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Banca – VUNESP
Nível - Médio
Módulo 02
Sumário
Módulo 02 ........................................................................................ 1
Apresentação ................................................................................... 2
Questões comentadas ........................................................................ 2
VUNESP - Governo de São Paulo – Agente de escolta – 2012 ............... 2
Poder econômico do Brasil assusta o mundo do futebol .................... 2
Tira I ....................................................................................... 11
Poema – Fernando Pessoa .......................................................... 15
Grupo Mabel é comprado pela americana PepsiCo .......................... 19
Gabarito ................................................................................... 21
Questões de revisão ........................................................................ 22
VUNESP - Câmara Municipal de Mauá – Assistente financeiro – 2012 .. 22
Cortem-lhe a cabeça! ................................................................. 22
A Casa ..................................................................................... 25
Aspectos teóricos ............................................................................ 26
Estrutura de palavras .................................................................... 26
Formação de palavras ................................................................... 28
Classes gramaticais: emprego e valor semântico .............................. 30
Emprego dos modos e tempos verbais ............................................ 31
Argumentação ............................................................................. 33
Emprego das preposições .............................................................. 35
Emprego das conjunções ............................................................... 37
Voz passiva ................................................................................. 41
Conclusão ...................................................................................... 42
Índice Remissivo ............................................................................. 42
Relação de questões sem comentários ............................................... 44
VUNESP - Governo de São Paulo – Agente de escolta – 2012 ............. 44
VUNESP - Câmara Municipal de Mauá – Assistente financeiro – 2012 .. 51
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Apresentação
Frio, frio e frio...... iniciamos este módulo com um hino ao frio
de “renguear cuso” que está fazendo por aqui, mas tudo bem, pois os
dias são lindos com frio e sol. Vamos deixar as questões de
metereologia de lado.....
O módulo 02 é dedicado à morfologia. Nele, vamos abordar
diversos aspectos gramaticais constantes no programa, mas nem
tudo pode ser bem detalhado, pois o espaço e o tempo são exíguos.
Para superarmos esta dificuldade, conto com a colaboração de todos,
solicitando, através do fórum, esclarecimentos e conteúdos não
abordados. Assim a colaboração de cada um tornará o nosso curso
bem mais útil a todos.
Selecionamos uma prova longa que nos permite uma gama
maior de questões, pois provas curtas favorecem muito a repetição. A
prova escolhida é bastante significativa, principalmente pelas
questões de compreensão de texto que apresentam dificuldades
decorrentes da astúcia da banca.
Já temos recebido algumas perguntas pelo fórum, o que muito
nos alegra tanto pela comunicação que se estabelece como pela
oportunidade de ampliar os nossos conteúdos. Continuem
interagindo, pois isto é muito importante para o sucesso de nosso
trabalho.
Vamos a nossa prova de hoje.
Questões comentadas
VUNESP - Governo de São Paulo – Agente de escolta – 2012
Poder econômico do Brasil assusta o mundo do futebol
Inundado por investimentos, patrocínios e empréstimos de
bancos, o futebol brasileiro vive um momento de crescimento
financeiro que começa a mudar o mapa do esporte no mundo. Um
panorama do futebol nacional mostra que, em vários aspectos, clubes
começam a ter receitas parecidas com as dos grandes times
europeus. Entre os cartolas de tradicionais equipes da Europa, a
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constatação é de que está cada vez mais caro tirar um jovem do
Brasil. Para especialistas, fica uma questão: até que ponto essa
exuberância econômica no Brasil é sustentável ou é apenas mais uma
bolha?
Ainda nenhum clube brasileiro se aproxima dos times com
maior renda do mundo, como o Real Madrid e o Manchester United,
todavia o que impressiona é a rápida expansão. Atualmente, as
maiores receitas no Brasil são as do Corinthians e do Inter-RS.
A explosão do valor dos contratos de tevê também injetou
milhões no futebol e, com o novo acordo, o Campeonato Brasileiro
finalmente se aproxima das maiores ligas do mundo. O Corinthians
também terminará 2011 como o clube mais valioso do país, mas o
time que mais cresceu foi o Santos. Essa expansão já tem sido
suficiente para começar a mudar a lógica das transferências de
jogadores. “Hoje, o jogador que vai para a Europa sai em busca de
uma opção profissional, não por dinheiro”, afirmou Marcos Motta, em
Zurique durante reunião fechada da elite da indústria do futebol
mundial.
O tendão de Aquiles do futebol brasileiro, porém, são as dívidas
que assolam vários clubes, mesmo entre aqueles que têm feito
contratações milionárias. Por isso, analistas estrangeiros alertam que
o risco é de que uma bolha esteja sendo formada, como ocorreu com
vários clubes espanhóis, que por mais de uma década gastaram além
do que podiam e agora estão quebrados.
(Chade, Jamil. http://www.estadao.com.br/noticias.
Adaptado)
Questão 1
De acordo com o texto, é possível afirmar que
(A) o futebol brasileiro vive um momento de crescimento e já é o
mais valorizado do mundo.
(B) os jogadores brasileiros têm a opção de permanecer no Brasil
com bons salários.
(C) para os clubes europeus os jogadores brasileiros estão mais
baratos do que no passado.
(D) o Santos é, indubitavelmente, o time que mais cresceu e o mais
valioso do Brasil.
(E) os jogadores brasileiros que vão para a Europa o fazem por
melhores pagamentos.
Comentário – Compreensão de texto
Antes de iniciarmos os comentários desta questão, vamos a
algumas considerações importantes. Para este módulo tomamos uma
prova mais longa (25 questões) o que permite observar a tendência
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da banca em termos de repetição de conteúdos. Das vinte e cinco
questões, sete são sobre significação (sinônimos, antônimos e
emprego de termos) seis são de interpretação; referenciação é objeto
de duas questões e vírgula é constante, utilizando os mesmos casos,
portanto podemos constatar que em torno de 65% da prova é
previsível. Isto que estamos no início do curso.
Bancas que repetem muito as questões são perigosas, pois a
troca de um membro pode produzir mudança muito brusca. Fiquemos
atentos! Vamos à questão um.
Esta questão é de compreensão, pois podemos resolver todas
as alternativas com consulta ao texto. Observem que cada alternativa
tem, em geral, duas afirmativas, precisamos conferir ambas para não
cairmos em armadilha.
A – É verdade que o “futebol brasileiro vive um momento de
expansão”, podemos conferir com o texto: “...o futebol brasileiro
vive um momento de crescimento...”(primeiro parágrafo) e “...o
que impressiona é a rápida expansão” (segundo parágrafo). A
segunda afirmativa, “...é o mais valorizado do mundo...”, não é
coerente com o texto que expressa: “Ainda nenhum clube
brasileiro se aproxima dos times com maior renda do mundo
com....”. Este processo de avaliação das alternativas, levando
em consideração cada afirmativa é muito seguro. Execute o
mesmo procedimento diversas vezes até automatizar. A
alternativa é errada, devido a segunda parte.
B – O texto afirma: “Hoje, o jogador que vai para a Europa sai em
busca de opção profissional, não por dinheiro”, portanto afirmar
“os jogadores brasileiros têm a opção de permanecer no Brasil
com bons salários” é verdadeiro.
C – O texto afirma o contrário: “...está cada vez mais caro tirar um
jovem do Brasil”. É errada a alternativa.
D – O Santos é o time que mais cresceu (verdade), mas o mais
valioso é aquele outro nomeado no parágrafo terceiro (rrrrr...). É
errada a alternativa.
E – Como observamos acima, o salário não é a atração, os jovens vão
por oportunidade profissional. Errada. Esta é uma típica questão
de compreensão de texto, você não pode se deixar enganar e
tentar encontrar deduções para responder.
Questão 2
Segundo analistas estrangeiros,
(A) o futebol brasileiro corre o risco de ficar sem jogadores.
(B) os times brasileiros já apresentam as mesmas dívidas de Real
Madrid e Manchester United.
(C) todos os times brasileiros estão endividados como os times
espanhóis.
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(D) os times brasileiros não apresentam nenhuma comparação com
times espanhóis.
(E) os times brasileiros podem estar gastando além de sua
capacidade e vir a falir.
Comentário Compreensão de texto
Esta questão introduz um assunto importante em termos de
abordagem de texto: a argumentação. Na seção dos aspectos
teóricos, vamos comentar um pouco este assunto. O texto traz
alguns tipos de argumentos como: dados (datas, nomes de clubes) e
dois depoimentos; um genérico, no primeiro parágrafo, que nomeia
os dirigentes de futebol (como) e o outro depoimento é um
“argumento de autoridade”, constituído pela citação de Marcos Motta.
É sobre estes dois argumentos que a questão foi elaborada.
A – Os cartolas reconhecem que está cada vez mais difícil levar
jogadores do Brasil, portanto não se justifica dizer que “o futebol
brasileiro corre o risco de ficar sem jogadores”. É errada a
afirmativa.
B – O Real Madrid e o Manchester United têm as maiores rendas,
quem tem problemas financeiros são “vários times espanhóis”
(último parágrafo). Não serve como resposta.
C – No segundo parágrafo, sabemos que “as maiores receitas no
Brasil são as do.... e do ....”, e que o Santos é o que mais
cresce, portanto dizer que “todos os times brasileiros estão
endividados é incorreto. Não serve como resposta.
D – Em termos de crescimento, os times brasileiros aproximam-se do
Real Madrid (?) e o medo de que o futebol brasileiro vivencie
uma “bolha” é outra comparação expressa no texto. É errado
dizer que “não apresentam nenhuma comparação com os times
espanhóis”.
E – Os analistas estrangeiros expressam a preocupação de: “...que
uma bolha esteja sendo formada....”, portanto é coerente com o
texto afirmar que “os times brasileiros podem estar gastando
além de sua capacidade e vir a falir”.
Questão 3
No trecho – A explosão do valor dos contratos de tevê... – o termo
em destaque pode ser substituído, sem alteração de sentido, por
(A) anulação.
(B) destruição.
(C) supressão.
(D) ampliação.
(E) diminuição.
Comentário Sinônimos
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O termo “explosão” tem o sentido de “expansão”, “incremento”.
A questão solicita um sinônimo. Observe que todas as alternativas
erradas empregam antônimos.
A – “anulação” tem o sentido de “cancelamento”, “invalidação”,
portanto não serve como resposta correta.
B – “destruição” significa “o que findou”, “o que acabou”, o que é o
contrário de “explosão”. Errada a alternativa.
C – “supressão” é “encerramento”, “cancelamento”, também não
serve.
D – “ampliação”, agora sim, o termo pode substituir “explosão”, pois
são sinônimos e apresentam significação semelhante no
contexto. É a alternativa correta.
E – “diminuição” é antônimo de “explosão”, pois significa “redução”,
“limitação”. Não serve como resposta correta.
Questão 4
Em – ... Campeonato Brasileiro finalmente se aproxima das maiores
ligas do mundo. – a palavra em destaque tem como sinônimo:
(A) vitrines.
(B) audiências.
(C) associações.
(D) misturas.
(E) atividades.
Comentário – Sinônimos
O termo “liga” é muito frequente no vocabulário esportivo, mas
tem o mesmo sentido de “conjunto de entidades”. Observe que,
nesta questão, a banca não buscou termos contrários (antônimos)
para constituir as alternativas, são todos desconexos entre si. Basta
tentar substituir a palavra “liga” por qualquer uma das erradas para
perceber a incoerência que se estabelece.
A – “vitrines” – além do sentido denotativa (local de exposição), pode
também ser empregado como “visibilidade”, “fama”, mas
nenhum dos casos faz sentido no texto. Errada.
B – “audiências” – O sentido é tão díspare que não deixa a menor
margem para erro. Não pode ser aceita como resposta correta.
C – “associações” – este é um termo que tem o mesmo sentido de
“liga”, pois indica um conjunto de entidades que age com o
mesmo fim. Esta é a alternativa correta.
D – “misturas” pode ter sentido de pluralidade de entidades, mas
nunca como um organismo organizado em torno de um mesmo
objetivo. Não serve como resposta correta.
E – “atividades” não faz sentido dentro deste contexto. Não serve
como resposta.
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Questão 5
No trecho – Ainda nenhum clube brasileiro se aproxima dos times
com maior renda do mundo, como o Real Madrid e o Manchester
United, todavia o que impressiona é a rápida expansão. – o
termo em destaque pode ser substituído, sem alteração de
sentido por
(A) entretanto.
(B) conforme.
(C) portanto.
(D) conquanto.
(E) embora.
Comentário - Emprego das conjunções
Nos “Aspectos teóricos” comentamos o emprego das
conjunções, pois é um tema bastante utilizado por esta banca. É
interessante notar que não é exigida a classificação, mas o sentido
que elas têm no texto.
A – A conjunção “todavia” tem o mesmo sentido de “entretanto”, pois
ambas são adversativas. Esta é a correta.
B – “Conforme” indica uma relação de adequação (conformidade)
entre duas ações. O sentido no texto é de adversidade. Não
serve como resposta.
C – “portanto” estabelece uma relação de consequência entre as
ações, há sentido de continuidade, o que não é o caso. Não
serve como resposta.
D – “conquanto” expressa o sentido de concessão, isto é, a segunda
oração ocorre apesar das evidências contrárias da oração
principal. Não é o caso nesta questão. É errada.
E – “embora” é da mesma classe de “conquanto”. Não pode ser
resposta correta.
Questão 6
A expressão tendão de Aquiles, mencionada em relação ao futebol
brasileiro, significa
(A) vantagem.
(B) força.
(C) eficácia.
(D) fraqueza.
(E) preço.
Comentário Significado de expressões
Aquiles foi um dos mais destacados heróis na Guerra de Troia,
narrada na Ilíada de Homero. Conta a lenda que Tétis (sua mãe),
mergulhou-o nas águas do rio Estige para receber proteção. Porém,
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como o segurou pelocalcanhar, este ficou vulnerável. Seu amigo
Pátaclo foi morto por Heitor e, para vingar esta morte, Aquiles mata
Heitor, mas é atingido no calcanhar por uma flecha envenenada,
desferida por Paris.
Assim o sentido de “fraqueza”, “parte vulnerável” fica
representado pela expressão “tendão de Aquiles.
A – “vantagem” é antônimo para o sentido que o termo tem no texto.
Não serve como resposta.
B – “força” também é o oposto, pois a expressão denota o sentido de
“fraqueza”. Errada a alternativa.
C – “eficácia” não tem o menor sentido neste contexto. Errada.
D – “fraqueza” é o termo que pode ser empregado no lugar da
expressão “tendão de Aquiles”, neste contexto. “A “fraqueza”
(deficiência) do futebol brasileiro.....” Esta é a alternativa
correta.
E – “preço” não faz sentido. Errada.
Questão 7
No trecho – Para especialistas, fica uma questão: até que ponto essa
exuberância econômica no Brasil é sustentável ou é apenas mais
uma bolha? – o termo em destaque tem como antônimo:
(A) fortuna.
(B) opulência.
(C) riqueza.
(D) escassez.
(E) abundância.
Comentário Sinônimo
Observe que, agora, a banca solicita o antônimo do termo
“exuberância”. Os termos “fortuna”, “opulência”, “riqueza” e
“abundância” são sinônimos. Resta “escassez” como antônimo,
portanto a letra “d” é a correta.
Questão 8
O termo em destaque no trecho – Entre os cartolas de tradicionais
equipes da Europa, a constatação é de que está cada vez mais
caro tirar um jovem do Brasil. – refere-se aos
(A) dirigentes.
(B) jogadores.
(C) torcedores.
(D) uniformes.
(E) treinadores.
Comentário Sinônimo
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Assim como o termo “liga” que vimos acima, o termo “cartola”
é muito utilizado nos meios esportivos. O conjunto de termos
empregados numa determinada área de conhecimento recebe a
denominação técnica de “frame”, assim {cartola, liga, time, equipe,
dirigentes, jogadores, torcedores, treinadores e outros termos} são
empregados no meio esportivo. Esta é mais uma questão de
sinônimo.
A – O termo “dirigente” é que tem o mesmo sentido de “cartola”,
apenas acrescido de significado pejorativo. Cartola é o dirigente
mais “administrativo” e com menos conhecimento de esportes.
Esta é a resposta correta.
B a E – “jogadores” assim como “torcedores” “uniformes” e
“treinadores”, pertencem ao mesmo frame “esportes”, mas não
têm o sentido de “administradores”. Por isso são erradas as
alternativas “b”, “c” “d” e “e”.
Questão 9
Assinale a alternativa correta em relação à norma culta da língua.
(A) Ocorreu quinze faltas no último jogo.
(B) Fomos nós que compramos os ingressos.
(C) Foi rebaixado mais de cinco times no último campeonato.
(D) Faltou uns cinco jogadores no último amistoso.
(E) Aconteceu dois incidentes com a torcida.
Comentário - Concordância verbal
Como já comentamos, a concordância verbal é assunto do
módulo 04. A maioria dos problemas de concordância pode ser
resolvida pelo simples fato de passar a frase para a ordem direta:
sujeito-predicado-complemento (SPC), pois, dificilmente, erramos
quando a frase está assim constituída. Observe no comentário que
reescrevemos as orações com a ordem direta e, assim, fica evidente
o erro em cada alternativa.
A – “Ocorreu quinze faltas no último jogo” > “Quinze faltas ocorreram
no último jogo”. Quinze faltas é o sujeito da forma verbal
“ocorreram”. É errada a alternativa.
B – Neste período temos duas orações: “Fomos nós” / nós
“compramos os ingressos”. O sujeito de “compramos” é “nós”. A
concordância está correta e esta alternativa é a solicitada pela
questão.
C – “Foi rebaixado mais de cinco times no último campeonato”. >
“Mais de cinco times foram rebaixados no último campeonato”. A
expressão “mais de cinco times” é o sujeito da voz passiva
“foram rebaixados”. É errada.
D – “Faltou uns cinco jogadores no último amistoso”. > “Uns cinco
jogadores faltaram no último amistoso”. Jogadores é o sujeito da
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forma verbal, exigindo concordância no plural. É errada a
alternativa.
E – “Aconteceu dois acidentes com a torcida”. “Dois acidentes
aconteceram com a torcida”. Não serve como resposta adequada
porque o sujeito do verbo acontecer é “dois acidentes”.
Questão 10
Leia as orações a seguir:
I. Entreguei o livro à aluna.
II. Assistimos à novela.
III. Comprei um automóvel à gasolina.
Está(ão) de acordo com a norma culta
(A) apenas a oração I.
(B) apenas a oração II.
(C) as orações I e II, apenas.
(D) as orações I e III, apenas.
(E) as orações I, II e III.
Comentário Crase
A regência verbal é objeto do nosso módulo 04, mas nesta
questão vamos comentar o caso destes verbos que exigem
preposição “a”, formando crase nestas construções.
I – O verbo “entregar” pressupõe entregar algo (objeto direto) a
alguém (objeto indireto). Nesta frase a preposição “a” forma
crase com o artigo que antecede a palavra “aluna”, por isso o
acento grave. Observe que, ao substituir “aluna” por “aluno”, fica
evidente o caso: “Entreguei o livro ao aluno” (a=preposição +
o=artigo). É correta esta afirmativa.
II – O verbo “assistir” tem duas regências: a) transitivo direto – tem
o sentido de “dar assistência, prestar socorro”; b) transitivo
indireto – adquire o sentido de “presenciar, apreciar”. Neste
caso, “assistir à novela” é correto.
III – A expressão “a gasolina” não possui crase, basta substituirmos
por “gás” ou “diesel” para percebermos que o “a” é apenas
preposição. É errada.
Como as afirmativas I e II são corretas, a opção “c” é a solicitada
pela ordem da questão.
Questão 11
Assinale a alternativa que apresenta concordância nominal de acordo
com a norma culta.
(A) Ela está meia nervosa com o resultado da prova.
(B) Os torcedores estão bastantes tensos neste ano.
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(C) Ele comprou duzentas gramas de mozarela.
(D) Alguns alunos esperavam menas questões no exame final.
(E) É proibido entrada de animais no clube de campo.
Comentário
No módulo 01 já vimos o emprego de alguns termos como
“meio” (p. 18, 24), “onde” e “cujo” (p. 6, 24). Agora a banca repete a
palavra “meio” e acrescenta “bastante”, “menos” e “grama”. Vamos
examinar cada caso.
A – Já vimos que “meio” quando acompanha adjetivo é advérbio e
por isso invariável, portanto “meia nervosa” é errado.
B – A palavra “bastante” é o mesmo caso, será advérbio de
quantidade quando acompanhar um adjetivo. Neste caso,
“bastantes tensos” é uma construção errada, o correto é
“bastante tensos”. Não serve como resposta. O termo “bastante”
poderá flexionar quando for numeral, mas isto é outra história.
C – A palavra “grama” é substantivo masculino, por isso o numeral
deve fazer a concordância “duzentos gramas”. Incorreta esta
alternativa.
D – A palavra “menos” é invariável, portanto não faz concordância
com “questões”, permanece “menos questões”. É errada.
E – Esta construção está correta. A expressão “é proibido” é
invariável, mas se for seguida de nome com artigo, passa a fazer
flexão: “é proibida a entrada...”
Tira I
Questão 12
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Segundo o diálogo das personagens, é possível concluir que
(A) os jornais atuais não mais imprimem quadrinhos em suas
edições.
(B) os leitores deveriam ligar para os jornais e elogiar as notícias.
(C) os cartunistas têm mais espaço para contar uma história e
mostrar a ação.
(D) os jornais costumavam imprimiros quadrinhos maiores do que
atualmente.
(E) o avô da personagem mora em um asilo e sua mãe procura outro
para ele.
Comentário - Interpretação de texto
A – Os jornais continuam imprimindo quadrinhos, apenas
restringiram o espaço. É errada a afirmativa.
B – A razão dos leitores ligarem para o jornal é para reclamar do
espaço para os quadrinhos e não para “elogiar as notícias”.
Errada.
C – Os cartunistas têm menos espaço e, por isso, não desenvolvem
narrativas maiores com mais ação. É errada a afirmativa.
D – Esta é verdadeira, pois o quadrinho um expressa que “anos
atrás, quando os jornais os imprimiam maiores”. Esta é a
alternativa correta.
E – O texto não diz que ele mora em um asilo, mas sugere que a
mulher está disposta a interná-lo “...é mamãe ta procurando
asilos”. É errada a afirmativa, devido à primeira parte.
Questão 13
Na fala – Ele acha que as pessoas deveriam ligar para os jornais e
reclamar. – o termo destacado refere-se ao
(A) jornal.
(B) tigre.
(C) quadrinho.
(D) menino.
(E) avô.
Comentário Referenciação
Mais uma questão de referenciação. O importante é descobrir a
que termo o pronome pessoal “ele” faz referência. Na verdade há
apenas duas possibilidades: “o avô” e o “menino”, pois as demais
palavras não podem funcionar como sujeito do verbo “achar” que
expressa uma ação humana. O quadrinho é um diálogo entre as duas
personagens (o menino e o tigre) sobre a fala do avô.
A – O “jornal” não faz sentido ligar para ele mesmo e reclamar. É
errada.
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B – O “tigre” é a personagem com quem o menino fala. Não é correta
a afirmativa.
C – O “quadrinho” não é emissor de opinião. Não serve como
resposta correta.
D – O “menino” é quem fala no quadrinho três e refere-se ao avô.
Não é resposta adequada.
E – Todas as opiniões são do avô e relatadas pelo menino, portanto
ao dizer “Ele acha que as pessoas deveriam....”, o pronome ele
tem como referente o “avo”. Esta é a alternativa correta.
Questão 14
O termo destacado em – Seu avô leva os quadrinhos bem a sério. –
pode ser trocado, sem alteração de sentido, por
(A) muito.
(B) pouco.
(C) bom.
(D) bastantes.
(E) muitos.
Comentário Uso de termos
Na expressão “bem a sério”, o termo “bem” é advérbio e a
ordem da questão exige que não seja trocado o sentido.
A – “Bem” é um advérbio de intensidade tanto quanto “muito”, por
isso pode ser feita a substituição sem alteração de sentido. É
correta esta alternativa.
B – Sintaticamente poderia ser feita a substituição, pois tanto “muito”
como “pouco” são advérbios, porém a ordem da questão solicita
não alterar o sentido. É errada a alternativa.
C – A palavra “bom” é adjetivo e não pode funcionar no lugar de
“bem” que está empregado como advérbio neste caso. É errada.
D – A palavra “bastantes” é adjetivo e por isso não pode ser
empregada no lugar de “bem” (advérbio). Caso fosse “bastante”
(advérbio), poderia ser empregada, pois não alteraria o sentido.
Não pode ser aceita como resposta correta.
E – A palavra “muitos”, em geral, é numeral, expressa quantidade,
não pode ser empregada no sentido de intensidade (advérbio). É
inadequado este uso.
Questão 15
Leia as orações a seguir:
I. Dizem que José está apto com essa função.
II. Ele está muito acostumado de tomar cerveja.
III. A secretária é muito atenciosa para com a família.
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A regência nominal está correta apenas em
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e III.
(E) II e III.
Comentário Regência nominal
A regência nominal é assunto do nosso módulo 04, mas vamos
explicar os casos presentes nesta questão.
I – A palavra “apto” exige a preposição “a”, portanto a construção
“apto com” é errada, o correto é “...apto a esta função / apto
para esta função...”. É errada.
II – A palavra “acostumado” aceita duas regências “acostumado a” ou
“acostumado com”, mas “acostumado de” é uma impropriedade
que ocorre, às vezes, na linguagem coloquial. Não podemos
esquecer que as provas são sobre o padrão culto da linguagem.
É errada.
III – Não há nenhuma impropriedade nesta construção.
Como estão erradas as construções I e II, apenas a um é
correta, indicando que a alternativa “c” é a adequada.
Questão 16
Assinale a alternativa que apresenta o correto emprego da
vírgula.
(A) Caso haja, interesse, procure-nos, amanhã.
(B) Machado de Assis, escritor brasileiro, escreveu contos e
romances.
(C) Peguei, comprei mas não consegui montar.
(D) Foi até a banca, comprou o jornal leu e dormiu.
(E) Maria comprou muitas coisas: frutas, chocolate, balas, e, sorvete.
Comentário Emprego da vírgula
No módulo 01, já revisamos os casos mais frequentes de
emprego da vírgula. Esta questão retoma o assunto e ultrapassa o
que já comentamos lá (módulo 01, p. 25).
A – A palavra “interesse” é objeto direto do verbo haver, portanto
não pode haver vírgula entre ambos. O advérbio “amanhã” está
colocado no final da frase, seu lugar adequado, por isso não
necessita da vírgula. É errada esta alternativa.
B – As duas vírgulas estão isolando o aposto “escritor brasileiro”, por
isso são plenamente justificadas. Esta é a alternativa correta. A
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posição do aposto é logo após a palavra que qualifica (Machado
de Assis) e isolado por vírgulas.
C – A vírgula entre os dois verbos está correta, pois isola elementos
de mesma função sintática (predicado verbal). O erro está na
falta da vírgula antes da conjunção coordenativa adversativa
“mas”. É errada a alternativa.
D – Aqui, nós temos uma sequência de orações: Foi até a banca, /
comprou o jornal(,) / leu / e dormiu. Cada período é um
“elemento de mesma função sintática” (oração coordenada), por
isso deve estar isolado por vírgula. A primeira oração está com
vírgula após “banca”, mas depois de “jornal” deve ter vírgula
para isolar da oração seguinte. Como falta esta vírgula,
considere-se incorreta.
E – No enunciado de uma sequência, usa-se a vírgula para isolar os
elementos de mesma função sintática, utilizando o conetivo “e”
para ligar o último elemento, mas sem vírgula, portanto é errado
o uso “....balas e, sorvete”.
Poema – Fernando Pessoa
Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
...
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.
(Fernando Pessoa. Cancioneiro – 197)
Questão 17
De acordo com o poema, é possível afirmar que
(A) sensações podem pertencer mais às pessoas do que a própria
vida.
(B) a vida é sempre cheia de alegrias e bons momentos.
(C) as angústias não possuem nenhum efeito sobre as pessoas.
(D) todas as doenças podem ser tratadas com remédios.
(E) toda doença é dolorosa, mas que as pessoas são felizes.
Comentário - Interpretação de texto
O texto ficcional é complexo para interpretação e, dentre estes,
os poemas são ainda mais, pois lidam com linguagem metafórica. O
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poema fala de sentimentos e doenças, misturando o plano físico com
o emocional.
A – As sensações são pessoais, pertencem ao sujeito, nem sempre
mantendo relação com a vida exterior ao indivíduo. São
sentimentos internos. Esta é a resposta correta.
B – As sensações que a vida traz são “sentidas só com” a imaginação,portanto não estão disponíveis no mundo objetivo do tempo
(horas). É errada a alternativa.
C – As angústias possuem efeito, pois são mais reais do que
sonhadas. É errada a afirmativa.
D – Esta é a alternativa que está totalmente fora do texto, pois não
há referência a tratamento com remédios para as doenças.
Errada.
E – As dores existem no ser humano e as doenças são angustiantes,
mas o poema não afirma que as pessoas sejam felizes por isso.
Não pode ser aceita como resposta correta.
Questão 18
No verso – Sentidas só com imaginá-las – o termo destacado refere-
se a
(A) dores.
(B) sensações.
(C) doenças.
(D) angústias.
(E) pessoas.
Comentário – Referenciação
Mais uma vez surge uma questão de referenciação. Vamos reforçar o
mecanismo de identificação do referente. Agora precisamos
encontrar o referente para o pronome “las”. Retomemos o texto:
“.... há sensações sentidas só com imaginá-las”. Agora podemos
perceber com clareza que o pronome tem como referente o
termo “sensações”. Assim a alternativa correta é a letra “b”.
Dispensável examinar as demais alternativas.
Questão 19
O verbo haver, empregado no poema na forma há, pode ser
substituído, sem alteração de sentido e tempo, por
(A) haveria.
(B) existe.
(C) havia.
(D) hão.
(E) existem.
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Comentário Emprego do verbo haver -
Já examinamos o verbo haver com o sentido de existir e
registramos que, neste caso, ele é impessoal. Devemos prestar
atenção na ordem da questão, pois ela exige que não haja mudança
de sentido, portanto devemos manter o modo e o tempo do verbo.
A – A forma “haveria” está no singular (verbo haver como
impessoal), mas o tempo não é presente do indicativo (“há”),
portanto não serve como resposta adequada.
B – O verbo “haver” pode ser substituído pelo verbo “existir”, mas ele
não é impessoal, portanto deve fazer concordância com
“sensações” (plural). Não serve.
C – A forma “havia” não serve por ser pretérito imperfeito. Errada.
D – “Hão” é futuro o que impede de ser usado por alterar o sentido.
E – A substituição do verbo “haver” por existir é correta, o tempo
verbal também é presente do indicativo e a concordância é
adequada; plural para concordar com “sensações”. Esta é a
alternativa correta.
Questão 20
No verso – Que as que a vida nos traz, há sensações – o termo
destacado pode ser substituído por
(A) aquelas.
(B) com os.
(C) aquilo.
(D) para.
(E) lhes.
Comentário – Referenciação
O “as”, nesta frase, tem como referente “angústias”. “Há
angústias sonhadas mais reais do que as (aquelas angústias) que a
vida nos traz”.
A – Como vimos acima, posso substituir “as” por “aquelas”: “Há
angústias sonhadas mais reais do que aquelas que a vida nos
traz”. É correta a alternativa.
B – “com os” não tem a menor possibilidade de funcionar nesta
posição, torna a frase totalmente incoerente. Não serve como
resposta.
C – Observe que “aquilo” é um pronome tanto quanto “aquelas”,
mas, embora sintaticamente funcione na frase, não pode ser
referente para o termo “angústias” que é feminino plural. Não é
resposta adequada.
D – A preposição “para” é totalmente inadequada nesta posição.
Errada.
E – O pronome obliquo “lhes” é impossível de ser colocado entre os
dois “quês”. Não pode ser aceita como alternativa correta.
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Questão 21
Leia as orações a seguir:
I. Me diga quando será o aniversário.
II. Quem me trouxe essas flores?
III. Ele não se esqueceu do que falei.
A colocação pronominal está de acordo com a norma culta apenas em
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) II e III.
Comentário Colocação de pronome oblíquo
Vamos comentar a colocação do pronome oblíquo no módulo
03. Agora vamos revisar os casos presentes nesta questão.
I – Esta alternativa é evidentemente errada, pois inicia por pronome
oblíquo, o que não é admissível. Errada.
II – Com o pronome interrogativo (“quem”) usamos a próclise,
portanto é correta a construção desta alternativa.
III – Com advérbios de negação (“não”) devemos usar a próclise, o
que ocorre nesta frase. É correta.
São corretas os itens II e III, portanto a letra “e” é a correta.
Questão 22
Assinale a alternativa que apresenta regência verbal de acordo com a
norma culta.
(A) Chegou em São Paulo pela manhã, mas não teve tempo de visitar
os parentes.
(B) Não me simpatizo com pessoas egoístas.
(C) Os alunos aspiravam o diploma.
(D) Assistimos a uma apresentação de teatro no parque.
(E) Perdoou o marido, mas não ao delito.
Comentário Regência verbal
A – Na norma culta, o verbo “chegar” é usado com a preposição “a”
(“chegar a”), por isso a construção “chegou em São Paulo...” é
incorreta. Assim como “chegar”, os verbos “ir” e “vir” têm a
mesma regência (“ir a”; “vir a”). É errada a alternativa.
B – O verbo “simpatizar”, no sentido de “ter afeição”, é usado com a
preposição “com”. Isto está correto na frase “.... Não me
simpatizo com pessoas egoístas”. O erro está no uso do pronome
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oblíquo “me”, pois ele não é um verbo pronominal! Está errada a
construção da frase, não serve como resposta para a questão.
C – O verbo “aspirar” tem duas regências: a) no sentido de “inalar”
ele é transitivo direto (“aspiro o perfume”); b) no sentido de
“desejar”, “pretender” ele é transitivo indireto, acompanhado da
preposição “a”, portanto o correto é: “Os alunos aspiravam ao
diploma”. É errada a alternativa.
D – A regência do verbo “assistir” já comentamos neste mesmo
módulo (questão 10). É estranho a banca repetir conteúdo na
mesma prova! A diferença é que, lá, a preposição “a” estava
formando crase com o artigo (“...assistimos à novela”.) e aqui o
artigo é indefinido “uma” e por isso não forma crase (“Assistimos
a uma apresentação...”). A regência é a mesma, apenas a
construção da frase é distinta. Isto pode ser certa
“maldadezinha” da banca, cuidado! Esta é a alternativa correta.
E – O verbo perdoar tem dupla regência. O objeto direto é o
elemento perdoado e o objeto indireto é expresso pela pessoa
perdoada. Assim: “Perdoou ao marido, mas não o delito”. Não
serve como resposta correta.
Grupo Mabel é comprado pela americana PepsiCo
A PepsiCo anunciou ontem a compra do Grupo Mabel, fabricante
brasileira de biscoitos e salgadinhos. O negócio está sujeito à
aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
O Brasil é o segundo maior produtor de biscoitos e bolachas do
mundo. A Mabel é dona das marcas Mabel, Elbi’s, Kelly e Skiny.
(Metro. Edição 11.11.11. Adaptado)
Questão 23
Segundo o texto, é possível afirmar que
(A) a Mabel, segunda maior produtora de biscoitos e bolachas do
mundo, anunciou a compra da PepsiCo.
(B) o Grupo Mabel, proprietário de várias marcas do ramo
alimentício, é o segundo maior produtor de biscoitos do mundo.
(C) o negócio realizado entre a PepsiCo e a Mabel foi rejeitado pelo
Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
(D) as marcas Elbi’s, Kelly, Skiny e PepsiCo pertencem ao Grupo
Mabel, fabricante de biscoitos e salgadinhos.
(E) a americana PepsiCo adquiriu a brasileira Mabel, mas a transação
ainda depende de aceitação do Cade.
Comentário - Compreensão de texto
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Preste bem atenção a esta questão, pois ela é típica de
compreensão de texto e, embora fácil, pode enganar muito bem os
desatentos, pois está cheia de armadilhas.A – Observe que a banca trocou comprador/comprado. A PepsiCo
comprou a Mabel e não o contrário, como diz a alternativa. Em
segundo lugar, o Brasil é o segundo “maior produtor de biscoitos
e bolachas do mundo” e não a Mabel. Não serve como resposta
correta.
B – Novamente a banca insiste: “O grupo Mabel, (.....) é o segundo
maior produtor de biscoitos do mundo”. O Brasil é que ocupa
esta posição. Não temos referência sobre a classificação do
grupo Mabel entre as empresas produtoras de biscoitos. É errada
a alternativa.
C – O negócio não “foi rejeitado pelo CADE”, as empresas estão
aguardando a aprovação do órgão governamental. É errada.
D – Observe que a banca incluiu a PepsiCo entre as marcas
pertencentes à Mabel. Pobre candidato que não leu com atenção
a sequência de marcas da empresa! É errada a afirmativa.
E – Agora surge a alternativa correta, mas reconheçam a maldade. A
correta foi a última alternativa, o que significa que o candidato
deve ter passado por todas as armadilhas até chegar aqui. Como
o texto é curto, é fácil alguém fazer uma leitura mais rápida e,
num caso assim, perder preciosos pontinhos!
Questão 24
Outro título para a notícia, sem que houvesse alteração de sentido e
tempo, seria:
(A) Grupo Mabel é vendido pela americana PepsiCo.
(B) Americana PepsiCo compraria Grupo Mabel.
(C) Grupo Mabel é vendido à americana PepsiCo.
(D) Americana PepsiCo comprava Grupo Mabel.
(E) Americana PepsiCo é vendida ao Grupo Mabel.
Comentário - Compreensão de texto
Tudo que comentamos na questão anterior vale para esta. A
banca colocou bem no final da prova duas questões de compreensão
que, em geral, são fáceis e com um texto curto. O candidato mais
apressado, quando chega neste ponto, faz uma leitura “dinâmica” e
perde pontos! Tenham cuidado, não deixem que o cansaço prejudique
o desempenho, calma e atenção!!!!!
A – A mesma troca entre vendedor e vendido, que surgiu na questão
anterior, surge novamente. O “grupo Mabel é vendido (por
alguém, talvez os acionistas) à americana PepsiCo” e não
“....pela americana....). É errada a alternativa.
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B – A compra foi “anunciada”, portanto é fato consumado, apenas
aguarda aprovação do CADE. A forma verbal “compraria” indica
que não comprou. É errada a alternativa.
C – Observe que agora a forma correta está presente, conforme
retificamos na alternativa “a”. Esta é a correta.
D – A forma verbal “comprava” é inadequada, pois é um negócio
realizado. Não serve como resposta adequada.
E – Novamente houve inversão entre vendedor e comprador. É
errada.
Questão 25
No trecho – O negócio está sujeito à aprovação do Cade...– os termos
em destaque podem ser substituídos, sem alteração de sentido,
por
(A) desvinculado da.
(B) subordinado à.
(C) independente da.
(D) dissociado da.
(E) livre de.
Comentário – Sinônimos
A expressão “sujeito a” tem como significado “estar na
dependência de”, “estar subordinado a”. A banca solicita substituição
sem alteração de sentido, portanto sinônimo.
A – “desvinculado de”, significa que “não tem vínculo”,
“dependência”, portanto é incorreta a substituição.
B – Esta é a alternativa correta, estar “sujeito a” tem o mesmo
sentido de estar “subordinado a”.
C – “independente de” é não estar “sujeito a”, ser “autônomo”. Não
serve como resposta.
D – Ser “dissociado de” é perder a sociedade, o vínculo, é “tornar-se
independente”. Não serve como resposta.
E – “livre de”, neste contexto, não estabelece coerência com o texto.
É errada.
Gabarito
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
B E D C A D D A B C E D E A C B A B E A
21 22 23 24 25
E D E C B
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Questões de revisão
VUNESP - Câmara Municipal de Mauá – Assistente financeiro – 2012
Cortem-lhe a cabeça!
Um dos assuntos da semana foi o rostinho 100% natural da
atriz Cate Blanchett na capa da “Intelligent Life”, título de estilo e
comportamento da revista “The Economist”. A foto foi publicada sem
nenhuma correção feita com o Photoshop.
As revistas femininas, que usam o recurso de correção de
imagens em níveis extremos, comemoram a iniciativa alheia. Cate,
42, exibe suas rugas discretas e está, obviamente, linda. De fato, o
rosto da atriz é um alívio estético diante de olhos tão acostumados a
peles com textura de borracha.
Mas o discurso que legitima esse tipo de opção como tendência
traz com ele uma justificativa mercadológica.
Vejamos. Os corpos 100% perfeitos, sem nenhuma marca de
expressão, são irreais. Correto. Funcionam como fantasias
inalcançáveis, por mais que as mais afoitas tentem consegui-los com
a ajuda de cirurgias, implantes e outras alterações físicas.
Mas, até mesmo para as marias-bisturi, os resultados têm
limites. Seja a permanência de algumas rugas, seja a transformação
das pacientes em seres humanos artificiais. E, mesmo com todos os
recursos disponíveis, as consumidoras começaram a relatar seu
descontentamento diante do espelho.
Ironicamente, campanhas por imagens mais reais têm como
principais interessados os fabricantes de cosméticos.
Cate Blanchett sem Photoshop é uma bela mulher com rugas.
Mas com ótima pele. Ultra bem tratada. Sem manchas. Coisas que
uma série de tratamentos estéticos não invasivos podem fazer por
qualquer mulher. Pelo menos por qualquer uma com recursos
suficientes para pagar por eles.
Cremes anti-idade, maquiagem de alta definição, produtos de
múltipla ação, tudo isso andava escondido sob muitas camadas de
maquiagem digital. E a indústria da beleza, grande anunciante das
revistas e suplementos de estilo e comportamento, começou a
perceber que estava marcando gols contra.
Será bom, é claro, ver mais mulheres verdadeiras em capas
mundo afora. Há muita beleza viva a ser mostrada. Mesmo assim,
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para grande parte da humanidade, o acesso a um arsenal que
permita chegar aos 40 ou aos 50 com “cara de Cate” (e isso inclui,
além de cosméticos, alimentação, exercícios e genética) é quase tão
irreal quanto um par de seios absurdamente redondos e com design
não compatível com a lei da gravidade.
(Vivian Whiteman, Serafina, abril de 2012. Adaptado)
Questão 26
Conforme as informações do texto, pode-se afirmar que a capa da
revista “Intelligent Life”, com a atriz Cate Blanchett, chamou a
atenção por
(A) usar as ferramentas de correção de imagem sem esconder os
defeitos da atriz.
(B) utilizar um novo método de tratamento de fotos, com efeito mais
natural.
(C) seguir a tendência das revistas femininas, que evitam corrigir
suas fotos.
(D) mostrar uma mulher que se destaca pela inteligência e não pela
beleza.
(E) romper com a tradição de exibir fotos com retoques feitos
digitalmente.
Questão 27
Segundo a autora, embora as imagens nas revistas venham a se
aproximar da realidade, o ideal de beleza permanecerá um tanto
irreal, pois continuará
(A) sendo alcançado com intervenções cirúrgicas delicadas.
(B) restrito a mulheres jovens, com peles perfeitas e sem rugas.
(C) exigindo cuidados que incluem o uso de cosméticos.
(D) vinculado a artistas que podem pagar por implantes caros.
(E) associado ao exótico, demandando alterações físicas extremas.
Questão 28
Na frase − Mas o discurso que legitima esse tipo de opção como
tendência traz com ele uma justificativa mercadológica. – o
termo destacado pode ser substituído, sem alteração de sentido,
por
(A) confunde.
(B) sustenta.
(C) questiona.
(D) corrige.
(E)inviabiliza.
Questão 29
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No trecho do quinto parágrafo – E, mesmo com todos os recursos
disponíveis, as consumidoras começaram a relatar seu
descontentamento diante do espelho. – a expressão em
destaque tem sentido equivalente a
(A) apesar de.
(B) contanto que.
(C) por isso.
(D) visto que.
(E) de acordo com.
Questão 30
Assinale a alternativa que apresenta expressões com sentidos que se
opõem, no texto.
(A) rugas discretas – alívio estético (2.º parágrafo).
(B) corpos 100% perfeitos – fantasias inalcançáveis (4.º parágrafo).
(C) marias-bisturi – seres humanos artificiais (5.º parágrafo).
(D) imagens mais reais (6.º parágrafo) – mulheres verdadeiras (9.º
parágrafo).
(E) maquiagem digital (8.º parágrafo) – beleza viva (9.º parágrafo).
Questão 31
Considerando as regras de regência nominal, a expressão destacada
na frase do segundo parágrafo − De fato, o rosto da atriz é um
alívio estético diante de olhos tão acostumados a peles com
textura de borracha. – pode ser corretamente substituída, sem
alteração de sentido, por:
(A) acostumados de.
(B) acostumados em.
(C) acostumados com.
(D) acostumados por.
(E) acostumados sob.
Questão 32
Assinale a alternativa correta quanto à pontuação.
(A) A foto da atriz Cate Blanchett, na capa da “Intelligent Life” foi
publicada sem nenhuma, correção feita com o Photoshop.
(B) Aos 42 anos, Cate exibe suas rugas discretas e está linda,
obviamente.
(C) Mas os resultados têm, até mesmo para as marias-bisturi limites.
(D) Campanhas por imagens, mais reais têm ironicamente, como
principais interessados os fabricantes de cosméticos.
(E) O acesso a um arsenal que permita, chegar aos 40 ou aos 50 com
“cara de Cate” é para grande parte da humanidade, quase tão
irreal do que um par de seios absurdamente redondos.
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A Casa
Outro dia eu estava folheando uma revista de arquitetura.
Como são bonitas essas casas modernas; o risco é ousado e às vezes
lindo, as salas são claras, parecem jardins com teto.
Um amigo meu quis reformar seu apartamento e chamou um
arquiteto novo.
O rapaz disse: “vamos tirar essa parede e também aquela;
você ficará com uma sala ampla e cheia de luz. Esta porta podemos
arrancar; para que porta aqui? E esta outra parede vamos substituir
por vidro; a casa ficará mais clara e mais alegre.”
Eu estava bebendo a um canto, e fiquei em silêncio. Pensei nas
casinhas que vira na revista e na reforma que meu amigo ia fazer em
seu velho apartamento. E cheguei à conclusão de que estou velho
mesmo.
Porque a casa que eu não tenho, eu a quero cercada de muros
altos, e quero as paredes bem grossas e quero muitas paredes, e
dentro da casa muitas portas com trincos e trancas; e um quarto
bem escuro para esconder meus segredos e outro para esconder
minha solidão.
Pode haver uma janela alta de onde eu veja o céu e o mar, mas
deve haver um canto bem sossegado em que eu possa ficar sozinho,
quieto, pensando minhas coisas, um canto sossegado onde um dia eu
possa morrer.
A mocidade pode viver nessas alegres barracas de cimento, nós
precisamos de sólidas fortalezas; a casa deve ser antes de tudo o
asilo inviolável do cidadão triste; onde ele possa bradar, sem medo
nem vergonha, o nome de sua amada: Joana, JOANA! — certo de que
ninguém ouvirá; casa é o lugar de andar nu de corpo e de alma, e
sítio para falar sozinho.
(Rubem Braga, Ai de ti, Copacabana. Adaptado)
Questão 33
Para o autor, a casa deve ser um lugar
(A) suntuoso.
(B) inóspito.
(C) devassado.
(D) reservado.
(E) exuberante.
Questão 34
De acordo com o texto, ao valorizar a claridade dos espaços, a
arquitetura moderna procura criar ambientes propícios à
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(A) animação.
(B) introspecção.
(C) melancolia.
(D) apatia.
(E) depressão.
Questão 35
Assinale a alternativa correta quanto à concordância.
(A) Veio à mente do autor algumas ideias sobre o tipo de casa em
que ele gostaria de morar.
(B) Poucos de nós costuma parar para pensar no modo como nossas
casas pode refletir nossa postura diante da vida.
(C) Para o autor, deve existir cantos bem sossegados espalhados pela
casa, em que possa ficar sozinho.
(D) A revista de arquitetura e a reforma do apartamento do amigo
levaram o autor a refletir sobre o significado da casa para o
homem.
(E) Na arquitetura moderna, as casas e os apartamentos tende a ser
bem iluminados.
Gabarito
16 17 18 19 30 31 32 33 34 35
E C B A E C B D A D
Aspectos teóricos
Este módulo é dedicado à morfologia. Vamos abordar os
assuntos mais usuais do programa. Alguns itens não têm surgido nas
provas, mas não podemos descuidar deles. As bancas são
“matreiras”.
Estrutura de palavras
A palavra é constituída por elementos menores, denominados elementos
mórficos.
Exemplos:
menininho – meni(o)+inh+o
Indiferentemente – in + direrente + mente
Os elementos mórficos são:
Radical;
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Vogal temática;
Tema;
Desinência;
Afixo;
Vogais e consoantes de ligação.
1 - Radical
O radical contém o significado básico da palavra e a ele são acrescentados
os demais elementos.
Exemplo: pedra, pedreiro, pedrinha.
2 - Vogal temática
Nos verbos a vogal temática indica a conjugação verbal
Exemplos: cantar, vender, partir.
3 - Tema
O tema é formado pelo radical mais a vogal temática.
Exemplos
Chor+a = tema do verbo chorar
Cant+a = tema do verbo cantar.
4 - Desinências
As desinências são elementos que acrescidos ao radical formam as
flexões. As desinências podem ser: verbais ou nominais.
Desinências nominais – indicam gênero e número. As desinências de
gênero são a (feminino) e o (masculino); as desinências de número
são o s (plural) e ø (singular
Desinências verbais – indicam o modo, número, pessoa e tempo dos
verbos.
5 - Afixos
São elementos que se juntam aos radicais dos nomes para a
formação de novas palavras. Os afixos podem ser:
Prefixos – quando colocado antes do radical;
Sufixos – quando colocado depois do radical
Exemplos:
a) Pedrada (radical+sufixo)
b) Inviável (radical+prefixo)
c) Infelizmente (prefixo+radical+sufixo)
6 - Vogais e consoantes de ligação
São elementos acrescidos a fim de manter a eufonia (boa sonoridade)
da palavra.
Exemplos:
São elementos que são inseridos entre os morfemas (elementos
mórficos), em geral, por motivos de eufonia, ou seja, para
facilitar a pronúncia de certas palavras.
Exemplos:
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Silvícultura - silv (radical de selva) + cultura; necessita a inclusão do
“i”.
Paulada – pau + ada; há a necessidade de inclusão do “l”.
Formação de palavras
A atividade linguística é muito dinâmica e exige grande
quantidade de palavras para expressar o pensamento, por isso há
necessidade da criação de vocábulos novos. Dois processos são
básicos:
a) derivação, quando acrescentamos elementos a um radical a fim de
produzir um novo significado. A derivação pode ser: prefixal,
sufixal, prefixal e sufixal, parassintética, regressiva e imprópria.
b) composição, acontece pela união de dois ou mais radicais a fim de
criar uma nova palavra.
Exemplos:
a) gato > gatinho > gatil (derivação)
b) micro-ondas; minissaia; água-de-colônia (composição)
I – Derivação1 - Derivação Prefixal
Acréscimo de um prefixo à palavra primitiva; também chamado de
prefixação.
Por exemplo: antepasto, reescrever, infeliz.
2 - Derivação Sufixal
Acréscimo de um sufixo à palavra primitiva; também chamado de
sufixação.
Por exemplo: felizmente, igualdade, florescer.
3 - Derivação Prefixal e Sufixal
Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, em tempos diferentes, ou
seja, de forma independente. A palavra existe só com o prefixo,
só com o sufixo ou com ambos.
Por exemplo:
a) feliz – infeliz, felizmente e infelizmente.
b) igual – desigual, igualdade e desigualdade.
4 - Derivação Parassintética
Ao contrário do caso anterior, o prefixo e o sufixo devem ser
acrescentados de forma simultânea, ou seja a palavra não existe
com um dos elementos.
Por exemplo:
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a) verniz – enverniz (não há), vernizar (não há), mas envernizar.
b) noite – anoite (não há), noitecer (não há), mas anoitecer.
5 - Derivação Regressiva
A derivação regressiva ocorre quando suprimimos parte da palavra
primitiva para formar a derivada. A palavra regride (encurta)
com este processo.
Por exemplo: debater, retira-se a desinência de infinitivo “r”: forma-
se o debate.
6 - Derivação Imprópria
Neste caso a palavra não sofre nenhuma variação, apenas troca de
classe gramatical.
Exemplos:
a) Eu não canto (verbo cantar) porque o meu canto (substantivo) é
exclusivo para o banheiro.
b) Quem casa (verbo) quer casa (substantivo).
II - Composição
1 - Composição por justaposição
Neste processo os radicais são apenas colocados um ao lado do outro
sem sofrer alterações.
Exemplos:
a) pontapé (ponta+pé)
b) passatempo (passa+tempo)
2 - Composição por aglutinação
Ao formar a palavra nova, pelo menos um dos radicais sofre
alteração.
Exemplos:
a) aguardente (água+ardente – um “a” é descartado).
b) embora (em+boa+hora – suprimimos o primeiro “a”, o “h” e um
dos “o”).
3 - Hibridismo
O hibridismo não é um processo novo, mas refere-se ao fato de
criarmos palavras novas, usando radicais de línguas diferentes.
Exemplos:
a) sambódromo – samb(a) (português de origem africana) + dromo
(grego, caminho, passeio.
b) burocracia – buro (francês) + cracia (grego).
4 - Onomatopéia
A onomatopéia é uma figura de linguagem e, ao mesmo tempo,
designa o processo de formação de palavras. Há momentos em
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que, não tendo um termo, o falante apela para a imitação do
som.
Exemplos:
a) pingue-pongue (barulho da bolinha picando num lado e no outro)
b) zum-zum (barulho)
c) zum-zum-zum (fofoca, comentários)
5 - Abreviação Vocabular
O uso de determinadas palavras faz com que as identifiquemos,
mesmo por uma pequena parte. Há uma redução da palavra.
Exemplos:
a) cinematógrafo > cinema > cine
b) zoológico > zoo
Classes gramaticais: emprego e valor semântico
Não faz muito sentido o exame de cada classe gramatical,
principalmente em relação à solicitação da banca. Vamos examinar o
mais importante que é distinguir “classe” de “função”.
Agora vamos a um assunto muito importante para o nosso
estudo. As palavras, na língua, estão agrupadas em classes
(preferimos o termo categoria) e funções. Conforme a função, elas
podem mudar de classe, ou seja, dependendo da posição delas na
frase, elas podem trocar a classificação.
O artigo pode passar para pronome oblíquo, como no exemplo
seguinte:
O candidato estuda com dedicação. (artigo/adjunto adnominal)
Encontrei-o estudando gramática. (pronome oblíquo/objeto
direto)
Amanhã, Maria vai cantar no concurso musical.
(advérbio/adjunto adverbial de tempo) (verbo/predicado verbal)
O cantar é importante para a alegria das pessoas e deixa o
amanhã mais feliz.. (substantivo/sujeito) (substantivo/objeto direto)
Nos dois exemplos as palavra são as mesmas, mas “amanhã”
passa de advérbio para substantivo e . “cantar” passa de verbo para
substantivo. Esta troca de classe gramatical é chamada de derivação
imprópria pois a palavra é igual, apenas troca de classe gramatical.
Nas provas de concurso, é muito importante prestar atenção ao
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enunciado da questão, pois solicitar “classe” ou “função” determina a
resposta à questão. Cuidado!!!
A atenção à classe gramatical é importante para a concordância
tanto verbal, como nominal. Vamos examinar alguns casos
interessantes:
Palavra Exemplos
Áspero O chefe respondeu áspero ao empregado (advérbio)
O abacaxi tem casca áspera (adjetivo)
As cascas dos abacaxis são ásperas (adjetivo)
Caro As roupas de grife custam caro (advérbio)
As caras roupas de grife são importadas (adjetivo)
Errado Escrevi errado a frase (advérbio)
Escrevi as frases erradas (adjetivo)
As frases estão erradas no original (adjetivo)
Sério A diretora falou sério com os alunos (advérbio)
A fala séria do diretor foi bem recebida (adjetivo)
Os sérios não contam piadas (substantivo).
Suave O carro subiu suave a estrada (advérbio)
O carro subiu a suave estrada (adjetivo)
Emprego dos modos e tempos verbais
Conceito de modo verbal
O modo verbal é a posição que o falante assume ao empregar
uma forma verbal. Ele pode assumir uma atitude de: certeza, dúvida
ou ordem. Estes três posições determinam os três modos:
Indicativo - certeza
Subjuntivo - dúvida, desejo
Imperativo - ordem
Conceito de tempo verbal
O tempo verbal é a relação que se estabelece entre o ato da
fala e a sequência temporal (passado > presente > futuro). O tempo
presente é único. O passado pode apresentar três classes: pretérito
perfeito; pretérito mais-que-perfeito ou pretérito imperfeito. O futuro
apresenta duas classes: futuro do presente e futuro do pretérito.
Logo abaixo detalhamos o uso de cada modo e tempo.
Emprego dos modos verbais:
Indicativo: Expressa um acontecimento certo, verdadeiro, tanto no
presente como no pretérito ou no futuro.
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O dia está lindo. / O menino faltou à aula. / Ninguém sairá com
chuva.
Subjuntivo: Revela um fato duvidoso, incerto ou desejado. O
subjuntivo é o modo das hipóteses, das incertezas.
Desejo que seja um dia lindo. / Se o menino não faltasse à aula,
seria aprovado. / Se chover, ninguém sairá.
Imperativo: Revela uma atitude de mando, de ordem ou súplica.
Não seja pessimista, o dia será bom. / Menino, não faltes à aula.
Emprego dos tempos verbais:
Presente: A ação é simultânea à fala do emissor. Este conceito não
abrange todos os usos do presente, pois ele é empregado em
outros contextos, com sentidos especiais que, muitas vezes,
alteram significativamente o emprego inicial. O presente do
indicativo pode ser empregado nos seguintes casos:
Ação simultânea à fala. Ex: vejo um carro da minha janela.
Verdade científica ou uma definição. Ex: O sol é fonte de luz.
Ação habitual. Ex: Nos fins de semana vou ao cinema.
Presente histórico. (tornar mais viva a narração de um fato passado).
Dom Pedro II tira a espada e diz: “Independência ou Morte”.
Fato futuro, muito próximo e certo. Ex: Amanhã saio cedo para o
serviço.
Pretérito perfeito do indicativo. Indica um fato acabado no passado.
Ex: Na semana passada, li um excelente texto sobre gramática.
Pretérito mais-que-perfeito do indicativo. Indica um fato concluído
antes de outro fato, também passado.
Ex: O motorista batera o carro já desgovernado. (O motorista tinha
batidoo carro já desgovernado - o tempo composto é mais
usual).
Pretérito imperfeito do indicativo. O fato é passado, mas não
concluído, a ação é continuada.
Ex: O orador falava quando cheguei.
Futuro do presente: exprime um fato, posterior ao momento em que
se fala, tido com o certo. Também pode ser empregado para
exprimir ideia de incerteza, de dúvida.
Amanhã chegarão os meus pais.
As aulas começarão segunda-feira.
Serei eu o único culpado? (dúvida, incerteza)
Futuro do pretérito: expressa um fato futuro tomado em relação a
um fato passado. Usa-se, também, o futuro do pretérito, em vez
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do presente do indicativo ou do imperativo, como forma de
cortesia, de boa educação.
Ontem você me disse que viria à escola.
O futuro do pretérito também pode ser usado para indicar incerteza,
dúvida.
Seriam mais ou menos dez horas quando ele chegou.
Você me faria um favor? (uso cortês)
Emprego do infinitivo
Não é fácil sistematizar o emprego do infinitivo em Português, já que,
além do infinitivo impessoal, nossa língua apresenta também o
infinitivo pessoal (ou flexionado).
Emprega-se o infinitivo impessoal:
quando ele não estiver se referindo a nenhum sujeito:
É preciso sair.
Na função de complemento nominal (virá regido de preposição):
Esses exercícios eram fáceis de resolver.
Quando ele faz parte de uma locução verbal:
Eles deviam ir ao cinema.
Quando, dependente dos verbos deixar, fazer, ouvir, sentir, mandar,
ele tiver por sujeito um pronome oblíquo:
Mandei-os sair. Deixei-os falar.
Com valor de imperativo:
Fazer silêncio, por favor.
Emprega-se o infinitivo pessoal
quando ele tiver sujeito próprio (expresso ou implícito) diferente do
sujeito da oração principal:
O remédio era ficarmos em casa.
O costume é os jovens falarem e os velhos ouvirem.
Além dos casos mencionados, em que é obrigatório o uso de uma ou de outra
forma, quando o infinitivo for regido de preposição (com exceção de a),
admite-se indiferentemente o uso das duas formas. Viemos aqui para
cumprimentar (ou cumprimentarmos) os vencedores.
Argumentação
A argumentação em textos de concursos
Voltemos, agora, a nossa atenção para outro assunto
importante na área de abordagem de texto: a argumentação. Não
podemos perder o nosso foco: a interpretação de texto nos concursos
públicos. Pois bem, os textos, nestas situações, são
predominantemente dissertativo-argumentativos, como já
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comentamos antes, por isso vale a pena aprofundarmos um pouco
mais a caracterização deste tipo de discurso.
Para argumentar, o autor pode tomar dois caminhos:
construir um discurso “autoritário” que impõe ao leitor o seu ponto de
vista ou
construir um discurso persuasivo.
O primeiro caso está centrado na ordem, na imposição, não
deixando margem de reflexão para o leitor. O segundo caso
caracteriza-se por um processo de sedução, de encantamento que o
autor constrói com a finalidade de convencer o leitor.
Quando alguém se apresenta, diante de nós, com um texto
desta natureza, com certeza, ele toma algumas precauções para nos
convencer de seus propósitos. O autor “fala” de um determinado
ponto de vista, objetivando uma intencionalidade e munido de certos
recursos para nos “arrastar” em direção ao seu propósito. É
importante analisarmos as estratégias mais comuns, usadas no
processo de enunciação desse tipo de discurso.
Quando o autor almeja nos convencer, ele arregimenta alguns
recursos que lhe permitem interferir na opinião do leitor. Dentre
estes, podemos destacar: distanciamento; modalização; tensão;
transparência.
Distanciamento – a voz do falante assume uma postura de não
comprometimento com o assunto tratado. Com este recurso, ele
finge para aproximar-se do leitor e conquistar a sua simpatia. Ao
falar sobre um assunto polêmico, mesmo sendo especialista na
área, o autor assume a posição do leitor ao usar expressões
como; “nós cidadãos comuns...” “É um dever de todos...” “cabe
a todo cidadão denunciar...” e outras que tornam o texto menos
comprometido com suas posições.
Modalização – Quando a estratégia escolhida não é a do disfarce
como a anterior, o autor pode assumir diretamente no texto o
caráter autoritário, revelando uma face imperativa. É comum,
neste tipo de discurso, o uso do imperativo e/ou o uso da
segunda pessoa gramatical (tu, ou vós..). O que caracteriza bem
este discurso é o fato de não deixar, ao leitor, espaço para
tomada de decisão. Em geral são textos com muito pouco ou
nenhuma argumentação, pois não interessa ao autor discutir o
tema, basta expor a sua vontade. Outras vezes o uso de
modalizadores está ligado ao interesse do autor em enfatizar ou
diminuir um posicionamento já conhecido. Em textos que
abordam mitos ou conhecimentos populares (já consagrados
pelo povo) há uma necessidade de não afrontar o leitor
diretamente. Com este propósito podem surgir expressões como
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“talvez fosse melhor..” “concordaria se...” “ninguém pode negar,
mas...”
Tensão - O discurso regido pela tensão é facilmente identificável pelo
seu centramento na primeira pessoa gramatical (eu). O autor
apresenta seu ponto de vista, desenvolve seus argumentos e
pode até provocar o leitor para uma reflexão, mas não deixa
espaço para a argumentação contrária. Uma forma comum neste
recurso é quando o autor lança uma pergunta, mas não abre
espaço para o contraditório. Este discurso é distinto do
modalizado pelo fato de que não traz o caráter autoritário e
imperativo.
Transparência – O grau de transparência ou opacidade do discurso
pode revelar seu caráter mais ou menos autoritário. Quanto mais
consciente de seu poder, mais o autor se revela ao leitor, pois
ele não está interessado em velar seus posicionamentos. Quanto
menos enfático ele deseja ser na revelação de seu
posicionamento, menos transparente é o seu discurso e,
portanto, mais velada é a linguagem. Não há quem não conheça
discurso de “autoridades em economia” quando desejam mostrar
planos econômicos mirabolantes e com práticas nada
democráticas. Suas falas tornam-se confusas, entrecortadas por
“explicações” que nada explicam e com conclusões imperativas.
Na outra ponta, está o discurso da “otoridade” policialesca que
determina o comportamento dos demais, sem se preocupar em
ocultar sua intencionalidade, pelo contrário, intimidar faz parte
de sua estratégia.
O estudo destas estratégias não se constitui objeto central para
o concurseiro, mas o reconhecimento delas é fundamental para
interpretar questões que falam sobre coerência entre o texto e
determinadas alternativas de resposta. Não há necessidade de saber
teoricamente cada uma, mas é um imperativo reconhecê-las no
interior do texto. Ocorre diferente quando estamos envolvidos com a
produção de texto, pois neste caso a aplicação de cada uma delas é
necessária para que o texto tenha uma configuração coesa e
coerente. Nos cursos sobre produção de texto, detalhamos melhor
este assunto e propomos exercícios para a fixação do uso de cada
uma destas estratégias.
Emprego das preposições
A linguagem tem elementos que estabelecem a ligação entre
seus componentes (coesão). Os que ligam as orações são as
conjunções enquanto os que ligam as palavras são as preposições. O
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termo que antecede a preposição é denominado regente; o termo
que a sucede é denominado regido.Exemplos:
a) Gosto de estudar para provas. (“de” - liga dois verbos; “para” –
liga o verbo ao nome).
b) O livro de contos está na prateleira. (“de” - liga dois substantivos;
“na” (em+a) – o verbo ao substantivo).
Locução prepositiva
Damos o nome de locução prepositiva ao conjunto de duas ou mais
palavras com valor de preposição.
abaixo de, acerca de, a fim de, ao lado de, apesar de, através de, de
acordo com, em vez de, junto de, para com, perto de, embaixo
de, em frente a, por entre.
Exemplos:
a) Estudamos a cerca de dois meses para a prova.
b) Fomos revisar o conteúdo em vez de sairmos para o bar.
Classificação das preposições
As preposições classificam-se em essenciais e acidentais.
a) essenciais: são aquelas que sempre funcionam como preposição:
a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per,
perante, por, sem, sob, sobre, trás
b) acidentais: são palavras que, embora não sejam efetivamente
preposições, podem funcionar como tal.
afora, conforme, consoante, durante, exceto, salvo
Exemplos:
a) Ele estudou conforme a necessidade (preposição).
b) Ele está conforme com a situação (adjetivo).
c) Tudo estava certo, exceto o dinheiro (preposição).
d) Age com correção, mas o exceto é que não estuda (substantivo).
Emprego das preposições
As preposições podem estabelecer variadas relações entre os termos
que ligam.
Chegou à festa de carro novo. (meio)
Voltou de São Paulo para Porto Alegre. (origem, direção)
Saiu com os amigos depois da prova. (companhia)
Vivia sem esperanças. (falta ou ausência)
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Estudava para passar no concurso. (finalidade)
Moro em Canoas. (lugar)
Morreu de rir. (causa)
Usava um chapéu de palha. (matéria)
O carro de Paulo é antigo. (posse)
Conversavam sobre futebol. (assunto)
Emprego das conjunções
A conjunção é a classe de palavras que tem por função
estabelecer relação entre duas orações. A relação que se estabelece
pode ser de coordenação (conjunções coordenativas) ou de
subordinação (conjunções subordinativas. Às vezes a conjunção é
formada por duas ou mais palavras e recebe o nome de “locução
conjuntiva”, como em: à medida que, apesar de, a fim de que.
Em cada tipo de conjunção tem uma que podemos considerar
como “modelo”. Assim, nos exercícios, podemos conferir a
possibilidade de substituição, fazendo a troca e conferindo se houve
mudança de sentido. Nos nosso quadros abaixo, deixamos
destacadas em negrito a conjunção representativa.
Vejamos a classificação das conjunções:
I - Coordenativas –
As duas orações são independentes. A relação que se estabelece
entre elas é apenas uma conexão de sentido.
1 - Aditivas – Estabelecem uma relação de adição (soma) entre as
frases.
e, nem, mas também, como também, além de (disso, disto, aquilo),
quanto (depois de tanto), bem como etc.
Exemplos:
a) Estudei muito e passei no concurso.
b) Estudo para o concurso mas também curto a balada. (observe que
o mas, neste caso, não tem sentido de adversativa, pois está
seguido da palavra “também” que confere adição, pratico os
dois: estudo e balada).
2 - Adversativas – Estabelecem relação de oposição entre as
orações. A vírgula é obrigatória antes das conjunções
adversativas.
mas, porém, todavia, entretanto, no entanto, senão, não obstante,
contudo, etc.
Exemplos
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a) Estudo para o concurso, mas curto balada. (Agora o sentido é
apenas de oposição, não garante que participe de baladas
durante o estudo).
b) O candidato tem muitos compromissos, no entanto não deixa de
estudar.
3 - Alternativas – São conjunções que expressam relação de
alternância entre as orações
ou... ou, ou, ora... ora, já... já, quer... quer, etc
Exemplos:
a).João estuda para o concurso ou faz uma viagem para a Europa.
b) Ora tem muita esperança de ser aprovado, ora se deixa levar pelo
pessimismo.
4 - Explicativas – Elas indicam a razão ou motivo.
que, porque, porquanto, pois (anteposta ao verbo).
Exemplos:
a) Ele passou no concurso porque estudou muito.
b) Maria assumiu o cargo, pois passou no concurso. (observe que o
“pois” pode ser substituído pelo “porque”).
5 - Conclusivas – São as conjunções que introduzem a conclusão do
que foi expresso antes.
pois (posposta ao verbo), logo, portanto, então, por isso, por
conseguinte, assim, etc.
Exemplos:
a) Ele dedica-se aos estudos logo será aprovado.
b) Estudar português ajuda, pois Maria conseguiu aprovação assim.
II - Subordinativas –
As conjunções subordinativas ligam uma oração principal a uma
subordinada. A oração subordinada exerce uma função sintática
dentro da oração principal. As conjunções subordinativas são
classificadas como:
1 - Integrantes – Introduzem uma oração subordinada substantiva,
por isso a oração subordinada exerce a função de: sujeito,
objeto direto, predicativo, aposto, agente da passiva, objeto
indireto ou complemento nominal da outra oração. São
conjunções subordinativas integrantes: que e se. O se é usado
quando indica dúvida e o que no caso de indicar certeza.
Que, se
Exemplos:
a) Espero que tenhas sucesso no concurso. (Espero isto: “o teu
sucesso no concurso”, portanto a oração “que tenhas sucesso no
concurso é o objeto direto do verbo “espero”).
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b) Não sei se o meu estudo é suficiente. O que eu “não sei” é a
suficiência do estudo” (objeto direto), isto é uma dúvida.
Uma forma de identificar o se e o que funcionam como conjunções
integrantes é substituí-los por "isso", "isto" ou "aquilo". Ex
Afirmo que sou inteligente (afirmo isto.) Não sei se existe
dedicação maior. (não sei isto.) Espero que você não deixe de
estudar português. (espero isto)
2 - Causal – Inicia uma oração que indica a causa do expresso na
oração principal
porque, pois, porquanto, como, pois que, por isso que, já que, uma
vez que, visto que, visto como, que, na medida em que.
Exemplos:
a) Ela foi ao cursinho, porque necessitava de algumas explicações.
b) O atleta cansou muito visto que suou.
3 - Comparativa – A relação que se estabelece é de comparação
entre as duas orações.
que, (mais/menos/maior/menor/melhor/pior) do que, (tal)
qual, (tanto) quanto, como, assim como, bem como, como se,
que nem (dependendo da frase, pode expressar semelhança ou
grau de superioridade), etc.
Exemplos:
a) Mais do que estudar, é necessário ser atento na hora da prova.
b) Nesse momento, Pedro se dedica aos estudos como se estivesse
no deserto.
4 - Concessiva – Expressa um fato contrário ao expresso na oração
principal, mas realizado, ou seja, o fato da oração subordinada
ocorre apesar da restrição expressa na oração principal.
embora, muito embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto
que, bem que, se bem que, apesar de que, nem que,em que,
que,e, a despeito de, não obstante etc.
Exemplos:
a) Estudo muito embora tenha pouco tempo.
b) Demorei pouco na festa conquanto estivesse muito boa.
5 - Condicional – Expressa uma hipótese ou condição para a oração
subordinada.
se, caso, quando, contanto que, salvo se, sem que, dado que, desde
que, a menos que, a não ser que, etc.
Exemplos:
a) Deixará o emprego atual se for aprovado no concurso
b) Seria mais honesto, a menos que fosse político.
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6 - Conformativa – A segunda oração indica uma situação de
“conformidade”, “adequação”com o expresso na oração
principal.
conforme, como, segundo, consoante etc.
Exemplos:
a) A sorte acontece conforme estudamos.
b) Estudamos consoante o tempo disponível.
7 - Consecutiva – A ação expressa na segunda oração é um
resultado do que está expresso na oração principal. A ideia
expressa na primeira oração é tão intensa que determina o fato
da segunda oração.
que (combinada com uma das palavras tal, tanto, tão ou tamanho,
presentes ou latentes na oração anterior), tanto que, de forma
que, de maneira que, de modo que, de sorte que
Exemplos:
a) Estudou tanto que foi aprovado
b) Compre um novo carro de maneira que não comprometa o
orçamento.
8 - Final – Indica a finalidade da ação expressa na oração principal.
para que, a fim de que, porque [para que], que
Exemplos:
a) Ele estuda para que seja aprovado.
b) Ele viajou para o Nordeste a fim de que pudesse conhecer praias
lindas.
9 - Proporcional – São ações que ocorrem de forma simultânea.
Uma ação acontece na “proporção” em que a outra ocorre.
à medida que, ao passo que, à proporção que, enquanto, quanto
mais … (mais), quanto mais (tanto mais), quanto mais …
(menos), quanto mais … (tanto menos), quanto menos …
(menos), quanto menos … (tanto menos), quanto menos …
(mais), quanto menos … (tanto mais)
Exemplos:
a) À medida que lê, ele vai fazendo esquemas do assunto.
b) Quanto menos estuda, menores são as chances de aprovação.
10 - Temporal – A relação que se estabelece entre as orações é de
tempo.
quando, antes que, depois que, até que, logo que, sempre que,
assim que, desde que, enquanto, todas as vezes que, cada vez
que, apenas, mal, que [= desde que], etc.
Exemplos:
a) Quando fores aprovado, não esqueças de partilhar a notícia com os
amigos.
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b) Depois de teres trabalhado um ano no novo emprego, mereces
umas boas férias.
A preocupação não deve ser com a classificação das
conjunções, mas com o sentido que elas atribuem à frase. A banca
solicita substituição de termos e não classificação.
Voz passiva
A relação que se estabelece entre o sujeito e a ação do verbo
determina a “voz do verbo”. Três maneiras são possíveis:
a) Voz ativa – o sujeito pratica a ação expressa pelo verbo. Ex: O
candidato estudou português para o concurso.
b) Voz passiva – O sujeito sofre a ação expressa pelo verbo. Ex: O
cartão de respostas foi preenchido pelo candidato.
c) Voz reflexiva – Neste caso o sujeito pratica e sofre a ação. Ex: O
candidato classificou-se entre os aprovados.
A voz passiva pode ser classificada como sintética ou analítica.
a) Passiva analítica – É formada com os verbos auxiliares: ser,
estar ou ficar.
b) Passiva sintética – Ocorre com verbos transitivos diretos mais o
pronome “se”. Sintaticamente, este pronome é classificado como
pronome apassivador.
Transformação de voz ativa para voz passiva
Neste caso devemos cuidar duas coisas:
a) Que o verbo seja transitivo direto, pois somente os verbos
transitivos diretos podem formar voz passiva.
b) Manter o mesmo modo e tempo verbais, alterando a
concordância de número e pessoa quando necessário.
Ex: O poder econômico aboliu as manifestações da cultura popular.
Sujeito (poder econômico) – objeto direto (manifestações).
Verbo abolir: pretérito perfeito do indicativo. Para transformar
esta frase ativa em passiva devemos observar os dois quesitos
acima.
• As manifestações da cultura popular foram abolidas pelo poder
econômico.
Isto é o básico sobre voz passiva. Em outro módulo
ampliaremos o assunto.
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Conclusão
Chegamos ao final do módulo 02. Talvez tenha resultado num
texto muito longo, mas a intenção é aproveitar o máximo possível a
oportunidade de disponibilizar conteúdos. Ao redigir os exemplos,
procuro criar frases adequadas ao nosso contexto de concurso
público, assim podemos colaborar para uma imersão maior no mundo
das provas.
Com as sugestões de vocês no fórum, podemos adequar melhor
os textos às necessidades de cada um. Num curso on-line, o
professor não tem o contato direto com os alunos, o que torna a
nossa “sala de aula” um tanto monótona, mas com a participação de
cada um tudo pode se transformar. Felizmente, alguns estão
descobrindo o fórum e, assim, o nosso curso torna-se bem mais
interessante e interativo.
Há assuntos que a banca não tem utilizado nas provas, mas
não vamos dar oportunidade ao azar, por isso estou elaborando
questões do mesmo tipo a fim de disponibilizar uma prática mais
eficiente. Dentre estes assuntos meio “esquecidos” pela banca está:
estrutura e formação de palavras; classe gramatical (classificação);
grafia e outros assuntos.
Vamos encerrar este módulo, aguardando vocês na próxima
semana com o módulo 03.
Um abraço,
Odiombar
Índice Remissivo
Conteúdo dos comentários
Colocação pronominal ............................................................ 18
Compreensão de texto .............................................. 3, 5, 20, 21
Concordância verbal ................................................................. 9
Crase ................................................................................... 10
Emprego da vírgula ................................................................ 15
Emprego das conjunções .......................................................... 7
Emprego do verbo haver ........................................................ 17
Interpretação de texto ...................................................... 12, 16
Referenciação ............................................................. 13, 17, 18
Regência nominal .................................................................. 14
Regência verbal ..................................................................... 19
Significado de expressões - "tendão de Aquiles" .......................... 7
Sinônimo ............................................................... 5, 6, 8, 9, 21
Uso de "bem" e "muito" .......................................................... 13
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Relação de questões sem comentários
VUNESP - Governo de São Paulo – Agente de escolta – 2012
Poder econômico do Brasil assusta o mundo do futebol
Poder econômico do Brasil assusta o mundo do futebol
Inundado por investimentos, patrocínios e empréstimos de bancos, o
futebol brasileiro vive um momento de crescimento financeiro que
começa a mudar o mapa do esporte no mundo. Um panorama do
futebol nacional mostra que, em vários aspectos, clubes começam a
ter receitas parecidas com as dos grandes times europeus. Entre os
cartolas de tradicionais equipes da Europa, a constatação é de que
está cada vez mais caro tirar um jovem do Brasil. Para especialistas,
fica uma questão: até que ponto essa exuberância econômica no
Brasil é sustentável ou é apenas mais uma bolha?
Ainda nenhum clube brasileiro se aproxima dos times com
maior renda do mundo, como o Real Madrid e o Manchester United,
todavia o que impressiona é a rápida expansão. Atualmente, as
maiores receitas no Brasil são as do Corinthians e do Inter-RS.
A explosão do valor dos contratos de tevê também injetou
milhões no futebol e, com o novo acordo, o Campeonato Brasileiro
finalmente se aproxima das maiores ligas do mundo. O Corinthians
também terminará 2011 como o clube mais valioso do país, mas o
time que mais cresceufoi o Santos. Essa expansão já tem sido
suficiente para começar a mudar a lógica das transferências de
jogadores. “Hoje, o jogador que vai para a Europa sai em busca de
uma opção profissional, não por dinheiro”, afirmou Marcos Motta, em
Zurique durante reunião fechada da elite da indústria do futebol
mundial.
O tendão de Aquiles do futebol brasileiro, porém, são as dívidas
que assolam vários clubes, mesmo entre aqueles que têm feito
contratações milionárias. Por isso, analistas estrangeiros alertam que
o risco é de que uma bolha esteja sendo formada, como ocorreu com
vários clubes espanhóis, que por mais de uma década gastaram além
do que podiam e agora estão quebrados.
(Chade, Jamil. http://www.estadao.com.br/noticias.
Adaptado)
Questão 1
De acordo com o texto, é possível afirmar que
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(A) o futebol brasileiro vive um momento de crescimento e já é o
mais valorizado do mundo.
(B) os jogadores brasileiros têm a opção de permanecer no Brasil
com bons salários.
(C) para os clubes europeus os jogadores brasileiros estão mais
baratos do que no passado.
(D) o Santos é, indubitavelmente, o time que mais cresceu e o mais
valioso do Brasil.
(E) os jogadores brasileiros que vão para a Europa o fazem por
melhores pagamentos.
Questão 2
Segundo analistas estrangeiros,
(A) o futebol brasileiro corre o risco de ficar sem jogadores.
(B) os times brasileiros já apresentam as mesmas dívidas de Real
Madrid e Manchester United.
(C) todos os times brasileiros estão endividados como os times
espanhóis.
(D) os times brasileiros não apresentam nenhuma comparação com
times espanhóis.
(E) os times brasileiros podem estar gastando além de sua
capacidade e vir a falir.
Questão 3
No trecho – A explosão do valor dos contratos de tevê... – o termo
em destaque pode ser substituído, sem alteração de sentido, por
(A) anulação.
(B) destruição.
(C) supressão.
(D) ampliação.
(E) diminuição.
Questão 4
Em – ... Campeonato Brasileiro finalmente se aproxima das maiores
ligas do mundo. – a palavra em destaque tem como sinônimo:
(A) vitrines.
(B) audiências.
(C) associações.
(D) misturas.
(E) atividades.
Questão 5
No trecho – Ainda nenhum clube brasileiro se aproxima dos times
com maior renda do mundo, como o Real Madrid e o Manchester
United, todavia o que impressiona é a rápida expansão. – o
termo em destaque pode ser substituído, sem alteração de
sentido por
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(A) entretanto.
(B) conforme.
(C) portanto.
(D) conquanto.
(E) embora.
Questão 6
A expressão tendão de Aquiles, mencionada em relação ao futebol
brasileiro, significa
(A) vantagem.
(B) força.
(C) eficácia.
(D) fraqueza.
(E) preço.
Questão 7
No trecho – Para especialistas, fica uma questão: até que ponto essa
exuberância econômica no Brasil é sustentável ou é apenas mais
uma bolha? – o termo em destaque tem como antônimo:
(A) fortuna.
(B) opulência.
(C) riqueza.
(D) escassez.
(E) abundância.
Questão 8
O termo em destaque no trecho – Entre os cartolas de tradicionais
equipes da Europa, a constatação é de que está cada vez mais
caro tirar um jovem do Brasil. – refere-se aos
(A) dirigentes.
(B) jogadores.
(C) torcedores.
(D) uniformes.
(E) treinadores.
Questão 9
Assinale a alternativa correta em relação à norma culta da língua.
(A) Ocorreu quinze faltas no último jogo.
(B) Fomos nós que compramos os ingressos.
(C) Foi rebaixado mais de cinco times no último campeonato.
(D) Faltou uns cinco jogadores no último amistoso.
(E) Aconteceu dois incidentes com a torcida.
Questão 10
Leia as orações a seguir:
I. Entreguei o livro à aluna.
II. Assistimos à novela.
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III. Comprei um automóvel à gasolina.
Está(ão) de acordo com a norma culta
(A) apenas a oração I.
(B) apenas a oração II.
(C) as orações I e II, apenas.
(D) as orações I e III, apenas.
(E) as orações I, II e III.
Questão 11
Assinale a alternativa que apresenta concordância nominal de acordo
com a norma culta.
(A) Ela está meia nervosa com o resultado da prova.
(B) Os torcedores estão bastantes tensos neste ano.
(C) Ele comprou duzentas gramas de mozarela.
(D) Alguns alunos esperavam menas questões no exame final.
(E) É proibido entrada de animais no clube de campo.
Questão 12
Segundo o diálogo das personagens, é possível concluir que
(A) os jornais atuais não mais imprimem quadrinhos em suas
edições.
(B) os leitores deveriam ligar para os jornais e elogiar as notícias.
(C) os cartunistas têm mais espaço para contar uma história e
mostrar a ação.
(D) os jornais costumavam imprimir os quadrinhos maiores do que
atualmente.
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(E) o avô da personagem mora em um asilo e sua mãe procura outro
para ele.
Questão 13
Na fala – Ele acha que as pessoas deveriam ligar para os jornais e
reclamar. – o termo destacado refere-se ao
(A) jornal.
(B) tigre.
(C) quadrinho.
(D) menino.
(E) avô.
Questão 14
O termo destacado em – Seu avô leva os quadrinhos bem a sério. –
pode ser trocado, sem alteração de sentido, por
(A) muito.
(B) pouco.
(C) bom.
(D) bastantes.
(E) muitos.
Questão 15
Leia as orações a seguir:
I. Dizem que José está apto com essa função.
II. Ele está muito acostumado de tomar cerveja.
III. A secretária é muito atenciosa para com a família.
A regência nominal está correta apenas em
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e III.
(E) II e III.
Questão 16
Assinale a alternativa que apresenta o correto emprego da vírgula.
(A) Caso haja, interesse, procure-nos, amanhã.
(B) Machado de Assis, escritor brasileiro, escreveu contos e
romances.
(C) Peguei, comprei mas não consegui montar.
(D) Foi até a banca, comprou o jornal leu e dormiu.
(E) Maria comprou muitas coisas: frutas, chocolate, balas, e, sorvete.
Poema – Fernando Pessoa
Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
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Mas que são dolorosas mais que outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
...
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.
(Fernando Pessoa. Cancioneiro – 197)
Questão 17
De acordo com o poema, é possível afirmar que
(A) sensações podem pertencer mais às pessoas do que a própria
vida.
(B) a vida é sempre cheia de alegrias e bons momentos.
(C) as angústias não possuem nenhum efeito sobre as pessoas.
(D) todas as doenças podem ser tratadas com remédios.
(E) toda doença é dolorosa, mas que as pessoas são felizes.
Questão 18
No verso – Sentidas só com imaginá-las – o termo destacado refere-
se a
(A) dores.
(B) sensações.
(C) doenças.
(D) angústias.
(E) pessoas.
Questão 19
O verbo haver, empregado no poema na forma há, pode ser
substituído, sem alteração de sentido e tempo, por
(A) haveria.
(B) existe.
(C) havia.
(D) hão.
(E) existem.
Questão 20
No verso – Que as que a vida nos traz, há sensações – o termo
destacado pode ser substituído por
(A) aquelas.
(B) com os.
(C) aquilo.
(D) para.
(E) lhes.
Questão 21
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Leia as orações a seguir:
I. Me diga quando será oaniversário.
II. Quem me trouxe essas flores?
III. Ele não se esqueceu do que falei.
A colocação pronominal está de acordo com a norma culta apenas em
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) II e III.
Questão 22
Assinale a alternativa que apresenta regência verbal de acordo com a
norma culta.
(A) Chegou em São Paulo pela manhã, mas não teve tempo de visitar
os parentes.
(B) Não me simpatizo com pessoas egoístas.
(C) Os alunos aspiravam o diploma.
(D) Assistimos a uma apresentação de teatro no parque.
(E) Perdoou o marido, mas não ao delito.
Grupo Mabel é comprado pela americana PepsiCo
A PepsiCo anunciou ontem a compra do Grupo Mabel, fabricante
brasileira de biscoitos e salgadinhos. O negócio está sujeito à
aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
O Brasil é o segundo maior produtor de biscoitos e bolachas do
mundo. A Mabel é dona das marcas Mabel, Elbi’s, Kelly e Skiny.
(Metro. Edição 11.11.11. Adaptado)
Questão 23
Segundo o texto, é possível afirmar que
(A) a Mabel, segunda maior produtora de biscoitos e bolachas do
mundo, anunciou a compra da PepsiCo.
(B) o Grupo Mabel, proprietário de várias marcas do ramo
alimentício, é o segundo maior produtor de biscoitos do mundo.
(C) o negócio realizado entre a PepsiCo e a Mabel foi rejeitado pelo
Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
(D) as marcas Elbi’s, Kelly, Skiny e PepsiCo pertencem ao Grupo
Mabel, fabricante de biscoitos e salgadinhos.
(E) a americana PepsiCo adquiriu a brasileira Mabel, mas a transação
ainda depende de aceitação do Cade.
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Questão 24
Outro título para a notícia, sem que houvesse alteração de sentido e
tempo, seria:
(A) Grupo Mabel é vendido pela americana PepsiCo.
(B) Americana PepsiCo compraria Grupo Mabel.
(C) Grupo Mabel é vendido à americana PepsiCo.
(D) Americana PepsiCo comprava Grupo Mabel.
(E) Americana PepsiCo é vendida ao Grupo Mabel.
Questão 25
No trecho – O negócio está sujeito à aprovação do Cade...– os termos
em destaque podem ser substituídos, sem alteração de sentido,
por
(A) desvinculado da.
(B) subordinado à.
(C) independente da.
(D) dissociado da.
(E) livre de.
VUNESP - Câmara Municipal de Mauá – Assistente financeiro – 2012
Cortem-lhe a cabeça!
Um dos assuntos da semana foi o rostinho 100% natural da
atriz Cate Blanchett na capa da “Intelligent Life”, título de estilo e
comportamento da revista “The Economist”. A foto foi publicada sem
nenhuma correção feita com o Photoshop.
As revistas femininas, que usam o recurso de correção de
imagens em níveis extremos, comemoram a iniciativa alheia. Cate,
42, exibe suas rugas discretas e está, obviamente, linda. De fato, o
rosto da atriz é um alívio estético diante de olhos tão acostumados a
peles com textura de borracha.
Mas o discurso que legitima esse tipo de opção como tendência
traz com ele uma justificativa mercadológica.
Vejamos. Os corpos 100% perfeitos, sem nenhuma marca de
expressão, são irreais. Correto. Funcionam como fantasias
inalcançáveis, por mais que as mais afoitas tentem consegui-los com
a ajuda de cirurgias, implantes e outras alterações físicas.
Mas, até mesmo para as marias-bisturi, os resultados têm
limites. Seja a permanência de algumas rugas, seja a transformação
das pacientes em seres humanos artificiais. E, mesmo com todos os
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recursos disponíveis, as consumidoras começaram a relatar seu
descontentamento diante do espelho.
Ironicamente, campanhas por imagens mais reais têm como
principais interessados os fabricantes de cosméticos.
Cate Blanchett sem Photoshop é uma bela mulher com rugas.
Mas com ótima pele. Ultra bem tratada. Sem manchas. Coisas que
uma série de tratamentos estéticos não invasivos podem fazer por
qualquer mulher. Pelo menos por qualquer uma com recursos
suficientes para pagar por eles.
Cremes anti-idade, maquiagem de alta definição, produtos de
múltipla ação, tudo isso andava escondido sob muitas camadas de
maquiagem digital. E a indústria da beleza, grande anunciante das
revistas e suplementos de estilo e comportamento, começou a
perceber que estava marcando gols contra.
Será bom, é claro, ver mais mulheres verdadeiras em capas
mundo afora. Há muita beleza viva a ser mostrada. Mesmo assim,
para grande parte da humanidade, o acesso a um arsenal que
permita chegar aos 40 ou aos 50 com “cara de Cate” (e isso inclui,
além de cosméticos, alimentação, exercícios e genética) é quase tão
irreal quanto um par de seios absurdamente redondos e com design
não compatível com a lei da gravidade.
(Vivian Whiteman, Serafina, abril de 2012. Adaptado)
Questão 26
Conforme as informações do texto, pode-se afirmar que a capa da
revista “Intelligent Life”, com a atriz Cate Blanchett, chamou a
atenção por
(A) usar as ferramentas de correção de imagem sem esconder os
defeitos da atriz.
(B) utilizar um novo método de tratamento de fotos, com efeito mais
natural.
(C) seguir a tendência das revistas femininas, que evitam corrigir
suas fotos.
(D) mostrar uma mulher que se destaca pela inteligência e não pela
beleza.
(E) romper com a tradição de exibir fotos com retoques feitos
digitalmente.
Questão 27
Segundo a autora, embora as imagens nas revistas venham a se
aproximar da realidade, o ideal de beleza permanecerá um tanto
irreal, pois continuará
(A) sendo alcançado com intervenções cirúrgicas delicadas.
(B) restrito a mulheres jovens, com peles perfeitas e sem rugas.
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(C) exigindo cuidados que incluem o uso de cosméticos.
(D) vinculado a artistas que podem pagar por implantes caros.
(E) associado ao exótico, demandando alterações físicas extremas.
Questão 28
Na frase − Mas o discurso que legitima esse tipo de opção como
tendência traz com ele uma justificativa mercadológica. – o
termo destacado pode ser substituído, sem alteração de sentido,
por
(A) confunde.
(B) sustenta.
(C) questiona.
(D) corrige.
(E) inviabiliza.
Questão 29
No trecho do quinto parágrafo – E, mesmo com todos os recursos
disponíveis, as consumidoras começaram a relatar seu
descontentamento diante do espelho. – a expressão em
destaque tem sentido equivalente a
(A) apesar de.
(B) contanto que.
(C) por isso.
(D) visto que.
(E) de acordo com.
Questão 30
Assinale a alternativa que apresenta expressões com sentidos que se
opõem, no texto.
(A) rugas discretas – alívio estético (2.º parágrafo).
(B) corpos 100% perfeitos – fantasias inalcançáveis (4.º parágrafo).
(C) marias-bisturi – seres humanos artificiais (5.º parágrafo).
(D) imagens mais reais (6.º parágrafo) – mulheres verdadeiras (9.º
parágrafo).
(E) maquiagem digital (8.º parágrafo) – beleza viva (9.º parágrafo).
Questão 31
Considerando as regras de regência nominal, a expressão destacada
na frase do segundo parágrafo − De fato, o rosto da atriz é um
alívio estético diante de olhos tão acostumados a peles com
textura de borracha. – pode ser corretamente substituída, sem
alteração de sentido, por:
(A) acostumados de.
(B) acostumados em.
(C) acostumados com.
(D) acostumados por.
(E) acostumados sob.
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Questão 32
Assinale a alternativa correta quanto à pontuação.
(A) A foto da atriz Cate Blanchett, na capa da “Intelligent Life” foi
publicada sem nenhuma, correção feita com o Photoshop.
(B) Aos 42 anos,Cate exibe suas rugas discretas e está linda,
obviamente.
(C) Mas os resultados têm, até mesmo para as marias-bisturi limites.
(D) Campanhas por imagens, mais reais têm ironicamente, como
principais interessados os fabricantes de cosméticos.
(E) O acesso a um arsenal que permita, chegar aos 40 ou aos 50 com
“cara de Cate” é para grande parte da humanidade, quase tão
irreal do que um par de seios absurdamente redondos.
A Casa
Outro dia eu estava folheando uma revista de arquitetura.
Como são bonitas essas casas modernas; o risco é ousado e às vezes
lindo, as salas são claras, parecem jardins com teto.
Um amigo meu quis reformar seu apartamento e chamou um
arquiteto novo.
O rapaz disse: “vamos tirar essa parede e também aquela;
você ficará com uma sala ampla e cheia de luz. Esta porta podemos
arrancar; para que porta aqui? E esta outra parede vamos substituir
por vidro; a casa ficará mais clara e mais alegre.”
Eu estava bebendo a um canto, e fiquei em silêncio. Pensei nas
casinhas que vira na revista e na reforma que meu amigo ia fazer em
seu velho apartamento. E cheguei à conclusão de que estou velho
mesmo.
Porque a casa que eu não tenho, eu a quero cercada de muros
altos, e quero as paredes bem grossas e quero muitas paredes, e
dentro da casa muitas portas com trincos e trancas; e um quarto
bem escuro para esconder meus segredos e outro para esconder
minha solidão.
Pode haver uma janela alta de onde eu veja o céu e o mar, mas
deve haver um canto bem sossegado em que eu possa ficar sozinho,
quieto, pensando minhas coisas, um canto sossegado onde um dia eu
possa morrer.
A mocidade pode viver nessas alegres barracas de cimento, nós
precisamos de sólidas fortalezas; a casa deve ser antes de tudo o
asilo inviolável do cidadão triste; onde ele possa bradar, sem medo
nem vergonha, o nome de sua amada: Joana, JOANA! — certo de que
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ninguém ouvirá; casa é o lugar de andar nu de corpo e de alma, e
sítio para falar sozinho.
(Rubem Braga, Ai de ti, Copacabana. Adaptado)
Questão 33
Para o autor, a casa deve ser um lugar
(A) suntuoso.
(B) inóspito.
(C) devassado.
(D) reservado.
(E) exuberante.
Questão 34
De acordo com o texto, ao valorizar a claridade dos espaços, a
arquitetura moderna procura criar ambientes propícios à
(A) animação.
(B) introspecção.
(C) melancolia.
(D) apatia.
(E) depressão.
Questão 35
Assinale a alternativa correta quanto à concordância.
(A) Veio à mente do autor algumas ideias sobre o tipo de casa em
que ele gostaria de morar.
(B) Poucos de nós costuma parar para pensar no modo como nossas
casas pode refletir nossa postura diante da vida.
(C) Para o autor, deve existir cantos bem sossegados espalhados pela
casa, em que possa ficar sozinho.
(D) A revista de arquitetura e a reforma do apartamento do amigo
levaram o autor a refletir sobre o significado da casa para o
homem.
(E) Na arquitetura moderna, as casas e os apartamentos tende a ser
bem iluminados.
Gabarito
16 17 18 19 30 31 32 33 34 35
E C B A E C B D A D