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Crimes Contra o Patrimônio – Furto III
DIREITO PENAL – PARTE ESPECIAL
www.grancursosonline.com.br
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Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online
CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO – FURTO III
1. Consumação e Tentativa do Furto
As teorias que definem o momento consumativo do furto são:
a) Teoria da Contrectatio: a consumação ocorre com o simples contato entre 
o agente e a coisa.
b) Teoria da Ablatio: a consumação ocorre com o apoderamento da coisa 
seguido do deslocamento.
c) Teoria da Ilatio: a consumação ocorre quando a coisa é levada ao local 
desejado pelo agente, após ter a posse mansa e pacífica da coisa.
d) Teoria da Amotio (Apprehensio): a consumação ocorre quando a coisa 
subtraída passa para o poder do agente, independentemente de posse mansa 
e pacífica (não é necessário que o bem saia da esfera de vigilância da vítima). 
Essa é a teoria adotada pelos tribunais superiores.
Atenção!
• A consumação do furto se dá de maneira similar à consumação do roubo:
Súmula 582 do STJ (Aprovada em 14/09/2016)
Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem mediante emprego 
de violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida à perse-
guição imediata ao agente e recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a 
posse mansa e pacífica ou desvigiada.
• A vigilância constante em supermercado (seguranças ou câmeras) não 
caracteriza o crime impossível, respondendo o autor pelo furto ali prati-
cado, ainda que na modalidade tentada (Súmula 567 do STJ).
• Se a res furtiva (coisa furtada) se quebra ou se perde, o delito estará 
consumado nesse exato momento (da quebra ou perda).
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2. Furto Majorado – Repouso Noturno (§1º)
Código Penal
Art. 155. (...)
§1º A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso no-
turno.
A prática do furto durante o repouso noturno caracteriza uma causa de 
aumento de pena (1/3).
Atenção!
O furto majorado pelo repouso noturno não se confunde com o furto qualificado. 
A majorante do repouso noturno faz incidir uma causa de aumento de 1/3, 
enquanto as qualificadoras cominam novas penas em abstrato ao delito de 
furto (2 a 8 anos).
Repouso Noturno: é o período em que a comunidade se recolhe à noite 
(a partir do horário estabelecido pelo costume de cada comunidade) para o 
repouso diário.
Atenção!
• Se a comunidade de determinado local se recolhe para o repouso durante 
o dia, não é possível aplicar a referida causa de aumento.
• Em relação à majorante do repouso noturno, a casa não precisa estar habi-
tada, nem seus moradores precisam estar dormindo.
• Essa causa de aumento incide sobre os furtos praticados contra estabele-
cimentos comerciais, durante o repouso noturno.
• A majorante do repouso noturno incide sobre o furto qualificado. Esse é o 
posicionamento mais recente do STJ sobre o tema (HC 306.450/SP – Jul-
gado em 04/12/2014 – Informativo STJ 554).
• Essa causa de aumento incide sobre os furtos de veículos que estejam 
estacionados em via pública (não se exige que a subtração ocorra 
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DIREITO PENAL – PARTE ESPECIAL
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intramuros). Entendimento do STJ, no REsp 1191065 MG (23/04/2012): 
“Para a incidência da causa especial de aumento prevista no §1º do art. 
155 do Código Penal, é suficiente que a infração ocorra durante o repouso 
noturno, período de maior vulnerabilidade para as residências, lojas e 
veículos, sendo irrelevante o fato de que o crime tenha sido cometido em 
estabelecimento comercial que se encontrava fechado”. 
3. Furto Privilegiado (§2º)
Código Penal
Art. 155. (...)
§2º Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode 
substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou 
aplicar somente a pena de multa.
O furto privilegiado é o furto de bem de pequeno valor cometido por réu pri-
mário. Em relação a esse tipo de delito, o juiz pode substituir a pena de reclusão 
pela de detenção ou aplicar somente a pena de multa.
Os requisitos para o furto privilegiado são:
a) primariedade;
b) res furtiva de pequeno valor.
Atenção!
• Presentes os requisitos, esse benefício é obrigatório, tratando-se de um 
direito subjetivo do réu.
• Para aferir se um objeto é ou não de pequeno valor, os tribunais e a doutrina 
consideram como parâmetro máximo o valor do salário mínimo. Se o valor 
for ínfimo, caberá aplicação do princípio da insignificância (atipicidade 
material).
����Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a 
aula preparada e ministrada pelo professor Paulo Igor.

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