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Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) 
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) 
Unidade Acadêmica de Medicina (UACM) 
Revisão Bibliográfica: Asma
					
									
									Docente: Erik Trovão Diniz 
							Discentes:
									 Ana Carolina Montenegro 
									 Beatriz Marques dos Santos 
		 Heloísa Oliveira de Medeiros
									 Isabella Talita Landim 
			 Lucas Silveira Sousa 
									 Maria Luiza Batista de Luna
								 Maria Luiza R. B. de Melo 
			 Marina Alves Freitas 
									 Patrick Fernando Machado 								
									 Renato Matias Dantas 
								
								Módulo: Sistema Respiratório 
 Campina Grande - PB
29 de Outubro de 2014
Introdução
Revisão da Fisiopatologia 
A asma brônquica é uma doença que acomete o trato respiratório, sendo uma inflamação crônica caracterizada pela hiperreatividade das vias aéreas e por uma limitação do fluxo de ar, que pode ser revertida com broncodilatores ou espontaneamente.1 
Segundo Absai2, a asma tem um quadro clinico identificado por episódios reicindentes de sibilos, tosse, dispneia (dificuldade ou desconforto em respirar) e uma sensação de pressão no tórax, descrito como "aperto no peito", se agravando a noite a pela manhã, ao acordar. 
Observada a distribuição familiar da doença, é possível afirmar que a asma tem caráter herediário. No entanto, os genes responsáveis pela transmissão da doença não são determinados e é provável que vários genes estejam envolvidos neste processo.3 A patologia resulta de uma interação entre a genética e exposição a vários fatores predisponentes3. Os mais frequentes são alergia, principalmente aos ácaros, baratas e animais4, além de poluentes do ar, irritantes químicos, mudanças climáticas1, infecções, fármarcos específicos como a aspirina e, inclusive, exercício físico5. 
Existem outros fatores associados, além dos clássicos, que podem condicionar e agravar o quadro de asma brônquica. Entre eles estão a doença de refluxo gastroesofágico, sinusite e apneia do sono obstrutiva.6 Os transtornos psicológicos são também mais constantes em pacientes asmáticos. O transtorno de ansiedade ocorrem entre 16% e 52% dos asmáticos, e os de humor, entre 14 e 41% dos acometidos. Além de distúrbios comportamentais e familiares, como mostrado num estudo feito em Melborne (EUA).7,8
A classificação da Asma é feita em termos clínicos de acordo com a periodicidade dos sintomas, do volume expiratório máximo no primeiro segundo (FEV1) e do débito expiratório máximo instantâneo (DEMI ou PEF).9 Além dessa, existe outro modo de catecorização da asma, como atópica (extrínseca) ou não atópica (intrínseca), baseado no fato dos sintomas serem ocasionados por alérgenos (atópicos) ou não ocasionados (não-atópicos).10, 11
Tabela 1 - Classificação Clínica ( ≥ 12 anos de idade) 10
A exarcebação aguda da asma, também denominada de crise ou ataque, Entre os sinais que ocorrem durante um ataque de asma estão o uso de músculos de respiração acessórios (o músculo esternocleidomastoideo e os músculos escalenos do pescoço), pulso paradoxal e sobre-inflamação do peito.12 A falta de oxigénio pode posteriormente levar a que as unhas e a pele se apresentem azuladas.13 Os casos de exarcebação aguda são divididos, por ordem crescente de gravidade, em: moderada, aguda grave, risco de vida e quase fatal.14 As "crises" de asma têm causas variadas, a partir de diversos agentes. Os fatos mais comuns são: pêlo de animais, pó, presenças de barata, mofo em excesso, além de infecções virais e bacterianas do trato respiratório superior.15
A inflamação asmática provoca uma contração progessiva dos músculos lisos do aparelho respiratório, causando o aumento da constricção das vias respiratórias e, consequentemente os sintomas como o som sibilante ao respirar. Pode-se verificar, além desse estreitamento, alterações a nível histológico no espessamento do tecido linfático, além do aumento de células como eosinófilos. A presença aumentada de linfócitos T, macrófagos e neutrófilos, e outros componentes do sistema imunitário, como citocinas, quimiocinas, histamina e leucotrienos também ocorrem.16 Esta inflamação ocorre em toda a via aérea, incluindo o trato respiratório superior, no entanto, a porção mais prejudicada do trato respiratório são os brônquios de médio calibre.17
A asma tem incidência em todas as faixas etárias, porém, há um predomínio na infância e adolescência.
Segundo dados da OMS, cerca de 300 milhões de indivíduos, tanto crianças quanto adultos, são afetados pela asma. Desta forma, considerando uma prevalência global de 10 %, estima-se que, no Brasil, existam aproximadamente 20 milhões de asmáticos.17
Neste contexto, cabe salientar que as taxas de hospitalização por asma em maiores de 20 anos diminuíram em 49% entre 2000 e 2010. Já no período de janeiro a agosto de 2014, segundo dados coletados no DATASUS, foram registradas 75.396 mil hospitalizações em todas as idades, ficando para a Região Nordeste o maior montante de internações (33.673 mil). Quanto à taxa média de mortalidade no país, encontrou-se um valor de 1,52/100.000 habitantes no período de 1998 a 2007.17,18
Gráfico 1: Internações por asma entre janeiro e agosto de 2014. Dados obtidos a partir do Ministério da Saúde do Brasil.
Considerações Finais
Discussão do Caso Clínico
Paciente, sexo feminino, 34 anos de idade, chega à emergência com quadro de crise asmática há cerca de 1 hora. A mesma encontra-se com taquipnéia (elevação da freqüência respiratória), sibilos à ausculta respiratória (sons gerados pela obstrução das vias aéreas), especialmente durante a expiração. Refere ser portadora de asma desde a infância, quando suas crises eram desencadeadas pelo contato com poeira. Precisou realizar tratamento com corticóide inalatório por 5 anos. Desde os 17 anos, não apresentava uma nova crise. Há cerca de 48 horas, recebeu o diagnóstico de Hipertensão Arterial, iniciando tratamento com bloqueador beta-adrenérgico. Nega tabagismo.
Sobre este caso, responda as seguintes perguntas:
1- Por que os sibilos estão ocorrendo mais durante a expiração do que na inspiração?
 A inflamação característica da asma é a responsável por contrair os músculos lisos das vias respiratórias, o que causa a constricção dessas vias, tornando suas luzes estreitas e dificultando a passagem de ar. Somado a isso, o esforço expiratório com uso da musculatura acessória (intercostais internos, que são expiratórios) presente na pessoa com asma aumenta a pressão intrapulmonar, comprimindo de fora para dentro as paredes dos bronquíolos. Portanto, a constricção das vias aéreas é especialmente intensa durante a expiração. Isso explica porque os sibilos ocorrem mais durante a expiração. 
referência: http://www.concursoefisioterapia.com/2010/08/fisioterapia-nas-intercrises-de-asma.html
2 - Qual o provável desencadeante da crise atual? Justifique.
 É observado na história da paciente que ela iniciou o uso de bloqueador beta-adrenérgico recentemente para tratar hipertensão arterial. Este tipo de fármaco funciona bloqueando a ação da adrenalina e da noradrenalina, hormônios liberados pelo sistema nervoso autônomo simpático e que têm ação broncodilatadora. Os bloqueadores beta-adrenérgicos (Nomes químicos: atenolol, ismolol, metoprolol, nadolol, pindolol, sotalol, timolol) não podem ser utilizados por pacientes asmáticos, visto que causam broncoconstricção. Concluímos, portanto, que o desencadeante da crise asmática atual da paciente foi o bloqueador beta-adrenérgico. 
referencia: http://www.doutorcoracao.com.br/pacientes_sobre_seu_coracao_clinico/hipertensao-o-inimigo-silencioso--parte-2-25.html3 - Se for realizada uma gasometria arterial neste momento, que alteração do equilíbrio ácido-básico você espera encontrar? Justifique.
Referências Bibliográficas
1 - http://www.revistas.usp.br/jhgd/article/viewFile/19883/21957
2- Asbai, Sbp, Sbpt - Stirbulov R, BERND L.A.G., SOLE D. (editores). IV Diretrizes Brasileiras no Manejo da ASMA. Rev Bras Alergia Imunopatol, vol.29, n.5, p.222-45,2006.
3- III Consenso Brasileiro no Manejo da Asma. Jornal de Pneumologia, vol. 28, S1. junho, 2002.
4- http://www.scielo.br/pdf/jped/v77n6/v77n6a06.pdf
5- http://www.revistas.usp.br/jhgd/article/viewFile/19883/21957
6- Boulet LP. (Abril de 2009). "Influence of comorbid conditions on asthma". European Respiratory Journal 33 (4): 897–906. DOI:10.1183/09031936.00121308. PMID 19336592.
7 - Boulet, LP; Boulay, MÈ. (Junho de 2011). "Asthma-related comorbidities". Expert review of respiratory medicine
8- 2. Asher M.I., Montefort S., Bjorksten B. et al. Worldwide time trends in the prevalence of symptoms of asthma, allergic rhinoconjunctivitis, and eczema in childhoord: ISAAC Phases One and Three repeat multicountry cross-sectional surveys. Lancet, vol. 368, p.733-43,2006.
9- Yawn BP. (Setembro de 2008). "Factors accounting for asthma variability: achieving optimal symptom control for individual patients". Primary Care Respiratory Journal 17 (3): 138–147. DOI:10.3132/pcrj.2008.00004. PMID 18264646.
10 - Robbins and Cotran pathologic basis of disease. 8th. ed. [S.l.]: Saunders, 2010. p. 688. OCLC 643462931. ISBN 978-1-4160-3121-5.
11 - http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1587077/
12- Maitre B, Similowski T, Derenne JP. (Setembro de 1995). "Physical examination of the adult patient with respiratory diseases: inspection and palpation". European Respiratory Journal 8 (9): 1584–93. PMID 8575588.
13 - Werner, HA. (Junho de 2001). "Status asthmaticus in children: a review". Chest 119 (6): 1596–1607. DOI:10.1378/chest.119.6.1913. PMID 11399724.
14 - British Guideline 2009, p. 54
15 - Baxi SN, Phipatanakul W. (Abril de 2010). "The role of allergen exposure and avoidance in asthma". Adolesc Med State Art Rev 21 (1): 57–71, viii–ix. PMID 20568555.
16 - John F. Murray. Murray and Nadel's textbook of respiratory medicine.. 5th. ed. Philadelphia, PA: Saunders/Elsevier, 2010. Chapter 38 pp.
17. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma – 2012. Jornal Brasileiro de Pneumologia. v.38, Suplemento 1, p.S1-S46 Abril 2012
18. Ministério da Saúde do Brasil. Departamento de Informática do SUS [homepage on the Internet]. Brasília: DATASUS [cited 2014 Out 25] . Morbidade hospitalar do SUS – por local de internação – Brasil. Available from: 
http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sih/cnv/niuf.def

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