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26/07/2018 UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA DEPARTAMENTO DE AGRONOMIA CAMPUS DE ROLIM DE MOURA FITOPATOLOGIA Profª M.e Richelly G. Teixeira Rolim de Moura, 2018 Cacaueiro (Theobroma cacao L.) 26/07/2018 • Vassoura-de-bruxa: Crinipellis perniciosa • Podridão-parda: Phytophthora spp. • Monilíase: Moniliophthora roreri • Murcha-de-Ceratocystis: Ceratocystis fimbriata • Murcha-de-Verticillium: Verticillium dahliae Cacaueiro __________________________________________________________________ DOENÇAS Suriname: 1895 (Wheeler e Mepsted, 1988); Endêmica: região Amazônica. Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Granada, Peru, Suriname, Venezuela, Trinidad e Tobago Bahia: Uruçuca em 1989 (Pereira et al., 1989). Parasita praticamente todas as espécies de Theobroma Vassoura-de-bruxa Uma das mais destrutivas doenças do cacaueiro, chegando a causar perdas de até 90% na produção Importância 26/07/2018 Etiologia Crinipellis perniciosa Classe dos basidiomicetos; Fungo sobrevive como saprófito nos frutos mumificados, folhas e vassouras secas; Os basidiósporos são disseminados pelo vento durante as horas frescas da noite, sob ambiente com alta umidade relativa; Época chuvosa favorece a doença. Vassoura-de-bruxa Sintomatologia Vassoura-de-bruxa Formação de vassoura-de-bruxa nos ramos novos, manchas, definhamento ou deformação dos frutos. FRUTOS: Os sintomas podem variar dependendo do tipo de infecção; Floração frutos são pequenos, róseos e deformados, recebem o nome de "morangos" e acabam se mumificando; Frutos formados lesões irregulares, escuras e firmes ao tato. RAMOS/CAULE: Os brotos novos sofrem intumescimento e redução dos internódios deformação das folhas; perda da dominância apical, induzindo à formação de brotações laterais, conhecidas como vassoura-de-bruxa; 26/07/2018 26/07/2018 26/07/2018 PRÁTICAS CULTURAIS: Realizar inspeções periódicas nas plantações à procura de órgãos com sintomas, os quais devem ser podados, retirados do campo e queimados ou enterrados profundamente. CONTROLE BIOLOGICO: Fungo Trichoderma stromaticum - Tricovab® RESISTÊNCIA VARIETAL: Busca por material resistente CONTROLE QUÍMICO: Aplicações de fungicidas protetores a partir do começo da época chuvosa; produtos sistêmicos para a inibição da produção dos basidiocarpos. Vassoura-de-bruxaControle 26/07/2018 Produto Ingrediente Ativo(Grupo Químico) Titular de Registro Classe Tóx. Amb. Cobox oxicloreto de cobre (inorgânico) Basf S.A. – São Paulo IV III Cobre Atar BR Óxido Cuproso (inorgânico) Atanor do Brasil Ltda.-Porto Alegre IV III Constant tebuconazol (triazol) Bayer S.A. - São Paulo/ SP III II Recop oxicloreto de cobre (inorgânico) Atanor do Brasil Ltda.- Porto Alegre IV III Redshield 750 Óxido Cuproso (inorgânico) Agrovant Comércio de Produtos Agrícolas Ltda. III III Triade tebuconazol (triazol) Bayer S.A. - São Paulo/ SP III II Tutor hidróxido de cobre (inorgânico) Basf S.A. – São Paulo Vassoura-de-bruxa Agrofit, 2017 26/07/2018 P. citrophthora; Phytophthora palmivora;; P. capsici; P. hevea Permaneceu durante muitos anos como a mais importante doença do cacaueiro na região Sul da Bahia; perdas estimadas entre 20 a 30% da produção anual; O patógeno possui ampla gama de hospedeiros; Favorecido por temperaturas mais baixas e umidade elevada; Sobrevivem no solo, almofadas florais e casqueiros Disseminação - chuva Podridão parda Causa danos nos frutos e sementes Importância Phytophthora spp. Sintomatologia Podridão dos frutos e sementes FRUTOS: qualquer fase de desenvolvimento mais velho maior susceptibilidade. Lesões pequenas (1 a 2 mm de diâmetro), arredondadas e de coloração castanho- escura. as lesões aumentam de tamanho, tornam-se elípticas, adquirem coloração castanha e consistência firme pode atingir todo o fruto 10/14 dias; SEMENTES: Após a infecção dos frutos, o fungo penetra nas sementes, as quais ficam inutilizadas para uso industrial podridão da semente Podridão parda 26/07/2018 26/07/2018 PRÁTICAS CULTURAIS: evitar o adensamento de árvores; plantio de cultivares precoce ou tardio; vistoria da lavoura objetivo detectar e retirar os frutos doentes da plantação; casqueiros devem ser depositados fora da lavoura e preferencialmente em locais com insolação. CONTROLE QUÍMICO: Os principais produtos indicados são aqueles à base de cobre oxicloreto de cobre, óxido cuproso e hidróxido de cobre. Controle Podridão parda Produto Ingrediente Ativo(Grupo Químico) Titular de Registro Classe Tóx. Amb. Cobre Atar BR Óxido Cuproso (inorgânico) Atanor do Brasil Ltda.-Porto Alegre IV III Contact hidróxido de cobre (inorgânico) Mitsui & Co (Brasil) S.A. IV III CUP001 oxicloreto de cobre (inorgânico) Atanor do Brasil Ltda.- Porto Alegre IV III Garant hidróxido de cobre (inorgânico) Mitsui & Co (Brasil) S.A. IV II Podridão parda 26/07/2018 Ataca unicamente o fruto do cacaueiro – podridão interna e externa; Doença quarentenária ausente no Brasil; Encontra-se restrita ao continente americano As principais fontes do inoculo são os frutos infectados na árvore Monilíase ataque direto ao frutos; prejuízos que variam de 50 a 100% na produção. Importância Moniliophthora roreri Distribuição Geográfica Fonte: Ceplac 26/07/2018 Estas manchas podem ser confundidas com as causadas pela vassoura- de-bruxa Em único fruto pode ser produzido mais de 7 bilhões de esporos 26/07/2018 Sintomatologia Sintomatologia 26/07/2018 • O interior dos frutos sofre uma podridão aquosa. As amêndoas ficam grudadas umas às outras e à parede do fruto e são difíceis de serem retiradas. • As amêndoas ficam inutilizadas para aproveitamento na indústria. Sintomatologia Medidas preventivas - Monitoramento dos frutos durante o período de frutificação; - Além do cacaueiro, cupuaçuzeiro e cacaueiros silvestres (Herrania spp.) também podem ser afetados e transmitir a doença; - Se for encontrado algum fruto com suspeita da doença, não retire os frutos da árvore! Isole a área e avise imediatamente as autoridades. - Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira-CEPLAC, a Superintendência Federal de Agricultura-SFA ou as Agências de Defesa Agropecuária do seu estado. - Não transitar com frutos, sementes e mudas de viveiros não certificados e sacarias Controle Monilíase 26/07/2018 Ceratocystis fimbriata Murcha-de-Ceratocystis Mal-do-facão O primeiro relato da doença no Brasil foi em 1978, em Rondônia. Importância econômica na Bahia, 1995 Substituição das plantas por clones resistentes a vassoura-de-bruxa; Ampla distribuição geográfica e ampla gama de hospedeiros; O patógeno é disseminado principalmente pelo besouro Xyleborus spp provoca cancro, seguido de murcha da planta Importância/danos Sintomatologia Murcha-de-Ceratocystis Murcha, amarelecimento e seca de galhos, ou da planta toda • FRUTOS: podridão • FOLHAS: O fungo causa necrose nas folhas secam fixadas na planta • TRONCOS / RAMOS: – Penetra por meio dos ferimentos no tronco dos galhos; a área infectada adquire coloração mais escura e a casca apresenta-se mais deprimida (cancro). – Floema e xilema apresentam descoloração; – Todo o galho acima da área infectada murcha e morre. – Tronco principal necrose na parte aérea é generalizada 1 a 2 semanas depois, a planta murcha e torna-se clorótica. 26/07/2018 Práticas culturais: Inspeções frequentes na área de cultivo; Evitar ferimento nas plantas; Desinfestação das ferramentas usadas na execução das práticas, mergulhando a lâmina do facão em uma solução de hipoclorito de sódio; Controle do Besouro Eliminação de plantas com sintomas da doença: Os galhos devem ser cortados uns 40 cm ou mais abaixo dos sintomas visíveis e retirados do campo e queimados imediatamente – evitar a saída do besouro; Os ferimentos dos cortes devem ser protegidos com pasta cúprica; Eliminação imediata de toda a plantação doente ou morta e, se possível, queima-las no local. Retirar o máximo das raízes, aplicar cal virgem na cova e incorporar ao solo. Somente fazer o replante após 60 dias, utilizando-se de cacaueiros comuns. Controle químico: não há registro; Controle Murcha-de-Ceratocystis 26/07/2018 Também conhecida como morte súbita do cacaueiro Etiologia Isolado pela primeira vez de cacaueiros procedentes do município de Linhares- ES (1980) Bahia (1980); Ampla gama de hospedeiros; – algodão, quiabo, berinjela, jiló e tomate. • Fungo coloniza os vasos do xilema – o patógeno permanece no interior dos vasos do xilema até o final do processo de patogênese, passando então a produzir estruturas de resistência que vão permitir a sua sobrevivência tanto em restos de cultura quanto no solo, por vários anos. Murcha-de-verticillium Plantas apresentando sintomas característicos da morte súbita Importância Sintomas: amarelecimento e seca da folhagem permanecendo aderida à planta mesmo após a sua morte Sintomas: descoloração vascular na forma de pontuações e listras descontínuas, em cortes transversais e longitudinais, respectivamente. Morte da planta de 1 a 3 anos após a infecção 26/07/2018 Controle • Ainda não existem recomendações, completamente eficientes e/ou econômicas, para o controle bem sucedido da murcha-de-Verticillium do cacaueiro; – Resistencia genética • banco de germoplasma do CEPEC, clone Pound 7 (BRAGA e SILVA, 1989) – Eliminação e queima de plantas mortas, incluindo seu sistema radicular; – Adubação rica em potássio • aumento na resistência às doenças vasculares