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ATIVIDADE DE DIREITOS HUMANOS
Quando se fala em direitos fundamentais, consideram-se duas acepções principais do termo: a primeira, mais ampla, determina que são direitos fundamentais aqueles direitos que almejam criar e manter os pressupostos essenciais de uma vida digna e com liberdade.
 A segunda, mais restrita, estabelece que direitos fundamentais são aqueles que o ordenamento vigente determina. Tais direitos são, na verdade, conquistas históricas da sociedade, tendo seu rol se ampliado gradativamente na medida em que surgiam novas necessidades, frutos do desenvolvimento da economia, da tecnologia, etc
Há uma verdadeira balbúrdia terminológica que assola a doutrina. Podemos registrar, por exemplo, autores que usam nomes tão díspares quanto “direitos humanos”, “direitos humanos fundamentais”, “liberdades públicas”, “direitos dos cidadãos”, “direitos da pessoa humana”, “direitos do Homem”, etc. É preciso, porém, sedimentar uma terminologia adequada, pois se trata de uma questão essencial. 
Consideramos que, no direito interno, a nomenclatura mais adequada é a que ora utilizamos, ou seja, direitos fundamentais. Essa é a posição, também, de Dirley da Cunha Jr., Paulo Gustavo Gonet Branco e Dimitri Dimoulis/Leonardo Martins. Isso porque a Constituição utiliza essa terminologia (Título II). Ademais, as outras nomenclaturas são inadequadas, por vários motivos.
Os direitos fundamentais são dotados de características próprias. Com efeito, podemos destacá-los conforme leciona a douta mestra Ana Flávia Messa de maneira clara e objetiva, quais sejam: imprescritibilidade, inalienabilidade, irrenunciabilidade, inviolabilidade, universalidade, efetividade, interdependência e complementaridade.
Por imprescritibilidade entende-se que, em regra, não há prazo para exercer tais direitos; por inalienabilidade, em regra, tais direitos não podem ser cedidos ou vendidos; por irrenunciabilidade, em regra, não é possível abrir mão [renunciar] de tais direitos; por inviolabilidade entende-se que estes direitos devem ser respeitados pelo Poder Público e pela legislação; por universalidade entende-se que são destinados a todos os seres humanos, de forma indistinta; por efetividade entende-se que devem ser implementados; por interdependência estes direitos devem ser analisados de forma sistemática; e, por fim, mas não menos importante, o caráter da complementaridade que determina que os direitos fundamentais devem ser interpretados de forma conjunta.
A eficácia, especificamente dos direitos fundamentais, pode ser compreendida em dois sentidos: o subjetivo e o objetivo. Pelo subjetivo, os direitos fundamentais, enquanto direitos subjetivos que podem ser exigidos por seus titulares, são direitos positivados na Constituição que gozam de aplicação imediata por força da norma, apesar de existirem graus diferentes de eficácia, de acordo com a função ou com a técnica de positivação desse direito. 
Quanto à eficácia e aplicabilidade destes direitos essenciais à condição humana, entende José Afonso da Silva, que dependem muito da formulação de seu enunciado, pois se trata de assunto que está em função do Direito positivo.
Por vezes a Constituição determina expressamente a aplicação dos direitos fundamentais, tanto é que determina que as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. São Paulo: Malheiros, ed. 38ª edição, 2015, p. 174.
SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. São Paulo: Malheiros, ed. 38ª edição, 2015, p. 176.
MORAES, Alexandre de. Direitos Humanos Fundamentais: teoria geral, comentários aos arts. A da, doutrina e jurisprudência. São Paulo: Atlas, 2011, p. 2.1º 5ºConstituição da Republica Federativa do Brasil
MESSA, Ana Flávia. Direito Constitucional. São Paulo: Rideel, 2ª edição, 2011, p. 400.
SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. São Paulo: Malheiros, ed. 38ª edição, 2015, p. 178.
MESSA, Ana Flávia. Direito Constitucional. São Paulo: Rideel, 2ª edição, 2011, p. 103.

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