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LCT  Português  
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SEE-AC  Coordenação de Ensino Médio LCT  Português  154 
*MÓDULO 1* 
 
Organização textual – Gêneros argumentativos 
 
Recursos para convencer 
 
 Nos gêneros argumentativos, o autor geralmente tem 
a intenção de convencer seus interlocutores e, para isso, 
precisa apresentar bons argumentos, que consistem em 
fatos e opiniões. É comum encontrarmos circulando no 
rádio, na TV, nas revistas, nos jornais e na internet temas 
polêmicos que exigem uma posição por parte dos 
ouvintes, espectadores e leitores. Num jornal, por 
exemplo, podemos identificar vários gêneros 
argumentativos – o artigo de opinião, o editorial, a 
coluna. Por vezes, alguns textos de caráter informativo, 
como reportagens, podem trazer juízos de valor ou 
adotar um posicionamento crítico (veja a reportagem 
reproduzida em Atividades 1). 
 O importante, para se preparar para a prova do 
ENEM, é saber reconhecer estratégias argumentativas e 
procedimentos de argumentação. Os procedimentos 
implicam estruturar o texto de acordo com o receptor 
(uso de linguagem adequada e construção coerente da 
argumentação), e as estratégias são recursos que podem 
ser usados para reforçar a argumentação. Agora, 
analisemos alguns gêneros que, de imediato, podem ser 
identificados como argumentativos: 
 
 Artigo opinativo: comum nos jornais e revistas, ele é, 
em geral, escrito por colaboradores ou 
personalidades convidadas e não reflete 
necessariamente a opinião do veículo de 
comunicação. Analisa um fato ou uma série de fatos 
em relação ao contexto político, social, econômico ou 
comportamental. Segue a estrutura de um texto 
dissertativo: introdução/desenvolvimento/conclusão. 
Pode ser escrito na primeira ou na terceira pessoa. 
 
 Coluna: é um espaço dos jornais e revistas 
prioritariamente destinado à informação exclusiva, ao 
bastidor da notícia – comporta a manifestação do 
colunista sobre aquele fato que está informando ou 
analisando, muitas vezes com postura crítica em 
relação aos acontecimentos. Dois exemplos: 
Gustavo Ioschpe, da revista Veja, e Clóvis Rossi, do 
jornal Folha de S. Paulo. 
 
 Editorial/Carta ao leitor: espaço reservado nos 
jornais e revistas para manifestar a opinião do 
veículo, da instituição – opinião que, na verdade, é 
definida pelos dirigentes (muitas vezes, o próprio 
dono) da empresa. Diferentemente dos outros 
formatos, o editorial não tem nenhuma preocupação 
em informar o leitor, mas em formar opinião. Em vez 
de fatos, traz argumentos, que se tornam 
convincentes graças a recursos de retórica. Por 
emitir a opinião do veículo, o texto pode vir sem a 
assinatura do autor ou então ser assinado pelo 
editor, em nome da publicação. 
 
 Esses são apenas alguns gêneros. É importante 
saber que a argumentação e a persuasão estão 
presentes no texto publicitário, nas cartas argumentativas 
e, principalmente, em textos de caráter teoricamente 
informativo. 
 
 
 
 REPRODUÇÃO 
 
 Campanha da Prefeitura de São Paulo mostra bons motivos para 
adotar um animal de estimação com responsabilidade 
 
 Os gêneros argumentativos têm a finalidade de 
persuadir e convencer o leitor a respeito de 
determinado assunto. 
 
 As estratégias argumentativas podem ser 
construídas a partir de exemplos e comparação, 
citações, menções a dados numéricos, uso de ironia 
ou, ainda, na apresentação de uma ideia para, em 
seguida, contradizê-la ou diminuir sua importância. 
 
 A falácia é construída quando se dá segmento a um 
raciocínio errado, fazendo-o aparentar verdadeiro. 
Argumentos que se destinam à persuasão podem 
parecer convincentes para grande parte do público 
apesar de conter falácias, mas não deixam de ser 
falsos. 
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Articulação de ideias – Coesão e coerência 
 
 Articular ideias é estabelecer a relação entre 
palavras e frases. Devidamente conectadas, elas 
formam um todo que tem sentido para determinado 
grupo de pessoas em determinada situação. 
 
 Há dois fatores importantes para tornar um texto 
inteligível: coesão e coerência. 
 
 A coesão consiste nas articulações gramaticais 
existentes entre as palavras, orações, frases, e 
parágrafos que garantem sua conexão textual. Um 
dos recursos mais comuns é o uso de conectivos, 
como as conjunções, por exemplo. Para cada tipo de 
relação que se pretende estabelecer entre duas 
orações, existe uma conjunção que se adapta a ela. 
Algumas conjunções: 
 
 aditivas: e, nem, não só... como também 
 
 adversativas: mas, porém, contudo, todavia, 
entretanto 
 
 concessivas: embora, apesar de 
 
 explicativas: pois (antes de verbo), porque 
 
 conclusivas: portanto, logo, por isso, pois (depois de 
verbo) 
 
 Coerência é o resultado da articulação das ideias de 
um texto. É a estrutura lógico-semântica que faz com 
que, numa situação discursiva, palavras e frases 
componham um todo significativo para os 
interlocutores. Ela está, portanto, ligada à 
possibilidade de compreensão daquilo que se ouve 
ou lê. 
 
 Recursos expressivos: as figuras de linguagem ou 
de estilo são empregadas para valorizar o texto, 
tornando a linguagem mais rica e expressiva. Usam-
se, para isso, as palavras em seu sentido conotativo, 
e não com seu significado literal. As principais são: 
 
 comparação 
 
 metáfora 
 
 metonímia 
 
 ironia 
 
Pontos de vista – Recursos persuasivos 
 
 Para se preparar para a prova do ENEM, é 
importante desenvolver a capacidade de ler, 
compreender e interpretar textos de diferentes 
gêneros e linguagens, como fotos, charges e poesia. 
 
 Identificar diferentes pontos de vista – Não são 
apenas os artigos opinativos das revistas e dos 
jornais que apresentam uma postura sobre 
determinado assunto. Ao resolver questões que 
mostram pontos de vista diversos, é importante 
distinguir frases ou períodos que evidenciem (ou 
representem argumentosque reforcem) a opinião do 
autor. 
 
 Em questões que exigem a análise de textos 
opinativos, é fundamental responder de acordo com 
a opinião expressa no texto, e não a partir de sua 
própria. Não há posicionamento certo ou errado, mas 
maneiras de expor um ponto de vista. 
 
 Existem duas principais estratégias de persuasão. A 
explícita expõe claramente seu ponto de vista e 
recorre a argumentos lógicos e racionais, às vezes 
propositalmente incorretos. A implícita, mais sutil, 
apela para o emocional. 
 
Organização textual – Gêneros narrativos 
 
 Tipos de texto – Basicamente, há seis tipos de texto: 
descrição, narração, injunção, argumentação, 
exposição e agrupamento tipológico “relatar”. De 
modo geral, podemos dizer que a descrição se 
caracteriza por ser um “retrato verbal” de pessoas, 
objetos, animais, sentimentos, cenas ou ambientes; 
a narração é um entrelaçamento de fatos contados 
por um narrador, envolvendo personagens, 
localizadas no tempo e no espaço; e a argumentação 
é a expressão de opinião a respeito de um assunto. 
 
 Elementos do texto narrativo: 
 
 Enredo: sequência de acontecimentos narrados na 
história. 
 
 Foco narrativo (1.ª e 3.ª pessoa): presença de 
narrador (narrador-personagem, narrador- 
-observador). 
 
 Personagens (protagonista, antagonista e 
coadjuvante). 
 
 Tempo (cronológico e psicológico). 
 
 Espaço. 
 
 Os gêneros narrativos são inúmeros; os mais 
conhecidos são: romance, crônica, conto, novela, 
fábula. Há ainda: piada, mito, novela etc. 
 
 Romance: narrativa longa, de enredo normalmente 
imaginário, mas verossímil. Os personagens são 
mais elaborados psicologicamente. 
 
 Crônica: narrativa curta, inspirada em algum fato 
cotidiano. Pode fazer uma crítica indireta ou ter 
toques de humor. 
 
 A diferença entre antítese e paradoxo é que a 
antítese se baseia na comparação por contraste ou 
justaposição de contrários, enquanto o paradoxo se 
reconhece como uma relação interna de contrários: 
 
 Antítese: Eu sou tímido, você é extrovertido. 
 
 Paradoxo: Eu sou um tímido extrovertido. 
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********** ATIVIDADES 1 ********** 
 
Texto para a questão 1. 
 
Por que tantas tragédias? 
 
Há um imenso equívoco no modo de ocupação 
do solo brasileiro. Construímos casas 
nas várzeas e nas encostas íngremes 
 
 O Brasil foi premiado pela natureza por rios de imenso 
volume d’água e, como consequência, algumas das 
maiores várzeas (áreas originalmente florestadas) do 
mundo. Isso é a razão de nossa proverbial fertilidade e 
explica nossa aptidão para produzir comida, a base da 
nossa atual prosperidade. No entanto, há um imenso 
equívoco no modo de ocupação do solo brasileiro. 
Construímos nossas casas nas várzeas – que, num 
ecossistema equilibrado, absorviam a água que 
transbordava dos rios – e nas encostas íngremes. 
 Esse erro é cometido mais ou menos do mesmo jeito 
no país todo, o que explica por que regiões tão diversas 
como Santa Catarina, Alagoas e Pará tenham problemas 
semelhantes. Várzea ocupada é aquilo que os noticiários 
chamam de enchente. Encosta ocupada é mais 
conhecida como deslizamento. A questão central agora é 
desocupar essas regiões para que, no ano que vem, 
quando chover de novo, não haja ninguém mais morando 
lá. 
 E onde botamos as pessoas que vivem em várzeas e 
encostas? Para responder a essa pergunta, é importante 
antes entender por que essas regiões foram ocupadas. A 
resposta é complexa, mas pode ser simplificada em duas 
palavras: especulação imobiliária. 
 No Brasil, país de economia historicamente instável, 
sempre foi ótimo negócio ser dono de terra e ficar lá 
sentado nela sem fazer nada. O modelo de urbanização 
do país, que concentrava a economia no centro da 
cidade e ia se expandindo para fora, garantia a certeza 
de que um terreno distante ontem viraria centro amanhã 
e seu valor se multiplicaria. Por conta disso, há na região 
central das maiores cidades brasileiras uma quantidade 
imensa de terrenos vazios ou subutilizados, só 
esperando valorização. Isso faz os preços de imóveis 
disparar, e os trabalhadores demandados pelas cidades 
acabam indo se espremer em várzeas e encostas, únicas 
terras baratas. 
 Isso é um problema para as cidades, porque força os 
trabalhadores a atravessar dezenas de quilômetros de 
asfalto para chegar ao trabalho, no centro. E é aí que 
mora nossa grande oportunidade. 
 O que o Brasil precisa fazer agora é tirar as pessoas 
das encostas e várzeas e colocá-las nesses pedaços 
vazios do centro da cidade (a última coisa que queremos 
é colocar as pessoas ainda mais longe, aumentando 
ainda mais o trânsito e os custos do transporte público). 
Isso trará várias vantagens. Permitirá às cidades fazerem 
grandes parques lineares em volta dos rios, onde hoje há 
avenidas, com instalações esportivas e ciclovias. Levará 
trabalhadores para as regiões centrais, diminuindo a 
pressão no transporte público e no trânsito. Embelezará 
as cidades, criará oportunidades econômicas, moverá a 
economia e fará o Brasil rodar. 
 Mas como fazer os especuladores colaborar? O 
remédio tem três doses: educação, fiscalização e 
punição. Primeiro ensina-se os proprietários a adaptarem 
sua situação para que os terrenos vazios parem de 
prejudicar a cidade e sejam ocupados. Dá-se a eles um 
prazo para se adaptar – e prazos curtos funcionam muito 
melhor do que prazos longos. Quem não se adapta paga 
impostos cada vez mais altos ou é desapropriado. 
 Precisamos começar a fazer isso rápido, assim que as 
chuvas pararem. Mas o planejamento precisa ser de 
longuíssimo prazo, coisa de 30 anos, para que as obras 
de 2011 não sejam apenas a maquiagem de sempre 
(piscinões, muros, dragas e aumentos de calha), mas o 
primeiro passo de uma reforma profunda no sistema de 
ocupação do Brasil. 
 
Blog Sustentável é Pouco. Adaptado. Disponível em: 
< http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/ >. 
 
1. (AED-SP) 
 
O texto tem uma estrutura dissertativo-argumentativa – 
há um posicionamento do autor e ele encadeia ideias 
para sustentar seu ponto de vista. Quais foram os 
argumentos utilizados? 
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___________________________________________________2. (ENEM-MEC) 
 
O então presidente Lula assinou, em 29 de setembro de 
2008, decreto sobre o Novo Acordo Ortográfico da 
Língua Portuguesa. As novas regras afetam 
principalmente o uso dos acentos agudo e circunflexo, do 
trema e do hífen. 
 
Longe de um consenso, muita polêmica tem-se levantado 
em Macau e nos oito países de língua portuguesa: Brasil, 
Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, 
Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. 
 
Comparando as diferentes opiniões sobre a validade de 
se estabelecer o acordo para fins de unificação, o 
argumento que, em grande parte, foge a essa discussão 
é 
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(A) “A Academia (Brasileira de Letras) encara essa 
aprovação como um marco histórico. Inscreve-se, 
finalmente, a Língua Portuguesa no rol daquelas que 
conseguiram beneficiar-se há mais tempo da 
unificação de seu sistema de grafar, numa 
demonstração de consciência da política do idioma e 
de maturidade na defesa, difusão e ilustração da 
língua da Lusofonia.” 
 
SANDRONI, C. Presidente da ABL. Disponível em: 
< http://www.academia.org.br >. 
 
(B) “Acordo ortográfico? Não, obrigado. Sou contra. 
Visceralmente contra. Filosoficamente contra. 
Linguisticamente contra. Eu gosto do ‘c’ do ‘actor’ e o 
‘p’ de ‘cepticismo’. Representam um património, uma 
pegada etimológica que faz parte de uma identidade 
cultural. A pluralidade é um valor que deve ser 
estudado e respeitado. Aceitar essa aberração 
significa apenas que a irmandade entre Portugal e o 
Brasil continua a ser a irmandade do atraso.” 
 
COUTINHO, J. P. Folha de S. Paulo. Ilustrada. 
28 set. 2008, E1 (adaptado). 
 
(C) “Há um conjunto de necessidades políticas e 
econômicas com vista à internacionalização do 
português como identidade e marca econômica. É 
possível que o [Fernando] Pessoa, como produto de 
exportação, valha mais do que a PT [Portugal 
Telecom]. Tem um valor econômico único.” 
 
RIBEIRO, J. A. P. Ministro da Cultura de Portugal. Disponível em: 
< http://ultimahora.publico.clix.pt >. 
 
(D) “É um acto cívico batermo-nos contra o Acordo 
Ortográfico. O acordo não leva a unidade nenhuma. 
Não se pode aplicar na ordem interna um 
instrumento que não está aceito internacionalmente 
e nem assegura a defesa da língua como património, 
como prevê a Constituição nos artigos 9.º e 68.º.” 
 
MOURA, V. G. Escritor e eurodeputado. Disponível em: 
< www.mundoportugues.org >. 
 
(E) “Se é para ter uma lusofonia, o conceito [unificação 
da língua] deve ser mais abrangente e temos de 
estar em paridade. Unidade não significa que temos 
que andar todos ao mesmo passo. Não é necessário 
que nos tornemos homogéneos. Até porque o que 
enriquece a língua portuguesa são as diversas 
literaturas e formas de utilização.” 
 
RODRIGUES, M. H. Presidente do Instituto Português 
do Oriente, sediado em Macau. Disponível em: 
< http://taichungpou.blogspot.com > (adaptado). 
________________________________________________ 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
3. (ENEM-MEC) 
 
A Herança Cultural da Inquisição 
 
 A Inquisição gerou uma série de comportamentos 
humanos defensivos na população da época, 
especialmente por ter perdurado na Espanha e em 
Portugal durante quase 300 anos, ou no mínimo quinze 
gerações. 
 Embora a Inquisição tenha terminado há mais de um 
século, a pergunta que fiz a vários sociólogos, 
historiadores e psicólogos era se alguns desses 
comportamentos culturais não poderiam ter-se 
perpetuado entre nós. 
 Na maioria, as respostas foram negativas, ou seja, 
embora alterasse sem dúvida o comportamento da 
época, nenhum comportamento permanece tanto tempo 
depois, sem reforço ou estímulo continuado. 
 Não sou psicólogo nem sociólogo para discordar, mas 
tenho a impressão de que existem alguns 
comportamentos estranhos na sociedade brasileira, e 
que fazem sentido se você os considerar resquícios da 
era da Inquisição. […] 
 
KANITZ, S. A Herança Cultural da Inquisição. In: Revista Veja. 
Ano 38, n.º 5, 2 fev. 2005 (fragmento). 
 
Considerando-se o posicionamento do autor do 
fragmento a respeito de comportamentos humanos, o 
texto 
 
(A) enfatiza a herança da Inquisição em 
comportamentos culturais observados em Portugal e 
na Espanha. 
(B) contesta sociólogos, psicólogos e historiadores sobre 
a manutenção de comportamentos gerados pela 
Inquisição. 
(C) contrapõe argumentos de historiadores e sociólogos 
a respeito de comportamentos culturais inquisidores. 
(D) relativiza comportamentos originados na Inquisição e 
observados na sociedade brasileira. 
(E) questiona a existência de comportamentos culturais 
brasileiros marcados pela herança da Inquisição. 
 
Textos para as questões 4 e 5. 
 
Texto I 
 
 É praticamente impossível imaginarmos nossas vidas 
sem o plástico. Ele está presente em embalagens de 
alimentos, bebidas e remédios, além de 
eletrodomésticos, automóveis etc. Esse uso ocorre 
devido à sua atoxicidade e à inércia, isto é: quando em 
contato com outras substâncias, o plástico não as 
contamina; ao contrário, protege o produto embalado. 
Outras duas grandes vantagens garantem o uso dos 
plásticos em larga escala: são leves, quase não alteram 
o peso do material embalado, e são 100% recicláveis, 
fato que, infelizmente, não é aproveitado, visto que, em 
todo o mundo, a percentagem de plástico reciclado, 
quando comparado ao total produzido, ainda é 
irrelevante. 
 
Revista Mãe Terra. Minuano, ano I, n.º 6 (adaptado). 
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SEE-AC  Coordenação de Ensino Médio LCT  Português  158 
Texto II 
 
 Sacolas plásticas são leves e voam ao vento. Por 
isso, elas entopem esgotos e bueiros, causando 
enchentes. São encontradasaté no estômago de 
tartarugas marinhas, baleias, focas e golfinhos, mortos 
por sufocamento. 
 Sacolas plásticas descartáveis são gratuitas para os 
consumidores, mas têm um custo incalculável para o 
meio ambiente. 
 
Veja, 8 jul. 2009. Fragmentos de texto publicitário do 
Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. 
 
4. (ENEM-MEC) 
 
Na comparação dos textos, observa-se que 
 
(A) o texto I apresenta um alerta a respeito do efeito da 
reciclagem de materiais plásticos; o texto II justifica o 
uso desse material reciclado. 
(B) o texto I tem como objetivo precípuo apresentar a 
versatilidade e as vantagens do uso do plástico na 
contemporaneidade; o texto II objetiva alertar os 
consumidores sobre os problemas ambientais 
decorrentes de embalagens plásticas não recicladas. 
(C) o texto I expõe vantagens, sem qualquer ressalva, do 
uso do plástico; o texto II busca convencer o leitor a 
evitar o uso de embalagens plásticas. 
(D) o texto I ilustra o posicionamento de fabricantes de 
embalagens plásticas, mostrando por que elas 
devem ser usadas; o texto II ilustra o posicionamento 
de consumidores comuns, que buscam praticidade e 
conforto. 
(E) o texto I apresenta um alerta a respeito da 
possibilidade de contaminação de produtos 
orgânicos e industrializados decorrente do uso de 
plástico em suas embalagens; o texto II apresenta 
vantagens do consumo de sacolas plásticas: leves, 
descartáveis e gratuitas. 
 
5. (ENEM-MEC) 
 
Em contraste com o texto I, no texto II são empregadas, 
predominantemente, estratégias argumentativas que 
 
(A) atraem o leitor por meio de previsões para o futuro. 
(B) apelam à emoção do leitor, mencionando a morte de 
animais. 
(C) orientam o leitor a respeito dos modos de usar 
conscientemente as sacolas plásticas. 
(D) intimidam o leitor com as nocivas consequências do 
uso indiscriminado de sacolas plásticas. 
(E) recorrem à informação, por meio de constatações, 
para convencer o leitor a evitar o uso de sacolas 
plásticas. 
________________________________________________ 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
6. (ENEM-MEC) 
 
 Cientistas da Grã-Bretanha anunciaram ter 
identificado o primeiro gene humano relacionado com o 
desenvolvimento da linguagem, o FOXP2. A descoberta 
pode ajudar os pesquisadores a compreender os 
misteriosos mecanismos do discurso – que é uma 
característica exclusiva dos seres humanos. O gene 
pode indicar por que e como as pessoas aprendem a se 
comunicar e a se expressar e por que algumas crianças 
têm disfunções nessa área. Segundo o professor 
Anthony Monaco, do Centro Wellcome Trust de Genética 
Humana, de Oxford, além de ajudar a diagnosticar 
desordens de discurso, o estudo do gene vai possibilitar 
a descoberta de outros genes com imperfeições. Dessa 
forma, o prosseguimento das investigações pode levar a 
descobrir também esses genes associados e, assim, 
abrir uma possibilidade de curar todos os males 
relacionados à linguagem. 
 
Disponível em: < http://www.bbc.co.uk > (adaptado). 
 
Para convencer o leitor da veracidade das informações 
contidas no texto, o autor recorre à estratégia de 
 
(A) citar autoridade especialista no assunto em questão. 
(B) destacar os cientistas da Grã-Bretanha. 
(C) apresentar citações de diferentes fontes de 
divulgação científica. 
(D) detalhar os procedimentos efetuados durante o 
processo da pesquisa. 
(E) elencar as possíveis consequências positivas que a 
descoberta vai trazer. 
 
Texto para as questões 7 e 8. 
 
 Quando eu falo com vocês, procuro usar o código de 
vocês. A figura do índio no Brasil de hoje não pode ser 
aquela de 500 anos atrás, do passado, que representa 
aquele primeiro contato. Da mesma forma que o Brasil de 
hoje não é o Brasil de ontem, tem 160 milhões de 
pessoas com diferentes sobrenomes. Vieram para cá 
asiáticos, europeus, africanos, e todo mundo quer ser 
brasileiro. A importante pergunta que nós fazemos é: 
qual é o pedaço de índio que vocês têm? O seu cabelo? 
São seus olhos? Ou é o nome da sua rua? O nome da 
sua praça? Enfim, vocês devem ter um pedaço de índio 
dentro de vocês. Para nós, o importante é que vocês 
olhem para a gente como seres humanos, como pessoas 
que nem precisam de paternalismos, nem precisam ser 
tratadas com privilégios. Nós não queremos tomar o 
Brasil de vocês, nós queremos compartilhar esse Brasil 
com vocês. 
 
TERENA, M. Debate. MORIN, E. Saberes globais e saberes 
locais. Rio de Janeiro: Garamond, 2000 (adaptado). 
 
7. (ENEM-MEC) 
 
Na situação de comunicação da qual o texto foi retirado, 
a norma-padrão da língua portuguesa é empregada com 
a finalidade de 
 LCT  Português  
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SEE-AC  Coordenação de Ensino Médio LCT  Português  159 
(A) demonstrar a clareza e a complexidade da nossa 
língua materna. 
(B) situar os dois lados da interlocução em posições 
simétricas. 
(C) comprovar a importância da correção gramatical nos 
diálogos cotidianos. 
(D) mostrar como as línguas indígenas foram 
incorporadas à língua portuguesa. 
(E) ressaltar a importância do código linguístico que 
adotamos como língua nacional. 
 
8. (ENEM-MEC) 
 
Os procedimentos argumentativos utilizados no texto 
permitem inferir que o ouvinte/leitor, no qual o emissor 
foca o seu discurso, pertence 
 
(A) ao mesmo grupo social do falante/autor. 
(B) a um grupo de brasileiros considerados como não 
índios. 
(C) a um grupo étnico que representa a maioria europeia 
que vive no país. 
(D) a um grupo formado por estrangeiros que falam 
português. 
(E) a um grupo sociocultural formado por brasileiros 
naturalizados e imigrantes. 
 
9. (ENEM-MEC) 
 
DIGA NÃO AO NÃO 
 
Quem disse que alguma coisa é impossível? 
 
Olhe ao redor. O mundo está cheio de coisas que, 
segundo os pessimistas, nunca teriam acontecido. 
 
“Impossível.” 
 
“Impraticável.” 
 
“Não.” 
 
E ainda assim, sim. 
 
Sim, Santos Dumont foi o primeiro homem a decolar a 
bordo de um avião, impulsionado por um motor 
aeronáutico. 
 
Sim, Visconde de Mauá, um dos maiores 
empreendedores do Brasil, inaugurou a primeira rodovia 
pavimentada do país. 
 
Sim, uma empresa brasileira também inovou no país. 
 
Abasteceu o primeiro voo comercial brasileiro. 
 
Foi a primeira empresa privada a produzir petróleo na 
Bacia de Campos. 
 
Desenvolveu um óleo combustível mais limpo, o OC 
Plus. 
 
O que é necessário para transformar o não em sim? 
 
Curiosidade. Mente aberta. Vontade de arriscar. 
 
E quando o problema parece insolúvel, quando o desafio 
é muito duro, dizer: vamos lá. 
 
Soluções de energia para um mundo real. 
 
Jornal da ABI. n.º 336, dez. 2008 (adaptado). 
O textopublicitário apresenta a oposição entre 
“impossível”, “impraticável”, “não” e “sim”, “sim”, “sim”. 
Essa oposição, usada como um recurso argumentativo, 
tem a função de 
 
(A) minimizar a importância da invenção do avião por 
Santos Dumont. 
(B) mencionar os feitos de grandes empreendedores da 
história do Brasil. 
(C) ressaltar a importância do pessimismo para 
promover transformações. 
(D) associar os empreendimentos da empresa petrolífera 
a feitos históricos. 
(E) ironizar os empreendimentos rodoviários de 
Visconde de Mauá no Brasil. 
 
10. (ENEM-MEC) 
 
 Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e 
sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, 
malcriados, instantes cada vez mais completos. A 
cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava 
estouros. O calor era forte no apartamento que estavam 
aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas 
que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse 
podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. 
Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha 
na mão, não outras, mas essas apenas. 
 
LISPECTOR, C. Laços de família. 
Rio de Janeiro: Rocco, 1998. 
 
A autora emprega por duas vezes o conectivo mas no 
fragmento apresentado. Observando aspectos da 
organização, estruturação e funcionalidade dos 
elementos que articulam o texto, o conectivo mas 
 
(A) expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em 
que aparece no texto. 
(B) quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, 
se usado no início da frase. 
(C) ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na 
abertura da frase. 
(D) contém uma ideia de sequência temporal que 
direciona a conclusão do leitor. 
(E) assume funções discursivas distintas nos dois 
contextos de uso. 
________________________________________________ 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
 
 
 LCT  Português  
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11. (ENEM-MEC) 
 
 O Flamengo começou a partida no ataque, enquanto 
o Botafogo procurava fazer uma forte marcação no meio-
-campo e tentar lançamentos para Victor Simões, isolado 
entre os zagueiros rubro-negros. Mesmo com mais posse 
de bola, o time dirigido por Cuca tinha grande dificuldade 
de chegar à área alvinegra por causa do bloqueio 
montado pelo Botafogo na frente da sua área. 
 No entanto, na primeira chance rubro-negra, saiu o 
gol. Após cruzamento da direita de Ibson, a zaga 
alvinegra rebateu a bola de cabeça para o meio da área. 
Kléberson apareceu na jogada e cabeceou por cima do 
goleiro Renan. Ronaldo Angelim apareceu nas costas da 
defesa e empurrou para o fundo da rede quase que em 
cima da linha: Flamengo 1 a 0. 
 
Disponível em: < http://momentodofutebol.blogspot.com > (adaptado). 
 
O texto, que narra uma parte do jogo final do 
Campeonato Carioca de futebol, realizado em 2009, 
contém vários conectivos, sendo que 
 
(A) após é conectivo de causa, já que apresenta o 
motivo de a zaga alvinegra ter rebatido a bola de 
cabeça. 
(B) enquanto tem um significado alternativo, porque 
conecta duas opções possíveis para serem aplicadas 
no jogo. 
(C) no entanto tem significado de tempo, porque ordena 
os fatos observados no jogo em ordem cronológica 
de ocorrência. 
(D) mesmo traz ideia de concessão, já que “com mais 
posse de bola”, ter dificuldade não é algo 
naturalmente esperado. 
(E) por causa de indica consequência, porque as 
tentativas de ataque do Flamengo motivaram o 
Botafogo a fazer um bloqueio. 
 
12. (ENEM-MEC) 
 
No ano passado, o governo promoveu uma campanha a 
fim de reduzir os índices de violência. Noticiando o fato, 
um jornal publicou a seguinte manchete: 
 
CAMPANHA CONTRA A VIOLÊNCIA 
DO GOVERNO DO ESTADO ENTRA EM NOVA FASE 
 
A manchete tem um duplo sentido, e isso dificulta o 
entendimento. Considerando o objetivo da notícia, esse 
problema poderia ter sido evitado com a seguinte 
redação: 
 
(A) Campanha contra o governo do Estado e a violência 
entram em nova fase. 
(B) A violência do governo do Estado entra em nova fase 
de Campanha. 
(C) Campanha contra o governo do Estado entra em 
nova fase de violência. 
(D) A violência da Campanha do governo do Estado 
entra em nova fase. 
(E) Campanha do governo do Estado contra a violência 
entra em nova fase. 
13. (ENEM-MEC) 
 
Aumento do efeito estufa 
ameaça plantas, diz estudo 
 
 
 
3 
 
 
6 
 
 
9 
 
 O aumento de dióxido de carbono na atmosfera, 
resultante do uso de combustíveis fósseis e das 
queimadas, pode ter consequências calamitosas 
para o clima mundial, mas também pode afetar 
diretamente o crescimento das plantas. Cientistas 
da Universidade de Basel, na Suíça, mostraram 
que, embora o dióxido de carbono seja essencial 
para o crescimento dos vegetais, quantidades 
excessivas desse gás prejudicam a saúde das 
plantas e têm efeitos incalculáveis na agricultura de 
vários países. 
 
O Estado de S. Paulo, 20 set. 1992, p.32. 
 
O texto acima possui elementos coesivos que promovem 
sua manutenção temática. A partir dessa perspectiva, 
conclui-se que 
 
(A) a palavra “mas”, na linha 4, contradiz a afirmação 
inicial do texto: linhas de 1 a 4. 
(B) a palavra “embora”, na linha 7, introduz uma 
explicação que não encontra complemento no 
restante do texto. 
(C) as expressões “consequências calamitosas”, na linha 
3, e “efeitos incalculáveis”, na linha 10, reforçam a 
ideia que perpassa o texto sobre o perigo do efeito 
estufa. 
(D) o uso da palavra “cientistas”, na linha 5, é 
desnecessário para dar credibilidade ao texto, uma 
vez que se fala em “estudo” no título do texto. 
(E) a palavra “gás”, na linha 9, refere-se a “combustíveis 
fósseis” e “queimadas”, nas linhas 2 e 3, reforçando 
a ideia de catástrofe. 
 
14. (ENEM-MEC) 
 
 O mundo é grande 
 
O mundo é grande e cabe 
Nesta janela sobre o mar. 
O mar é grande e cabe 
Na cama e no colchão de amar. 
O amor é grande e cabe 
No breve espaço de beijar. 
 
ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e prosa. 
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983. 
 
Neste poema, o poeta realizou uma opção estilística: a 
reiteração de determinadas construções e expressões 
linguísticas, como o uso da mesma conjunção para 
estabelecer a relação entre as frases. Essa conjunção 
estabelece, entre as ideias relacionadas, um sentido de 
 
(A) oposição. 
(B) comparação. 
(C) conclusão. 
(D) alternância. 
(E) finalidade.LCT  Português  
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15. (FUVEST-SP) 
 
Belo Horizonte, 28 de julho de 1942. 
 
Meu caro Mário, 
 
 Estou te escrevendo rapidamente, se bem que haja 
muitíssima coisa que eu quero te falar (a respeito da 
Conferência, que acabei de ler agora). Vem-me uma 
vontade imensa de desabafar com você tudo o que ela 
me fez sentir. Mas é longo, não tenho o direito de tomar 
seu tempo e te chatear. 
 
Fernando Sabino. 
 
No texto, o conectivo “se bem que” estabelece relação 
de: 
 
(A) conformidade. 
(B) condição. 
(C) concessão. 
(D) alternância. 
(E) consequência. 
 
16. (ENEM-MEC) 
 
Texto I 
 
 Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado; é 
muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e 
rir interminavelmente das mulheres, rir como se o 
ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso 
irresistível. 
 
CAMPOS, Paulo Mendes. Ser brotinho. In: SANTOS, Joaquim 
Ferreira dos (Org.). As cem melhores crônicas brasileiras. 
Rio de Janeiro: Objetiva, 2005, p. 91. 
 
Texto II 
 
 Ser gagá não é viver apenas nos idos do passado: é 
muito mais! É saber que todos os amigos já morreram e 
os que teimam em viver são entrevados. É sorrir, 
interminavelmente, não por necessidade interior, mas 
porque a boca não fecha ou a dentadura é maior que a 
arcada. 
 
FERNANDES, Millôr. Ser gagá. In: SANTOS, Joaquim Ferreira 
dos (Org.). As cem melhores crônicas brasileiras. 
Rio de Janeiro: Objetiva, 2005, p. 225. 
 
Os textos utilizam os mesmos recursos expressivos para 
definir as fases da vida, entre eles, 
 
(A) expressões coloquiais com significados semelhantes. 
(B) ênfase no aspecto contraditório da vida dos seres 
humanos. 
(C) recursos específicos de textos escritos em linguagem 
formal. 
(D) termos denotativos que se realizam com sentido 
objetivo. 
(E) metalinguagem que explica com humor o sentido de 
palavras. 
Texto para as questões 17 e 18. 
 
 Cidade grande 
 
Que beleza, Montes Claros. 
Como cresceu Montes Claros. 
Quanta indústria em Montes Claros. 
Montes Claros cresceu tanto, 
ficou urbe tão notória, 
prima-rica do Rio de Janeiro, 
que já tem cinco favelas 
por enquanto, e mais promete. 
 
ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e prosa. 
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983. 
 
17. (ENEM-MEC) 
 
Entre os recursos expressivos empregados no texto, 
destaca-se a 
 
(A) metalinguagem, que consiste em fazer a linguagem 
referir-se à própria linguagem. 
(B) intertextualidade, na qual o texto retoma e reelabora 
outros textos. 
(C) ironia, que consiste em se dizer o contrário do que se 
pensa, com intenção crítica. 
(D) denotação, caracterizada pelo uso das palavras em 
seu sentido próprio e objetivo. 
(E) prosopopeia, que consiste em personificar coisas 
inanimadas, atribuindo-lhes vida. 
 
18. (ENEM-MEC) 
 
No trecho “Montes Claros cresceu tanto,/ (...),/ que já tem 
cinco favelas”, a palavra que contribui para estabelecer 
uma relação de consequência. Dos seguintes versos, 
todos de Carlos Drummond de Andrade, apresentam 
esse mesmo tipo de relação: 
 
(A) “Meu Deus, por que me abandonaste / se sabias que 
eu não era Deus / se sabias que eu era fraco.” 
(B) “No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu / 
a ninar nos longes da senzala – e nunca se 
esqueceu / chamava para o café.” 
(C) “Teus ombros suportam o mundo / e ele não pesa 
mais que a mão de uma criança.” 
(D) “A ausência é um estar em mim. / E sinto-a, branca, 
tão pegada, aconchegada nos meus braços, / que rio 
e danço e invento exclamações alegres.” 
(E) “Penetra surdamente no reino das palavras. / Lá 
estão os poemas que esperam ser escritos.” 
________________________________________________ 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
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19. (ENEM-MEC) 
 
 Metáfora 
 
 (Gilberto Gil) 
 
Uma lata existe para conter algo, 
Mas quando o poeta diz: “Lata” 
Pode estar querendo dizer o incontível 
 
Uma meta existe para ser um alvo, 
Mas quando o poeta diz: “Meta” 
Pode estar querendo dizer o inatingível 
 
Por isso não se meta a exigir do poeta 
Que determine o conteúdo em sua lata 
Na lata do poeta tudonada cabe, 
Pois ao poeta cabe fazer 
Com que na lata venha caber 
O incabível 
 
Deixe a meta do poeta não discuta, 
Deixe a sua meta fora da disputa 
Meta dentro e fora, lata absoluta 
Deixe-a simplesmente metáfora. 
 
Disponível em: < http://www.letras.terra.com.br >. 
 
A metáfora é a figura de linguagem identificada pela 
comparação subjetiva, pela semelhança ou analogia 
entre elementos. O texto de Gilberto Gil brinca com a 
linguagem remetendo-nos a essa conhecida figura. O 
trecho em que se identifica a metáfora é: 
 
(A) “Uma lata existe para conter algo”. 
(B) “Mas quando o poeta diz: ‘Lata’”. 
(C) “Uma meta existe para ser um alvo”. 
(D) “Por isso não se meta a exigir do poeta”. 
(E) “Que determine o conteúdo em sua lata”. 
 
Texto para as questões 20 e 21. 
 
A carreira do crime 
 
 Estudo feito por pesquisadores da Fundação Oswaldo 
Cruz sobre adolescentes recrutados pelo tráfico de 
drogas nas favelas cariocas expõe as bases sociais 
dessas quadrilhas, contribuindo para explicar as 
dificuldades que o Estado enfrenta no combate ao crime 
organizado. 
 O tráfico oferece aos jovens de escolaridade precária 
(nenhum dos entrevistados havia completado o ensino 
fundamental) um plano de carreira bem-estruturado, com 
salários que variam de R$ 400,00 a R$ 12.000,00 
mensais. Para uma base de comparação, convém notar 
que, segundo dados do IBGE de 2001, 59% da 
população brasileira com mais de dez anos que declara 
ter uma atividade remunerada ganha no máximo o “pisosalarial” oferecido pelo crime. Dos traficantes ouvidos 
pela pesquisa, 25% recebiam mais de R$ 2.000,00 
mensais; já na população brasileira essa taxa não 
ultrapassa 6%. 
 Tais rendimentos mostram que as políticas sociais 
compensatórias, como o Bolsa-Escola (que paga 
R$ 15,00 mensais por aluno matriculado), são por si sós 
incapazes de impedir que o narcotráfico continue 
aliciando crianças provenientes de estratos de baixa 
renda: tais políticas aliviam um pouco o orçamento 
familiar e incentivam os pais a manterem os filhos 
estudando, o que de modo algum impossibilita a opção 
pela delinquência. No mesmo sentido, os programas 
voltados aos jovens vulneráveis ao crime organizado 
(circo-escolas, oficinas de cultura, escolinhas de futebol) 
são importantes, mas não resolvem o problema. 
 A única maneira de reduzir a atração exercida pelo 
tráfico é a repressão, que aumenta os riscos para os que 
escolhem esse caminho. Os rendimentos pagos aos 
adolescentes provam isso: eles são elevados 
precisamente porque a possibilidade de ser preso não é 
desprezível. É preciso que o Executivo federal e os 
estaduais desmontem as organizações paralelas 
erguidas pelas quadrilhas, para que a certeza de punição 
elimine o fascínio dos salários do crime. 
 
Editorial. Folha de S. Paulo, 15 jan. 2003. 
 
20. (ENEM-MEC) 
 
No Editorial, o autor defende a tese de que “as políticas 
sociais que procuram evitar a entrada dos jovens no 
tráfico não terão chance de sucesso enquanto a 
remuneração oferecida pelos traficantes for tão mais 
compensatória que aquela oferecida pelos programas do 
governo”. Para comprovar sua tese, o autor apresenta 
 
(A) instituições que divulgam o crescimento de jovens no 
crime organizado. 
(B) sugestões que ajudam a reduzir a atração exercida 
pelo crime organizado. 
(C) políticas sociais que impedem o aliciamento de 
crianças no crime organizado. 
(D) pesquisadores que se preocupam com os jovens 
envolvidos no crime organizado. 
(E) números que comparam os valores pagos entre os 
programas de governo e o crime organizado. 
 
21. (ENEM-MEC) 
 
Com base nos argumentos do autor, o texto aponta para 
 
(A) uma denúncia de quadrilhas que se organizam em 
torno do narcotráfico. 
(B) a constatação de que o narcotráfico restringe-se aos 
centros urbanos. 
(C) a informação de que as políticas sociais 
compensatórias eliminarão a atividade criminosa a 
longo prazo. 
(D) o convencimento do leitor de que para haver a 
superação do problema do narcotráfico é preciso 
aumentar a ação policial. 
(E) uma exposição numérica realizada com o fim de 
mostrar que o negócio do narcotráfico é vantajoso e 
sem riscos. 
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22. (ENEM-MEC) 
 
Texto I 
 
 O professor deve ser um guia seguro, muito senhor de 
sua língua; se outra for a orientação, vamos cair na 
“língua brasileira”, refúgio nefasto e confissão nojenta de 
ignorância do idioma pátrio, recurso vergonhoso de 
homens de cultura falsa e de falso patriotismo. Como 
havemos de querer que respeitem a nossa nacionalidade 
se somos os primeiros a descuidar daquilo que exprime e 
representa o idioma pátrio? 
 
ALMEIDA, N. M. Gramática metódica da língua portuguesa. 
Prefácio. São Paulo: Saraiva, 1999 (adaptado). 
 
Texto II 
 
 Alguns leitores poderão achar que a linguagem desta 
Gramática se afasta do padrão estrito usual neste tipo de 
livro. Assim, o autor escreve “tenho que reformular”, e 
não “tenho de reformular”; “pode-se colocar dois 
constituintes”, e não “podem-se colocar dois 
constituintes”; e assim por diante. Isso foi feito de caso 
pensado, com a preocupação de aproximar a linguagem 
da gramática do padrão atual brasileiro presente nos 
textos técnicos e jornalísticos de nossa época. 
 
REIS, N. Nota do editor. PERINI, M. A. Gramática descritiva 
do português. São Paulo: Ática, 1996. 
 
Confrontando-se as opiniões defendidas nos dois textos, 
conclui-se que 
 
(A) ambos os textos tratam da questão do uso da língua 
com o objetivo de criticar a linguagem do brasileiro. 
(B) os dois textos defendem a ideia de que o estudo da 
gramática deve ter o objetivo de ensinar as regras 
prescritivas da língua. 
(C) a questão do português falado no Brasil é abordada 
nos dois textos, que procuram justificar como é 
correto e aceitável o uso coloquial do idioma. 
(D) o primeiro texto enaltece o padrão estrito da língua, 
ao passo que o segundo defende que a linguagem 
jornalística deve criar suas próprias regras 
gramaticais. 
(E) o primeiro texto prega a rigidez gramatical no uso da 
língua, enquanto o segundo defende uma 
adequação da língua escrita ao padrão atual 
brasileiro. 
________________________________________________ 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
 
23. (ENEM-MEC) 
 
Apesar da ciência, ainda é possível acreditar no 
sopro divino – o momento em que o Criador deu vida 
até ao mais insignificante dos microrganismos? 
 
Resposta de Dom Odilo Scherer, cardeal-arcebispo de 
São Paulo, nomeado pelo papa Bento XVI em 2007: 
 
“Claro que sim. Estaremos falando sempre que, em 
algum momento, começou a existir algo, para poder 
evoluir em seguida. O ato do Criador precede a 
possibilidade de evolução: só evolui algo que existe. Do 
nada, nada surge e evolui.” 
 
LIMA, Eduardo. Testemunha de Deus. Superinteressante, 
São Paulo, n.º 263-A, p. 9, mar. 2009 (com adaptações). 
 
Resposta de Daniel Dennett, filósofo americano ateu e 
evolucionista radical, formado em Harvard e Doutor por 
Oxford: 
 
“É claro que é possível, assim como se pode acreditar 
que um super-homem veio para a Terra há 530 milhões 
de anos e ajustou o DNA da fauna cambriana, 
provocando a explosão da vida daquele período. Mas 
não há razão para crer em fantasias desse tipo.” 
 
LIMA, Eduardo. Advogado do Diabo. Superinteressante, 
São Paulo, n.º 263-A, p. 11, mar. 2009 (com adaptações). 
 
Os dois entrevistados responderam a questões idênticas, 
e as respostas a uma delas foram reproduzidas aqui. 
Tais respostas revelam opiniões opostas: um defende a 
existência de Deus e o outro não concorda com isso. 
Para defender seu ponto de vista, 
 
(A) o religioso ataca a ciência, desqualificando a Teoria 
da Evolução, e o ateu apresenta comprovações 
científicas dessa teoria para derrubar a ideia de que 
Deus existe. 
(B) Scherer impõe sua opinião, pela expressão “claro 
que sim”, por se considerar autoridade competente 
para definir o assunto, enquanto Dennett expressa 
dúvida, com expressões como “é possível”, 
assumindo não ter opinião formada. 
(C) o arcebispo criticaa teoria do Design Inteligente, 
pondo em dúvida a existência de Deus, e o ateu 
argumenta com base no fato de que algo só pode 
evoluir se, antes, existir. 
(D) o arcebispo usa uma lacuna da ciência para 
defender a existência de Deus, enquanto o filósofo 
faz uma ironia, sugerindo que qualquer coisa 
inventada poderia preencher essa lacuna. 
(E) o filósofo utiliza dados históricos em sua 
argumentação, ao afirmar que a crença em Deus é 
algo primitivo, criado na época cambriana, enquanto 
o religioso baseia sua argumentação no fato de que 
algumas coisas podem “surgir do nada”. 
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24. (ENEM-MEC) 
 
Texto I 
 
 O chamado “fumante passivo” é aquele indivíduo que 
não fuma, mas acaba respirando a fumaça dos cigarros 
fumados ao seu redor. Até hoje, discutem-se muito os 
efeitos do fumo passivo, mas uma coisa é certa: quem 
não fuma não é obrigado a respirar a fumaça dos outros. 
 O fumo passivo é um problema de saúde pública em 
todos os países do mundo. Na Europa, estima-se que 
79% das pessoas estão expostas à fumaça “de segunda 
mão”, enquanto, nos Estados Unidos, 88% dos não 
fumantes acabam fumando passivamente. A Sociedade 
do Câncer da Nova Zelândia informa que o fumo passivo 
é a terceira entre as principais causas de morte no país, 
depois do fumo ativo e do uso de álcool. 
 
Disponível em: < www.terra.com.br > (fragmento). 
 
Texto II 
 
 
 
Disponível em: < www.rickjaimecomics.blogspot.com >. 
 
Ao abordar a questão do tabagismo, os textos I e II 
procuram demonstrar que 
 
(A) a quantidade de cigarros consumidos por pessoa, 
diariamente, excede o máximo de nicotina 
recomendado para os indivíduos, inclusive para os 
não fumantes. 
(B) para garantir o prazer que o indivíduo tem ao fumar, 
será necessário aumentar as estatísticas de fumo 
passivo. 
(C) a conscientização dos fumantes passivos é uma 
maneira de manter a privacidade de cada indivíduo e 
garantir a saúde de todos. 
(D) os não fumantes precisam ser respeitados e 
poupados, pois estes também estão sujeitos às 
doenças causadas pelo tabagismo. 
(E) o fumante passivo não é obrigado a inalar as 
mesmas toxinas que um fumante, portanto depende 
dele evitar ou não a contaminação proveniente da 
exposição ao fumo. 
25. (ENEM-MEC) 
 
 
MOSTRE QUE SUA MEMÓRIA É MELHOR 
DO QUE A DE COMPUTADOR E GUARDE 
ESTA CONDIÇÃO: 12 X SEM JUROS. 
 
 
Campanha publicitária de loja de eletroeletrônicos. Revista Época, n.º 424, 3/7/2006. 
 
Ao circularem socialmente, os textos realizam-se como 
práticas de linguagem, assumindo configurações 
específicas, formais e de conteúdo. Considerando o 
contexto em que circula o texto publicitário, seu objetivo 
básico é 
 
(A) influenciar o comportamento do leitor, por meio de 
apelos que visam à adesão ao consumo. 
(B) definir regras de comportamento social pautadas no 
combate ao consumismo exagerado. 
(C) defender a importância do conhecimento de 
informática pela população de baixo poder aquisitivo. 
(D) facilitar o uso de equipamentos de informática pelas 
classes sociais economicamente desfavorecidas. 
(E) questionar o fato de o homem ser mais inteligente 
que a máquina, mesmo a mais moderna. 
 
26. (ENEM-MEC) 
 
Se os tubarões fossem homens 
 
 Se os tubarões fossem homens, eles seriam mais 
gentis com os peixes pequenos? 
 Certamente, se os tubarões fossem homens, fariam 
construir resistentes gaiolas no mar para os peixes 
pequenos, com todo o tipo de alimento, tanto animal 
como vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem 
sempre água fresca e adotariam todas as providências 
sanitárias. 
 Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. 
Nas aulas, os peixinhos aprenderiam como nadar para a 
goela dos tubarões. Eles aprenderiam, por exemplo, a 
usar a geografia para localizar os grandes tubarões 
deitados preguiçosamente por aí. A aula principal seria, 
naturalmente, a formação moral dos peixinhos. A eles 
seria ensinado que o ato mais grandioso e mais sublime 
é o sacrifício alegre de um peixinho e que todos deveriam 
acreditar nos tubarões, sobretudo quando estes 
dissessem que cuidavam de sua felicidade futura. Os 
peixinhos saberiam que este futuro só estaria garantido 
se aprendessem a obediência. 
 Cada peixinho que na guerra matasse alguns 
peixinhos inimigos seria condecorado com uma pequena 
Ordem das Algas e receberia o título de herói. 
 
BRECHT, B. Histórias do Sr. Keuner. São Paulo: 
Editora 34, 2006 (adaptado). 
 LCT  Português  
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SEE-AC  Coordenação de Ensino Médio LCT  Português  165 
Como produção humana, a literatura veicula valores que 
nem sempre estão representados diretamente no texto, 
mas são transfigurados pela linguagem literária e podem 
até entrar em contradição com as convenções sociais e 
revelar o quanto a sociedade perverteu os valores 
humanos que ela própria criou. É o que ocorre na 
narrativa do dramaturgo alemão Bertolt Brecht mostrada. 
Por meio da hipótese apresentada, o autor 
 
(A) demonstra o quanto a literatura pode ser alienadora 
ao retratar, de modo positivo, as relações de 
opressão existentes na sociedade. 
(B) revela a ação predatória do homem no mar, 
questionando a utilização dos recursos naturais pelo 
homem ocidental. 
(C) defende que a força colonizadora e civilizatória do 
homem ocidental valorizou a organização das 
sociedades africanas e asiáticas, elevando-as ao 
modo de organização cultural e social da sociedade 
moderna. 
(D) questiona o modo de organização das sociedades 
ocidentais capitalistas, que se desenvolveram 
fundamentadas nas relações de opressão em que os 
mais fortes exploram os mais fracos. 
(E) evidencia a dinâmica social do trabalho coletivoem 
que os mais fortes colaboram com os mais fracos, de 
modo a guiá-los na realização de tarefas. 
 
Texto para as questões 27 e 28. 
 
Negrinha 
 
 Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? 
Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos 
assustados. 
 Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus 
primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros da 
cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre 
escondida, que a patroa não gostava de crianças. 
 Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do 
mundo, amimada dos padres, com lugar certo na igreja e 
camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas 
no trono (uma cadeira de balanço na sala de jantar), ali 
bordava, recebia as amigas e o vigário, dando 
audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora 
em suma – “dama de grandes virtudes apostólicas, esteio 
da religião e da moral”, dizia o reverendo. 
 Ótima, a dona Inácia. 
 Mas não admitia choro de criança. Ai! Punha-lhe os 
nervos em carne viva. 
 [...] 
 A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar 
de crianças. Vinha da escravidão, fora senhora de 
escravos – e daquelas ferozes, amigas de ouvir cantar o 
bolo e estalar o bacalhau. Nunca se afizera ao regime 
novo – essa indecência de negro igual. 
 
LOBATO, M. Negrinha. In: MORICONE, I. Os cem melhores contos 
brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000 (fragmento). 
27. (ENEM-MEC) 
 
A narrativa focaliza um momento histórico-social de 
valores contraditórios. Essa contradição infere-se, no 
contexto, pela 
 
(A) falta de aproximação entre a menina e a senhora, 
preocupada com as amigas. 
(B) receptividade da senhora para com os padres, mas 
deselegante para com as beatas. 
(C) ironia do padre a respeito da senhora, que era 
perversa com as crianças. 
(D) resistência da senhora em aceitar a liberdade dos 
negros, evidenciada no final do texto. 
(E) rejeição aos criados por parte da senhora, que 
preferia tratá-los com castigos. 
 
28. (AED-SP) 
 
O fragmento apresenta característica marcante do 
gênero narrativo conto ao: 
 
(A) relatar um enredo imaginário, mas de caráter 
verossímil, e apresentar personagens vivendo uma 
sequência de conflitos, em vários capítulos. 
(B) estruturar-se em uma narrativa curta, que gira em 
torno de um só conflito, com poucos personagens. 
(C) inspirar-se em temas do cotidiano, constituindo um 
relato pessoal do autor sobre determinado fato do dia 
a dia. 
(D) estruturar-se exclusivamente em 1.ª pessoa: o 
narrador, autor da história, relata os fatos. 
(E) desenvolver uma narrativa eminentemente factual 
sobre a realidade, sobrepondo o conteúdo real ao 
imaginário. 
 
29. (ENEM-MEC) 
 
 Depois de um bom jantar: feijão com carne-seca, 
orelha de porco e couve com angu, arroz-mole 
engordurado, carne de vento assada no espeto, torresmo 
enxuto de toicinho da barriga, viradinho de milho verde e 
um prato de caldo de couve, jantar encerrado por um 
prato fundo de canjica com torrões de açúcar, Nhô Tomé 
saboreou o café forte e se estendeu na rede. A mão 
direita sob a cabeça, à guisa de travesseiro, o 
indefectível cigarro de palha entre as pontas do indicador 
e do polegar, envernizados pela fumaça, de unhas 
encanoadas e longas, ficou-se de pança para o ar, 
modorrento, a olhar para as ripas do telhado. 
 Quem come e não deita, a comida não aproveita, 
pensava Nhô Tomé... E pôs-se a cochilar. A sua modorra 
durou pouco; Tia Policena, ao passar pela sala, bradou 
assombrada: 
 — Êêh! Sinhô! Vai drumi agora? Não! Num presta... 
Dá pisadêra e póde morrê de ataque de cabeça! Despois 
do armoço num far-má... mais despois da janta?! 
 
Cornélio Pires. Conversas ao pé do fogo. São Paulo: 
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 1987. 
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Nesse trecho, extraído de texto publicado originalmente 
em 1921, o narrador 
 
(A) apresenta, sem explicitar juízos de valor, costumes 
da época, descrevendo os pratos servidos no jantar 
e a atitude de Nhô Tomé e de Tia Policena. 
(B) desvaloriza a norma culta da língua porque incorpora 
à narrativa usos próprios da linguagem regional das 
personagens. 
(C) condena os hábitos descritos, dando voz a Tia 
Policena, que tenta impedir Nhô Tomé de deitar-se 
após as refeições. 
(D) utiliza a diversidade sociocultural e linguística para 
demonstrar seu desrespeito às populações das 
zonas rurais do início do século XX. 
(E) manifesta preconceito em relação a Tia Policena ao 
transcrever a fala dela com os erros próprios da 
região. 
 
Texto para as questões 30 e 31. 
 
Amor é fogo que arde sem se ver; 
é ferida que dói e não se sente; 
é um contentamento descontente; 
é dor que desatina sem doer. 
 
É um não querer mais que bem-querer; 
é solitário andar por entre a gente; 
é nunca contentar-se de contente; 
é cuidar que se ganha em se perder. 
 
É querer estar preso por vontade; 
é servir a quem vence, o vencedor; 
é ter com quem nos mata lealdade. 
 
Mas como causar pode seu favor 
nos corações humanos amizade, 
se tão contrário a si é o mesmo Amor? 
 
(Luís de Camões) 
 
30. (ENEM-MEC) 
 
O poema tem como característica a figura de linguagem 
denominada antítese, relação de oposição de palavras 
ou ideias. Assinale a opção em que essa oposição se faz 
claramente presente. 
 
(A) “Amor é fogo que arde sem se ver”. 
(B) “é um contentamento descontente”. 
(C) “é servir a quem vence, o vencedor”. 
(D) “Mas como causar pode seu favor”. 
(E) “se tão contrário a si é o mesmo Amor?”. 
 
31. (ENEM-MEC) 
 
O poema pode ser considerado como um texto 
 
(A) argumentativo. 
(B) narrativo. 
(C) épico. 
(D) de propaganda. 
(E) teatral. 
32. (ENEM-MEC) 
 
Miguilim 
 
 De repente lá vinha um homem a cavalo. Eram dois. 
Um senhor de fora, o claro de roupa. Miguilim saudou, 
pedindo a bênção. O homem trouxe o cavalo cá bem 
junto. Ele era de óculos, corado, alto, com um chapéu 
diferente, mesmo. 
 — Deus te abençoe, pequenino. Como é teu nome? 
 — Miguilim. Eu sou irmão do Dito. 
 — E o seu irmão Dito é o dono daqui? 
 — Não, meu senhor. O Ditinho está em glória. 
 O homem esbarrava o avanço do cavalo, que era 
zelado, manteúdo, formoso como nenhum outro. Redizia: 
 — Ah, não sabia, não. Deus o tenha em sua guarda... 
Mas que é que há, Miguilim? 
 Miguilim queria ver se o homem estava mesmo 
sorrindo para ele, por isso é que o encarava. 
 — Por que você aperta os olhos assim? Você não é 
limpo de vista? Vamos até lá. Quem é que está em tua 
casa? 
 —É Mãe, e os meninos... 
 Estava Mãe, estava tio Terez, estavam todos. O 
senhor alto e claro se apeou. O outro, que vinha com ele, 
era um camarada. 
 O senhor perguntava à Mãe muitas coisas do 
Miguilim. Depois perguntava a ele mesmo: — Miguilim, 
espia daí: quantos dedos da minha mão você está 
enxergando? E agora? 
 
João Guimarães Rosa. Manuelzão e Miguilim. 
9.ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. 
 
Essa história, com narrador-observador em terceira 
pessoa, apresenta os acontecimentos da perspectiva de 
Miguilim. O fato de o ponto de vista do narrador ter 
Miguilim como referência, inclusive espacial, fica 
explicitado em 
 
(A) “O homem trouxe o cavalo cá bem junto.” 
(B) “Ele era de óculos, corado, alto (...)” 
(C) “O homem esbarrava o avanço do cavalo, (...)” 
(D) “Miguilim queria ver se o homem estava mesmo 
sorrindo para ele, (...)” 
(E) “Estava Mãe, estava tio Terez, estavam todos.” 
________________________________________________ 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
 
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33. (ENEM-MEC) 
 
Ferreira Gullar, um dos grandes poetas brasileiros da 
atualidade, é autor de “Bicho urbano”, poema sobre a sua 
relação com as pequenas e grandes cidades. 
 
 Bicho urbano 
 
Se disser que prefiro morar em Pirapemas 
ou em outra qualquer pequena cidade do país 
estou mentindo 
ainda que lá se possa de manhã 
lavar o rosto no orvalho 
e o pão preserve aquele branco 
sabor de alvorada. 
..................................................................... 
A natureza me assusta. 
Com seus matos sombrios suas águas 
suas aves que são como aparições 
me assusta quase tanto quanto 
esse abismo 
de gases e de estrelas 
aberto sob minha cabeça. 
 
Ferreira Gullar. Toda poesia. Rio de Janeiro: 
José Olympio Editora, 1991. 
 
Embora não opte por viver numa pequena cidade, o 
poeta reconhece elementos de valor no cotidiano das 
pequenas comunidades. Para expressar a relação do 
homem com alguns desses elementos, ele recorre à 
sinestesia, construção de linguagem em que se mesclam 
impressões sensoriais diversas. Assinale a opção em 
que se observa esse recurso. 
 
(A) “e o pão preserve aquele branco / sabor de 
alvorada.” 
(B) “ainda que lá se possa de manhã / lavar o rosto no 
orvalho” 
(C) “A natureza me assusta. / Com seus matos sombrios 
suas águas” 
(D) “suas aves que são como aparições / me assusta 
quase tanto quanto” 
(E) “me assusta quase tanto quanto / esse abismo / de 
gases e de estrelas” 
________________________________________________ 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
 
 
 
34. (ENEM-MEC) 
 
 O açúcar 
 
O branco açúcar que adoçará meu café 
nesta manhã de Ipanema 
não foi produzido por mim 
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre. 
 
Vejo-o puro 
e afável ao paladar 
como beijo de moça, água 
na pele, flor 
que se dissolve na boca. Mas este açúcar 
não foi feito por mim. 
 
Este açúcar veio 
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, 
 [ dono da mercearia. 
 
Este açúcar veio 
de uma usina de açúcar em Pernambuco 
ou no Estado do Rio 
e tampouco o fez o dono da usina. 
 
Este açúcar era cana 
e veio dos canaviais extensos 
que não nascem por acaso 
no regaço do vale. 
 
(...) 
 
Em usinas escuras, 
homens de vida amarga 
e dura 
produziram este açúcar 
branco e puro 
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema. 
 
Ferreira Gullar. Toda Poesia. Rio de Janeiro: 
Civilização Brasileira, 1980, p. 227-8. 
 
A antítese que configura uma imagem da divisão social 
do trabalho na sociedade brasileira é expressa 
poeticamente na oposição entre a doçura do branco 
açúcar e 
 
(A) o trabalho do dono da mercearia de onde veio o 
açúcar. 
(B) o beijo de moça, a água na pele e a flor que se 
dissolve na boca. 
(C) o trabalho do dono do engenho em Pernambuco, 
onde se produz o açúcar. 
(D) a beleza dos extensos canaviais que nascem no 
regaço do vale. 
(E) o trabalho dos homens de vida amarga em usinas 
escuras. 
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35. (ENEM-MEC) 
 
O jivaro 
 
 Um Sr. Matter, que fez uma viagem de exploração à 
América do Sul, conta a um jornal sua conversa com um 
índio jivaro, desses que sabem reduzir a cabeça de um 
morto até ela ficar bem pequenina. Queria assistir a uma 
dessas operações, e o índio lhe disse que exatamente 
ele tinha contas a acertar com um inimigo. 
 O Sr. Matter: 
 — Não, não! Um homem, não. Faça isso com a 
cabeça de um macaco. 
 E o índio: 
 — Por que um macaco? Ele não me fez nenhum mal! 
 
(Rubem Braga) 
 
O assunto de uma crônica pode ser uma experiência 
pessoal do cronista, uma informação obtida por ele ou 
um caso imaginário. O modo de apresentar o assunto 
também varia: pode ser uma descrição objetiva, uma 
exposição argumentativa ou uma narrativa sugestiva. 
Quanto à finalidade pretendida, pode-se promover uma 
reflexão, definir um sentimento ou tão somente provocar 
o riso. 
 
Na crônica “O jivaro”, escrita a partir da reportagem de 
um jornal, Rubem Braga se vale dos seguintes 
elementos: 
 
 
 
ASSUNTO 
MODO DE 
APRESENTAR 
 
FINALIDADE 
(A) caso 
imaginário 
descrição 
objetiva 
provocar 
o riso 
(B) informação 
colhida 
narrativa 
sugestiva 
promover 
reflexão 
(C) informação 
colhida 
descrição 
objetiva 
definir um 
sentimento 
(D) experiência 
pessoal 
narrativa 
sugestiva 
provocar 
o riso 
(E) experiência 
pessoal 
exposiçãoargumentativa 
promover 
reflexão 
________________________________________________ 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
********** ATIVIDADES 2 ********** 
 
 
 
C1 
Aplicar as tecnologias da comunicação e da 
informação na escola, no trabalho e em outros 
contextos relevantes para sua vida. 
 
 
H1 
Identificar as diferentes linguagens e seus recursos 
expressivos como elementos de caracterização dos 
sistemas de comunicação. 
 
36. (ENEM-MEC) 
 
Observe a imagem: 
 
 
 
< http://www.sunhill-phuket.com >. 
 
O logotipo acima é da rede hoteleira Sun Hill, na 
Tailândia. Ele trabalha formas que sugerem elementos 
da paisagem ____________. Os traços dessas formas e 
os das letras são ____________, evocando a imagem 
do(a) ____________. 
 
Qual a alternativa que completa as lacunas? 
 
(A) campestre, arredondados, lua. 
(B) marítima, irregulares, mar. 
(C) campestre, irregulares, vegetação. 
(D) marítima, arredondados, sol. 
(E) urbana, irregulares, vegetação. 
 
 
 
H2 
Recorrer aos conhecimentos sobre as linguagens dos 
sistemas de comunicação e informação para resolver 
problemas sociais. 
 
37. (ENEM-MEC) 
 
José Dias precisa sair de sua casa e chegar até o 
trabalho, conforme mostra o Quadro 1. Ele vai de ônibus 
e pega três linhas: 1) de sua casa até o terminal de 
integração entre a zona norte e a zona central; 2) deste 
terminal até outro entre as zonas central e sul; 3) deste 
último terminal até onde trabalha. Sabe-se que há uma 
correspondência numérica, nominal e cromática das 
linhas que José toma, conforme o Quadro 2. 
 
 
 
 
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José Dias deverá, então, tomar a seguinte sequência de 
linhas de ônibus, para ir de casa ao trabalho: 
 
(A) L. 102 – Circular zona central – L. Vermelha. 
(B) L. Azul – L. 101 – Circular zona norte. 
(C) Circular zona norte – L. Vermelha – L. 100. 
(D) L. 100 – Circular zona central – L. Azul. 
(E) L. Amarela – L. 102 – Circular zona sul. 
 
 
 
H3 
Relacionar informações geradas nos sistemas de 
comunicação e informação, considerando a função 
social desses sistemas. 
 
38. (ENEM-MEC) 
 
Para verificarmos essa ideia de linguagem como forma 
de representação da realidade, vamos ler os dois trechos 
seguintes. Neles, dois jornais diferentes apresentam um 
mesmo assunto: a presença de comerciais inseridos em 
programas de televisão (o chamado merchandising), de 
forma mais ou menos implícita. 
 
Texto A – JORNAL A 
 
MERCHANDISING 
 
Quanto mais discreto melhor 
 
Impulsionado pelos reality shows e novelas, o comercial 
subliminar ganha novo fôlego e se adapta ao 
temperamento de apresentadores e roteiristas. 
 
O Estado de S. Paulo, São Paulo, 7 jul. 2002. 
Caderno Telejornal, p. 4. 
 
Texto B – JORNAL B 
 
Quanto vale o show? 
 
A publicidade invadiu programas e novelas, para alegria 
das emissoras e apreensão dos que acham que a prática 
extrapolou. 
 
Folha de S. Paulo, São Paulo, 7 jul. 2002. Caderno 
TVFolha, p. 6-7. Fornecido pela Agência Folha. 
 
Tendo em vista que as duas reportagens tratam de um 
mesmo assunto e foram publicadas na mesma data, 
pode-se afirmar que: 
 
(A) apenas o texto A levanta os aspectos negativos do 
merchandising, a partir da opinião de roteiristas e 
apresentadores. 
(B) os dois textos transmitem diferentes visões sobre o 
assunto: em A foram levantados os aspectos 
positivos (marcados pelos termos “melhor”, “ganha” e 
“se adapta”); em B, os negativos (marcados pelos 
termos “invadiu”, “apreensão” e “extrapolou”). 
(C) apenas o texto B levanta os aspectos positivos do 
merchandising, a partir da opinião de jornalistas. 
(D) os dois textos transmitem a mesma visão sobre o 
assunto: em ambos, verifica-se 20% de aumento no 
merchandising em programas de TV. 
(E) os dois textos usam a mesma estratégia para noticiar 
o merchandising e ambas as notícias são favoráveis 
a ela. 
 
 
H4 
Reconhecer posições críticas aos usos sociais que são 
feitos das linguagens e dos sistemas de comunicação e 
informação. 
 
39. (ENEM-MEC) 
 
Em alguns supermercados, é comum observar que 
produtos como arroz, feijão, leite, carnes etc. ficam nos 
últimos corredores. Na entrada e nas laterais, ficam 
bolachas, biscoitos, produtos de beleza, artigos 
importados, bebidas etc. Essa maneira de organizar o 
espaço faz parte de uma estratégia comercial que tem 
por finalidade 
 
(A) atrair o consumidor para os gêneros de primeira 
necessidade. 
(B) estimular o consumo de produtos que não são de 
primeira necessidade. 
(C) organizar melhor o espaço para que o consumidor se 
sinta satisfeito. 
(D) facilitar as compras do consumidor. 
(E) levar o consumidor a comprar mais arroz, feijão e 
leite. 
 
40. (ENEM-MEC) 
 
Comunicação contra o preconceito 
 
 Imagine assistir, na TV, a uma história infantil em que 
o príncipe se apaixona por uma dama do “Palácio dos 
Macacos”. Ela é representada por uma atriz branca com 
o rosto inteiramente pintado de preto. 
 Ao ser beijada pelo príncipe, selando a união sob as 
benções do rei, ela se transforma: some a tinta preta e 
ela agora é uma princesa toda branca. 
 O estarrecedor preconceito manifesto na história não 
foi veiculado em programa humorístico (o que não o 
tornaria menos condenável), nem em uma produção 
estrangeira pobre e inconsequente, nem em produção 
independente brasileira. Foi levado ao ar na maior rede 
de televisão da América Latina, umas das maiores do 
mundo, em um dos programas infantis de maior 
audiência do Brasil. 
 
LORENZO, Aldé. Opinião. Jornal Educação Pública, 19/11/2003. 
 
Os termos de concessão de emissoras no Brasil preveem 
compromissos com a educação, a informação e o 
entretenimento. A leitura do texto anterior permite afirmar 
que a emissora 
 
(A) educou para a igualdade entre as etnias. 
(B) informou sobre a cultura afro-brasileira. 
(C) incorreu em manifestação de preconceito. 
(D) esclareceu sobre a diversidade étnica. 
(E) contou uma história isenta de preconceito. 
________________________________________________ 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
 LCT  Português  
 _________________________________________________________________________________________________________________________ 
 
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
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*MÓDULO 2* 
 
Gêneros digitais – Comunicação e tecnologia 
 
 A internet reúne duas características importantes: 
interatividade e massividade. Nesse meio de 
comunicação, diferentemente da televisão, do rádio 
ou dos jornais, todos podem ser, ao mesmo tempo, 
emissores e receptores da mensagem. Conectados 
com o mundo por meio dos nossos computadores e 
celulares, vivenciamos um processo que o sociólogo 
canadense Marshall McLuhan havia previsto e 
chamado de “aldeia global”. 
 
 As Novas Tecnologias de Informação e 
Comunicação (NTICs), que incluem equipamentos 
como câmeras de vídeo em microcomputadores 
(webcam), celulares, TV por assinatura e internet, 
estão entre as principais ferramentas de troca de 
informação. Pouco a pouco, elas fazem parte do 
cotidiano de um número cada vez maior de pessoas 
e afirmam-se como instrumentos indispensáveis às 
comunicações pessoais, de trabalho e de lazer. 
 
 Exclusão digital: grande parte da população 
brasileira e mundial ainda não tem acesso às NTICs, 
permanecendo à margem do processo de 
informatização da sociedade. Esse fenômeno é 
chamado de exclusão digital – um descompasso 
entre o ritmo de desenvolvimento tecnológico e a 
distribuição de seus benefícios entre todos os 
setores da sociedade. 
 
 Hipertexto é todo texto que possibilita uma leitura 
não linear e uma maior interatividade e atuação 
explorativa do leitor. O hipertexto permite que o leitor 
desvie o fluxo da leitura para assuntos relacionados, 
aprofundando sua compreensão do texto inicial. Não 
raro, porém, o leitor opta por outros caminhos na 
leitura e não retorna ao texto inicial. 
 
Expressões corporais – Identidade e integração 
 
 A dança pode ser definida como uma sequência de 
movimentos com o próprio corpo que segue uma 
coreografia ou é realizada de forma livre, em 
harmonia com um ritmo ou mesmo sem música. No 
decorrer dos séculos, a dança firmou-se como uma 
das três principais artes cênicas, ao lado da música e 
do teatro – elementos que muitas vezes andam 
juntos. 
 
 Folclore é o conjunto das tradições, lendas ou 
crenças populares de um país. O folclore brasileiro é 
rico em danças que representam as tradições e as 
culturas regionais. Em geral, elas estão ligadas à 
religiosidade, às festas, às lendas, aos 
acontecimentos históricos e às brincadeiras. 
 
 As principais danças folclóricas brasileiras são: 
samba, samba de roda, maracatu, frevo, forró, baião, 
cateretê (catira), quadrilha, congo, tambor de crioula, 
bumba meu boi, bugio e fandango. 
 
 
 WIKIMEDIA COMMONS 
 
 O frevo, típico de Pernambuco, caracteriza-se pelos movimentos 
rápidos 
 
 Brincadeiras e jogos são instrumentos de interação 
social, pois desenvolvem tanto habilidades 
perceptivo-motoras quanto habilidades sociais. A 
criança, por exemplo, vivencia, na brincadeira, 
situações de competição e de exclusão, preparando-
-se de forma saudável para vivências futuras. 
Exemplos de brincadeiras tradicionais: jogar peteca, 
pular amarelinha, empinar pipa e dançar ciranda 
acompanhada de cantigas de roda, 
 
 Grande parte da população economicamente ativa 
trabalha por um longo período de tempo em frente 
aos computadores (muitas vezes, sem postura nem 
iluminação adequadas) ou passa longos períodos 
sentada ou em pé. Alguns problemas comuns 
decorrentes do estilo de vida moderno: 
sedentarismo, doenças decorrentes do esforço 
repetitivo, alimentação desbalanceada e estresse. 
 
 Corpolatria é o culto exagerado do corpo, no sentido 
do aperfeiçoamento estético, e não da preservação 
da saúde. A mídia e a sociedade tendem a valorizar 
determinados padrões de beleza, que excluem 
grande parte da população. 
 
Artes – Recursos expressivos 
 
 As manifestações artísticas são documentos 
importantes para conhecer as grandes civilizações 
do passado. As pirâmides do Egito, por exemplo, 
foram construídas para servir de túmulo aos faraós. 
Já a arte da Antiguidade Clássica (séculos VIII a.C. a 
V a.C.) se refere às civilizações grega e romana. 
 
 O Renascimento (século XIII ao XVII) retomou 
princípios da Antiguidade Clássica. Já o Barroco 
(século XVII ao XVIII) foi marcado pela maior 
dramaticidade em relação ao Renascimento e pela 
demanda do espiritual, com grandes expressões na 
arquitetura. 
 
 Arte Moderna é a denominação genérica que 
recebem os movimentos artísticos que se 
desenvolveram do fim do século XIX e no decorrer 
do XX. Essa denominação abarca: 
 LCT  Português  
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___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________________________ 
SEE-AC  Coordenação de Ensino Médio LCT  Português  171 
 Impressionismo: a pintura visa a captar as mudanças 
da natureza. Representado por Claude Monet e 
Auguste Renoir. 
 
 Fauvismo: simplificação das formas, cores brutais e 
pinceladas violentas, como se vê na obra de Paul 
Gauguin. 
 
 Cubismo: geometrização das formas e a sensação 
de uma pintura escultórica, caso de Pablo Picasso. 
 
 Expressionismo: com suas cores violentas e a sua 
temática de solidão e de miséria, reflete a amargura 
que invadia os círculos artísticos e intelectuais. Entre 
seus nomes está o norueguês Edvard Munch. 
 
 Surrealismo: representado pelo pintor espanhol 
Salvador Dalí, enfatiza a importância do papel do 
inconsciente na atividade criativa. 
 
 Dadaísmo: baseado no nonsense e no absurdo, 
como forma de contradizer a cultura estabelecida. 
 
 Arte cinética: explora efeitos visuais por meio de 
movimentos físicos ou ilusão de ótica. 
 
 Pop Art: consiste no uso de ícones da cultura de 
massa como tema. Seu maior expoente foi Andy 
Warhol. 
 
 A Semana de Arte Moderna de 1922 propunha uma 
arte brasileira independente, livre das amarras e dos 
complexos de inferioridade que a vinculavam aos 
padrões estrangeiros. Entre seus organizadores 
estavam os escritores Mário e Oswald de Andrade e 
a pintora Anita Malfatti. 
 
Culturas brasileiras – Diversidade 
 
 Os movimentos culturais são diferentes dos gêneros 
musicais porque abrangem outras propostas, de 
ideologia e de comportamento. Entre os principais 
movimentos culturais da história recente do Brasil 
estão a Bossa Nova e o Tropicalismo. 
 
 Entre os mais conhecidos gêneros musicais 
praticados no Brasil estão choro (ou chorinho), 
baião, marchinha, samba, rock, jazz, rap e MPB – a 
sigla para Música Popular Brasileira abrange grande 
diversidade de estilos musicais, derivados de várias 
matrizes. 
 
 Heranças culturais: nossa cultura possui tradições 
herdadas dos portugueses, africanos, indígenas eimigrantes do período de guerras na Europa. Por 
isso, é mais adequado falar em “culturas brasileiras”, 
no plural. 
 
Textos codificados – Sistemas simbólicos 
 
 Signos visuais são meios de comunicação visual, 
que se subdividem em três categorias, de acordo 
com a relação com o objeto representado: 
 
 Ícones: representam um modelo imitativo de um 
objeto, de uma forma, de um espaço ou de uma 
situação. Exemplos: ícones de programas na tela do 
computador, fotografias, mapas, objetos de arte. 
 Indícios: têm origem em formas ou situações naturais 
ou casuais. Exemplo: marcas dos pneus de um carro 
indicam uma freada brusca. 
 
 Símbolos: representam o objeto de maneira 
totalmente livre. Sua compreensão exige certo 
conhecimento de mundo. Exemplo: suástica, 
bandeira. 
 
 Os sistemas simbólicos surgiram diante da demanda 
de situações específicas de interlocução. Alguns 
sistemas universalmente usados são: a linguagem 
de sinais ou libras, o braile, a sinalização por 
bandeiras e as partituras. 
 
********** ATIVIDADES 1 ********** 
 
Texto para a questão 1. 
 
A rede mudou a amizade? 
 
Graças às redes sociais, nunca foi tão fácil conhecer 
gente nova; algo que está transformando 
a própria definição de amizade 
 
 Qual é a primeira coisa que você faz quando entra na 
internet? Checa seu e-mail, dá uma olhadinha no Twitter, 
confere as atualizações dos seus contatos no Orkut ou 
no Facebook? Há diversos estudos comprovando que 
interagir com outras pessoas, principalmente com 
amigos, é o que mais fazemos na internet. Só o 
Facebook já tem mais de 500 milhões de usuários, que 
juntos passam 700 bilhões de minutos por mês 
conectados ao site – que chegou a superar o Google em 
número de acessos diários. A internet é a ferramenta 
mais poderosa já inventada no que diz respeito à 
amizade. E está transformando nossas relações: tornou 
muito mais fácil manter contato com os amigos e 
conhecer gente nova. Mas será que as amizades on-line 
não fazem com que as pessoas acabem se isolando e 
tenham menos amigos off-line, “de verdade”? Essa tese, 
geralmente citada nos debates sobre o assunto, foi 
criada em 1995 pelo sociólogo norte-americano Robert 
Putnam. E provavelmente está errada. Uma pesquisa 
feita pela Universidade de Toronto constatou que a 
internet faz você ter mais amigos – dentro e fora da rede. 
Durante a década passada, período de surgimento e 
ascensão dos sites de rede social, o número médio de 
amizades das pessoas cresceu. E os chamados heavy 
users, que passam mais tempo na internet, foram os que 
ganharam mais amigos no mundo real – 38% mais. Já 
quem não usava a internet ampliou suas amizades em 
apenas 4,6%. 
 Então, as pessoas começam a se adicionar no 
Facebook e no final todo mundo vira amigo? Não é bem 
assim. A internet raramente cria amizades do zero – na 
maior parte dos casos, ela funciona como 
potencializadora de relações que já haviam se insinuado 
na vida real. Um estudo feito pela Universidade de 
Michigan constatou que o segundo maior uso do 
Facebook, depois de interagir com amigos, é olhar os 
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perfis de pessoas que acabamos de conhecer. Se você 
gostar do perfil, adiciona aquela pessoa, e está formado 
um vínculo. As redes sociais têm o poder de transformar 
os chamados elos latentes (pessoas que frequentam o 
mesmo ambiente social que você, mas não são suas 
amigas) em elos fracos – uma forma superficial de 
amizade. Pois é. Por mais que existam exceções a 
qualquer regra, todos os estudos apontam que amizades 
geradas com a ajuda da internet são mais fracas, sim, do 
que aquelas que nascem e crescem fora dela. 
 Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito 
geralmente são parecidos com você: pertencem ao 
mesmo mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos 
fracos não. Eles transitam por grupos diferentes do seu, 
e por isso podem lhe apresentar coisas e pessoas novas 
e ampliar seus horizontes – gerando uma renovação de 
ideias que faz bem a todos os relacionamentos, inclusive 
às amizades antigas. 
 Os sites sociais como Orkut e Facebook tornam mais 
fácil fazer, manter e gerenciar amigos. Mas também 
influem no desenvolvimento das relações – pois as 
possibilidades de interagir com outras pessoas são 
limitadas pelas ferramentas que os sites oferecem. “Você 
entra nas redes sociais e faz o que elas querem que você 
faça: escrever uma mensagem, mandar um link, cutucar”, 
diz o físico e especialista em redes Augusto de Franco, 
que já escreveu mais de 20 livros sobre o tema. O 
problema, por assim dizer, é que a maioria das redes na 
internet é simétrica: se você quiser ter acesso às 
informações de uma pessoa ou mesmo falar 
reservadamente com ela, é obrigado a pedir a amizade 
dela, que tem de aceitar. Como é meio grosseiro dizer 
“não” a alguém que você conhece, mesmo que só de 
vista, todo mundo acabava adicionando todo mundo. E 
isso vai levando à banalização do conceito de amizade. 
“As pessoas a quem você está conectado não são 
necessariamente suas amigas de verdade”, diz o 
sociólogo Nicholas Christakis, da Universidade Harvard. 
 
Superinteressante, São Paulo, fev. 2011. 
 
1. (AED-SP) 
 
De acordo com o texto, a afirmação de que “a internet 
aumenta o número de amizades” é válida? Explique. 
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2. (ENEM-MEC) 
 
 Cada vez mais, as pessoas trabalham e administram 
serviços de suas casas, como mostra a pesquisa 
realizada em 1993 pela Fundação Europeia para a 
Melhoria da Qualidade de Vida e Ambiente de Trabalho. 
Por conseguinte, a “centralidade da casa” é uma 
tendência importante da nova sociedade. Porém, não 
significa o fim da cidade, pois locais de trabalho, escolas, 
complexos médicos, postos de atendimento ao 
consumidor, áreas recreativas, ruas comerciais, shopping 
centers, estádios de esportes e parques ainda existem e 
continuarão existindo. E as pessoas deslocar-se-ão entre 
todos esses lugares com mobilidade crescente, 
exatamente devido à flexibilidade recém-conquistada 
pelos sistemas de trabalho e integração socialem redes: 
como o tempo fica mais flexível, os lugares tornam-se 
mais singulares à medida que as pessoas circulam entre 
elas em um padrão cada vez mais móvel. 
 
CASTELLS, M. A Sociedade em Rede. 
V. 1. São Paulo: Paz e Terra, 2002. 
 
As tecnologias de informação e comunicação têm a 
capacidade de modificar, inclusive, a forma de as 
pessoas trabalharem. De acordo com o proposto pelo 
autor, 
 
(A) a “centralidade da casa” tende a concentrar as 
pessoas em suas casas e, consequentemente, 
reduzir a circulação das pessoas nas áreas comuns 
da cidade, como ruas comerciais e shopping centers. 
(B) as pessoas irão se deslocar por diversos lugares, 
com mobilidade crescente, propiciada pela 
flexibilidade recém-conquistada pelos sistemas de 
trabalho e pela integração social em redes. 
(C) cada vez mais as pessoas trabalham e administram 
serviços de suas casas, tendência que deve diminuir 
com o passar dos anos. 
(D) o deslocamento das pessoas entre diversos lugares 
é um dos fatores causadores do estresse nos 
grandes centros urbanos. 
(E) o fim da cidade será uma das consequências 
inevitáveis da mobilidade crescente. 
 
3. (ENEM-MEC) 
 
 O “Portal Domínio Público”, lançado em novembro de 
2004, propõe o compartilhamento de conhecimentos de 
forma equânime e gratuita, colocando à disposição de 
todos os usuários da internet, uma biblioteca virtual que 
deverá constituir referência para professores, alunos, 
pesquisadores e para a população em geral. 
 Esse portal constitui um ambiente virtual que permite 
a coleta, a integração, a preservação e o 
compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal 
objetivo o de promover o amplo acesso às obras 
literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, 
sons, imagens e vídeos), já em domínio público ou que 
tenham a sua divulgação devidamente autorizada. 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Disponível em: 
< http://www.dominiopublico.gov.br > (adaptado). 
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Considerando a função social das informações geradas 
nos sistemas de comunicação e informação, o ambiente 
virtual descrito no texto exemplifica 
 
(A) a dependência das escolas públicas quanto ao uso 
de sistemas de informação. 
(B) a ampliação do grau de interação entre as pessoas, 
a partir de tecnologia convencional. 
(C) a democratização da informação, por meio da 
disponibilização de conteúdo cultural e científico à 
sociedade. 
(D) a comercialização do acesso a diversas produções 
culturais nacionais e estrangeiras via tecnologia da 
informação e da comunicação. 
(E) a produção de repertório cultural direcionado a 
acadêmicos e educadores. 
 
4. (ENEM-MEC) 
 
 É muito raro que um novo modo de comunicação ou 
de expressão suplante completamente os anteriores. 
Fala-se menos desde que a escrita foi inventada? Claro 
que não. Contudo, a função da palavra viva mudou, uma 
parte de suas missões nas culturas puramente orais 
tendo sido preenchida pela escrita: transmissão dos 
conhecimentos e das narrativas, estabelecimento de 
contratos, realização dos principais atos rituais ou sociais 
etc. Novos estilos de conhecimento (o conhecimento 
“teórico”, por exemplo) e novos gêneros (o código de leis, 
o romance etc.) surgiram. A escrita não fez com que a 
palavra desaparecesse, ela complexificou e reorganizou 
o sistema da comunicação e da memória social. 
 A fotografia substituiu a pintura? Não, ainda há 
pintores ativos. As pessoas continuam, mais do que 
nunca, a visitar museus, exposições e galerias, compram 
as obras dos artistas para pendurá-las em casa. Em 
contrapartida, é verdade que os pintores, os desenhistas, 
os gravadores, os escultores não são mais – como foram 
até o século XIX – os únicos produtores de imagens. 
 
LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: 
Editora 34, 1999 (fragmento). 
 
A substituição pura e simples do antigo pelo novo ou do 
natural pelo técnico tem sido motivo de preocupação de 
muita gente. O texto encaminha uma discussão em torno 
desse temor ao 
 
(A) considerar as relações entre o conhecimento teórico 
e o conhecimento empírico e acrescenta que novos 
gêneros textuais surgiram com o progresso. 
(B) observar que a língua escrita não é uma transcrição 
fiel da língua oral e explica que as palavras antigas 
devem ser utilizadas para preservar a tradição. 
(C) perguntar sobre a razão de as pessoas visitarem 
museus, exposições etc., e reafirma que os 
fotógrafos são os únicos responsáveis pela produção 
de obras de arte. 
(D) reconhecer que as pessoas temem que o avanço 
dos meios de comunicação, inclusive on-line, 
substitua o homem e leve alguns profissionais ao 
esquecimento. 
(E) revelar o receio das pessoas em experimentar novos 
meios de comunicação, com medo de se sentirem 
retrógradas. 
 
5. (ENEM-MEC) 
 
Texto I 
 
 
 
Época, 12 out. 2009 (adaptado). 
 
Texto II 
 
 
CONEXÃO SEM FIO NO BRASIL 
 
Onde haverá cobertura de telefonia celular 
para baixar publicações para o Kindle 
 
 
 
 
Época, 12 out. 2009. 
 
A capa da revista Época de 12 de outubro de 2009 traz 
um anúncio sobre o lançamento do livro digital no Brasil. 
Já o texto II traz informações referentes à abrangência de 
acessibilidade das tecnologias de comunicação e 
informação nas diferentes regiões do país. A partir da 
leitura dos dois textos, infere-se que o advento do livro 
digital no Brasil 
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(A) possibilitará o acesso das diferentes regiões do país 
às informações antes restritas, uma vez que 
eliminará as distâncias, por meio da distribuição 
virtual. 
(B) criará a expectativa de viabilizar a democratização 
daleitura, porém, esbarra na insuficiência do acesso 
à internet por meio da telefonia celular, ainda 
deficiente no país. 
(C) fará com que os livros impressos tornem-se 
obsoletos, em razão da diminuição dos gastos com 
os produtos digitais gratuitamente distribuídos pela 
internet. 
(D) garantirá a democratização dos usos da tecnologia 
no país, levando em consideração as características 
de cada região no que se refere aos hábitos de 
leitura e acesso à informação. 
(E) impulsionará o crescimento da qualidade da leitura 
dos brasileiros, uma vez que as características do 
produto permitem que a leitura aconteça a despeito 
das adversidades geopolíticas. 
 
6. (ENEM-MEC) 
 
 No programa do balé Parade, apresentado em 18 de 
maio de 1917, foi empregada publicamente, pela primeira 
vez, a palavra sur-realisme. Pablo Picasso desenhou o 
cenário e a indumentária, cujo efeito foi tão 
surpreendente que se sobrepôs à coreografia. A música 
de Erik Satie era uma mistura de jazz, música popular e 
sons reais tais como tiros de pistola, combinados com as 
imagens do balé de Charlie Chaplin, caubóis e vilões, 
mágica chinesa e Ragtime. Os tempos não eram 
propícios para receber a nova mensagem cênica 
demasiado provocativa devido ao repicar da máquina de 
escrever, aos zumbidos de sirene e dínamo e aos 
rumores de aeroplano previstos por Cocteau para a 
partitura de Satie. Já a ação coreográfica confirmava a 
tendência marcadamente teatral da gestualidade cênica, 
dada pela justaposição, colagem de ações isoladas 
seguindo um estímulo musical. 
 
SILVA, S. M. O surrealismo e a dança. GUINSBURG, J.; LEIRNER 
(Org.). O surrealismo. São Paulo: Perspectiva, 2008 (adaptado). 
 
As manifestações corporais na história das artes da cena 
muitas vezes demonstram as condições cotidianas de um 
determinado grupo social, como se pode observar na 
descrição acima do balé Parade, o qual reflete 
 
(A) a falta de diversidade cultural na sua proposta 
estética. 
(B) a alienação dos artistas em relação às tensões da 
Segunda Guerra Mundial. 
(C) uma disputa cênica entre as linguagens das artes 
visuais, do figurino e da música. 
(D) as inovações tecnológicas nas partes cênicas, 
musicais, coreográficas e de figurino. 
(E) uma narrativa com encadeamentos claramente 
lógicos e lineares. 
7. (ENEM-MEC) 
 
 Teatro do Oprimido é um método teatral que 
sistematiza exercícios, jogos e técnicas teatrais 
elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal, 
recentemente falecido, que visa à desmecanização física 
e intelectual de seus praticantes. Partindo do princípio de 
que a linguagem teatral não deve ser diferenciada da que 
é usada cotidianamente pelo cidadão comum (oprimido), 
ele propõe condições práticas para que o oprimido se 
aproprie dos meios do fazer teatral e, assim, amplie suas 
possibilidades de expressão. Nesse sentido, todos 
podem desenvolver essa linguagem e, 
consequentemente, fazer teatro. Trata-se de um teatro 
em que o espectador é convidado a substituir o 
protagonista e mudar a condução ou mesmo o fim da 
história, conforme o olhar interpretativo e contextualizado 
do receptor. 
 
Companhia Teatro do Oprimido. Disponível em: 
< www.ctorio.org.br > (adaptado). 
 
Considerando-se as características do Teatro do 
Oprimido apresentadas, conclui-se que 
 
(A) esse modelo teatral é um método tradicional de fazer 
teatro que usa, nas suas ações cênicas, a linguagem 
rebuscada e hermética falada normalmente pelo 
cidadão comum. 
(B) a forma de recepção desse modelo teatral se 
destaca pela separação entre atores e público, na 
qual os atores representam seus personagens e a 
plateia assiste passivamente ao espetáculo. 
(C) sua linguagem teatral pode ser democratizada e 
apropriada pelo cidadão comum, no sentido de 
proporcionar-lhe autonomia crítica para 
compreensão e interpretação do mundo em que vive. 
(D) o convite ao espectador para substituir o 
protagonista e mudar o fim da história evidencia que 
a proposta de Boal se aproxima das regras do teatro 
tradicional para a preparação de atores. 
(E) a metodologia teatral do Teatro do Oprimido segue a 
concepção do teatro clássico aristotélico, que visa à 
desautomação física e intelectual de seus 
praticantes. 
________________________________________________ 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
 
 
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8. (ENEM-MEC) 
 
 
 
Disponível em: < http://algarveturistico.com >. 
 
O desenvolvimento das capacidades físicas (qualidades 
motoras passíveis de treinamento) ajuda na tomada de 
decisões em relação à melhor execução do movimento. 
A capacidade física predominante no movimento 
representado na imagem é 
 
(A) a velocidade, que permite ao músculo executar uma 
sucessão rápida de gestos em movimentação de 
intensidade máxima. 
(B) a resistência, que admite a realização de 
movimentos durante considerável período de tempo, 
sem perda da qualidade da execução. 
(C) a flexibilidade, que permite a amplitude máxima de 
um movimento, em uma ou mais articulações, sem 
causar lesões. 
(D) a agilidade, que possibilita a execução de 
movimentos rápidos e ligeiros com mudanças de 
direção. 
(E) o equilíbrio, que permite a realização dos mais 
variados movimentos, com o objetivo de sustentar o 
corpo sobre uma base. 
 
9. (ENEM-MEC) 
 
 
 
Jean-Baptiste Debret. Entrudo, 1834. 
Na obra Entrudo, de Jean-Baptiste Debret (1768-1848), 
apresentada acima, 
 
(A) registram-se cenas da vida íntima dos senhores de 
engenho e suas relações com os escravos. 
(B) identifica-se a presença de traços marcantes do 
movimento artístico denominado Cubismo. 
(C) identificam-se, nas fisionomias, sentimentos de 
angústia e inquietações que revelam as relações 
conflituosas entre senhores e escravos. 
(D) observa-se a composição harmoniosa e destacam-se 
as imagens que representam figuras humanas. 
(E) constata-se que o artista utilizava a técnica do óleo 
sobre tela, com pinceladas breves e manchas, sem 
delinear as figuras ou as fisionomias. 
 
10. (ENEM-MEC) 
 
 
 
MONET, C. Mulher com sombrinha. 1875, 100 × 81 cm. In: 
BECKETT, W. História da Pintura. São Paulo: Ática, 1997. 
 
Em busca de maior naturalismo em suas obras e 
fundamentando-se em novo conceito estético, Monet, 
Degas, Renoir e outros artistas passaram a explorar 
novas formas de composição artística, que resultaram no 
estilo denominado Impressionismo. Observadores 
atentos da natureza, esses artistas passaram a 
 
(A) retratar, em suas obras, as cores que idealizavam de 
acordo com o reflexo da luz solar nos objetos.(B) usar mais a cor preta, fazendo contornos nítidos, que 
melhor definiam as imagens e as cores do objeto 
representado. 
(C) retratar paisagens em diferentes horas do dia, 
recriando, em suas telas, as imagens por eles 
idealizadas. 
(D) usar pinceladas rápidas de cores puras e 
dissociadas diretamente na tela, sem misturá-las 
antes na paleta. 
(E) usar as sombras em tons de cinza e preto e com 
efeitos esfumaçados, tal como eram realizadas no 
Renascimento. 
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11. (ENEM-MEC) 
 
“Todas as manhãs quando acordo, experimento um 
prazer supremo: o de ser Salvador Dalí.” 
 
NÉRET, G. Salvador Dalí. Taschen, 1996. 
 
Assim escreveu o pintor dos “relógios moles” e das 
“girafas em chamas” em 1931. Esse artista excêntrico 
deu apoio ao general Franco durante a Guerra Civil 
Espanhola e, por esse motivo, foi afastado do movimento 
surrealista por seu líder, André Breton. Dessa forma, Dalí 
criou seu próprio estilo, baseado na interpretação dos 
sonhos e estudos de Sigmund Freud, denominado 
“método de interpretação paranoico”. Esse método era 
constituído por textos visuais que demonstram imagens 
 
(A) do fantástico, impregnado de civismo pelo governo 
espanhol, em que a busca pela emoção e pela 
dramaticidade desenvolveram um estilo 
incomparável. 
(B) do onírico, que misturava sonho com realidade e 
interagia refletindo a unidade entre o consciente e o 
inconsciente como um universo único ou pessoal. 
(C) da linha inflexível da razão, dando vazão a uma 
forma de produção despojada no traço, na temática e 
nas formas vinculadas ao real. 
(D) do reflexo que, apesar do termo “paranoico”, possui 
sobriedade e elegância advindas de uma técnica de 
cores discretas e desenhos precisos. 
(E) da expressão e intensidade entre o consciente e a 
liberdade, declarando o amor pela forma de conduzir 
o enredo histórico dos personagens retratados. 
 
12. (UFSCar-SP, adaptada) 
 
 Tropicália 
 
Sobre a cabeça os aviões 
Sob os meus pés os caminhões 
Aponta contra os chapadões 
Meu nariz 
 
Eu organizo o movimento 
Eu oriento o carnaval 
Eu inauguro o monumento 
No planalto central do país 
 
Viva a Bossa, sa, sa 
Viva a palhoça, ça, ça, ça, ça 
Viva a Bossa, sa, sa 
Viva a palhoça, ça, ça, ça, ça 
 
O monumento 
É de papel crepom e prata 
Os olhos verdes da mulata 
A cabeleira esconde 
Atrás da verde mata 
O luar do sertão 
O monumento não tem porta 
A entrada é uma rua antiga 
Estreita e torta 
E no joelho uma criança 
Sorridente, feia e morta 
Estende a mão 
 
(...) 
 
(Caetano Veloso) 
 
No final da década de 1960, surgiu um movimento 
musical no Brasil do qual participaram ativamente, dentre 
outros, Gilberto Gil e Caetano Veloso – autor da letra de 
música acima, que expressa muitas das propostas do 
movimento. Essa tendência recebeu o nome de: 
 
(A) Bossa Nova. 
(B) Concretismo. 
(C) Jovem Guarda. 
(D) Tropicalismo. 
(E) Semana de Arte Moderna. 
 
13. (ENEM-MEC) 
 
 
 
Antonio Rocco. Os imigrantes, 1910, 
Pinacoteca do Estado de São Paulo. 
 
 Um dia, os imigrantes aglomerados na amurada da 
proa chegavam à fedentina quente de um porto, num 
silêncio de mato e de febre amarela. Santos. — É aqui! 
Buenos Aires é aqui! — Tinham trocado o rótulo das 
bagagens, desciam em fila. Faziam suas necessidades 
nos trens dos animais onde iam. Jogavam-nos num 
pavilhão comum em São Paulo. — Buenos Aires é aqui! 
— Amontoados com trouxas, sanfonas e baús, num carro 
de bois, que pretos guiavam através do mato por 
estradas esburacadas, chegavam uma tarde nas 
senzalas donde acabava de sair o braço escravo. 
Formavam militarmente nas madrugadas do terreiro 
homens e mulheres, ante feitores de espingarda ao 
ombro. 
 
Oswald de Andrade. Marco Zero II – Chão. 
Rio de Janeiro: Globo, 1991. 
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Levando-se em consideração o texto de Oswald de 
Andrade e a pintura de Antonio Rocco reproduzida 
acima, relativos à imigração europeia para o Brasil, é 
correto afirmar que 
 
(A) a visão da imigração presente na pintura é trágica e, 
no texto, otimista. 
(B) a pintura confirma a visão do texto quanto à 
imigração de argentinos para o Brasil. 
(C) os dois autores retratam dificuldades dos imigrantes 
na chegada ao Brasil. 
(D) Antonio Rocco retrata de forma otimista a imigração, 
destacando o pioneirismo do imigrante. 
(E) Oswald de Andrade mostra que a condição de vida 
do imigrante era melhor que a dos ex-escravos. 
 
14. (ENEM-MEC) 
 
 Cuitelinho 
 
Cheguei na bera do porto 
Onde as onda se espaia. 
As garça dá meia volta, 
Senta na bera da praia. 
E o cuitelinho não gosta 
Que o botão da rosa caia. 
 
Quando eu vim da minha terra, 
Despedi da parentaia. 
Eu entrei em Mato Grosso, 
Dei em terras paraguaia. 
Lá tinha revolução, 
Enfrentei fortes bataia. 
 
A tua saudade corta 
Como o aço de navaia. 
O coração fica aflito, 
Bate uma e outra faia. 
E os oio se enche d’água 
Que até a vista se atrapaia. 
 
Folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó. 
BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua 
materna. São Paulo: Parábola, 2004. 
 
Transmitida por gerações, a canção Cuitelinho manifesta 
aspectos culturais de um povo, nos quais se inclui sua 
forma de falar, além de registrar um momento histórico. 
Depreende-se disso que a importância em preservar a 
produção cultural de uma nação consiste no fato de que 
produções como a canção Cuitelinho evidenciam a 
 
(A) recriação da realidade brasileira de forma ficcional. 
(B) criaçãoneológica na língua portuguesa. 
(C) formação da identidade nacional por meio da 
tradição oral. 
(D) incorreção da língua portuguesa que é falada por 
pessoas do interior do Brasil. 
(E) padronização de palavras que variam regionalmente, 
mas possuem mesmo significado. 
15. (ENEM-MEC) 
 
Figura 1 
 
 
 
Disponível em: < http://www.numaboa.com >. 
 
Figura 2 
 
 
 
Disponível em: < http://www.poracaso.com >. 
 
Figura 3 
 
 
 
Disponível em: < http://www.decodificandocodigos.pbwiki.com >. 
 
Figura 4 
 
 
 
Disponível em: < http://www.numaboa.com >. 
 
O homem desenvolveu seus sistemas simbólicos para 
utilizá-los em situações específicas de interlocução. A 
necessidade de criar dispositivos que permitissem o 
diálogo em momentos e/ou lugares distintos levou à 
adoção universal de alguns desses sistemas. 
Considerando que a interpretação de textos codificados 
depende da sintonia e da sincronia entre o emissor e o 
receptor, pode-se afirmar que a 
 LCT  Português  
 _________________________________________________________________________________________________________________________ 
 
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________________________ 
SEE-AC  Coordenação de Ensino Médio LCT  Português  178 
(A) recepção das mensagens que utilizam o sistema 
simbólico da figura 1 pode ser feita horas depois de 
sua emissão. 
(B) recepção de uma mensagem codificada com o 
auxílio do sistema simbólico mostrado na figura 2 
independe do momento de sua emissão. 
(C) mensagem que é mostrada na figura 4 será 
decodificada sem o auxílio da língua falada. 
(D) figura 3 mostra um sistema simbólico cuja criação é 
anterior à criação do sistema mostrado na figura 2. 
(E) figura 4 representa um sistema simbólico que recorre 
à utilização do som para a transmissão das 
mensagens. 
 
16. (ENEM-MEC) 
 
Os signos visuais, como meios de comunicação, são 
classificados em categorias de acordo com seus 
significados. A categoria denominada indício corresponde 
aos signos visuais que têm origem em formas ou 
situações naturais ou casuais, as quais, devido à 
ocorrência em circunstâncias idênticas, muitas vezes 
repetidas, indicam algo e adquirem significado. Por 
exemplo, nuvens negras indicam tempestade. 
 
Com base nesse conceito, escolha a opção que 
representa um signo da categoria dos indícios. 
 
(A) 
 
 
(B) 
 
 
(C) 
 
(D) 
 
 
(E) 
 
 
17. (ENEM-MEC) 
 
A linguagem utilizada pelos chineses há milhares de 
anos é repleta de símbolos, os ideogramas, que revelam 
parte da história desse povo. Os ideogramas primitivos 
são quase um desenho dos objetos representados. 
Naturalmente, esses desenhos alteraram-se com o 
tempo, como ilustra a seguinte evolução do ideograma 
 
, 
 
que significa cavalo e em que estão representados 
cabeça, cascos e cauda do animal. 
 
 
 
Considerando o processo mencionado acima, escolha a 
sequência que poderia representar a evolução do 
ideograma chinês para a palavra luta. 
 
 
(A) 
 
 
 
(B) 
 
 
 
(C) 
 
 
 
(D) 
 
 
 
(E) 
 
 LCT  Português  
 _________________________________________________________________________________________________________________________ 
 
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________________________ 
SEE-AC  Coordenação de Ensino Médio LCT  Português  179 
********** ATIVIDADES 2 ********** 
 
 
 
C3 
Compreender e usar a linguagem corporal como 
relevante para a própria vida, integradora social e 
formadora da identidade. 
 
 
H9 
Reconhecer as manifestações corporais de movimento 
como originárias de necessidades cotidianas de um 
grupo social. 
 
18. (ENEM-MEC) 
 
 Os vínculos entre o esporte e as guerras foram muito 
estreitos. Há cem anos, na França, sociedades de 
ginástica, de tiro e de esgrima se desenvolveram sob o 
controle rígido do Exército. Cabia ao esporte preparar os 
futuros quadros políticos do país. Atualmente o esporte 
praticado pelas pessoas está mais relacionado ao lazer. 
 
RAGACHE, G. Esportes e jogos. São Paulo: 
Ática, 2001 (adaptado). 
 
A partir da leitura do texto, pode-se inferir que, na 
atualidade, a prática esportiva pessoal está mais 
relacionada 
 
(A) ao treinamento militar. 
(B) à preparação de quadros políticos. 
(C) ao interesse pela diversão. 
(D) à participação nas Olimpíadas. 
(E) às sociedades de ginástica e de esgrima. 
 
19. (ENEM-MEC) 
 
 É bastante conhecida, no caso brasileiro, a história do 
povo africano que, vivendo nas senzalas, inventou a 
capoeira. Enquanto fingia estar dançando, treinava 
golpes para defender-se dos seus opressores. 
 
RAGACHE, G. Esportes e jogos. São Paulo: 
Ática, 2001 (adaptado). 
 
A partir da leitura do texto, é possível afirmar que os 
povos 
 
(A) copiam movimentos de outros lugares. 
(B) criam movimentos relacionados às suas 
necessidades. 
(C) são incapazes de elaborar movimentos. 
(D) se limitam aos movimentos que já conhecem. 
(E) só se movimentam para se defender. 
________________________________________________ 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
H10 
Reconhecer a necessidade de transformação de hábitos 
corporais em função das necessidades cinestésicas. 
 
20. (ENEM-MEC) 
 
Observe a charge e responda à questão. 
 
 
 
< http://portaldearaguari.bIogspot.com >. 
 
Assinale a alternativa correta. 
 
(A) A charge satiriza o comportamento do jogador, que 
não se preocupa com o próprio condicionamento 
físico. 
(B) A falta de uma bola de futebol, na charge, indica que 
esta se refere, na verdade, a problemas políticos, e 
não a problemas do futebol. 
(C) A crítica maior da charge é feita à qualidade dos 
times de futebol, representados pelos uniformes do 
jogador. 
(D) O fato de o autor não ter tirado das camisas de 
uniforme as marcas patrocinadoras dos times mostra 
crítica ao excesso de propaganda no futebol. 
(E) A referência ao estilista do jogador mostra uma 
crítica do autor da charge à invasão do mundo 
fashion nos gramados, por meio de uniformes 
estilizados.H11 
Reconhecer a linguagem corporal como meio de 
interação social, considerando os limites de 
desempenho e as alternativas de adaptação para 
diferentes indivíduos. 
 
21. (ENEM-MEC) 
 
As pinturas corporais foram sempre muito utilizadas 
pelos povos indígenas em rituais de festas, magias e 
lutos. Atualmente vemos pessoas pintarem os rostos por 
protesto político, como foi o caso dos estudantes 
chamados de “caras-pintadas”. Também os torcedores 
de futebol pintam no rosto a bandeira de seus times. 
 
Com base nesses exemplos, pode-se concluir que tais 
gestos representam diferentes formas de 
 
(A) preconceitos. 
(B) expressões culturais. 
(C) manifestações esportivas. 
(D) sentimentos religiosos. 
(E) protestos políticos. 
 LCT  Português  
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*MÓDULO 3* 
 
Literatura brasileira 
 
Romantismo 
 
 
 
 RÉUNION DES MUSÉES NATIONAUX 
 
 Representação da Queda da Bastilha, evento que marcou a 
Revolução Francesa, auge do Iluminismo, movimento inspirador do 
Romantismo brasileiro 
 
 O indivíduo, com seus sentimentos e expectativas, 
foi valorizado com o avanço da burguesia, a 
decadência da monarquia e o triunfo dos valores 
como a liberdade e a igualdade de direitos difundidos 
pelo Iluminismo e pela Revolução Francesa. 
 
 O Romantismo foi a expressão desse individualismo. 
A literatura romântica caracterizou-se pelo 
egocentrismo, pela idealização e pela melancolia. No 
Brasil, foi consolidado o sentimento de amor à pátria. 
 
 A poesia romântica brasileira divide-se em três 
gerações: 
 
 A primeira geração é marcada pelo nacionalismo e 
pelo indianismo. 
 
 A segunda geração, dos ultrarromânticos, 
caracteriza-se pelo pessimismo e pelo desencanto 
com a vida, sentimentos a que se refere a expressão 
“mal do século”. É uma expressão também vinculada 
às doenças pulmonares fatais, destacadamente a 
tuberculose, que vitimavam os boêmios, entre eles 
importantes nomes das artes nacionais e 
internacionais. 
 
 A terceira geração somou à temática romântica as 
questões sociais, entre elas a condenação das 
desigualdades, como aquela determinada pela 
escravidão. 
 
 A prosa romântica abordou essencialmente a mesma 
temática explorada pela poesia do período no Brasil, 
incluindo subjetividade, idealização, sentimentalismo, 
nacionalismo e temática social. Nos romances, os 
finais felizes ganharam espaço, atendendo à 
expectativa do crescente público. 
 
 O romance brasileiro da época dividiu-se em três 
gêneros principais: 
 
 O indianista valorizou o indígena como “bom 
selvagem” e parte do mito fundador da identidade 
nacional, em sua união com o colonizador europeu. 
 
 O urbano retratou o dia a dia e os eventos especiais, 
como as festas, nas cidades. Alguns retrataram os 
conflitos vividos pela sociedade burguesa, como o 
dilema entre o interesse financeiro e o sentimento 
amoroso. 
 
 O regionalista descreveu as diferentes áreas e 
culturas do vasto território brasileiro, também em 
busca de um mapeamento que ajudasse a criar uma 
identidade nacional. 
 
 Uma obra se destaca do conjunto de romances do 
período por descrever a sociedade de modo mais 
realista, distanciando-se da idealização de 
personagens e situações da sociedade burguesa: 
Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel 
Antônio de Almeida. A obra é construída em torno da 
figura do malandro, que ressurgiria mais tarde em 
vários romances brasileiros, como Macunaíma, de 
Mário de Andrade, e Serafim Ponte Grande, de 
Oswald de Andrade. 
 
Realismo e Naturalismo 
 
 O avanço do conhecimento científico sobre a 
natureza e as relações sociais a partir da segunda 
metade do século XIX alimentou teorias cientificistas 
e deterministas, ambiente que fomentou o 
surgimento da literatura realista, atenta à condição 
objetiva do ser humano em oposição à idealização 
cultivada no Romantismo. 
 
 A crítica social foi outro aspecto essencial do 
Realismo, com o uso da observação fria e 
distanciada dos acontecimentos. O extremo da 
postura cientificista na literatura foi o Naturalismo, 
que procurou explicar o ser humano e sua situação 
como resultado da raça, do ambiente e das 
circunstâncias históricas. 
 
 Machado de Assis renovou a literatura brasileira com 
a refinada ironia do texto e a originalidade da 
narrativa, destacando-se o romance Memórias 
Póstumas de Brás Cubas, no qual o narrador, depois 
de morto, conta a história de sua vida. Em Portugal, 
o grande nome da prosa realista foi Eça de Queirós, 
que, assim como Machado de Assis, criticou os 
costumes da elite burguesa da época. 
 LCT  Português  
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Parnasianismo e Simbolismo 
 
 O culto à forma foi o atributo fundamental do período 
literário parnasiano, que surgiu e se consolidou no 
cenário nacional nas últimas décadas do século XIX 
(e continuaria influenciando o conceito de “bom 
gosto” literário até a explosão do Modernismo, já na 
segunda década do século XX). Os parnasianos 
defendiam o retorno aos ideais clássicos da arte, 
baseados na beleza greco-romana, equilíbrio e 
objetividade. Reagiam contra o que chamavam de 
excessos de fantasia e emoção do Romantismo. No 
Brasil, Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de 
Oliveira foram os principais autores do período e 
formaram a “tríade parnasiana”. 
 
 Uma das pretensões fundamentais do Simbolismo 
era a reintegração à natureza. O marco inaugural do 
movimento foi a publicação, em 1857, de As Flores 
do Mal, de Charles Baudelaire. Em 
Correspondências, poema que integra o livro e que 
influenciaria toda uma geração de autores, inclusive 
no Brasil, o decifrar dos símbolos revelaria ao 
homem a correspondênciaentre tudo no mundo, 
matéria e espírito, homem e natureza. A sinestesia, 
que estabelece vínculos entre sentidos diferentes, é 
uma das figuras de linguagem mais utilizadas no 
período. O discurso científico e materialista da época 
foi posto em xeque pelos simbolistas. 
 
 A música, por seu caráter imaterial, fortemente 
sugestivo, era uma das principais inspirações dos 
simbolistas. Os autores do período buscavam a 
aproximação entre literatura e música, pelo uso 
recorrente de figuras de linguagem, como a 
aliteração (repetições de sons consonantais) e a 
assonância (repetição de sons vocálicos). Para os 
simbolistas, só a sugestão era capaz de levar o 
homem a intuir os mistérios do universo, como a 
existência e a morte. 
 
 Cruz e Sousa foi o grande poeta simbolista brasileiro. 
Os livros Missal (prosa) e Broquéis (poesia), de sua 
autoria, inauguram o Simbolismo no Brasil, em 1893. 
A poesia de Cruz e Sousa foi marcada pelos temas 
da morte, da existência e da religiosidade e pela 
predominância de imagens imprecisas e forte 
musicalidade. Outro autor brasileiro de destaque foi 
Alphonsus de Guimaraens, que tratou 
frequentemente do tema da morte da mulher amada. 
 
Pré-Modernismo 
 
 O nacionalismo foi uma das principais características 
do Pré-Modernismo. Os autores desse período 
literário defendiam a integração nacional ampla e 
generosa e valorizavam os usos e costumes 
brasileiros. Os pré-modernistas também fizeram da 
literatura um instrumento de transformação social, 
elegendo novas personagens (os pobres, de modo 
geral) e denunciando e ironizando a ordem vigente. 
 Com a campanha de Canudos, Euclides da Cunha 
chegou à conclusão: “O sertanejo é, antes de tudo, 
um forte”. Revendo as teorias de superioridade de 
raça e degenerescência social em vigor no começo 
do século XX, o autor de Os Sertões reconheceu a 
força genuína desse homem, vítima da pobreza, da 
desnutrição, do analfabetismo, da doença. 
 
 Policarpo Quaresma, protagonista do romance Triste 
Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, é 
considerado o Dom Quixote brasileiro. Caracteriza- 
-se, a exemplo da personagem do espanhol Miguel 
de Cervantes, por seu idealismo e pela não 
correspondência entre aquilo em que acredita e 
aquilo que de fato é. Policarpo é defensor 
apaixonado das coisas e da gente do Brasil, 
sonhador de um país integrado e generoso. 
Terminará a vida perseguido e desiludido, vítima 
daqueles que sempre usaram o nome da pátria em 
nome de vantagens pessoais. 
 
 Lima Barreto foi um dos defensores da nova atitude 
preconizada pelos escritores pré-modernistas: a 
adoção de uma linguagem mais coloquial, próxima 
do cotidiano da população, contrária ao 
academicismo vigente no Brasil. Por esse motivo, 
Lima Barreto foi acusado, injustamente, de escrever 
em mau português. 
 
 Monteiro Lobato foi também uma das principais 
figuras do Pré-Modernismo. Ele revelou, por meio de 
Jeca Tatu, personagem de conto do livro Urupês, a 
situação de abandono do trabalhador rural e da 
agricultura brasileira. Jeca Tatu era o símbolo do 
caipira pobre, doente e desamparado. Lobato foi 
também precursor de campanhas nacionalistas, 
como a do petróleo brasileiro. 
 
 Augusto dos Anjos foi o maior destaque na poesia do 
período. Publicou uma única obra: Eu. 
 
Modernismo 
 
 Mário de Andrade e Oswald de Andrade foram os 
principais teóricos e articuladores do movimento 
modernista no Brasil, influenciados pelas vanguardas 
artísticas europeias das duas primeiras décadas do 
século XX, com destaque para o Cubismo, o 
Dadaísmo e o Surrealismo. 
 
 Manuel Bandeira é o terceiro grande nome da 
primeira geração do Modernismo brasileiro. O poema 
Poética é uma síntese da nova sensibilidade 
modernista, em oposição ao formalismo e 
academicismo que vigoravam na arte. 
 
 A Semana de Arte Moderna foi o marco inaugural do 
Modernismo no Brasil. Reuniu, no Teatro Municipal 
de São Paulo, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 
1922, os novos artistas brasileiros. A arte moderna 
provocou a reação irada de muitos na plateia, que 
vaiaram. 
 LCT  Português  
 _________________________________________________________________________________________________________________________ 
 
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________________________ 
SEE-AC  Coordenação de Ensino Médio LCT  Português  182 
 O nacionalismo também foi uma das características 
do Modernismo brasileiro, mas com particularidades: 
os modernistas defendiam a cultura brasileira, suas 
tradições mais antigas e originais, sem idealização. 
Era um nacionalismo crítico, capaz de valorizar as 
qualidades brasileiras, como a cultura popular, e 
também de apontar os vícios crônicos do país. 
 
 O romance de 30 foi uma das grandes realizações 
da segunda geração do Modernismo, que vai de 
1930 a 1945. Autores das mais diversas localidades 
do país, como Graciliano Ramos, José Lins do Rego 
e Érico Veríssimo, transformaram a literatura em 
ferramenta de denúncia social, retratando problemas 
da vida brasileira sem idealização, como retirantes 
da seca. Empregaram linguagem que incorpora o 
vocabulário e a sintaxe de suas personagens. 
 
 Vidas Secas (1938), de Graciliano Ramos, é a obra 
mais popular da segunda geração do Modernismo (e 
também a inspiração para um clássico do cinema 
brasileiro, dirigido por Nelson Pereira dos Santos e 
lançado em 1963). Revela a miséria de uma família 
nordestina que foge da seca. Graciliano utilizou 
linguagem concisa e direta, sem floreios, para 
mimetizar a secura da vida sertaneja. Um dos 
destaques da obra é o uso do discurso indireto livre, 
que cria o efeito de monólogo interior e aproxima o 
leitor dos dramas das personagens. Além disso, o 
emprego das linguagens antropomórfica e 
zoomórfica coloca homens e animais no mesmo 
plano; ainda mais: animaliza os homens e humaniza 
os animais, em especial a cadela Baleia. 
 
 O ciclo da cana-de-açúcar foi o grande tema de José 
Lins do Rego. Seus romances retrataram a vida nos 
engenhos do Nordeste e as oposições entre a casa- 
-grande e a senzala. O livro que fecha o ciclo, Fogo 
Morto, de 1943, mostra a derrocada do modo de 
produção tradicional do açúcar, com a 
industrialização e a chegada do sistema produtivo 
das usinas. No Rio Grande do Sul, Érico Veríssimo 
narrou a conturbada formação de seu estado, no 
épico O Tempo e o Vento. Enquanto isso, seu 
conterrâneo Dyonélio Machado se ocupou de temas 
urbanos, de cunho psicológico. 
 
 A poesia de Carlos Drummond de Andrade lançou o 
tema do gauchismo, isto é, do eu-lírico que não se 
encaixa no mundo, vive em total descompasso com 
ele. Seu livro de estreia, Alguma Poesia, de 1930, 
representa essa fase gauche. Drummond foi também 
o poeta engajado socialmente, como nas obras 
Sentimento do Mundo e A Rosa do Povo. Depois,adotou postura mais reflexiva, metafísica e filosófica, 
como em Claro Enigma. A fase final de sua obra 
poética é memorialista, como em Boitempo I e II. 
 
 A pesquisa estética foi uma das principais 
características da terceira fase do Modernismo 
brasileiro, a Geração de 45. Os autores do período 
acompanham conquistas das gerações anteriores, 
mas inovam nas formas artísticas de expressão. 
 
 Foi o alcance dado ao sertão de Minas Gerais o 
grande destaque da obra do escritor João Guimarães 
Rosa, principalmente em Grande Sertão: Veredas. 
As questões em jogo no livro, como amor, amizade e 
traição, dizem respeito a todos, independentemente 
de serem vividas por jagunços. 
 
 Metalinguagem e fluxo de consciência são duas 
características que distinguem a obra de Clarice 
Lispector. O fluxo de consciência permite o 
aprofundamento do exame psicológico da 
personagem, levando o leitor para a “mente” delas. 
 
 João Cabral de Melo Neto foi o principal 
representante da poesia do Modernismo da Geração 
de 45. É reconhecido pelo estilo conciso e pelo apuro 
formal de seus versos. 
 
********** ATIVIDADES 1 ********** 
 
1. (ENEM-MEC) 
 
 Soneto 
 
Já da morte o palor me cobre o rosto, 
Nos lábios meus o alento desfalece, 
Surda agonia o coração fenece, 
E devora meu ser mortal desgosto! 
 
Do leito embalde no macio encosto 
Tento o sono reter!… já esmorece 
O corpo exausto que o repouso esquece… 
Eis o estado em que a mágoa me tem posto! 
 
O adeus, o teu adeus, minha saudade, 
Fazem que insano do viver me prive 
E tenha os olhos meus na escuridade. 
 
Dá-me a esperança com que o ser mantive! 
Volve ao amante os olhos por piedade, 
Olhos por quem viveu quem já não vive! 
 
AZEVEDO, A. Obra completa. Rio de 
Janeiro: Nova Aguilar, 2000. 
 
O núcleo temático do soneto citado é típico da segunda 
geração romântica, porém configura um lirismo que o 
projeta para além desse momento específico. O 
fundamento desse lirismo é 
 
(A) a angústia alimentada pela constatação da 
irreversibilidade da morte. 
(B) a melancolia que frustra a possibilidade de reação 
diante da perda. 
(C) o descontrole das emoções provocado pela 
autopiedade. 
(D) o desejo de morrer como alívio para a desilusão 
amorosa. 
(E) o gosto pela escuridão como solução para o 
sofrimento. 
 LCT  Português  
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SEE-AC  Coordenação de Ensino Médio LCT  Português  183 
2. (ENEM-MEC) 
 
 Pobre Isaura! Sempre e em toda parte esta contínua 
importunação de senhores e de escravos, que não a 
deixam sossegar um só momento! Como não devia viver 
aflito e atribulado aquele coração! Dentro de casa 
contava ela quatro inimigos, cada qual mais porfiado em 
roubar-lhe a paz da alma, e torturar-lhe o coração: três 
amantes, Leôncio, Belchior, e André, e uma êmula 
terrível e desapiedada, Rosa. Fácil lhe fora repelir as 
importunações e insolências dos escravos e criados; mas 
que seria dela, quando viesse o senhor?!... 
 
GUIMARÃES, B. A escrava Isaura. São Paulo: 
Ática, 1995 (adaptado). 
 
A personagem Isaura, como afirma o título do romance, 
era uma escrava. No trecho apresentado, os sofrimentos 
por que passa a protagonista 
 
(A) assemelham-se aos das demais escravas do país, o 
que indica o estilo realista da abordagem do tema da 
escravidão pelo autor do romance. 
(B) demonstram que, historicamente, os problemas 
vividos pelas escravas brasileiras, como Isaura, eram 
mais de ordem sentimental do que física. 
(C) diferem dos que atormentavam as demais escravas 
do Brasil do século XIX, o que revela o caráter 
idealista da abordagem do tema pelo autor do 
romance. 
(D) indicam que, quando o assunto era o amor, as 
escravas brasileiras, de acordo com a abordagem 
lírica do tema pelo autor, eram tratadas como as 
demais mulheres da sociedade. 
(E) revelam a condição degradante das mulheres 
escravas no Brasil, que, como Isaura, de acordo com 
a denúncia feita pelo autor, eram importunadas e 
torturadas fisicamente pelos seus senhores. 
 
3. (ENEM-MEC) 
 
O sertão e o sertanejo 
 
 Ali começa o sertão chamado bruto. Nesses campos, 
tão diversos pelo matiz das cores, o capim crescido e 
ressecado pelo ardor do sol transforma-se em vicejante 
tapete de relva, quando lavra o incêndio que algum 
tropeiro, por acaso ou mero desenfado, ateia com uma 
faúlha do seu isqueiro. Minando à surda na touceira, 
queda a vívida centelha. Corra daí a instantes qualquer 
aragem, por débil que seja, e levanta-se a língua de fogo 
esguia e trêmula, como que a contemplar medrosa e 
vacilante os espaços imensos que se alongam diante 
dela. O fogo, detido em pontos, aqui, ali, a consumir com 
mais lentidão algum estorvo, vai aos poucos morrendo 
até se extinguir de todo, deixando como sinal da 
avassaladora passagem o alvacento lençol, que lhe foi 
seguindo os velozes passos. Por toda a parte melancolia; 
de todos os lados tétricas perspectivas. É cair, porém, 
daí a dias copiosa chuva, e parece que uma varinha de 
fada andou por aqueles sombrios recantos a traçar às 
pressas jardins encantados e nunca vistos. Entra tudo 
num trabalho íntimo de espantosa atividade. Transborda 
a vida. 
 
TAUNAY, A. Inocência. São Paulo: 
Ática, 1993 (adaptado). 
 
O romance romântico teve fundamental importância na 
formação da ideia de nação. Considerando o trecho 
acima, é possível reconhecer que uma das principais e 
permanentes contribuições do Romantismo para 
construção da identidade da nação é a 
 
(A) possibilidade de apresentar uma dimensão 
desconhecida da natureza nacional, marcada pelo 
subdesenvolvimento e pela falta de perspectiva de 
renovação. 
(B) consciência da exploração da terra pelos 
colonizadores e pela classe dominante local, o que 
coibiu a exploração desenfreada das riquezas 
naturais do país. 
(C) construção, em linguagem simples, realista e 
documental, sem fantasia ou exaltação, de uma 
imagem da terra que revelou o quanto é grandiosa a 
natureza brasileira. 
(D) expansão dos limites geográficos da terra, que 
promoveu o sentimento de unidade do território 
nacional e deu a conhecer os lugares mais distantes 
do Brasil aos brasileiros. 
(E) valorização da vida urbana e do progresso, em 
detrimento do interior do Brasil, formulando um 
conceito de nação centrado nos modelos da 
nascente burguesia brasileira. 
 
4. (ENEM-MEC) 
 
No trecho a seguir, o narrador, ao descrever a 
personagem, critica sutilmente um outro estilo de época: 
o Romantismo. 
 
 Naquele tempo contava apenas uns quinze ou 
dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da 
nossa raça, e, com certeza, a mais voluntariosa.Não 
digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as 
mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que 
o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às 
sardas e espinhas; mas também não digo que lhe 
maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era 
bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele 
feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro 
indivíduo, para os fins secretos da criação. 
 
Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 
Rio de Janeiro: Jackson,1957. 
 
A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador 
ao Romantismo está transcrita na alternativa: 
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(A) “... o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos 
às sardas e espinhas...” 
(B) “... era talvez a mais atrevida criatura da nossa 
raça...” 
(C) “Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia 
daquele feitiço, precário e eterno...” 
(D) “Naquele tempo contava apenas uns quinze ou 
dezesseis anos...” 
(E) “... o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins 
secretos da criação.” 
 
5. (ENEM-MEC) 
 
Capítulo III 
 
 Um criado trouxe o café. Rubião pegou na xícara e, 
enquanto lhe deitava açúcar, ia disfarçadamente mirando 
a bandeja, que era de prata lavrada. Prata, ouro, eram os 
metais que amava de coração; não gostava de bronze, 
mas o amigo Palha disse-lhe que era matéria de preço, e 
assim se explica este par de figuras que aqui está na 
sala: um Mefistófeles e um Fausto. Tivesse, porém, de 
escolher, escolheria a bandeja, – primor de argentaria, 
execução fina e acabada. O criado esperava teso e sério. 
Era espanhol; e não foi sem resistência que Rubião o 
aceitou das mãos de Cristiano; por mais que lhe dissesse 
que estava acostumado aos seus crioulos de Minas, e 
não queria línguas estrangeiras em casa, o amigo Palha 
insistiu, demonstrando-lhe a necessidade de ter criados 
brancos. Rubião cedeu com pena. O seu bom pajem, que 
ele queria pôr na sala, como um pedaço da província, 
nem o pôde deixar na cozinha, onde reinava um francês, 
Jean; foi degradado a outros serviços. 
 
ASSIS, M. Quincas Borba. In: Obra completa. V. 1. 
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993 (fragmento). 
 
Quincas Borba situa-se entre as obras-primas do autor e 
da literatura brasileira. No fragmento apresentado, a 
peculiaridade do texto que garante a universalização de 
sua abordagem reside 
 
(A) no conflito entre o passado pobre e o presente rico, 
que simboliza o triunfo da aparência sobre a 
essência. 
(B) no sentimento de nostalgia do passado devido à 
substituição da mão de obra escrava pela dos 
imigrantes. 
(C) na referência a Fausto e Mefistófeles, que 
representam o desejo de eternização de Rubião. 
(D) na admiração dos metais por parte de Rubião, que 
metaforicamente representam a durabilidade dos 
bens produzidos pelo trabalho. 
(E) na resistência de Rubião aos criados estrangeiros, 
que reproduz o sentimento de xenofobia. 
6. (ENEM-MEC) 
 
 Cárcere das almas 
 
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa, 
Soluçando nas trevas, entre as grades 
Do calabouço olhando imensidades, 
Mares, estrelas, tardes, natureza. 
 
Tudo se veste de uma igual grandeza 
Quando a alma entre grilhões as liberdades 
Sonha e, sonhando, as imortalidades 
Rasga no etéreo o Espaço da Pureza. 
 
Ó almas presas, mudas e fechadas 
Nas prisões colossais e abandonadas, 
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo! 
 
Nesses silêncios solitários, graves, 
que chaveiro do Céu possui as chaves 
para abrir-vos as portas do Mistério?! 
 
CRUZ E SOUSA, J. Poesia completa. Florianópolis: 
Fundação Catarinense de Cultura / Fundação 
Banco do Brasil, 1993. 
 
Os elementos formais e temáticos relacionados ao 
contexto cultural do Simbolismo encontrados no poema 
Cárcere das almas, de Cruz e Sousa, são 
 
(A) a opção pela abordagem, em linguagem simples e 
direta, de temas filosóficos. 
(B) a prevalência do lirismo amoroso e intimista em 
relação à temática nacionalista. 
(C) o refinamento estético da forma poética e o 
tratamento metafísico de temas universais. 
(D) a evidente preocupação do eu-lírico com a realidade 
social expressa em imagens poéticas inovadoras. 
(E) a liberdade formal da estrutura poética que dispensa 
a rima e a métrica tradicionais em favor de temas do 
cotidiano. 
________________________________________________ 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7. (ENEM-MEC) 
 
Texto 1 
 
 O Morcego 
 
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho. 
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede: 
Na bruta ardência orgânica da sede, 
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho. 
 
“Vou mandar levantar outra parede...” 
Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho 
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho, 
Circularmente sobre a minha rede! 
 
Pego de um pau. Esforços faço. Chego 
A tocá-lo. Minh’alma se concentra. 
Que ventre produziu tão feio parto?! 
 
A Consciência Humana é este morcego! 
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra 
Imperceptivelmente em nosso quarto! 
 
ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1994. 
 
Texto 2 
 
 O lugar-comum em que se converteu a imagem de um 
poeta doentio, com o gosto do macabro e do horroroso, 
dificulta que se veja, na obra de Augusto dos Anjos, o 
olhar clínico, o comportamento analítico, até mesmo 
certa frieza, certa impessoalidade científica. 
 
CUNHA, F. Romantismo e modernidade na poesia. 
Rio de Janeiro: Cátedra, 1988 (adaptado). 
 
Em consonância com os comentários do texto 2 acerca 
da poética de Augustodos Anjos, o poema O Morcego 
apresenta-se, enquanto percepção do mundo, como 
forma estética capaz de 
 
(A) reencantar a vida pelo mistério com que os fatos 
banais são revestidos na poesia. 
(B) expressar o caráter doentio da sociedade moderna 
por meio do gosto pelo macabro. 
(C) representar realisticamente as dificuldades do 
cotidiano sem associá-lo a reflexões de cunho 
existencial. 
(D) abordar dilemas humanos universais a partir de um 
ponto de vista distanciado e analítico acerca do 
cotidiano. 
(E) conseguir a atenção do leitor pela inclusão de 
elementos das histórias de horror e suspense na 
estrutura lírica da poesia. 
Textos para as questões 8 e 9. 
 
 O canto do guerreiro 
 
Aqui na floresta 
Dos ventos batida, 
Façanhas de bravos 
Não geram escravos, 
Que estimem a vida 
Sem guerra e lidar. 
— Ouvi-me, Guerreiros, 
— Ouvi meu cantar. 
 
Valente na guerra, 
Quem há, como eu sou? 
Quem vibra o tacape 
Com mais valentia? 
Quem golpes daria 
Fatais, como eu dou? 
— Guerreiros, ouvi-me; 
— Quem há, como eu sou? 
 
(Gonçalves Dias) 
 
Macunaíma 
(Epílogo) 
 
 Acabou-se a história e morreu a vitória. 
 Não havia mais ninguém lá. Dera tangolomângolo na 
tribo Tapanhumas e os filhos dela se acabaram de um 
em um. Não havia mais ninguém lá. Aqueles lugares, 
aqueles campos, furos puxadouros arrastadouros meios-
barrancos, aqueles matos misteriosos, tudo era solidão 
do deserto... Um silêncio imenso dormia à beira do rio 
Uraricoera. Nenhum conhecido sobre a terra não sabia 
nem falar da tribo nem contar aqueles casos tão 
pançudos. Quem podia saber do Herói? 
 
(Mário de Andrade) 
 
8. (ENEM-MEC) 
 
A leitura comparativa dos dois textos acima indica que 
 
(A) ambos têm como tema a figura do indígena brasileiro 
apresentada de forma realista e heróica, como 
símbolo máximo do nacionalismo romântico. 
(B) a abordagem da temática adotada no texto escrito 
em versos é discriminatória em relação aos povos 
indígenas do Brasil. 
(C) as perguntas “— Quem há, como eu sou?” (1.º texto) 
e “Quem podia saber do Herói?” (2.º texto) 
expressam diferentes visões da realidade indígena 
brasileira. 
(D) o texto romântico, assim como o modernista, aborda 
o extermínio dos povos indígenas como resultado do 
processo de colonização no Brasil. 
(E) os versos em primeira pessoa revelam que os 
indígenas podiam expressar-se poeticamente, mas 
foram silenciados pela colonização, como demonstra 
a presença do narrador, no segundo texto. 
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9. (ENEM-MEC) 
 
Considerando-se a linguagem desses dois textos, 
verifica-se que 
 
(A) a função da linguagem centrada no receptor está 
ausente tanto no primeiro quanto no segundo texto. 
(B) a linguagem utilizada no primeiro texto é coloquial, 
enquanto, no segundo, predomina a linguagem 
formal. 
(C) há, em cada um dos textos, a utilização de pelo 
menos uma palavra de origem indígena. 
(D) a função da linguagem, no primeiro texto, centra-se 
na forma de organização da linguagem e, no 
segundo, no relato de informações reais. 
(E) a função da linguagem centrada na primeira pessoa, 
predominante no segundo texto, está ausente no 
primeiro. 
 
10. (ENEM-MEC) 
 
 Erro de português 
 
Quando o português chegou 
Debaixo de uma bruta chuva 
Vestiu o índio 
Que pena! 
Fosse uma manhã de Sol 
O índio tinha despido 
O português. 
 
Oswald de Andrade. Poesias reunidas. Rio 
de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. 
 
O primitivismo observável no poema acima, de Oswald 
de Andrade, caracteriza de forma marcante 
 
(A) o regionalismo do Nordeste. 
(B) o concretismo paulista. 
(C) a poesia Pau-Brasil. 
(D) o simbolismo pré-modernista. 
(E) o tropicalismo baiano. 
 
11. (ENEM-MEC) 
 
 Namorados 
 
O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: 
— Antônia, ainda não me acostumei com o seu 
 [ corpo, com a sua cara. 
A moça olhou de lado e esperou. 
— Você não sabe quando a gente é criança e de 
 [ repente vê uma lagarta listrada? 
A moça se lembrava: 
— A gente fica olhando... 
A meninice brincou de novo nos olhos dela. 
O rapaz prosseguiu com muita doçura: 
— Antônia, você parece uma lagarta listrada. 
A moça arregalou os olhos, fez exclamações. 
O rapaz concluiu: 
— Antônia, você é engraçada! Você parece louca. 
 
Manuel Bandeira. Poesia completa & prosa. 
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985. 
No poema de Bandeira, importante representante da 
poesia modernista, destaca-se como característica da 
escola literária dessa época 
 
(A) a reiteração de palavras como recurso de construção 
de rimas ricas. 
(B) a utilização expressiva da linguagem falada em 
situações do cotidiano. 
(C) a criativa simetria de versos para reproduzir o ritmo 
do tema abordado. 
(D) a escolha do tema do amor romântico, caracterizador 
do estilo literário dessa época. 
(E) o recurso ao diálogo, gênero discursivo típico do 
Realismo. 
 
12. (ENEM-MEC) 
 
Murilo Mendes, em um de seus poemas, dialoga com a 
carta de Pero Vaz de Caminha. 
 
A terra é mui graciosa, 
Tão fértil eu nunca vi. 
A gente vai passear, 
No chão espeta um caniço, 
No dia seguinte nasce 
Bengala de castão de oiro. 
Tem goiabas, melancias, 
Banana que nem chuchu. 
Quanto aos bichos, tem-nos muito, 
De plumagens mui vistosas. 
Tem macaco até demais 
Diamantes tem à vontade 
Esmeralda é para os trouxas. 
Reforçai, Senhor, a arca, 
Cruzados não faltarão, 
Vossa perna encanareis, 
Salvo o devido respeito. 
Ficarei muito saudoso 
Se for embora daqui. 
 
Murilo Mendes. Murilo Mendes — poesia completa 
e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. 
 
Arcaísmos e termos coloquiais misturam-se nesse 
poema, criando um efeito de contraste, como ocorre em 
 
(A) “A terra é mui graciosa” / “Tem macaco até demais”. 
(B) “Salvo o devido respeito” / “Reforçai, Senhor, a arca”. 
(C) “A gente vai passear” / “Ficarei muito saudoso”. 
(D) “De plumagens mui vistosas” / “Bengala de castão de 
oiro”. 
(E) “No chão espeta um caniço” / “Diamantes tem à 
vontade”. 
________________________________________________ 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
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13. (ENEM-MEC) 
 
No poema “Procura da poesia”, Carlos Drummond de 
Andrade expressa a concepção estética de se fazer com 
palavras o que o escultor Michelângelo fazia com 
mármore. O fragmento abaixo exemplifica essa 
afirmação. 
 
 (...) 
 Penetra surdamente no reino das palavras. 
 Lá estão os poemas que esperam ser escritos. 
 (...) 
 Chega mais perto e contempla as palavras. 
 Cada uma 
 tem mil faces secretas sob a face neutra 
 e te pergunta, sem interesse pela resposta, 
 pobre ou terrível, que lhe deres: 
 trouxeste a chave? 
 
Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo. 
Rio de Janeiro: Record, 1997, p. 13-14. 
 
Esse fragmento poético ilustra o seguinte tema constante 
entre autores modernistas: 
 
(A) a nostalgia do passado colonialista revisitado. 
(B) a preocupação com o engajamento político e social 
da literatura. 
(C) o trabalho quase artesanal com as palavras, 
despertando sentidos novos. 
(D) a produção de sentidos herméticos na busca da 
perfeição poética. 
(E) a contemplação da natureza brasileira na perspectiva 
ufanista da pátria. 
 
14. (ENEM-MEC) 
 
Texto I 
 
 Agora Fabiano conseguia arranjar as ideias. O que o 
segurava era a família. Vivia preso como um novilho 
amarrado ao mourão, suportando ferro quente. Se não 
fosse isso, um soldado amarelo não lhe pisava o pé não. 
(...) Tinha aqueles cambões pendurados ao pescoço. 
Deveria continuar a arrastá-los? Sinha Vitória dormia mal 
na cama de varas. Os meninos eram uns brutos, como o 
pai. Quando crescessem, guardariam as reses de um 
patrão invisível, seriam pisados, maltratados, 
machucados por um soldado amarelo. 
 
Graciliano Ramos. Vidas Secas. São Paulo: 
Martins, 23.ª ed., 1969, p. 75. 
 
Texto II 
 
 Para Graciliano, o roceiro pobre é um outro, 
enigmático, impermeável. Não há solução fácil para uma 
tentativa de incorporação dessa figura no campo da 
ficção. É lidando com o impasse, ao invés de fáceis 
soluções, que Graciliano vai criar Vidas Secas, 
elaborando uma linguagem, uma estrutura romanesca, 
uma constituição de narrador em que narrador e criaturas 
se tocam, mas não se identificam. Em grande medida, o 
debate acontece porque, para a intelectualidade 
brasileira naquele momento, o pobre, a despeito de 
aparecer idealizado em certos aspectos, ainda é visto 
como um ser humano de segunda categoria, simples 
demais, incapaz de ter pensamentos demasiadamente 
complexos. O que Vidas Secas faz é, com pretenso não 
envolvimento da voz que controla a narrativa, dar conta 
de uma riqueza humana de que essas pessoas seriam 
plenamente capazes. 
 
Luís Bueno. Guimarães, Clarice e antes. In: Teresa. 
São Paulo: USP, n.º 2, 2001, p. 254. 
 
A partir do trecho de Vidas Secas (texto I) e das 
informações do texto II, relativas às concepções artísticas 
do romance social de 1930, avalie as seguintes 
afirmativas. 
 
I. O pobre, antes tratado de forma exótica e 
folclórica pelo regionalismo pitoresco, 
transforma-se em protagonista privilegiado do 
romance social de 30. 
 
II. A incorporação do pobre e de outros 
marginalizados indica a tendência da ficção 
brasileira da década de 30 de tentar superar a 
grande distância entre o intelectual e as 
camadas populares. 
 
III. Graciliano Ramos e os demais autores da 
década de 30 conseguiram, com suas obras, 
modificar a posição social do sertanejo na 
realidade nacional. 
 
É correto apenas o que se afirma em 
 
(A) I. 
(B) II. 
(C) III. 
(D) I e II. 
(E) II e III. 
 
15. (ENEM-MEC) 
 
 No decênio de 1870, Franklin Távora defendeu a tese 
de que no Brasil havia duas literaturas independentes 
dentro da mesma língua: uma do Norte e outra do Sul, 
regiões segundo ele muito diferentes por formação 
histórica, composição étnica, costumes, modismos 
linguísticos etc. Por isso, deu aos romances regionais 
que publicou o título geral de Literatura do Norte. Em 
nossos dias, um escritor gaúcho, Viana Moog, procurou 
mostrar com bastante engenho que no Brasil há, em 
verdade, literaturas setoriais diversas, refletindo as 
características locais. 
 
CANDIDO, A. A nova narrativa. A educação pela noite e 
outros ensaios. São Paulo: Ática, 2003. 
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Com relação à valorização, no romance regionalista 
brasileiro, do homem e da paisagem de determinadas 
regiões nacionais, sabe-se que 
 
(A) o romance do Sul do Brasil se caracteriza pela 
temática essencialmente urbana, colocando em 
relevo a formação do homem por meio da mescla de 
características locais e dos aspectos culturais 
trazidos de fora pela imigração europeia. 
(B) José de Alencar, representante, sobretudo, do 
romance urbano, retrata a temática da urbanização 
das cidades brasileiras e das relações conflituosas 
entre as raças. 
(C) o romance do Nordeste caracteriza-se pelo 
acentuado realismo no uso do vocabulário, pelo 
temário local, expressando a vida do homem em face 
da natureza agreste, e assume frequentemente o 
ponto de vista dos menos favorecidos. 
(D) a literatura urbana brasileira, da qual um dos 
expoentes é Machado de Assis, põe em relevo a 
formação do homem brasileiro, o sincretismo 
religioso, as raízes africanas e indígenas que 
caracterizam o nosso povo. 
(E) Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz, Simões Lopes 
Neto e Jorge Amado são romancistas das décadas 
de 30 e 40 do século XX, cuja obra retrata a 
problemática do homem urbano em confronto com a 
modernização do país promovida pelo Estado Novo. 
 
16. (ENEM-MEC) 
 
Texto I 
 
 Logo depois transferiram para o trapiche o depósito 
dos objetos que o trabalho do dia lhes proporcionava. 
Estranhas coisas entraram então para o trapiche. Não 
mais estranhas, porém, que aqueles meninos, moleques 
de todas as cores e de idades as mais variadas, desde 
os nove aos dezesseis anos, que à noite se estendiam 
pelo assoalho e por debaixo da ponte e dormiam, 
indiferentes ao vento que circundava o casarão uivando, 
indiferentesà chuva que muitas vezes os lavava, mas 
com os olhos puxados para as luzes dos navios, com os 
ouvidos presos às canções que vinham das 
embarcações... 
 
AMADO, J. Capitães da Areia. São Paulo: Companhia 
das Letras, 2008 (fragmento). 
 
Texto II 
 
 À margem esquerda do rio Belém, nos fundos do 
mercado de peixe, ergue-se o velho ingazeiro – ali os 
bêbados são felizes. Curitiba os considera animais 
sagrados, provê as suas necessidades de cachaça e 
pirão. No trivial contentavam-se com as sobras do 
mercado. 
 
TREVISAN, D. 35 noites de paixão: contos escolhidos. 
Rio de Janeiro: BestBolso, 2009 (fragmento). 
Sob diferentes perspectivas, os fragmentos citados são 
exemplos de uma abordagem literária recorrente na 
literatura brasileira do século XX. Em ambos os textos, 
 
(A) a linguagem afetiva aproxima os narradores dos 
personagens marginalizados. 
(B) a ironia marca o distanciamento dos narradores em 
relação aos personagens. 
(C) o detalhamento do cotidiano dos personagens revela 
a sua origem social. 
(D) o espaço onde vivem os personagens é uma das 
marcas de sua exclusão. 
(E) a crítica à indiferença da sociedade pelos 
marginalizados é direta. 
 
17. (ENEM-MEC) 
 
Após estudar na Europa, Anita Malfatti retornou ao Brasil 
com uma mostra que abalou a cultura nacional do início 
do século XX. Elogiada por seus mestres na Europa, 
Anita se considerava pronta para mostrar seu trabalho no 
Brasil, mas enfrentou as duras críticas de Monteiro 
Lobato. Com a intenção de criar uma arte que 
valorizasse a cultura brasileira, Anita Malfatti e outros 
artistas modernistas 
 
(A) buscaram libertar a arte brasileira das normas 
acadêmicas europeias, valorizando as cores, a 
originalidade e os temas nacionais. 
(B) defenderam a liberdade limitada de uso da cor, até 
então utilizada de forma irrestrita, afetando a criação 
artística nacional. 
(C) representaram a ideia de que a arte deveria copiar 
fielmente a natureza, tendo como finalidade a prática 
educativa. 
(D) mantiveram de forma fiel a realidade nas figuras 
retratadas, defendendo uma liberdade artística ligada 
à tradição acadêmica. 
(E) buscaram a liberdade na composição de suas 
figuras, respeitando limites de temas abordados. 
 
18. (ENEM-MEC) 
 
O poema abaixo pertence à poesia concreta brasileira. O 
termo latino de seu título significa “epitalâmio”, poema ou 
canto em homenagem aos que se casam. 
 
 
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Considerando que símbolos e sinais são utilizados 
geralmente para demonstrações objetivas, ao serem 
incorporados no poema “Epithalamium - II”, 
 
(A) adquirem novo potencial de significação. 
(B) eliminam a subjetividade do poema. 
(C) opõem-se ao tema principal do poema. 
(D) invertem seu sentido original. 
(E) tornam-se confusos e equivocados. 
 
19. (ENEM-MEC) 
 
Quem não passou pela experiência de estar lendo um 
texto e defrontar-se com passagens já lidas em outros? 
Os textos conversam entre si em um diálogo constante. 
Esse fenômeno tem a denominação de intertextualidade. 
Leia os seguintes textos: 
 
I. Quando nasci, um anjo torto 
Desses que vivem na sombra 
Disse: Vai Carlos! Ser “gauche” na vida 
 
Carlos Drummond de Andrade. Alguma 
poesia. Rio de Janeiro: Aguilar, 1964. 
 
II. Quando nasci veio um anjo safado 
O chato dum querubim 
E decretou que eu tava predestinado 
A ser errado assim 
Já de saída a minha estrada entortou 
Mas vou até o fim. 
 
Chico Buarque. Letra e Música. 
São Paulo: Cia. das Letras, 1989. 
 
III. Quando nasci um anjo esbelto 
Desses que tocam trombeta, anunciou: 
Vai carregar bandeira. 
Carga muito pesada pra mulher 
Esta espécie ainda envergonhada. 
 
Adélia Prado. Bagagem. Rio 
de Janeiro: Guanabara, 1986. 
 
Adélia Prado e Chico Buarque estabelecem 
intertextualidade, em relação a Carlos Drummond de 
Andrade, por 
 
(A) reiteração de imagens. 
(B) oposição de ideias. 
(C) falta de criatividade. 
(D) negação dos versos. 
(E) ausência de recursos. 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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********** ATIVIDADES 2 ********** 
 
 
 
 
C8 
Compreender e usar a língua portuguesa como 
língua materna, geradora de significação e 
integradora da organização do mundo e da própria 
identidade. 
 
H27 
Reconhecer os usos da norma-padrão da língua 
portuguesa nas diferentes situações de comunicação. 
 
Observe o anúncio publicitário abaixo, publicado na 
revista Le lis blanc (São Paulo, dez. 2004), e responda às 
duas próximas questões. 
 
 
saia de saia 
 
Sim, elas estão com tudo: 
com flores imensas ou bem miúdas, 
lisas, com pregas, rodadas e muito balanço 
 
 
20. (ENEM-MEC) 
 
No anúncio publicitário acima, ocorreu um caso de 
homonímia perfeita, ou seja, palavras de mesma grafia, 
mesma pronúncia, sentidos diferentes. 
 
Assinale, dentre os itens seguintes, aqueles que 
possuem a mesma caracterização semântica e depois 
marque a alternativa adequada. 
 
I. A dança de acasalamento do animal lembra a 
maneira como o jovem dança neste momento. 
 
II. A taxa cobrada pelo serviço taxa apenas as 
pessoas de baixa renda. 
 
III. O primeiro passo é dirigir-se ao paço municipal 
para receber as orientações. 
 
IV. Os devotos de São Tomás de Aquino são 
extremamente fervorosos. 
 
V. Na Capital Federal, a descriminação do senador 
gerou manifestações contra a discriminaçãodas 
pessoas. 
 
(A) Há homônimos perfeitos apenas nos itens I e II. 
(B) Há homônimos perfeitos apenas nos itens I, II e III. 
(C) Há homônimos perfeitos apenas nos itens II, III e IV. 
(D) Há homônimos perfeitos apenas nos itens I, II e IV. 
(E) Há homônimos perfeitos em todos os itens. 
 
21. (ENEM-MEC) 
 
Tendo como referência o anúncio publicitário acima, 
marque V (verdadeiro) ou F (falso) para as proposições 
abaixo. 
 
I. A preposição “com”, utilizada no texto 
publicitário, orienta para uma relação semântica 
de conteúdo, sendo que a expressão “estão com 
tudo” pode ser substituída por “possuem” sem 
que se prejudiquem a coerência e a correção 
gramatical do texto. 
II. No texto, o termo “rodadas” foi mal empregado, 
uma vez que não mantém o paralelismo da 
enumeração introduzida pelos dois-pontos, não 
admitindo a preposição “com” na ligação com 
seu termo regente. 
 
III. No texto, os termos “imensas” e “miúdas” são 
considerados antônimos, já que expressam 
características opostas, em que um pode ser 
empregado pelo oposto do outro. 
 
Assinale a alternativa correta. 
 
(A) Apenas a proposição I é verdadeira. 
(B) Apenas a proposição III é verdadeira. 
(C) Apenas as proposições II e III são verdadeiras. 
(D) Apenas as proposições I e III são verdadeiras. 
(E) Todas as proposições são verdadeiras. 
 
22. (ENEM-MEC) 
 
A figura a seguir trata da “taxa de desocupação” no 
Brasil, ou seja, a proporção de pessoas desocupadas em 
relação à população economicamente ativa de uma 
determinada região em um recorte de tempo. 
 
 
 
Disponível em: < http://www.ibge.gov.br > (adaptado). 
 
A norma-padrão da língua portuguesa está respeitada, 
na interpretação do gráfico, em: 
 
(A) Durante o ano de 2008, foi em geral decrescente a 
taxa de desocupação no Brasil. 
(B) Nos primeiros meses de 2009, houveram acréscimos 
na taxa de desocupação. 
(C) Em 12/2008, por ocasião das festas, a taxa de 
desempregados foram reduzidos. 
(D) A taxa de pessoas desempregadas em 04/08 e 
02/09, é estatisticamente igual: 8,5. 
(E) Em março de 2009 as taxas tenderam à piorar: 9 
entre 100 pessoas desempregadas. 
________________________________________________ 
*Anotações* 
 
 
 
 
 
 LCT  Português  
 _________________________________________________________________________________________________________________________ 
 
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________________________ 
SEE-AC  Coordenação de Ensino Médio LCT  Português  191 
 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO 
 
ABAURRE, Maria Luíza M. et alii. Português: contexto, 
interlocução e sentido. São Paulo: Moderna, 2008. 3 v. 
 
ABRIL. Guia do estudante – História 2011: vestibular + 
Enem. São Paulo: Abril, 2010. 
 
_____ . Guia do estudante – Curso preparatório Enem 2011 
– Linguagens e Códigos. São Paulo: Abril, 2011. 5 v. 
 
_____ . Guia do estudante – Curso preparatório Enem 2011 
– Ciências da Natureza. São Paulo: Abril, 2011. 6 v. 
 
_____ . Guia do estudante – Curso preparatório Enem 2011 
– Ciências Humanas. São Paulo: Abril, 2011. 3 v. 
 
_____ . Guia do estudante – Curso preparatório Enem 2011 
– Matemática. São Paulo: Abril, 2011. 4 v. 
 
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário 
ortográfico da língua portuguesa. 5.ª ed. São Paulo: Global, 
2009. 
 
ACRE. Guia de apoio Enem 2008: redação. Rio Branco: 
Secretaria de Estado de Educação, 2008. 
 
AMABIS, José M.; MARTHO, Gilberto R. Biologia: ensino 
médio. 3.ª ed. São Paulo: Moderna, 2009. 3 v. 
 
AZEREDO, José Carlos de. Gramática Houaiss da língua 
portuguesa. 2.ª ed. São Paulo: Publifolha, 2008. 
 
BRASIL. Ministério da Educação; Instituto Nacional de 
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira; Diretoria 
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Pedagógico – Exame Nacional do Ensino Médio. Brasília: 
MEC/Inep/DACC, edições de 1998 a 2010. 
 
JÚNIOR, Francisco Ramalho; FERRARO, Nicolau Gilberto; 
TOLEDO, Paulo Antônio de. Os fundamentos da física. 10.ª 
ed. São Paulo: Moderna, 2009. 3 v. 
 
PAIVA, Manoel Rodrigues. Matemática: ensino médio. 2.ª 
ed. São Paulo: Moderna, 2010. 3 v. 
 
PERUZZO, Francisco M.; CANTO, Eduardo Leite do. 
Química na abordagem do cotidiano. 5.ª ed. São Paulo: 
Moderna, 2009. 3 v. 
 
TERRA, Lygia; ARAÚJO, Regina; GUIMARÃES, Raul 
Borges. Conexões: estudos de geografia geral e do Brasil. 
2.ª ed. São Paulo: Moderna, 2010. 
 
 SITES 
 
http://www.inep.gov.br 
 
http://www.google.com.br 
 
http://www.uol.com.br 
 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO 
COORDENAÇÃO DE ENSINO MÉDIO 
 
 
______________ 
ORGANIZAÇÃO 
 
BIOLOGIA 
José Ribamar de Sousa Ferreira 
 
QUÍMICA 
Daniel José Ruiz Villalonga 
 
MATEMÁTICA 
Sandro Ricardo Pinto da Silva 
 
FÍSICA 
Henrique Hiroto Yokoyama 
 
HISTÓRIA 
Maria Teresa Carvalho Pinheiro 
 
PORTUGUÊS 
João Bosco de Sousa 
 
GEOGRAFIA 
Júlia Lobato Pinto de Moura 
 
 
 
 
________________________ 
REVISÃO E DIAGRAMAÇÃO 
João Bosco de Sousa

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