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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
OS PRIMÓRDIOS 
O homem é um ser social. Já possuía esta característica antes de surgirem o rádio, a TV e a Internet.
Sempre foi. Antes da fala e muito antes da escrita, o homem das cavernas já sentia necessidade de viver
em grupo e relacionar-se com outros homens, aprender e transmitir conhecimento. 
É claro que sem os recursos da linguagem o homem primitivo precisou balbuciar, gritar e valer-se de
gestos e pulos para expressar-se. O pulo, aliás, foi certamente uma das possibilidades mais utilizadas
pelos primatas para a comunicação. 
A necessidade de transmissão do conhecimento aprimorou a qualidade da comunicação. Imaginem
descobrir o fogo, ou a roda, e não poder passar isto adiante. No instante em que o homem da pré-história
(era anterior à invenção da escrita, por volta de 500.000 AC) consegue transmitir a outro homem um novo
uso de um objeto natural, ou como fabricar um artefato, estava construindo o folclore, impossível sem a
comunicação. É neste período (mais precisamente no Paleolítico e Mesolítico, até 18.000 AC) que têm
início o que hoje conhecemos como pinturas rupestres (ao lado), desenhos feitos em cavernas ou pedras
para expressão do conhecimento ou dos sentimentos. 
Assim, não é exagero afirmar que a história do homem é, muitas vezes, a própria história da
comunicação. O que hoje sabemos sobre a evolução da comunicação nos foi repassado pelos nossos
antecessores – e vice-versa. 
No período Neolítico (entre 18.000 e 5.000 AC) o homem passou a viver em grupos maiores, as cavernas
foram trocadas por casas construídas por ele próprio, e a comunicação passou a ser expressa através da
técnica de gravar o cotidiano em ossos, pedras e madeiras, além da modelagem em argila. 
Estima–se que os humanos tenham começado a escrever há 6 mil anos. A transição da pré-história para a
História (possibilidade de registro dos fatos com datas precisas) se dá no final da Idade dos Metais, por
volta de 4.000 AC. Os historiadores aceitam como certo o aparecimento da escrita na Mesopotâmia e no
Egito. Com seu surgimento o homem passa a armazenar, difundir e perpetuar o conhecimento. Antes da
escrita, o caminho da comunicação humana tinha sido da comunicação não verbal – sonora (tambor) e
simbólica (fogo, tinta) – e da comunicação oral (códigos que expressam sensações e sentimentos). 
A comunicação escrita teve início com o pictograma (representação gráfica de idéias através de
desenhos); passou pelo papiro (escrita na planta); pelo pergaminho (no couro); até chegar ao papel
(descoberto na China há mais de 10 séculos). Com a escrita, o saber passou a ser acumulado fora do
corpo. 
O ALFABETO E AS PALAVRAS 
A escrita é o método de comunicação humana realizado por meio de sinais visuais. Os conjuntos destes
sinais constituem sistemas, que podem ser incompletos ou completos. Os incompletos são técnicas que
registram feitos significativos ou expressam significações gerais. Incluem a escrita pictográfica, a
ideográfica e a usada por objetos marcados. A correspondência entre os signos gráficos e a língua é
ambígua, o que dificulta a interpretação. 
Um sistema completo é capaz de expressar, através da escrita, tudo o que se formula oralmente. Tem
associação mútua e quase sempre estável entre os sinais gráficos e os elementos da língua que transcreve.
Possui três classificações: ideográfico (palavras completas), silábico (signos que representam sons com os
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
quais se escrevem as palavras) e alfabético (signos para escrever, cada um representando um fonema). 
O primeiro escrito conhecido, anterior a 3.000 aC, é atribuído aos sumérios da Mesopotâmia. Tem
caracteres ideográficos e leitura imprecisa. 
O faraó Amenotep IV, por volta de 1.350 aC, teve a ideia de uma divindade sem forma e toda-poderosa.
Para retrata-la, arrumou um ícone sem forma vegetal ou animal: o sol. Entrou para a história como
Akenaton, o “deus do disco-sol”. 
Os hebreus eram politicamente impotentes em relação aos egípcios, e alguns anos após Akenaton também
procuraram transmitir sua fé monoteísta, utilizando um alfabeto cujas letras não tinham ligação visual
com coisa alguma da terra ou do céu. Com isso, desbancaram a ideia egípcia, na (talvez a maior até hoje)
demonstração do poder dos meios de comunicação. Quando Moisés tira seu povo do cativeiro egípcio e
lhe entrega os Dez Mandamentos e o Pentateuco, dá a ele uma expressão do monoteísmo e de seu
significado – que, ao contrário do simbolismo do Faraó, podia sobreviver (e sobreviveu) milhares de anos
após sua morte. 
A experiência grega com o alfabeto diferiu da hebraica pela aplicação secular. A palavra escrita tornou-se
corrente entre os gregos. A aceleração da cultura de Sócrates para Platão, e deste para Aristóteles, e deste
para Alexandre, e deste para Ptolomeu, o criador da Biblioteca, foi registrada em cerca de 400 mil
tratados, todos destruídos junto com a Biblioteca de Alexandria. Somente com a invenção da imprensa a
escrita passa a multiplicar-se com segurança 
SURGE A IMPRENSA 
Falar em história da imprensa é reportar-se ao que se produziu, de que forma, para quem se produziu e
que consequências trouxe essa produção para a sociedade. Do mesmo modo, é perceber as leituras
realizadas e a forma como o público reagiu às mensagens. 
No século XIII, a autoridade religiosa estava intimamente ligada às interpretações de textos sagrados.
Havia escassez tanto de quantidade destes textos, quanto de pessoas que conseguissem lê-los e interpretá-
los. Deste modo, qualquer pessoa que se opusesse à interpretação da Igreja era considerada herege por
interpretar algo que desconhecia, e em seguida marginalizada ou perseguida. 
Apesar de a prensa tipográfica ter sido inventada na China por volta do ano 600 dC, sua utilização era
bastante limitada, pois a língua escrita chinesa necessita de 20 mil ideogramas diferentes para garantir a
escrita de todas as palavras. 
Quando Johannes Gutenberg imaginou um equipamento capaz de imprimir com caracteres móveis,
precisava apenas de 26 letras (e não 20 mil), o que tornava o trabalho muito mais simples. Gutenberg
adaptou e aproximou da prensa chinesa as máquinas de espremer uvas para a fabricação do vinho, com as
quais estava familiarizado (Mogúncia, na Alemanha, onde ele nasceu e viveu, é uma região vinícola).
Para isso, introduziu os caracteres móveis (reutilizáveis) de metal, e desenvolveu tintas à base de óleo,
azeite e corantes, e ainda pesquisou sobre papéis para garantir o sucesso das novas impressões, era
preciso que a tinta não escorresse, secasse rápido e fosse permanente. 
O primeiro livro desta nova prensa foi a Bíblia (atualmente conhecida como Bíblia de Gutenberg, Bíblia
de Mogúncia, Bíblia de 42 Linhas ou ainda Bíblia de Mazarino, uma vez que o primeiro exemplar a atrair
maior atenção estava na biblioteca do cardeal Mazarino). Obviamente, nem todas as autoridades
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
religiosas ficaram contentes com este novo modo de espalhar a Palavra de Deus, pois o poder da leitura e
interpretação deixava de ser exclusividade do alto clero. Mas o principal argumento apresentado pela
Igreja foi que a escrita à mão era orientada pela alma, ao contrário da produzida pela máquina. Ao longo
da evolução das comunicações, vemos que várias vezes, por diferentes argumentações, novos meios de
comunicação são inicialmente criticados, para em seguida tornarem-se populares. 
Gutenberg nem imaginava que sua prensa serviria aos interesses de Martinho Lutero e da Reforma
Protestante, sob a mensagem “leiam a Bíblia por vós próprios”. E nem Lutero poderia prever que a
Reforma sairia pouco depois de controle exatamente pela multiplicação das Bíblias, já com as
interpretações de JoãoCalvino em meados do século XIV, base da doutrina das Igrejas Reformadas no
mundo anglo-saxão. 
FOTOGRAFIA
Desde muito tempo antes de surgir a fotografia o homem já fazia cópias visuais do mundo real. O
caminho mais provável da evolução da escrita, por exemplo, parte das imagens (figuras lineares, fáceis de
desenhar) para o alfabeto. Porém, os pictogramas utilizados inicialmente como forma de registro
ramificaram-se no ocidente: a escrita abstrata tornou-se tanto a força vital da comunicação quanto arte em
retratos realistas e pinturas paisagistas. 
Logo, o que tornava a fotografia realmente revolucionária não era o que ela fazia (reprodução do mundo
em imagens), mas como ela fazia - ainda que as primeiras fotografias não fossem tão boas, eram mais
eficientes e confiáveis que as pinturas à óleo. 
O primeiro processo fotográfico (ainda sem uma imagem negativa) é conhecido como daguerreótipo. Foi
criado pelo francês Louis Daguerre em 1837 e anunciado ao mundo em 1839. Dada sua importância, foi
declarado pelo governo francês como domínio público. 
Nos primeiros anos da fotografia, as câmaras foram apontadas para o povo na miséria (como comprovam
os daguerreótipos de Richard Beard para a pioneira obra de sociologia London labour and the London
poor, de Henry Mayhew e outros, em 1851), para os combates armados (Guerra da Crimeia, no final da
década de 1850, a Guerra Civil Americana, entre 1861 e 1865) e para crianças mortas – pais atingidos
pelo luto, numa inversão da “ordem natural”, tinham agora a oportunidade de guardar não apenas
lembranças na memória, mas imagens de um filho para as gerações seguintes. 
À medida que a fotografia se tornava menos dispendiosa, também começaram a ser produzidas em larga
escala fotos de família e poses de mulheres nuas. 
Apenas 50 anos após o daguerreótipo, as câmaras Kodak começavam a colocar uma parte da realidade
visual ao alcance potencial de qualquer pessoa (apontar a câmera, registrar um momento, guardar consigo
a informação), tal como o alfabeto tinha feito em relação à escrita. 
Os experimentos iniciais da fotografia em cores, durante o século XIX, não conseguiram prevenir o
enfraquecimento da cor. As emulsões disponíveis na época ainda não eram suficientemente sensíveis à cor
verde ou à vermelha - a total sensibilidade à cor vermelha só foi obtida com êxito total no começo do
século XX. A primeira fotografia colorida permanente foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk
Maxwell. O primeiro filme colorido, o Autocromo, somente chegou ao mercado no ano de 1907. 
Lançado em 1935, o primeiro filme colorido moderno, o Kodachrome, era baseado em três emulsões
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
coloridas. A maioria dos filmes coloridos atuais (exceto o Kodachrome) são baseados na tecnologia
desenvolvida pela Agfacolor em 1936. O filme colorido instantâneo foi introduzido pela Polaroid em
1963. Em 1990, a Kodak lançou a primeira câmera fotográfica digital.
TELEGRAFIA 
Em 2 de setembro de 1835, Samuel Morse estendeu um fio de cerca de 550m entre duas salas de aula da
Universidade de Nova Iorque, onde lecionava, e transmitiu uma série de sinais sem significado.
Impressionado, o estudante Alfred Vail convenceu Morse a desenvolver o sistema na empresa de seu pai
em Nova Jersey. 
Em 6 de janeiro de 1838, Vail passou a seu pai a primeira mensagem, utilizando um primitivo código de
pontos e traços que formavam números, depois aperfeiçoado e simplificado por seu inventor para
representar todo o alfabeto. Estava criado o Código Morse. 
Um mês depois, Morse demonstrou o telégrafo ao presidente dos EUA. Mas ainda foram necessários
cinco anos para que o Congresso liberasse a verba de US$ 30 mil para a instalação da primeira linha
experimental de telégrafo, entre Washington e Baltimore, acompanhando a rota da ferrovia Baltimore &
Ohio Railroad. 
A demonstração oficial do telégrafo ao Congresso aconteceu em 24 de maio de 1844: perante as
principais autoridades do governo norte-americano, Morse transmitiu do Capitólio, em Washington, a
mensagem “What hath God wrought!” (“Que obra Deus fez!”), imediatamente recebida por Alfred Vail
no armazém ferroviário de Baltimore. 
Antes do telégrafo elétrico, o mundo já conhecia outras modalidades de telegrafia, como as linhas de
telegrafo acústico, que existiam já no século IV aC; o telégrafo ótico com fogueiras noturnas; os celebres
sinais de fumaça dos índios durante o dia, e até mesmo o “telégrafo das selvas”, usando tambores feitos
com troncos de árvores. A palavra telégrafo foi criada em 1792, usando os vocábulos gregos tele (à
distância) e graphos (escritor). Na ocasião, o francês Claude Chappe tinha criado um sistema de torres
com placas de madeira que podia transmitir mecanicamente 63 sinais diferentes, sendo usado por
Napoleão em sua invasão da Itália. Sistema semelhante ligou Londres aos estaleiros navais de
Portsmouth. Por esta razão, tais sistemas semafóricos foram os primeiros a serem descritos como
telégrafos. 
O mérito de Morse – e de seu código – foi resolver a questão da padronização nas transmissões
telegráficas. Antes, cada país possuía seu próprio sistema de telegrafia e seu código de transmissão (às
vezes mais de um), sendo necessário traduzir a mensagem a cada passagem de fronteira. Números
comprovam a força da novidade: só dentro da Grã-Bretanha foram despachados 745.880 telegramas no
ano de 1855. Em 1889, já usando o código Morse, o total anual pulou para 60 milhões. 
A primeira tentativa de instalar a telegrafia entre continentes terminou a 380 milhas da costa da Irlanda,
em 1857, quando o cabo submarino se partiu. Após várias outras tentativas, somente em 1865 iniciou-se o
serviço transatlântico contínuo. 
O barão Paul Julius von Reuter, com seu faro para notícias e oportunidades, enxergou no telégrafo um
importante aliado para sua agência noticiosa, que já havia tido grande êxito em 1849 ao utilizar pombos-
correio entre França e Alemanha. Contando com cabos submarinos até a Inglaterra, a Reuters abriu
escritórios em Londres – o problema é que a imprensa britânica recusava-se a publicar notícias vindas
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
exclusivamente por telégrafo. Somente em 1858 o jornal The Times aceitou publicar a notícia de um
importante discurso de Napoleão. Mas a desconfiança persistia: quando Reuter recebeu por telegrama a
notícia da morte da Abraham Lincoln, em 1865, a informação foi denunciada como mentira lançada por
especuladores da Bolsa de Londres. Mas era verdade, e assim o telégrafo e a agência Reuters firmaram-se
nas áreas da comunicação e da informação.
IMAGEM EM MOVIMENTO: O CINEMA 
A invenção da fotografia foi fundamental para o surgimento do cinema (do grego kinema, movimento).
Imagens estáticas projetadas em sequência criam a ilusão de movimento – para que o cérebro humano não
perceba que se trata de imagens isoladas, são necessários no mínimo 16 quadros (fotogramas) por
segundo, mas desde 1929, juntamente com a universalização do cinema sonoro, as projeções
cinematográficas em todo o mundo foram padronizadas em 24 quadros por segundo. 
Há, entretanto, outra invenção essencial para o surgimento e expansão do cinema: a luz elétrica.
Substituindo com inúmeras vantagens os lampiões e tochas, possibilitou num primeiro momento a
multiplicação dos leitores e exemplares de livros e revistas, e mais tarde a projeção de imagens nas salas
escuras de exibição. 
Tudo começou em 28 de dezembro de 1895, no subterrâneo do Grand Café (Paris, França). Auguste
Marie Lumière e Louis Jean Lumière (filhos de Antoine Lumière, fotógrafo e fabricante de películas
fotográficas) realizaram a primeira exibição pública e paga de cinema: uma série de dezfilmes, com
duração de 40 a 50 segundos cada – na época, os rolos de película tinham apenas 15 metros de
comprimento. Os filmes mais conhecidos desta primeira sessão foram “A saída dos operários da Fábrica
Lumière” e “A chegada do trem à Estação Ciotat”, cujos títulos são expressão exata do conteúdo. Apesar
de também existirem registros anteriores de projeções atribuídas a outros inventores (como os irmãos
Max e Emil Skladanowsky, na Alemanha), a sessão dos Lumière é tida por quase toda a literatura
cinematográfica como o marco inicial da nova arte. Graças à iniciativa de enviar cinegrafistas para captar
imagens de vários países, o cinema expandiu-se por toda a França, Europa e Estados Unidos. 
O ilusionista Georges Méliès, que comandava um teatro próximo ao local da primeira exibição
mencionada, quis comprar um cinematógrafo, para utilizá-lo em seus números de mágica. Como os
Lumière não quiseram vender-lhe, Méliès conseguiu mais tarde um aparelho semelhante na Inglaterra, e
foi o primeiro grande produtor de filmes de ficção, com narrativa e voltados ao entretenimento. Em suas
experimentações, ele descobriu vários truques que resultaram nos primeiros efeitos especiais da história
do cinema. Nas duas primeiras décadas do século XX, o diretor americano David Griffith, um dos
pioneiros de Hollywood, realizou filmes que fazem com que ele seja considerado pela historiografia
cinematográfica o grande responsável pelo desenvolvimento e consolidação da linguagem do cinema
como arte independente. Foi o primeiro a criar filmes em que a montagem e os movimentos de câmera
eram empregados com maestria. 
Nenhuma técnica para casar som e imagem deu certo até a década de 20. Em 1926, a Warner Brothers
introduziu o sistema de som Vitaphone (gravação de som sobre um disco). No ano seguinte, lançou o
musical “The jazz singer”, o primeiro a possuir alguns diálogos e cantos sincronizados, aliados a partes
totalmente sem som. Em 1928, “The lights of New York” (também da Warner) se tornaria o primeiro
filme com som totalmente sincronizado. 
Por integrar as artes que o antecederam – música, dança, pintura, escultura, teatro e literatura – o cinema é
denominado a “sétima arte” desde o Manifesto das Sete Artes, escrito em 1911 e publicado somente em
1923 pelo teórico italiano Ricciotto Canudo.
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
A TELEFONIA 
Até a terça parte do século XIX, não existia um meio de comunicação que permitisse, em tempo real, a
interação entre emissor e receptor à distância. Além disso, o surgimento da fotografia havia criado nos
anos anteriores um “desequilíbrio” em favor da comunicação visual. Até que no dia 14 de fevereiro de
1876, Alexander Graham Bell solicitou o registro de patente do seu invento: o telefone, uma espécie de
“telégrafo sonoro”, que permitia a rápida troca de papéis entre emissor e receptor do discurso sonoro.
Obtida a patente, Bell e seu auxiliar Thomas Watson voltaram a trabalhar com afinco no transmissor de
indução. Durante a Exposição do Centenário da Independência dos EUA, naquele mesmo ano, fizeram
uma demonstração para milhares de pessoas, entre elas personalidades de fama internacional. Neste
primeiro momento, não despertaram muito interesse local, mas ganharam a simpatia do imperador do
Brasil. 
No ano seguinte, d. Pedro II ordenou a instalação de linhas telefônicas interligando o Palácio do Quinta
da Boa Vista às residências dos seus ministros, através dos serviços de montagem da Western and
Brazilian Telegraph, inaugurando efetivamente a telefonia no Brasil. O sucesso do telefone já despertava
o interesse do comércio e da indústria, mas somente em 1881 foi concedida à Telephone Company do
Brasil, através do Decreto nº 8065, a permissão “para fazer negócio de construir e fazer trabalhar linhas
telephonicas da cidade do Rio de Janeiro e seus subúrbios e na cidade de Nictheroy”. Deste modo, esta
empresa foi a primeira a explorar os serviços de telefonia no Brasil com fins comerciais. Dois anos após o
decreto, o estado do RJ já possuía cinco estações de 1000 assinantes cada, e inaugurava o primeiro cabo
submarino para ligações nacionais entre o Rio de Janeiro e Petrópolis, capital do Império. 
Lá fora, outros dispositivos aperfeiçoavam tecnicamente o aparelho. Mas o fato mais importante na
trajetória do telefone surgiu com Theodore Vail. Administrador profissional, ele desenvolveu a ideia de
um Sistema Nacional de Telefonia, destacando a importância da rede de comunicação (network), que deu
início à padronização de equipamentos e práticas que serviram para a crescente expansão do sistema
telefônico. Em 1878, entrou em operação o primeiro telefone mecanizado através de um quadro de
distribuição. Com este invento, todo aparelho poderia ser conectado a qualquer outro. 
O avanço fez com que o sistema telefônico chegasse à saturação: muitos fios, interferências, linhas
cruzadas... A solução surgiu na metade do século XX, com a introdução da amplificação eletrônica e do
código de modulação pulse. 
Em 1956, surgiu o telefone digital. O novo sistema podia carregar 24 sinais de voz num par de fios
padrão. Na década de 1980, surgiram os primeiros telefones celulares. O conjunto com bateria pesava até
40 quilos, tinha baixa autonomia, pouca qualidade de voz e o sinal era analógico. Em 1992, os aparelhos
(já bem menores) passam a utilizar redes digitais, e em 1997 nasceu a tecnologia GSM (Global System
for Mobile Communication). Em 2001, os celulares começam um processo de hibridização, incorporando
em suas funções mensagens de texto (SMS), envio e recebimento de e-mails etc.
CONVERGÊNCIA MIDIÁTICA
O conceito de convergência midiática foi desenvolvido em 2006 pelo pesquisador americano Henry
Jenkins, para se referir ao “fluxo de conteúdos por múltiplas plataformas de mídia, à cooperação entre
múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação”.
O termo designa uma tendência a que os meios de comunicação têm aderido: usar a internet como um
canal de suporte para distribuição de seus produtos.
Um dos primeiros veículos a despertar para esta nova realidade foi o jornal impresso (que já havia
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
incorporado a fotografia em suas páginas): tão logo surgiu a Internet, os jornais começaram a colocar seu
conteúdo paralelamente em sites, que depois receberam arquivos mais antigos e por último, conteúdos
exclusivos, que jamais estiveram nas páginas impressas. Parte deste conteúdo é disponibilizado
abertamente, e parte apenas para assinantes. Outro fenômeno típico da convergência midiática quanto aos
jornais impressos é o uso de vídeos em seus sites, seja por uma exigência do leitor (necesidade de ver a
notícia acompanhada de imagens que a ilustram), pelo dinamismo que os próprios sites adquiriram com o
tempo, e ainda como modo de integração, já que as novas tecnologias deram ao leitor a possibilidade de
também ser produtor de conteúdo em vídeo, configurando o chamado jornalismo colaborativo.
De modo amplo, a convergência de mídias significa a integração entre as telecomunicações, os
computadores e os tradicionais meios de comunicação em um único artefato. Três mídias destacam-se
hoje neste sentido. O computador foi pioneiro ao incorporar tecnologia que permitia ver em sua tela
canais de TV aberta; graças à Internet, não demorou para acessar sites de jornais e revistas, vídeos, rádios
web e em streaming, além de ligações em áudio e vídeo. Os smartphones juntaram à função de telefonia
celular as funções de computador com acesso à Internet, câmera digital, player de música e vídeos, rádio
FM, jogos eletrônicos e outras possibilidades de interação, produção e acesso de conteúdo. Mais
recentemente, os aparelhos televisores, rebatizados smarTVs, passarama acessar a Internet, reproduzir
canais de áudio, exibir fotos e vídeos (mesmo sem acesso à Internet, através de pendrives ou HDs
externos) e fazer ligações telefônicas.
Apesar de a intenção inicial da convergência midiática ser positiva (termos um único aparelho ou uma
única plataforma capaz de agregar todas as demais, economizando recursos e espaço), o que temos visto
atualmente é uma “divergência midiática”: boa parte da população tem tanto computadores, smartphones
e smarTVs, às vezes mais de um destes aparelhos. Exceto pela questão financeira, esta divergência não é
necessariamente ruim – afinal, com mais mídias amplia-se a capacidade humana de receber mais (e mais
dispersas) informações, na plataforma que lhe convém (seja porque é a mais acessível, a com que o
usuário mais se identifica por questão de idade, renda ou cultura, ou ainda por ser a única que ele possui)
IMPRENSA NO MUNDO
A EVOLUÇÃO DOS MEIOS IMPRESSOS
Com o crescente desenvolvimento do "Homo sapiens", o número de informações aumentou, e se
especializou. A fabricação do papel pelos chineses no século VI a.C. propiciou o florescer da cultura. Mas
somente com a invenção da imprensa por Gutenberg, em 1438, a propagação da informação ganhou
impulso. A partir do século XV, os novos acontecimentos do Ocidente passaram a ser registrados em
papeis que circulavam nas áreas mais habitadas de cada país. Surgem assim, as primeiras mídias
impressas da humanidade: as gazetas, com informações úteis sobre a atualidade; os pasquins, folhetos
com notícias sobre desgraças alheias e os libelos, folhas de caráter opinativo. 
A industrialização foi um fator muito importante para a imprensa, pois a crescente mecanização tornou o
processo de impressão mais rápido, mais barato e dinâmico. Logo, o público leitor aumentou
consideravelmente. O século XIX é um marco divisório para toda a imprensa mundial, pois datam desse
período as primeiras grandes inovações do jornal.
• Nos Estados Unidos, o progresso da imprensa possibilitou a popularização do jornal. Nessa
ocasião, os jornais norte-americanos já eram bastante ilustrados, surgem então, as histórias em
quadrinhos. Posteriormente, surge um novo formato de jornal, na tentativa de diminuir gastos: o
tablóide, com metade do tamanho normal de uma folha e com menor número de páginas. 
• A Inglaterra, por sua vez, inovou produzindo jornais com uma maior variedade de assuntos,
atendendo, assim, a um maior público. O jornal inglês passava a conter espaço para os
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
acontecimentos do dia, notícias sobre esportes, informações de interesse feminino, manchetes na
capa e um modelo de página melhor definido. 
• A França pós-industrialização passou a ter jornais de várias tendências, estilos e orientações. No
âmbito da política, germinavam jornais de esquerda, de centro e de direita. Mas também faziam-se
presentes jornais religiosos e monarquistas. 
• Já a Alemanha não operou mutações muito relevantes. Apenas as suas folhas ganharam uma
paginação mais arejada, com um conteúdo mais rico e variado.
PRIMEIRO JORNAL (ACTA DIURNA) 
O primeiro jornal surgiu em Roma em 59 A.C com o nome de Acta Diurna. Ele era escrito em grandes
placas brancas expostas em locais públicos, onde tinha um grande movimento de pessoas. Esse
acontecimento teve início através do desejo de Júlio César de informar o público dos acontecimentos
sociais, políticos e também divulgar eventos programados para cidades próximas.
AS PRIMEIRAS REVISTAS
Com a invenção da imprensa por Johannes Gutenberg por volta de 1450, a Alemanha teve uma grande
vantagem em relação a outros países para reproduzir livros, jornais e inclusive revistas em grande escala.
Até aquela época, notícias de relevância eram transmitidas através de panfletos. Seu estilo não era
propriamente de uma revista, mas tinha um misto de revista com jornal. Seu formato era semelhante ao de
um pequeno livro e as matérias publicadas poderiam ser importantes, mas não eram diárias. Esses
folhetos acabaram servindo de base para as revistas. A primeira revista que se tem conhecimento surgiu
dois séculos depois em 1663 com o nome de “ErbaulicheMonaths-Unterredungen” (que em tradução livre
significa “Edificantes Discussões Mentais”), criada por um teólogo e poeta chamado Johann Rist. Outros
títulos surgiram na mesma época como “Le Mercure (1672)”, considera a primeira revista de moda pois
informava como os nobres estavam se vestindo. Em 1960 surgiu a “The AthenianGazette (1690, criado
por John Dunton)”, o primeiro grande periódico popular e o primeiro periódico variado na Inglaterra. Três
anos depois (1693) surgiu a “Ladies Mercury” (também criada por John Dunton), o primeiro periódico
publicado especificamente para mulheres. No século 18 e 19 também tiveram revistas bem importantes.
“The Gentleman's Magazine(1731)” Publicada na Inglaterra por Edward Cave, é considerada a primeira
revista moderna. A maior parte de suas páginas era dedicada ao entretenimento, incluindo ensaios, textos
de ficção e poemas. Em 1842 surgiu “The Illustrated London News”, foi a primeira revista ilustrada
semanal do mundo.
VEÍCULOS MAIS ANTIGOS AINDA EM CIRCULAÇÃO
Com o passar dos anos, muitos dos jornais e revistas mais antigos foram deixando de ser publicados. Até
2007, o jornal impresso mais antigo em circulação era o sueco Post-ochInrikesTidningar, criado em 1645
como notificativo de leilões e declarações de falência, mas que passou a ser exclusivamente digital.
Assim, atualmente, o jornal impresso mais antigo ainda em circulação é o holandês HaarlemsDagblad, de
1656. Outros jornais impressos ainda em circulação são o La GazzetadiMantova (Itália, 1664) e o The
London Gazzete (Reino Unido, 1665) que é considerado o mais antigo publicado sem interrupção, além
de ser um dos diários oficiais de Londres. Ao se tratar de revistas, o que se acredita ser a revista impressa
mais antiga em circulação no mundo é a The Scots, que teve seu primeiro exemplar publicado em 1739.
Trazia informações sobre a Escócia e o mundo, possuía 48 páginas e foi vendida por 6 centavos de libra.
Apesar de ter sua publicação interrompida por algumas vezes, permanece em circulação ainda nos dias de
hoje. Entretanto, a Bíblia é o mais antigo veículo ainda em circulação e com expressivos números de
venda, tendo sido o primeiro produto impresso por Gutenberg e terminado por volta do ano de 1455.
JORNAIS E REVISTAS COM MAIOR TIRAGEM NO PLANETA
A Sentinela – Anunciando o Reino de Jeová – Com tema religioso e criada pelas Testemunhas de Jeová
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
em 1879, é a maior revista do mundo com uma tiragem mensal de 70 milhões de exemplares em uma
edição para o público (ela também possui uma edição menor para estudos) e distribuída em mais de 330
idiomas.
• AARP the Magazine – Criada por Ethel Andrus em 1958 e sendo fundida em 1982 com a
NationalRetiredTeachersAssosiation, é uma organização independente voltada para americanos
com mais de 50 anos para atender suas necessidades e interesses em suas edições. Suas tiragens
bimestrais chegam a 35 milhões de cópias e só são superadas pelas revistas "Sentinela" e
"Despertai!"
• Reader’sDigest – Conhecida no Brasil como „ Seleções é uma revista mensal criada nos‟ ‟‟
Estados Unidos em 1922 por Lila Bell e Dewitt Wallace. Com tiragens de até 17 milhões de
cópias, 35 idiomas e 120 países. Tem em suas publicações a intenção de educar e estimular a
leitura com matérias leves e informativas.
• YomiuriShimbun – Lançado em 1874 pelas empresas de jornais Nisshusha como um pequeno
diário que só começou a ganhar relevância em 1941 mudando sua ênfase para uma ampla
cobertura de notícias direcionadas aos leitores de Tóquio. Foi considerado o jornal com maior
circulação do mundocom uma tiragem combinada de manhã e a noite de quase 15 milhões de
cópias em 2002. 
• BildZeitung – É o jornal não asiático mais vendido no mundo com sua circulação chegando a 2
milhões e meio de cópias diárias. Seu formato é amplo e suas matérias tem sido descritas com
"notórias por sua mistura de fofoca, linguagem inflamatória e sensacionalismo" e por uma grande
influência sobre os políticos alemães. 
IMPRENSA NO BRASIL
• Imprensa Régia
Imprensa régia foi a primeira editora brasileira, fundada pelo decreto de 13 de maio de 1808 na cidade do
Rio de Janeiro. A Impressão Régia brasileira foi uma filial da editora (de mesmo nome) existente em
Lisboa, capital de Portugal. A iniciativa foi em função da chegada da família real portuguesa em terras
brasileiras e sua primeira publicação foi a Gazeta do Rio de Janeiro (órgão oficial da corte), além do
jornal O Patriota, publicado entre 1813 e 1814. É a atual Imprensa Nacional.
PRIMEIROS JORNAIS E REVISTAS DO BRASIL
JORNAIS:
• Gazeta
A Gazeta do Rio de Janeiro, o primeiro jornal publicado em território nacional, começa a circular em 10
de setembro de 1800 impressa em máquinas trazidas da Inglaterra, órgão oficial do governo português,
que se tinha refugiado na colônia americana, portanto evidentemente o jornal só publicava notícias
favoráveis ao governo.
• Correio Braziliense
Em Londres, Hipólito José da Costa lançara o Correio Braziliense. O primeiro número do Correio
Braziliense é de 1 de junho de 1808, mas só chega ao Rio de Janeiro em outubro, onde tem grande
repercussão nas camadas mais esclarecidas, sendo proibido e apreendido pelo governo, porque o Correio
Braziliense foi criado para atacar "os defeitos da administração do Brasil", nas palavras de seu próprio
criador, e admitia ter caráter "doutrinário muito mais do que informativo".
9
HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
REVISTAS: 
• Revista Illustrada
A Revista Illustrada foi uma publicação satírica, política, abolicionista e republicana brasileira, fundada
no Rio de Janeiro pelo ítalo-brasileiro Angelo Agostini, circulando durante os anos de 1876 a 1898. Com
oito páginas, a Revista possuía uma tiragem semanal de quatro mil exemplares retratando de modo
satírico os fatos ocorridos. Não tinha patrocinadores nem veiculava propagandas ou reclames, tendo sua
única subsistência advinda da venda dos exemplares. Isso se passou, entretanto, apenas durante a primeira
fase da publicação.
• Revista da semana
Revista da Semana foi um semanário brasileiro editado de 1900 a 1962. Com enfoque político, nele
colaboraram alguns dos principais intelectuais e artistas da época. Foi fundada por Álvaro de Teffé, filho
do barão de Teffé. O periódico foi também um veículo importante para as charges de J. Carlos e Raul
Pederneiras, entre outros. Posteriormente foi incorporado ao Jornal do Brasil.
CENSURA AOS MEIOS IMPRESSOS
Tudo o que se publicava na Imprensa Régia era submetido a uma comissão formada por três pessoas,
destinada a "fiscalizar que nada se imprimisse contra a religião, o governo e os bons costumes". A
proibição à imprensa (chegaram inclusive a destruir máquinas tipográficas) e a censura prévia
(estabelecida antes mesmo de sair a primeira edição da Gazeta) encontravam justificativa no fato de que a
regra geral da imprensa de então não era o que se conhece hoje como noticiário, e sim como doutrinário,
capaz de "pesar na opinião pública", como pretendia o Correio Braziliense, e difundir suas ideias entre os
formadores de opinião — propaganda ideológica, afinal. A censura prévia é extinta em 28 de agosto de
1821, decorrente de deliberação das Cortes Constitucionais de Lisboa em defesa das liberdades pública s
(pondo fim, em Portugal, a três séculos de censura). A própria personalidade de D. Pedro II, avessa a
perseguições, garantia um clima de ampla liberdade de expressão — em nível não conhecido por
nenhuma república latino-americana, graças aos caudilhos autoritários que lá se alternavam.
HISTÓRIA EM QUADRINHO NO BRASIL
Os quadrinhos são uma manifestação do século XX, quando ganharam mais destaque nos mercados
nacionais e internacionais. No Brasil, em 1905, já era publicado “O TicoTico” a uma tiragem de 30 mil
exemplares. A partir da década de 30, a publicação da quantidade de variedade de quadrinhos aumentou,
contando com a importação dos Estados Unidos e outros países. Foi aí 
que a National DC e a Marvel Comics – como eram denominadas na época – adentraram no Brasil e
permanecem até os dias atuais. As histórias em quadrinhos eram publicadas em periódicos lançados neste
período, que logo ganharam fama e notabilidade.
ATUAL SITUAÇÃO NO BRASIL
• Redução de tiragens e quantidade de títulos impressos no Brasil;
Após alguns anos, o mercado começou a apresentar alterações preocupantes e sofreu um baque com o
descontrole inflacionário na década de 80, a maioria das pequenas editoras fecharam as portas e as
grandes se viram com a saúde financeira abalada, inclusive a Abril, que nessa época detinha os direitos de
publicação da Marvel e da DC Comics.
O resultado da grave situação econômica, foi impossibilitar o planejamento dos editores e reduzir as
tiragens para os próximos lançamentos, além do fato de que com a queda do poder aquisitivo da
população, era impensável para o grande público continuar comprando itens tão “supérfluos” como os
10
HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
“gibis”. O mercado de quadrinhos ficou estagnado em nosso país durante toda a década de
90.Atualmente, o cenário melhorou bastante graças a internet e aos festivais que envolvem os quadrinhos,
como Comic Con Experience.
IMPRENSA ESCRITA NO BRASIL
Até 1808, não era permitida no Brasil colônia a impressão de panfletos, periódicos ou mesmo livros. Em
13 de maio daquele ano, junto com a chegada da família real portuguesa ao Brasil, foi fundada a Imprensa
Régia (ou Impressão Régia), voltada à publicação de documentos e jornais oficiais, através de maquinário
trazido da Europa. Considerado o primeiro jornal impresso do Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro
começou a circular em 10 de setembro de 1808. Dois meses antes, em 1º de junho de 1808, o brasileiro
Hipólito José da Costa, exilado em Londres, havia criado o Correio Braziliense, primeira publicação
regular em língua portuguesa livre de censura. O jornal foi publicado mensalmente até dezembro de 1822,
sempre na capital inglesa, e levava até quatro meses para chegar ao Brasil, por navio. Enquanto a Gazeta
enfatizava notícias relacionadas a reis e rainhas, o Correio atacava “os defeitos da administração do
Brasil”.
Em 1821, acabou a censura prévia à imprensa, por decisão da Corte portuguesa (ratificada pela
Constituição brasileira de 1824), e o número de tipografias se multiplicou. Os mais importantes jornais do
Império foram a Gazeta de Notícias e O Paiz, que sobreviveram até a Era Vargas.
A primeira revista brasileira, “As Variedades ou Ensaios de Literatura”, foi lançada no ano de 1812 em
Salvador pelo português Manoel Antônio da Silva Serva. Em suas três únicas edições, imitou os modelos
das revistas estrangeiras.
Em 1876 surge a Revista Illustrada, publicada semanalmente até 1989. Numa época em que a fotografia
ainda era rara e cara, o jornalista Ângelo Agostini torna-se uma das maiores personalidades da imprensa
brasileira, ilustrando as reportagens e construindo o imaginário visual da sociedade. Também é de sua
autoria o Zé Caipora, primeiro personagem nacional de longa duração em quadrinhos publicado nos
jornais – em 1905, seria lançada "O Tico-Tico", primeira revista de quadrinhos do Brasil, com logotipo e
algumas ilustrações também feitas por Agostini. Nos anos seguintes, outros grandes nomes nacionais se
destacariam no quadrinhos, mesmo em meio à forte influência e grande número de HQs estrangeiras:Carlos Zéfiro (e seus "catecismos" eróticos), Péricles do Amaral, Ziraldo e Maurício de Souza.
No século XX, a revista passa a publicar fotos em suas edições. Em 1928, é lançada a revista mensal O
Cruzeiro pelo jornalista Assis Chateubriand, que enfatizava grandes reportagens com apelo para as
imagens, aproximando o fotógrafo do fato e utilizando recursos do fotojornalismo.
Com o objetivo de aperfeiçoar e ampliar as atividades do Departamento Nacional de Propaganda, Getúlio
Vargas criou, em dezembro de 1939, o Departamento de Imprensa e Propaganda, que na prática significou
o retorno da censura prévia durante o Estado Novo. A censura foi ampliada pelo golpe civil-militar de
1964, que assumiu múltiplas formas: a lei da imprensa de 1967, a censura prévia, em 1970, e a ainda a
autocensura. A violação à liberdade de expressão, direito essencial e elementar da democracia, atingiu a
imprensa de maneira diferenciada: cerceou tanto periódicos de grande circulação, como Última Hora e
Correio da Manhã, quanto os da imprensa alternativa ou nanica, como Opinião, Movimento e Pasquim,
desempenhando papel fundamental na consolidação da ditadura.
Atualmente, o mercado editorial enfrenta a redução das tiragens e da quantidade de títulos impressos no
país, fruto principalmente da concorrência das mídias digitais
A HISTÓRIA DO RÁDIO NO MUNDO
11
HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
O início de uma potência da comunicação
A história do rádio começou com Michael Faraday, que, em 1831, descobriu a indução magnética. Apesar
disso, o princípio da propagação radiofônica veio mesmo em 1887, com Henrich Rudolph Hertz, que
conseguiu criar faíscas que atravessavam o ar, utilizando duas bolas de cobre separadas, originando o
princípio utilizado pelo rádio.
Em 1896, o russo Aleksandr Popov desenvolveu a antena transmissora de sinais a pequenas
distâncias e, no mesmo ano, o italiano Guglielmo Marconi tira patente de seu telégrafo sem fio, que
transmite e capta sinais a até 100 m, considerado o primeiro rádio do mundo.
No ano seguinte, Oliver Lodge inventou o circuito elétrico sintonizado, que possibilitou a mudança de
sintonia selecionando a frequência desejada.
O primeiro aparelho de rádio, inventado por Guglielmo Marconi, tinha como objetivo substituir o
telégrafo elétrico, de uma maneira que não seria necessário o cabeamento de vastas áreas para
transmissão de mensagens.
As primeiras transmissões de rádio teriam sido realizadas no começo do século XX, em 1900, porém com
pouco sucesso. Em 1906, nos Estados Unidos, Lee de Forest fez uma transmissão para testar a válvula de
tríodo, com números de canto e solos de violino.
Muito de sua evolução se deu graças a Primeira Guerra Mundial, devido à comunicação militar. No anos
20, após a Guerra, transmissões comerciais de rádio se tornaram um meio de massa para entretenimento e
notícias. Com a chegada da radiodifusão AM, instigada por David Sanorff através da Radio Corporation
of America (Corporação de Rádio da América), o serviço chegou à popularidade rapidamente.
Já com o acontecimento da Segunda Guerra Mundial, novas tecnologias foram desenvolvidas, com intuito
inicial militar, alguns desses novos usos foram para aeronáutica, como radares, rádio navegação e
comunicação entre aeronave e terra.
A partir dos anos 30, surgiram as transmissões FM, que em alguns anos começaram a substituir as rádios
AM em questão de dominância comercial, em torno dos anos 60 nos Estados Unidos e dos anos 70 no
Reino Unido.
O rádio no mundo
Em 1893, um marco vindo do Brasil: o padre e cientista Roberto Landell de Moura, um dos pioneiros da
história do rádio, realizou a primeira transmissão de palavra falada, sem fios, através de ondas
eletromagnéticas.
As primeiras emissoras de rádio vão surgir após a Primeira Guerra Mudial. Em 1920, Frank Conrad, um
engenheiro da Westinghouse Electric, começa a transmitir notícias lidas de um jornal e músicas.
A Westinghouse Electric era a empresa que fabricava os rádios utilizados pelos militares americanos
durante a guerra e, após o conflito, viu-se com uma grande quantidade de equipamentos “encalhados”.
Com o sucesso das transmissões de Conrad, a empresa decidiu investir nas transmissões e implantou uma
emissora: a KDK-A. Na mesma época, ela passou a vender os aparelhos de rádio para os milhares de
cidadãos interessados em ouvir sua programação.
12
HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), na Polônia ocupada, possuir um rádio era exclusividade
dos alemães. Através do aparelho, os nazistas ficavam sabendo das novas estratégias e ouviam as músicas
estipuladas pelo ditador.
Durante esse período, o rádio foi utilizado para disseminar o fanatismo, transmitindo palavras de ordem e
ideologias.
Rádio: Inovador e impactante
No auge de sua criação, o rádio foi o principal meio de comunicação em massa em todo o mundo. Todos
ouviam o rádio, que era a tecnologia mais inovadora e impactante da época.
Nas guerras era usado como principal fonte de comunicação, enquanto nas casas desenvolvia nos ouvintes
imaginação, criatividade e percepção vocal.
As transmissões abordavam diversos tópicos, como política, economia e até mesmo lazer, informando a
população sobre acontecimentos gerais de forma rápida e eficaz.
Atualmente, com o avanço das tecnologias, o rádio perdeu esse impacto em massa, sendo substituído pela
Internet. Apesar disso, o rádio ainda vive! Esse meio não se restringe mais somente aos aparelhos de
rádio, sendo possível ouvir músicas e notícias pelas Web Rádios, como a Central Brasileira de Notícias
(CBN).
RÁDIO NO BRASIL
Atribuída comumente ao italiano Guglielmo Marconi, a paternidade do rádio é motivo de polêmica. A
exemplo do que ocorreu com outras grandes invenções, ela foi fruto de uma sucessão de descobertas e
tentativas que, na época, nem sempre alcançaram a devida repercussão. Esse foi o caso do padre gaúcho
Roberto Landell de Moura (1861-1928), um pioneiro, que antecedeu em dois anos a experimentação de
Marconi, datada de 1895. Landell de Moura fez suas experiências pioneiras de transmissão da voz
humana em 1892 e 1893, em Campinas e em São Paulo, cobrindo uma distância de 8 quilômetros. Ele
patenteou essa descoberta tanto no Brasil como nos EUA com o nome “transmissor de ondas”.
Como meio de comunicação, o rádio chega ao Brasil em 1922, pelas mãos do cientista e educador Edgard
Roquette Pinto. Ele faz a primeira transmissão no dia 7 de setembro daquele ano, durante a inauguração
da exposição internacional comemorativa do Centenário da Independência. Apenas 80 receptores
espalhados na capital e nas cidades de Niterói e Petrópolis acompanharam a transmissão experimental,
que teve o discurso do então presidente, Epitácio pessoa e também música clássica durante toda a abertura
da exposição.
À frente da iniciativa estava o cientista e educador, Edgar Roquette Pinto, considerado o pai da
radiodifusão brasileira. Apesar da transmissão durante a celebração do centenário da Independência, o
início efetivo e regular das transmissões do rádio ocorreu somente no ano seguinte, mais uma vez graças
ao esforço de Roquette Pinto, e assim entrou no ar, em 20 de abril de 1923, a Rádio Sociedade do Rio de
Janeiro.
A radiodifusão no Brasil, entendendo-se como tal as metas e prioridades a que se submete o serviço e que
se refletem em sua estrutura jurídica. Argumento que, no período compreendido entre a década de 1930 e
o fim da ditadura militar, prevaleceu um modelo autoritário, no qual a forte intervenção estatal convive
com a exploração econômica do serviço por particulares. Esse modelo será modificado pela Constituição
13
HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
de 1988, que institui as bases de uma política democrática para a radiodifusão.
Os Decretos 20.047, de 27 de maio de 1931, e no 21.111, de 1o demarço de 1932, precursores da
regulação sobre a radiodifusão no país. Esses dois atos normativos previam que as concessões de rádio
seriam outorgadas por decreto do presidente da República e consideravam que o serviço deveria atender
ao interesse nacional e a finalidades educativas. Edgar Roquette-Pinto nos estúdios da primeira estação de
rádio no Brasil, a Sociedade Rádio do Rio de Janeiro
As concessões somente poderiam ser atribuídas a companhias nacionais dirigidas por brasileiros e teriam
prazo de duração de 10 anos, podendo ser renovada a juízo do governo que também poderia suspender a
concessão sem qualquer aviso ou indenização.
 
A Conhecida ‘Era de Ouro’ da Rádio no Brasil iniciou-se com o Rádio Nacional que passou a fazer parte
do patrimônio nacional, muito popular em todo Brasil com vários programas como o ‘Repórter Esso’ que
foi o primeiro noticiário de radio jornalismo, na mesma época que o radialista Auricélio Penteado criou o
IBOPE (podendo-se assim medir a audiência das rádios) e pela primeira vez o Brasil pôde acompanhar
todas as emoções de uma Copa do mundo. A primeira Radio Novela a ir ao ar foi “Em busca da
felicidade”, que durou 3 anos e era um enorme sucesso, o que as tornavam mais especiais eram as ricas
sonoplastias, que exigiam atenção e também imaginação dos ouvintes. E os programas de auditório que
traziam as grandes cantoras da rádio como Emilinha Borba que permaneceu na rádio nacional por 27 anos
ininterruptos
O rádio teve uma importância muito grande no contexto do golpe e do regime militar, diversas pessoas
foram demitidas e concessões foram cassadas. Sabendo da importância do meio, o regime criou o Projeto
Minerva, de educação a distância através do rádio, além de continuar fazendo uso do programa Hora do
Brasil (hoje denominado A voz do Brasil)
A primeira emissora de rádio FM no Brasil, a "Rádio imprensa", foi fundada por Anna Khoury, em 1955.
Nessa época, utilizavam essa ‘Frequência Modulada’ apenas para fazer a ligação entre o estúdio e o
transmissor de rádio. Anna também tinha a Rádio Eldorado (AM), mas ela decidiu ficar apenas com a
FM, porém, teria que vencer outro desafio, já que no Brasil não existiam receptores de rádio nessa
frequência, criou então, a primeira fábrica de aparelhos de FM.
A programação da Rádio Imprensa não tinha locução na época, apenas tocava músicas. Até 1976, foi a
única emissora que transmitia em FM, no Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, o Grupo Bel que surgiu em 1969, criou a 98FM, primeira rádio em FM estéreo no
Brasil e na América Latina, mas o grande boom das rádios fm foi a partir da década de 70, quando elas se
multiplicaram em estações de diversos segmentos musicais.
TELEVISÃO NO MUNDO 
Assim como várias invenções brilhantes, a televisão contou com o trabalho de vários pesquisadores ao
longo de anos até estar pronta para transmitir seus sinais aos telespectadores. As primeiras transmissões
experimentais foram feitas em meados da década de 1920. Em 1923 o russo Wladimir Zworykin
desenvolveu um tubo de raios catódicos, chamado de iconoscópio.
 A RCA (Radio Corpotarion of America ) que já era grande no rádio tinha muito interesse em expandir,
investiu em Zworykin e acertou .Encabeçando a equipe que produziu o primeiro tubo de televisão que foi
chamado de orticon , as pesquisas evoluíram e em 1945 o aparelho começou a ser desenvolvido de forma
14
HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
industrial .O sistema adotava uma taxa de repetição de trinta imagens por segundo com 525 linhas de
imagem os primeiros modelos foram feitos em madeira , e eram parecidos com os rádios da época.
Experimentos realizados em 1926 na Inglaterra, Japão e nos EUA em 1927 marcam o início das
transmissões de imagens e sons. A imagem era em preto e branco e o som era um pouco atrasado e alguns
modelos precisavam de um certo tempo para esquentar antes de começar a funcionar . As primeiras
celebridades começaram a surgir e a fazer muito sucesso. O Gato Félix é considerado o primeiro
personagem a ter sua imagem veiculada na TV em 1928. Ele era utilizado para a regulagem dos aparelhos
transmissores, naquela época as cores perfeitas para o ajuste dos equipamentos recém-inventados.
O desenho do gato foi feito em papel e transmitido ao longo de duas horas por dia e as imagens recebidas
eram de apenas dois centímetros de altura. A década de 1930 serviu para a lapidação da televisão. Eventos
como a Segunda Guerra Mundial, de certa maneira, ajudaram a alavancar o desenvolvimento dos
aparelhos e tecnologias de transmissão, pois as pesquisas realizadas na época foram intensas. Grandes
emissoras também já haviam surgido na década de 30. Canais como a BBC, CBS e CGT abriam as portas
para a transmissão de programas e eventos esportivos.
Já em março de 1935, os alemães foram responsáveis por realizar a primeira transmissão televisiva no
mundo. Em plena ditadura nazista, esse tipo de recurso tecnológico foi incrivelmente empregado para a
divulgação do regime liderado por Adolf Hitler. Em Novembro tendo como posto emissor a torre Eiffel ,
a França faz sua primeira transmissão. Após um tempo, os britânicos também iniciaram os investimentos
na construção de estúdios e propagação de imagens. A partir desse período, diversos estudiosos
interessados por esse tipo de tecnologia já buscavam em teste algumas possibilidades de transmissão de
imagens em cor. A conquista só foi alcançada em 1954, quando a emissora norte-americana NBC
empregou um sistema compatível com os televisores preto e branco para realização da transferência para
imagens coloridas. No 1962, o satélite Telstar realizou a primeira transmissão intercontinental enviando
sinais de TV dos Estados Unidos para a Europa.
Curiosidades 
A principal emissora de televisão está no grupo American Broadcasting Company (ABC) que é o maior
investidor de mídia nos Estados Unidos e faz da emissora a maior em todo o mundo. Sua sede fica no
centro de Nova York e é mais uma das diversas propriedades do grupo de entretenimento Walt Disney.
Segundo relatos o seu faturamento é praticamente incalculável, pois apenas alguns segundos de exibição
em qualquer horário custam uma fortuna. 
Logo atrás, vem a rede Globo, a emissora se tornou a segunda maior do mundo graças à empresa Time-
life que nos anos 1950 desembarcou no Brasil atrás de parcerias para um canal de televisão. A CBS que
Significa Columbia Broadcasting System e é de propriedade da gigante Sony. A emissora foi à segunda
em todo o mundo a implantar o sistema de imagens a cores, à frente inclusive da já poderia ABC nos anos
1950. Atualmente, a emissora é a terceira maior do mundo e a Sony está procurando uma maior interação
com os americanos ao assistirem o canal. A NBC foi adquirida logo após a sua inauguração pela General
Electric. Hoje é a quarta maior emissora do mundo, sendo que somente nos Estados Unidos atinge,
segundo estimativa de 2009, mais de 98% das casas. Além disso, a NBC foi à primeira emissora do
mundo a transmitir sua programação a cores.
 Quem não se lembra da Televisa com suas novelas mexicanas? Pois é, saiba que embora sua qualidade
perca para as da Rede Globo (falado por especialistas no assunto) é o canal que mais produz telenovelas
no mundo. Seu crescimento nos últimos anos foi pequeno, contudo é a principal emissora do México.
 Também conhecida como Chinese Central Television (CCTV) é a maior emissora nacional da China
15
HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
tendo sua fundação no dia 02 de setembro de 1958. A emissora tem sua sede na capital, Pequim, e
pertence ao Ministério de Rádio, Televisão e Filme da China, ou seja, todas as notícias apresentadas a
população pela emissora passam por aprovação anterior do órgãos do governo.
Desde a sua criação até os dias atuais a televisão vem fazendo parte da história do mundo com : a
transmissãoda chegada do homem á lua ; a queda das torres gêmeas ocorrida em 11 de setembro de 2001
e muitos outros acontecimentos importantíssimos e tem papel fundamental como fonte de informação e
entretenimento. 
NOVAS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO
 AS PRIMEIRAS TRANSMISSÕES NO BRASIL.
O primeiro equipamento de televisão foi patenteado por Paul Nipkow (1885), na Alemanha, segundo
Sampaio (1984) o aparelho era capaz de funcionar a base da transmissão de imagens em movimento por
meio de fio condutor. 
Já as transmissões no Brasil foram iniciadas em 1950 na extinta TV Tupi, em São Paulo, que pertencia
aos Diários dos Associados, que tinha como proprietário o jornalista Francisco Assis Chateaubriand
Bandeira de Melo. Os Diários Associados se consolidaram como um dos mais importantes
conglomerados de comunicação de massas no Brasil e na América Latina (jornais, rádios, revistas e outras
empresas).
Em 18 de setembro de 1950 a TV Tupi entra oficialmente no ar, as transmissões ocorriam apenas em
alguns horários do dia e a princípio tinham caráter de improviso e foram marcadas pela aprendizagem. No
entanto, os aparelhos eram muito caros e a primeira transmissão se restringiu a alguns aparelhos que
mostravam o saguão do prédio dos Diários Associados.
No dia 10 de setembro, ocorreu a transmissão de um filme sobre o ex-presidente Getúlio Vargas que fazia
um relato do seu retorno à política. Dias depois a TV Tupi se estabelece no canal 3 de São Paulo, sendo as
imagens geradas num estúdio, no centro da cidade, na Rua 7 de Abril. Como ainda não existiam
televisores a venda no Brasil, foram espalhados cerca de 200 aparelhos em lugares estratégicos da cidade
que foram um sucesso absoluto. Logo em seguida surgiram os programas diários e os teleteatros
expandindo a utilização dos televisores.
EXPANSÃO E CENSURA DA TELEDIFUSÃO BRASILEIRA.
Com as limitações tecnológicas do período, a transmissão era feita sempre ao vivo, com o auxílio apenas
de filmes, e o raio de difusão era limitado ao âmbito regional. Mesmo assim, quando Juscelino
Kubitschek assumiu o governo em 1956, algumas das primeiras mudanças pelo novo veículo já se faziam
notar. Com o processo de industrialização do país, acelerado pelo novo governo, a televisão e o
automóvel passariam a ser sinônimos de modernidade e progresso. 
Naquele mesmo ano de 1956, teve início a expansão da televisão para além dos grandes centros urbanos,
já que até então as transmissões alcançavam um raio de apenas 100 quilômetros. A primeira emissora a
transmitir em rede foi a Record de São Paulo. Ao mesmo tempo iniciou-se a ascensão da TV ao topo do
mercado publicitário brasileiro. Os potenciais propagandísticos do veículo foram rapidamente percebidos
por políticos em campanha e tornou-se frequente, o que acabou se refletindo também nas políticas de
concessão dos canais e de regulamentação da nova ferramenta de debate e proselitismo.
16
HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
Existiam cerca de 200 mil aparelhos de televisão no Brasil quando uma séria crise militar irrompeu no
governo Juscelino Kubitschek, em Novembro de 1956, após declarações antigovernistas do general
Juarez Távora, que foram transmitidas pela TV Tupi, em franca desobediência ao então ministro da
Guerra general Henrique Lott. Em 1957 novas críticas foram veiculadas à política do presidente JK e
provocaram a censura do programa Noite de gala da TV Rio. Em 1960 foi a vez das eleições
movimentarem politicamente a televisão. O governador, do estado da Guanabara (1960-1965), Carlos
Lacerda utilizou intensamente a programação da TV Rio em favor da candidatura de Jânio Quadros a
Presidência da República. 
Em 1960 no programa Chico Anysio show da TV Rio, utilizaram-se pela primeira vez os recursos do
videoteipe na televisão brasileira. As emissoras logo se beneficiaram da novidade, descobrindo novos
usos e aplicações.
Como sinal da rápida maturação do novo veículo e das grandes transformações que viriam logo adiante:
Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo puderam assistiram, em 1960, a inauguração de Brasília
graças ao envio de gravações em videoteipe do evento. 
A censura no Brasil voltou a partir de 1964, quando o governo militar criou órgãos responsáveis pela
regulação e controle dos meios de comunicação. Dentre eles, destacam-se o Ministério das Comunicações
(MINICOM) criado em 1967 e a Telebrás21, que englobou a Embratel, em 1972. Além do sistema de TVs
educativas, ligadas a Universidades e aos governos estaduais (AZEVEDO. et al, 2010, p.9). Todavia, a
censura plena só foi instituída no país em 1968, com a edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5).
A PRIMEIRA TRANSMISSÃO A CORES.
A televisão foi implantada no Brasil no início da década de 50, no entanto, durante muito tempo aparelhos
eram privilégios das classes alta e média.
Em 1970 os jogos da copa do mundo no México, foi o primeiro programa a ser exibido em cores no
Brasil e apenas para um grupo seleto. Ou seja, aqueles que podiam trocar o seu velho aparelho preto e
branco por um colorido. 
Em 19 de Fevereiro de 1972 ocorreu a primeira transmissão pública da TV em cores, com programação,
produzida no Brasil, pela TV Globo, que foi a Festa da Uva em Caxias do Sul – RS. Na época, vários
televisores foram instalados nas praças públicas, alguns coloridos, levando às ruas todos àqueles que não
possuíam uma, e despertando a curiosidade com a surpreendente imagem a cores. Tal fato acarretou o
início de mais uma divisão social, entre aqueles que podiam trocar o seu velho aparelho por um colorido. 
AS TELENOVELAS.
Em dezembro de 1951, pouco mais de um ano depois da televisão ser inaugurada no Brasil, a TV Tupi
colocou no ar a primeira novela: Sua Vida me Pertence. Como ainda não existia o videoteipe, tudo era
feito ao vivo. Mas os 15 capítulos da trama só eram exibidos as terças e quintas-feiras. O que se produzia
na época eram histórias parceladas em duas ou três apresentações por semana. Descobriu-se então que,
para segurar o público, era necessário criar o hábito de mantê-lo diante do aparelho de TV todas as noites
e no mesmo horário.
Em 1964, Ivani Ribeiro escreveu dois sucessos: A Moça Que Veio de Longe para a Excelsior, adaptada
de um original argentino; e Alma Cigana, para a Tupi, de um original cubano. Estes primeiros títulos
17
HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
eram baseados em dramalhões latinos. O estilo continuou o mesmo das novelas radiofônicas, tão
características, e bem aceitas, na América Latina e no Brasil.
A partir da segunda metade dos anos 60, todas as emissoras passaram a investir decisivamente no gênero:
Excelsior, Tupi, Record e Globo. Entretanto, a telenovela brasileira, mesmo dominando a programação,
ainda não havia se libertado das origens radiofônicas e do estilo dramalhão herdado dos mexicanos,
cubanos e argentinos.
É nesse cenário que ganha força a figura da cubana Glória Magadan, conhecedora dos mistérios que
transformavam uma novela em sucesso, mas sem comprometimento algum com a realidade brasileira.
Nessa fase, Ivani Ribeiro despontava com suas novelas produzidas pela Excelsior – entre outras Almas
de Pedra, Anjo Marcado, As Minas de Prata, Os Fantoches. Destaque também para Redenção, escrita
por Raimundo Lopes entre 1966 e 1968 – famosa por ter sido a mais longa novela da teledramaturgia
nacional: 596 capítulos.
No final dos anos 60, o gênero já estava solidamente implantado, graças às inúmeras produções dos
últimos cinco anos. Houve então a necessidade de uma mudança no estilo. O essencial era transformar a
telenovela numa arte genuinamente brasileira. Foi na Tupi que novas fórmulas em linguagem foram
introduzidas. O primeiro passo foi dado com Antônio Maria, sucesso escrito por Geraldo Vietri entre
1968 e 1969. Todavia, o rompimento total deu-se em 1969, com Beto Rockfeller,idealizada por Cassiano
Gabus Mendes e escrita por Bráulio Pedroso. As fantasias dos dramalhões estavam totalmente
substituídas pela realidade, pelo cotidiano. A novela seguinte também foi um grande êxito: Nino, o
Italianinho, de Vietri.
A Tupi, pioneira na mudança do gênero, tornou-se então a principal concorrente para a Globo. Durante
toda a década, vários títulos se tornaram sucessos. Entretanto, mesmo assim, nunca chegaram a abalar a
hegemonia da emissora carioca. Exemplos: Mulheres de Areia, Os Inocentes, A Barba Azul, A
Viagem, O Profeta, Aritana – todas de Ivani Ribeiro, escritas entre 1973 e 1979; Vitória Bonelli e Meu
Rico Português, de Geraldo Vietri; O Machão, de Sérgio Jockyman; Ídolo de Pano, de Teixeira
Filho; Éramos Seis, de Silvio de Abreu e Rúbens Ewald Filho; e Gaivotas, de Jorge Andrade.
A BUSCA PELA INTERATIVIDADE.
No passado a busca pela comunicação entre as pessoas era mais difícil e ocorria, por exemplo, através de:
sinais, mensageiros, pombo-correio, jornais, telegrafia, cartas, código Morse, telefone e outros. Com a
chegada da internet ficou mais fácil à interação entre as pessoas e também a troca de informações. A
comunicação ganhou um novo espaço de operacionalidade: o meio virtual.
A interatividade se torna a principal característica desta sociedade, que compartilha informações
cotidianamente. São mensagens que vão e vem, sendo construídas de forma colaborativa entre usuários
inseridos em espaços como: e-mails, ClassMats, Six Degrees, Friendster, MySpace, Linkedln, Orkut,
Facebook, Twitter, Google, Youtube, Instagram e outros.
Hoje, com a acessibilidade a outras formas de comunicação, podemos observar que a informação também
está disponível através de imagens como: a fotografia, o vídeo, o cinema e a televisão. E cada vez se torna
mais comum à participação de usuários da web neste processo.
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
AS PRIMEIRAS TRANSMISSÕES NO BRASIL 
Em 18 de setembro de 1950 Começava neste dia, a primeira transmissão de TV no Brasil, em São Paulo,
como PRF-3 TV Tupi-Difusora, Canal 3, deu início a primeira transmissão de TV no Brasil. Planejada
desde 1946, comandada por Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo Dono de um império
jornalístico - os Diários Associados -, que chegou a reunir dezenas de jornais, revistas e estações de rádio,
foi também pioneiro da televisão no Brasil. A noite de estreia da programação foi uma noite marcada por
nervosismo, estava tudo pronto quando uma das câmeras falhou, mas Cassiano Gabus Mendes diretor
decidiu que o programa tinha que ir ao ar de qualquer maneira e prosseguiu. Assistida apenas por alguns
dos proprietários dos 200 aparelhos distribuídos pelo próprio Chateaubriande 22 receptores distribuídos
em vitrines de 17 lojas no centro de São Paulo. A primeira frase dita na televisão foi “Está no ar a
televisão no Brasil” disse a voz de uma criança de cinco anos de idade que estava vestida de índio igual
ao logotipo do canal. Quatro meses depois da instalação em São Paulo, em janeiro de 1951, a empresa
inaugurava a TV Tupi Rio.
Expansão e censura da teledifusão brasileira 
Após seis anos da inauguração da televisão brasileira, percebeu-se uma evolução em diversos aspectos,
dos quais destacam-se: mais estações, telespectadores, receptores e maior volume de verbas publicitárias.
Os potenciais propagandísticos do veículo foram rapidamente percebidos, e seu uso por políticos em
campanha tornou-se frequente.
Em 1956, começa o processo de censura à televisão brasileira, quando uma séria crise militar irrompeu no
governo JK. No ano de 1957, novas críticas à política do presidente Juscelino Kubitschek provocaram a
censura ao programa “Noite de gala” e no ano seguinte foi a vez das eleições movimentarem
politicamente a televisão, sendo utilizada para promover candidatos.
Problemas sociais e econômicos também tinham restrita sua divulgação, de modo a evitar supostos
estragos à imagem do país. Em 1960 e 1970, a televisão sofreu censura principalmente nas novelas, os
programas com mais popularidade. Os capítulos tinham cenas cortadas e trechos alterados, e eram
praticamente reescritos pelos censores, o que resultava na adulteração do sentido original que o autor
havia criado.
Nos anos 70 representaram mudanças significativas nas transmissões, passando a ter também como
público alvo pessoas mais jovens, detendo uma melhor posição nos índices de audiência. No começo dos
anos 80, houve um impacto com a concorrência da televisão a cabo, que representava uma fonte muito
atrativa às redes tradicionais e das fitas de vídeo alugadas.
A vigilância dos meios de comunicação permaneceu até o restabelecimento do regime democrático, sob a
presidência de José Sarney (PMDB), e a entrada em vigência da Constituição de 1988, que em seu artigo
quinto estipula a liberdade de manifestação do pensamento.
Primeira transmissão a cores 
A primeira transmissão pública de TV em cores no Brasil aconteceu no dia 19 de fevereiro de 1972, o
evento escolhido foi a tradicional Festa da Uva no Rio Grande do Sul. A Copa do Mundo de 1970, no
México, foi a primeira a ser transmitida pela TV, ao vivo, via satélite, e em cores. Apesar de o Brasil ter
recebido as imagens coloridas, a TV da época ainda era em preto e branco. Poucos usufruíram da
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
modernidade, como presidente na época, Emílio Garrastazu Médici viram em cores os brasileiros
sagrarem-se tricampeões. Para matar a curiosidade do povo, transmissões foram organizadas pelo governo
em locais públicos, pois a maioria não tinha acesso à tecnologia e estava curiosa para ver as maravilhas da
nova transmissão A Embratel contou com uma equipe de 40 pessoas para cuidar da transmissão da Copa
para as emissoras. As imagens captadas no México eram enviadas, por meio do satélite Inter-Sat III F-6,
localizado na altura de Fernando de Noronha De lá, as imagens eram transmitidas para as antenas de
Itaboraí, interior do Rio, e do Edifício Itália, em São Paulo. O Rio distribuía as imagens para Centro-
Oeste e Nordeste, enquanto São Paulo enviava para o Mato Grosso e o Sul do país. O custo total das
transmissões, na época, ficou em US$ 1 milhão.
Tele novelas
Em dezembro de 1951, a TV Tupi colocou no ar a primeira novela: Sua Vida me Pertence. Como ainda
não existia o vídeo-teipe, tudo era feito ao vivo. Mas os 15 capítulos da trama só foram exibidos às terças
e quintas-feiras. O que se produzia na época eram histórias parceladas em duas ou três apresentações por
semana. Descobriu-se então que, para segurar o público, era necessário criar o hábito de mantê-los diante
do aparelho de TV todas as noites, no mesmo horário. A primeira telenovela diária foi ao ar em 1963: 2-
5499 Ocupado, uma produção da TV Excelsior, lançada como uma opção despretensiosa. Em 1964, Ivani
Ribeiro escreveu dois sucessos: A Moça Que Veio de Longe para a Excelsior, adaptada de um original
argentino; e Alma Cigana, para a Tupi, de um original cubano. Estes primeiros títulos eram baseados em
dramalhões latinos. O primeiro grande sucesso veio em 1965, pela Tupi: O Direito de Nascer, adaptação
de Telma de Oliveira e Teixeira Filho do original cubano de Félix Caignet. No mesmo ano Ivani Ribeiro
escreveu outro êxito: A Deusa Vencida, para a Excelsior.
A busca da interatividade na TV brasileira.
Com a evolução da tecnologia, foi ocorrendo um aumento da exigência da população, opinar sobre a
programação e querer contribuir passou a ser desejado. Com isso, os programas começaram a criar
estratégias para a participação do público. foram criados os programas em que o apresentador interagia
com sua plateia e também com o público de casa. As primeiras formas de interatividade que se deram
através do telefone os apresentadores faziam algum tipo de votação e o espectador, que antessó assistia,
agora poderia ligar e participar votando. O uso da rede social "twitter" atualmente é bem comum e fez
com que os telespectadores possam interagir com a programação.
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
A comunicação alternativa teve início no Brasil na década de 70, é um sistema de comunicação não
verbal conhecido como sistema de Comunicação Suplementar Alternativa.
Comunicação alternativa é uma área da pesquisa e prática clínica e educacional que se propõe a
compensar uma incapacidade ou deficiência do indivíduo com desordem severa de comunicação
expressiva, refere-se a toda forma de comunicação que apoia, complementa ou suplementa a fala. Busca
então, através da valorização de todas as formas expressivas do sujeito e da construção de recursos
próprios desta metodologia, construir e ampliar sua via de expressão. 
Recursos como as pranchas de comunicação, construídas com simbologia gráfica (desenhos
representativos de idéias), letras ou palavras escritas, são utilizados pelo usuário da CAA (Comunicação
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
Alternativa e Ampliada) para expressar suas questões, desejos, sentimentos e ou entendimentos. 
Literatura de Cordel
O termo “Cordel” é de herança portuguesa. Essa manifestação artística foi introduzida por eles no país em
fins do século XVIII. No Brasil, a literatura de cordel representa uma manifestação tradicional da cultura
interiorana do nordeste que adquiriu força no século XIX, sobretudo, entre 1930 e 1960. 
É por meio da oralidade e da presença de elementos da cultura brasileira que ela possui uma importante
função social: informar e divertir os leitores. Em sua origem, muitos poetas vendiam seus trabalhos nas
feiras das cidades. Todavia, com o passar do tempo e o advento do rádio e da televisão, sua popularidade
foi decaindo. 
Oposta à literatura tradicional (impressa nos livros), a literatura de cordel é uma tradição literária
regional. Sua forma mais habitual de apresentação são os “folhetos”, pequenos livros com capas de
xilogravura que ficam pendurados em barbantes ou cordas, e daí surge seu nome. 
Fanzines 
Um fanzine é uma publicação não profissional e não oficial produzido por entusiastas de uma cultura
particular fenômeno (como um gênero literário ou musical) para o prazer de outros que compartilham seu
interesse. 
A primeira versão do Superman (um vilão careca) apareceu em 1933 na terceira edição do fanzine
"Science Fiction: The Advance Guard of Future Civilization". O personagem seria reformulado como um
herói para o formato de histórias em quadrinhos. As revistas eram distribuída através dos correios para
outros fãs de ficção científica. 
Depois disso, surgiram fanzines dos seguidores das revistas satíricas editadas por Harvey Kurtzman: Mad,
Trump e Humbug. 
Os fanzines também são geralmente (de forma errônea) indicados como tendo aparecido no movimento
punk, devido ao uso marcante de fanzines pelo movimento. Essas publicações começaram ser conhecidas
apenas como "zines". Com o progresso da tecnologia dos computadores pessoais e a impressão
profissional, a tecnologia dos fanzines também progrediu. Fanzines iniciais eram ou datilografados em
uma máquina de escrever manual ou redigidos à mão e impressos utilizando técnicas de reprodução
primitivas. Apenas um pequeno número de cópias podia ser feita em um momento por isso, a circulaçãoː
era extremamente limitada. 
Rádio Pirata 
Rádio Pirata é termo que identifica um tipo de atividade específica na radiodifusão sonora. O Termo
surgiu no início da década de 60 na Inglaterra para identificar irradiações em FM cuja estação emissora
encontrava-se em um navio na costa britânica. Essa estação considerada ilegal pelo governo inglês foi
montada por jovens que não aceitavam o monopólio estatal e não suportavam as programações das
emissoras oficiais controladas pelo governo. 
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
Para os latinos e Católicos o termo pirata é associado culturalmente ao mal. Isso deveu-se a atuação dos
piratas na libertação da Inglaterra da influência do Santo Império que teve seu momento decisivo na
batalha de 1488 onde espanhóis e portugueses, sob a ordens de Roma, com 250 embarcações conhecidas
como a Esquadra Fantástica, foram derrotados pelos ingleses que não possuíam mais que 80 embarcações
e cuja vitória deveu-se às ações dos seus piratas. 
Rádio Comunitária 
O Serviço de Radiodifusão Comunitária foi criado pela Lei 9.612, de 1998, regulamentada pelo Decreto
2.615 do mesmo ano. Trata-se de radiodifusão sonora, em freqüência modulada (FM), de baixa potência
(25 Watts) e cobertura restrita a um raio de 1km a partir da antena transmissora. Podem explorar esse
serviço somente associações e fundações comunitárias sem fins lucrativos, com sede na localidada da
prestação do serviço. As estações de rádio comunitárias devem ter uma programação pluralista, sem
qualquer tipo de censura, e devem ser abertas à expressão de todos os habitantes da região atendida.
A programação diária de uma rádio comunitária deve conter informação, lazer, manifestações culturais,
artísticas, folclóricas e tudo aquilo que possa contribuir para o desenvolvimento da comunidade, sem
discriminação de raça, religião, sexo, convicções político-partidárias e condições sociais. A programação
deve respeitar sempre os valores éticos e sociais da pessoa e da família, prestar serviços de utilidade
pública e contribuir para o aperfeiçoamento profissional nas áreas de atuação dos jornalistas e radialistas.
Além disso, qualquer cidadão da comunidade beneficiada terá o direito de emitir opiniões sobre quaisquer
assuntos abordados na programação da emissora, bem como manifestar idéias, propostas, sugestões,
reclamações ou reivindicações. 
Propaganda Não Convencional 
A mídia não convencional é caracterizada pelo jeito inovador de se transmitir a mensagem publicitária.
Ignoramos a cada dia mais as propagandas de TV, os displays de pontos-de-venda, os cartazes de teatro,
as revistas, os jornais e até os painéis de outdoor. Nem o nosso processo de percepção seletiva está
aguentando essa tsunami de cores, textos, sons e caracteres o tempo todo, em todos os lugares. Com isso
vem a propaganda não convencional, É algo que faça a pessoa sair de sua zona de conforto, apostando no
que salta aos olhos do público, que causa impacto, que chama atenção com a criatividade e inovação.
CONTRAINFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
A contrainformação se manifesta na mídia quando a verdade é manipulada ou deixada de lado. Isto
acontece, por exemplo, quando há censura à informação (geralmente por motivos políticos), ou quando se
dá demasiado valor às opiniões de autoridades e pouco ou nenhum valor à opinião de pessoas comuns, ou
ainda quando são citadas estatísticas sem indicação de fontes e/ou feitas sem rigor científico. Na
publicidade, é usada para desacreditar uma empresa ou produto concorrente, através de contrainformação
espalhada nos veículos de massa, prática condenada em muitos países.
Nos EUA, um dos mais conhecidos casos de contrainformação foi a tentativa de desacreditar Martin
Luther King. Publicações (cuja autoria foi mais tarde atribuída à CIA) o chamavam de "Uncle Tom" e
afirmavam que o líder negro recebia secretamente subsídios do governo, que criticava abertamente. O
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
esforço de contrainformação deveu-se ao fato de a campanha de King pelos direitos civis ser elogiada
pela antiga União Soviética. Na Rússia, o biólogo Jacob Segal ganhou as agências de notícias com
histórias (sem confirmação) de que o vírus da Aids teria sido fabricado por cientistas americanos em Fort
Detrick. Em 1986, um conselheiro para a segurança dos EUA, John Poindexter, escreveu para o
presidente Ronald Reagan um "programa de contrainformação" a fim de desestabilizaro coronel líbio
Muammar al-Gaddafi através de relatórios na imprensa estrangeira. Antes que isso acontecesse, a
informação falsa foi publicada como "furo de reportagem" pelo The Wall Street Journal.
Ciente de que todo meio de comunicação de massa apresenta, em maior ou menor grau, uma parcela de
contrainformação, o homem começou a empreender esforços no sentido de criar meios alternativos para
fazer chegar a verdade – ou pelo menos, a "sua verdade" – ao maior número de pessoas. Dois frutos deste
esforço são os fanzines e as rádios piratas. O fanzine (termo originado de fanatic magazine , ou "revista
de fã") surgiu nas primeiras décadas do século XX: desde então, é uma publicação que reflete o
pensamento e os gostos de seu editor. Apesar de não-ligado a grandes editoras, geralmente apresenta
sofisticação gráfica, com recorrente uso de quadrinhos. No Brasil, o 1º fanzine foi "O cobra", de 1965,
sobre ficção científica.
A rádio pirata surgiu no início da década de 60 do século XX, na Inglaterra. O termo era usado para
identificar transmissões independentes em FM, cuja estação emissora encontrava-se em um navio na
costa britânica, fora do controle das milhas marítimas. Montada por jovens que não aceitavam o
monopólio estatal das comunicações, a rádio pirata tinha uma produção musical baseada no movimento
de contracultura. Para eliminar as transmissões consideradas ilegais, o governo inglês ampliou seu
domínio sobre as milhas marítimas e apreendeu a rádio pirata. A reação da juventude inglesa foi imediata:
centenas de emissoras ilegais surgiram em território inglês.
No Brasil, o termo pirata é utilizado pejorativamente não só para emissões clandestinas, mas para toda
cópia ilegal de produtos da indústria cultural em música, cinema e vídeo. As rádios piratas não devem ser
confundidas com o radioamador (hobby praticado em todo o mundo) nem com as rádios comunitárias
(emissoras de baixa potência e alcance limitado). Estas duas atividades não têm propaganda comercial e
suas frequências são estabelecidas pelo Estado.
NOVAS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO
O surgimento da Internet
A internet foi criada em 1969, nos Estados Unidos. Chamada de Arpanet tinha como função interligar
laboratórios de pesquisa. Naquele ano, um professor da Universidade da Califórnia passou para um amigo
em Stanford o primeiro e-mail da história. Essa rede pertencia ao Departamento de Defesa norte-
americano. O mundo vivia o auge da Guerra Fria. A Arpanet era uma garantia de que a comunicação entre
militares e cientistas persistiria. Eram pontos que funcionavam independentemente de um deles apresentar
problemas.
A partir de 1982, o uso da Arpanet tornou-se maior no âmbito acadêmico. Inicialmente, o uso era restrito
aos EUA, mas se expandiu para outros países, como Holanda, Dinamarca e Suécia. Desde então,
começou a ser utilizado o nome internet. Em 1987, pela primeira vez foi liberado seu uso comercial nos
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
EUA.
Em 1992, começaram a surgir diversas empresas provedoras de acesso à internet naquele país. No mesmo
ano, o Laboratório Europeu de Física de Partículas (Cern) inventou a World Wide Web, que começou a
ser utilizada para colocar informações ao alcance de qualquer usuário da internet.
No Brasil, a exploração comercial foi liberada em 1995. Universidades como as federais do Rio Grande
do Sul e do Rio de Janeiro estavam conectadas à rede desde 1989. A FAPESP (Fundação de Amparo à
Pesquisa de São Paulo) conectou-se um ano depois.
Redes Sociais Digitais
A sociedade sempre passou por um processo de aprendizagem e evolução e este fenômeno é sempre
contínuo. Desde a revolução industrial que se buscam processos de gestão que consigam alinhar os
processos produtivos para o fertar os melhores produtos no mercado. Mas, não foram apenas os processos
produtivos que mudaram. A forma como trabalhamos, compramos e nos relacionamos também mudou, e
podemos chamar isso de uma revolução no nosso modo de viver. 
Esse movimento pode ser melhor visualizado observando as camadas de pessoas com a faixa etária mais
nova. Essa camada mais jovem de pessoas responde por uma nova geração altamente informada, capaz de
se comunicar de forma impressionante e de forma que em alguns anos atrás não era possível. Deve ficar
claro que a internet é uma das grandes responsáveis por essa mudança. Nesse sentido, fala-se que o poder
de comunicação instantâneo mostra que o mundo agora cria redes antes não possíveis e que essa
sociedade virtual agora veio para ficar e crescer junto com o desenvolvimento da população.
Orkut 
É uma rede social filiada ao Google (líder mundial em busca pela web) criada em 2004. Nela é possível
ter um perfil, entrar em uma comunidade e interagir online com amigos e pessoas que compartilham o
mesmo interesse. No Brasil, é a rede social que agrega maior numero de usuários (TORRES, 2009).
Twitter 
Segundo Comm (2009), “o Twitter mostrou ser uma ferramenta bastante valiosa para trabalhar a marca e
não foi deixado de lado por grandes corporações”. O twitter é um microblog com capacidade de escrita
restrita a 140 caracteres, mas com um infinito poder de marketing viral e comunicação em massa. O
mesmo autor (2009) afirma que o twitter virou febre na web, sendo a segunda rede social com mais
adeptos atualmente no Brasil, tendo em torno de 5 (cinco) milhões de usuários. Nesta rede é possível
expressar opiniões sobre empresas, produtos e serviços de forma a atingir milhões de usuários em poucos
segundos, através de “tweets” (como são chamados as postagens nos micro blog).
Youtube 
O site de vídeos YouTube é o mais famoso compartilhador de vídeos da internet. Nele é possível colocar
vídeos pessoais, clipes musicais, palestras e até propagandas. Muitas empresas utilizam este canal de
forma a apresentar certos produtos pela internet aos clientes que pela compra virtual ainda tem dúvidas
quanto a especificação sobre a mercadoria.Neste canal é possível deixar na web uma propaganda 24
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HISTORIA DA COMUNICAÇÃO
horas, que será assistida pelo cliente quando o mesmo se sentir atraído pelo produto.
Facebook 
Segundo Torres (2009) O facebook é o segundo maior site de relacionamento do mundo, com 22% do
mercado mundial. É uma rede social similar ao Orkut, mas com alguns aplicativos diferentes. Criado por
Mark Zuckeberg, um estudante de Harvard. No início era apenas uma rede restrita aos estudantes da
universidade, sendo que se tornou aberto dois anos depois para pessoas e empresas.
Impacto sobre outros meios de comunicação
Nos anos 20, com a explosão do rádio os jornais foram obrigados a reavaliar seu papel como principal
fonte de informação da sociedade. No século XIX, o telefone e o rádio foram os principais meios de
comunicação. O rádio propagava informações e programações de entretenimento, como músicas e rádios
novelas. O telefone substituiu o telégrafo, já que era um instrumento ligado por fios e que transmitia
mensagens de voz por uma distância longa. No século XX a televisão e a internet tornaram e ainda são os
principais meios de comunicação.
A televisão reproduz som e imagem no mesmo momento. A internet, com uma rede de computadores que
utilizam variadas tecnologias de rede. O avanço do UHF, que abriga os canais de 14 a 69 para a tv, e da
banda de FM, que emprestou qualidade sonora e estereofônica ao rádio, estamos diante de nova revolução
nesses três meios de difusão de massa. Além das produtoras e distribuidoras de filmes e das emissoras de
rádio e tv, temos os distribuidores de serviços. 
E no lugar do rádio ou da TV de tubo, encontramos hoje o computador nas suas diferentes configurações,
o tablet, o smartphone e a smarttv. A cada dia, mais itens da programação ficam disponíveis nesses novos
aparelhos que também nos proporcionam assinar e ler os jornais e revistas, fazer compraseletrônicas,
movimentação bancária, trabalho, estudo e lazer através de sites ou redes sociais. A grande interação –
rádio, tv, telefone e internet – nos conduz a um verdadeiro mundo novo. Aos poucos vamos ficando
menos escravos dos programas de rede e de seus horários de exibição, pois o material permanece
armazenado nos fornecedores para acessarmos no horário que melhor nos convier.
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