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Criatividade - Resumo

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Processo Civil - Resumo
CARACTERÍSTICAS DA JURISDIÇÃO:
CRIATIVIDADE
Como visto ant eriormente , o Estado age em s ubstitu ição à vontade das p artes.
Ao final do processo, será prof erida a sent ença (juiz singular) ou acórdão (órgão
colegiado), os quais cri am uma no rma individ ual para re gular o cas o concret o. A
tutela juris dicional vai a lém da decl aração do Direi to dada pe lo Juiz, cri ando o direit o
das partes d e acordo co m o caso co ncreto.
Essa criaçã o não ocor re apenas na aplicaç ão da lei ao caso c oncreto. O
magistrado deve ter um a postura ativa, apre endendo as especific idades de c ada cas o,
com o objet ivo de enco ntrar uma s olução ade quada aos p receitos le gais e tamb ém
constitucionais. Logo, é dever do m agistrado ap licar o conc eito de just iça mais
adequado à tu tela dos interes ses das parte s, de acordo co m as normas ap licáveis a o
caso concre to.
Via de regra, a sentença ou o acórdão, c onterá 3 tóp icos: o relat ório, a
fundamentação e o dispositivo, d e acordo c om o art . 489, I, II e III do CPC.
O relatório c onsiste na q ualificaçã o das partes , resu mo dos pedid os, a resp osta
do réu e as principais p eças const antes no processo. Após, o ju iz analisará os fat os,
dando sua i nterpretaç ão e valor ando o c onjunto norm ativo que será ap licado ao c aso.
Dessa atividad e, o juiz vai e xtrair os fundamentos qu e motivarão a s ua decis ão
(fundament ação), cham ados de ratio decidendi. Esse s fundament os servirão c omo
precedentes para julgament os futuros, edição de súm ulas e julgamento de causas
repetitivas.

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Por último, o juiz profere uma decisão q ue soluciona o conflit o, baseada n a
ratio decidendi. Essa dec isão é a no rma individ ualizada do caso concre to.
Com o advent o da EC 45/200 4, o STF vem criando n ormas abstra tas sobr e
determinados assuntos , por interm édio das s úmulas vincu lantes.
Salienta-se que, nem s empre have rá uma bas e legal pa ra todas as matéria s
deduzidas em juízo, d a qual o juiz possa retirar fundament os para emb asar s ua
decisão e criar a norma ind ividualiz ada necessária ao caso em questão. Um exem plo
são as quest ões que env olvem o dir eito de gre ve de func ionários púb licos. Ao deparar-
se com tal caso, o J udiciári o obriga-se a decidir o conflito utilizand o fundament os de
outras font es do dir eito, como a analog ia, os cos tumes ou p rincípios gerais,
evidencian do o caráte r criativo d a Jurisdiç ão. Ao agir desse m odo, fica cl aro que o
direito é c riado, e nã o apenas de clarado.
Com a chegada d o CPC de 2 015, ficou ev idente a função criad ora do direit o
pelos tribu nais. Os julgamentos em sede de recursos repetitivos, IAC e IRDR são
exemplos de precedent es que devem s er aplicados, obrigat oriamente.