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INSTITUTO PEDAGÓGICO DE 
MINAS GERAIS 
 
 
 
ódulo Básico 
Ética no Serviço Público 
CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL 
 
 
 
Belo Horizonte 
 
 
SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO ................................................................................................. 03 
 
1 O QUE É ÉTICA? ......................................................................................... 07 
1.1 Origens ....................................................................................................... 07 
1.2 Definições ................................................................................................... 10 
1.3 O pensamento dos filósofos ....................................................................... 12 
1.4 Valores éticos ............................................................................................. 16 
 
2 ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO ................................................................... 20 
2.1 O Código de Ética do Servidor Público ...................................................... 21 
 
3 RELAÇÕES HUMANAS, TRABALHO EM EQUIPE, 
QUALIDADE NO ATENDIMENTO PÚBLICO ................................................. 24 
3.1 O que a sociedade espera do servidor público .......................................... 25 
3.2 Primar pela qualidade no atendimento ....................................................... 26 
 
REFERÊNCIAS CONSULTADAS E UTILIZADAS .......................................... 29 
 
ANEXOS .......................................................................................................... 31 
 
AVALIAÇÃO .................................................................................................... 39 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br 
 (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "É mais que educação, é EVOLUÇÃO" 
INTRODUÇÃO 
 
Sejam bem vindos ao módulo de Ética no Serviço Público, que compõe os 
cursos oferecidos pelo Instituto Pedagógico de Minas Gerais. 
As ideias aqui expostas, como não poderiam deixar de ser, não são neutras, 
afinal, opiniões e bases intelectuais fundamentam o trabalho dos diversos institutos 
educacionais, mas deixamos claro que não há intenção de fazer apologia a esta ou 
aquela vertente, estamos cientes e primamos pelo conhecimento científico, testado e 
provado pelos pesquisadores. 
Não obstante, o curso tenha objetivos claros, positivos e específicos, nos 
colocamos abertos para críticas e para opiniões, pois temos consciência que nada 
está pronto e acabado e com certeza críticas e opiniões só irão acrescentar e 
melhorar nosso trabalho. 
Como os cursos baseados na Metodologia da Educação a Distância, vocês 
são livres para estudar da melhor forma que possam organizar-se, lembrando que: 
aprender sempre, refletir sobre a própria experiência se somam e que a educação é 
demasiado importante para nossa formação e, por conseguinte, para a formação 
dos nossos/ seus alunos. 
Deste modo, o módulo em questão traz os seguintes conteúdos: Ética: 
origens, definições, o pensamento dos filósofos, valores éticos. As regras 
deontológicas. A ética no serviço público: conflitos, interesses, o decreto n. 1171/94. 
As relações humanas, o trabalho em equipe, os fatores positivo do relacionamento e 
a qualidade no atendimento público. 
O módulo tem como objetivo geral levar o profissional a Perceber que a ética 
permeia toda a vida do sujeito, quer seja no ambiente pessoal quanto profissional. 
 
Trata-se de uma reunião do pensamento de vários autores que entendemos 
serem os mais importantes para a disciplina. 
Para maior interação com o aluno deixamos de lado algumas regras de 
redação científica, mas nem por isso o trabalho deixa de ser científico. 
4 
 
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 (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "É mais que educação, é EVOLUÇÃO" 
Desejamos a todos uma boa leitura e caso surjam algumas lacunas, ao final 
da apostila encontrarão nas referências consultadas e utilizadas aporte para sanar 
dúvidas e aprofundar os conhecimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Inferências iniciais... 
A Ética é a ciência da verdade; não existe uma ética da mentira, nem a meia 
ética e ambas, ética e verdade são a essência da consciência humana. Ninguém 
lhes pode ser indiferente. 
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 (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "É mais que educação, é EVOLUÇÃO" 
A omissão da consciência é tão dolorosa que o homem, quando não 
consegue seguir seus ditamos, inventa simulacros de ética e de verdade. Cria 
caricaturas da ética, sacrificando a verdade por meio de retóricas ideológicas, assim, 
prevalecem as exteriorizações que nada mais são do que a relativização da ética, 
que corresponde à elasticidade da consciência. 
A ética e a verdade, por habitarem a consciência, vêm de dentro, têm a ver 
com o ser: ou é ou não se é! (MATOS, 2008). 
A ética é o fundamento da sociedade! 
Não há possibilidade de vida social sem que haja observância de princípios 
éticos. 
A sociedade apoia-se em três conceitos, seus pilares éticos: 
1. É essencial que ela seja justa – que haja oportunidade para todos; 
2. É essencial que ela seja livre – que a vontade educada torne a liberdade 
responsável; 
3. É vital que ela seja solidária – que haja compromisso com o bem pessoal e o 
bem comum. 
Ética da simulação ou meia-ética são mentiras inteiras que não resistem à 
verdade, no tempo, mas estão ai camufladas no meio social e nosso interesse é 
justamente levá-los a refletir que o compromisso com a sociedade, o respeito à 
dignidade humana passam necessariamente pela ética, onde quer que esteja o 
profissional, na educação, nos serviços de saúde, na administração pública, no meio 
empresarial, ele deve permear seu viver na ética. 
Para que sejam cumpridas as funções básicas da sociedade, são 
imprescindíveis desenvolverem-se, igualmente, três capacidades, eminentemente 
éticas: 
 Liderança integrada – não basta que haja líderes, eles devem estar 
integrados por verdades comuns; 
 Organização flexível – que as estruturas estimulem a participação, a 
criatividade, a descentralização e a delegação de autoridade; 
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 Visão e ação estratégicas – que se desenvolva simultaneamente a 
percepção diagnóstica (saber o que está acontecendo) e o pensamento 
estratégico (saber definir cenários do porvir e tomar decisões eficazes) 
(MATOS, 2008). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 O QUE É ÉTICA? 
 
Desde suas origens entre os filósofos da antiga Grécia, a Ética é um tipo de 
saber normativo, isto é, um saber que pretende orientar as ações dos seres 
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humanos. A moral também é um saber que oferece orientações para a ação, mas 
enquanto ela propõe ações concretas em casos concretos, a Ética – como Filosofia 
moral – remonta à reflexão sobre as diferentes morais e as diferentes maneiras de 
justificar racionalmente a vida moral, de modo que sua maneira de orientar a ação é 
indireta: no máximo, pode indicar qual concepção moral é mais razoável para que, a 
partir dela, possamos orientar nossos comportamentos (CORTINA; MARTÍNEZ, 
2009). 
Portanto, em princípio, a Filosofia moralou Ética não tem motivos para ter 
uma incidência imediata na vida cotidiana, pois seu objetivo último é esclarecer 
reflexivamente o campo da moral. No entanto, esse esclarecimento, certamente 
pode servir de modo indireto como orientação moral para os que pretendam agir 
racionalmente no conjunto da sua vida. 
 
1.1 Origens 
 
Ética é uma palavra de origem grega, com duas origens possíveis. A 
primeira é a palavra grega éthos, com e curto, que pode ser traduzida por costume, 
a segunda também se escreve éthos, porém com e longo, que significa propriedade 
do caráter. A primeira é a que serviu de base para a tradução latina Moral, enquanto 
que a segunda é a que, de alguma forma, orienta a utilização atual que damos a 
palavra Ética (GOLDIM, 2000). 
Ética é a investigação geral sobre aquilo que é bom. 
Ética significa modo de ser, caráter, comportamento. É o ramo da filosofia 
que busca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade. 
Diferencia-se da moral, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, 
tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a 
ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento 
humano. 
Na filosofia clássica, a ética não se resume ao estudo da moral (entendida 
como “costume”, do latim mos, mores), mas a todo o campo do conhecimento que 
não é abrangido na física, metafísica, estética, na lógica e nem na retórica. 
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Assim, a ética abrangia os campos que atualmente são denominados 
antropologia, psicologia, sociologia, economia, pedagogia, educação física e até 
mesmo política, em suma, campos direta ou indiretamente ligados a maneiras de 
viver. 
Porém, com a crescente profissionalização e especialização do 
conhecimento que se seguiu à revolução industrial, a maioria dos campos que eram 
objeto de estudo da filosofia, particularmente da ética, foram estabelecidos como 
disciplinas científicas independentes. Deste modo, é comum que atualmente a ética 
seja definida como “a área da filosofia que se ocupa do estudo das normas morais 
nas sociedades humanas” e busca explicar e justificar os costumes de um 
determinado agrupamento humano, bem como fornecer subsídios para a solução de 
seus dilemas mais comuns. Neste sentido, ética pode ser definida como a ciência 
que estuda a conduta humana e a moral é a qualidade desta conduta, quando julga-
se do ponto de vista do Bem e do Mal. 
A ética também não deve ser confundida com a lei, embora com certa 
frequência a lei tenha como base princípios éticos. Ao contrário do que ocorre com a 
lei, nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a 
cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção pela desobediência a estas; 
por outro lado, a lei pode ser omissa quanto a questões abrangidas no escopo da 
ética. 
Modernamente, a maioria das profissões tem o seu próprio código de ética 
profissional, que é um conjunto de normas de cumprimento obrigatório, derivadas da 
ética, frequentemente incorporados à lei pública. Nesses casos, os princípios éticos 
passam a ter força de lei; note-se que, mesmo nos casos em que esses códigos não 
estão incorporados à lei, seu estudo tem alta probabilidade de exercer influência, por 
exemplo, em julgamentos nos quais se discutam fatos relativos à conduta 
profissional. Ademais, o seu não cumprimento pode resultar em sanções executadas 
pela sociedade profissional, como censura pública e suspensão temporária ou 
definitiva do direito de exercer a profissão. 
A Ética tem por objetivo facilitar a realização das pessoas. Que o ser 
humano chegue a realizar-se a si mesmo como tal, isto é, como pessoa. (...) A Ética 
se ocupa e pretende a perfeição do ser humano. 
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Ética existe em todas as sociedades humanas, e, talvez, mesmo entre 
nossos parentes não humanos mais próximos. Podemos abandonar o pressuposto 
de que a Ética é unicamente humana. 
A Ética pode ser um conjunto de regras, princípios ou maneiras de pensar 
que guiam, ou chamam a si a autoridade de guiar, as ações de um grupo em 
particular (moralidade), ou é o estudo sistemático da argumentação sobre como nós 
devemos agir (filosofia moral). 
É extremamente importante saber diferenciar a Ética da Moral e do Direito. 
Estas três áreas de conhecimento se distinguem, porém têm grandes vínculos e até 
mesmo sobreposições (GOLDIM, 2003). 
Tanto a Moral como o Direito baseiam-se em regras que visam estabelecer 
uma certa previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam. 
A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma 
forma de garantir o seu bem-viver. A Moral independe das fronteiras geográficas e 
garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este 
mesmo referencial moral comum. 
O Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada 
pelas fronteiras do Estado. As leis tem uma base territorial, elas valem apenas para 
aquela área geográfica onde uma determinada população ou seus delegados vivem. 
O Direito Civil, que é referencial utilizado no Brasil, baseia-se na lei escrita. A 
Common Law, dos países anglo-saxões, baseia-se na jurisprudência. As sentenças 
dadas para cada caso em particular podem servir de base para a argumentação de 
novos casos. O Direito Civil é mais estático e a Common Law mais dinâmica. 
Alguns autores afirmam que o Direito é um sub-conjunto da Moral. Esta 
perspectiva pode gerar a conclusão de que toda a lei é moralmente aceitável. 
Inúmeras situações demonstram a existência de conflitos entre a Moral e o Direito. A 
desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa 
acate uma determinada lei. Este é um exemplo de que a Moral e o Direito, apesar de 
referirem-se a uma mesma sociedade, podem ter perspectivas discordantes. 
Sintetizando: A Ética é o estudo geral do que é bom ou mau. Um dos 
objetivos da Ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e 
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pelo Direito. Ela é diferente de ambos - Moral e Direito - pois não estabelece regras. 
Esta reflexão sobre a ação humana é que a caracteriza (GOLDIM, 2003). 
 
1.2 Definições 
 
Ético (ethos): disciplina filosófica que estuda o valor das condutas humanas, 
seus motivos e finalidades. Reflexão sobre os valores e justificativas morais, aquilo 
que se considera o bem. 
Análise da capacidade humana de escolher, ser livre e responsável por sua 
conduta entre os demais. Para alguns autores, o mesmo que moral (MARTINS, 
2002). 
Anti-ético: contra uma ética estabelecida ou contra a ideia (da ética) de 
estabelecer o que devemos fazer ou quem queremos ser levando os outros em 
consideração. Muitas vezes, o antiético têm ideias éticas próprias. 
Aético: sem ética, mas não contra uma ou outra ética. 
Para o Professor de Filosofia Alfredo de Oliveira Moraes (2000) o termo ética 
provém de outro, mais especificamente de ethos, o qual por sua vez corresponde, 
em nosso idioma, a uma transliteração dos dois vocábulos gregos, sejam: ethos com 
eta inicial cuja raiz semântica remete ao significado de morada do homem, sendo o 
ethos designativo da casa do homem, resumido na bela expressão – o homem 
habita sobre a terra acolhendo-se ao recesso seguro do ethos. 
Na visão doteólogo Leonardo Boff (2000) “O centro do ethos é o bem 
(Platão), pois somente ele permite que alcancemos nosso fim, que consiste em 
sentirmo-nos em casa. E nos sentirmos bem em casa (temos um ethos, realizamos o 
fim almejado) quando criarmos mediações adequadas, como hábitos, certas normas 
e maneiras constantes de agir. Por elas, habitamos o mundo, que pode ser a casa 
concreta, ou o nosso nicho ecológico local, regional ou nossa casa maior, o planeta 
Terra”. 
Ética é a ciência da moral (SILVA, 1999). 
Dalai Lama (2000), de maneira simples nos diz que ético “é aquele que não 
prejudica a experiência ou a expectativa de felicidade de outras pessoas”. 
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Robert Henry Srour (2000) ensina que a moral vem a ser um conjunto de 
valores e de regras de comportamento, um código de conduta que coletividades 
adotam, quer sejam uma nação, uma categoria social, uma comunidade religiosa ou 
uma organização. Enquanto a ética diz respeito à disciplina teórica, ao estudo 
sistemático, a moral correspondente às representações imaginárias que dizem aos 
agentes sociais o que se espera deles, quais comportamentos são bem-vindos e 
quais não. Em resumo, as pautas de ação ensinam o “o bem fazer” ou o “fazer 
virtuoso”, a melhor maneira de agir coletivamente; qualificam o bem e o mal, o 
permitido e o proibido, o certo e o errado, a virtude e o vício. 
Para José Renato Nalini (1999) a ética é uma ciência, pois tem objeto 
próprio, leis próprias e método próprio. O objeto da ética é a moral. A moral é dos 
aspectos do comportamento humano. A expressão deriva da palavra romana mores, 
com o sentido de costumes, conjunto de normas adquiridas pelo hábito reiterado de 
sua prática. 
A ética e a moral não devem ser confundidas. Segundo os estudiosos do 
assunto, a ética não cria a moral (MARTINS, 2002). 
O Professor de ética Mário Alencastro (2000) assevera que toda moral 
supõe determinados princípios, normas ou regras de comportamento, não é a ética 
que os estabelece numa determinada comunidade. A ética depara com uma 
experiência histórico-social no terreno da moral, ou seja, com uma série de práticas 
morais já em vigor e, partindo delas, procura determinar a essência da moral, sua 
origem, as condições objetivas e subjetivas do ato moral, as fontes da avaliação 
moral, a natureza e a função dos juízos morais, os critérios de justificação destes 
juízos e o princípio que rege a mudança e a sucessão de diferentes sistemas 
morais. 
“Os problemas éticos, ao contrário dos prático-morais são caracterizados 
pela sua generalidade. Por exemplo, se um indivíduo está diante de uma 
determinada situação, deverá resolvê-la por si mesmo, com a ajuda de uma norma 
que reconhece e aceita intimamente, pois o problema do que fazer numa dada 
situação é um problema prático-moral e não teórico-ético. Mas, quando estamos 
diante de uma situação, como, por exemplo, definir o conceito de Bem, já 
ultrapassamos os limites dos problemas morais e estamos num problema geral de 
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caráter teórico, no campo de investigação da ética. Tanto assim, que diversas 
teorias éticas organizaram-se em torno da definição do que é Bem. Muitos filósofos 
acreditaram que, uma vez entendido o que é Bem, descobriríamos o que fazer 
diante das situações apresentadas pela vida. As respostas encontradas não são 
unânimes e as definições de Bem variam muito de um filósofo para outro. Para uns, 
Bem é o prazer, para outros é o útil e assim por diante” (ALENCASTRO, 2000). 
 
1.3 O pensamento dos filósofos 
 
Na antiguidade, todos os filósofos entendiam a ética como o estudo dos 
meios de se alcançar a eudaimonia1 e investigar o que significa felicidade. Porém, 
durante a Idade Média, a filosofia foi dominada pelo cristianismo e pelo islamismo, e 
a ética se centralizou na moral (interpretação dos mandamentos e preceitos 
religiosos). 
No renascimento e no século XVII, os filósofos redescobriram os temas 
éticos da antiguidade, e a ética foi entendida novamente como o estudo dos meios 
de se alcançar o bem estar e a felicidade. 
A seguir são descritas brevemente as teorias éticas de alguns filósofos 
clássicos: 
Para a escola cirenaica2, a felicidade consistia no gozo de todo prazer 
imediato. Defendia, porém, um controle racional sobre o prazer para que não se 
desenvolvesse uma dependência dos prazeres. 
Demócrito de Abdera afirmava que, ao buscarmos ser felizes, devemos fazer 
poucas coisas afim de que o que fizermos não ultrapasse nossas forças e não nos 
leve à inquietação. Dizia que “é sábio quem não se aflige com o que lhe falta e se 
alegra com o que possui” e que “a moderação aumenta o gozo e acresce o prazer”. 
 
1
 O fenômeno da felicidade 
2
 Escola de pensamento fundada em Atenas, por Aristipo de Cirene. Foi a partir do nome desta cidade que os 
cirenaicos receberam sua denominação. É considerada pela tradição uma das chamadas escolas socráticas, 
juntamente com os cínicos e os megáricos. Tais escolas recebem esta denominação por se configurar, cada uma 
delas, como uma determinada interpretação dos ensinamentos de Sócrates, especialmente no que concerne à 
correlação entre conhecimento e virtude. 
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Afirmava que a agressividade é insensata porque “enquanto se busca prejudicar o 
inimigo, esquecemos o nosso próprio interesse”. 
Aristóteles, em sua obra Ética a Nicômaco, afirma que a felicidade 
(eudemonia) não consiste nem nos prazeres, nem nas riquezas, nem nas honras, 
mas numa vida virtuosa. A virtude (areté), por sua vez, se encontra num justo meio 
entre os extremos, que será encontrada por aquele dotado de prudência (phronesis) 
e educado pelo hábito no seu exercício. 
Aristóteles faz uma distinção entre os saberes teóricos, poiéticos e práticos 
que nos levam a entender melhor que tipo de saber constitui a ética. 
Os saberes teóricos (do grego theorein: ver, contemplar) ocupam-se de 
averiguar o que são as coisas, o que ocorre de fato no mundo e quais são as causas 
objetivas dos acontecimentos. São saberes descritivos, mostram-nos o que existe, o 
que é, o que acontece. As diferentes ciências da natureza (Física, Química, Biologia, 
Astronomia, etc.) são saberes teóricos na medida em que o que buscam é, 
simplesmente, mostrar-nos como é o mundo. 
Aristóteles dizia que os saberes teóricos versam sobre “o que não pode ser 
de outra maneira”, ou seja, o que é assim porque assim o encontramos no mundo, 
não porque assim o dispôs a nossa vontade: o sol aquece, os animais respiram a 
água se evapora, as plantas crescem... tudo isso é assim e não podemos mudá-lo a 
nosso bel-prazer. Podemos tentar impedir que uma coisa concreta seja aquecida 
pelo sol, utilizando para tanto quaisquer meios que tenhamos a nosso alcance, mas 
que o sol aqueça ou não aqueça não depende de nossa vontade: pertence ao tipo 
de coisas que “não podem ser de outra maneira”. 
Em contrapartida, os saberes poiéticos e práticos versam, segundo 
Aristóteles, sobre “o que pode ser de outra maneira”, ou seja, sobre o que podemos 
controlar à vontade. Os saberes poiéticos (do grego poiein: fazer, fabricar, produzir) 
são aqueles que nos servem de guia para a elaboração de algum produto, de 
alguma obra, quer seja algum tipo de artefato útil (como construir uma roda ou tecer 
uma manta)ou simplesmente um objeto belo (como uma escultura, uma pintura ou 
um poema) (CORTINA; MARTÍNEZ, 2009). 
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As técnicas e as artes são saberes desse tipo. O que hoje chamamos de 
“tecnologias” são igualmente saberes que abarcam tanto a simples técnica - 
baseada em conhecimentos teóricos - como a produção artística. 
Os saberes poiéticos, diferentemente dos saberes teóricos, não descrevem 
o que existe, mas procuram estabelecer normas, padrões e orientações sobre como 
se deve agir para atingir o fim desejado (ou seja, uma roda ou uma manta bem 
feitas, uma escultura, uma pintura ou um poema belos). Os saberes poiéticos são 
normativos, porém não pretendem servir de referência para toda a nossa vida, mas 
unicamente para a obtenção de certos resultados que supostamente buscamos. 
Por sua vez, os saberes práticos (do grego práxis: atividade, tarefa, 
negócio), que também são normativos, são aqueles que procuram orientar-nos 
sobre o que devemos fazer para conduzir nossa vida de uma maneira boa e justa, 
como devemos agir, qual decisão é a mais correta em cada caso concreto para que 
a própria vida seja boa em seu conjunto. Tratam do que deve existir, do que deveria 
ser (embora ainda não seja), do que seria bom que acontecesse (segundo alguma 
concepção do bem humano). Tentam nos mostrar como agir bem, como nos 
conduzir adequadamente no conjunto de nossa vida (CORTINA; MARTÍNEZ, 2009). 
Na classificação aristotélica, os saberes práticos eram agrupados sob o 
rótulo “filosofia prática”, rótulo que abarcava não só a Ética (saber prático destinado 
a orientar a tomada de decisões prudentes que nos levam a conseguir uma vida 
boa), mas também a Economia (saber prático encarregado da boa administração 
dos bens da casa e da cidade) e a Política (saber prático que tem por objeto o bom 
governo da pólis). 
Para Epicuro3 a felicidade consiste na busca do prazer, que ele definia como 
um estado de tranquilidade e de libertação da superstição e do medo (ataraxia), 
assim como a ausência de sofrimento (aponia). Para ele, a felicidade não é a busca 
desenfreada de bens e prazeres corporais, mas o prazer obtido pelo conhecimento, 
amizade e uma vida simples. Por exemplo, ele argumentava que ao comermos, 
obtemos prazer não pelo excesso ou pelo luxo culinário (que leva a um prazer 
fortuito, seguido pela insatisfação), mas pela moderação, que torna o prazer um 
 
3
 Um filósofo grego do período helenístico. Seu pensamento foi muito difundido e numerosos centros epicuristas 
se desenvolveram na Jônia, no Egito e, a partir do século I, em Roma, onde Lucrécio foi seu maior divulgador. 
15 
 
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estado de espírito constante, mesmo se nos alimentarmos simplesmente de pão e 
água. 
Para os filósofos cínicos, a felicidade era identificada com o poder sobre si 
mesmo ou autossuficiência (em grego, autárkeia) e é alcançada eliminando-se da 
vontade todo o supérfluo, tudo aquilo que fosse exterior. Defendiam um retorno à 
vida da natureza, errante e instintiva, como a dos cães. Desacreditavam as 
conquistas da civilização, suas estruturas jurídicas, religiosas e sociais. 
Para os estóicos, a felicidade consiste em viver de acordo com a lei racional 
da natureza e aconselha a indiferença (apathea) em relação a tudo que é externo. O 
homem sábio obedece à lei natural reconhecendo-se como uma peça na grande 
ordem e propósito do universo, devendo assim manter a serenidade e indiferença 
perante as tragédias e alegrias. 
Espinoza, em sua obra Ética, afirma que a felicidade é encontrada através 
da alegria ativa, que nos possibilita ultrapassar as paixões (tristeza e alegria 
passivas). A alegria ativa consiste em compreender e ativamente criar as 
condições/oportunidades exteriores que levam à alegria e ao amor (o amor é 
definido por ele como a alegria que associamos a uma causa exterior a nós), contra 
a tristeza e o ódio (o ódio é definido por ele como a tristeza que associamos a uma 
causa exterior a nós). Ele criticava severamente os filósofos cristãos medievais que 
afirmavam que a tristeza e o sofrimento são bons (como em Cristo). 
Para Espinoza, unicamente a alegria nos leva ao amor no cotidiano e na 
convivência com os outros, enquanto a tristeza nunca é boa, intrinsecamente 
relacionada ao ódio, à tristeza sempre é destrutiva para nós e para os outros. 
1.4 Valores éticos 
 
A ética aristotélica afirma que existe moral porque os seres humanos 
buscam inevitavelmente a felicidade, a ventura, e para alcançar plenamente esse 
objetivo necessitam das orientações morais. 
Mas, além disso, ela nos proporciona critérios racionais para averiguar que 
tipo de comportamentos, quais virtudes, em suma, que tipo de caráter moral é o 
adequado para essa finalidade. 
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Desse modo, Aristóteles entende a vida moral como um modo de “auto-
realização” e por isso dizemos que a ética aristotélica pertence ao grupo de éticas 
eudemonistas, porque assim se aprecia melhor a diferença em relação a outras 
éticas. Para ele os valores seriam: 
1-Próprias do intelecto teórico: 
 Inteligência (nous) 
 Ciência (episteme) 
 Sabedoria (Sofia) 
 
2-Próprias do intelecto prático: 
 Prudência (frónesis) 
 Arte ou técnica (tekne) 
 Discrição (gnome) 
 Perspicácia (euboulía) 
 
3-Próprias do autodomínio: 
 Fortaleza ou coragem (andreía) 
 Temperança ou moderação (sofrosine) 
 Pudor (aidos) 
 
4-Próprias das relações humanas: 
 Justiça (dikaiosine) 
 Generosidade ou liberdade (eleutheríotes) 
 Amabilidade (filia) 
 Veracidade (aletheía) 
 Bom humor (eutrapelía) 
 Afabilidade ou doçura (praotes) 
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 Magnificência (megaloprepéia) 
 Magnanimidade (megalofijía) (CORTINA; MARTÍNEZ, 2009). 
 
Para Scheler4, existe uma ciência pura dos valores, uma axiologia pura, que 
se sustenta em três princípios: 
1. Todos os valores são negativos ou positivos; 
2. Valor e dever estão relacionados, pois a captação de um valor não realizado é 
acompanhada pelo dever de realizá-lo; 
3. Nossa preferência por um valor e não por outro verifica-se porque nossa 
intuição emocional capta os valores já hierarquizados. A vontade de realizar 
um valor moral superior em vez de um inferior constitui o bem moral, e seu 
contrário é o mal. Não existem, portanto, valores especificamente morais. 
Esse modelo ético foi seguido e ampliado por pensadores como Nicolai 
Hartmann, Hans Reiner, Dietrich Von Hildebrand e José Ortega y Gasset, que 
chamou a intuição emocional de “estimativa” e incluiu os valores morais na 
hierarquia objetiva, diferentemente de Scheler, como mostra o quadro abaixo. 
 
 
 
Valores positivos e negativos 
Úteis 
Capaz – incapaz 
Caro – barato 
Abundante – escasso 
Vitais 
Saudável – doente 
Selecionado – vulgar 
Cheio de energia – inerte 
 
4
 Max Scheller (1874-1928) foi um filósofo fenomenologista, preocupado especialmente com a filosofia dos 
valores. 
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 (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "É mais que educação, é EVOLUÇÃO"Forte – fraco 
Espirituais 
Intelectuais 
Conhecimento – erro 
Exato – aproximado 
Evidente – provável 
Morais 
Bom – mau 
Bondoso – maldoso 
Justo – injusto 
Escrupuloso – negligente 
Leal – desleal 
Estéticos 
Bonito – feio 
Gracioso – tosco 
Elegante – deselegante 
Harmonioso – desamôrnico 
Religiosos 
Santo ou sagrado – profano 
Divino – demoníaco 
Supremo – derivado 
Milagroso – mecânico 
 
Fonte: ORTEGA y GASSET (1993, p. 334) 
 
 
 
Surgida na década de 1970 a ética do discurso propõe encarnar na 
sociedade os valores e liberdade, justiça e solidariedade por meio do diálogo, como 
único procedimento capaz de respeitar a individualidade das pessoas e, ao mesmo 
tempo, sua inegável dimensão solidária, porque em um diálogo precisamos contar 
com pessoas, mas também com a relação que existe entre elas, a qual, para ser 
humana, deve ser justa. 
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Esse diálogo nos permitirá questionar as normas vigentes em uma 
sociedade e distinguir quais são moralmente válidas, porque acreditamos realmente 
que humanizam. 
Obviamente, não é qualquer forma de diálogo que nos levará a distinguir o 
socialmente vigente do moralmente válido, por isso a ética discursiva tentará 
apresentar o procedimento dialógico adequado para alcançar essa meta, e mostrar 
como ele deveria funcionar nos diferentes âmbitos da vida social. Por isso, divide 
sua tarefa em duas partes: uma dedicada à fundamentação – à descoberta do 
princípio ético – e outra à aplicação deste à vida cotidiana (CORTINA; MARTÍNEZ, 
2009). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
A insatisfação com a conduta ética no serviço público é um fato que vem 
sendo constantemente criticado pela sociedade brasileira. De modo geral, o país 
enfrenta o descrédito da opinião pública a respeito do comportamento dos 
administradores públicos e da classe política em todas as suas esferas: municipal, 
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estadual e federal. A partir desse cenário, é natural que a expectativa da sociedade 
seja mais exigente com a conduta daqueles que desempenham atividades no 
serviço e na gestão de bens públicos (MULLER, 2006). 
Para discorrer sobre o tema, vamos relembrar rapidamente os conceitos de 
moral, moralidade e ética. 
A moral pode ser entendida como o conjunto de regras consideradas 
válidas, de modo absoluto, para qualquer tempo ou lugar, grupo ou pessoa 
determinada, ou, ainda, como a ciência dos costumes, a qual difere de país para 
país, sendo que, em nenhum lugar, permanece a mesma por muito tempo. Portanto, 
observa-se que a moral é mutável, variando de acordo com o desenvolvimento de 
cada sociedade. Em consequência, deste conceito, surgiria outro: o da moralidade, 
como a qualidade do que é moral. A ética, no entanto, representaria uma abordagem 
sobre as constantes morais, aquele conjunto de valores e costumes mais ou menos 
permanente no tempo e uniforme no espaço. A ética é a ciência da moral ou aquela 
que estuda o comportamento dos homens na sociedade. 
A falta de ética, tão criticada pela sociedade, na condução do serviço público 
por administradores e políticos, generaliza a todos, colocando-os no mesmo 
patamar, além de constituir-se em uma visão imediatista. 
É certo que a crítica que a sociedade tem feito ao serviço público, seja ela 
por causa das longas filas ou da morosidade no andamento de processos, muitas 
vezes tem fundamento. Também, com referência ao gerenciamento dos recursos 
financeiros, têm-se notícia, em todas as esferas de governo, de denúncias sobre 
desvio de verbas públicas, envolvendo administradores públicos e políticos em geral 
(MULLER, 2006). 
A questão deveria ser conduzida com muita seriedade, porque desfazer a 
imagem negativa do padrão ético do serviço público brasileiro é tarefa das mais 
difíceis. 
Refletindo sobre a questão, acredita-se que um alternativa, para o governo, 
poderia ser a oferta à sociedade de ações educativas de boa qualidade, nas quais 
os indivíduos pudessem ter, desde o início da sua formação, valores arraigados e 
trilhados na moralidade. Dessa forma, seriam garantidos aos mesmos, 
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comportamentos mais duradouros e interiorização de princípios éticos (MULLER, 
2006). 
Outros caminhos seriam a repreensão e a repressão, e nesse ponto há de 
se levar em consideração as leis punitivas e os diversos códigos de ética de 
categorias profissionais e de servidores públicos, os quais trazem severas 
penalidades aos maus administradores. 
As leis, além de normatizarem determinado assunto, trazem, em seu 
conteúdo, penalidades de advertência, suspensão e reclusão do servidor público 
que infringir dispositivos previstos na legislação vigente. Uma das mais comentadas 
na atualidade é a Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece normas de 
finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. 
 
2.1 O Código de Ética do Servidor Público 
 
Já os códigos de ética5 trazem, em seu conteúdo, o conjunto de normas a 
serem seguidas e as penalidades aplicáveis no caso do não cumprimento das 
mesmas. Normalmente, os códigos lembram aos funcionários que estes devem agir 
com dignidade, decoro, zelo e eficácia, para preservar a honra do serviço público. 
Enfatizam que é dever do servidor ser cortês, atencioso, respeitoso com os usuários 
do serviço público. Também, é dever do servidor ser rápido, assíduo, leal, correto e 
justo, escolhendo sempre aquela opção que beneficie o maior número de pessoas. 
Os códigos discorrem, ainda, sobre as obrigações, regras, cuidados e 
cautelas que devem ser observadas para cumprimento do objetivo maior que é o 
bem comum, prestando serviço público de qualidade à população. Afinal, esta última 
é quem alimenta a máquina governamental dos recursos financeiros necessários à 
prestação dos serviços públicos, através do pagamento dos tributos previstos na 
legislação brasileira – ressalta-se, aqui, a grande carga tributária imposta aos 
contribuintes brasileiros. Também, destaca-se nos códigos que a função do servidor 
deve ser exercida com transparência, competência, seriedade e compromisso com o 
bem estar da coletividade (MULLER, 2006). 
 
5
 Em anexo o Decreto n. 1171/94 
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 (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "É mais que educação, é EVOLUÇÃO" 
Os códigos não deixam dúvidas quanto às questões que envolvem 
interesses particulares, as quais, jamais, devem ser priorizadas em detrimento 
daquelas de interesses públicos, ainda mais se forem caracterizadas como 
situações ilícitas. Dentre as proibições elencadas, tem-se o uso do cargo para obter 
favores, receber presentes, prejudicar alguém através de perseguições por qualquer 
que seja o motivo, a utilização de informações sigilosas em proveito próprio e a 
rasura e alteração de documentos e processos. Todas elas evocam os princípios 
fundamentais da administração pública: legalidade, impessoalidade, publicidade e 
moralidade – este último princípio intimamente ligado à ética no serviço público. 
Além desses, também se podem destacar os princípios da igualdade e da 
probidade. 
Criada pelo Presidente da República em maio de 2000,a Comissão de Ética 
Pública entende que o aperfeiçoamento da conduta ética decorreria da explicitação 
de regras claras de comportamento e do desenvolvimento de uma estratégia 
específica para a sua implementação. Na formulação dessa estratégia, a Comissão 
considera que é imprescindível levar em conta, como pressuposto, que a base do 
funcionalismo é estruturalmente sólida, pois deriva de valores tradicionais da classe 
média, onde ele é recrutado. Portanto, qualquer iniciativa que parta do diagnóstico 
de que se está diante de um problema endêmico de corrupção generalizada será 
inevitavelmente equivocada, injusta e contraproducente, pois alienaria o 
funcionalismo do esforço de aperfeiçoamento que a sociedade está a exigir. Afinal, 
não se poderia responsabilizar nem cobrar algo de alguém que sequer teve a 
oportunidade de conhecê-lo (PIQUET, 2000). 
Do ponto de vista da Comissão de Ética Pública, a repressão, na prática, é 
quase sempre ineficaz. O ideal seria a prevenção, através de identificação e de 
tratamento específico, das áreas da administração pública em que ocorressem, com 
maior frequência, condutas incompatíveis com o padrão ético almejado para o 
serviço público. Essa é uma tarefa complicada, que deveria ser iniciada pelo nível 
mais alto da administração, aqueles que detém poder decisório. 
A Comissão defende que o administrador público deva ter Código de 
Conduta de linguagem simples e acessível, evitando termos jurídicos 
excessivamente técnicos, que norteie o seu comportamento enquanto permanecer 
no cargo e o proteja de acusações infundadas. E vai mais longe ao defender que, na 
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ausência de regras claras e práticas de conduta, corre-se o risco de inibir o cidadão 
honesto de aceitar cargo público de relevo. Além disso, afirma ser necessária a 
criação de mecanismo ágil de formulação dessas regras, assim como de sua difusão 
e fiscalização. Deveria existir uma instância à qual os administradores públicos 
pudessem recorrer em caso de dúvida e de apuração de transgressões, que seria, 
no caso, a Comissão de Ética Pública, como órgão de consulta da Presidência da 
República (MULLER, 2006). 
Diante dessas reflexões, a ética deveria ser considerada como um caminho 
no qual os indivíduos tivessem condições de escolha livre e, nesse particular, é de 
grande importância a formação e as informações recebidas por cada cidadão ao 
longo da vida (LOPES, 1993). 
A moralidade administrativa constitui-se, atualmente, num pressuposto de 
validade de todo ato da administração pública. A moral administrativa é imposta ao 
agente público para sua conduta interna, segundo as exigências da instituição a que 
serve, e a finalidade de sua ação: o bem comum. O administrador público, ao atuar, 
não poderia desprezar o elemento ético de sua conduta (MULLER, 2006). 
A ética tem sido um dos mais trabalhados temas da atualidade, porque se 
vem exigindo valores morais em todas as instâncias da sociedade, sejam elas 
políticas, científicas ou econômicas. 
É a preocupação da sociedade em delimitar legal e ilegal, moral e imoral, 
justo e injusto. Desse conflito é que se ergue a ética, tão discutida pelos filósofos de 
toda a história mundial (MULLER, 2006). 
3 RELAÇÕES HUMANAS, TRABALHO EM EQUIPE, QUALIDADE NO 
ATENDIMENTO PÚBLICO 
 
Segundo Pepe (2008), cada pessoa tem uma história de vida, uma maneira 
de pensar a vida e assim também o trabalho é visto de sua forma especial. Há 
pessoas mais dispostas a ouvir, outras nem tanto, há pessoas que se interessam em 
aprender constantemente, outras não, enfim as pessoas têm objetivos diferenciados 
e nesta situação muitas vezes priorizam o que melhor lhes convém e às vezes 
estará em conflito com a própria empresa. 
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Como observado por Bom Sucesso, o autoconhecimento e o conhecimento 
do outro são componentes essenciais na compreensão de como a pessoa atua no 
trabalho, dificultando ou facilitando as relações. Dentre as dificuldades mais 
observadas, destacam-se: a falta de objetivos pessoais, dificuldade em priorizar e 
dificuldade em ouvir. 
É bom lembrar também que o ser humano é individual, é único e que, 
portanto também reage de forma única e individual a situações semelhantes. 
Para Bom Sucesso (1997, p. 176) no cenário idealizado de pleno emprego, 
mesmo de ótimas condições financeiras, conforto e segurança, alguns trabalhadores 
ainda estarão tomados pelo sofrimento emocional. Outros, necessitados, cavando o 
alimento diário com esforço excessivo, ainda assim se declaram felizes, 
esperançosos. 
Nesse contexto e de acordo com os processos dinâmicos e interativos de 
gerir pessoas (agregar, recompensar, desenvolver, manter e monitorar) 
estabelecidos por Chiavenato (2005), a promoção da socialização do funcionário ou 
colaborador também agrega valor às inter-relações no ambiente de trabalho, ou 
seja, as empresas precisam promover a socialização dos novos funcionários, o que 
pode acontecer através de vários programas de integração, quer sejam do tipo 
formal ou informal; individual ou coletivo; uniforme ou variável, dentre outros. 
Um ambiente saudável, rico, tranquilo e ao mesmo tempo desafiador, que 
leve o indivíduo a buscar novas conquistas, a satisfazer novas necessidades 
favorece não só as relações pessoais, mas o bom desenvolvimento, a fruição dos 
trabalhos e o atendimento dos objetivos da administração quer seja ela pública ou 
privada. 
 
3.1 O que a sociedade espera do servidor público 
 
De um lado encontramos o Estado que precisa implementar suas políticas, 
seus programas e projetos para atender as demandas da sociedade, precisando 
ainda, ser eficiente e eficaz em suas ações. De outro lado, encontramos a 
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sociedade, que hoje se encontra alerta, crítica e vigilante em relação aos seus 
direitos. 
Estas considerações levam a entender que existem inúmeras relações entre 
cidadania, ética, qualidade e legalidade e o serviço público, relações estas que são 
encontradas ao longo do texto ou código de ética do servidor público. Entre elas, 
temos que a remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta 
ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por isto se exige, que a moralidade 
se integre no Direito. 
O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve 
ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem estar, já que, como cidadão, 
integrante da sociedade, o êxito deste trabalho pode ser considerado seu maior 
patrimônio. 
A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se 
integra na vida particular de cada servidor público. 
O servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional, 
respeitando seus colegas e cada concidadão, colabora e de todos pode receber 
colaboração, pois sua atividade pública é a grande oportunidade para o crescimento 
e engrandecimento da Nação. 
Especificamente, os artigos IX e X do código de ética do servidor público 
chamam a atenção. 
IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço 
público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga 
seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. Da mesma 
forma, causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-
o, pordescuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e 
às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram 
sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus esforços para construí-los. 
X - Deixar o servidor público, qualquer pessoa à espera de solução que 
compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a formação de longas 
filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço, não caracteriza 
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apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente grave 
dano moral aos usuários dos serviços públicos (DECRETO 1.171/94). 
Assim, se torna de extrema relevância que o servidor público (que um dia, 
por critérios de seleção e por meio de concurso público, se destacou entre seus 
inúmeros pares, foi aprovado e vislumbrou a possibilidade de fazer carreira na 
atividade de governo, com segurança e estabilidade, características inexistentes na 
iniciativa privada), atue, de modo perene, com a consciência voltada à importância 
de seu trabalho, assíduo e permanente, para o desenvolvimento de seu país, de seu 
Estado e de sua cidade, além de seu crescimento interior, dignificando o seu nome e 
sua atividade laborativa, tanto para conhecimento próprio e servir de exemplo à sua 
linha ascendente como para sua descendência, destacando-se entre seus pares 
(SOUZA, 2007). 
 
3.2 Primar pela qualidade no atendimento 
 
Um dos desafios institucionais que parecem exigir transformações urgentes 
está relacionado com a qualidade do serviço de atendimento ao público no contexto 
da realidade brasileira, tanto no âmbito estatal quanto da iniciativa privada. 
Um local onde encontramos cotidianamente um número sem fim de 
reclamações, traduzidas pela insatisfação dos usuários-consumidores, tanto em 
relação aos serviços de atendimento em instituições públicas quanto privadas, são 
os espaços que os jornais dedicam aos leitores e mesmo nas conversas lado a lado, 
nas filas de espera, onde percebe-se pelas falas, a insatisfação dos usuários-
consumidores. 
Segundo Ferreira (2007), a “situação de atendimento” nada mais é do que a 
“porta de entrada” para a investigação das origens da falta ou da perda de qualidade 
do serviço prestado ao usuário. Tal situação é a ocasião em que se manifestam os 
problemas e as dificuldades dos diferentes sujeitos, cujas raízes estão em outras 
instâncias ou momentos, por exemplo, na falta de treinamento do funcionário; na 
desinformação do usuário; e/ou no planejamento ineficaz da empresa / instituição. 
Contribuir para transformar positivamente tais situações críticas existentes nas 
instituições constitui um desafio para a intervenção profissional. 
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Os problemas existentes no atendimento se manifestam por intermédio de 
diferentes indicadores críticos. Eles são o ponto de partida da investigação e o 
diagnóstico de suas causas mais profundas é o ponto de chegada. Por exemplo, o 
tempo demasiado de espera do usuário pode ser (e frequentemente o é) um 
indicador crítico da perda de qualidade do serviço de atendimento. Nesse caso, um 
dos problemas que se coloca é não só caracterizar a processualidade da variável 
(tempo de espera), mas também identificar e recuperar os fatores (materiais, 
organizacionais, técnicos, humanos, etc.) que podem estar na gênese de tal 
indicador crítico (FERREIRA, 2007). 
O atendimento ao público é um serviço complexo; sua simplicidade é apenas 
aparente. Trata-se de uma atividade social mediadora que coloca em cena a 
interação de diferentes sujeitos em um contexto específico, visando responder a 
distintas necessidades. A “tarefa de atendimento” é, frequentemente, uma “etapa 
terminal”, resultante de um processo de múltiplas facetas que se desenrola em um 
contexto institucional, envolvendo dois tipos de personagens principais: o funcionário 
(atendente) e o usuário. 
O caráter social do atendimento ao público se manifesta, sobretudo, pela via 
da comunicação entre os sujeitos participantes, dando visibilidade às suas 
necessidades, experiências e expectativas. A instituição, enquanto palco onde se 
desenrola o atendimento como atividade social, não é neutra; ao contrário, os 
objetivos, os processos organizacionais e a estrutura existentes, são elementos 
essenciais conformadores da situação de atendimento. Eles têm a função de no 
contexto institucional ser o facilitador e/ou dificultador da interação entre os sujeitos, 
da qualidade do serviço, e imprimem uma dinâmica singular no cenário onde se 
efetua o atendimento (FERREIRA, 2007). 
Assim, o serviço de atendimento ao público é um processo resultante da 
sinergia de diferentes variáveis: 
 O comportamento do usuário; 
 A conduta dos funcionários envolvidos (direta ou indiretamente) na situação; 
 A organização do trabalho e, 
 As condições físico-ambientais/ instrumentais. 
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Tais fatores funcionam como propulsores desse processo, alimentando a 
dinâmica de transformações internas e externas das situações de atendimento sob a 
base de regulações permanentes. 
Em se tratando de atender com qualidade no setor público, o servidor, antes 
de tudo precisa estar motivado, comprometido e ciente de que é a partir do seu 
atendimento, do cumprimento de suas atribuições que os anseios e necessidades do 
cliente-cidadão serão ou não satisfeitos. Outro ponto importante: ele precisa 
conhecer e dominar o serviço que está prestando para que não incorra em erros que 
podem custar caro para o cliente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MORAES, Alfredo de Oliveira. Ética no serviço público. Pernambuco: Seminário 
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 (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "É mais que educação, é EVOLUÇÃO" 
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SROUR, Robert Henry. Ética empresarial. Rio de Janeiro: Campus, 2000. 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXO 
O Decreto n. 1171/94 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, 
incisos IV e VI, e ainda tendo em vista o disposto no art. 37 da Constituição, bem 
como nos arts. 116 e 117 da Lei n° 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e nos arts. 
10, 11 e 12 da Lei n° 8.429, de 2 de junho de 1992, 
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DECRETA: 
Art. 1° Fica aprovado o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil 
do Poder Executivo Federal, que com este baixa. 
Art. 2° Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta e 
indireta implementarão, em sessenta dias, as providências necessárias à plena 
vigência do Código de Ética, inclusive mediante a Constituição da respectiva 
Comissão de Ética, integrada por três servidores ou empregados titulares de cargo 
efetivo ou emprego permanente. 
Parágrafo único. A constituição da Comissão de Ética será comunicada à 
Secretaria da Administração Federal da Presidência da República, com a indicação 
dos respectivos membros titulares e suplentes. 
Art. 3° Este decreto entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 22 de junho de 1994, 173° da Independência e 106° da República. 
ITAMAR FRANCO 
Romildo Canhim 
Este texto não substitui o publicado no DOU de 23.6.1994. 
 
Código de Ética Profissional do 
Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal 
CAPÍTULO I 
Seção I 
 
Das Regras Deontológicas 
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios 
morais são 
primados maiores que devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo 
ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder 
estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a 
preservação da honra e da tradição dos serviços públicos. 
 
II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua 
conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o 
injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas 
principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 
37, caput, e § 4°, da Constituição Federal. 
 
III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o 
bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. 
O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que 
poderá consolidar a moralidade do ato administrativo. 
 
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IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta 
ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por isso se exige, como 
contrapartida, que a moralidade administrativa se integre no Direito, como elemento 
indissociável de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como consequência, 
em fator de legalidade. 
 
V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve 
ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, 
integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu 
maior patrimônio. 
 
VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se 
integra na vida particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados 
na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu 
bom conceito na vida funcional. 
 
VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou 
interesse superior do Estado e da Administração Pública, a serem preservados em 
processo previamente declarado sigiloso, nos termos da lei, a publicidade de 
qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando 
sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a 
negar. 
 
VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou 
falseá-la, ainda que contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da 
Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder 
corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até 
mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação. 
 
IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço 
público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga 
seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. Da mesma 
forma, causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-
o, por descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e 
às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram 
sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus esforços para construí-los. 
 
X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que 
compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a formação de longas 
filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço, não caracteriza 
apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente grave 
dano moral aos usuários dos serviços públicos. 
 
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 (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "É mais que educação, é EVOLUÇÃO" 
XI - 0 servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus 
superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta 
negligente. Os repetidos erros, o descaso e o acúmulo de desvios tornam-se, às 
vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da 
função pública. 
 
XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator de 
desmoralização do serviço público, o que quase sempre conduz à desordem nas 
relações humanas. 
 
XIII - O servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional, 
respeitando seus colegas e cada concidadão, colabora e de todos pode receber 
colaboração, pois sua atividade pública é a grande oportunidade para o crescimento 
e o engrandecimento da Nação. 
 
Seção II 
Dos Principais Deveres do Servidor Público 
 
XIV - São deveres fundamentais do servidor público: 
a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego 
público de que seja titular; 
 
b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, pondo fim 
ou procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias, principalmente 
diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços 
pelo setor em que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao 
usuário; 
 
c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu 
caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a 
mais vantajosa para o bem comum; 
 
d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da 
gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo; 
 
e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o processo 
de comunicação e contato com o público; 
 
f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se 
materializam na adequada prestação dos serviços públicos; 
 
g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando a 
capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do serviço público, sem 
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qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, sexo, nacionalidade, cor, 
idade, religião, cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-
lhes dano moral; 
 
h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar contra 
qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal; 
 
i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de contratantes, 
interessados e outros que visem obter quaisquer favores, benesses ou vantagens 
indevidas em decorrência de ações imorais, ilegais ou aéticas e denunciá-las; 
 
j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas da 
defesa da vida e da segurança coletiva; 
 
l) ser assíduo e frequente ao serviço, na certeza de que sua ausência provoca 
danos ao trabalho ordenado, refletindo negativamente em todo o sistema; 
 
m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato 
contrário ao interesse público, exigindo as providências cabíveis; 
 
n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os métodos 
mais adequados à sua organização e distribuição; 
 
o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do 
exercício de suas funções, tendo por escopo a realização do bem comum; 
 
p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da 
função; 
 
q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a 
legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas funções; 
 
r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções superiores, as 
tarefas de seu cargo ou função, tanto quanto possível, com critério, segurança e 
rapidez, mantendo tudo sempre em boa ordem. 
 
s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito; 
 
t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe sejam 
atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos 
usuários do serviço público e dos jurisdicionados administrativos; 
 
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u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou autoridade 
com finalidade estranha ao interesse público, mesmo que observando as 
formalidades legais e não cometendo qualquer violação expressa à lei; 
 
v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existência 
deste Código de Ética, estimulando o seu integral cumprimento. 
 
Seção III 
Das Vedações ao Servidor Público 
 
XV - E vedado ao servidor público; 
a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e 
influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para outrem; 
 
b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de 
cidadãos que deles dependam; 
 
c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com erro ou 
infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética de sua profissão; 
 
d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito 
por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material; 
 
e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do 
seu conhecimento para atendimento do seu mister; 
 
f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões ou 
interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público, com os 
jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente superiores ou 
inferiores; 
 
g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda 
financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou vantagem de qualquer 
espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o cumprimento da sua missão 
ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim; 
 
h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para 
providências; 
 
i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em 
serviços públicos; 
 
j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular; 
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l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, qualquer 
documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio público; 
 
m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu 
serviço, em benefício próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros; 
 
n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente; 
 
o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral, a 
honestidade ou a dignidade da pessoa humana; 
 
p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a 
empreendimentos de cunho duvidoso. 
 
CAPÍTULO II 
DAS COMISSÕES DE ÉTICA 
 
XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal 
direta, indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade que 
exerça atribuições delegadas pelo poder público, deverá ser criada uma Comissão 
de Ética, encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, 
no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, competindo-lhe conhecer 
concretamentede imputação ou de procedimento susceptível de censura. 
 
XVII -- Cada Comissão de Ética, integrada por três servidores públicos e 
respectivos suplentes, poderá instaurar, de ofício, processo sobre ato, fato ou 
conduta que considerar passível de infrigência a princípio ou norma ético-
profissional, podendo ainda conhecer de consultas, denúncias ou representações 
formuladas contra o servidor público, a repartição ou o setor em que haja ocorrido a 
falta, cuja análise e deliberação forem recomendáveis para atender ou resguardar o 
exercício do cargo ou função pública, desde que formuladas por autoridade, 
servidor, jurisdicionados administrativos, qualquer cidadão que se identifique ou 
quaisquer entidades associativas regularmente constituídas. (Revogado pelo 
Decreto nº 6.029, de 2007) 
 
XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos encarregados 
da execução do quadro de carreira dos servidores, os registros sobre sua conduta 
ética, para o efeito de instruir e fundamentar promoções e para todos os demais 
procedimentos próprios da carreira do servidor público. 
 
XIX - Os procedimentos a serem adotados pela Comissão de Ética, para a 
apuração de fato ou ato que, em princípio, se apresente contrário à ética, em 
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conformidade com este Código, terão o rito sumário, ouvidos apenas o queixoso e o 
servidor, ou apenas este, se a apuração decorrer de conhecimento de ofício, 
cabendo sempre recurso ao respectivo Ministro de Estado. (Revogado pelo Decreto 
nº 6.029, de 2007). 
 
XX - Dada a eventual gravidade da conduta do servidor ou sua reincidência, 
poderá a Comissão de Ética encaminhar a sua decisão e respectivo expediente para 
a Comissão Permanente de Processo Disciplinar do respectivo órgão, se houver, e, 
cumulativamente, se for o caso, à entidade em que, por exercício profissional, o 
servidor público esteja inscrito, para as providências disciplinares cabíveis. O 
retardamento dos procedimentos aqui prescritos implicará comprometimento ético da 
própria Comissão, cabendo à Comissão de Ética do órgão hierarquicamente 
superior o seu conhecimento e providências. (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 
2007). 
 
XXI - As decisões da Comissão de Ética, na análise de qualquer fato ou ato 
submetido à sua apreciação ou por ela levantado, serão resumidas em ementa e, 
com a omissão dos nomes dos interessados, divulgadas no próprio órgão, bem 
como remetidas às demais Comissões de Ética, criadas com o fito de formação da 
consciência ética na prestação de serviços públicos. Uma cópia completa de todo o 
expediente deverá ser remetida à Secretaria da Administração Federal da 
Presidência da República. (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007). 
 
XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de 
censura e sua fundamentação constará do respectivo parecer, assinado por todos 
os seus integrantes, com ciência do faltoso. 
 
XXIII - A Comissão de Ética não poderá se eximir de fundamentar o 
julgamento da falta de ética do servidor público ou do prestador de serviços 
contratado, alegando a falta de previsão neste Código, cabendo-lhe recorrer à 
analogia, aos costumes e aos princípios éticos e morais conhecidos em outras 
profissões; (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007). 
 
XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se por 
servidor público todo aquele que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato 
jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária ou excepcional, ainda 
que sem retribuição financeira, desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer 
órgão do poder estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as entidades 
paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, ou em 
qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado. 
 
XXV - Em cada órgão do Poder Executivo Federal em que qualquer cidadão 
houver de tomar posse ou ser investido em função pública, deverá ser prestado, 
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perante a respectiva Comissão de Ética, um compromisso solene de acatamento e 
observância das regras estabelecidas por este Código de Ética e de todos os 
princípios éticos e morais estabelecidos pela tradição e pelos bons costumes. 
(Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO 
1)A sociedade se apoia em três pilares éticos. É vital que ela seja solidária é um dos 
pilares. Qual das opções abaixo explica esse pilar? 
A( )é preciso haver oportunidade para todos. 
B( )é preciso educar a vontade para que a liberdade se torne responsável. 
C( )é preciso haver compromisso com o bem pessoal e o bem comum. 
D( )n.r.a. 
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2)Organização flexível enquanto capacidade ética quer dizer que: 
A( )as estruturas estimulem a participação, a criatividade, a descentralização e a 
delegação da autoridade. 
B( )não basta haver líderes, eles devem estar integrados por verdades comuns. 
C( )deve se desenvolver simultaneamente a percepção diagnóstica e o 
pensamento estratégico. 
D( )n.r.a. 
 
3)Ética é a investigação geral sobre aquilo que é bom. Pois bem, assinale a opção 
falsa: 
A( ) Ética significa modo de ser, caráter, comportamento. 
B( ) É o ramo da biologia que busca estudar e indicar o melhor modo de viver no 
cotidiano e na sociedade. 
C( ) É o ramo da filosofia que busca estudar e indicar o melhor modo de viver no 
cotidiano e na sociedade. 
D( ) Diferencia-se da moral, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a 
normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos 
recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo 
pensamento humano. 
 
4) Tanto a Moral como o Direito baseiam-se em regras que visam estabelecer uma 
certa previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam. Qual 
das opções abaixo fala da moral de acordo com o texto? 
A( )estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de 
garantir o seu bem-viver. 
B( )independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas 
que sequer se conhecem, mas utilizam este mesmo referencial moral comum. 
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C( ) busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras 
do Estado. 
D( )estão corretas as opções A e B. 
 
5)Qual das opções abaixo refere-se a “sem ética, mas não contra uma ou outra 
ética”? 
A( )anti-ético 
B( )aético 
C( )ético 
D( )n.r.a. 
 
6)Aristóteles faz distinção entre alguns tipos de saberes. Quais os saberes 
correspondem a: “ocupam-se de averiguar o que são as coisas, o que ocorre de fato 
no mundo e quais são as causas objetivas dos acontecimentos. São saberes 
descritivos, mostram-nos o que existe, o que é, o que acontece”. 
A( )poiético 
B( )práticos 
C( )teóricos 
D( )n.r.a. 
 
7)São valores éticos próprios do intelecto teórico segundo Aristóteles: 
A( )prudência – arte - discrição 
B( )fortaleza – temperança - pudor 
C( )justiça – amabilidade – bom humor 
D( )inteligência – ciência - sabedoria41 
 
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8) Para Scheler, existe uma ciência pura dos valores, uma axiologia pura, que se 
sustenta em três princípios. Leia as afirmativas abaixo e assinale a opção correta. 
I – Todos os valores são negativos ou positivos 
II – Valor e dever estão relacionados, pois a captação de um valor não realizado é 
acompanhada pelo dever de realizá-lo 
III – Nossa preferência por um valor e não por outro verifica-se porque nossa 
intuição emocional capta os valores já hierarquizados. A vontade de realizar um 
valor moral superior em vez de um inferior constitui o bem moral, e seu contrário é o 
mal. Não existem, portanto, valores especificamente morais 
 
A( )Somente está correta a afirmativa I 
B( )Somente está correta a afirmativa II 
C( )Todas as afirmativas são falsas 
D( )Todas as afirmativas são verdadeiras 
 
9) “Propõe encarnar na sociedade os valores e liberdade, justiça e solidariedade por 
meio do diálogo, como único procedimento capaz de respeitar a individualidade das 
pessoas e, ao mesmo tempo, sua inegável dimensão solidária, porque em um 
diálogo precisamos contar com pessoas, mas também com a relação que existe 
entre elas, a qual, para ser humana, deve ser justa”. Esta definição pertence a qual 
das éticas abaixo? 
A( )Ética da falação 
B( )Ética do Discurso 
C( )Ética da falácia 
D( )Ética Poiética 
 
10) O serviço de atendimento ao público é um processo resultante da sinergia de 
diferentes variáveis. Qual das opções abaixo representa uma destas variáveis? 
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A( )comportamento do usuário 
B( )organização do trabalho 
C( )condições físico-ambientais e instrumentais 
D( )todas as opções acima.

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