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1º Metodologia Científica: A construção do texto 
 
Objetivos 
Apresentar as diversas etapas da elaboração de um trabalho científico (TCC). 
 Dar a conhecer as normas relativas ao aspecto redacional dos trabalhos. 
 
Por que estudar metodologia científica? 
Para aprender escrever do modo correto. Por que aprender a escrever? 
Para contribuir com o acervo de conhecimentos da humanidade e demonstrar que aprendeu. 
O que é preciso para saber escrever? 
Conhecer as normas (padrão) e saber pesquisar. Por que o plágio é proibido (crime)? 
Porque é um modo de se apossar daquilo que não lhe pertence (propriedade intelectual). 
(Pegou na prateleira? Apresente no caixa) LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998. 
Não é proibido copiar da internet. 
Não é proibido copiar de livros e revistas. 
Não é proibido parafrasear 
É PROIBIDO (ANTIÉTICO) FAZER ISSO SEM DIZER QUE FEZ. Ou seja, sem fazer referência. 
 
ÉTICA 
Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do 
ponto de vista do bem e do mal. 
Moral: Conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para 
qualquer tempo ou lugar, quer para grupo ou pessoa determinada. 
 
POSTURA ÉTICA EM PESQUISA 
1. Manter respeito a todos os envolvidos na pesquisa, garantindo sua integridade física e 
moral. 
2. Fazer referências adequadas aos autores citados, às fontes consultadas. 
3. Não se apropriar de “palavras alheias ”. 
 
A DIREFENÇA ENTRE TEXTOS 
Analógicos (Poesias, contos, romance, etc.) 
e Analíticos (Teorias, pesquisas, estudos, etc.) 
 
Graduação: TCC – Monografia 
 
 
 
TCC – ELEMENTOS FORMAIS 
 
 
 
 
2º DEFINIR FONTE 
 
 
3º DEFINIR PARÁGRAFO 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
- Apresenta o que será desenvolvido. 
- Não usa citações. 
 
CONCLUSÃO 
- Retoma os pontos. 
- Dá o parecer final. 
- Não usa citações. 
 
Referências Bibliográfi cãs 
 
Folha de rosto 
 
 
Folha de aprovação 
 
 
Dedicatória 
 
Agradecimentos 
 
Epígrafe 
 
 
Resumo 
 
 
 
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS 
 
 
O CRIME DE PLÁGIO 
O plágio acadêmico se configura quando um aluno retira, seja de livros ou da Internet, idéias, 
conceitos ou frases de outro autor (que as formulou e as publicou), sem lhe dar o devido 
crédito, sem citá-lo como fonte de pesquisa. 
Trata-se de uma violação dos direitos autorais de outrem. Isso tem implicações cíveis e penais. 
E o “desconhecimento da lei” não serve de desculpa, pois a lei é pública e explícita. 
Na universidade, o que se espera dos alunos é que estes se capacitem tanto técnica como 
teoricamente. Que sejam capazes de refletir sobre sua profissão, a partir da leitura e 
compreensão dos autores da sua área. 
Faz parte da formação dos alunos que estes sejam capazes de articular as ideias desses autores 
de referência com as suas próprias idéias. 
Para isto, é fundamental que os alunos explicitem, em seus trabalhos acadêmicos, exatamente 
o que estão usando desses autores, e o que eles mesmos estão propondo. Ser capaz de tais 
articulações intelectuais, portanto, torna-se critério básico para as avaliações feitas pelos 
professores. 
Engana-se quem pensa que só faz plágio quem copia, palavra por palavra, um trabalho inteiro 
sem citar a fonte de onde o tirou. 
Segundo o professor Lécio Ramos, citado por Garschagen (2006), podemos listar pelo menos 3 
tipos de plágio: 
Integral – o “engano” citado acima... 
Parcial – que ocorre quando o trabalho é um “mosaico” formado por cópias de parágrafos e 
frases de autores diversos, sem mencionar suas obras. 
Conceitual – a utilização da idéia do autor escrevendo de outra forma, porém, novamente, 
sem citar a fonte original. Veja o que diz a lei Código Civil 
Art. 524: “a lei assegura ao proprietário o direito de usar, gozar e dispor de seus bens, e de 
reavê-los do poder de quem quer que, injustamente, os possua”. Código Penal Crime contra o 
Direito Autoral, previsto nos Artigos 7, 22, 24, 33, 101 a 110, e 184 a 186 (direitos do Autor 
formulados pela Lei 9.610/1998) e 299 (falsidade ideológica). Art. 7: define as obras 
intelectuais que são protegidas por lei: considerando como obras intelectuais “as criações do 
espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, 
conhecido ou que se invente no futuro”. 
Art. 22 a 24: regem os direitos morais e patrimoniais da obra criada, como pertencentes ao seu 
Autor. 
Art. 33: diz que ninguém pode reproduzir a obra intelectual de um Autor, sem a permissão 
deste. 
Art. 101 a 110: tratam das sanções cíveis aplicáveis em casos de violação dos direitos autorais, 
sem exclusão das possíveis sanções penais. 
Art. 184: configura como crime de plágio o uso indevido da propriedade intelectual de outro. 
Art. 299: define o plágio como crime de falsidade ideológica, em documentos particulares ou 
públicos 
 
2º Metodologia Científica: O projeto e a pesquisa 
 
Objetivos 
Capacitar para a construção de projetos de pesquisa. 
Conhecer as diversas modalidades de pesquisa científica. 
Aperceber-se da importância das normas padronizadoras. 
 
“*... + pesquisa. .. *é+ o procedimento racional e sistemático que tem como objetivo 
proporcionar respostas aos problemas que são propostos ”. (GIL, Antônio Carlos. Como 
Elaborar Projetos de Pesquisa. 4.ed. São Paulo Atlas, 2002, p. 17 : ). 
 
O Projeto 
1. Formulação do problema. 
2. Construção de hipóteses ou especificação dos objetivos. 
3. Identificação do tipo de pesquisa. 
4. Operacionalização das variáveis. 
5. Elaboração dos instrumentos e determinação da estratégia de coleta de dados. 
6. Determinação do plano de análise dos dados. 
7. Previsão da forma de apresentação dos resultados. 
8. Cronograma da execução da pesquisa. 
9. Definição dos recursos humanos, materiais e financeiros a serem alocados. 
 
Conteúdo Do Projeto 
- Capa - Contra Capa 
- Sumário 
1. Introdução 
1.1 Tema 
1.2 Problema 
1.3 Hipóteses 
 1.4 Objetivos (Geral e Específico) 
 1.5 Justificativa 
2. Referencial teórico 
3. Metodologia Especificar: Tipo e técnica de pesquisa; universo, população, forma de 
amostragem, instrumento de pesquisa, variáveis, forma de coleta e análise de dados, etc. 
4. Cronograma 
5. Orçamento Referências Glossário Apêndice e ou Anexo 
 
Como Escolher Um Tema 
Interesse do pesquisador. 
Relevância teórica e prática. 
Adequado à qualificação do pesquisador. 
Disponibilidade de material bibliográfico necessário. 
Compatível com o tempo e a disponibilidade do pesquisador. 
Pode surgir de: observação do cotidiano, programas de pesquisa, contato com especialistas, 
pesquisas já realizadas, literatura especializada. 
Delimitação do tema: observar condições de tempo, modo e lugar da pesquisa. 
Viabilidade técnica. 
Viabilidade lógica. 
 
Problema 
Formulado como pergunta, pois especifica a questão. 
Claro e preciso, para não ocorrer confusão de termos. 
Empírico, ou seja, deve ser testável. 
Suscetível de solução, por meio do domínio da tecnologia adequada para sua solução. 
Delimitado a uma dimensão viável (especificar o universo). 
Relevante, ou seja, de interesse intelectual ou prático. 
 
Hipóteses 
Observação de fatos do cotidiano e suas relações. 
Aplicação de resultados de outras pesquisas, ou seja, leituras a respeito da temática, de 
estudos já realizados (aumentar o grau de confiabilidade da pesquisa). 
Teorias (quanto maior conhecimento teórico-empírico do pesquisador, maior facilidade para 
definir a hipótese). 
Hipóteses Intuições (deve-se esclarecer a razão que determinou o estabelecimento da 
hipótese). 
 
Introdução 
Anunciar o assunto, apresentar a idéia geral da pesquisa, delimitar o tema e mostrar sua 
importância, definir a metodologia que ser á utilizada pela pesquisa. 
Mostrar como ser á desenvolvidoo trabalho, a idéia central de cada parte ou capitulo, a fim de 
que se tenha uma idéia global do que será. 
 
Especificar Objetivos 
O que vou procurar? 
O que pretendo alcançar? 
Por que e para quê a pesquisa? 
Para quem? 
 
Objetivo Geral 
Propósito do pesquisador em relação à pesquisa. O quê? � 
 Indica-se com precisão o que se pretende com o trabalho. 
 
Objetivos Específicos 
 
Aprofundar intenções expressas nos objetivos gerais. � 
 Metas para atingir os objetivos gerais 
Geralmente, a redação inicia com verbo no infinitivo: investigar, descrever, caracterizar, 
analisar, avaliar, verificar, identificar, comparar, etc. 
 
Análise E Discussão 
O desenvolvimento – também chamado corpo do trabalho. 
Uma divisão que mostre a estrutura lógica com que o tema foi desenvolvido, sua divisão em 
capítulos vai ser efetuada de acordo com a necessidade de desdobramento do assunto. 
Deve-se iniciar pelos títulos mais importantes do plano e subdividir segundo a lógica e o 
material disponível, em itens e subitens, adotando uma numeração progressiva até o final do 
trabalho. Esta divisão servirá de base para a realização do sumário. 
Todos os títulos de capítulos ou de outros itens devem ser temáticos e expressivos; 
Análise dos dados diante dos objetivos propostos. 
Confirmar ou confrontar as dadas informações coletados / com as informações conhecimentos 
/ apresentados pelos diversos autores pesquisados. 
 
Ao redigir, refletir se: 
Os objetivos foram alcançados? 
A metodologia está adequada? 
As dificuldades foram superadas? 
As expectativas foram atendidas? 
Há contribuição para a sua área de atuação? 
 
OS DESAFIOS DA PESQUISA NO BRASIL: UMA CONTRIBUIÇÃO DE DOCENTES DA UNICAMP 
PARA O DEBATE 
 
Conta-se que o famoso matemático inglês Michael Atiyah resolveu explicar para a sua mãe a 
natureza de suas atividades. Depois de ter ouvido atentamente as explicações do filho, a boa 
senhora teria dito: “Acho que agora entendi o que você faz; mas diga-me uma coisa, por que 
pagam você para isso?”. 
 A pergunta que, segundo a anedota, a senhora Atiyah teria feito a seu filho também é feita 
com frequência por políticos, por administradores e pela sociedade em geral. A pertinência de 
se investirem recursos públicos na pesquisa científica e tecnológica em qualquer país, mas 
particularmente em países em desenvolvimento como o nosso, com notáveis carências sociais, 
deve ser constantemente redemonstrada com argumentos novos e eloquentes. 
Nestes tempos em que a simples aritmética de publicações e citações começa a perder o 
fôlego, é necessário recuperar os argumentos humanistas – que sustentam a nobreza da busca 
constante pelo conhecimento – e os pragmáticos – que mostram que a pesquisa é a base da 
inovação, essencial ao desenvolvimento econômico e à geração de riqueza. 
Desde a conquista de sua autonomia financeira, a UNICAMP vem conseguindo, através de 
mecanismos como o Projeto Qualidade e a avaliação sistemática da produção acadêmica por 
relatórios trienais de seus docentes, um crescimento contínuo de todos os seus índices de 
desempenho acadêmico. 
Os resultados do ‘provão’ na graduação, as últimas avaliações feitas pela CAPES dos cursos de 
pós-graduação e a avaliação dos grupos de pesquisa feita pelo CNPq colocam a UNICAMP em 
posição de grande destaque no panorama nacional. 
Entretanto, é neste momento em que a UNICAMP colhe os frutos de ações feitas no passado 
que lhe cabe refletir criticamente para apontar reformas e redirecionamentos que contribuam 
ao grande debate hoje instalado sobre quanta ciência e de que ciência o Brasil precisa para 
superar o subdesenvolvimento e se aproximar dos países avançados. 
É parte da responsabilidade social das instituições de pesquisa do país, particularmente 
daquelas mantidas com verbas públicas, entrar no debate para apontar falhas e limitações do 
sistema atual e propor melhorias. 
 
3º Metodologia Científica: A Pesquisa e Seus Registros 
 
Objetivos 
Capacitar para a construção de projetos de pesquisa. 
Conhecer as diversas modalidades de pesquisa científica. 
Aperceber-se da importância das normas padronizadoras. 
 
O que é pesquisa científica? 
“A pesquisa científica se distingue de qualquer outra modalidade de pesquisa pelo método, 
pelas técnicas, por estar voltada para a realidade empírica, e pela forma de comunicar o 
conhecimento obtido.” (RÚDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa ã cientifica. í 
26. ed. Petrópolis: Vozes, 1999.) 
MÉTODO é uma palavra oriunda do grego (μζθοδος) e composta de: 
Meta (μετά) – através de, por meio de; e de 
Hodos ( οδός) – via, caminho, rua. 
Metodologia: estudo, análise do percurso. 
Servir-se de um método é, tentar ordenar o trajeto pelo qual se pretende alcançar certos 
objetivos. 
Científica: remonta à idéia de ciência, contrapondo-se às outras modalidades de conhecimento 
(senso comum, filosofia, religião e técnica). 
A ciência se emancipa ligada à métodos e progride* graças às pesquisas as quais exigem 
métodos. 
* De modo seguro e ordenado 
 
Tipos de pesquisa 
 
As pesquisas podem ser classificadas quanto: 
1. À abordagem (2) 
2. À natureza (2) 
3. Aos objetivos (3) 
4. Aos procedimentos (8) 
 
Tipos de pesquisa quanto à abordagem (2) 
 
 
Tipos de pesquisa quanto à natureza (2) 
 
 
Tipos de pesquisa quanto aos objetivos (3) 
 
 
Tipos de pesquisa quanto aos procedimentos (8) 
 
 
 
Elementos essenciais da pesquisa científica 
 
 
Tipos de métodos de pesquisa 
 
 
 
Registro e gerenciamento de informações 
 
 
Resenha 
Texto que mantém as idéias de outras obras (documentos, livros, filmes), com a avaliação 
crítica do autor, construída com base em seus conhecimentos sobre o assunto. 
Tipos: 
Resenha resumo ou descritiva Resenha crítica 
Resenha temática 
 
Resenha crítica 
Exame e apresentação de obras prontas, acompanhado de avaliação crítica. É um exercício de 
autonomia intelectual, de compreensão e crítica. Constitui um passo importante para a 
produção científica. 
Pode ser resenha bibliográfica ou revisão de literatura, quando procura demonstrar o estágio 
de desenvolvimento de um tema. 
 
Itens de uma resenha 
Identificação da obra (notas bibliográficas). 
 Credenciais do autor (formação, publicações, atividades). 
Conteúdo (idéias principais, pormenores, pressupostos para o entendimento do assunto). 
Conclusões (localização e explicação das conclusões do autor). 
Crítica (determinação histórica e metodológica, contribuições, estilo, forma, méritos, 
considerações éticas). 
 
Resumo 
Caracteriza-se por ser um texto que sintetiza as principais idéias de outro texto, a partir da 
seleção de suas idéias principais, relacionadas em um número significativamente menor de 
palavras. 
Tipos: 
Resumo crítico 
 Resumo indicativo 
Resumo informativo 
É mais longo, (10 a 25% do texto original), levanta idéias essenciais do texto base, é feito por 
um terceiro, mas deve manter o espírito do autor; o resumo deve observar absoluta fidelidade 
ao texto original, sem juízo de valor. 
 
Para um bom resumo 
Levante o esquema e as anotações de leitura; 
Redija o resumo em frases curtas, diretas, objetivas; 
Não esqueça as referências bibliográficas; 
Acrescente, se desejar, suas opiniões pessoais. (RUIZ, 1996, p. 39-44.) 
 
Fichamento 
Constitui-se em um método de armazenamento, consulta e controle de informações sobre 
livros ou documentos, a partir da elaboração de fichas. 
Baseia-se na organização sistemática das informações, de modo que o resgate posterior seja 
facilitado. 
Tipos: 
 Fichamento de transcrição ou citação 
 Fichamento de resumo ou conteúdo 
Fichamento de comentário ou crítico 
 
A IMPORTÂNCIA DOS RESUMOS COMO FORMA DE REGISTRO DE PESQUISA 
Para quem tem dificuldade em assimilar o que lê e em organizar todo o conteúdo queestá 
estudando, a técnica de resumos pode ser um aliado e tanto para melhorar a sua capacidade 
de síntese e compreensão. 
Muitas pessoas têm maior facilidade em lembrar daquilo que veem e por isso a memória deles 
é chamada “visual”. Quem tem memória visual deve dar ênfase nos resumos, nas imagens, nos 
gráficos e cores utilizados em todos estes. Grifar um texto em vermelho, por exemplo, vai te 
ajudar a selecionar determinada parte como importante e a sua memória logo vai apreendê-la. 
Fazer um resumo de cada matéria estudada é de grande ajuda para a hora da prova. Ao invés 
de ter que estudar todo o conteúdo outra vez na véspera, basta consultar os seus resumos e 
você logo se lembrará de todas as informações adjacentes. Por esse motivo, é primordial que o 
resumo seja feito com suas palavras, para ajudar-lhe a lembrar do conteúdo assim que ler a 
sua síntese. 
Os gráficos e esquemas também podem ajudar a criar relações entre significados. Essa é uma 
boa dica para quem tem “brancos” na hora da prova. Criando as tais relações, assim que você 
se esquece de uma informação o seu cérebro faz a ligação com outra informação sobre o 
mesmo assunto. Dessa maneira, as idéias fluem naturalmente, como um recurso de auto 
memória. 
Por isso, ao fazer resumos é preciso exercitar a sua capacidade de síntese e objetividade. As 
palavras-chave fazem parte das melhores maneiras de produzi-los. De nada adianta fazer 
ligações com textos enormes, porque depois será difícil de correlacioná-los com outra 
informação. Nas palavras-chave constam somente aquelas informações realmente 
importantes, que fazem ligações em seu cérebro com outras informações também 
importantes sobre o conteúdo que você já estudou. 
O mesmo vale para os resumos de livros literários. Copiar o resumo da internet pode até fazer 
você saber sobre a história do livro, mas não permitirá a sua compreensão sobre a obra como 
um todo. O ideal é ler o livro, fazer o seu próprio resumo e só depois disso ler um resumo 
alheio. Assim você poderá tirar dúvidas e ter acesso às análises dos livros sob uma visão 
literária, compreendendo o ambiente em que foi produzida a obra. 
 
4º Metodologia Científica: O Conhecimento e a Pesquisa 
 
Objetivo 
Apresentar os principais momentos da pesquisa científica. 
Dar a conhecer as diversas modalidades de conhecimento e suas peculiaridades. 
Despertar para a importância das leituras dirigidas na construção do texto acadêmico. 
 
O conhecimento 
Definição de conhecimento: é um modo de compreender e explicar o mundo. É uma visão de 
mundo. 
Modalidades de conhecimento: 
1. Teóricos: senso comum, religião, filosofia e ciência. 
2. Prático: Técnica 
 
 
Senso comum: 
 Espontâneo 
Acrítico 
Superficial 
Imediato 
Subjetivo (∆οξα ) 
 
Religião: 
 Sobrenatural 
Simbólico/ figurativo 
Teológico 
Fideísta (Πιστιη) 
 
Filosofia: 
Racional 
Reflexivo 
Crítico 
Profundo (Σοφια ) 
 
Ciência: 
 Lógico 
Analítico 
Convincente 
Seguro/inabalável 
Verificável (Επιστεµε) 
 
Técnica 
 Prático 
Transformador 
Instrumental (Τεχνθ) 
 
Planejamento da pesquisa 
 
 
Decisão 
Especificação dos objetivos 
Elaboração de um esquema 
Constituição da equipe de trabalho 
Levantamento de recursos e cronograma 
 
Escolha do tema 
Levantamento de dados 
Formulação do problema 
Definição dos termos 
Construção de hipóteses 
Indicação de variáveis 
Delimitação da pesquisa 
Amostragem 
Seleção de métodos e técnicas 
Organização e teste de instrumentos 
 
Coleta de dados 
Elaboração dos dados 
Análise e interpretação dos dados 
Representação dos dados 
Conclusões 
 
Apresentação/divulgação dos resultados 
 
Orientações importantes redação 
“Quanto à linguagem cientifica, sua característica é informativa e técnica, devendo-se evitar 
pontos de vista pessoais em expressões como “eu penso”, “ parece-me ” , “como todo mundo 
sabe”, que dão margem a interpretações subjetivas. 
Deve ser escrita obedecendo uma sequência lógica. 
O uso de parágrafos deve ser dosado na medida necessária para articular o raciocínio, toda vez 
que se d á um passo a mais no desenvolvimento do raciocínio, muda-se o par ágrafo. 
Respeitam uma ordem – introduç ão / desenvolvimento / conclusão. 
Esboço do texto – destaque as idéias principais. 
Organizem um esquema formado por frases que iniciam parágrafos, para depois completá-los. 
Não há necessidade de uma redação com palavras sofisticadas, mas é importante estar 
familiarizado com a linguagem especifica. 
Caráter impessoal da redação - “o presente trabalho” – deduzimos” – “ nossos argumentos 
mostram que “, na primeira pessoa do plural; 
Procure revisar o seu texto no que se refere às normas da Língua Portuguesa, utilize um bom 
dicionário nas dúvidas ortográficas e existem vários sites que poderão auxiliá-lo com a nova 
gramática. 
 
CONHECIMENTO ESPONTÂNEO, CIENTÍFICO, FILOSÓFICO E TEOLÓGICO 
Desde a Antiguidade, até os dias de hoje, um lavrador, mesmo iletrado e/ou desprovido de 
outros conhecimentos, sabe o momento certo da semeadura, a época da colheita, tipo de solo 
adequado para diferentes culturas. Todos são exemplos do conhecimento que é acumulado 
pelo homem, na sua interação com a natureza. 
O Conhecimento faz do ser humano um ser diverso dos demais, na medida em que lhe 
possibilita fugir da submissão à natureza. A ação dos animais na natureza é biologicamente 
determinada, por mais sofisticadas que possam ser, por exemplo, a casa do joão-de-barro ou a 
organização de uma colmeia, isso leva em conta apenas a sobrevivência da espécie. 
O homem atua na natureza não somente em relação às necessidades de sobrevivência, (ou 
apenas de forma biologicamente determinada) mas se dá principalmente pela incorporação de 
experiências e conhecimentos produzidos e transmitidos de geração a geração, através da 
educação e da cultura, isso permite que a nova geração não volte ao ponto de partida da que a 
precedeu. Ao atuar o homem imprime sua marca na natureza, torna-a humanizada. E à medida 
que a domina e transforma, também amplia ou desenvolve suas próprias necessidades. Um 
dos melhores exemplos desta atuação são as cidades. 
O Conhecimento só é perceptível através da existência de três elementos: o sujeito 
cognoscente (que conhece) o objeto (conhecido) e a imagem. O sujeito é quem irá deter o 
conhecimento, o objeto é aquilo que será conhecido, e a imagem é a interpretação do objeto 
pelo sujeito. Neste momento, o sujeito apropria-se, de certo modo do objeto. O conhecimento 
apresenta-se como uma transferência das propriedades do objeto para o sujeito. 
O conhecimento leva o homem a apropriar-se da realidade e, ao mesmo tempo a penetrar 
nela, essa posse confere-nos a grande vantagem de nos tornar mais aptos para a ação 
consciente. A ignorância tolhe as possibilidades de avanço para melhor, mantém-nos 
prisioneiros das circunstâncias. O conhecimento tem o poder de transformar a opacidade da 
realidade em caminho iluminado, de tal forma que nos permite agir com certeza, segurança e 
precisão, com menos riscos e menos perigos. 
Em outras palavras, a realidade é tão complexa que o homem, para apropriar-se dela, teve de 
aceitar diferentes tipos de conhecimento. 
 
5º Metodologia Científica: Referências e Citações 
 
Objetivo: 
Conhecer as normas da ABNT para a citação de autores, elaboração de referências e redação 
de trabalhos científicos e acadêmicos. 
 
Formatação 
Tamanho do papel → A4 – 210x297 mm – cor branca 
Fonte → Times New Roman ou Arial – Tamanho: 12 
Margens
 
Espaçamento → espaçamento entre linhas deve ser 1,5. 
Numeração de pagina → todas as paginas são contadas a partir da folha de rosto, mas não são 
numeradas. A numeração deve ser em algarismo arábicos. 
Recuo na primeira linha: 
1,25cm ou 2,5 conforme definido pela instituição. 
 
Referências 
Trata-sede uma listagem dos livros, artigos ou outros elementos bibliográficos que foram 
referenciados ao longo do texto de forma direta e indireta. 
 A referência deve ser levada em conta especialmente pelo aspecto ético. Sendo assim, a sua 
utilização é imprescindível, evitando o uso de ideias e conceitos emanados de outros autores 
sem a devida citação. 
Embora existam algumas diferentes normas de referenciação, a recomendada é a editada pela 
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 
Devem ser listadas em ordem alfabética, em espaço simples entre linhas e espaço duplo para 
separá-las. 
Seguem alinhamento apenas na margem esquerda. 
Os dados de uma referência são: 
SOBRENOME, Nome. Título da obra: subtítulo. Número da edição. Local de publicação: Editora, 
ano da publicação. 
 
Referências – exemplos 
Livro com 1 autor 
OLIVEIRA, S. L. de. Tratado de metodologia científica. 2. ed. São Paulo: Pioneira, 1999. 
Livro com 2 autores 
VICECONTI, P. E. V.; NEVES, S. das. Introdução à economia. São Paulo: Frase, 1995. 
Livro com 3 autores 
VASCONCELLOS, M. A. S.; GREMAUD, A. P.; TONETO JUNIOR, R. Economia brasileira 
contemporânea: para cursos de economia e administração. São Paulo: Atlas, 1996. 
Livro com mais de 3 autores: 
LACERDA, A. C. de et al. Economia brasileira. São Paulo: Saraiva, 2000. 
Livro com organizador 
PINHO, D. B.; VASCONCELLOS, M. A. S. (Org.) Manual de economia. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 
2004. 
Referência de artigo sem autor 
A contabilidade de custos nas empresas de prestação de serviços. Boletim IOB – Pasta 
Temática Contábil e Balanços, São Paulo, n. 21, maio 2000. 
Referência de artigo on line com autor 
SILVA, M.M.L. Crimes da era digital. Revista Net, Rio de Janeiro, nov. 1998. Seção Ponto de 
Vista. Disponível em: http://www.brazilnet.com.br/contexts/brasilrevistas. Acesso em: 28 nov. 
1998. 
Referência de leis 
 Brasil. Lei das Sociedades por Ações, Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre 
as sociedades por ações. Manuais de Legislação Atlas, 6. ed. São Paulo: Atlas, 1999, v. 28. 
Referência de artigo com autor 
KOLIVER, O. A harmonização das normas contábeis no contexto regional. Revista Brasileira de 
Contabilidade. Brasília, ano XXIV, v. 94, n. 93, p. 13-19, maio/jun. 1995. 
***O nome da revista ou jornal deve ser escrito em negrito. No entanto, quando se trata de 
jornal a data vem logo após a cidade (local). 
Referências exemplos de revista/jornal 
STEFANO, F. Voltamos a crescer. Revista Exame, São Paulo: Abril, ed. 948, a. 43, p. 18-31, 30 
Jun. 2009. 
JOHANNPETER, J. G. Inovação e atitude empreendedora. Folha de São Paulo, São Paulo, 30 
mar. 2008. Dinheiro. p. 2. 
AUTOR DO ARTIGO. Título do artigo. Título do Jornal. Local de publicação: dia mês ano. 
Número ou título do caderno, seção ou suplemento. Página. 
Referências – exemplos 
Referência de artigo on-line (copiado da internet) sem autor: 
 WINDOWS 98: o melhor caminho para a atualização. PC World, São Paulo, n.75, set. 1998. 
Disponível em: http://www.idg.com.br/abre.htm Acesso em: 10 set. 1998. 
Referência de artigo ou texto em CD-ROM: 
 CARASTAN, J. T. Custo meta e custo padrão. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CUSTOS, 6., 1999, 
São Paulo. Anais....São Paulo: ABC, FEA/USP, 1999. CDROM. 
**(Após o título do artigo deve constar a palavra In, que significa inclusão seguida do nome do 
congresso ou fórum, número, ano e local em que este artigo foi apresentado. A palavra Anais 
deve aparecer em negrito ou itálico, a qual deve ser seguida do local, sigla do evento, editora, 
ano. No final aparece a palavra CD-ROM). 
Referência de monografia: 
ASSING, T. M. Tratamento contábil dispensado ao capital intelectual sob a ótica da gestão do 
conhecimento : o caso de uma empresa de tecnologia da informação. 2002. 58 f. Trabalho de 
conclusão de curso (monografia) – Curso de Ciências Contábeis, Universidade Federal de Santa 
Catarina, Florianópolis, 2002. 
Referência de dissertação: 
LIMA, A. L. de A. Análise das congruências com vistas à harmonização das formas de 
contabilização de derivativos entre Brasil e Argentina. 2000. 110 f. Dissertação (Mestrado em 
Administração) – Programa de Pós-Graduação em Administração, Universidade Federal de 
Santa Catarina, Florianópolis, 2000 
Referência de programa de televisão, filme ou vídeo: 
VANTAGENS da colheita mecânica da cana. Produção de Rui Soares. São Paulo: Canal Rural, 
2007. Exibido em: 5 out. 2007. 
 
Citações e notas de rodapé 
O trabalho é constituído em permanente diálogo com diversos autores; 
Fontes de onde são extraídas as informações; 
Objetivo de evitar a apropriação de ideias alheias e também facilitar a outros 
pesquisadores(as) o acesso à bibliografia pesquisada. 
 
Citações 
As citações são os elementos retirados dos documentos pesquisados durante a leitura e que se 
revelam úteis para corroborar as ideias desenvolvidas pelo autor no decorrer de seu raciocínio. 
São utilizadas para dar sustentação ao artigo. 
 
Citação direta 
Acontece sempre que ocorre uma transcrição literal de parte da obra consultada Pode ser: 
Curta (até 3 linhas) 
Longa (acima de 3 linhas) 
 
Citação direta curta 
Deve ser expressa no texto entre aspas duplas (aspas simples são utilizadas para indicar 
citações no interior da citação) 
Formato e tamanho da letra idêntica à utilizada no texto 
 
Exemplo de citação direta curta 
Exemplo 1: 
Iudícibus (1977, p. 44) afirma que “a contabilidade uma é ciência essencialmente utilitária, no 
sentido de que responde, por mecanismo próprio.” 
 Exemplo 2: 
A contabilidade uma ciência essencialmente utilitária, no sentido de que responde, por 
mecanismo á próprio.”(IUD CIBUS, 1977, p. 44). 
 
Exemplo de citação direta curta 
Com dois autores: 
Segundo Vasconcellos e Garcia (2008, p. 12) “a economia e a política são áreas muito 
interligadas, tornando-se difícil estabelecer uma relação de causalidade (causa e efeito) entre 
elas.” 
Com três autores: 
Conforme Vasconcellos, Gremaud e Toneto (2002, p. 22) “as migrações externas são aquelas 
que efetivamente alteram a população de uma região.” 
Com mais de três autores: 
De acordo com Lacerda et al. (2007, p. 117) “em 1973, o milagre atingiu o seu auge, com um 
crescimento de 14% do PIB.” 
 
Exemplo de citação direta curta 
Com dois autores: 
“As empresas são as entidades produtoras de bens e serviços.” (VASCONCELLOS; GARCIA, 
2008, p. 169). 
Com três autores: 
“As migrações externas são aquelas que efetivamente alteram a população de uma região.” 
(VASCOCELLOS; GREMAUD; TONETO; 2002, p. 22). 
Com mais de três autores: 
“ Em 1973, o milagre atingiu o seu auge, com um crescimento de 14% do PIB.” (LACERDA et al., 
2000, p. 117). 
 
Citação direta longa 
Ultrapassa três linhas e deve ser apresentada: 
Sem aspas 
Com letra menor do que a utilizada no texto 
 De forma destacada, com um recuo de 4 cm da margem esquerda. Exemplo: � 
Açambarcamento é a prática comercial que consiste em reter ou açambarcar matérias-
primas, bens de capital ou gêneros de primeira necessidade, com o objetivo de 
provocar uma elevação nos preços, dominar o mercado ou eliminar concorrentes. 
(SANDRONI, 1994, p. 8). 
 
Citação de artigo de lei 
O art. 12 da Constituição Federal de 1988 estabelece que são brasileiros natos: 
Art. 12 – São brasileiros: � 
 I - natos: 
– a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, 
desde que estes não estejam a serviço de seu país; 
– b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que 
qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil; 
– c) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que venham 
a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, pela 
nacionalidade brasileira. 
 
Exemplo de citação de texto sem autor 
O Boletim IOB – PastaTécnica Contábil e Balanços (2000, p. 2) destaca que: 
A contabilidade de custos foi desenhada, fundamentalmente, para as empresas industriais. 
Entretanto, alguns aspectos, como o controle de estoques naquelas empresas, são facilmente 
aplicados a hotéis, restaurantes, hospitais e mesmo em estabelecimentos de ensino. 
 
Citação de internet com autor 
No que concerne à especulação, Kanitz (2003) diz que: 
A palavra ‘especulador’ tem sua origem na raiz indo-germânica ‘Spec’, que significa olhar. São 
dessa raiz as palavras especialista, espelho, expectativa, respeito, espetáculo e, finalmente, 
especulador: aquele que olha à frente, vê o futuro, aquele que enxerga aquilo que outros não 
veem. Toda nação precisa de bons especuladores. 
 
Citação de internet sem autor 
O IPEA (www.ipea.gov.br) mantém a projeção de crescimento em 3,4%, para 2006, e justifica 
da seguinte forma: 
Em termos dessazonalizados, tal projeção está associada a uma aceleração do crescimento no 
primeiro trimestre do ano, para o qual se prevê um crescimento de 1,2% em relação ao quarto 
trimestre de 2005. Esta dinâmica estaria associada à queda da taxa de juros, à recuperação da 
renda e a certo grau de reposição dos estoques que foram desovados em 2005. 
 
Citação transcrita em outro idioma 
Devem ser expressas em itálico a fim de diferenciá-las do restante do texto. Exemplo: Para 
Olmedo (1999, p. 4) a política econômica é: � 
 Una ciencia normativa, empírica y social dedicada al estudio de los criterios, fines, 
medios y doctrinas que utilizan los gobiernos para intervenir en la realidad económica 
de un país. 
 
Citação indireta 
A citação indireta, segundo Silva e Menezes (2001), caracteriza-se pela reprodução de ideias 
do autor, sendo ela livre de interpretação, ou seja, utilizando suas palavras para citar o que o 
autor ou os autores descrevem 
Deve-se sempre indicar a fonte de onde se retirou a ideia, pois mesmo que a interpretação 
seja sua, a ideia inicial pertence a um autor que você consultou 
Não há necessidade de indicar a página, apenas deve-se escrever o sobrenome do autor em 
letra maiúscula e minúscula, seguido do ano da obra entre parênteses (vide exemplo no 1º 
item) 
 
Citação de citação 
É a transcrição de palavras textuais ou conceitos de um autor mencionados por um segundo 
autor, ou seja, da fonte que se está consultando diretamente. 
Esse tipo de citação só deve ser utilizado quando não houver a possibilidade de acessar o 
documento original. 
Deve ser indicada obedecendo à seguinte ordem: sobrenome do autor do documento original, 
seguido da expressão “apud”. Na sequência vem o sobrenome do autor da obra consultada, a 
data e a página. Na lista de referência deve-se colocar somente a obra consultada. 
 
Exemplo de citação de citação direta 
Rudio (1978, p. 75 apud LAKATOS, 2000, p.139) explica que: 
Formular o problema consiste em dizer, de maneira explícita, clara, compreensível e 
operacional, qual a dificuldade com a qual nos defrontamos e que pretendemos resolver, 
limitando o seu campo e apresentando suas características. 
Segue-se a mesma regra do exemplo anterior, porém não há necessidade de aparecer a página 
da obra. Exemplo: 
De acordo com Silk (1976 apud ROSSETTI, 2003) as diversas áreas do conhecimento exercem 
influências e são consideradas pelos economistas no desenvolvimento de seu trabalho. 
 
IMPORTÂNCIA E BENEFÍCIOS DAS NORMAS DA ABNT 
As normas têm uma contribuição enorme e positiva para a maioria dos aspectos de nossas 
vidas. Quando elas estão ausentes, logo notamos. São inúmeros os benefícios trazidos pela 
normalização para a sociedade, mesmo que ela não se dê conta disso. São exemplos de 
benefícios técnicos, econômicos e sociais obtidos com as normas em setores da vida e do 
trabalho: 
• A padronização das roscas de parafusos ajuda a fixar cadeiras, bicicletas para crianças e 
aeronaves, bem como resolve os problemas de reparo e manutenção causados pela falta de 
padronização, que antes eram um grande problema para os fabricantes e usuários de 
produtos. 
• As normas que estabelecem um consenso internacional em terminologia tornam a 
transferência de tecnologia mais fácil e segura. Elas são uma etapa importante no avanço de 
novas tecnologias e na difusão da inovação. 
• Sem as dimensões padronizadas de contêineres de carga, o comércio internacional seria 
mais lento e mais caro. 
• Sem a normalização de telefones e de cartões bancários, a vida seria mais complicada. 
• A falta de normalização pode até afetar a própria qualidade de vida de pessoas com 
deficiência, por exemplo, quando são barradas no acesso a produtos de consumo, transportes 
e edifícios públicos, se as dimensões das cadeiras de rodas e as entradas não forem 
padronizadas. 
• Símbolos normalizados fornecem avisos de perigo e informações através das fronteiras 
linguísticas. 
• O consenso sobre os graus de diferentes materiais permite uma referência comum para 
fornecedores e clientes nos negócios. 
• Um acordo sobre um número suficiente de variações de um produto para atender às 
aplicações mais atuais permite economias de escala com benefícios no custo para produtores 
e consumidores. Um exemplo é a padronização dos tamanhos de papel. 
• A normalização dos requisitos de desempenho ou de segurança de equipamentos garante 
que as necessidades dos usuários serão atendidas, ao mesmo tempo em que permite que 
fabricantes individualmente tenham a liberdade de projetar suas próprias soluções sobre 
como atender a essas necessidades. 
• Protocolos de computador normalizados permitem que os produtos de diferentes 
fornecedores "conversem" entre si. 
• Documentos normalizados aceleram o trânsito de mercadorias ou identificam as cargas 
sensíveis ou perigosas que podem ser manuseadas por pessoas que falam línguas diferentes. 
• A padronização de conexões e interfaces de todos os tipos assegura a compatibilidade dos 
equipamentos de origens diversas e a interoperabilidade de diferentes tecnologias. 
• Um acordo sobre métodos de ensaio permite comparações significativas de produtos, ou 
desempenha um papel importante no controle da poluição, por ruído, vibração ou emissões de 
poluentes. 
• As normas de segurança para máquinas protegem as pessoas no trabalho, no lazer, no mar - 
e até mesmo no dentista. 
• Sem o acordo internacional contido nas normas técnicas sobre grandezas e unidades 
métricas, as compras e o comércio seriam puro acaso, a ciência não seria científica e o 
desenvolvimento tecnológico seria deficiente.

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