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GENTILI, P. Neoliberalismo e educação: manual do usuário. In: SILVA, T.T. da; GENTILI P. (org.). Escola S.A. : quem ganha e quem perde no mercado educacional do neoliberalismo. CNTE: Brasília DF, 1996. RESUMO O texto discute a configuração neoliberal que influencia a política educacional brasileira. O autor expressa que novos mecanismos de mudança surgiram com a crise do capitalismo nas décadas de 1960-70, que provocou um remodelamento ideológico na sociedade. Postula que essa crise proporcionou a transformação do neoliberalismo em um projeto dominante, pautado no cânone do livre-comércio e na ausência da interferência estatal. Aponta que na visão neoliberal, os sistemas educacionais vivem uma crise de qualidade, causada pela ineficiente logística administrativa e pela ausência de técnicas pedagógicas competentes. Nesse sentido, os principais responsáveis por essa crise educacional é o Estado, os sindicatos de professores, os indivíduos, dentre outros. Informa que, nesse contexto, os neoliberais propõem uma reforma educacional, com a transferência da educação do setor público para a esfera do mercado. Nesse cenário, o autor sublinha que para os neoliberais o objetivo da educação é proporcionar a empregabilidade e estimular a competição. Assim, o princípio meritocrático e a orientação da educação para o mercado de trabalho são estratégias neoliberais, articuladas pela dinâmica de centralização e descentralização, para enfrentar a crise educacional. Diz que na lógica neoliberal, as instituições educacionais devem ser reestruturadas tendo como modelo a empresa de fast foods Macdonald, desta maneira será rápida, eficiente, eficaz, dentro dos padrões de produtividade. Para isso, de acordo com os intelectuais neoliberais, os empresários deverão ser convocados a fim de resolver a crise educacional, bem como poderão contar com o auxílio de especialistas eficientes oriundos das agências internacionais, como por exemplo o Banco Mundial. Destaca que as políticas neoliberais tem como raízes a exclusão e a desigualdade social, fundamentadas na corrupção e na pobreza. Conclui que se faz necessária a desarticulação do discurso neoliberal para a formação de uma nova hegemonia que seja igualitária.