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Tratamentos Termoquímicos Prof. Dr. Dalmarino Setti T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 2 Tratamentos Termoquímicos � Endurecimento superficial dos aços através da modificação parcial da sua composição química. � Maior resistência ao desgaste superficial mantendo as características de tenacidade e ductilidade do núcleo. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 3 Tratamentos Termoquímicos � Cementação (Carbonetação). � Nitretação. � Carbonitretação. � Nitrocarbonetação. � Boretação. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 4 Tratamento de Cementação � Introdução de carbono na superfície do aço de 0,8 a 1,0 %, para posterior tratamento de têmpera. � Fenômeno de difusão atômica. Movimentação de átomos no estado sólido. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 5 Tratamento de Cementação 1 - Uso de aços de baixo teor de carbono 2 - Temperatura de aquecimento entre 900 ºC e 950 ºC 3 - Aços com granulação fina, que apresentam uma melhor tenacidade 4 - Tratamento térmico prévio de Normalização para permitir a usinagem 5 - Buscar uma distribuição de carbono de forma gradual. CARCTERÍSTICAS DO PROCESSO CARCTERÍSTICAS DO PROCESSO T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 6 Tratamento de Cementação Fatores que influenciam na velocidade de transferência do carbono para o material: a ) Teor de carbono inicial; b ) Coeficiente de difusão do carbono; c ) Temperatura; d ) Concentração de carbono na Austenita; e ) Tipo de agente carbonetante utilizado f ) Velocidade do fluxo de gás ( quando o agente carbonetante é um gás ). T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 7 Teor de Carbono Inicial �Aços com baixo teor de carbono são os mais adequados para a cementação devido a maior velocidade de difusão do carbono nestes aços, pois o gradiente entre o meio cementante (1,1 a 1,3%C) é maior. �Os aços de baixo carbono apresentam melhor tenacidade, o que permite obter o melhor desempenho em termos de resistência ao desgaste (pós cementação) e resistência a choques. �Aços carbono e aços ligados são utilizados na cementação. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 8 Aços para Cementação – Aços Carbono Aço C(%) Mn(%) Ni(%) Cr(%) Mo(%) Outros 1010 0,08-0,13 0,30-0,60 - - - a, b 1018 0,15-0,20 0,60-0,90 - - - a, b 1019 0,15-0,20 0,70-1,00 - - - a, b 1020 0,18-0,23 0,30-0,60 - - - a, b 1021 0,18-0,23 0,60-0,90 - - - a, b 1022 0,18-0,23 0,70-1,00 - - - a, b 1524 0,19-0,25 1,35-1,65 - - - a, b 1527 0,22-0,29 1,20-1,50 - - - a, b (a) 0,04 P máx. 0,05 S máx. (b) 0,15-0,35 Si T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 9 Aços para Cementação – Aços Ligados Aço C(%) Mn(%) Ni(%) Cr(%) Mo(%) Outros 3310 0,08-0,13 0,45-0,60 3,25-3,75 1,40-1,75 - b,c 4023 0,20-0,25 0,70-0,90 - - 0,20-0,30 b,c 4027 0,25-0,30 0,70-0,90 - - 0,20-0,30 b,c 4118 0,18-0,23 0,70-0,90 - 0,40-0,60 0,08-0,15 b,c 4320 0,17-0,22 0,45-0,65 1,65-2,00 0,40-0,60 0,20-0,30 b,c 4620 0,17-0,22 0,45-0,65 1,65-2,00 - 0,20-0,30 b,c 4815 0,13-0,18 0,40-0,60 3,25-3,75 - 0,20-0,30 b,c 4820 0,18-0,23 0,50-0,70 3,25-3,75 - 0,20-0,30 b,c (b) 0,15-0,35 Si e (c) 0,035 P máx. 0,04 S máx. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 10 Aços para Cementação – Aços Ligados Aço C(%) Mn(%) Ni(%) Cr(%) Mo(%) Outros 5120 0,17-0,22 0,70-0,90 - 0,70-0,90 - b,c 5130 0,28-0,33 0,70-0,90 - 0,80-1,10 - b,c 8617 0,15-0,20 0,70-0,90 0,40-0,70 0,40-0,60 0,15-0,25 b,c 8620 0,18-0,23 0,70-0,90 0,40-0,70 0,40-0,60 0,15-0,25 b,c 8720 0,18-0,23 0,70-0,90 0,40-0,70 0,40-0,60 0,20-0,30 b,c 8822 0,20-0,25 0,75-1,00 0,40-0,70 0,40-0,60 0,30-0,40 b,c 9310 0,08-0,13 0,45-0,65 3,00-3,50 1,00-1,40 0,08-0,15 b,c (b) 0,15-0,35 Si e (c) 0,035 P máx. 0,04 S máx. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 11 Diferença no Perfil da Camada – Tipo Aço T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 12 Coeficiente de Difusão Carbono �O coeficiente de difusão do carbono na austenita determina o tempo necessário para a obtenção de uma determinada profundidade de camada (p). p = (D.t)0,5 Onde: p, é a profundidade da camada cementada em (m). t, o tempo em segundos. D, o coeficiente de difusão do C em (m2.s-1), com: D= D0 .exp(-Ea/RT) D0= Carbono no Fe (CFC) = 2,3 x 10-5 m2.s-1 Ea= Carbono no Fe (CFC) = 148 kJ/mol R = é a constante dos gases = 8,314 J.mol-1.K-1 T= a temperatura absoluta (K). T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 13 Efeito da Temperatura Sobre o Tempo de Cementação Aço 8620 com 1,5 mm de camada. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 14 Efeito do Tempo de Cementação Sobre a Camada T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 15 Tratamento de Cementação T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 16 Tratamento de Cementação Aço 1018 cementado em caixa a 940 ºC. (a) 1 h, (b) 2 h e (c) 4 horas. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 17 Processos de Cementação Métodos de Cementação Métodos de Cementação GasosaGasosa SólidaSólida LíquidaLíquida VácuoVácuo T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 18 Cementação Sólida ou em Caixa Caixa de aço liga resistente ao calor Mistura carbonizante constituída de: Carvão de madeira aglomerado com ativador ( 5 a 20 % )e óleo de linhaça ( 5 a 10 % ) PEÇA ATIVADORES: Carbonato de sódio; Carbonato de potássio; Carbonato de cálcio; Carbonato de bário ATIVADORES: Carbonato de sódio; Carbonato de potássio; Carbonato de cálcio; Carbonato de bário O carbonato de bário é o ativador mais comum, sendo usado em mistura com o carbonato de sódio. Pode - se colocar aproximadamente 20 % de coque para aumentara velocidade da transferência de calor. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 19 Reações da Cementação Sólida Em temperaturas elevadas o C combina-se com o oxigênio presente na caixa formando CO2: C + O2→ CO2 O CO2 reage o carbono: CO2 + C → 2 CO O CO gerado decompõe-se em carbono atômico que difunde-se no metal: 2 CO → 2C (Fe) + O2 A formação de CO é favorecida pela presença dos carbonatos. (BaCO3 principal catalisador processo). T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 20 Cementação Sólida ou em Caixa Máxima profundidade de Cementação: 2,0 mm • Profundidade menores que 0,25 mm são críticas de se obter devido a dificuldade de controle do processo. Principais Vantagens 1 - Processo pode ser feito em diversos tipos de fornos pois não precisa de atmosfera controlada; 2 - Processo eficiente e econômico, permitindo tanto o processamentode pequenos lotes como peças de grandes dimensões; 3 - Não exige grande experiência do operador; 4 - Pouco risco de empenamento pois o resfriamento é lento; Principais Limitações 1 - Não é um processo limpo; 2 - Não é possível a obtenção de camadas finas; 3 - Não permite um controle adequado do gradiente de carbono; 4 - Necessita de mais tempo para o aquecimento e resfriamento. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 21 Cementação Líquida A fonte de carbono neste caso é um banho de sal fundido, onde o material deve ser mantido a uma temperatura acima da linha Ac1. Composição do banho % Constituintes Camada de pequena espessura Baixa temperatura ( 840 a 900 ºC ) Camada de grande espessura Alta temperatura ( 900 a 955 ºC ) Cianeto de sódio 10 a 23 6 a 16 Cloreto de bário 0 a 40 30 a 55 Outros sais alcalinos 0 a 10 0 a 10 Cloreto de potássio 0 a 25 0 a 20 Cloreto de sódio 20 a 40 0 a 20 Carbonato de sódio 30 máx. 30 máx. Aceleradores outros que compostos de matais alcalinos ferrosos ( *) 0 a 5 0 a 2 Cianato de sódio 1,0 máx. 0,5 máx. (*) Ex.: Dióxido de manganês, óxido de boro, fluoreto de sódio, etc.... T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 22 Cementação Líquida � Principais Vantagens 1 - Rapidez de operação, permitindo a obtenção de grandes profundidades em tempo relativamente curto; 2 - Não há necessidade de pré aquecimento da peça já que estas entram em contato diretamente com o banho líquido, atingindo a temperatura necessária em poucos minutos; 3 - Proteção contra oxidação durante o tratamento, 4 - Facilidade de operação; 5 - Maior controle da profundidade de penetração; 6 - Possibilidade de operação contínua ( colocação de novas peças enquanto as demais continuam em tratamento; 7 - Reduzido risco de empenamento; T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 23 Cementação Líquida � Principais Limitações 1 - Os fornos exigem exaustão pois o cianetos a altas temperaturas são venenosos; 2 - Risco de contato como substâncias altamente tóxicas como sais de cianetos e ácidos. 3 - Após a cementação líquida deve -se evitar o resfriamento ao ar, porque a película de sal aderente a superfície da peça pode causar oxidação; T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 24 Cementação Gasosa Principais Limitações 1 - Ocorrência de reações químicas complexas e perigosas; 2 - Instalação complexa com diversos controles ( temperatura, tempo, temperatura, atmosfera, necessitando de um operador bem qualificado; Principais Limitações 1 - Ocorrência de reações químicas complexas e perigosas; 2 - Instalação complexa com diversos controles ( temperatura, tempo, temperatura, atmosfera, necessitando de um operador bem qualificado; Principais Vantagens 1 - Mistura carbonizante bem definida e estável durante todo o processo; 2 - Processo limpo; 3 - Melhor controle do teor de carbono e da espessura da camada cementada; 4 - Processo rápido. Principais Vantagens 1 - Mistura carbonizante bem definida e estável durante todo o processo; 2 - Processo limpo; 3 - Melhor controle do teor de carbono e da espessura da camada cementada; 4 - Processo rápido. O carbono necessário é proveniente da atmosfera do forno (CO, propano, metano, etano ) O carbono necessário é proveniente da atmosfera do forno (CO, propano, metano, etano ) T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 25 Cementação Gasosa T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 26 Cementação Gasosa T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 27 Cementação à Vácuo Principais Vantagens Comparado a Cementação Gasosa 1 – Excelente uniformidade e repetitibilidade devido ao alto grau de controle de processo oferecido pelos fornos á vácuo. 2 - Processo limpo; 3 – Melhora das propriedades mecânicas devido a falta de oxidação intergranular (O2 não participa do processo); 4 – Ciclos de tratamento mais rápidos. Principais Vantagens Comparado a Cementação Gasosa 1 – Excelente uniformidade e repetitibilidade devido ao alto grau de controle de processo oferecido pelos fornos á vácuo. 2 - Processo limpo; 3 – Melhora das propriedades mecânicas devido a falta de oxidação intergranular (O2 não participa do processo); 4 – Ciclos de tratamento mais rápidos. Neste processo a cementação ocorre em baixas pressões parciais de hidrocarbonetos em fornos a vácuo. O processo consiste de 4 etapas: • Homogeneização a temperatura de cementação (pressão 0,1 a 0,5 torr). • Aumento do teor de carbono, com introduções de hidrocarbonetos (pressão de 10 a 50 torr). • Difusão do carbono (pressão de 0,1 a 0,5 torr). • Têmpera em óleo. Nitrogênio é utilizado como gás de proteção. Neste processo a cementação ocorre em baixas pressões parciais de hidrocarbonetos em fornos a vácuo. O processo consiste de 4 etapas: • Homogeneização a temperatura de cementação (pressão 0,1 a 0,5 torr). • Aumento do teor de carbono, com introduções de hidrocarbonetos (pressão de 10 a 50 torr). • Difusão do carbono (pressão de 0,1 a 0,5 torr). • Têmpera em óleo. Nitrogênio é utilizado como gás de proteção. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 28 Cementação à Vácuo T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 29 Determinação da Camada Cementada T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 30 Tratamento Térmico Peças Cementadas � Têmpera Direta � Têmpera de Camada � Têmpera de Núcleo � Têmpera Dupla T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 31 Têmpera Direta � Granulação Aço � Processo de Cementação � Propriedades Camada � Propriedades Núcleo A1 T e m p e r a t u r a Temperatura de cementação % C núcleo Tempo A3 ACM T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 32 Têmpera da Camada � Granulação Aço � Processo de Cementação � Propriedades Camada � Propriedades Núcleo A1 T e m p e r a t u r a Temperatura de cementação % C núcleo Tempo A3 ACM T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 33 Têmpera do Núcleo A1 T e m p e r a t u r a Temperatura de cementação % C núcleo Tempo A3 ACM � Granulação Aço � Processo de Cementação � Propriedades Camada � Propriedades Núcleo T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 34 A1 T e m p e r a t u r a Temperatura de cementação % C núcleo Tempo A3 ACM � Granulação Aço � Processo de Cementação � Propriedades Camada � Propriedades Núcleo Têmpera Dupla T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 35 Tratamentos Termoquímicos � Cementação (Carbonetação). � Nitretação. � Carbonitretação. � Nitrocarbonetação. � Boretação. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s- 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 36 Tratamento de Nitretação � A nitretação é um tratamento termoquímico que visa o endurecimento superficial pela difusão de nitrogênio e conseqüente formação de nitretos. � A nitretação é realizada em temperaturas abaixo do campo austenítico e não é necessário um tratamento subseqüente de têmpera para aumento de dureza. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 37 Tratamento de Nitretação 1 - Uso de aços que contém Al, Cr e Mo para formar nitretos mais duros. 2 - Temperatura de tratamento abaixo da crítica entre 500 ºC e 600 ºC. 3 - Aços com 0,85 a 1,5% de Al (nitralloys) apresentam melhor resistência desgaste. 4 - Tratamento térmico prévio de Têmpera é usual antes da nitretação. 5 – Menor possibilidade de empenamento e distorções. CARCTERÍSTICAS DO PROCESSO CARCTERÍSTICAS DO PROCESSO T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 38 Propriedades Obtidas com Nitretação ● Maior dureza superficial; ● Maior resistência ao desgaste; ● Maior resistência ao desgaste adesivo severo (galling) ● Maior resistência a fadiga; T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 39 Aços para Nitretação – Aços Baixa Liga com Al Aço Nitralloy C(%) Mn(%) Si(%) Cr(%) Mo(%) Al(%) Outros(%) G 0,35 0,55 0,30 1,20 0,20 1,00 135M* 0,42 0,55 0,30 1,60 0,38 1,00 N 0,24 0,55 0,30 1,15 0,25 1,00 3,5 Ni EZ 0,35 0,80 0,30 1,25 0,20 1,00 0,20 Se * Similar ao Aço SAE 7140. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 40 Aços para Nitretação – Aços Baixa Liga com Al Aço Nitralloy Temperatura Austenitização Temperatura Revenido G 955 565 a 705 135M* 955 565 a 705 N 900 650 a 675 EZ 955 565 a 705 * Similar ao Aço SAE 7140. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 41 Aços para Nitretação – Outros Aços �Aços de médio carbono de baixa liga contendo Cromo das Séries: 4100, 4300, 5100, 6100, 8600, 8700 e 9800. �Aços Ferramenta de Trabalho a Quente contendo 5% de Cromo como H11, H12 e H13. �Aços de baixo carbono de baixa liga contendo Cromo das Séries: · 3300, 8600 e 9300. �Aços Ferramenta Endurecíveis ao Ar como: A2, A6, D2, D3 e S7. �Aços Rápidos como M2 e M4. �Aços Inoxidáveis com Nitrogênio das séries 30, 40, 50 e 60. �Aços Inoxidáveis Ferríticos e Martensíticos das séries 400 e 500. �Aços Inoxidáveis Austeníticos das séries 200 e 300. �Aços Endurecíveis ·por Precipitação como: 13-8 PH, 15-5 PH, 17- 4 PH, 17-7 PH, A-286, AM350 e AM355. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 42 Camada Nitretada T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 43 Camada Nitretada (a) Aço Fe-0.31C-2.50Cr-0.2Mo-0.15V , 36 horas a 525ºC, apenas zona de difusão. (b) Aço 4140 24horas a 510 ºC com zona de compostos Fe4N (camada branca) e zona de difusão. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 44 Processos de Nitretação Métodos de Nitretação Métodos de Nitretação PlasmaPlasma GasosaGasosa LíquidaLíquida T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 45 Nitretação Gasosa ● Consiste em submeter o material a ação de uma atmosfera rica em N2. O meio nitretante gasoso mais comum é a amônia (NH3). A reação global do processo é dada por: 2 NH3→ 2 N + 3 H2 ● A temperatura de nitretação gasosa para todos os aços está entre 495 e 565ºC. ● A temperatura mínima de revenimento deve ser 30ºC superior à temperatura de nitretação. ● Antes de serem nitretados, os componentes são submetidos a uma limpeza desengraxante com vapor. ● Consiste em submeter o material a ação de uma atmosfera rica em N2. O meio nitretante gasoso mais comum é a amônia (NH3). A reação global do processo é dada por: 2 NH3→ 2 N + 3 H2 ● A temperatura de nitretação gasosa para todos os aços está entre 495 e 565ºC. ● A temperatura mínima de revenimento deve ser 30ºC superior à temperatura de nitretação. ● Antes de serem nitretados, os componentes são submetidos a uma limpeza desengraxante com vapor. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 46 Nitretação Gasosa �Processo lento devido a difusão do N2 os tempos de tratamento variam entre 10 h e 100 horas (48 a 72 horas). �Profundidades de camada típicas estão entre 0,05 mm à 0,5 mm com profundidade máxima de 0,8 mm. �Dureza superficial: 1.000 a 1100 HV �Indicado para aços que contenham Al, Cr, Va, e Mo. Estes elementos de liga favorecem a formação dos Nitretos. �Processo lento devido a difusão do N2 os tempos de tratamento variam entre 10 h e 100 horas (48 a 72 horas). �Profundidades de camada típicas estão entre 0,05 mm à 0,5 mm com profundidade máxima de 0,8 mm. �Dureza superficial: 1.000 a 1100 HV �Indicado para aços que contenham Al, Cr, Va, e Mo. Estes elementos de liga favorecem a formação dos Nitretos. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 47 Nitretação Gasosa � Existem duas práticas de nitretação gasosa: � Estágio único – em que os componentes são tratados em temperaturas entre 495 ºC e 525 ºC e é formada uma camada dura e frágil de nitretos na superfície, denominada camada branca. (15 a 30% dissociação). � Duplo estágio (processo Floe) – tem como objetivo reduzir a espessura de camada branca formada no primeiro estágio. (75 a 80% dissociação). T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 48 Nitretação Gasosa Duplo Estágio Esquerda: Aço 4140 Nitretado em único estágio a 525 ºC por 24 horas, camada 0,008, (20 a 30% de dissociação). Direita: Aço 4140 Nitretado em duplo estágio a 525 ºC por 5 horas(20-30%), a 565 ºC por 20 horas (75-80% dissociação) sem zona de compostos (camada branca). T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 49 Nitretação Gasosa Duplo Estágio Aço 7140. (1) Nitretado no primeiro estágio com dissociação de 15 a 20% e no segundo de 60 a 70%. (2) Nitretado no primeiro estágio com dissociação de 25 a 28% e no segundo de 75 a 80%. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 50 � As aplicações dos processos de nitretação gasosa e líquida são muito similares. Porém o tempo de tratamento é reduzido. � O processo gasoso é recomendado para camadas mais espessas e aplicações em que a camada branca não é desejada pois oferece a opção de nitretação de duplo estágio. � Como na nitretação gasosa, os aços submetidos à nitretação líquida são aços com teores de carbono entre 0,1 e 1,3% de C, podendo apresentar microestruturas ferríticas, perlíticas, bainíticas ou martensíticas. Aços carbono podem ser nitretados. Nitretação Líquida T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 51 � Os melhores resultados de resistência ao desgaste são obtidos com aços nitralloys (contendo Al e Cr). � O meio nitretante é um banho de sal fundido à base de cianetos, operado em temperaturas entre 510 e 580ºC. Nitretação Líquida Componente Composição (%)NaCN 60 a 70 KCN 30 a 40 Carbonatos, Cianatos e Aditivos Até 10 T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 52 Nitretação Líquida - Aplicações T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 53 Nitretação Líquida Aço após nitretação líquida. Com zona de compostos e camada de difusão. A estrutura característica com formato de agulhas, aparece após envelhecimento a 300ºC. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 54 � Consiste em um processo sob vácuo (pressão entre 1 a 10 torr). � Introdução de nitrogênio na superfície do metal é obtida pelo plasma gerado pela alta tensão entre a carcaça do forno e as peças a serem tratadas. � Esta diferença de potencial ioniza o gás à base de nitrogênio formando íons N3+, que são acelerados em direção a superfície das peças. Nitretação Iônica (Plasma) T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 55 � O processo de nitretação iônica, em comparação ao processo de nitretação gasosa, apresenta um controle mais preciso do potencial de nitrogênio na superfície do metal. �Por meio deste controle é possível selecionar a camada branca ε (Fe2-3N) ou γ (Fe4N) ou, ainda, evitar completamente a formação de camada branca. Nitretação Iônica (Plasma) T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 56 Nitretação Iônica (Plasma) T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 57 � O processo de nitretação iônica vem substituindo a carbonitretação gasosa devido ao melhor controle dimensional das peças tratadas e a minimização ou eliminação da usinagem final após o tratamento. �A microestrutura inicial influencia no perfil de dureza após a nitretação. �A microestrutura de martensita revenida nos aços liga apresenta os melhores resultados. Nitretação Iônica (Plasma) T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 58 �As temperaturas de operação estão entre 375 e 650°C . �O gás de processo é uma mistura de N2, H2 e, em alguns casos, pequenas quantidades de metano (CH4). O H2 tem o papel de ajustar o potencial de nitrogênio (balanço da composição). �Após o aquecimento da carga, o gás de processo é admitido com uma vazão previamente calculada com base na área total das peças á serem tratadas. �A pressão é normalmente regulada entre 1 e 10 torr. �O resfriamento é realizado com a recirculação do gás de processo ou N2. Nitretação Iônica (Plasma) - Processo T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 59 Nitretação Iônica (Plasma) Vantagens •Forma uma camada fina de nitretos o que é desejável; •Possibilidade de nitretação de materiais sinterizados. •Fácil controle, sem emissão de poluentes, em utilização em crescimento no mundo; •Possibilidade de compor a atmosfera com outros gases e /ou elementos metálicos; Aplicações • Os aços mais empregados são da série nitralloys e possuem em sua composição aproximadamente 1%Al e 1-1,5%Cr. • Outras aplicações envolvem o uso aços-liga contendo Cr, aços inoxidáveis, aços ferramentas e ferros fundidos. T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 60 Nitretação Plasma T r a t a m e n t o s T é r m i c o s - 2 º / 2 0 1 2 Mecânica - UTFPR 61 Nitretação Plasma