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DECLARAÇÃO DE HONRA 
 
 
Declaro, por minha honra, que o presente trabalho è da minha autoria e resulta da minha 
propria investigação cientifica, que vai ser apresentado como trabalho do fim de curso 
para aquisição do Grau de Tecnico medio Profissional na Especialidade de Tecnico 
Aduaneiro. 
 
Esta è a primeira vez que o submeto para obter um grau academico numa instituição 
educacional. 
 
 
 
 Matola aos / / 
 
--------------------------------------------------------------- 
(Gil Crisanto Daudi Ngundangu) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DEDICATORIA 
 
Dedico este presente trabalho a toda minha familia, em especial os meus pais, 
 Crisanto Daudi e Lucia Armando. 
 As meus irmãos Julia Crisanto, Berta Crisanto, Veronica Crisanto e Lipinga 
Crisanto. E 
Ao meu tio Costa Oreste e Colega/amigo Nelton Alberto. Por estarem presentes e por 
terem contribuido para o alcansse desse sucesso academico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AGRADECIMENTOS 
Ao final de uma longa caminha/jornada de três anos e meio de estudo, dedicação e 
muito esforço, tenho imensa alegria de chegar neste momento e agradecer 
especialmente aos que estiveram junto comigo nesta caminhada. Em primeiro lugar a 
“Deus” que me iluminou, tornando possível a realização do meu sonho e por tudo o que 
tem me oferecido ate a data. 
Aos meus pais que sempre acreditaram na minha capacidade, e mesmo em tempos 
difíceis, me incentivaram a estudar para crescer profissionalmente. O meu “Muito 
obrigado”. 
A minha irmã Julia Crisanto e meus avos por ter me acompanhado e torcido por mim 
nesta jornada. 
Agradeço também aos Docentes e Funcionarios do IICM que com dedicação me 
acompanharam ao longo da minha formação que hoje alcança o termo de uma das suas 
fases, em especial o meu “director da turma” (DT) prof. Evaristo Matável, a 
“conselheira da turma e mãe” Dr.a Celsa Muando, pela pressão académica o Dr. João 
Simbine, Dr. Tsambe e ao prof. Mario Alafo. 
Vão também, em especial os meus agradecimentos, a minha Tutora Elisa Jose e ao meu 
instrutor da plataforma da JUE Sr. Manuel Uamusse, a quem endereço o meu 
“muitíssimo obrigado”, não so por me ter aceite como seu tutorando, mas sobretudo, 
porque sempre estarem disponível para me prestar todo o apoio, com empenho e 
espirito critico, acompanhando o meu trabalho,dando sugestões e indicações 
bibliográficas direccionadas. 
A todos os meus colegas da Turma “3Ta 2015” e aos meus “colegas do Internato”, em 
particular Alfrede Mutsuke, Andre Monteiro, Angelo Correia, Belardo 
Munguambe, Elio, Luis Picasso, Nelson Lisboa, Nelton Alberto, Nito Marciano, 
Michaque Magaia, Mussa Zuber, Silva de Jesus, Valtonio Xirindzane e Eustacio 
Monteiro. Pelo encorajamento, carinho e compreensão mesmo nos momentos de 
elevado stress; Na impossibilidade de agradecer de forma individualizada a todos 
aqueles que directa ou indirectamente me ajudaram para que este sonho se tornasse uma 
realidade o meu kanimambooo..! 
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O homem erudito é um descobridor de fatos 
 que já existem….. 
 Mas o homem sábio é um criador de valores 
 que não existem 
 e que ele faz existir….!!! 
 
“Albert Einsten” 
 
 
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RESUMO 
Este trabalho teve como objectivo principal de fornecer um modelo teorico pratico dos 
fluxos de regime aduaneiro atraves da plataforma da Janela Única Electronica (JUE). 
Para o efeito recorreu-se a abordagem teorica pratica (estando dentro do sistema). 
O trabalho esta estruturado da seguinte forma: 
Capitulo 1: Refere-se a parte introdutoria onde se faz referencia da Mcnet, da JUE bem 
como da sua constituicao; identificacao do problema em estudo; objectivos gerais e 
especificos; assim como a relevancia e a metodologia do tema. 
Capitulo 2: faz-se a revisão da literatura que compreende o estudo do historico da 
Mcnet bem como a criação da JUE; conceitos basicos da JUE, e os sistemas que o 
incorpora nomeadamenete Tradnet e a MCMS; a distinção dos termos aduaneiros 
desembaraço e despacho aduaneiro e faz-se a menção literaria dos regimes aduaneiros. 
Capitulo3: aborda-se aspectos relacionados com o desembaraço no MCMS, 
nomeadamente intrepretar o movimento/estagios do DU dentro da plataforma, avaliação 
e canais de risco bem como enteder o codigo de procedimento aduaneiro, vulgo CPA e 
nessa abordagem a nova codificação dos regimes aduaneiros. 
Capitulo 4: aborda-se aspectos relacionados com o fluxo dos regimes aduaneiros, como 
è que ocorre os regime aduaneiro na plataforma da JUE. 
Capitulo 5: aborda-se aspectos relacionados com o movimento que a mercadoria segue 
nomeadamente, fluxo Maritimo, Aereo e Terrestre. 
Capitulo 6: apresenta-se considerações finais, recomendação; apendices que 
complementaram o raciocinio deste trabalho; bem como as referencias bibliograficas. 
 
 
 
 
 
 
 
Palavras-chaves: desembaraço aduaneiro, fluxo e regimes aduaneiros. 
 
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ABREVIATURAS 
 
JUE- Janela Única Electronica 
MCNet- Mozambique Community Network 
MCMS- Mozambique Customs Managment System 
DU- Documento Unico 
CPA- Codigo de Procedimento Aduaneiro 
TradeNet- Mozambique Tradenet 
UCR- Numero Único de Cosignacao 
Art.- Artigo 
DM- Diploma Ministerial 
Decr.- Decreto 
OMA- Organizacao Mundial das Alfandegas 
ZFI’s- Zonas Francas Industriais 
ZEE- Zona Economica Especiais 
LJ- Lojas Francas 
PIET- Pedido de Importacao/Exportacao temporaria 
SAD502- 
Al.-alinea 
 
 
 
 
 
 
 
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CAPITULO I- INTRODUÇÃO
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Para falarmos dos fluxos de desembaraco aduaneiro dentro da JUE ( Janela Unica 
Electronica), è necessario primeiro falarmos da Mozambique Community Network 
(MCNet). 
A Mozambique Community Network (MCNet), é uma parceria público privada, cujo 
principal objectivo é de promovêr às Alfândegas de Moçambique de ferramentas para a 
facilitação do comércio e melhoria do ambiente de negócios com soluções inovadoras 
concebida para facilitar o comércio internacional. 
As tarefas chaves da MCNet são o desenho, implementação e garantir a 
operacionalização da Janela Única Electronica em Moçambique (JUE). 
Com a introdução da Janela Única Electronica (JUE), o processo de desembaraço em 
Moçambique tem conhecido grandes avancos nos últimos anos, tendo modernizado e 
flexibilizando este processo. 
Com a JUE, o estado visa atingir os seguintes objectivos: 
� Aumento de colecta de receitas para o estado; 
� Redução de tempo de desembaraço; 
� Transparência no processo de desembaraço; e 
� Facilitação do comercio internacional em Moçambique. 
A JUE è constituída por duas (2) plataformas interligadas entre si, o TradeNet e o 
Customs Managment System-MCMS (Sistema de Gestão Aduaneira Moçambicano), 
que permite a submissao e processamento de informações em tempo real. Permitindo 
que todos os intervenientes no processo de desembaraço possam comunicar entre si. 
O TradeNet è a plataforma disponível via Internet, que è usada por todos os operadores 
económicos que intervem no processo de desembaraço. O MCMS (Customs 
Managment System) è a plataforma usada exclusivamente pelas alfandegas, è neste 
ambiente onde são processados todos os estágios do desembaraço aduaneiro.Confidencial
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Nesta prespectiva, o presente trabalho tem por objectivo principal de ilustrar como 
ocorre os fluxo de desembaraço em todos os regimes aduaneiros, bem como de nos 
ilustrar o desembaraço no movimento que as mercadorias acompanham (Maritimo, 
Aereo e Rodoviario). 
 
1.1. Definição do problema 
esses termos “desembaraço” e “Janela Unica Electronica”, são vistas de uma forma 
particular, o que não deve acontecer porque uma mercadoria quando è submetida a 
Janela Única Electronica automaticamente tende passar ao desembaraco aduaneiro de 
mercadorias, o que nos leva a questionar : 
� Qual è o fluxo de desembaraço aduaneiro de mercadoria na Janela Única 
electronica? 
 
1.2 Justificativa 
A escolha do presente tema deveu-se à ineficiencia e a falta na Republica de 
Moçambique da literatura aduaneira, pois pra nos, um estudo dessa natureza de relações 
economicas e comerciais transfronteirico torna-se uma verdadeira necessidade para os 
operadores economicos envolvidos neste processo. 
A analise dos fluxos de bens e serviços transfronteriços pode ser apreendido de 
diferentes maneiras. Primeiramente são os aspectos tecnicos dessas relações que podem 
ser analisados segundos os actos materias que os operadores de comercio internacional 
ou as administrações publicas interessadas devem realizar para finalizar os objectivos 
pretendidos. Em segundo o estudo pode concentrar-se sobre o quadro e os actos 
juridicos que são necessaria a realização de uma operação conforme. È o conjunto das 
normas juridicas que tem por finalidade enquadrar as operações de negocio de bens e 
servicos transfronteiriços. Todavia, não se trata de apresentar e descrever todas essas 
normas juridicas substanciais ou processuais envolvidas nessas operações do comercio 
internacional. Trata-se exclusivamente de apresentar de uma forma sistematica e 
coerente. 
 
1.2. Hipotese: O processo de desembaraço na Janela única electronica aumenta 
efeciencia dos processos aduaneiros, bem como a colecta de receitas com maior 
seguranca para a tesoraria. 
 
 
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1.3 Objectivos 
Geral 
• Estudar o fluxo de desembaraco aduaneiro de mercadoria na Janela Única 
Electronica. 
 Especificos. 
• Conceituar a Janela Única Electronica; 
• Caracterizar o desembaraco aduaneiro de mercadorias 
• Descrever os regimes aduaneiro que ocorrem na Janela Única Electronica; e 
• Demostrar o Fluxo de desembaraço aduaneiro de Mercadorias na Janela 
Única Electronica. 
 
 
1.3. Metodologia do Trabalho 
Tipo de pesquisa: Exploratoria. 
Tecnicas de recolha de dados: recolha bibliografica (conhecer as diferentes 
contribuicoes cientificas disponiveis sobre o determinado tema), inquerito por 
entrevista (procurar perceber atraves dos agentes envolvidos) 
Populacao: serao inquiridos cerca de 20 funcionarios aduaneiros de um uiverso não 
especificado, dos quais acreditamos ser representativos visto que já possuem uma larga 
experiencia de trabalho. A escolha da amostra foi aliatoria em funcao da disponibidade 
que os mesmos deram em conceder a entrevista 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. Breve historial 
A MCNET (Mozambique Community Network), foi criada em 2009 no contexto do 
melhoramento do ambiente de negócios. A MCNet é uma Parceria Público- Privada 
criada para o desenho, implementação e operação da Janela Única em Moçambique. 
A JUE foi criado pelo Decreto 33/2009, de 1 de Julho – concepção, desenho, 
implementação e exploração de um sistema de Janela Única Electrónica para o 
desembaraço aduaneiro de mercadorias. 
A JUE é uma solução completa de facilitação de comércio que inclui todas as infra-
estruturas e recursos necessários para o estabelecimento duma operação eficiente, eficaz 
e sustentável e com crescimento contínuo para o desembaraço aduaneiro de mercadoria 
e sua monitorização. A JUE foi implentada pela SGS usando o TradeNet uma 
tecnologia desenvolvida pela CrimsonLogic da Singapura. 
 
2.1. Conceitos 
Janela Única Electrónica (JUE) – define-se como sendo um sistema informático 
através do qual se submete informações padronizadas para o cumprindo das 
formalidades aduaneiras. www.mcmet.co.mz 
Mozambique TradeNet (TradeNet) - é o servidor da JUE que contem uma plataforma 
que permite compartilhar dados com as várias partes envolvidas no processamento de 
documentos comerciais e de despacho aduaneiro. www.mcmet.co.mz 
Mozambique Customs Management System (MCMS) - é o aplicativo informático 
usado exclusivamente pelas Alfândegas de Moçambique para a gestão de processos e 
operações aduaneiras relacionadas com o desembaraço de mercadoria de comércio 
internacional. www.mcmet.co.mz 
Atendendo e considerando que, as alfândegas constituem um órgão da Autoridade 
Tributária que zela pelo movimento de entrada, transito e saída de mercadorias do 
território aduaneiro, uma das suas missões é cobrar direitos aduaneiros e outras 
imposições devidas por essas mercadorias. Essa cobrança é feita mediante desembaraço. 
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“O termo desembaraço, desalfandegamento ou despacho aduaneiro, designa o conjunto 
de actividades tendentes a retirar legalmente mercadorias da acção fiscal, cumpridas 
todas as formalidades.” (GUIMARÃES, 2005: pág. 251) 
Ora, está preceituado na lei vigente que: 
“Desembaraço aduaneiro: cumprimento de formalidades aduaneiras necessárias para 
permitir a importação e exportação de mercadorias, ou a sua sujeição a outros regimes 
aduaneiros. ” (à luz do art. 1 al. l) do Diploma Ministerial nº 16/2012 de 1 de 
Fevereiro) 
“Despacho aduaneiro: Conjunto de formalidades mediante as quais é verificada a 
exactidão dos dados constantes da declaração aduaneira, em relação às mercadorias e 
respectivos meios de transporte aos documentos apresentados e à legislação específica, 
com vista ao desembaraço aduaneiro.”( à luz do art. 1 al. j) do Diploma Ministerial nº 
16/2012 de 1 de Fevereiro, art. 1 al. C) do Decreto nº 34/2009 de 6 de Julho) 
 
2.2. Regimes Aduaneiros 
Regime é um conjunto de regras que estabelecem certa conduta obrigatória. É 
método,sistema ou forma de governo. Logo, chamamos de regime aduaneiro ao 
tratamento tributário e administrativo aplicáveis às mercadorias submetidas a controle 
aduaneiro, segundo a natureza e objetivos da operação, e de acordo com as leis e 
regulamentos aduaneiros. Os regimes aduaneiros estão dividos em regimes comum e 
especiais. 
O regime aduaneiro geral ou comum, como o nome já indica, caracteriza-se pela 
generalidade das importações, com pagamento de direitos aduaneiros, ou ainda, com a 
concessão de isenção ou redução desses direitos. Consiste na importação de bens 
à título definitivo, ficando portanto autorizado o seu consumo no País após a sua 
nacionalização. No caso de exportação considera-se desnacionalizado a mercadoria após 
o desembaraço aduaneiro. 
Já os regimes especiais são as excepções ao regime geral, visa atender situações de 
temporariedade dos bens no território aduaneiro ou a concessão de benefício fiscal. 
Devido a importância econômica significativa para o País, são denominados também de 
"Regimes Econômicos", ou "Regimes Suspensivos", porque suspende o pagamento dos 
direitos aduaneiros durante sua vigência. REIKO MUTO (2003, p. 9). 
 
 
 
 
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Segundo o art. 27 do decreto 34/2009 de 6 de julho e o art. 21 do Diploma Ministerial 
16/2012 de 1 de fevereiro, são regimes aduaneiros praticados em Moçambique os 
seguintes: 
 
 Exportação; 
 Exportação Temporaria; 
 Re-Exportação; 
 Imporatção; 
 Importação Temporaria; 
 Re-Importação;Armazem 
 Transito; 
 Zonas Economicas Especiais, Zonas Francas Industriais e Lojas Francas. 
 
 
O processo de desembaraço de mercadorias nos referidos regimes aduaneiros, 
obedece varios estagios; estes são definidos pelos canais de risco. 
 
3. SISTEMA DE DESEMBARAÇO NO MCMS 
 
3.1. Visualizar e Interpretar os Estagios do DU 
Apos a submissão e pagamento da declaração, esta passa por vários estágios no 
processo desembaraço, entre eles os mais comuns tais como: 
 Verificação Documental: o verificador, que è aleatoriamente escolhido para 
analisar a declaração, deve proceder com processamento do DU analisando 
todos os campos preenchidos pelo declarante, em especial o CPA, o artigo e as 
facturas bem como os documentos de suporte anexos para auferir se estão 
cumpridas todas as formalidades aduaneiras para determinado regime. 
Estando todas as situações verificadas, temos dois resultados: 
 
• Resultado Satisfatório: Verificador aceita a declaração; e 
 
• Resultado não Satisfatório: Caso seja identificada alguma 
irregularidade, o verificador pode encaminhar a declaração para estancias 
superiores ou departamento de investigação e inteligência, pode ainda 
emitir um questionário para o despachante e rejeitar a declaração. 
 
 Saida do terminal ( levantamento da mercadoria dentro da estancia aduaneira) : 
estagio onde se actualiza no sistema a saída da mercadoria do terminal de 
descarga apos a emissão da autorização de saída. O oficial introduz os detalhes 
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do meio de transporte que ira retirar a mercadoria (matricula, gate pass, 
quantidades e pesos). 
 
 Registo de Entrada (Check-in): è também um estagio de atualização onde o 
funcionário do “site” confirma a entrada da mercadoria e seu meio de transporte 
no local de scanning e/ou examinacao física. 
 
 
 
 
 Scanning ou Inspeção não intrusiva: as declarações cujo perfil è avaliado para 
medio (amarelo) ou alto (vermelho) são encaminhadas pelo funcionário 
aduaneiro, através das imagens emitidas pelo scanner. Este deve actualizar o 
resultado da analise destas imagens dizendo se è suspeito ou não suspeito. Em 
caso de resultado suspeito o oficial anexa a imagem do scan ao DU para 
posterior analise, caso necessário. 
 
 
 
 Examinacao Fisica: as mercadorias estão sujeitas a examinação física quando è 
accionado o canal de alto risco (vermelho), ou nos casos em que o oficial 
verifica que o resultado do scanning è suspeito este pode encaminhar para 
examinação física onde o funcionário aduaneiro examina as mercadorias e 
introduz non sistema o resultado desta examinação dizendo se o mesmo è ou não 
satisfatório. Em caso de resultado negativo o examinador poderá reencaminhar a 
declaração ao verificador documental a fim de emitir um questionário ao 
declarante ou ao departamento de investigação e inteligência para um parecer 
mais técnico. Em caso de resultado satisfatório o examinador encaminha o DU a 
porta de saída de mercadoria. 
 
 
 
 
 
“Documento Único (DU): Forma de declaração de mercadoria que entra ou sai do País, 
independentemente do regime aduaneiro que lhe seja aplicável.” ( art. 1 al. g) do Decreto nº 34/2009 de 6 
de Julho e art. 1 al. p) do Diploma Ministerial nº 16/2012 de 1 de Fevereiro). 
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 Saida/Porta: 
 
Neste estagio: 
• O transportador apresenta a mercadoria e os documentos de apoio as 
alfandegas; 
• O oficial confirma no sistema, a informação apresentada pelo 
transportador; e 
• Estando conforme, actualiza os dados e autoriza a saída. 
Para visualizar em que estagio a declaracao se encontra, basta efectuar a pesquisa e 
ir a guia aceitacao. Para melhor comprender os estagio è necessario conhecer os 
codigos do sector onde as mesmas se encontra. 
� DPT_DV – Sector de verifição documental; 
� DPT_TRML – Saida do terminal, onde a mercadoria se encontra 
armazenada; 
� DPT_CI – Sector de registo de entrada no site ( local onde acontece 
inspecção não intrusiva ou intrusiva da mercadoria); 
 
� DPT_ SC – Sector de inspeção não intrusiva ou scanning; 
� DPT_ PE – Sector de exame físico da mercadoria; e 
� DPT_ GT – Sector da porta, onde se actualiza a saída da mercadoria da estância 
de desembaraço e se conclui o processo de desembaraço. 
 
3.2. Avaliação e Canais de Risco 
Apos a submissão da declaração, o sistema procede automaticamente com a baixa de 
Manifesto de carga, e por consequencia disso, o sistema não permite que outra 
declaração seja submetida com o mesmo documento de transporte (BL,carta de porte, 
Memorando,etc) da contramarca em causa. A baixa de Manifesto também permite ao 
sistema fazer controle da mercadoria demorada (descarregada a mais de 25 dias) de uma 
forma mais eficaz (art. 35 do regulamento de desembaraço aduaneiro de mercadoria, 
aprovado pelo Diploma Ministerial n.º 16/2012 de 1 de fevereiro). 
Apos ao pagamento da declaração o sistema procede com a avaliação automática de 
“risco”, que consiste em definir o nível de risco da mercadoria contida na declaração. 
È importante destacar que, o desenho dos parâmetros que definem os níveis de risco 
para determinadas mercadorias (Ex.: pais de origem, posição pautal, valor da 
mercadoria, etc) compete a equipa de inteligência. 
 
Declarante: 1qualquer pessoa que tenha o direito de dispor de mercadoria pode agir na qualidade de 
declarante no respectivo processo de desembaraço aduaneiro. 2As mercadorias cujo o despacho aduaneiro 
toma a forma de DU são declaradas pelo despachante aduaneiro ou entidades autorizadas. DM 16/2012 de 
1 fevereiro. 
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Com base nesses parâmetros pre-definidos, o sistema atribui canais de risco as 
declarações. O canal atribuído a declaração è que ira definir os processos pelos quais a 
mercadoria ira passar ate ao termino do desembaraço sendo que, se o canal for: 
 Vermelho: representa o risco mais alto- a declaração cumprira todos os estágios 
ate ao desembaraço, nomeadamente, Verificação documental, Terminal 
(armazém), scanning, Exame físico, Desembaraco da mercadoria (porta); 
 
 Amarelo: representa o risco medio- a declaração cumprira todos os estágios de 
desembaraço com excepcao do exame físico que sera recomendado em caso de 
suspeita, passando pela porta de saída para o desembaraço final; 
 
 
 Verde: representa o risco baixo- a declaração, apos a verificação documental e 
saída da mercadoria do terminal (armazém), os restantes estágios serão 
recomendados em caso de suspeita. Passando directamente para a porta de saída 
para o desembaraço final. 
 
 Azul: è atribuída aos operadores económicos autorizados (OEA)- apos o 
pagamento de direitos e demais imposições, os estágios pelos quais a declaração 
passa são apenas o terminal (Armazém) para o levantamento da mercadoria e 
porta. 
 
 
3.3. Codigo de Procedimento Aduaneiro (CPA) 
Antes de falarmos do código de procedimento aduaneiro (CPA) è importante 
percebermos a nova codificação dos regimes aduaneiro. 
A codificação dos regimes aduaneiros alterou em resultado das recomendações da 
Organizacao Mundial das Alfandegas (OMA) obedecendo a nomenclatura apresentada 
na tabela abaixo. 
 Codigo Novo Codigo Antigo Descrição 
 1 E4 Exportação 
 2 E5 Exportação Temporária 
 3 E6 Reexportacao 
 4 A1 Importação 
 5 A2 Importação Temporaria 
 6 A3 Reimportação 
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 7 W7 Armazém 
 8 T8 Transito 
 9 F9 ZFI’s,ZEE’s,LojasFrancas 
Figura 1: Tabela da nova codificação dos Regimes Aduaneiros. 
O CPA, è usado para identificar a natureza do movimento de mercadoria. È composto 
por dois pares de numero separados por uma letra. O primeiro par de números indica oregime aduaneiro, sendo que: 
� O primeiro numero classifica a natureza do movimento, ou seja, indica o destino 
da mercadoria; 
� O segundo o procedimento anterior (se aplicável), ou seja, a sua proveniência. 
E a letra indica o tratamento dado as mercadorias. E o segundo par indica o numero 
sequencial de um dado tipo de classificação de natureza do movimento dado a 
mercadoria. 
Por, exemplo: 47X01, onde: 
¤ 47- è o tipo de movimento da mercadoria, em que: 
*4- è o regime aduaneiro ou seja a natureza do movimento/destino da mercadoria. 
*7- è o procedimento anterior/proveniência. Nos casos em que o segundo numero for 
zero (0) significa que se trata de procedimento aduaneiro normal onde não tenha havido 
outro movimento anterior da mesma mercadoria. 
¤ X- è o tratamento dado as mercadorias. Nos casos em que a letra do tratamento for 
“X” significa que se trata de procedimento aduaneiro normal. 
¤ 01- è o numero sequencial de ocorrência de um dado tipo de classificação da natureza 
do movimento dado a mercadoria. 
 
4. FLUXOS DOS REGIMES ADUANEIRO 
 
5.1. EXPORTAÇÃO (Codigo de Regime-1) 
Nos termos do art. 1, alínea j) do decr. 34/2009 de 6 de julho, a Exportacao è definida 
como sendo saída de mercadoria do território aduaneiro. 
i. Pedido de Empacotamento 
1.1. O despachante faz o “download”, no portal, do formulário de assistência fiscal, 
preenche em triplicado e submete-o a estancia mais próxima; 
1.2.A estancia nomeia um oficial para assistir ao empacotamento; 
1.3.O oficial elabora um relatório de assistência em triplicado 
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Nota: O pedido è feito fora do sistema 
 
ii. Criação e Submissão do Termo de Compromisso 
1.1.O despachante cria o Termo de Compromisso indicando o UCR e submete ao Banco 
Comercial; 
1.2.O Banco Comercial efectua a validação do Termo de Compromisso 
 
iii. Criação e Submissão da Declaração 
1.1. O despachante cria o DU indicando o UCR e anexa o relatório de assistência ao 
empacotamento na guia documentos; 
1.2.Apos a submissão do DU o despachante efectua o pagamento no banco comercial; 
1.3.O banco comercial valida a pagamento e o DU fica disponível no CMS para 
processamento. 
 
4.1.Exportação Temporaria ( Codigo de Regime-2) 
Nos termos do art. 29, das Regras Gerais de Desembaraco Aduaneiro de Mercadoria, 
decreto n.º 34/2009 de 6 de julho, exportação temporária è o regime aduaneiro especial 
que permite a saída de mercadoria que devam permanecer fora do território aduaneiro 
por um determinado período máximo de um ano,de acordo com as disposições legais 
que regulam este regime. 
 
As mercadorias objecto de exportação temporária estão previstas no quadro VII do 
anexo do art. 34/2009 de 6 de julho e, para o efeito, deverão ter marcas, numero de 
fabrico ou outros meios de identificação que permitam a confrontação no acto da sua 
reimportação tratando-se de um regime especial, conforme acima se alude, antes da 
submissão da declaração à Alfandega, è imperioso que o despachante solicite a 
autorização para a operacionalização deste regime, mediante elaboração do pedido de 
importação/exportação temporária (PIET). Depois de autorizado pela Alfandega, o 
despachante cria a competente declaração, mencionando para tal a referencia do pedido 
no campo apropriado. Depois se se efectuar o pagamento, a declaração fica disponível 
para o desembaraço. 
 
 
 
 
UCR (Número Único de Consignação) - é o número emitido/ atribuído automaticamente pelo 
sistema JUE a todas transacções comerciais internacionais, na sua génese, capaz de identificar 
unicamente uma dada consignação, quer a nível nacional ou internacional. (Brochura FAQs - Rev01) 
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4.2. Reexportação (Codigo de Regime-3) 
Nos termos do art. 31 das Regras gerais de desembaraço aduaneiro de mercadorias, 
decreto n.º 34/2009 de 6 de julho, a Reexportação è o regime aduaneiro sob o qual a 
mercadoria importada temporariamente è retirada do pais. 
Podem beneficiar deste regime, todas as mercadorias que tenham sido importadas 
temporariamente. 
O tratamento do regime de reexportação pode ainda ser concedido as mercadorias 
definitivamente importadas e devolvidas, em casos devidamente justificados. 
Para a saída ou retirada da mercadoria do pais, o despachante cria o DU, fazendo 
menção da declaração de importação temporária que lhe deu origem. 
4.3. Importação (Codigo de Regime-4) 
Nos termos do art.1, alínea k) do decreto 34/2009 de 6 de julho, importação è defenida 
como sendo a entrada de mercadoria no território aduaneiro. 
Segundo os quadros III e V do anexo do mesmo decreto, estão previstas as mercadorias 
com regime especial e as que beneficiam de isenção ou redução de direitos na sua 
importação, respectivamente. E, no quadro I, estão indicadas mercadorias cuja 
importação è proibida. 
O despachante aduaneiro submente a declaração aduaneira de importação, onde deve 
especificar a estancia aduaneira de desembaraço. 
Assim que a declaração è submetida, o sistema emite o aviso de pagamento com a 
referencia de pagamento para direitos e outras imposições e a referencia de pagamento 
para taxa de rede. 
 
4.4. Importação Temporaria de Mercadorias (Codigo de regime-5) 
Nos termos do art.28 das regras gerais de desembaraço aduaneiro de mercadorias, decr. 
34/2009 de 6 de julho, importação temporária è a entrada de mercadorias no território 
aduaneiro, com um fim diferente de consumo e que permanecam temporariamente 
dentro do pais, objectos de posterior reexportação, gozando de suspencao no pagamento 
de direitos e demais imposições, desde que satisfeitas as condições determinadas em 
legislação especifica. 
As mercadorias as quais se pode aplicar o regime de importação temporária, mediante 
garantia, excepto as do numero 4, são as previstas no quadro VI anexo ao decreto acima 
citado. 
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Antes da criação e submissão da declaração para este regime precede-se com a 
submissão do pedido de importação/exportação temporária de mercadorias (PIET). 
• Despachante (representante do importador) cria no sistema o pedido de PIET; 
• Funcionário aduaneiro verificador analisa o pedido, faz a informação e remete-a 
à autoridade competente; 
• A autoridade em função da informação dada, faz a sua apreciação e remete-a ao 
verificador que, por sua vez, notifica o despachante da decisão tomada; e 
• Depois da aprovação do pedido, há lugar à constituição da garantia e de seguida 
o despachante cria o DU, onde indica a referencia do PIET. 
 
4.5. Reimportação (Codigo de Regime-6) 
Nos termos do art. 30 do decreto 34/2009 de 6 de julho, a reimportação è a entrada de 
mercadorias nacionais ou nacionalizadas, no território aduaneiro, que tenham sido 
objecto de exportação temporária. 
As mercadorias as quais se podem aplicar o regime de reimportação são as previstas no 
quadro VIII (Vide art. 30 das regras gerais de desembaraço aduaneiro de mercadorias, 
decr. 34/2009 de 6 de julho). 
Este regime complementa ao de exportação temporária, conforme se alude na sua 
definição, sendo que o processo de criação da declaração na JUE, exige que se tenha 
concluído o desembaraço da exportação temporária, isto è, o sistema obriga a menção 
do numero da declaração anterior (Regime-2). 
Depois de criada e submetida a declaração, de acordo com a regulamentação em vigor, 
logo apos a cobrança fica disponível para efeitos de desembaraço. 
4.6. Armazéns Aduaneiros ( Codigo de regime-7) 
Nos termos do n.º 1 do art. 1 do regulamento de armazéns de regime aduaneiro, 
Diploma Ministerial 12/2002 de 30 de janeiro, armazéns de regime aduaneiro è definido 
como sendo instalações devidamente autorizadas na qual as mercadorias que são cativas 
do pagamento de imposiçõesfiscais e aduaneiras podem ser, temporariamente, 
arrecadadas com suspensão do pagamento aquelas imposições. 
Os armazéns de regime aduaneiro tem por finalidades arrecadar mercadorias sob regime 
suspensivo de pagamento de imposições devidas. A concessão de um armazém 
aduaneiro visa: 
� Reduzir encargos financeiros aos importadores; 
� Facilitar o fluxo das exportações e de transito de mercadorias; 
� Assegurar o controlo efectivo da receita em risco. 
Território aduaneiro: todo espaço geográfico em que a republica de Moçambique exerce a sua 
soberania. In art. 1, o) do decr. 34/2009 de 6 de julho. 
Confidencial
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20 
Existem três tipos de armazéns de regime aduaneiro: 
1. Os que destinam meramente a guardar as mercadoria, durante um certo período, 
num regime suspensivo de pagamento de direitos e demais imposições; 
2. Os que se destinam a apoiar os produtores que necessitam recorrer a matéria-
prima importada nos seus processos productivos; e 
3. Os que destinam ao deposito de mercadoria em transito. 
Estes armazéns podem funcionar dentro do recinto de terminais e fora do recinto dos 
terminais aduaneiros. Dentro do recinto dos terminais aduaneiros poderão funcionar 
os: 
a. Armazéns de recepção; 
b. Armazéns aduaneiros gerais; e 
c. Armazéns de transito, também chamados de terminais de transito. 
Fora do recinto de terminais poderão funcionar os seguinte armazéns: 
d. Armazéns com aperfeiçoamento activo; 
e. Armazéns sem aperfeiçoamento activo; e 
f. Armazéns de transito. 
 
 
4.6.1. Entrada, permanência e saída de mercadorias de um armazém 
A entrada de mercadorias em armazém è feita mediante apresentação do DU de entrada 
em armazém. 
O proprietário do armazém deve notificar a estância aduaneira a que o armazém esta 
adstrito, da chegada do meio de transporte e mercadoria. Esta notificação è efectuada 
mediante apresentação de documento de transito se a mercadoria estiver em transito e 
relatório da chegada da mercadoria/meio de transporte. O chefe da estancia aduaneira 
decidira se há necessidade de inspeção dos meios de transporte e se aplica os selos de 
segurança; se há necessidade de verificação das mercadorias. 
As mercadorias não deverão ser descarregadas para armazém sem autorização das 
alfandegas. 
Segundo o art.16 do DM 12/2002 de 30 de janeiro, è restringida a um máximo de 6 
(seis) meses a autorização de permanência de mercadorias num armazém de regime 
aduaneiro podendo este prazo ser prorrogado, excepcionalmente, por um período igual 
de tempo, pelo 
• Director regional- quando o destino das mercadorias è a exportação; 
• Director geral- para outras mercadorias. 
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21 
Findo este prazo processar-se-à o despacho de saída das mercadorias do armazém, com 
pagamento das imposições devidas, ou o despacho de reexportação conforme preferido 
pelo operador de comercio. 
No caso do não pagamento das imposições, a garantia prestada para a constituição do 
armazém sera accionada. Contudo, se esta não for suficiente para cobrir a totalidade das 
responsabilidades do operador perante o estado, as mercadorias serão aprendidas e 
removidas para um armazém das alfandegas para a venda em hasta publica. 
O inicio da contagem do prazo de permanência das mercadorias em armazém è a data 
que consta da declaração de entrada em armazém e o fim do tempo de contagem è 
determinado pela data de entrega da declaração de saída das mercadorias do armazém. 
 
4.6.1.1. Da entrada em Armazém 
O funcionário ao admitir as mercadorias no armazém aduaneiro deve verificar se o meio 
de transporte è o mesmo que consta da autorização de saída do terminal de descarga, 
deve verificar o peso declarado nesse meio de transporte e registar com precisão a 
localização destas mercadorias dentro do armazém conforme este estiver organizado. A 
admissão no armazém pode ser na totalidade o que significa que num meio de transporte 
deve constar toda a quantidade de mercadoria declarada ou pode ser parcial, em mais do 
que 1 meio de transporte, devendo em qualquer um dos casos a quantidade total ser 
sempre igual a declarada no DU. 
4.6.1.2. Da saída do Armazém 
A saída de mercadorias do armazém è feita mediante apresentação de um ou mais DU’s 
de saída. Em cada DU de saída deve-se fazer menção o numero do DU de entrada de 
forma que haja controlo do inventario assim como do que entra e sai do armazém, tendo 
em conta os prazos de permanência. 
As mercadorias com destino ao consumo interno saem do armazém mediante 
pagamento das imposições devidas e as reexportadas estão isentas de pagamentos de 
imposições devendo apenas o pagamento de taxa de rede. 
A saída da mercadoria do armazém pode ser regularizada na totalidade através de uma 
única saída (total) ou parcial com mais do que uma declaração. O funcionário deve 
registar a referencia de cada meio de transporte assim como as quantidades a serem 
retiradas em cada meio e o local (dentro do armazém) de onde estas são retiradas. 
 
 
 
 
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4.7. Transito (Codigo de regime-8) 
De acordo com o regulamento de transito aduaneiro de mercadorias, aprovado pelo DM 
166/2014, de 8 de agosto, art. 27 o transito è a circulação de mercadorias no território 
aduaneiro nacional, proveniente do exterior com destino à outro ponto do exterior, 
estando sujeitas ao controlo aduaneiro desde a estancia de entrada ate a estancia de 
saída. 
As mercadorias em transito estão livre de pagamento de direitos e demais imposições, 
mediante prestação de garantia. 
A garantia de transito pode ser prestada pelo declarante ou transportador ou ainda pelo 
operador do armazém. Esta garantia deve ser registada nas secretarias de despacho da 
alfandega. As mercadorias, cuja chegada a estancia aduaneira de saída não for 
comprovada, ficam sujeitas ao pagamento de direitos aduaneiros e demais imposições 
devidos. 
Submisão da declaração aduaneira de transito: O despachante/transportador quando 
submete a declaração aduaneira de transito deve constar os seguintes detalhes: 
� Estancia de entrada e saída; 
� Rota de transito; 
� Numero de meios de transporte; 
� Código da garantia a usar; 
� O armazém de transito (se aplicável). 
 
4.7.1. Transito Directo 
Este consiste na entrada da mercadoria no pais e saída sem passar por um armazém de 
transito. Ou seja, è a passagem directa da mercadoria de uma fronteira para outra. 
1. O pagamento è efectuada no banco, de acordo com as referencias emitidas no 
aviso de pagamento; 
 
2. Na verificação documental è feita a aceitação/rejeição da declaração e è definido 
se a mercadoria estará sujeita a scanning. Para as mercadorias sujeitas a 
scanning, identifica-se o ponto onde sera efectuado (estancia de entrada/saída); 
 
 
3. Assim que a declaração for aprovada, o despachante/transportador já pode 
adicionar os detalhes do meio de transporte no sistema (matricula, peso e 
quantidades a serem transportadas). Logo que o meio è submetido, o sistema 
emite o SAD502 que è impresso pelo despachante/transportador; 
 
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4. Quando o meio de transporte entra no território nacional aduaneiro, o motorista 
deve apresentar o SAD502 ao oficial da alfandega na estancia de entrada, para a 
confirmação da chegada do meio de transporte no sistema (a garantia è 
automaticamente cativa); 
 
5. Uma vez confirmada a chegada do meio de transporte, actualiza-se no sistema a 
partida do mesmo da estancia de entrada. Neste momento o oficial também pode 
imprimir o SAD502, ou apenas carimbar o SAD502 apresentado pelo motorista 
(inicio de transito); 
 
6. Chegado a estancia de saída o SAD502 carimbado è apresentado ao oficial da 
alfandega para a confirmação da chegada do meio da estancia de saída(è feito o 
credito parcial da garantia) 
 
7. Quando o meio de transporte deixa o território nacional aduaneiro, o oficial da 
alfandega actualiza a partida do meio da estancia de saída ( è feito o credito 
parcial da garantia); 
 
8. So apos confirmar-se a partida de todos os meios de transporte no sistema, a 
declaração è dada como desembaracada e a garantia è creditada na totalidade. 
 
 
 
4.7.2. Transito com passagem pelo Armazém 
O despachante deve submeter duas ou mais declarações para este tipo de transito: 
A primeira para o controlo da mercadoria ate ao momento da entrada em armazém de 
transito, e a segunda para o controlo da mercadoria do armazém transito ate ao local de 
saída. 
Apos verificada e aceite pelo verificador a declaração è devolvida ao 
despachante/transitário para adicao dos meios de transporte e dai segue-se a: 
a. Confirmação da chegada do meio de transporte a estancia de entrada. 
 
b. Caso a mercadoria tenha sido selecionada para inspenccao não intrusiva 
(scanner), o oficial das alfandegas deve efectuar o scanner antes de autorizar 
a partida do meio de transporte. 
 
c. Emissão do SAD502. 
 
 
 
 
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24 
d. O despachante deve criar e submeter as alfandegas a declaração de saída, 
indicando a declaração anterior no cabecalho seguida da actualizacao da 
quantidade, destino, artigos (somente è permitido apagar), valor da 
mercadoria. 
 
e. O gestor do armazém verifica a informação constante da decumentacao 
apresentada pelo transportador/motorista com a declarada no DU submetido 
podendo confrontar com os dados da declaração anterior (de entrada em 
armazém); 
 
f. Imprime a declaração, assina, carimba e autoriza a partida do meio de 
transporte; e 
 
g. O transportador segue a rota com destino a estancia de saída, onde sera 
confirmada a sua chegada e partida pelo oficial da alfandega. 
 
 
4.8. Zonas Economicas Especiais (ZEE), Zonas Francas Industriais (ZFI) e 
Lojas Francas (Codigo de regime-9) 
Entrada de mercadorias na ZEE ou ZFI 
Nos termos do art.18 do DM 202/2010 de 24 de novembro, as mercadorias provenientes 
do exterior para ZEE ou ZFI não estão sujeitas ao pagamento de direitos e demais 
imposições aduaneiras. 
 
O operador ou empresa da ZEE ou ZFI deve apresentar as alfandegas uma declaração 
(DU) identificando o regime e código de procedimento aduaneiro. A declaração deve 
ser acompanhada de todos os documentos necessários nos termos da legislação 
aplicável. (atigo 21). 
Segundo o art.8, os operadores e empresas de ZEE, bem como os operadores de ZFI’s 
gozam de isenções de direitos aduaneiros na importação de matérias de construção, 
maquinas, equipamentos, acessórios pecas, sobressalentes acompanhantes e outros bens 
destinados a prossecução da actividade licenciada nas ZEE e ZFI, nos termos do código 
dos benefícios fiscais. Esta isenção è extensiva ao IVA, incluindo o devido nas 
aquisições efectuadas no mercado interno, bem como dentro da ZEE, nas condições 
previstas no código do IVA. 
 
 
 
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25 
Tratamento e Controle Aduaneiro (artigo 16) 
 As mercadorias movimentadas sob controlo aduaneiro de uma fronteira para uma ZEE 
ou ZFI, são consideradas em transito, sendo aplicáveis as normas previstas no 
regulamento de transito aduaneiro 
O desembaraco de mercadorias para este regime obedece o mesmo fluxo do regime de 
importação. 
 
5. Fluxo Marítimo e Aéreo: 
Os módulos marítimos e aéreos foram discutidos em conjunto, porque os processos são 
essencialmente iguais. A principal diferença reside no facto dos manifestos aéreos ainda 
não estarem no formato de cópia digital e os prazos para as suas notificações serem 
muito mais curtos do que os dos manifestos marítimos. 
No caso dos módulos marítimos e aéreos, o processo começa com a apresentação, pelo 
navio ou aeronave, de um relatório de pré-chegada às autoridades portuárias ou 
aduaneiras, indicando a intenção de chegada e, no caso de navios, pedindo permissão 
para entrar no porto e descarregar a carga. 
A apresentação do aviso de chegada permite, através da JUE, criar um único Número de 
Aviso de chegada que permite ao agente marítimo identificar e emitir uma minuta de 
manifesto que é encaminhada para as Alfândegas e Autoridades Portuárias. Uma vez 
feita a identificação do manifesto pelo número único, o sistema emite uma autorização 
para que as 
Autoridades portuárias possam conceder um número de rotação através do qual é 
designada a hora de chegada e o ancoradouro do navio. Neste momento, não é provável 
que sejam feitas emendas relativamente à chegada ou ao manifesto do navio. Uma vez 
atribuído o número de rotação, o manifesto original, com o número único de 
identificação é disponibilizado aos agentes marítimos, que podem avançar na 
preparação e apresentação dos pacotes de declaração das remessas às alfândegas, 
citando os números únicos de referência e de remessa. 
 
 
 
 
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A apresentação do pacote em cópia digitalizada às alfândegas inicia o segundo passo no 
processo da JUE. O pacote de declaração é enviado automática e aleatoriamente a um 
funcionário das alfândegas, para uma análise preliminar, a fim de determinar se a 
informação está completa e está exacta. No caso das importações, o sistema está 
programado para calcular os direitos e impostos, com base na classificação pautal 
contida na declaração. No caso de serem detectadas quaisquer contradições, como por 
exemplo um número de tarifas que não corresponde à descrição da mercadoria ou se um 
produto carece de um certificado fitossanitário que não foi anexado, elas impossibilitam 
o posterior processamento. Nestes casos, pede-se ao despachante que corrija ou forneça 
informações adicionais através da janela de correcção disponibilizada pelo sistema. A 
declaração pode ser rejeitada na sua totalidade acompanhada por um pedido de re-
submissão às autoridades competentes. 
No caso de um cancelamento ou anulação, ficarão registadas no sistema as razões 
invocadas acompanhadas com a identificação do funcionário responsável. 
Assim que o pacote de declaração seja considerado como completo pelo funcionário e 
pelo sistema, é feito um pedido de pagamento. O pagamento é executado directamente 
por transferência bancária para uma conta do governo. Não passa pela conta bancária 
das alfândegas. O sistema emitirá, então, um aviso de pagamento e, posteriormente, 
emitirá uma autorização de “saída”, podendo esta ser condicional ou definitiva. Após 
esta etapa, a importação dá entrada no módulo de Gestão de Riscos, podendo ser 
seleccionada para uma revisão e verificação adicional pelas Alfândegas. Se as 
autoridades aduaneiras tiverem dúvidas relativamente à determinação do valor das 
mercadorias, ou com a autenticidade dos documentos, o agente marítimo será solicitado 
a fornecer informações adicionais e a expedição não será realizada. Por outro lado, a 
remessa pode ser seleccionada para um exame físico e o importador, ou o seu 
representante, bem como os funcionários aduaneiros e do armazém, serão obrigados a 
estar fisicamente presentes no acto de abertura e de inspecção do contentor ou da 
remessa. Todas as remessas estão igualmente sujeitas a uma taxa de digitalização, sendo 
o scaneamento obrigatório ou pelo menos, estarem disponíveis que uma operação deste 
tipo seja realizada. As facilidades de scaneamento ainda não estão disponíveis em todas 
as alfândegas terrestres. 
 Para além dos passos referidos acima, o importador ou o seu agente devem receber 
recibos carimbados referentes a todos os pagamentos, desde armazenamento, a 
inspecções especiais e utilização das instalações portuárias.Logo que o pacote com a 
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27 
informação aduaneira esteja completo e após a recepção da aprovação final é emitida 
uma autorização de saída da mercadoria das instalações portuárias. No prazo de 90 dias, 
deve ser apresentado ao banco um pacote completo de cópias impressas com os devidos 
carimbos originais, sendo anexos os recibos de pagamento para permitir a que seja 
finalizado o processo de reconciliação cambial quando envolvendo divisas. 
 
Nota: O desembaraço de carga via Marítima obedece o seguinte fluxo: 
� Criação e submissão do aviso de chegada pelo agente de navegação; 
� Submissão do manifesto de carga pelo agente de navegação; 
� Atribuição da contramarca pela autoridade portuária ou aeroportuária; 
� Criação e submissão da Declaração pelo despachante aduaneiro; e 
� Pagamento de direitos e demais imposições ou pagamento da declaração no 
Banco Comercial. 
 
Fluxo Terrestre: 
O processo funciona de forma diferente para os módulos terrestres, especialmente para 
o transporte por camião. Tal como nos casos dos transportes via marítima e aérea, não 
houve mudanças substanciais nas exigências de documentação de importação. As 
facturas comerciais ainda têm de ser fornecidas para as remessas importadas. As 
autorizações e provas de pagamento continuam a ser exigidas pelo Banco Central. 
Todos os manifestos de transporte por camião e acordos de expedição permanecem 
inalterados. Os carimbos físicos ainda são necessários. Devido à natureza local e 
independente dos transportes rodoviários, não se aplicam as normas internacionais para 
os manifestos electrónicos. Os manifestos de transporte por camião parecem ser, sem 
excepção, apresentados em cópias impressas. 
Quando a factura pró-forma e o manifesto de expedição estiverem disponíveis, a 
respectiva cópia é enviada ao importador ou ao seu agente. Até três dias antes da 
chegada do camião à fronteira, o agente pode apresentar o manifesto de expedição às 
Alfândegas através do sistema informático e solicitar uma contramarca por cada 
remessa se o manifesto de expedição contemplar envios consolidados. Caso assim não 
seja, é emitida uma contramarca para o manifesto rodoviário. O agente expedidor 
encaminha essa informação para o exportador e para o agente expedidor do exportador, 
sendo fornecida uma cópia impressa ao camionista. 
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Após a chegada ao posto fronteiriço designado, o camionista apresenta a sua cópia 
impressa 
ao despachante aduaneiro que, então, a compara com as informações existentes no 
sistema JUE. Se os números tiverem correspondência, as Alfândegas emitem um 
“memorando” que permite ao camião seguir para a área de despacho, onde o agente 
expedidor pode recolher, digitalizar e enviar a cópia electrónica, juntamente com a 
declaração, aos funcionários alfandegários. 
A partir daqui o processo da JUE é essencialmente idêntico ao usado nos módulos 
aéreos e marítimos. O sistema JUE procede à comparação do pacote de informação com 
a declaração aduaneira, aplicando a classificação pautal, como base de cálculo para os 
direitos aduaneiros, impostos e taxas legalmente estabelecidos. O sistema e/ou o 
funcionário alfandegário podem solicitar correções ao despachante. Nesta fase, os 
despachantes também podem pedir que sejam introduzidas emendas na declaração, caso 
estejam disponíveis novas informações ou se tiver sido detectado um erro. 
Nota: O sistema pode exigir uma taxa de correção de 500 meticais. 
Após a execução das correções, o sistema JUE irá solicitar um aviso de pagamento. 
Uma vez recebida a notificação de pagamento, é emitido um documento de 
desalfandegamento condicional e o processo de desembaraço alfandegário entra nos 
módulos de gestão de riscos. 
 
Finalização: 
Tal como no caso dos módulos relativos aos meios aéreos e marítimos, o módulo de 
gestão de riscos pode desencadear uma revisão adicional da documentação, no curso da 
qual os funcionários alfandegários podem solicitar provas adicionais sobre o cálculo de 
valores importados ou relativas à autenticidade dos documentos. A mercadoria também 
pode ser seleccionada para novo exame físico. O contentor terá que ser aberto ou para 
produtos a granel poderão ter que ser abertos na presença do declarante, das alfândegas 
e dos agentes do armazém ou dos agentes de transportes. 
Nota: A repetição das operações de inspeção pode provocar atrasos nos camiões, que 
agravam consideravelmente os custos associados com o despacho de mercadorias. 
Em qualquer momento deste processo, podem ser feitos, através do sistema, pedidos de 
alterações da declaração original. O pedido pode ser feito pelo despachante, pelo agente 
expedidor ou pelas Alfândegas. Podem ser exigidos, por exemplo, mais direitos 
aduaneiros e impostos. As remessas importadas também têm que fazer prova da 
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disponibilização para scaneamento e pagamento da respectiva taxa. Todas as taxas de 
armazenagem, manuseio e inspecção requerem a apresentação de recibos de pagamento 
com carimbos físicos e legalmente válidos previamente à emissão do aviso de saída 
final e antes das mercadorias serem autorizadas a sair das áreas de despacho dos 
camiões. 
 
Para o desembaraço aduaneiro de mercadorias via rodoviária é necessário que o 
despachante submeta um manifesto rodoviário de carga, este irá permitir emissão da 
guia de circulação rodoviária até à estância de desembaraço da mercadoria, facilitando 
desta forma o controlo aduaneiro; e para o efeito da criação deste documento visa: 
� A confirmação de entrada da mercadoria na estância de desembaraço; 
� Controle de mercadorias demoradas, isto é, com mais de 25 dias aguardando o 
desembaraço aduaneiro; 
� Com a entrada em funcionamento do projecto da fronteira de paragem única, 
haverá também lugar a criação de manifestos rodoviários cuja fronteira coincide 
com a estância de desembaraço, visando mesmas finalidades do controlo 
aduaneiro. 
 
A criação do manifesto rodoviário obedece o seguinte fluxo: 
� Criação e submissão do Manifesto Rodoviário de Carga pelo Despachante; 
� Confirmação da chegada de mercadoria na fronteira de entrada e impressão de 
guia de Circulação Rodoviária (Memorando) pelo oficial das Alfandegas; 
� Confirmação da chegada da mercadoria na estância de desembaraço pelo oficial 
das Alfândegas; 
� Criação da Declaração pelo despachante. É importante notar que a declaração 
pode ser submetida logo após a confirmação de chegada da mercadoria na 
fronteira de entrada. 
 
 
 
 
 
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6. CONCLUSÃO 
O sistema JUE cujo principal objectivo constitui a colecta segura de imposições 
aduaneiras através dos bancos comerciais que operam no mercado Moçambicano, 
teve no exercício de 2014 o seu contributo no alcance das metas fixadas, 
representando mais de 70% no total dos montantes cobrados pelas Alfândegas de 
Moçambique. 
O sistema da JUE com cobertura nacional, regista na sua rede de utilizadores 1443 
operadores de comércio externo nas suas variadas áreas de negócio e que colaboram 
para facilitação do controle aduaneiro com o uso dos meios disponíveis para 
materialização do ambiente sem papel. 
Este trabalho teve como objectivo principal de fornecer uma explanação teórica- 
pratica em relação ao desembaraço aduaneiro, no que diz respeito os fluxos de 
desembaraço dentro da plataforma da Janela Única Electronica (JUE). Os resultados 
obtidos nesse estudo mostraram que: 
• JUE é o primeiro serviço público online a ser usado em Moçambique, este 
sistema é constituído por dois subsistemas o Trednet que é a plataforma 
destinada a permitira interligação e troca de informações com todos os 
utentes do processo aduaneiro, e o MCMS – Mozambique Costoms 
Management (Sistema de gestão aduaneira) para processos aduaneiros e é de 
uso exclusivo das Alfândegas. Estes subsistemas para alem de trazer 
benefícios as alfândegas também trazem a comunidade de comercio 
internacional; 
• O desembaraço è o conjunto de actividades tendentes a retirar legalmente a 
mercadoria da acção fiscal; 
• Fluxos são movimentos transitórios que a documentação da mercadoria 
acompanha. De referir que Mocambique consagra nove (9) regimes 
aduaneiro de mercadoria, em que a codificação dos regimes alterou em 
resultado das recomendações da Organização Mundial das Alfandegas. 
O desembaraço de carga para via marítima è a mesma que a via área porque os 
processos são essencialmente iguais, a diferenca reside no facto dos manifestos. De 
referir que numa transação de mercadoria è de extrema importacia o importador 
defenir o código de procedimento aduaneiro (CPA), para que se tenha conhecimento 
do destino final da mercadoria. 
A extensão do uso da JUE para todos regimes aduaneiros previstos na legislação 
aduaneira de desembaraço, bem como a inclusão de outras agências de controle que 
interagem no processo de desembaraço, é acompanhada de acções contínuas de 
capacitação dos utilizadores através dos centros de formação regionais criados para o 
efeito, tendo até Dezembro de 2014 registado cerca de 8400 formandos nos vários 
módulos e funcionalidades da plataforma JUE. 
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31 
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS. 
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aduaneiro.2004,maputo. 
MONTEIRO, Manuel Gonçalves, 1970- Elementos de Direito Aduaneiro e de Tecnica 
Pautal, 2ª Edição, 1º volume, Lisboa. 
REIKO, Muto de. Manual Regimes Aduaneiros de Mercadoria,2013, Coimbra. 
GOMES, Nuno de Sà, 1999- Manual de Direito Fiscal, Vol.I.10ª Edição, Lisboa. 
Brochura FAQs – Rev 01, JANELA ÚNICA ELETCRONICA, Perguntas e 
Respostas mais frequentes, 099p. 
Autoridade Tributarias de Mocambique- MA-(MZ)-(GIS)-TR-003P-Fluxos na JUE-
Rev.01- fluxos dos regimes aduaneiro através da JUE. 
Ordem de Serviço n0 08/GDDGA/2013, Sobre a obrigatoriedade do uso da Janela 
Única Electrónica Para Submissão da declaração aduaneira de mercadorias dos Regimes 
de Armazéns e Trânsito aduaneiros. 
 
www.mcmet.co.mz (visitado no dia 10/03/2016) 
www.AT.gov.com (visitado no dia 08/04/2016) 
 LEGISLAÇÃO 
Decreto 33/2009, de 1 de julho- Concepcao, desenho, implementação e exploração da 
Janela única electronica para o desembaraço aduaneiro de mercadoria; 
Decreto 34/2009, de 6 de julho- Regras Gerais de Desembaraco Aduaneiro; 
Diploma Ministerial 16/2012 de 1 de Fevereiro- Regulamento de desembaraço 
Aduaneiro de mercadoria; 
Diploma Ministerial 12/2012 de 30 de Janeiro- Armazens de Regime Aduaneiro; 
Diploma Ministerial 166/2014 de 8 de agosto- 
Diploma Ministerial 202/2010 de 24 de novembro- 
Confidencial