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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA
BOM DESPACHO
Curso: Medicina Veterinária – B				Período/Turma: 3o período
Disciplina: Fisiologia					Etapa: 1ª
Professor (a): Priscila Fantini				Nota: 
EUTANÁSIA
BIANCA DE CASTRO RODRIGUES 
HYAGO FERNANDES DE SOUZA
ÍTALO TEODORO
LUÍS AUGUSTO FERREIRA DOS SANTOS
MARIA CLARA DE OLIVEIRA
MATEUS CAMILO DOS SANTOS
ROGÉRIO SOUZA MACHADO
SARA MÁXIMO NUNES
BOM DESPACHO - MG
11 DE ABRIL DE 2017
SUMÁRIO
1	INTRODUÇÃO									03
2	ENTENDA A EUTANÁSIA							04
3	PROCEDIMENTOS									05
3.1	Aspectos Básicos									05
3.2	Indução Anestésica								05
3.3	Métodos Químicos								05
3.4	Métodos Físicos									07
3.5	Métodos Inaceitáveis								08
3.6	Procedimento ideal a cada espécie						09
3.7	Indicadores de morte								09
4	QUANDO E PORQUÊ É INDICADA A EUTANÁSIA				10
5	CONCLUSÃO									11
6	REFERÊNCIAS									12 
INTRODUÇÃO
Entre os procedimentos utilizados na Medicina Veterinária, está a eutanásia, utilizada com mais frequência em pequenos animais, porém vem sendo utilizada em diversas áreas como apresentadas neste trabalho. O procedimento pode ser utilizado com diversos objetivos, entre eles o alívio do sofrimento do determinado animal.
 
Situações éticas sobre a eutanásia como em casos de animais de produção; animais de experimentação possam ser mais claras e objetivas; no caso de animais de companhia há além de fatores ético-profissionais, bem-estar animal, há ainda o fator psicológico da relação animal-proprietário. Porém a justa consideração dos aspectos de qualidade de vida do animal e de bem-estar do mesmo, podem ajudar inclusive neste momento.
As questões humanas que envolvem o assunto são complexas e estão além do ponto de vista ético-profissional, principalmente por ser esta profissão a única com o direito de execução de um paciente, acatando, na maioria dos casos, ordens de pessoas hierarquicamente superiores.
ENTENDA A EUTANÁSIA
O termo eutanásia (do grego eu= bem, bom; thánatos=morte) é referente à morte sem sofrimento. É uma prática pela qual se interrompe o sofrimento de um indivíduo portador de moléstia incurável. Esta é uma prática mundialmente discutida quando relacionada à espécie humana, sendo proibida sua realização na maior parte do mundo. Na medicina veterinária, esta prática é utilizada para interromper o sofrimento de um animal em decorrência de processos muito dolorosos ou incuráveis e, diferentemente do que acontece com a espécie humana, este procedimento pode ser indicado pelo médico veterinário, de acordo com a legislação vigente.
Ainda não há um agente ideal para a realização da eutanásia. Os profissionais procuram fazer associações de diferentes agentes com o objetivo de melhorar a qualidade e a eficiência da prática.
PROCEDIMENTOS
Aspectos Básicos:
Todos os métodos e procedimentos de eutanásia levam em consideração aspectos práticos, e muito bem discutidos na última década, e se baseiam (princípios norteadores):
Em um elevado grau de respeito aos animais;
Na ausência, ou redução máxima, do desconforto e da dor nos animais;
Na busca da inconsciência imediata seguida de morte;
Na ausência, ou redução máxima, do medo e da ansiedade dos animais;
Em métodos e procedimentos seguros e irreversíveis;
Na ausência, ou com mínimo, de impacto ambiental;
Na ausência, ou redução máxima, de risco aos presentes durante os procedimentos;
Na ausência, ou redução máxima, de impactos emocional e psicológico negativos no operador e nos observadores.
Indução Anestésica:
A Indução Anestésica é um ato “pré-eutanásia” que faz o animal perder a consciência calmamente, e desta forma a eutanásia poderá ser feita de forma indolor e tranquila.
Medicamentos utilizados para indução anestésica:
.
Xilazina – utilizada em grandes animais.
Acepromazina – utilizada em pequenos animais.
Os métodos que podem ser usados para a realização da eutanásia são:
Métodos Químicos:
Deve ser feita a contenção correta do animal, utilizando equipamentos especiais e deve ser realizado por alguém que tenha conhecimento sobre a técnica. 
São eles:
Barbitúricos: são depressores gerais do sistema nervoso central (SNC), produzindo uma depressão gradativa. São os agentes para eutanásia mais próximos daquele considerado ideal. O pentobarbital sódico, administrado por via intravenosa é o mais utilizado, podendo também ser administrado por via intraperitoneal e intracardíaca;
Cloreto de potássio (KCl): utilizado pela via intravenosa. Provoca anestesia geral, arritmias, tremores e espasticidade, levando à morte por asfixia. Não causa inconsciência e analgesia, portanto, não deve ser utilizado sem antes provocar a inconsciência e analgesia do animal. É de baixo custo.
Potencial de ação relacionado ao KCl: Ao acontecer o estimulo, vão se abrir canais de sódio independente, o meio intracelular da célula vai começar a perder carga negativa, e quando o estímulo atingir o seu limiar, vão se abrir os canais de Na (Sódio) dependente, ocorre então a despolarização da célula e o transporte passivo por difusão (do meio mais concentrado para o menos concentrado). 
Após ocorrido isso, vão se fechar os canais do Na, e vão se abrir os canais de K (Potássio), com os canais de K abertos, a célula vai voltando para o seu estado normal. Os canais de K, tem fechamento tardio, devido a isso a célula entra num quadro de hiperpolarização. 
Neste tempo então, para acontecer outro estímulo, a célula tem que voltar ao seu limiar, e quem faz isso é a bomba de NaK, (Bomba de Sódio Potássio) a bomba de NaK faz então que ocorra a polarização da célula pelo transporte ativo (do meio menos concentrado para o mais concentrado), contra o gradiente, ocorrendo gasto de energia em forma de ATP (A maioria do ATP da célula é destinada na bomba NaK). 
No caso de KCl (Cloreto de Potássio) injetado no organismo do animal, a célula entra num estado de hiperpolarização permanente, devido à grande quantidade de K no organismo. Sem a conclusão do potencial de ação, não ocorre a transdução do estímulo em impulsos elétricos. Sem os impulsos elétricos, os neurônios não conseguem transmitir as mensagens necessárias para que o corpo continue em perfeito funcionamento, logo o miocárdio não consegue contrair e dilatar para que haja bombeamento de sangue, o que gera uma parada cardíaca. Sem bombeamento de sangue, não há trocas gasosas, ocorre então uma parada cardiorrespiratória, o que gera ainda um quadro de falta de oxigenação no cérebro, ocorrendo então morte cerebral. Em seguida é constatada a morte completa do organismo do animal.
Gráfico Ilustracional: 
T-61®: foi lançado na Alemanha para eutanásia de cães, gatos, ruminantes e equídeos. Este produto é uma associação do anestésico geral embutramida, do agente curarizante membezônico e do anestésico local tetracaína. É administrado por via intravenosa e leva à eutanásia devido à intensa depressão do SNC, hipóxia e colapso circulatório;
Anestésicos inalatórios: são vários, como o éter, o halotano, o enfluorano, o isofluorano, o óxido nítrico, entre outros. Usados para eutanásia de animais de pequeno porte. São administrados em câmara fechada e a morte é rápida quando a concentração anestésica é alta no ambiente;
Dióxido de Carbono (CO2): é um gás anestésico que tem sido recomendado para insensibilização de suínos e aves antes do abate. É administrado em câmaras, na concentração de 30 a 40% para eutanásia de grande parte de animais de laboratório e, cães e gatos recém-nascidos. Para a insensibilização de suínos a concentração recomendada é de 70%, para aves 30%;
Monóxido de Carbono (CO): provoca hipóxia tecidual em decorrência do deslocamento do oxigênio da hemoglobina, formando a carboxihemoglobina, pois possui uma afinidade 200 vezes maior por esta célula, do que o oxigênio.Ilustração.
	
Métodos Físicos: 
Deve ser feito uma contenção adequada do animal, com precisão na execução e em local adequado para a espécie.
São eles:
Tiro: é aceitável quando é o único meio, em casos de zoonoses, animais ferozes e acidentes com grandes animais.
Insensibilização elétrica: realizada com eletrocussão, ou seja, expõe o corpo do animal à uma carga letal de energia elétrica. Só deve ser realizada por pessoas capacitadas à essa técnica. Mas, hoje ela não é mais utilizada, pois é um método muito demorado.
Exsanguinação: utilizada em abate, mas deve ser feito com o animal inconsciente.
Irradiação por micro-ondas: usado por neurologistas para fixar metabólitos do cérebro sem a perda da integridade do mesmo. Não é um procedimento de rotina. 
Guilhotina, destruição medular e deslocamento cervical: são utilizados em cobaias e ratos de laboratório, mas, a guilhotina não é mais utilizada.
Pistola Pneumática: é um equipamento que possui um êmbolo cativo, acionado por ar comprimido, que surgiu para substituir a marreta utilizada para insensibilizar animais antes do abate. Esta deve ser posicionada na cabeça do animal, de tal forma que ao ser acionada, provoque uma pancada súbita e penetrante no crânio, gerando uma lesão perfuro-contundente com laceração encefálica, promovendo a inconsciência no animal. 
Ilustração.
Métodos Inaceitáveis:
Existem também os métodos de morte inaceitáveis. São eles:
Embolia gasosa;
Traumatismo craniano;
Incineração in vivo;
Hidrato de cloral (em pequenos animais);
Clorofórmio;
Gás cianídrico e cianuretos;
Descompressão;
Afogamento;
Exsanguinação sem anestesia;
Imersão em formol;
Bloqueadores neuromusculares (uso isolado de nicotina, cloreto de potássio, curarizantes);
Estricnina.
Procedimento ideal a cada espécie:
Indicadores de morte:
Parada respiratória não é o suficiente para indicar o óbito. Deve haver parada cardíaca, perda da função cerebral e ausência dos reflexos que pode ser observada pelos reflexos pupilares.
QUANDO E PORQUÊ É INDICADA A EUTANÁSIA
Segundo o CRMV, a eutanásia deve ser indicada quando: 
1. O bem-estar do animal estiver comprometido de forma irreversível, sendo um meio de eliminar a dor e/ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser controlados por meio de analgésicos, sedativos ou de outros tratamentos;
2. O animal constituir ameaça à saúde pública; 
3. O animal constituir risco à fauna nativa ou ao meio ambiente; 
4. O animal for objeto de ensino ou pesquisa; 
5. O tratamento representar custos incompatíveis com a atividade produtiva a que o animal se destina ou com os recursos financeiros do proprietário.
Existem também casos extremos, em que o animal deve ser eutanasiado com urgência devido a carga de sofrimento pressuposta pela doença:
O animal não movimenta mais nenhuma pata;
O animal tem ferimentos gravíssimos e de recuperação quase impossível;
O animal parou de fazer as necessidades fisiológicas, se alimentar e beber água;
Câncer em estágio severo.
 
 
CONCLUSÃO
Conclui-se com este trabalho que a Eutanásia é um procedimento de responsabilidade unicamente do Médico Veterinário. É um processo extremamente delicado devido a relação entre proprietário e o possível animal que passará por Eutanásia. Ainda é uma técnica que gera grande debate quanto ao seu verdadeiro intuito, porém todo procedimento é visado para evitar que o animal passe por qualquer tipo de dor ou sofrimento. É uma questão complicada, mas que sempre almejará o bem-estar do paciente em questão.
REFERÊNCIAS
Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária – Helenice de Souza Spinosa, Silvana Lima Górniak e Maria Martha Bernardi. Editora Guanabara Koogan, 4° edição, 2006.
http://www.resumaodeveterinaria.com.br/eutanasia_em_animais/
http://tudosobrecachorros.com.br/eutanasia-quando-e-preciso-sacrificar-o-cachorro/
http://www.meucaovelhinho.com.br/artigos/bem-estar-animal/eutanasia-o-que-o-animal-sente/
http://portal.cfmv.gov.br/uploads/files/Guia%20de%20Boas%20Pr%C3%A1ticas%20para%20Eutanasia.pdf.pdf
http://www.infoescola.com/medicina-veterinaria/eutanasia-em-animais/