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� EMBED PBrush ��� DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da Vara Cível do forum regional da leopoldina - rj PRIORIDADE IDOSO ADAIL LUCIO PERERA DE SIQUEIRA, brasileira, viúva, aposentada, portadora da carteira de identidade nº 02288221-1, inscrita no CPF sob o nº 202585937-68, residente e domiciliada à Rua Professor Plinio Bastos, n°245 AP201, Olaria, Rio de Janeiro/RJ, CEP: 21021-350, Telefones: 2561-0654/9-8588-3145, vêm através da Defensoria Pública, com fincas no art. 1.238 do Código Civil e art. 941 e seguintes do Código de Processo Civil, propor a presente AÇÃO DE USUCAPIÃO do imóvel localizado na Rua Professor Plinio Bastos, n°245 AP201, Olaria, Rio de Janeiro/RJ, para o qual, segundo informação do Cartório do Registro de Imóveis competente, consta registro em nome de MANUEL JOAQUIM FERREIRA DA SILVA E SERAFIM FERREIRA DA SILVA, residente em local incerto e não sabido, pelos seguintes fatos e fundamentos que passa a expor: Inicialmente, afirma, sob as penas da Lei e de acordo com o parágrafo 1º do art. 4º da Lei n. 1.060/50, ser pessoa juridicamente necessitada, não podendo arcar com o pagamento de custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo do próprio sustento e\ou de sua família, razão pela qual faz jus à GRATUIDADE DE JUSTIÇA, o que ora requer, indicando para a defesa de seus interesses o Defensor Público em atuação junto a este Juízo. DOS FATOS A autora é possuidor, há cerca de 46 (quarenta e seis) anos, com animus domini, sem qualquer oposição ou interrupção, do imóvel situado Rua Professor Plinio Bastos, n°245 AP201, Olaria, Rio de Janeiro/RJ, medindo a área total do terreno 258,40m² e a área da unidade usucapienda mede 84.60m². A posse do imóvel vem sendo exercida pela autora há mais de 20 anos, mansa e pacificamente, sem qualquer oposição. Vale esclarecer que a autora adquiriu a posse do imóvel através de compra, venda e cessão. A autora sempre utilizou o imóvel em proveito próprio e de sua família, com “animus domini”, tendo efetuado diversas benfeitorias necessárias, úteis e voluptuárias durante estes anos de posse ininterrupta. Desta forma, faz jus a autora ao reconhecimento da propriedade sobre o imóvel, por usucapião, eis que já completou o lapso temporal exigido para a aquisição, sem oposição, nem interrupção. Por derradeiro, ressalte-se que são confrontantes DE DIREITO do imóvel usucapiendo: Confrontantes EXTERNOS: DO LADO DIREITO: Rua Professor Plinio Bastos, n°241 Proprietário: DO LADO ESQUERDO: Rua Carlina Proprietário: FUNDOS: Rua Carlina, n°190 Proprietário: José Mamouros da Silva e Manuel da Silva Alexandre Confrontantes INTERNOS: Rua Professor Plinio Bastos, n°245 AP202 . Proprietário: José Alves dos Santos e Lucilia Nunes dos Santos . Os Confrontantes DE FATO são os adiante relacionados: Confrontantes EXTERNOS: DO LADO DIREITO: Rua Professor Plinio Bastos, n°241 Proprietário: Nelson Cugula DO LADO ESQUERDO: Rua Carlina Proprietário: FUNDOS: Rua Carlina, n°190 Proprietário: Maria Emília Rodrigues Confrontantes INTERNOS: Rua Professor Plinio Bastos, n°245 AP202 . Proprietário: José Alves dos Santos e Lucilia Nunes dos Santos . DO DIREITO Consoante o disposto no artigo 1.238 do Código Civil, e conforme têm firmado a doutrina e a jurisprudência, para que se declare por sentença a aquisição do domínio, basta que se prove a posse mansa e pacífica exercida com ânimo de dono por mais de quinze anos. Tal prazo reduz-se a dez anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel sua moradia habitual ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo. Todos estes requisitos são apresentados pelos Autores, o que poderá ser comprovado através dos depoimentos das testemunhas arroladas em anexo. Existentes, assim, os requisitos que estruturam a usucapião, está o requerente em condições de ser legitimamente titulado proprietário do imóvel anteriormente descrito. Cabe mencionar a lição do ilustre mestre Clóvis Beviláqua a respeito do tema: “O que domina é o fato da posse contínua e incontestada, unida à intenção de ter o imóvel como próprio. Os requisitos do justo título e da boa-fé são dispensados. Nem o possuidor necessita deles, nem terceiros poderão intervir para provar-lhes a carência”. (Direito Civil, 3 volume, pág. 82). No dizer de Washington de Barros Monteiro (citado em TJSP - Ac. unân. da 6a. Câmara Cível julg. em 15/10/92. Ap. 175.941-1/0 - Araçatuba - Rel. Des. Munhoz Soares): “O usucapião extraordinário repousa em duas situações bem definidas: a atividade singular do possuidor e a passividade geral de terceiros diante daquela atuação individual. Se essas duas atividades perduram contínua e pacificamente por vinte anos ininterruptos, consuma-se o usucapião. Qualquer oposição subsequente se mostrará inoperante, porque esbarrará ante o fato consumado.” O que interessa, portanto, “é existir no possuidor o propósito de exercer a posse com exclusão do eventual titular do domínio, cuja existência pode ser amplamente reconhecida.” (STJ - 4a. T - RE n 24.238-5-GO - reg. n 92.0016738-1 - Rel. Min. Ruy Rosado de Aguiar - julg. 17/05/94 - publ. na RSTJ 62/228 - unân.) Deste modo, a fim de suprir a falta de título hábil em que possa assentar seu domínio, o demandante, com fundamento nos dispositivos legais invocados, vem propor a presente Ação de Usucapião, obtendo, assim, o reconhecimento de seu direito e mantendo devidamente legalizado o imóvel, que, de fato, já lhe pertence. DO PEDIDO Ante o exposto, requer a Vossa Excelência o seguinte: a) a concessão da gratuidade de justiça; b) a citação dos réus para, querendo, no prazo legal, contestarem o presente pedido, sob pena de revelia; c) a citação dos confrontantes, nos endereços indicados acima, para, se quiserem, contestar o pedido; d) a citação por edital dos eventuais terceiros interessados na presente ação, bem como dos entes fazendários Municipal, Estadual e Federal; e) a intimação do Ministério Público de todos os atos e termos da presente demanda; f) ao final, requer seja julgada procedente a presente demanda, reconhecendo a usucapião do imóvel localizado na Rua Professor Plinio Bastos, n° 245 Ap201, Olaria, Rio de Janeiro/RJ, em favor dos Autores, com a correspondente transcrição da sentença no Registro de Imóveis, para que produza os devidos efeitos, nos termos do art. 945, do CPC, condenando o réu nas custas processuais e honorários advocatícios de 20% sobre o valor da causa, em favor do CEJUR-DPGE, na forma da lei. Protesta, desde logo, pela produção de todos os meios de prova que se fizerem necessários, especialmente, documental, testemunhal, depoimento pessoal do réu, sob pena de confissão. Dá-se à causa o valor de R$ 60.000,00. Pede deferimento. Rio de Janeiro, 11 de Fevereiro de 2014. Autor: _________________________________________________ Página �PAGE \* MERGEFORMAT�1� _1453626997/v½