Logo Passei Direto
Buscar
Material

Prévia do material em texto

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL PGRCC
Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil:
Centro de Triagem de Animais Silvestres - CETAS
Memorial Descritivo
PGRCC
Lista de Figuras
Figura 1 – Localização de Patos de Minas em Minas Gerais e Macrozoneamento Patos de Minas (Localização da obra).	8
Figura 2 - Localização da obra - CETAS	9
Figura 3 - Rota de acesso: CETAS à Escola Estadual Agrotecnica Afonso Queiroz	10
Figura 4 - Rotas de acesso: CETAS à Subestação CEMIG	10
Figura 5 - Rota de acesso: CETAS à Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)	11
Figura 6 - Rota de aceso: Empresa de Terraplanagem e Concreto ao CETAS	13
Figura 7 - Rota de acesso: Sugestão de Loja de Materiais	14
Figura 8 - Modelo de caçamba para coleta de resíduos	22
Figura 9 - Bombonas para coleta de resíduo	23
Figura 10 - Área de Triagem e acondicionamento de Resíduos	24
Figura 11 - Transporte Interno no Canteiro	25
Figura 12 - Rota de Acesso até a recicladora	26
Figura 13 - Rota de aço - Empresa de Coleta (Alô Caçambas)	27
Figura 14 - Rota de aço - Empresa de Coleta (Patos Caçambas)	28
Lista de Quadros
Quadro 1 - Quantitativo de Geração de Desperdício	15
Quadro 2 - Taxa de Geração de Resíduos baseados na TCPO.	16
Quadro 3 - Quantificação de Resíduos - CETAS	18
Quadro 4 - Classificação dos Resíduos Presentes na Obra	20
Quadro 5 - Total de Geração de Resíduos	21
Quadro 6 - Materiais Reutilizados Dentro da Obra	29
Quadro 7 - Destinação Final dos RCC	30
SUMÁRIO
1.	IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDIMENTO	6
2.	RESPONSÁVEL TÉCNICO PELA OBRA	6
3.	RESPONSÁVEL TÉCNICO PELA ELABORAÇÃO DO PGRCC	7
4.	CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO	8
5.	PROCESSO CONSTRUTIVO E MATERIAIS	12
6.	MODELAGEM MATEMÁTICA E ESTIMAÇÃO DE GERAÇÃO DE RESÍDUOS	14
7.	CLASSIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DOS RESÍDUOS:	19
8.	CANTEIRO DE OBRA PROPOSTO	22
9.	ACONDICIONAMENTO DOS RESÍDUOS	22
10.	TRIAGEM DOS RESÍDUOS	23
11.	TRANSPORTE DOS RESÍDUOS:	25
12.	REDUZIR, RECICLAR E REUTILIZAR	28
13.	DESTINAÇÃO FINAL	29
14.	PLANO DE CAPACITAÇÃO	31
REFERÊNCIAS	32
ANEXO 1 - Coeficiente de Conversão (Modelagem Matemática) ..........................33
ANEXO 2 - Placas de identificação dos Resíduos e Canteiro de Obras...................34
ANEXO 3 - Quadro de Destinação Final..................................................................36
ANEXO 4 - Instruções de Trabalho........................................................................37
ANEXO 5 - Formulário de Transporte e Destinação Final......................................39
ANEXO 6 - Canteiro de Obras Proposto.................................................................40
PGRCC - CETAS (Centro De Triagem de Animais Silvestres)
Identificação do empreendimento
 Pessoa Jurídica: 
• Razão Social: 
• Nome Fantasia: 
• Endereço Completo: 
• CNPJ: 
• Diretor Executivo: 
Pessoa Física: 
• Nome: 
• Endereço Completo:
• CPF: 
• E-mail: 
Responsável técnico pela obra
• Nome:
• Endereço Completo: 
• CPF:
• Telefone/Fax: 
• E-mail:
• CREA
Responsável técnico pela elaboração do PGRCC
O plano de geração de resíduos sólidos da construção civil será desenvolvido pelo grupo de graduandos em Engenharia Civil sob a supervisão do professor orientador ______________. 
A seguir são listas os nomes das desenvolvedoras do plano de geração de resíduos da construção civil.
• 
•
• 
•
Considera-se responsável técnico pela elaboração e implantação do PGRCC o engenheiro _______________, graduado em Engenharia Ambiental.
•
•Endereço: 
• CPF: 
• e-mail: 
• CREA
caracterização do empreendimento
O empreendimento trata-se do Centro de Triagem de Animais Silvestres – CETAS/CRAS. Projeto de convênio entre a FEPAM, Ministério Público e o IEF. Que teve parte financiada pelas empresas Galvani e Vale, a fim de compensar os danos que são gerados pelas empresas.
Este empreendimento localizará na cidade de Patos de Minas, Minas Gerais. Esta se localiza na região intermediária às regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Considerada polo econômico regional, que lidera a microrregião do Alto Paranaíba. A população do município é de 138.710 habitantes (IBGE - censo 2010).
Figura 1 – Localização de Patos de Minas em Minas Gerais e Macrozoneamento Patos de Minas (Localização da obra).
Fonte:Dos autores, 2017.
O CETAS será implantado nos fundos do Viveiro de Mudas do IEF, localizado na Fazenda Canavial, Caixa Postal 240, que possui acesso pela Rodovia Sebastião Alves do Nascimento, MGT 354. Este terreno foi doado pelo mesmo, que possui área total 9783,27 m2.
Figura 2 - Localização da obra - CETAS
Fonte: Google Maps, alterado pelos autores, 2017.
O empreendimento além lograr-se próximo do viveiro de mudas do IEF, também possui acesso próximo à Escola Agrotecnica Afonso Queiroz, Centro Clínico Veterinário e a Subestação da CEMIG.
Figura 3 - Rota de acesso: CETAS à Escola Estadual Agrotecnica Afonso Queiroz
Fonte: Google Maps, 2017.
Figura 4 - Rotas de acesso: CETAS à Subestação CEMIG
Fonte: Google Maps, alterado pelos autores, 2017.
Para obter maior norte, a figura 5, obtem-se a rota do empreendimento a ser construído até o Centro Universitário de Patos de Minas – UNIPAM, instituição dirigida pela FEPAM, como ponto de referência para os demais locais de acesso. 
Figura 5 - Rota de acesso: CETAS à Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)
Fonte: Google Maps, alterado pelos autores, 2017.
O empreendimento intitulado CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres), faz parte de um elo importante no combate ao tráfico de animais silvestres, pois o empreendimento tem a finalidade de receber, identificar, marcar, triar, avaliar, recuperar, reabilitar e destinar fauna animais silvestres provenientes da ação da fiscalização, resgates ou entrega voluntária de particulares. Animal silvestre é todo aquele pertencente às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenha a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do território brasileiro e em suas águas jurisdicionais.
O Centro de Triagem Animais Silvestres possibilitará o atendimento médico veterinário especializado, permitindo cirurgias e outros procedimentos, como o preparo de alimentos, dentro do mesmo empreendimento, possibilitando o acompanhamento próximo de cada animal, podendo-se assim, realizar a destinação dos animais a ambientes que possam se adaptar e sobreviver.
O projeto estende-se a uma área de destinação principal à reabilitação de animais, como já citado. Possuíra amplo espaço para o viveiro de passeriformes, com 112,55 m2, além da área destinada a treinamento de vôo, que possuirá praticamente mais 50 m2, para essa espécie. O projeto também conta com área de vivência para quelônios, rapinantes e mamíferos, totalizando mais de 294,58m2 de área construída para a locação dos viveiros.
Processo Construtivoe materiais
A área destinada a construir possui 935,94 m2 (área coberta), e área permeável de 4994,7 m².
O presente empreendimento ainda não possui todos os projetos, constando-se somente os seguintes projetos: Projeto de situação, Projeto Arquitetônico e Movimentação de terra, onde os demais encontram-se em fase de elaboração.
Com base nestes projetos e levantamento orçamentário estimativo, será possível estimar a geração de resíduos da construção.
Apesar de não possuir projetos estruturais, foi estimado para a maior parte da obra a utilização de concreto usinado, com Fck= 30Mpa, para infraestrutura e superestrutura.
Não será necessária nenhuma demolição. Quanto à movimentação de terra há previsão de volume de corte 7276,6275 m3 e de aterro 5856,81175m3, considerando-se assim bota-fora aproximado de 1419 m3 de solo. O processo de movimentação de solo já se iniciou. Na figura 6, podemos identificar a rota da empresa contrata até a presente obra.
Figura 6 - Rota de aceso: Empresa de Terraplanageme Concreto ao CETAS
	Fonte: Google Maps, 2017.
Infere-se que a rota de aceso indicada em azul, possibilitará acesso mais rápido, e não possuirá problemas de engarrafamentos, pois se pode considerar o acesso à rodovia MGT-352, de acesso rápido. Por este motivo, recomenda-se o mesmo local para a compra de concreto usinado.
Diante dos dados e informações da engenheira responsável, podemos dizer que a obra será realizada de maneira convencional, utilizando-se alvenaria de vedação de tijolos cerâmicos, revestimentos cerâmicos e piso de granitina, fabricado no local.
Verificaram-se os acessos mais próximos a fim de amenizar os impactos e/ou transtornos referentes aos transportes de materiais até a obra. Portanto na figura 7, é indicada uma loja da cidade, levando em consideração ao tempo e aos locais que transitarão para chegada dos materiais.
Figura 7 - Rota de acesso: Sugestão de Loja de Materiais
Fonte: Google Maps, 2017.
Modelagem Matemática e Estimação de geração de resíduos
Como citado no item 5, a estimativa de geração de resíduos para a presente obra, será realizada com base nos projetos e orçamento estimativo, repassados pela responsável técnica da obra, _____________.
O presente Plano de geração de Resíduos da Construção Civil, para a obra do Centro de Triagem de Animais Silvestres é elaborado segundo as normativas do CONAMA, de resolução nº 307, que explana sobre a classificação, redução, reutilização e a reciclagem, bem como a destinação correta final dos resíduos. E auxilio da ABNT NBR 10004:2004, que possui a classificação dos Resíduos Sólidos. 
A quantificação dos resíduos é realizada de duas formas, a primeira pela amostragem, calculando-se a perda do material em um período de tempo em relação ao estoque e a quantidade de serviço já executado(SKOYLES 1976 apud PALIARI, 1999). A segunda é adquirida por modelagem matemática, que são estimativas geradas por estudosrealizados referentes às perdas dos materiais, que originam os resíduos da construção.
Como o empreendimento apresenta-se na fase de produção dos projetos complementares, este estudo adotará como base para quantificação de resíduos a modelagem matemática fundamentada em dados bibliográficos, referentes a taxas respectivas para cada material, utilizando-se os projetos fornecidos; projeto de situação, arquitetônico e movimentação de terra, baseados nas especificações do empreendedor, e orçamento quantitativo de materiais, utilizando-se coeficientes de consumo da TCPO (Tabelas de Composição de Preço Orçamentário), da editora PINI (2010).
A referência bibliográfica utilizada pra a elaboração do plano consta-se nos estudos realizados por Skoyles (1976 apudPaliari, 1999), em canteiros de obras que indicam o índice de perdas. Noquadro 1, é apresentado a média das seguintes taxas de índice de perdas nos canteiros estudados, considerando-se como taxas de geração de resíduos da construção.
Quadro 1 - Quantitativo de Geração de Desperdício
	Material
	Nº de Canteiros
	Amplitude dos resultados
	Índice de Perdas diretas (%) 
	Média (%)
	
	
	
	
	
	 
	 
	 
	Real
	Usual
	 
	Concreto em infraestrutura
	12
	3 - 18
	8
	2,5
	5
	Concreto em superestrutura
	3
	-
	2
	2,5
	2
	Aço
	1
	-
	5
	2,5
	4
	Tijolos comuns
	68
	1 - 20
	8
	4
	6
	Tijolos a vista
	62
	1 - 22
	12
	5
	9
	Tijolos estruturais vazados
	2
	-
	5
	2,5
	4
	Tijolos estruturais maçiços
	3
	 9 - 11
	10
	2,5
	6
	Blocos Leves
	22
	1 - 22
	9
	5
	7
	Blocos de Concreto
	1
	-
	7
	5
	6
	Telhas
	1
	-
	10
	2,5
	6
	Madeira (Tabuas)
	3
	12 - 22
	15
	5
	10
	Madeiras (Comprenssados)
	2
	-
	15
	5
	10
	Revest. Argamassados - Parede
	4
	2 - 7
	5
	5
	5
	Revest. Argamassados - Tetos
	4
	1 - 4
	3
	5
	4
	Revest. Ceramico - Paredes
	1
	-
	3
	2,5
	3
	Revest. Ceramico - Pisos
	1
	-
	3
	2,5
	3
	Tubo Cobre
	9
	-
	7
	2,5
	5
	Tubo Pvc
	1
	-
	3
	2,5
	3
	Conexões de Cobre
	7
	-
	3
	-
	3
	Vidro - chapas
	3
	-
	9
	5
	7
	Janelas Pre-envidraçadas
	2
	-
	16
	-
	16
Fonte :Skoyles ,1976 apud Paliari, 1999. p77. Modificado pelos autores, 2017.
Para a complementação das taxas de resíduos para demais materiais foi utilizado o estudo bibliográfico de Silva etall. (2016) quebaseou-se nos estudos orçamentários da TCPO (Tabelas de Composição de Preço Orçamentário), da editora PINI (2010).
Segue no quadro2,os seguintes materiais e as respectivas taxas de geração de resíduos.
Quadro 2 - Taxa de Geração de Resíduos baseados na TCPO.
	Material
	Taxa de Desperdício -Resíduo (%)
	Concreto 
	5%
	Argamassa 
	25%
	Tijolo Cerâmico
	10%
	Piso Granitina
	10%
	Piso Cimentado
	10%
	Revestimento Cerâmico 
	16%
	Formas
	25%
	Tela de aço
	3%
	Barras de aço 
	10%
	Painel de Vidro
	5%
	Pintura Teto Latex
	17%
	Pintura Acrílica
	17%
Fonte:Silva etall.2016
Diante destes estudos verificam-se os seguintes passos para obtenção de modelagem matemática de cada resíduo.
Para cada resíduos encontrou-se uma unidade de medida, esta por sua vez foi considera o coeficiente de consumo baseado na TCPO (2009), para identificar o consumo de materiais referentes ao volume gerado em m3.Estes serão dispostos no anexo1. 
Para os materiais que possuem composição de açoe blocos cerâmicos foram considerados a massa especifica dos materiais, para a obtenção da quantidade de volume gerado em m3. Identificando-se pela equação:
=(1)
Onde:
V = Volume de resíduo [𝑚3];
Rm= Resíduo em massa [Kg];
⍴ = massa específica do resíduo [𝐾𝑔/𝑚3].
Após todos os materiais serem convertidos para mesma unidade (m3), obteve-se a o valor estimado de resíduos gerado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres. A presenta-se a seguir pela equação 2, a fórmula para obtenção de resíduo, adotado para cada porcentagem de desperdício.
 (2)
Onde:
Rg= Resíduo Gerado [𝑚3];
V = Volume de resíduo [𝑚3];
T= Taxa de Desperdício referente ao material [%];
Na tabela 1, são apresentados os resultados referentes aos materiais que serão utilizados na obra, indicando-se a quantidade de resíduo estimada, referenciando os estudos bibliográficos. Obteve-se o critério de escolha das taxas de desperdício através da observação, verificando-se os índices mais próximos para a realidade do método construtivo para empreendimento. 
Quadro 3 - Quantificação de Resíduos - CETAS
	Quantitativo de Geração de Resíduos
	Material
	Unidade de medida
	Quant.
	Volume (m³)
	Taxa de Desperdício (%)
	Resíduo Total (m³)
	Solo (Bota-Fora)
	m³
	1419
	1419,00
	-
	1419,00
	Concreto C30 S50
	m³
	318,1
	318,10
	5%2
	15,91
	Concreto C15 S50
	m³
	51,75
	51,75
	5%2
	2,59
	Concreto C20 S50
	m³
	6,53
	6,53
	5%2
	0,33
	Bloco Cerâmicos 14x19x39
	und
	19300,31
	200,22
	10%2
	20,02
	Bloco Cerâmicos
9 x 19 x 19
	und
	30286,41
	98,40
	10%2
	9,84
	Blocos de Concreto
 14 x 19 x 39
	und
	1372,56
	14,24
	6%1
	0,85
	Argamassa (Chapisco; Reboco)
	m²
	8621,32
	116,48
	25%2
	29,12
	Argamassa (Acabamentos)
	m²
	32,7475
	0,98
	25%2
	0,25
	Argamassa (Assentamento de Blocos)
	m²
	30286,41
	749,10
	25%2
	187,28
	Argamassa modificada com polímero (impermeabilização)
	m²
	286,34
	8,59
	25%2
	2,15
	Seixo adicionada na argamassa
	m²
	1000,00
	43,90
	15%2
	6,59
	Piso Cimentado
	m²
	124,00
	12,40
	10%2
	1,24
	Piso Granitina
	m²
	512,00
	51,20
	10%2
	5,12
	Revestimento Cerâmico
	m²
	2500,08
	25,00
	16%2
	4,00
	Telha Cerâmica (Tipo francesa)
	Kg
	44996,69
	22,50
	6%1
	1,35
	Tela de Aço(Fechamento de viveiros)
	Kg
	2561,23
	0,333%2
	0,01
	Aço (Infraestrutura e Superestrutura)
	Kg
	16333,17
	2,08
	4%1
	0,08
	Madeira
	m²
	747,34
	26,18
	10%1
	2,62
	Tinta Acrílica 2 demãos
	l
	101,98
	0,10
	17%2
	0,02
	Tinta Acrílica 3 demãos
	l
	342,17
	0,34
	17%2
	0,06
	Total de Resíduos (S/ Bota-fora)
	289,41	m³
	Total de Resíduos (C/ Bota-fora)
	1708,41m³
Nota 1: Skoyles ,1976 apud Paliari, 1999. p77. Modificada pelos autores, 2017.
Nota 2: Silvaet all, 2016
Fonte: Elaborado pelos autores, 2017.
Classificação e caracterização dos resíduos:
As classificações determinadas para os resíduos referente apresente obra são classificados segundo a resolução nº 307/2002 do CONAMA, que apresenta classificações que determinam os tipos de materiais que podem ser reutilizados e reciclados para obra, ou para outros fins, classificação para materiais perigosos e determinada classificação para materiais que não foram empregadas técnicas existentes para reciclagem. Estes são apresentados a seguir.
Classe A - são os resíduos que podem ser reutilizados e reciclados como agregados, como tijolos, blocos cerâmicos, solo, concreto, entre outros;
Ex: resíduos de alvenaria, resíduos de concreto, resíduos de peças cerâmicas, pedras, restos de argamassa, solo escavado, entre outros.
Classe B - constituem os resíduos recicláveis para outras finalidades, tais como: plásticos, papel/papelão, metais, vidros e madeiras;
Ex: Gesso, plásticos (embalagens, PVC de instalações), papéis e papelões (embalagens de argamassa, embalagens em geral, documentos), metais (perfis metálicos, tubos de ferro galvanizado, marmitex de alumínio, aço).
Classe C – estes são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem, como o gesso.
Ex: Estopas, isopor, lixas, mantas asfáltica, massas de vidro, sacos de cimento e tubos de poliuretano.
Classe D - são os resíduos perigosos e contaminantes oriundos do processo de construção, tais como: tintas, solventes, óleos e outros.
Ex: tintas, solventes, óleos, resíduos de clínicas radiológicas, latas e sobras de aditivos e desmoldantes,
Os materiais identificados com os potenciais índices de geração de resíduos também foram identificados pela classificação de resíduos sólidos, segundo a NBR 10004, que classifica da seguinte forma:
Resíduos classe I
Perigosos;
Resíduos classe II
Não perigosos;
Resíduos classe II A – Não inertes.
Resíduos classe II B – Inertes.
No quadro 4, é apresentado os materiais, classificados segundo o CONAMA, resolução 307:2002 e ABNT NBR 10004:2004.
Quadro 4 - Classificação dos Resíduos Presentes na Obra
	Quantitativo de Geração de Resíduos
	Material
	Resíduo Total (m³)
	Classe CONAMA
	Classe ABNT 10004
	Solo (Bota-Fora)
	1419,00
	A
	II B – Inertes
	Concreto
	18,82
	A
	II B – Inertes
	Bloco Cerâmicos
	29,86
	A
	II B – Inertes
	Blocos de Concreto
	0,85
	A
	II B – Inertes
	Argamassa 
	218,79
	A
	II B – Inertes
	Seixo adicionada na argamassa
	6,59
	A
	II B – Inertes
	Piso Cimentado
	1,24
	A
	II B – Inertes
	Piso Granitina
	5,12
	A
	II B – Inertes
	Revestimento Cerâmico
	4,00
	A
	II B – Inertes
	Telha Cerâmica 
	1,35
	A
	II B – Inertes
	Aço 
	0,09
	B
	II B – Inertes
	Madeira
	2,62
	B
	II A – Não Inertes
	Tinta Acrílica 
	0,08
	D
	I – Perigosos
Fonte: Elaborado pelos autores, 2017.
No quadro 5, é possível verificar o volume de resíduos encontrados para cada classe do CONAMA, resolução nº 307.
Quadro 5 - Total de Geração de Resíduos
	Classe CONAMA
	A
	B
	C
	D
	TOTAL(m3)
	Total (m3)
	1705,62
	2,71
	0
	0,08
	1708,41
	Contribuição (%)
	99,837%
	0,159%
	0,000%
	0,004%
	100,000%
Fonte: Elaborado pelos autores, 2017.
É possível observar que para a construção do Centro de Triagem de Animais Silvestreso maior índice de contribuição de resíduos encontram-se nos materiais que possuem a classificação A, apresentando-se em primeiro lugar o solo que será retirado (bota-fora), e em segunda posição, encontra-se a argamassa.
No gráfico 1, é representado ilustrativamente as contribuições de cada classe para a geração de resíduo, referente ao empreendimento CETAS.
Gráfico 1 - Contribuição de Resíduo por Classe (CONAMA) 
Fonte: Elaborado pelos autores, 2017.
Os materiais que compõe o maior índice de geração de resíduos da construção são: solo (bota-fora); concreto; blocos cerâmicos e de concreto; argamassa; piso cimentado e de granitina; revestimentos cerâmicos e telhas cerâmicas.
Materiais com classificação não foram quantificados, porém estima-se a presença de alguns materiais, como: lixas, estopas, e embalagens de sacos de cimento. Em relação aos demais itens, este se pode considerar uma contribuição mínima de geração de resíduos. Porém, serão dispostos corretamente.
Canteiro de obra proposto
Segue em anexo o canteiro de obras proposto para edificação, a fim de garantir a melhor disposição dos materiais e destinação correta dos resíduos, para sua eventual reutilização, reciclagem e/ou descarte final correto, baseada na ABNT NBR 12284:1991 (Áreas de vivência em canteiros de obras) e NR 18 (Condições e meio ambiente do trabalho). (ANEXO 6 ).
Acondicionamentodos resíduos
A seguir será apresentada a disposição dos resíduos presentes na construção. Estes serão acondicionados e separados dentro do canteiro de obras.
Inicialmente, os resíduos serão dispostos em caçambas, separando segundo a classe do CONAMA, dispondo-se de caçambas de 5 m3 para as classes A e B, e caçambas de 3 m3, para as classes C e D, que apresentam volumes menores de resíduos.
Figura 8 - Modelo de caçamba para coleta de resíduos
Fonte: Autores, 2017
Para facilitar a separação dos materiais e amenizar o descolamento até as caçambas, serão dispostos bombonas plásticas de 200 litros, com a identificação da classe, espalhadas pela obra. 
Disponibilizará principalmente em locais como central de concreto, para descarte das embalagens. E demais para o descarte dos resíduos, nas centrais de carpintaria, e central de corte e dobragem de ferro, para a disposição das pontas de barra de aço.
Na figura 9, é apresentado o modelo que será adotado para a presente obra.
Figura 9 - Bombonas para coleta de resíduo
Fonte: Autores, 2017
Nota: Cabe ao responsável técnico pela obra, identificar todos os locais do canteiro de obra, e identificar todas as caçambas e bombonas segundo as classes do CONAMA.As placas de identificação disponibilizadas pela empresa fornecedora do plano de gestão de resíduos, encontram-se no Anexo 2.
TRIAGEM dos resíduos
A central de triagem tem por sua finalidade a separação dos resíduos classe de resíduo. No canteiro de obra possuira uma área comum de triagem, para posteiormente o acondicionamento individual dos resíduos, que permanecerão em baias individualizadas, até o reuso ou destinação correta final, que ocorrerá fora do canteiro de obra. 
A seguir a figura 10apresenta local no projeto destinado a triagem dos materiais e das baias de resíduos.
Figura 10 - Área de Triagem e acondicionamento de Resíduos
Cabe ao responsável técnico e mestre de obra, disponibilizar um fúncionário, para responsábilizar-se pela segregação e triagem de cada resíduo. E outro responsável para o transporte interno. Todos os funcionários envolvidos deverão participar de todo plano de capacitação indicado no tópico 14.
Procedimento de Triagem: 
Cabe ao coloborador responsável pela triagem, verificar diariamente as bombonas e caçambas, para verificar se os RCC estão sendo dispostos de forma correta pelos demais profissionais;
O responsável indicado supervisionará a trigem dos RCC. Deverá ter por sua prioridade a separação dos resíduos da classe A e B, que serão reutilizados na própria obra. Verificar tópico 13 (Destinação final).
O responsável pelo transporte interno, deverá ao final do dia, ou quando necessário, conduzir as bombonase os resíduos das caçambas para a triagem. Verificar tópico 11 (Transporte de materiais).
Transporte dos resíduos:
Para fazer-se cumprir os itens da Resolução nº307 do CONAMA, dos RCC, deverão estar dispostos em locais protegidos até a destinação final. Estes foram apresentados pela figura 10.
Faz-se necessário para o plano de gestão a indicação dos itens de transportes que serão utilizados na presente obra, desde o transporte interno e externo. Serão apresentados a seguir.
Transporte interno: Por se tratar de uma obra de um pavimento, o transporte interno a ser utilizado será transporte horizontal, como: Carrinho de mão, sacolas plásticas, bags. Para facilitar o transporte das bombonas será utilizado carrinho de carga.
Figura 11 - Transporte Interno no Canteiro
Elaborado pelos autores, 2017.
Transporte Externo:Para o transporte externo será responsabilizado um funcionário para indicar os RCC, que serão transportados para destinação final. Verificar item 13 (Destinação Final).
Nota: Cabe ao responsável técnico pela obra, determinar a escolha da empresa responsável pelo transporte dos resíduos ate os locais de destinação final dos mesmos, seja para reciclagem ou descarte correto final.
A seguir serão apresentadas as rotas do local da obra até potenciais empresas que são credenciadas para reciclagem ou o descarte final dos resíduos.Na figura 12, é apresentada a rota empresa de reciclagem para os resíduos da Classe A.
Potencial Empresa de Reciclagem:
BR Recicladora
Endereço:Estrada Boassara, Km 4, Direita Aterro Sanitário, S/N, Zona Rural, Patos de Minas, MG, CEP 38700-970
Telefone: (34) 3814-3901 / (34) 3814-1761
Figura 12 - Rota de Acesso até a recicladora
Fonte: Google Maps, 2017.
Potenciais Empresas de Coleta: 
Alô Caçambas
Endereço: R. Padre Brito, 575 - Centro, Patos de Minas - MG, 38700-000.
Telefone: (34) 3821-5666
Figura 13 - Rota de aço - Empresa de Coleta (Alô Caçambas)
Fonte: Google Maps, 2017.
Patos Caçambas
Endereço: R.Ana de Oliveira, 716 - Centro, Patos de Minas - MG, 38700-006 
Telefone: (34) 3814-3234 
Figura 14 - Rota de aço - Empresa de Coleta (Patos Caçambas)
Fonte: Google Maps, 2017.
Nota:O responsável indicado para supervisionar a saída dos resíduos, deverá preenchr o formulário de transporte e destinação final dos RCC’s. O formulário consta no anexo 5.
Reduzir, reciclar e REUTILIZAR
Em composição para este plano de gerenciamento dos resíduos sólidos da construção do CETAS, aplica-se o reaproveitamento de alguns materiais na própria obra, visando diminuir impactos com o volume de resíduos gerado. Estes materiais serão reciclados e/ou reutilizados visando a ordem executiva.
Parte dos materiais da classe A e B serão reutilizadas. Materiais como o concreto e a alvenaria (classe A), serão ser utilizados após a britagem dos mesmos. O concreto aplicado como concretos não estruturais, por exemplo, em passeios e entre outros. Já alvenaria britada poderá compor a parte da confecção dos emboços. Já os resíduos da classe B, como madeira e metais, será reutilizados para próprios fins dentro do canteiro de obra. 
Os restantes dos materiais serão encaminhados para empresas especializadas para a reutilização e destinação final correta. A destinação correta dos resíduos será apresenta no tópico 12.
Abaixo no quadro 6, mostra-se os resíduos que serão reaproveitados dentro da obra. 
Quadro 6 - Materiais Reutilizados Dentro da Obra
	TIPO DO RESÍDUO
	PROCESSO
	APLICAÇÃO
	QUANTIDADE
	
	
	
	(m3)
	Classe A
	Blocos de Vedação
	Reutilização de descartes e Britagem
	Emboços
	249,50
	
	Concreto
	Britagem
	Concreto não estrutural
	
	Classe B
	Metais
	Reutilização de descartes 
	Uso geral
	2,71
	
	Madeiras
	Reutilização de descartes 
	Uso geral
	
	Total
	252,21
Fonte: Elaborado pelos autores, 2017.
É possível observar que a reutilização destes resíduos implicará na redução dos demais agregados para aplicação na obra. 
Por se tratar de um volume maior de resíduos, os restantes dos materiais que não forem utilizados, serão destinados segundo o tópico 13.
Destinação final
A seguir é apresentado no quadro para visualização geração do acondicionamento e da destinação final dos resíduos estimados para a construção do Centro de Triagem Animal.
Quadro 7 - Destinação Final dos RCC
	Destinação dos RCC
	RCC
	Classe CONAMA
	Destino Dentro do Canteiro 
	Destinação Final (Externa)
	
	
	Coletores
	Destino final
	
	Solo (Bota-Fora)
	A
	Caminhão 
	Acondicionamento direto para lote da FEPAM, para posterior utilização.
	Concreto
	A
	Caçamba/
Bombonas
 (Classe A)
	Baia de concreto
	Britar parte do material no próprio canteiro para disponibilizar como agregado, para utilização em concreto não estrutural, emboço. 
/
 Encaminhar parte para a empresa de reciclagem:
BR Recicladora
	Blocos Cerâmicos
	A
	
	Baia de cerâmica
	
	Blocos de Concreto
	A
	
	Baia de concreto
	
	Argamassa 
	A
	
	Baia de concreto
	
	Seixo adicionada na argamassa
	A
	
	Baia de cerâmica
	
	Piso Cimentado
	A
	
	Baia de concreto
	
	Piso Granitina
	A
	
	Baia de Concreto
	
	Revestimento Cerâmico
	A
	
	Baia de cerâmica
	
	Telha Cerâmica 
	A
	
	Baia de cerâmica
	
	Aço 
	B
	Caçamba/
Bombonas 
(Classe B)
	Baia de Metal
	Ferro Velho
	Lata Vazia de Tinta
	B
	
	
	
	Madeira
	B
	
	Baia de Madeira 
	Reutilizar dentro do canteiro de obras; Encaminhar para a empresa de Rações Patense (Queima)
	Papel
	B
	
	Baia de Papel
	Empresa de Reciclagem
 (BR Recicladora)
	Plástico
	B
	
	Baia de Plástico
	
	Vidro
	B
	
	Baia de Vidro
	
	Sacos de cimento, gesso
	C
	Caçamba/Bombonas (Classe B)
	Baias de não recicláveis 
	Aterros Sanitários
	Tinta Acrílica 
	D
	Caçamba/Bombonas (Classe D)
	Baia de resíduos perigosos
	Aterros licenciado
Fonte: Elaborado pelos autores, 2017.
O quadro 7, encontra-se em anexo (Anexo 3)para a exibição nos locais do canteiro de obras, para facilitar a visualização e o andamento da triagem e destinação final dos resíduos. 
Nota: Recomenda-se que os responsáveis pela triagem e transporte interno dos resíduos dentro da obra, portem o quadro 7.
Plano de Capacitação
O plano de capacitação tem-se por seu objetivo principal fazer-se cumprir o plano de gerenciamento de resíduos da construção civil. A fim de abranger conteúdo explicativo direcionados para todos os funcionários, que trabalham diretamente ou indiretamente. 
 A partir da capacitação dos funcionários, pretende-se discutir com todos os envolvidos na obra, o tema gestão de resíduos, sensibilizá-los e desenvolver o senso critico sobre a importância da redução, reutilização e reciclagem dos materiais.
Portanto o plano de capacitação abrangerá os seguintes itens:
O que é o programa de PGRCC;
Classificação dos Materiais;
Noções do sistema implantado no canteiro de obras
Importância da redução, reutilização e reciclagem dos materiais.
Treinamento para preenchimento de formulários
Treinamento para o acompanhamento da destinação final dos resíduos.
Instruções de Trabalho (Anexo 4).
Nota: Recomenda-se que todos os funcionários presentes no canteiro de obras estejam presentes no plano de capacitação. Funcionários ligados diretamente à implantação do PGRCC devem possuir maior tempo de capacitação que os demais. Estes devem possuir treinamento em média de 6 em 6 meses.
REFERÊNCIAS
BRASIL, Resolução CONAMA Nº 307, de 5 de julho de 2002. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. Publicada no D.O.U. de 17 de julho 2002. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=307>. Acesso em: 25 de ago. 2017. 
EDITORA PINI. TCPO 13: Tabelas de Composições de Preços para Orçamentos. 13. ed. São Paulo: Pini, 2010.Disponivel em: <ftp://ip20017719.eng.ufjf.br/Public/Livros&Tutoriais/PINI-TCPO13/TCPO%2013.pdf>. Acessoem: 2 de ago. 2017.
SEMASA, Modelo Para Elaboração do Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil –Pgrcc. Disponível em:<http://www.penseambientalmente.com/disciplinas/gestaoamb/ga2/modelo_pgrcc.pdf>. Acesso em: 25 de ago.2017. 
Paliari, José Carlos.Metodologia para a coleta e análise de informações sobre consumos e perdas de materiais e componentes nos canteiros de obras de edifícios. São Paulo.1999. Disponível em: <https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0ahUKEwjosa7Bi4zWAhVOwGMKHTDFCpkQFggmMAA&url=http%3A%2F%2Fwww.teses.usp.br%2Fteses%2Fdisponiveis%2F3%2F3146%2Ftde-09052003-102247%2Fpublico%2FJCPaliari.pdf&usg=AFQjCNGV5eKPJ3ddS_WCyRXJSrzAVQzsqg>. Acesso em: 02 de ago.2017.
Silva etall. Plano de gerenciamento de resíduos da construção civil
PGRCC. Centro Universitário de Patos de Minas – UNIPAM. Pato de Minas. 2016.
Termo de Referência para Elaboração do Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. Disponível em: <https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&ved=0ahUKEwiVzLa37PnVAhUEPCYKHQ5iAdEQFggsMAE&url=http%3A%2F%2Ffamai.itajai.sc.gov.br%2Fdownload.php%3Fid%3D31&usg=AFQjCNHpqwL0lmQbKNyAfrY9PJM0VvsBHQ>.Acesso em: 25 de ago.2017. 
Patos de Minas, 2017.

Mais conteúdos dessa disciplina