhos, fluxos, procedimentos, processos e outras formas que retratam um conhecimento obtido e que pode ser passado levando-se em conta a própria forma como é exposto, apresentado e compartilhado nas empresas. Gestão do Conhecimento Conhecimento tácito é aquele decorrente da ação pessoal de cada um. Baseia-se no conjunto de valores, ideias, emoções e experiências de cada indivíduo, de forma que esses fatores influenciarão na maneira como esses conhecimentos serão utilizados. Gestão do Conhecimento O conhecimento tácito possui duas dimensões: A dimensão técnica é representada pelos fatores técnicos presentes no conhecimento. A dimensão cognitiva, pela maneira como se aprende, centrada na percepção individual que cada um tem sobre tudo o que nos cerca. Técnica Cognitiva Gestão do Conhecimento Em uma organização de serviços cujo principal ativo seja o conhecimento coletivo sobre os clientes, os processos de negócio e a concorrência; as informações são a matéria-prima do trabalho de cada indivíduo na organização. Visão estratégica Cultura administrativa Tecnologia Gestão do Conhecimento A visão estratégica é a forma como a empresa percebe a evolução do ambiente em que atua e como se vê no cenário futuro. Gestão do Conhecimento A cultura administrativa engloba como os valores e os pressupostos básicos das pessoas que atuam na organização interagem com essa visão estratégica, e como as pessoas se posicionam diante da inovação. Gestão do Conhecimento A tecnologia é como os recursos tecnológicos disponíveis podem ser usados pela empresa na realização de sua visão estratégica, considerando a sua cultura administrativa atual. Interatividade A alternativa que não corresponde à forma como o conhecimento pode ser classificado é: a) Sociológico. b) Teológico. c) Popular. d) Intuitivo. e) Científico. Gestão do Conhecimento A melhor definição de conhecimento é competência, que consiste em cinco elementos interdependentes: CONHECIMENTO EXPLÍCITO HABILIDADE EXPERIÊNCIA JULGAMENTO DE VALOR REDE SOCIAL Gestão do Conhecimento Quais os aspectos que devem ser considerados no processo de Gestão do Conhecimento? UTILIZAÇÃO DO CONHECIMENTO RETENÇÃO DO CONHECIMENTO Gestão do Conhecimento ESTRATÉGIA ORIENTADA PARA A INFORMAÇÃO ESTRATÉGIA ORIENTADA PARA O CONHECIMENTO Baixo grau de customização Alto grau de customização Conhecimento vendido como derivativo Conhecimento vendido como processo Lucros crescentes em função da eficiência Lucros crescentes em função da eficácia Vantagens de economia de escala na produção Desvantagens de economia de escala na produção Grande volume e mercado de massa Pequeno volume e clientes individuais Investimento em tecnologia da informação Investimento em pessoal As pessoas são vistas como custo As pessoas são vistas como receita Fonte: livro-texto Gestão do Conhecimento Segundo Angeloni (2008), muitas das tecnologias que apoiam a Gestão do Conhecimento em cadeias de suprimento ou, mais especificamente, no relacionamento entre empresa e clientes, já existem há algum tempo. Essas tecnologias podem ser classificadas em cinco categorias, conforme suas funções na Gestão do Conhecimento: armazenagem de conhecimento; intercâmbio de dados; distribuição de informações; colaboração; criação de conhecimento. Gestão do Conhecimento Segundo O’Brien e Marakas (2013), um exemplo típico de atividade de intercâmbio eletrônico de dados, forma importante de e-commerce empresa-empresa. O intercâmbio eletrônico de dados pela internet é a principal aplicação de e-commerce empresa-empresa. Gestão do Conhecimento Fonte: livro-texto Gestão do Conhecimento e Sistemas de Informação Fonte: livro-texto Estratégias para Gestão do Conhecimento Primeiro ponto de estratégia de Gestão do Conhecimento é definir os critérios para escolher que tipo de conhecimento a empresa planeja obter e a forma de consegui-lo e distribuí-lo. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2015/10/31/12/41/gear-1015715__340.jpg Banco de dados Banco de dados é uma coleção de dados inter-relacionados, representando informações sobre um domínio específico. Também é um conjunto de dados estruturados que são confiáveis, coerentes e compartilhados por usuários que têm necessidades de diferentes informações. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/ 2017/10/29/14/47/data-2899900__340.jpg Banco de dados Fonte: livro-texto Banco de dados Fonte: livro-texto Sistema de gerenciamento de bancos de dados Um sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD) é a principal ferramenta de software da abordagem de gerenciamento de banco de dados, uma vez que ele controla a criação, a manutenção e o uso dos bancos de dados de uma organização e de seus usuários finais. Sistema de gerenciamento de bancos de dados Os pacotes de gerenciamento de bancos de dados de microcomputadores, como Microsoft Access, Lotus Approach ou Corel Paradox, permitem estabelecer e administrar bases de dados em seu PC, servidor de rede ou na World Wide Web. Sistema de gerenciamento de banco de dados Fonte: livro-texto Interatividade Os aspectos que devem ser considerados no processo de Gestão do Conhecimento são: I. Utilização do conhecimento. II. Retenção do conhecimento. III. Descarte do conhecimento. Está correto: a) I, apenas. b) I e II, apenas. c) II, apenas. d) III, apenas. e) I, II e III. Objetivos SBD Dentre os objetivos de um Sistema de Bancos de Dados estão: Isolar os usuários dos detalhes mais internos do banco de dados (abstração de dados). Prover independência de dados às aplicações (estrutura física de armazenamento e à estratégia de acesso). Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2013/07/12/17/22/database-152091__340.pngBenefícios dos SGBD Os benefícios que os SGBD trazem para o mundo corporativo são: Rapidez na manipulação e no acesso à informação; Redução do esforço humano (desenvolvimento e utilização); Disponibilização da informação no tempo necessário; Controle integrado de informações distribuídas fisicamente; Redução de redundância e inconsistência de informações; Benefícios do SGBD Compartilhamento de dados; Aplicação automática de restrições de segurança; Redução de problemas de integridade dos dados. A integridade não permite que ocorram alterações na informação, ou seja, a informação manipulada deve manter todas as características originais estabelecidas pelo proprietário da informação. Sistema de gerenciamento de bancos de dados O’Brien e Marakas (2013) destacam que o banco de dados implementado em um SGBD pode ser projetado para utilizar uma estrutura de dados específica. Há cinco estruturas fundamentais que representam os modelos básicos de desenvolver e expressar a relação entre os elementos de dados em um banco de dados gerenciado por um SGBD, são eles: Hierárquico; Rede; Relacional; Orientado a objetos; Multidimensional. Computação em nuvem É um conceito que utiliza uma rede de computadores interligados pela internet, usufruindo da capacidade de armazenamento, da memória e da velocidade de cálculos que esses servidores possuem quando estão interligados e compartilhados. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2017/03/18/05/38/cloud-computing-2153286__340.png Computação em nuvem Há três tipos para se implantar e utilizar os recursos na computação em nuvem: Exemplos de computação em nuvem: Google Docs, Google Maps, Google Drive, DropBox, Sky Drive, iCloud, Netflix, entre outros. Interatividade Citamos vários benefícios que os SGBD trazem para o mundo corporativos, dentre eles: I. Rapidez na manipulação e no acesso à informação. II. Aumento do esforço humano (desenvolvimento e utilização). III. Disponibilização da informação no tempo necessário. Está correto: a) I, apenas. b) II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. ATÉ A PRÓXIMA! Profa. Valdice Pólvora UNIDADE III Sistemas de Informação em Comércio e Serviços Segundo Audy (2011 et al), dentro da perspectiva dos processos de negócio e das funções organizacionais (marketing, produção, recursos humanos, finanças, contabilidade), os Sistemas de Informação disponibilizam informações para o gerenciamento (planejamento, direção, organização e controle) e a execução das operações da organização. Sistemas de Informações nas empresas Sistemas de Informações nas empresas Fonte: livro-texto Objetivos dos SI Suporte a estratégias competitivas e obtenção de vantagens competitivas Suporte ao processo decisório dos diversos níveis organizacionais Suporte ao controle e integração dos processos de negócio e funções organizacionais Fonte: livro-texto Laudon e Laudon (2004) definem a arquitetura da informação como sendo: “[...] um projeto para as aplicações de sistemas empresariais que atendem a cada especialidade funcional e nível da organização e os modos específicos como são utilizados por cada organização.” (LAUDON e LAUDON, 2004) Arquitetura da informação Exemplo de arquitetura de informação na organização Fonte: livro-texto Formas de integração de SI podem ser classificadas de acordo com os critérios inerentes às organizações. Por exemplo, é possível catalogar genérica e tecnologicamente a integração de SI consoante o seu nível de implementação: Sistemas Integrados de Gestão: sistemas aplicativos fechados e compostos por módulos internos totalmente integrados e autônomos. Informação centralizada: diferentes aplicações acessam repositórios de informação centralizados, partilhando o seu conteúdo. Integração dos Sistemas de Informação Aplicações compostas: aplicações que estão integradas por meio das suas interfaces de programação (Application Programming Interface – API). Elas invocam ou incorporam entre si funções, métodos ou procedimentos; partilhando lógica computacional de forma direta. Sistemas transacionais: sistemas que coordenam entre si as suas transações operacionais, garantindo a atualização com sucesso e sincronizado da informação em cada sistema interligado. Integração dos Sistemas de Informação Sistemas distribuídos: sistemas autônomos integrados por meio de serviços de aplicativos que disponibilizam partes de lógica computacional. Os serviços de aplicativos estão identificados e catalogados em um repositório específico e a sua invocação é feita dinamicamente. Integração dos Sistemas de Informação As organizações, nos últimos anos, têm aumentado a quantidade de Sistemas de Informação implantados em seus processos de negócio. Citando apenas alguns dos mais conhecidos, temos: Gestão Empresarial Integrada ou Planejamento de Recursos Empresariais (Enterprise Resource Planning – ERP); Gestão do Relacionamento com Clientes (Customer Relationship Management – CRM); Integração dos Sistemas de Informação Gestão do Relacionamento com Fornecedores (Suppliers Relationship Management – SRM); Gestão da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management – SCM); Gestão do desenvolvimento colaborativo de produtos; Gestão de comércio eletrônico (e-commerce). Integração dos Sistemas de Informação Em cada nível organizacional existe um tipo específico de Sistema de Informação. Para o nível estratégico são designados os Sistemas de Informação Executiva – SIE. No nível tático, temos dois tipos: os Sistemas de Informação Gerencial – SIG – e os Sistemas de Apoio à Decisão – SAD. O nível operacional está amparado pelos Sistemas de Processamento de Transações – SPT. Integração dos Sistemas de Informação Para cada nível organizacional existe um tipo específico de Sistemas de Informação. Para o nível estratégico, temos: a) Sistema de Informação Gerencial (SIG). b) Sistema de Informação Executiva (SIE). c) Sistema de Apoio à Decisão (SAD). d) Sistema de Processamento de Transações (SPT). e) Sistema de Gestão Empresarial (SGE). Interatividade Os Sistemas de Processamento de Transações (SPT) são os Sistemas de Informação que executam e registram as transações rotineiras que a organização realiza como parte de seus processos de negócio. Essas rotinas são realizadas pelo nível operacional da organização, razão pela qual esses sistemas também são denominados sistemas operativos ou transacionais. Sistemas de Processamento de Transações – SPT Exemplo SPT – folha de pagamento Fonte: livro-texto De acordo com Laudon e Laudon (2004), há cinco categorias funcionais de SPT, além de outros tipos de sistemas que são exclusivos de determinado departamento: Sistemas de Processamento de Transações – SPT Categorias SPT Vendas e Marketing Fabricação e Produção Finanças e Contabilidade Recursos Humanos Outros tipos Aplicações típicas de SPT Fonte: LAUDON; LAUDON (2004:44) Os Sistemas de Informações Gerenciais (SIG) são utilizados pelos gerentes de nível médio e subsidiam o planejamento e o controle, possibilitando a tomada de decisão. Os Sistemas de Informação Gerencial (SIG) são os sistemas de informação que sintetizam, registram e relatam a situação em que se encontram as operações da organização. Sistemas de Informações Gerenciais – SIG Dados de um SPT para um SIG Fonte: livro-texto Os Sistemas de Apoio à Decisão (SAD) são sistemas também utilizados pelos gerentes, porém com maispoder analítico do que os outros sistemas em uso na empresa, trabalhando também com dados externos. Exemplo de SAD é o sistema de apoio a decisões logísticas, que leva em consideração as rotas, a capacidade de carga dos veículos disponíveis, os valores de frete, prazos de entrega, dentre uma série de outros fatores. Sistemas de Apoio à Decisão – SAD Os Sistemas de Informação Executiva (SIE) são os sistemas de informação que auxiliam os executivos do nível estratégico da organização a tomar decisões não estruturadas, a partir da disponibilização de um ambiente computacional e de comunicação que permita fácil acesso a dados internos e externos da organização. Sistemas de Informação Executiva – SIE Logística integrada Contabilidade e finanças Recursos humanos Vendas, distribuição, gerenciamento de pedidos Planejamento de produção A integração de sistemas torna as empresas mais eficientes e eficazes, pois integra os dados para simplificarem os processos por meio de banco de dados centralizado, consolidando todas as operações em um único ambiente, utilizando-se da ferramenta ERP. Sistemas de Gestão Empresarial Integrada Cliente/ funcionários Fonte: livro-texto O’Brien e Marakas (2013) definem o ERP como sendo: “[...] o planejamento de recursos empresariais (ERP) é um sistema interfuncional que atua como uma estrutura para integrar e automatizar muitos dos processos de negócios que devem ser realizados pelas funções de produção, logística, distribuição, contabilidade, finanças e de recursos humanos de uma empresa.” (O’BRIEN e MARAKAS, 2013, p. 270) Sistemas de Gestão Empresarial Integrada A integração de sistemas torna as empresas mais eficientes e eficazes, pois integra os dados para simplificar os processos por meio de banco de dados centralizado, consolidando todas as operações em um único ambiente, utilizando-se da ferramenta: a) ERP. b) EPR. c) PRE. Interatividade d) PRM. e) REP. A gestão na cadeia de suprimentos é processo de negócios que consiste em gerenciar os fluxos de bens, serviços e informações dentro de uma cadeia integrada, que procura eleger matérias-primas e transformá-las em produtos intermediários e acabados; concatenando clientes, varejo, transporte, indústrias e fornecedores, de forma a articular os serviços ou produtos desde a fonte até o consumidor. Sistemas de Gestão da Cadeia de Suprimentos – SCM O Supply Chain Management (SCM), como é também conhecido, é a integração de todos os processos envolvidos em uma cadeia de suprimentos aliados ao conjunto de técnicas utilizadas nas etapas dessa cadeia, incluindo transporte, estoque e custo. Sistemas de Gestão da Cadeia de Suprimentos – SCM O entendimento sobre logística é primordial quando se trata de gestão da cadeia de suprimentos. Ballou (2007) define: Logística é a parte do processo da cadeia de suprimento que planeja, implementa e controla os fluxos e armazenagem de bens, serviços e informações, de forma eficiente e eficaz, desde a aquisição de matéria-prima até o consumo final. O objetivo da logística é garantir a sincronização e a continuidade das atividades, evitando falhas e interrupções. Sistemas de Gestão da Cadeia de Suprimentos – SCM Existem dois processos na Logística no setor de serviços, o primeiro denominado Supply Chain Logistics (SCL) e o segundo denominado Service Response Logistics (SRL). O SCL está associado ao desenvolvimento do serviço, na coordenação de materiais e produtos, incluindo atividades relacionadas a compras, transporte, armazenagem e estoque, além dos serviços aos clientes. O SRL está relacionado ao planejamento e à gestão da entrega do serviço, é a coordenação das atividades não materiais e inclui gestão do tempo de espera, da capacidade e canais de distribuição. Processos na logística Fluxo de informações na cadeia de suprimentos Ciclo de vida da cadeia de suprimentos Processos funcionais SCM Solução integrada SCM Compromisso Execução EntregaProgramação Internet Fornecedor Fabricante Varejista Cliente Dados compartilhados de mercado Pesquisa de fornecedores e requisição de compras estratégicas Planejamento e previsão de demanda Atendimento do pedido do cliente/serviço Geração da rede de distribuição e armazenagem Logística de produção Gerenciamento de transporte e entrega Atendimento colaborativo Fonte: livro-texto Ao interligar uma enorme quantidade de dados no formato eletrônico por meio das redes de telecomunicações, as organizações tornam-se vulneráveis a vários tipos de ameaças. A informação é considerada o principal patrimônio da empresa e está sob constante risco. Privacidade e segurança em Sistemas de Informação Fonte: https://cdn.pixabay.com/phot o/2013/07/12/19/16/internet- 154450__340.png As empresas já perceberam que o domínio da tecnologia como aliado para o controle da informação é vital. O controle da informação é um fator de sucesso crítico para os negócios e de fundamental importância para as corporações do ponto de vista estratégico e empresarial. Privacidade e segurança em Sistemas de Informação Fonte: https://cdn.pixabay. com/photo/2016/01 /26/18/57/security- 1163108__340.jpg A informação pode ser classificada em quatro tipos: Classificação das informações INFORMAÇÃO PÚBLICA INTERNA PARTICULAR CONFIDENCIAL Classificação das informações PÚBLICA • São informações distribuídas sem restrições INTERNA • São informações de interesse específico Classificação das informações PARTICULAR • Possui um âmbito mais pessoal. • É aquela que, se porventura cair em mãos erradas, prejudicará não somente a empresa e, principalmente o próprio funcionário. CONFIDENCIAL • É a informação mais valorizada de uma determinada empresa. • Somente alguns membros devem saber tal informação. A informação representa a inteligência competitiva dos negócios e é reconhecida como ativo crítico para a continuidade operacional da empresa. As informações que possuem segredos comerciais da empresa são classificadas como: a) Particular. b) Pública. c) Confidencial. d) Interna. e) Externa. Interatividade É área do conhecimento dedicada à proteção de ativos da informação contra acessos não autorizados, alterações indevidas ou sua indisponibilidade. A Segurança da Informação deve proteger não somente as informações de uma determinada empresa, como também as informações pessoais. Segurança da Informação Fonte: https://cdn.pixabay.com/p hoto/2016/09/17/13/18/int ernet-1676139__340.jpg A informação possui três atributos básicos: Atributos da informação INTEGRIDADE DISPONIBILIDADE CONFIDEN- CIALIDADE A confidencialidade limita o acesso a somente entidades autorizadas pelo proprietário da informação. A integridade não permite que ocorram alterações na informação, ou seja, a informação manipulada deve manter todas as características originais estabelecidas pelo proprietário da informação. A disponibilidade garante que a informação esteja sempre disponível às entidades autorizadas pelo proprietário da informação. Atributos da informação Riscos à segurança é a probabilidade de ameaças explorarem vulnerabilidades, provocando perdas de confidencialidade, integridade e disponibilidade; causando, possivelmente, impactos nos negócios. Outros fatores relevantes são a autenticidade, que garante a identidade do usuário e efetua o controle das operações individuais de cada usuário por meio delog; e a prevenção de interrupções na operação de todo o sistema, tanto de hardware quanto de software. Segurança da Informação Existem dois tipos de métodos de segurança: Métodos de segurança CONTROLES FÍSICOS CONTROLES LÓGICOS Controles físicos: são barreiras que limitam o contato ou acesso direto à informação ou à infraestrutura, que garante a existência da informação, que a suporta, tais como portas, trancas, paredes, blindagem, entre outros. Métodos de segurança Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2015/12/12/14/25/door-1089560__340.jpg Controles lógicos: são barreiras que impedem ou limitam o acesso à informação, que está em ambiente controlado, geralmente eletrônico, e que, de outro modo, ficaria exposta à alteração não autorizada por elemento mal-intencionado, tais como criptografia, assinatura digital, entre outros. Métodos de segurança Fonte: https://cdn.pixabay.com/pho to/2015/12/13/15/31/cryptog raphy-1091254__340.jpg A política de segurança é um conjunto formal de normas e regras estabelecidas pela empresa que devem ser seguidas pelos usuários dos recursos de uma organização, de forma a evitar possíveis ameaças e combatê-las de forma eficaz. Política de segurança Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2017/10/26/11/24/safety-2890768__340.jpg Existem cuidados que devem ser tomados por um usuário ao acessar ou disponibilizar páginas na internet. Muitas vezes, o usuário pode expor informações pessoais e permitir que seu browser receba ou envie dados sobre suas preferências e sobre o seu computador. Isso pode afetar a privacidade de um usuário, a segurança de seu computador e, até mesmo, a própria segurança. Privacidade Fonte: https://cdn.pixabay.com/ photo/2016/02/16/16/57/l ogin-1203603__340.png Os ataques virtuais estão por toda a parte: e-mails, redes sociais, sites de download, jogos online, aplicativos de banco e muitos outros. Os criminosos estão atentos o tempo todo. O objetivo maior é encontrar usuários desatentos para roubar informações e dinheiro deles. Invasão de sistemas Fonte: https://cdn.pixabay .com/photo/2017/0 2/01/12/39/world- 2030121__340.jpg O incidente de Segurança da Informação ocorre quando há confirmação ou suspeita de que alguma informação perdeu ou comprometeu um dos três atributos básicos que sustentam a Segurança da Informação: integridade, confidencialidade ou disponibilidade. Invasão de sistemas São programadores muito bons que, geralmente, quebram senhas, códigos e sistemas de segurança por puro prazer em achar tais falhas. São pessoas que descobrem falhas de segurança em softwares. Utilizam seus vastos conhecimentos para pesquisar vulnerabilidades em sistemas operacionais, servidores de internet etc. Existem ética e cultura hacker, em que certos padrões e comportamentos devem ser seguidos para que um indivíduo seja reconhecido como um hacker. Hackers O’Brien (2003) afirma que “telecomunicações englobam todas as formas de troca de informações por meio de redes computadorizadas”. A maioria dos sistemas de informação utilizados nas empresas e que são utilizados atualmente recorre às tecnologias de rede e de comunicações. Telecomunicações A Tecnologia da Informação, embasada nas telecomunicações, auxilia uma empresa a superar barreiras geográficas, de tempo, de custo e estruturais. Essas quatro vertentes estratégicas ajudam as empresas a adquirir e fornecer rapidamente informações para os usuários finais em pontos geográficos remotos a custos reduzidos. (O’BRIEN, 2003) Telecomunicações Na internet como um todo, os comportamentos listados abaixo são, geralmente, considerados como uso abusivo: I. Envio de spam. II. Envio de correntes da felicidade e de correntes para ganhar dinheiro rápido. III. Cópia e distribuição não autorizada de material protegido por direitos autorais. Está correto: a) I, apenas. b) II, apenas. c) I e III, apenas. d) III, apenas. e) I, II e III. Interatividade ATÉ A PRÓXIMA! Profa. Valdice Pólvora UNIDADE IV Sistemas de Informação em Comércio e Serviços O uso dos Sistemas de Informação Sistemas de Informação têm enorme potencial de trazer benefícios, mas também podem trazer muitos prejuízos quando feitos de forma errada. Um sistema de alta tecnologia inclui vários elementos: software; hardware; pessoal; base de dados; documentação; procedimentos. Engenharia de Sistemas A Engenharia de Sistemas ajuda a traduzir as necessidades de negócio em um modelo de sistema que faz uso de um ou mais desses elementos, sendo um modelo a simplificação da realidade, constroem-se modelos para compreender melhor o sistema que será desenvolvido. Modelo de negócio Um modelo do negócio é uma abstração do funcionamento do próprio negócio. Esse modelo é composto por: RECURSOS PROCESSOS REGRAS OBJETIVOS Modelo de negócio Objetivos – são os propósitos do negócio ou, simplesmente, o resultado que toda a organização deseja atingir. Recursos – constituem os objetos utilizados em um negócio, tais como pessoa, material, informação ou produto. Processos – constituem um conjunto de atividades estruturadas para que um produto (bem ou serviço) seja gerado. Regras – são declarações que restringem, derivam e fornecem condições de existência, representando o conhecimento do negócio. Modelo de negócio No contexto de um mundo globalizado, em que o domínio da informação e a rapidez de decisão podem trazer uma vantagem competitiva à empresa, os sistemas empresariais possibilitam essas condições, de forma a auxiliar organizações a estenderem seus mercados atuantes por mais distantes que estejam, oferecendo novos produtos, organizando tarefas e fluxos operacionais, gerando eficientes controles administrativos, transformando radicalmente o formato antigo de gerenciamento de negócios. Sistemas de Informação Vamos abordar os sistemas de informação utilizados por: Sistemas COMÉRCIO VAREJO SERVIÇOS E-COMMERCE RELACIONAMENTO COM O CLIENTE GESTÃO DE VENDAS Sistemas de Informação no comércio A gestão da informação focada nos aspectos organizacionais e o apoio da tecnologia são ferramentas estratégicas para se manter nesse mercado competitivo. Outro ponto de dificuldade para os varejistas são as exigências legais, como a Nota Fiscal Eletrônica (NFE), Programa de Aplicativo Fiscal (PAF) e Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Sistemas de Informação no comércio Os Sistemas de Informação Gerencial Integrada (ERP), como já explicado, são sistemas que proporcionam a integração de dados de todos os setores de uma organização, facilitando a busca de informações na tomada de decisão pelos gestores. Além do Sistema ERP contribuir na gestão empresarial, fornece as tabelas de produtos e classificações fiscais para o módulo Programa de Aplicativo Fiscal-Emissor de Cupom Fiscal (PAF-ECF). Sistemas de Informação no varejo Usar novas tecnologias que capturam dados do fluxo de clientes nas lojas e, por meio de softwares de análise de dados, permitem compreender melhor o comportamento do consumidor, tais como: quais produtos são procurados e por onde passam dentro da loja. Na visão desses varejistas, a revolução digital em lojas físicas é parte da receita para alavancar os negócios. Sistemas de Informação no varejo Entre o uso de novas tecnologias está a instalação nos estabelecimentos de sensores e câmeras inteligentes que são capazes de identificar a quantidade exata de clientes que entram e saem da loja, medem o tempo de espera nasfilas dos caixas e quais os produtos mais procurados nas prateleiras. Sistemas de Informação no varejo As informações são enviadas em tempo real por meio de conexões sem fio para um banco de dados online. Ao final de um período, é possível obter um diagnóstico do fluxo de clientes e identificar detalhes até então desconhecidos. Por exemplo, a decisão de quais produtos serão expostos na vitrine é feita com base nas peças mais populares em cada um dos locais; ou identificar qual é a porta que entram mais clientes nas lojas e em quais horários, isso faz com que o vendedor dê mais atenção a uma ou outra entrada. Sistemas de Informação no varejo Muitas vezes, os varejistas tentam reverter a queda nas vendas investindo em ações de marketing para atrair mais consumidores, mas é a tecnologia digital que está trazendo para as lojas algo que é muito comum nas lojas online, que é a captura de todo tipo de dados sobre os consumidores que visitam os sites e usar essas informações para convencê-los a comprar. Sistemas de Informação no varejo Os sistemas de informação online e de aplicativos para smartphones permitem às empresas acompanhar os resultados das vendas por meio da análise de dados para monitorar em detalhes a operação das lojas, sendo possível saber o desempenho das vendas em cada loja e de cada vendedor, em tempo real. Sistemas de Informação em serviços Sistemas de Informação podem servir a diferentes níveis hierárquicos em uma organização, agilizando processos e melhorando a qualidade das informações necessárias para a tomada de decisões táticas e estratégicas. As necessidades dos diferentes níveis são complementares, envolvendo uma comunicação intensa e um fluxo contínuo de dados e informações. Interatividade O que constitui os objetos utilizados em um negócio, tais como pessoa, material, informação ou produto, é denominado de: a) Objetivos. b) Recursos. c) Regras. d) Planejamento. e) Processos. Sistemas de Informação em serviços Níveis Área Aplicações dos Sistemas de Informação Operacional Médica Facilita o controle de medicações prescritas e administradas ao paciente (o medicamento a ser administrado, o horário, a dosagem). Quando integrado aos sistemas dos laboratórios de análises clínicas, permite que os resultados sejam relacionados ao prontuário eletrônico do paciente, facilitando a consulta e a tomada de decisões mais simples por parte da enfermagem. Administrativa Os dados dos pacientes disponibilizados no sistema de informações, assim como as respectivas despesas (internação, medicamentos, materiais, procedimentos etc.), agilizam a operação de fechamento de contas (quando os gastos do paciente são computados e a conta enviada ao paciente ou seguro seguro-saúde). Hotelaria Facilita a programação do dia a dia (refeições, limpeza, lavagem de roupas). Para cada paciente internado, permite o controle de ligações telefônicas não inclusas na diária, refeições adicionais para acompanhantes etc. Sistemas de Informação em serviços Níveis Área Aplicações dos Sistemas de Informação Tática Médica O prontuário eletrônico facilitaria o compartilhamento de informações, possibilitando a obtenção de opiniões de médicos, mesmo quando não presentes fisicamente. Levantamentos estatísticos podem ser efetuados, buscando identificar qual o tratamento mais recomendado para determinadas doenças, também colaborando para a geração e a disseminação de conhecimento entre a equipe médica do hospital. Análises estatísticas poderiam ser efetuadas em busca por soluções para problemas de infecção hospitalar, identificando bactérias mais frequentes e as áreas mais suscetíveis, provocando a adoção de medidas preventivas. Administrativa Possibilita identificar quais os medicamentos e os materiais utilizados, incluindo a sua frequência e eventuais sazonalidades (por exemplo, doenças respiratórias mais comuns no inverno, gerando uma demanda maior por determinados medicamentos). Facilita a administração estratégica de estoques, determinando as quantidades mínimas necessárias de materiais hospitalares, o tempo de reposição e o custo de armazenamento. Hotelaria Com base nos históricos de ocupação, facilita a programação de manutenção preventiva em épocas em que a demanda por leitos é usualmente mais baixa. Sistemas de Informação em serviços Estratégica Médica Administrativa Hotelaria Permite detectar tendências relacionadas ao crescimento de determinadas doenças (ampliando ou adequando a capacidade de atendimento do hospital). Com o processamento estatístico de dados e informações armazenados em suas bases, o corpo clínico do hospital poderá desenvolver trabalhos científicos sobre a eficácia de determinadas terapias, os resultados obtidos com novas práticas cirúrgicas etc. Esses trabalhos, quando publicados em revistas e jornais científicos ou apresentados em simpósios ou congressos, ajudariam de maneira substancial a firmar um conceito de excelência perante a comunidade médica, sendo muito bom para o marketing do hospital. Sistemas de Informação no e-commerce Comércio eletrônico é uma combinação de tecnologias, aplicações e procedimentos negociais que permitem a compra e a venda online de bens e serviços entre governos, sociedades, corporações privadas e o público. Um conceito básico para comércio eletrônico seria defini-lo como “qualquer transação comercial por meio eletrônico”. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2016/09/30/ 19/10/ecommerce-1706103__340.png Sistemas de Informação no e-commerce Existem muitos exemplos bem-sucedidos de comércio eletrônico em vários segmentos industriais e em uma ampla área de atuação: varejo; finanças; distribuição; suporte pré e pós-venda; projetos de engenharia; Sistemas de Informação no e-commerce suporte aos negócios; publicações; serviços profissionais; contatos internacionais; processos de negócios compartilhados. Sistemas de Informação no e-commerce O comércio eletrônico engloba organizações e indivíduos, sendo baseado no processamento e na transmissão de dados por via eletrônica, incluindo texto, som e imagens. As redes digitais criam, assim, novas oportunidades para melhorar a competitividade empresarial, criar novos produtos e serviços, e conquistar novos mercados. Sistemas de Informação no e-commerce A classificação de comércio eletrônico divide-se em dois tipos: e-commerce, que é o intercâmbio ou a compra e a venda de produtos e serviços por meios eletrônicos; e e-business, sendo o uso das tecnologias de informação e comunicação para executar funções de negócios. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2018/01/14/23/05/visa-3082813__340.jpg Sistemas de Informação no e-commerce O comércio eletrônico pode apresentar vários tipos, dentre eles podemos destacar (CAPRON & JOHNSON, 2004): COMÉRCIO ELETRÔNICO Consumidor para Consumidor (C2C) Empresa para Empresa (B2B) Governo para Governo (G2G) Governo para Empresa (G2B) Governo para Cidadãos (G2C) Empresa para Consumidor (B2C) Sistemas de Informação no e-commerce C2C (Consumer to Consumer – Consumidor para Consumidor) – é a transação online realizada entre pessoas físicas. São realizados por meio de uma plataforma eletrônica na internet e intermediados por uma empresa que oferece a infraestrutura tecnológica e administrativa. Exemplo: os sites Mercado Livre e o Ebay, em que os usuários são vendedores e compradores ao mesmo tempo. Sistemas de Informação no e-commerce B2B (Business to Business– Empresa para Empresa) – é a transação online realizada entre pessoas jurídicas. Exemplos: uma organização e seus fornecedores, a realização de licitações em órgãos públicos, leilões entre empresas. Sistemas de Informação no e-commerce B2C (Business to Consumer – Empresa para Consumidor) – é a transação online realizada entre empresas e o consumidor final diretamente. Exemplos: Submarino e Americanas. Sistemas de Informação no e-commerce G2G (Government to Government – Governo para Governo) – é a transação online entre órgãos governamentais e suas esferas. Exemplo: Governo Federal e as relações entre os ministérios e os órgãos federais, estaduais e municipais. Sistemas de Informação no e-commerce G2C (Government to Citizen – Governo para Cidadãos) – é a transação online entre o governo e o cidadão, principalmente, prestação de serviços. Exemplo: Departamento de Trânsito do Estado, em que o usuário pode realizar consultas referentes a carteiras de habilitação e carros, além de serviços para eles. Sistemas de Informação no e-commerce G2B (Government to Business – Governo para Empresa) – é a transação online entre os órgãos do Governo e pessoas jurídicas. Exemplo: Secretaria da Fazenda do Estado, por meio de seu portal voltado para prestação de contas e serviços para pessoas jurídicas no Estado. Interatividade Quando os Sistemas de Informação de serviços facilitam, no nível operacional, o controle de medicações prescritas e administradas ao paciente (o medicamento a ser administrado, o horário, a dosagem), facilitam a área: a) Administrativa. b) Hotelaria. c) Financeira. d) Médica. e) Logística. Requisitos de segurança no e-commerce Os requisitos de segurança que as empresas precisam estabelecer para fornecer comércio eletrônico seguro utilizando internet, intranets e extranets para comércio eletrônico são: PRIVACIDADE AUTENTICIDADE INTEGRIDADECONFIABILIDADE BLOQUEIO Requisitos de segurança no e-commerce Privacidade: a capacidade de controlar quem vê (ou não pode ver) as informações e sob quais condições. Autenticidade: a capacidade para conhecer as identidades das partes na comunicação. Integridade: a garantia de que as informações armazenadas ou transmitidas não sejam alteradas. Confiabilidade: a garantia de que os sistemas estarão disponíveis quando necessários e de que desempenharão com eficácia em um nível aceitável de qualidade. Bloqueio: a capacidade para bloquear as informações ou intrusões indesejadas. Requisitos de segurança As assinaturas digitais bem como os certificados digitais são meios utilizados para identificar pessoas por trás de um documento eletrônico que possibilita uma melhor aceitação de um documento digital com finalidade jurídica para que se tenha validade. Requisitos de segurança Os certificados digitais são arquivos eletrônicos que contêm dados utilizados para identificar uma pessoa ou entidade com a finalidade de proteger as transações online para garantir a sua validade. Esses arquivos podem estar gravados em equipamentos do tipo: computadores, smartphones, tokens ou smart cards. Para serem validados necessitam de uma entidade fidedigna conhecida como Autoridade Certificadora (AC) que valida ou não a identidade do usuário. Fluxo certificados digitais Fonte: Certificados Digitais (Laudon & Laudon,2014, p. 279) Sistemas de Relacionamento com o Cliente (CRM) O Gerenciamento do Relacionamento com o Cliente (Customer Relationship Management – CRM) é uma estratégia de negócio voltada ao atendimento e à antecipação das necessidades dos clientes atuais e potenciais de uma empresa. A visão 360º promovida pelo CRM permite um nível de conhecimento para uso operacional não oferecido pelos sistemas integrados de gestão (ERP), agregando valor às interações com os consumidores. Sistemas de Relacionamento com o Cliente (CRM) Visão 360º do CRM Sistemas de Relacionamento com o Cliente (CRM) Para que o CRM possa ser utilizado com adequação, recomenda-se o seguinte: Adoção de sistemas bem ajustados ao porte e às atividades da empresa; Infraestrutura de atendimento; Infraestrutura no back office (retaguarda); Repensar os processos de atendimento da empresa; Estabelecimento de uma estratégia de relacionamento; Treinamento. Sistemas em Gestão de Vendas Laudon e Laudon (2007) afirmam que a internet e o comércio eletrônico ajudam a fazer produtos personalizados para milhões de consumidores, em que os sites disponibilizam ferramentas online que permitem aos clientes comprar produtos sob medida, de acordo com suas especificações individuais. Sistemas em Gestão de Vendas Cada vez mais, os computadores e a internet estão proporcionando a base para a automação da equipe de vendas. Em muitas companhias, a equipe de vendas está sendo equipada com notebooks, navegadores web e software para controle dos contatos de vendas que permitem a conexão com sites de marketing na internet, extranet e intranet da companhia. Interatividade Os requisitos de segurança que as empresas precisam estabelecer para fornecer comércio eletrônico seguro utilizando a internet, intranets e extranets para comércio eletrônico são: Assinale a alternativa incorreta. a) Desbloqueio. b) Integridade. c) Autenticidade. d) Confiabilidade. e) Privacidade. Business Intelligence (BI) O termo BI refere-se ao processo de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que oferecem suporte à gestão de negócios. O conceito de BI tem como principal objetivo auxiliar os gestores a aprimorar o processo de tomada de decisão, por meio do tratamento das bases de dados existentes. Estrutura do BI A composição da estrutura de BI trata de um conjunto sobre a gestão do negócio e a TI, todos esses setores integrados formam o BI. Etapas do BI O processo de BI inicia com a coleção de dados. Armazenamento dos dados é a segunda etapa do processo de BI. Após esses procedimentos, os dados serão carregados em um repositório central denominado Data Warehouse, ou armazém de dados. A terceira fase é o Data Mining ou Mineração de Dados. A última fase é a visualização das informações geradas. Benefícios do BI O BI fornece inúmeros benefícios para as organizações que o utilizam, contanto que seja implementado de forma correta em suas metodologias e com o envolvimento da alta administração. Algumas vantagens são: Antecipar mudanças no mercado; Antecipar ações dos competidores; Descobrir novos ou potenciais competidores; Aprender com os sucessos e as falhas dos outros. Benefícios do BI Os benefícios para a área de marketing atingem campanhas de marketing dirigido, informações personalizadas de cliente, comportamento e frequência de compra ou preferências dos clientes e fidelização dos clientes. Na área comercial, o BI melhora o prognóstico de vendas, permite visibilidade contábil abrangente, efetua a integração da análise de orçamento, permite melhor compreensão da segmentação do mercado, possibilita flexibilidade e interação dos relatórios financeiros e melhora as decisões de distribuição de produtos. As vantagens que o BI oferece para a área de economia e finanças são ações personalizadas, no sentido de avaliação de riscos e de oportunidades futuras; análise de crédito e de riscos em empresas do setor financeiro e controle de fraude. Big Data O avanço da tecnologia tem permitido que incontáveis dados sejam trocados entre as pessoas por meio de diferentes ferramentas. Quando essas trocas apresentam um grande volume de dados variáveis,que podem ser analisados e processados em alta velocidade, toda essa carga de informação recebe o nome de Big Data. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2017/02/27/12/17/big-data-2103091__340.png Conceito do Big Data O conceito de Big Data pode ser definido como ferramentas e práticas que gerenciam e analisam grandes volumes de dados, de fontes variáveis, em velocidade considerável, buscando agregar às organizações valor de negócios e maior confiabilidade em relação às decisões a serem tomadas. Essas características representam os pilares do Big Data, identificados como os três “Vs” que são volume, variedade e velocidade de geração dos dados. A origem dos dados podem ser de sites, postagens nas redes sociais, relatórios financeiros, ferramentas de CRM, aplicativos para smartphones, imagens, vídeos, músicas e vários outros tipos de fonte. Áreas de aplicação do Big Data Na área governamental, com a utilização de tecnologias para rastrear os perfis dos eleitores; No setor financeiro, com soluções na área de análise de risco e detecção de fraude; Na área de transporte e automação, com o monitoramento de tráfego e rastreamento de carga; No setor de varejo, com a possibilidade de gerar ofertas baseadas na análise de vendas e no perfil do consumidor; Nas diversas possibilidades na área de marketing, por meio da análise de redes sociais; Na área de seguros, com a possibilidade de ofertas de planos baseados no comportamento do segurado. Data Warehouse (DW) e Data Marts (DM) “Data Warehouse é um depósito de dados orientado por assunto, integrado, não volátil, variável com o tempo, para apoiar as decisões gerenciais.” A criação desse depósito de dados separado trouxe benefícios tais como: Visão integrada e total dos dados da empresa; Dados recentes e históricos facilmente acessíveis para a tomada de decisão; Tornar possíveis Sistemas de Suporte à Decisão sem sobrecarregar os Sistemas de Suporte ao Operacional; Tornar a informação consistente dentro de toda a organização. Componentes de um ambiente DW Fonte: livro-texto Fluxo de informações de um DW para um DM O DM é um pequeno DW, abrangendo uma determinada área de assunto e oferecendo informações mais detalhadas sobre um departamento em questão. Um DM pode ser criado de duas maneiras: Fluxo de informações de um departamento para um DM Fluxo de informações de um DW para um DM Fonte: livro-texto ERP CRM Processos Processos ERP CRM Tendências O fundador da Microsoft, Bill Gates, em 1999 fez cinco previsões que hoje são realidade. Em seu livro “Business @ the Speed of Thought” (“Negócios na velocidade do pensamento”, em tradução livre), orienta empresas sobre a melhor forma de usar a tecnologia para alavancar seus negócios no século 21. O autor cita avanços que a internet permitiria concretizar nos anos seguintes e como eles mudariam a vida das pessoas. Tendências Serviços de streaming (Netflix, Now). Serviços de mensagens instantâneas (Messenger, WhatsApp). Redes sociais: Perfil do consumidor (sites de viagens, reservas etc.). Trabalho (Linkedin). Assistentes pessoais digitais (Siri (Apple) e OK Google (Android). Essas previsões estão à nossa volta por meio da revolução tecnológica que conecta dispositivos eletrônicos do nosso dia a dia denominada internet das coisas. Tendências A internet das coisas é um conceito tecnológico em que todos os objetos da vida cotidiana estariam conectados à internet, agindo de modo inteligente e sensorial. Também conhecida por IoT (Internet of Things, em inglês), consiste na ideia da fusão do “mundo real” com o “mundo digital”, fazendo com que o indivíduo possa estar em constante comunicação e interação, seja com outras pessoas ou objetos. Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2015/05/25/05/27/network-782707__340.png Tendências A união de tecnologia com medicina utilizando uma plataforma de integração em uma UTI usa conceitos de internet das coisas, Big Data e inteligência artificial para criar uma espécie de assistente virtual para que as decisões de médicos e enfermeiros sejam tomadas com maior segurança e rapidez. A convergência da internet das coisas (IoT), da computação em nuvem e do Big Data gera novas oportunidades para a análise de autoatendimento. Interatividade Existem várias áreas de aplicação do Big Data, a possibilidade de gerar ofertas baseadas na análise de vendas e no perfil do consumidor, pode ser aplicada à área de: a) Transporte. b) Seguros. c) Automação. d) Varejo. e) Marketing. ATÉ A PRÓXIMA!