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AVALIAÇÃO VISUAL DE 
ÁRVORES DE RISCO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Discente: Andressa Vilela 
201610946 
 
 
GFP103 – Patologia Florestal 
Julho de 2018 
1) Introdução 
 
Para a realização deste trabalho, a árvore escolhida foi a Eugenia uniflora, da família 
Myrtaceae, a qual é popularmente conhecida como pintangueira. A planta analisada 
localiza-se no estacionamento do Departamento de Agronomia da UFLA, próximo à sala 
da Terra Jr; possuí DAP de 31 cm e apresenta características sintomáticas visuais. 
A pitangueira é descrita como um arbusto denso, com altura entre 2 e 4 m, podendo 
atingir de 6 a 9 m, ramificada, copa apresentando de 3 a 6 m de diâmetro, com formato 
arredondado, folhagem persistente ou semidecídua, sistema radicular profundo, com raiz 
pivotante e grande volume de raízes secundárias e terciárias (Sanchotene, 1985; Lorenzi, 
1998). 
As épocas de florescimento e frutificação da pitangueira são influenciadas pelas 
variações das condições climáticas das diferentes regiões de cultivo. De acordo com 
Lederman et al. (1992) e Bezerra et al. (1995; 1997a), a floração (Figura 7A) e a 
frutificação (Figura 7B) da pitangueira ocorre duas vezes, anualmente, no Estado de 
Pernambuco, sendo a primeira entre os meses de março e maio, verificando-se pico em 
abril, e a segunda, se não houver déficit hídrico, entre os meses de agosto e dezembro, 
com pico em outubro. 
Nas Regiões Sul e Sudeste do Brasil a floração e a frutificação podem ocorrer duas 
ou até mais vezes durante o mesmo ano (Sanchotene, 1985; Mattos, 1993; Demattê, 
1997). Nessas Regiões, a floração ocorre, normalmente, de agosto a dezembro, podendo 
ocorrer, novamente, de fevereiro a julho. Já a frutificação comumente acontece entre 
agosto e fevereiro, podendo também ocorrer entre abril e julho. 
A pitangueira pode ser usada como cerca viva e planta ornamental, pois além de 
crescer lentamente, essa espécie apresenta copa densa e compacta (Correa, 1978; 
Villachica et al., 1996). 
No Nordeste Brasileiro, a pitanga, geralmente, é consumida ao natural ou utilizada no 
preparo de sucos (Lederman et al., 1992). O principal potencial de exploração 
agroindustrial da pitangueira é a produção de frutos para obtenção da polpa integral 
congelada e suco engarrafado, além da utilização da polpa na fabricação de sorvete, 
picolé, licor, geléia, vinho e cosméticos (Donadio, 1983; Ferreira et al., 1987; Lederman 
et al., 1992). Outras perspectivas de aproveitamento da polpa são: a mistura entre sucos 
de pitanga com outras frutas de espécies nativas e exóticas; adicionála a bebidas lácteas; 
e processá-la como refresco em pó e néctar (Bezerra et al., 2000). O aumento do consumo 
de pitanga pode ser estimulado pela divulgação do seu valor nutritivo através de 
campanhas de educação alimentar, pois os frutos são ricos, principalmente, em vitamina 
A e sais minerais. 
 
2) Desenvolvimento 
 
De acordo com a literatura consultada, algumas pragas e doenças costumam acometer 
esta espécie: 
 
• Broca-do-caule-e-dos-ramos: 
A broca-do-caule-e-dos-ramos ou broca-das-mirtáceas é a principal praga da 
pitangueira. O adulto é uma mariposa de coloração branca, medindo 
aproximadamente 40 mm de comprimento. Os ovos são colocados nos galhos e 
troncos (Bezerra et al., 2000). Os danos à planta são causados pelas lagartas que 
apresentam coloração violeta-amarelada e medem cerca de 30 mm. A presença da 
praga é facilmente reconhecida pela ocorrência de pequenos orifícios nas áreas 
lesionadas, formação de teias e excrementos em seu redor. 
 
• Moscas-das-frutas: 
As moscas das frutas são pragas comuns nos pomares de pitangueira. Suas 
larvas, de coloração branca se desenvolvem no interior dos frutos, alimentando-
se da polpa, tornando-os imprestáveis para o consumo (Bezerra et al., 2000). 
 
• Doenças: 
No Brasil não há registros de microorganismos responsáveis por doenças de 
importância econômica atacando a pitangueira (Bezerra et al., 2000). De acordo 
com Morton (1987), na Flórida foram registrados casos de antracnose 
(Colletotrichum gloeosporioides), podridão-das-raízes (Rhizoctonia solani) e 
manchas foliares causadas por Cercospora eugeniae, Helminthosporium sp. e 
Phyllostica eugeniae. 
 
As fotos a seguir são referentes a planta observada nesta trabalho, sendo que os 
principais pontos notados a serem destacados são a presença de machas no caule 
aparentando serem relacionadas à presença de algum fungo ou inseto, além disso a árvore 
apresentava folhas retorcidas, com manchas arrocheadas, e amarronzadas, além de boa 
parte da copa estar com as folhas amarelas. Além disso, a árvore também possuía um 
ninho de marimbombo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3) Conclusão 
 
Para a realização dos cálculos foi utilizada a planilha em anexo, sendo que a 
pontuação foi feita multiplicando a intensidade pelo peso e dividindo por quatro; a 
pontuação final (soma de todas as pontuações) correspondeu a 41,1, portanto de acordo 
com o material enviado para a realização do trabalho, a árvore deve ser mantida. 
Uma recomendação que pode ser feita, caso esta árvore estivesse em um pomar ou 
área destinada a produção de frutos, é realizar uma análise de solo para futura 
recomendação de adubos e corretivos e análise foliar, mas como ela é apenas destinada a 
fazer sombra em um estacionamento e não há risco de cair, não há necessidade. 
 
4) Referência bibliográfica 
 
• https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/Livro+Pitangueira+Final
_000h70en20j02wx7ha0bjxel5pl1bej2.pdf 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5) Anexos 
Critério de avaliação Peso Intensidade Pontuação Critério de avaliação Peso Intensidade Pontuação 
Sistema radicular 3,25 Folhas 3,1 
Raiz exposta e/ou apontada 1,5 1 0,375 Cloroses, necroses e/ou deformações 1,5 3 1,125 
Umidade no coleto 2,0 1 0,5 Injúrias e/ou pragas 0,8 1 0,2 
Raiz causa danos 1,5 1 0,375 sinais de fogo 0,8 1 0,2 
Podridão do colo e/ou trincas 4,0 1 1,0 Riscos 13,325 
Mortalidade 4,0 1 1,0 Conflitos aéreos 4,0 3 3,0 
Tronco 11,25 Postes e/ou cabeamentos exitentes no entorno 3,5 1 0,875 
Cavidades 4,0 1 1,0 Estacionamento 3,0 3 2,25 
Fungos e/ou cancros 3,0 1 0,75 Edificações 3,0 1 0,75 
Podas 3,5 3 2,625 Tubulação de água e/ou esgoto 1,8 1 0,45 
Lenho exposto 4,0 2 2,0 Tubulação e/ou reservatório de gás 4,0 1 1,0 
Sinais de injúrias 4,0 1 1,0 Risco iminente de queda 4,0 1 1,0 
Umidade do tronco e/ou casca 2,5 1 0,625 Fogo 4,0 1 1,0 
Pragas 3,0 2 1,5 Vento 4,0 3 3,0 
Rachaduras 3,0 1 0,75 Ecologia da Paisagem 3,925 
Mortalidade 4,0 1 1,0 Rara, ameaçada de extinção 0,8 1 0,2 
Ramos principais e/ou secundários 6,65 Trampolim ecológico 0,8 3 0,6 
Fungos 1,0 3 0,75 Contemplação/visitação 0,8 1 0,2 
Quebrados 3,0 2 1,5 Posicionamento (cortina para diversos fins) 0,8 3 0,6 
Trincas/rachaduras 1,5 1 0,375 Exótica 1,5 1 0,375 
Má formação 0,8 2 0,4 Impacto na paisagem local 0,8 3 0,6 
Pragas 2,0 3 1,5 Nidificação 0,8 3 0,6 
Podas realizadas 1,5 3 1,125 Ação enttrópica (lixo, entulho e outros) 1,5 2 0,75 
Mortalidade 4,0 1 1,0 100 41,1

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