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Desenvolvimento do embriao Humano 2010 1

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INTRODUÇÃO AO ESTUDO 
DA
Embriologia humana - F undamentos do Desenvolvimento do Embrião Humano 
Obs: O texto abaixo apresenta caráter introdutório, dessa forma, não substitui as aulas e a
bibliografia básica indicada.
Desenvolvimento do embrião Humano
 1) Formação da cavidade amniótica
2) Formação do saco vitelino primitivo
3) Formação do disco embrionário bilaminar (epiblasto, hipoblasto)
4) Conclusão da implantação
5) Instalação da circulação útero-placentária primitiva
6) Formação do saco coriônico
7) Formação da placa precordal
IMPLANTAÇÃO
O termo nidação refere-se ao momento de implantação de um embrião de mamífero na parede 
uterina que ocorre durante a blástula. Como o processo de deslocamento do embrião das trompas 
uterinas (onde ocorreu a fertilização) até o útero pode demorar cerca de 4 a 15 dias, então a 
fixação do embrião ocorrerá nesse intervalo de tempo (4° ao 15° dia após a fertilização). 
Quando o embrião encontrar o endométrio (membrana mucosa que reveste a parede do útero 
internamente), ele irá liberar enzimas que irão “digerir” as células endometriais e ao mesmo tempo, é 
envolvido por outras células em proliferação do endométrio.
Na maioria dos casos, a nidação ocorre na parede posterior do útero, no endométrio. No entanto, 
qualquer parte do órgão está capacitada para que o concepto tenha um bom desenvolvimento. Apenas a 
parte inferior do útero (próxima ao óstio interno), é um local muito perigoso, resultando em uma 
placenta prévia, possível de causar grave hemorragia durante a gestação ou mesmo, no momento do 
parto, podendo levar o feto à morte, devido à falta de oxigenação. Após todo esse processo, o próprio 
embrião passa a produzir HCG (Hormônio Coriônico Gonadotrófico) que irá impedir a regressão do 
corpo amarelo, mantendo assim a produção de estrógeno e progesterona.
No caso das mulheres, pode ocorrer o sangramento de alguns vasos para a luz uterina durante a 
implantação do embrião. Este sangramento coincide com o período menstrual esperado, sendo assim, a 
mulher pode ficar confusa quanto à data de início de sua gravidez. Além do sangramento, podem 
ocorrer também cólicas leves, ou ainda um corrimento de coloração escura ou amarelada.
Após a nidação, tem início a formação das estruturas embrionárias, como: placenta, cordão umbilical e 
saco amniótico e após a 5° semana de gestação, a placenta começa a produzir estrógeno e progesterona 
para manter o endométrio, pondo fim à produção de HCG, e em consequência, há a regressão do corpo 
amarelo. 
 Formação da cavidade amniótica
 Ao fim de 9 dias após a fecundação, com a implantação do blastocisto no endométrio 
surge um espaço no embrioblasto, entre células do epiblasto, chamada de cavidade amniótica 
(fig. 3). O âmnio é formado com as células que se separaram do epiblasto.
 
 Formação do saco vitelino primitivo
 Do hipoblasto origina-se uma camada de células denominadas membrana de Heuser(fig.4) 
que revestirá a cavidade interna do blastocisto que então passará a se chamar cavidade vitelina 
primitiva(fig. 3 e 4). Entre a cavidade e o citotrofoblasto surge uma camada de material acelular, o 
retículo extra-embrionário (ou mesoderma extra-embrionário)(fig. 4).
 Formação do disco embrionário bilaminar (epiblasto, hipoblasto)
 Formação do disco embrionário: o epiblasto formando o soalho da cavidade amniótica e o 
hipoblasto formando o teto do saco vitelino primitivo (cavidade exocelômica). O hipoblasto é 
contínuo a uma membrana exocelômica, que reveste o saco vitelino primitivo (fig. 4). O disco 
embrionário será responsável pela formação dos tecidos e órgãos do embrião (fig. 3).
 
 
 
Conclusão da implantação
 O sinciciotrofoblasto invade o tecido endometrial determina uma erosão de vasos e 
glândulas, formando espaços lacunares contendo sangue materno e secreções endometriais, que 
nutre o embrião, inicialmente por difusão. Estes espaços são a base do espaço interviloso. As 
células endometriais sofrem apoptose, facilitando a implantação. As células do tecido conjuntivo 
acumulam glicogênio e lipídios. As células deciduais (são células do endométrio que sofreram 
modificação para implantação do blastocisto) se degeneram na região de penetração e servem como 
nutrientes para o embrião. E ao final de 9 dias a implantação do blastocisto está concluída(fig. 3).
Instalação da circulação útero-placentária primitiva
Os primeiros vasos sanguíneos aparecem no mesoderma que reveste o saco vitelino (fig. 5). Aí se 
formam pequenos acúmulos de células, as ilhotas de Wolff, que se diferenciam em células 
endoteliais. As células situadas mais ao interior tornam-se livres e diferenciam-se em células 
sanguíneas primitivas.
 
 Formação do saco coriônico
Por volta do 12º dia surgem células que revestem o retículo extra-embrionário (mesoderma extra-
embrionário) que passarão a formar cavidades preenchidas por fluido e que posteriormente serão 
unidas formando a cavidade coriônica (fig. 6). 
Na medida em que a cavidade coriônica se expande ocorre a separação do âmnio e do 
citotrofoblasto. Na vesícula vitelínica ocorre a proliferação do hipoblasto seguida de contração de 
parte da cavidade, formando vesículas exocelômicas que se destacam e são degeneradas. A 
porção da cavidade remanescente denomina-se agora cavidade vitelina definitiva (fig. 7).
 
 
Formação da placa precordal
 A placa precordal é o primórdio da membrana bucofaríngea, localizada no futuro local da 
boca. 
A segunda semana do desenvolvimento humano.
1) Formação da cavidade amniótica 2) Formação do saco vitelino primitivo 3) Formação do disco embrionário 
bilaminar (epiblasto, hipoblasto) 4) Conclusão da implantação 5) Instalação da circulação úteroplacentária 
primitiva 6) Formação do saco coriônico 7) Formação da placa precordal
Ao fim de nove dias após a fertilização, o blastocisto já se encontra totalmente implantado no 
endométrio e entre as células do epiblasto surge a cavidade amniótica. Do hipoblasto origina-se uma 
camada de células denominadas membrana de Heuser que revestirá a cavidade interna do blastocisto 
(cavidade vitelina primitiva ou saco vitelino).
 
Fonte:
MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. The developing human: clinically oriented embryology. 7ª ed. Elsevier. 2003

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