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Reanimação Neonatal em Sala 
de Parto
M
s
. 
D
a
n
ie
la
 M
a
c
ie
l
APGAR
• Avaliar no 1 e 5º minuto.
• Total: 10 pontos
Boletim de APGAR
• O boletim de APGAR é determinado no 1º e 5º 
minutos, mas não é utilizado para indicar 
procedimentos na reanimação neonatal. No 
entanto, sua aplicação permite avaliar a resposta 
do paciente às manobras realizadas e a sua 
eficácia. Assim, se o Apgar é < 7 no 5º minuto, 
recomenda-se realizá-lo a cada cinco minutos, 
até 20 minutos de vida.
Boletim de APGAR ampliado
Boletim de Silverman Anderson
0 = não há DR
1-5= DR moderado
>5 = DR grave
Paulo Margotto, 2016
Reanimação Neonatal
•As três principais causas das 2,9 milhões de
mortes neonatais a cada ano no mundo são:
•Complicações da prematuridade (1,0 milhão);
•Eventos relacionados ao parto (0,7 milhão);
• Infecções (0,6 milhão).
• International Liaison Committee on
Resuscitation (ILCOR)
Reanimação Neonatal
Ao nascimento:
• 1 em cada 10 recém-nascidos (RN) necessita de
ajuda para iniciar a respiração efetiva;
• 1 em cada 100 precisa de intubação traqueal;
• 1-2 em cada 1.000 requer intubação
acompanhada de massagem cardíaca e/ou
medicações, desde que a ventilação seja
aplicada adequadamente.
• A necessidade de procedimentos de reanimação
é maior quanto menor a idade gestacional e/ou
peso ao nascer.
• O parto cesárea, entre 37 e 39 semanas de
gestação, mesmo sem fatores de risco
antenatais para asfixia perinatal, também eleva
a chance de que a ventilação ao nascer seja
necessária.
• Estima-se que, no país a cada ano, ao redor de
300.000 crianças necessitem de ajuda para
iniciar e manter a respiração ao nascer.
•Sociedade Brasileira de Pediatria 
recomenda a presença do pediatra 
em todo nascimento. 
•As equipes que atuam no 
atendimento em sala de parto devem 
ter treinamento para a execução dos 
procedimentos necessários. 
Reanimação Neonatal
• Todo material necessário para a reanimação
deve ser preparado, testado e estar disponível
em local de fácil acesso, antes do nascimento.
Importante:
• Conhecer a história materna.
• Preparação do material
• Equipe treinada
• Quando, na anamnese, identificam-se fatores de 
risco perinatais, podem ser necessários 2-3 
profissionais treinados e capacitados a reanimar 
o RN de maneira rápida e efetiva. Desse grupo 
de profissionais, pelo menos um médico apto a 
intubar e indicar massagem cardíaca e 
medicações precisa estar presente na sala de 
parto. 
Saturação de Oxigênio
1º min entre 60-65%
Até 5min 70 a 80%
5 a 10min 80 a 90%
> 10min 85 a 95%
Sequência do Procedimento
• Cuidados iniciais:
• Manutenção da temperatura (prover calor 36,5ºC e 37ºC), pré aquecer a
sala a 26ºC;
• Secar o Rn, limpar, desprezar campos úmidos e manter temperatura;
• Manutenção das vias aéreas pérvias;
• Posicionar a cabeça em leve extensão;
• Aspiração de vias aéreas se necessário, primeiro a boca depois a narina
(empregar o bulbo ou sonda nº 6, 8 ou 10), fazendo movimentos suaves;
• Avaliação da vitalidade;
• Ventilação concentração de O2;
• Circulação;
• Medicamentos.
Nasceu
Respirando 
ou 
chorando?
Tônus 
bom?
(vitalidade)
Ausência 
de 
mecônio?
Gestação a 
termo?
Se Sim
• Rn está com boa vitalidade não necessita de reanimação.
• Posiciona à nível da placenta por 1-3min.
• Clampeamento do cordão umbilical.
• Contato com a pele.
• Início da amamentação.
Reanimação Neonatal
• Se a circulação placentária não estiver intacta
(descolamento prematuro de placenta, placenta prévia ou
rotura ou prolapso ou nó verdadeiro de cordão) ou se o
RN ≥34 semanas.
Não inicia a 
Respiração
Tônus muscular 
em flexão
clampeamento 
imediato do cordão
Assistência ao RN com líquido 
amniótico meconial 
• Assim, no RN com líquido amniótico meconial que 
apresenta apneia, respiração irregular e/ou FC <100 
bpm, iniciar a VPP com máscara facial e ar ambiente 
nos primeiros 60 segundos de vida (“Minuto de Ouro”). Se 
após 30 segundos de ventilação efetiva, o neonato não 
melhora e há forte suspeita de obstrução de vias aéreas, 
pode-se indicar a retirada do mecônio residual da 
hipofaringe e da traqueia sob visualização direta.
• Dessa maneira, enfatiza-se a necessidade do início 
rápido da VPP em todo RN que não apresenta respiração 
regular ou está bradicárdico no 1º minuto depois do 
nascimento. 
Reanimação Neonatal
RN > 34 semanas
VPP em RN > 34 semanas
 Cuidados iniciais
 Apneia, respiração irregular VPP 21%.
 FC < 100bpm
 Se não melhorou VPP a 40% e na sequência se
não melhorou VPP sobe de 20 em 20 até 100%.
• Se RN não melhorou:
• VPP em ar ambiente por 30s
• FC < 100bpm ou respiração regular.
• Se não melhorou, corrigir técnica de VPP, oxímetro e VPP 
com O2 suplementar.
• Se não melhorou, intubação endotraqueal.
• Se FC < 60bpm Massagem cardíaca
Necessidades de Intubação na Reanimação Neonatal
• Necessidade de aspiração endotraqueal no RN não
vigoroso com líquido amniótico meconial;
• Ventilação com massagem cardíaca;
• OBS:
• Cada tentativa de intubar deve ser no máximo de 30s, em
caso de insucesso inicia VPP com balão e máscara,
realizando nova tentativa de intubação ao estabilizar o
RN.
Intubação Neonatal
Peso do RN + 6
(Nº da cânula)
Posicionamento do tubo T1-T3
OBS: Auscultar e observar intubação seletiva
Cálculo pela IG da profundidade da cânula 
IG Marca no lábio superior
23-24 semanas 5,5cm
25-26 semanas 6,0cm
27-29 semanas 6,5cm
30-32 semanas 7,0cm
33-34 semanas 7,5cm
34 semanas 7,5cm
35-37 semanas 8,0cm
38-40 semanas 8,5cm
41 semanas 9,0cm
Cânula Traqueal
IG ou peso Número da cânula
< 28s ou < 1000g 2,5mm
28s - 34s ou entre 1000 - 2000g 3,0mm
34s - 38s ou entre 2000 – 3000g 3,5mm
> 38s ou 3000g 3,5mm ou 4,0mm
Massagem cardíaca no RN
• Só inicia após 30s de VPP com O2 e FC < 60bpm.
• 3:1, por 45 a 60s antes de reavaliar a FC.
• Técnica de 2 polegadas mais eficiente, pois gera mais pico de
pressão sistólica, além de ser menor cansativa.
• Se FC > 60bpm,
• Interrompe massagem cardíaca e continua VPP.
• Se respiração espontânea e regular, suspende a massagem
cardíaca.
Técnica dois polegares sobrepostos
• Mais eficiente
• Maior pressão sistólica
• Melhor perfusão coronária
Massagem 
Cardíaca e 
Ventilação 
sincrônica 
relação 3:1.
Complicações da Massagem Cardíaca
• Fratura de costelas;
• Pneumotórax;
• Hemotórax;
• Laceração de fígado
Medicações contraindicadas em Sala de Parto
• Bicarbonato de sódio
• Naloxone;
• Atropina;
• Albumina;
• Vasopressores
Reanimação Neonatal
•A adrenalina está indicada quando a 
ventilação adequada e a massagem 
cardíaca efetiva não levaram à elevação da 
FC para valores > 60 bpm. A adrenalina 
aumenta a pressão de perfusão 
coronariana, principalmente por meio da 
vasoconstrição periférica. Recomenda-
se sua administração por via endovenosa. 
•Dose de 0,01-0,03 mg/kg. Doses elevadas 
(>0,1 mg/kg) não devem ser empregadas 
no período neonatal, pois levam à 
hipertensão arterial grave, diminuição 
da função miocárdica e piora do quadro 
neurológico.
• Não melhorou, inicia medicação.
• Dose única de adrenalina 0,05 – 0,10 ml/Kg via traqueal.
• Preferencialmente via endovenosa 0,01 – 0, 03ml/Kg.
• Pode repetir a adrenalina a cada 3 a 5 min (0,3ml/Kg).
• Os expansores de volumes como soro fisiológico podem
ser necessários se sinaisde choque hipovolêmicos:
palidez, má perfusão e pulsos débeis. Dose de 10ml/Kg
lentamente em 5 – 10 min.
Aspectos Éticos na Reanimação Neonatal
• Presença de assistolia aos 10 minutos de vida
(APGAR=0 aos 10 minutos depois do nascimento).
• Malformações congênitas letais ou potencialmente letais.
Nesses casos, é necessário ter a comprovação
diagnóstica antenatal e considerar a vontade dos pais e
os avanços terapêuticos existentes para decidir quanto à
conduta em sala de parto
Reanimação em < 34 semanas
Prematuros
• Dados de 2013 indicam que, no Brasil, nascem cerca 
de três milhões de crianças ao ano, das quais 
350.000 apresentam idade gestacional <37 
semanas, sendo 45.000 entre 22-31 semanas e 
40.000 com peso ao nascer <1.500g. Dentre os 
25.033 óbitos neonatais precoces associados à 
asfixia perinatal e sem malformações congênitas 
ocorridos no período do estudo, 7.082 eram de 
muito baixo peso ao nascer.
Características dos Prematuros
• Imaturidade global do ponto de vista anatômico e
fisiológico.
• Propensão à perda de calor por apresentarem pele fina,
pouco queratinizada, com tecido adiposo subcutâneo
escasso e peso relativamente baixo em relação à grande
superfície corporal, existindo ainda a perda de calor
central do sistema venoso a partir do seio cavernoso,
localizado logo abaixo da fontanela bregmática não
ossificada.
Clampeamento do cordão em Prematuros
• De 30-60s, se com boa vitalidade.
• O clampeamento de cordão em RNPT com boa vitalidade ao
nascer após 30 segundos resulta em menor:
• Frequência de hemorragia intracraniana
• Enterocolite necrosante
• Diminui a necessidade de transfusões sanguíneas, embora se
comprove a elevação da bilirrubinemia indireta, com indicação
de fototerapia.
VPP em RN < 34 semanas
 Cuidados iniciais
 Apneia, respiração irregular VPP 21%.
 FC < 100bpm
 Se não melhorou em 30s, oferecer VPP a 100%.
 A cada 10 RN que necessita de VPP com balão e máscara ao
nascer, 9 melhoram e não precisam de outros procedimentos e
reanimação.
 Se o RNPT tiver peso = ou < 1500g, colocá-lo na mesa e envolvê-lo
em saco plástico. O saco plástico só será retirado depois da
estabilização térmica na unidade neonatal.
 Colchão térmico químico apenas nos RNPT com peso estimado
<1000g.
• O RNPT em apneia e/ou respiração irregular e/ou 
bradicardia precisa de VPP, que deve ser iniciada 
nos primeiros 60 segundos de vida (Minuto de Ouro). 
• Se RN não melhorou:
• VPP em ar ambiente por 30s
• FC < 100bpm ou respiração regular.
• Se não melhorou, corrigir técnica de VPP, oxímetro e VPP 
com O2 suplementar.
• Se não melhorou, intubação endotraqueal.
• Se FC < 60bpm Massagem cardíaca
• Uma vez iniciada a ventilação com cânula
traqueal, após 30 segundos avalia-se
respiração, FC e SatO2. Há melhora se o RNPT
apresenta FC >100 bpm, movimentos
respiratórios espontâneos e regulares. Nesta
situação, a ventilação é suspensa e o RN
extubado, considerando-se o uso do CPAP.
• Se, após 30 segundos de VPP por meio da cânula traqueal, o
RNPT mantém FC < 100bpm ou não retoma a respiração
espontânea ou, ainda, a SatO2 permanece abaixo dos valores
desejáveis/não detectável. Verificar:
• Posição da cânula;
• Permeabilidade das vias aéreas;
• Pressão que está sendo aplicada no ventilador em T,
corrigindo o que for necessário;
• Após essa correção, pode-se aumentar a oferta de oxigênio até
60-100%.
• Se o RNPT mantém apneia ou respiração irregular, continuar a
ventilação por cânula traqueal.
• Se a FC está <60bpm, indicar a massagem cardíaca.
Transporte do RNPT para UTI
• Recomenda-se: 
• Manter a temperatura da incubadora entre 35-37ºC.
• O saco plástico que envolve o corpo do paciente e a dupla touca
(plástica e de algodão ou lã.
• Evitar o uso de bolsas ou luvas com água quente, pois pode causar
queimaduras.
• Posicionar a cabeça com coxim sob as espáduas, para deixar o pescoço
em leve extensão.
• Colocar um travesseiro com orifício central para o encaixe da região
occipital do RN.
• Manter sempre o decúbito dorsal, sem inclinação da bandeja da
incubadora e do colchão, e sem lateralização da cabeça do neonato.
• Evitar extubação acidental.

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