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CLASSIFICAÇÃO DE RISCO: SISTEMA manchester Universidade de Marília 5º Ano – Grupo C 2018 HISTÓRIA I Guerra Mundial: médicos franceses que prestavam cuidados de emergência nos hospitais de campanha perto das frentes de batalha. 3 categorias: - Aqueles com probabilidade de viver, independentemente do tratamento recebido; - Aqueles com probabilidade de morrer, independentemente do tratamento recebido; - Aqueles para quem a atenção médica imediata poderá ter influência no prognóstico. A utilização dos sistemas de triagem nos serviços de urgência surgiu na década de 1960 em que a procura dos serviços era em número muito superior aos recursos disponíveis. O processo de triagem evoluiu, tornando-se uma forma eficaz de separar os doentes que requerem atenção imediata dos que podem aguardar Manchester triage group O Manchester Triage Group foi criado em novembro de 1994 com o objetivo de estabelecer consenso entre médicos e enfermeiros de emergência sobre padrões de triagem. PROTOCOLO DE MANCHESTER O grupo anteriormente citado criou o Protocolo de Manchester, um dos mais importantes em triagem, que recebeu este nome porque foi aplicado pela primeira vez em 1997 na cidade britânica de mesmo nome. Esta triagem foi rapidamente implementada em vários hospitais do Reino Unido e posteriormente em outros países. No Brasil, em 2002, a Portaria 2048 do Ministério da Saúde propoz a implantação nas unidades de atendimento de urgências o acolhimento e a “triagem classificatória de risco” e em 2010 o estado de Minas Gerais foi o primeiro a implantar o protocolo. COMO FUNCIONA? O método foi projetado para permitir que o operador de triagem atribua rapidamente uma prioridade clínica a cada paciente. O sistema seleciona os pacientes com prioridade mais alta primeiro e trabalha sem fazer nenhuma suposição sobre o diagnóstico; Ele é realizado em 5 etapas: 1. Identificação do problema 2. Coleta e análise das informações relacionadas à solução do problema 3. Avaliação de todas as alternativas e seleção de uma delas para implementação 4. Implementação da alternativa selecionada 5. Monitorização da implementação e avaliação dos resultados URGÊNCIA X EMERGÊNCIA Conselho Federal de Medicina – CFM, resolução 1451/95 define: EMERGÊNCIA: ¨Constatação médica de agravo à saúde que implique em risco iminente de vida, ou sofrimento intenso, exigindo, portanto, o tratamento médico imediato¨. URGÊNCIA: ¨Ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata¨. 1. IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA Situação de Múltiplas Vítimas – Atenção Primária Situação de Múltiplas Vítimas – Atenção Secundária 2. Coleta e análise das informações relacionadas à solução do problema Uma vez identificado o fluxograma, é possível procurar os discriminadores em cada nível do fluxograma, que facilita a avaliação rápida a partir de perguntas estruturadas. Discriminadores que são fatores que fazem a seleção dos pacientes, de modo a permitir a sua inclusão em uma das cinco prioridades clínicas. Estes podem ser gerais ou específicos. Os gerais se aplicam a todos os pacientes e os específicos nos remetem aos casos individuais ou a pequenos grupos de apresentações Ex: Dor aguda é um discriminador geral, dor pré-cordial e dor pleurítica são discriminadores específicos. Discriminadores gerais Risco de Morte Dor Hemorragia Consciência Temperatura Agravamento Risco de morte Reconhece que qualquer perda ou ameaça das funções vitais (vias aéreas, respiração e circulação) coloca o paciente no primeiro grupo de prioridades. Comprometimento de vias aéreas, estridor, salivação. Respiração inadequada ou ausente Pulso ausente ou choque VERMELHO DOR LEVE MODERADA INTENSA AMARELO VERDE VERMELHO hemorragia Exsanguinante Grande hemorragia incontrolável Pequena hemorragia incontrolável AMARELO VERDE VERMELHO Nível de consciência Nível consciente é considerado separadamente em adultos e crianças. Em adultos, apenas os pacientes em estado de mal epilético são sempre categorizados como VERMELHO, enquanto todas as crianças que não respondem são colocadas nessa prioridade clínica. Pacientes adultos com nível de consciência alterado (que respondem à voz ou à dor ou que não respondem) são categorizados como LARANJA, assim como crianças que respondem apenas à voz ou à dor. Todos os pacientes com histórico de inconsciência devem ser alocados para a categoria AMARELA. temperatura Adulto muito quente e criança quente Adulto quente Adulto ou criança frios AMARELO VERDE VERMELHO Muito quente: > 41ºC Quente: > 37.8 ºC Frio: < 37.5 ºC agravamento Avalia o tempo de instalação do problema, classificando-o em: Abrupto: >12 horas Agudo: 12-24 horas Recente: Últimos 7 dias → SIM NÃO VERDE AZUL 3.Avaliação de todas as alternativas e seleção de uma delas para implementação: Os enfermeiros obtêm uma grande quantidade de dados sobre os pacientes que observam. Estes são integrados aos fluxogramas, aos quais fornecem o quadro organizacional para a ordenação do processo do raciocínio durante a triagem. Ou seja, os fluxogramas integram o processo de tomada de decisão no quadro clínico. 4. Implementação da alternativa selecionada: Os profissionais da triagem aplicam uma das cinco categorias existentes com nome, cor e definição específicos que melhor se adapta à urgência da condição apresentada pelo paciente. 5. Monitorização da implementação e avaliação dos resultados O resultado é determinado à medida que é identificado em como e quando chegou-se àquela categoria. Isso facilita a reavaliação e posterior confirmação ou alteração da categoria. Portanto, a triagem é dinâmica e deve responder tanto às necessidades dos pacientes como às do serviço. Obrigada! REFERÊNCIAS Emergency triage / Manchester Triage Group ; edited by Kevin Mackway-Jones, Janet Marsden, Jill Windle.– 2nd ed. Grupo Brasileiro de Classificação de Risco. Sistema Manchester de Classificação de Risco: comparado modelos; Abril,2014 Anziliero, F; Emprego do Sistema de Triagem de Manchester na estratificação de risco: revisão de literatura. Porto Alegre, 2011 The Canadian Emergency Department Triage & Acuity Scale (CTAS), Projeto de Acolhimento com Classificação de Risco da Política Nacional de Humanização/ MS, Protocolo de Classificação de Classificação de Risco do Hospital Odilon Beherens, Belo Horizonte/ MG, Protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco de Fortaleza/ CE.