Aula Personalidade   Neoanalistas Jung Erich Fromm   Alunos
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Aula Personalidade Neoanalistas Jung Erich Fromm Alunos


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Personalidade 
Neoanalistas: Carl Gustav 
 Erich Fromm 
Profa. Ana Ribeiro 
A psicologia analítica de C. G. Jung 
 
\u2022 Carl Gustav Jung nasceu na Suíça em 
1875, formou-se em psiquiatria e 
desenvolveu uma técnica de associação 
de palavras para revelar os complexos 
emocionais de seus pacientes. 
 
\u2022 Em 1907 Jung visitou Sigmund Freud, 
em Viena, iniciando uma estreita 
colaboração com o mestre, que se 
mostrou impressionado com o talento do 
jovem discípulo. Os dois viajaram juntos 
aos Estados Unidos em 1909, proferindo 
palestras num centro de pesquisas. 
\u2022 Em 1910 foi fundada a "Associação 
Psicanalítica Internacional", da qual 
Jung foi eleito presidente. 
 
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\u2022 Acolheu, com entusiasmo, a obra 
psicanalítica de Freud e a defendeu, apesar 
de suas controvérsias. 
\u2022 Discordâncias intelectuais fizeram com que 
ele rompesse seu relacionamento com 
Freud. 
\u2022 Jung achava que Freud enfatizava 
excessivamente o papel da sexualidade e 
subestimava o potencial do inconsciente para 
contribuir de forma positiva para o 
crescimento psicológico. 
 
24/09/13 
\u2022 As primeiras divergências entre Jung e 
Freud surgiram em 1912 e logo se 
tornaram inconciliáveis. 
\u2022 A partir do rompimento com Freud, o 
analista suíço vivenciou um período de 
depressão e introversão, que o levou a 
trilhar seu próprio caminho no campo da 
psicologia. 
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A psicologia analítica de Jung 
 
\u2022 Jung apresentava grande 
interesse pelos fenômenos 
místicos. Dando continuidade a 
explorações subjetivas do 
inconsciente, ele realizou 
estudos sobre alquimia e 
esoterismo. 
 
\u2022 Relatou várias experiências 
pessoais de fenômenos 
parapsicológicos que 
compreendia como 
manifestações de um 
inconsciente coletivo, mais 
amplo e transpessoal. 
 
17/09/13 
A psicologia analítica de Jung 
 
\u2022 Em 1917, Jung publicou seus estudos sobre o 
inconsciente coletivo no livro "A Psicologia do 
Inconsciente" e, em 1920, apresentou os 
conceitos de introversão e extroversão na 
obra "Tipos Psicológicos". 
\u2022 Jung construiu as bases da psicologia analítica, 
desenvolvendo a teoria dos arquétipos e 
incorporando conhecimentos das religiões 
orientais, da alquimia e da mitologia. 
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A teoria de C. G. Jung 
 
\u2022Psicologia Analítica 
 
\u2022Jung propôs uma teoria da 
personalidade que atribui um 
papel predominante ao 
inconsciente. 
\u2022Jung acreditava que os 
desenvolvimentos mais 
interessantes da 
personalidade ocorriam na 
idade adulta e não na 
infância. 
\u2022Jung preferia descrever a 
psique empregando a 
linguagem da mitologia e não 
da ciência. 
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Elementos da personalidade 
 
\u2022 Jung reconhecia que a 
personalidade contém elementos 
conscientes e inconscientes. 
\u2022 Assim como Freud mencionava o 
ego ao descrever os aspectos mais 
conscientes da personalidade. 
\u2022 Sua descrição de inconsciente é, 
entretanto, diferente da concepção 
freudiana de id e superego. 
\u2022 Jung procurava um equilíbrio no 
qual os elementos inconscientes 
tivessem um papel equivalente, 
complementar aos da consciência. 
 
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\u201cQualquer árvore que 
queira tocar os céus 
precisa ter raízes tão 
profundas a ponto de 
tocar os infernos.\u201d 
 
Processos da personalidade 
 
\u2022 Individuação 
\u2022 Processo de restauração da plenitude da psique no 
desenvolvimento adulto. 
\u2022 No começo da vida, a psique é um todo unificado, embora 
inconsciente. 
\u2022 Durante o curso do desenvolvimento, vários aspectos da 
psique tornam-se conscientes e se desenvolvem, enquanto 
outras áreas permanecem inconscientes. 
\u2022 Por exemplo: na infância e adolescência a pessoa 
desenvolve sua identidade pessoal, tornando-se consciente 
desta identidade, mas tende a ignorar seus limites e falhas 
pessoais. 
 
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O processo de individuação 
 \u2022 Na medida em que partes da 
personalidade se desenvolvem e se 
tornam conscientes, um desequilíbrio 
da plenitude original é inevitável. 
\u2022 Esse desequilíbrio é restaurado 
durante o desenvolvimento adulto que 
ocorre na meia idade. 
\u2022 O objetivo da individuação é deslocar 
o centro da personalidade do ego para 
algum ponto entre o ego e o 
inconsciente. 
\u2022 Nas últimas fases do processo de 
individuação, a função transcendente é 
o aspecto da personalidade que 
integra os diversos aspecto num todo 
unificado. 
 
 
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O EGO 
\u2022 Jung descreveu o ego como o aspecto mais 
consciente da personalidade. 
\u2022 Nada pode tornar-se consciente sem passar pelo 
ego, que serve como porteiro da consciência. 
\u2022 O ego é essencial para um sentimento de identidade 
pessoal e é também é o centro de nossa vontade. 
\u2022 Para Jung, o ego é parte da personalidade mas não 
o seu centro. 
\u2022 Muitas pessoas se identificam demais com sua 
consciência, o que Jung chama de inflação do ego. 
 
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A Persona 
\u2022 A persona é o aspecto da realidade que se 
adapta ao mundo. 
\u2022 Reflete os papéis que desempenhamos na 
sociedade. 
\u2022 Esforçamo-nos para nos comportar de forma a 
obter uma imagem social positiva, enfatizando 
aspectos valorizados e ignorando o resto. 
\u2022 Entretanto, esses esforços são bem-sucedidos 
apenas temporariamente. 
\u2022 A persona normalmente está bem estabelecida 
nos adultos jovens. 
 
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A Sombra 
\u2022 Aspectos da psique que são removidos da consciência 
pelo ego, por serem incompatíveis com a concepção que 
a pessoa tem de si mesmo. 
\u2022 Impulsos sexuais e agressivos inaceitáveis são 
característicos da sombra. 
\u2022 A sombra faz a mediação entre a consciência e o 
inconsciente e pode ser considerado o porteiro do 
inconsciente. 
\u2022 A emergência da sombra do inconsciente produz a 
experiência do conflito moral. 
\u2022 Quando a pessoa chega a um acordo com o inconsciente 
e reconhece que ele tem contribuições positivas a dar 
para a personalidade como um todo, esta experiência 
muda. 
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\u2022 Anima 
\u2022 Qualidades femininas reprimidas em 
um homem. 
\u2022 Animus 
\u2022 Qualidades masculinas reprimidas em 
uma mulher. 
\u2022 O animus ou a anima inconscientes 
são projetados nas pessoas do sexo 
oposto que despertam várias emoções, 
dependendo da atitude que se tem em 
relação ao próprio animus ou anima 
inconscientes. 
\u2022 Uma das mais comuns, e 
potencialmente saudáveis, instâncias 
de projeção do animus ou da anima é a 
experiência de apaixonar-se. 
 
17/09/13 
17/09/13 
O Amor 
 
Apaixonar-se é uma promessa de 
restauração da peça faltante da 
psique que foi deixada para trás no 
inconsciente quando a personalidade 
consciente se desenvolveu. 
Essa experiência está fora do 
planejamento realista e consciente do 
ego e, nesse sentido, é irracional. 
Os amantes se sentem 
psicologicamente completos na 
companhia um do outro. 
Junto ao amante, sente-se a 
companhia do animus ao anima 
ainda não conscientemente 
desenvolvido. 
O Inconsciente 
\u2022 Inconsciente Pessoal 
\u2022 A anima ou o animus e a sombra, juntos, 
constituem o que Jung chamou de inconsciente 
pessoal. 
\u2022 É o inconsciente de cada indivíduo que se 
desenvolve a partir de experiências singulares da 
pessoa. 
\u2022 A sombra está um pouco mais perto da 
consciência do que a anima (ou animus), e pode 
e deve ser assimilada pela consciência. 
 
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O Inconsciente 
\u2022 Inconsciente Coletivo 
\u2022 Jung descreveu o inconsciente coletivo como hereditário, 
presente na estrutura cerebral dos seres humanos e 
independente da experiência