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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIAS 
 
 
 
 
 
TATIANE MARIA DA SILVA 
TIBÉRIO LUCAS SILVA DE SIQUEIRA 
EDMUNDO AMORIM 
MARCOS ANTÔNIO P. BARBOZA 
ADRIANA DOS SANTOS MOREIRA 
HEVANIA FERREIRA SILVA 
 
 
 
 
ACESSIBILIDADE 
RESTAURANTES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RECIFE – PE, 08 de NOVEMBRO de 2014. 
 2 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIAS 
CURSO DE BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL 
 
 
 
 
 
 
Tatiane Maria da Silva – Mat. 01066614 
Tibério Lucas Silva de Siqueira – Mat. 01069798 
Edmundo Amorim – Mat. 01065548 
Marcos Antonio P. Barboza – Mat. 01062597 
Adriana dos Santos Moreira - Mat. 01068159 
Hevania Ferreira Silva – Mat. 01087414 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RECIFE – PE, 08 de NOVEMBRO de 2014. 
Relatório apresentado a Profª. Patricia 
Valença, titular da disciplina de 
Arquitetura, referente ao seminário que 
objetiva a composição de nota 
avaliatória da respectiva disciplina. 
 3 
SUMÁRIO 
 
 
INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 4 
Mudar para incluir ................................................................................................... 5 
Acessibilidade em Restaurantes ........................................................................... 6 
Anexos ................................................................................................................... 11 
Normas Técnicas ................................................................................................... 12 
Conclusão .............................................................................................................. 13 
Referências Bibliográficas ................................................................................... 14 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 4 
INTRODUÇÃO 
 
O presente trabalho vem expor uma temática acerca da sociabilidade e o 
convívio social dos cadeirantes nos restaurantes. As tais dificuldades enfrentadas 
constantemente nos lugares de acessos restritos as pessoas com deficiência nos 
motivou a conhecer os benefícios que a acessibilidade vem a proporcionar a estas 
pessoas com deficiências em uma sociedade. 
A noção e as práticas baseadas na igualdade fundamentam as regras de 
sociabilidade e o princípio de civilidade nas relações societárias. “O direito à 
igualdade supõe que as demandas e necessidades (individuais ou de um grupo 
social) têm legitimidade e igual lugar no cenário social. Daí o vínculo do direito à 
igualdade com os movimentos por sociedades inclusivas” (Kauchakje, 2003, p.69). 
Almejando-se melhorar a cidadania dos cadeirantes, busca-se uma maior 
convivência social, percebida nas últimas décadas, que deixou de esconder a 
deficiência como se ela fosse uma vergonha familiar e social, passando a 
considerá-la como uma situação normal que não tem razão para se ocultar (Aguirre 
et al., 2003). 
A cada ano os bares e restaurantes tornam-se cada vez mais sofisticados, 
com a adoção de alguns métodos passa confiança e traz agilidade aos serviços. 
Proporcionar à qualidade de vida ajuda esquecer os problemas e a relaxar, 
aumenta a socialização e enriquece a felicidade do núcleo familiar; enquanto para 
o quesito de inclusão social seria necessário ter acessibilidade em todos os 
sentidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 5 
MUDAR PARA INCLUIR 
 
De acordo com a definição da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com 
Deficiência, aprovada pela ONU em 2006, ratificada pelo Brasil em 2008 com o 
status de emenda constitucional e promulgada pelo Executivo Federal por meio do 
Decreto 6.949/09, pessoas com deficiência são “aquelas que têm impedimento de 
longo prazo de natureza física, mental intelectual ou sensorial, os quais em 
interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva 
na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”. 
Levando em conta que a expectativa de vida aumentou muito nos últimos 50 
anos, o universo a ser considerado quando se pretende investir em um 
empreendimento comercial destinado ao lazer, à hospedagem e à alimentação 
pronta envolverá tanto as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida 
como os idoso, as gestantes, a crianças e os obesos, além das pessoas com 
limitações temporárias, o que constitui um grande número de pessoas com 
condições específicas, permanentes ou não. 
Assim, a concepção de „desenho universal‟ – conceito que tem como objetivo 
definir projetos de produtos e ambientes que contemplem toda a diversidade 
humana: desde as crianças, adultos altos e baixos, anões, idosos, gestantes, 
obesos, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida – estará garantindo 
acesso a um grande número de pessoas ávidas por participar plenamente da vida, 
usufruindo de todos os direitos inerentes a qualquer cidadão, independente de sua 
condição física, sensorial, intelectual ou da fase em que se encontra em sua vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 6 
ACESSIBILIDADE EM RESTAURANTES 
 
Quando o assunto é acessibilidade em restaurantes logo 
se pensa em construir uma rampa e colocar umas barras nos 
banheiros do estabelecimento e pronto, tudo estará resolvido. 
Mas o que a maioria dos empreendedores não sabe é que 
acessibilidade vai muito além dos pequenos ajustes e que 
tornar um ambiente acessível exige o atendimento a regras, 
dimensões e recomendações que vão muito além do improviso. 
Assim que um empresário decide abrir um bar ou 
restaurante é necessário observar se o local já é acessível, ou 
se nele é permitido fazer reformas para adaptá-lo aos 
requisitos atuais de acessibilidade. 
E o que é considerado um ambiente acessível? É definido como acessível um local 
livre das barreiras que impeçam o fluxo dos clientes pelo estabelecimento, desde a 
entrada. 
Acessibilidade é o termo que se refere às soluções, que podem ser espaciais, 
de acesso e/ou comunicação, que garantem que à maior quantidade possível de 
pessoas, independente de idade, estatura ou limitação de mobilidade ou 
percepção, a utilização do ambiente, edificações, mobiliário, equipamentos urbanos 
e elementos de comunicação / interação de maneira autônoma e segura. 
Portanto as soluções chamadas acessíveis devem ser planejadas e 
implantadas para atender desde uma pessoa com uma necessidade especial 
branda – uso de óculos comuns, até a construção de rampas, ampliações de 
banheiros mudanças no layout do salão para o acesso de cadeirantes, indo até a 
transcrição/tradução do cardápio para o código braile de leitura para cegos. 
Estas adequações vão além das exigências legais, atendimento a normas e 
decretos. São iniciativas que podem demonstrar cortesia, interesse no 
usuário/cliente e atenção àquela gama variada de usuários a que os 
estabelecimentos comerciais se propõem a atender, sem distinções ou 
discriminações que às vezes passam despercebidas. Imagine que traduzir um 
cardápio para o inglês ou espanhol para melhor atender a um turista tem o mesmo 
efeito de transcrever o cardápio para um cliente com alguma deficiência visual, em 
ambos os casos você estará tornando a leitura do seu cardápio acessível, podendo 
inclusive explorar este diferencial comercialmente! 
No caso da estrutura física, ou seja, do espaço edificado do restaurante, as 
soluções variam em função da implantação, em quase todos eles as soluções mais 
usuais são: a criação de rampas com inclinação máxima de 8%, isto quer dizer 
uma rampa bem suave, evitar degraus e desníveis;adotar aberturas de portas e 
passagens com dimensões não inferiores a 80 cm; além do atendimento das 
dimensões para banheiros e lavabos, onde o espaço interno, a posição das peças 
sanitárias, instalação de barras de apoio além da abertura da porta (sempre feita 
para fora), atendam as recomendações da norma técnica brasileira NBR 9050, que 
é a referência primária para todas as leis e decretos em vigência desde a esfera 
municipal até a federal. 
A norma (NBR 9050), são fixados os critérios e parâmetros técnicos que 
devem ser observados na elaboração dos projetos, construções, instalações e 
adaptações de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às 
 7 
condições de acessibilidade. Nas recomendações contidas neste documento, que é 
ricamente ilustrado, é possíveis encontrar as diretrizes para todos os tipos de 
restrições e ou necessidades especiais, tais como cadeirantes, cegos, surdos, 
incluindo até as limitações a que estão sujeitas as pessoas mais idosas, obesas e 
as grávidas. 
O ideal é que todo o empreendimento seja planejado para garantir o acesso a 
todos os ambientes (salões, mezanino, decks, terraços, banheiros, lavabos e etc.), 
sem distinção. Evidentemente que em uma reforma haverá limitações e muitas 
vezes as intervenções de adequação ficarão limitadas ao acesso ao salão principal 
e a área dos sanitários e lavabos. De qualquer forma, de acordo com a legislação 
vigente, nas reformas parciais, a parte reformada deve ser obrigatoriamente se 
tornar acessível. 
Abaixo seguem estão alguns itens da norma brasileira de acessibilidade para 
restaurantes, bares e similares: 
 
 
1. É necessário que pelo menos 5% do total das mesas, com no mínimo uma, 
seja acessível à pessoa cadeirante. Esta porcentagem também é válida para 
o buffet e caixa. As mesas devem ser integradas às demais, para que sejam 
oferecidas todas as habituais comodidades e serviços disponíveis no local. 
Em alguns estabelecimentos observam-se certas incoerências em relação 
ao assunto, por exemplo, espaços destinados às pessoas com mobilidade 
reduzida localizados no segundo pavimento, com o acesso obrigatório 
realizado por escadas, ou mesas isoladas do restante do salão. O cliente 
está cada vez mais informado e percebe quando as adequações são 
excludentes. Devem possuir altura livre inferior de no mínimo 0,73m do piso. 
Deve ser garantido um M.R. posicionado para a aproximação frontal, 
possibilitando avançar sob as mesas ou superfícies até no máximo 0,50m, e 
estar entre 0,75m e 0,85m do piso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 8 
2. O estabelecimento deve oferecer no mínimo um cardápio em braile. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Quando balcões de auto-serviço são previstos em restaurantes ou similares, 
pelo menos 50% do total, com no mínimo um para cada tipo de serviço, 
deve ser acessível para P.C.R., As bandejas, talheres, pratos, copos, 
temperos, alimentos e bebidas devem estar dispostos dentro da faixa de 
alcance manual, Os alimentos e bebidas devem estar dispostos de forma a 
permitir seu alcance visual, Deve-se prever passa-pratos, com altura entre 
0,75 m e 0,85 m do piso, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. Os caixas de pagamento e atendimentos rápidos devem possuir altura 
máxima de 105 cm do piso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 9 
5. As circulações entre as mesas devem ser previstas com no mínimo 0,90m 
ou permitindo ainda uma rotação de 180º. Permitir livre acesso da porta até 
o local indicado e priorizar o atendimento no térreo, dando acesso aos 
sanitários em rota livre e acessível, evitando os degraus. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. Não deverá ser priorizado nenhum lugar especial para o atendimento à 
pessoa com deficiência. No caso de deficiente visual acompanhado de cão 
guia, a legislação prevê que este último deve acompanhar o dono e este 
será direcionado a uma mesa ou lugar onde o cão possa estar a seu lado. 
 
7. Um outro aspecto importante é a utilização de recursos audiovisuais no 
atendimento a pessoas surdas oralizadas, que poderão apreciar sistemas de 
TV com closed caption sempre ativados e iluminação que os permite fazer 
leitura labial. 
 
8. Os banheiros de uso público devem atender ás orientações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9. Para as áreas externas e estacionamentos, verificar as orientações. 
 
10. Calçadas devem ser livres para a circulação de pedestre, prevendo faixa de 
serviços (para embarque e desembarque), faixa livre (para circulação) e 
faixa de acesso ou de uso para os empreendimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 11 
ANEXOS 
 
 
 
A3 = Altura do centro da mão com antebraço formando 90º com o tronco 
I 3 = Altura do centro da mão com o braço estendido, formando 30o com o piso = 
alcance máximo confortável 
B3 = Altura do centro da mão estendida ao longo do eixo longitudinal do corpo 
J3 = Altura do centro da mão com o braço estendido formando 60o com o piso = 
alcance máximo eventual 
C3 = Altura mínima livre entre a coxa e a parte inferior de objetos e equipamentos 
L3 = Comprimento do braço na horizontal, do ombro ao centro da mão. 
D3 = Altura mínima livre para encaixe dos pés. 
M3 = Comprimento do antebraço (do centro do cotovelo ao centro da mão). 
E3 = Altura do piso até a parte superior da coxa. 
N3 = Profundidade da superfície de trabalho necessária para aproximação total. 
F3 = Altura mínima livre para encaixe da cadeira de rodas sob o objeto. 
O3 = Profundidade da nádega à parte superior do joelho. 
G3 = Altura das superfícies de trabalho ou mesas. 
P3 = Profundidade mínima necessária para encaixe dos pés. 
H3 = Altura do centro da mão com braço estendido paralelo ao piso. 
 
 
 
 
 
 12 
Normas Técnicas 
 
- ABNT NBR 9050 Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e 
equipamentos urbanos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 13 
CONCLUSÃO 
 
Vimos que um espaço acessível é aquele que acolhe a todos em qualquer 
momento de suas idas, mas infelizmente a maioria das construções não atendem a 
essa premissa. Entretanto conforto e acessibilidade são indispensáveis para 
idosos, público importante para o turismo e lazer, a pessoa com deficiência, que 
hoje participam ativamente da vida em sociedade. A questão da acessibilidade, 
item importante nos grandes eventos internacionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 14 
Referências Bibliográficas 
 
http://www.brasilparatodos.com.br/acessibilidade.php 
ABNT. NBR9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos 
urbanos 
ONU. Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência. Brasília, 2007. 
Tradução oficial. 
Acessibilidade – Orientações para bares, restaurantes e pousada. Cybele Monteiro 
de Barros. – Senac.

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