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Conhecendo os capacitores: 
Capacitor, antigamente chamado condensador, é um componente que armazena energia 
num campo elétrico, acumulando um desequilíbrio interno de carga elétrica. (definição 
segundo a wikipédia) 
 Não pretendo falar sobre exatamente o que um capacitor, como ele funciona e sua física 
envolvida. Esta pagina tem o caráter didático de exemplificar alguns dos tipos de capacitores 
encontrados e como você lida com a leitura de seus valores. Visto que em alguns tipos de 
capacitores, existe uma BAITA confusão, até mesmo entre os mais experientes. E já deixo de 
aviso, caso eu mesmo cometa algum erro, não se acanhe em me corrigir. 
 Esta pagina é um apanhando de várias pesquisas feitas no próprio Google, e meus 
conhecimentos sobre capacitores. Pode conter algum erro, se encontrar não se acanhe em me 
corrigir. 
 
 
Diversos tipos de capacitores que tenho no meu.... ahm... estoque. 
 Sobre a unidade Farad. 
 Capacitores tem o seu valor especificado em Farads que é a unidade básica, mas por 
conveniência e facilidade na representação numérica é mais comum se utilizar de 
submúltiplos dessa unidade básica. 
 Em eletrônica os submúltiplos mais usados são: 
 
 A conversão entre um submúltiplo e outro é muito simples. 
 Imaginemos um capacitor de 100000pF. concorda que é um numero muito grande para 
gravar no corpo de um capacitor? A solução é puxar a "virgula" três casas para a esquerda e 
subir um submúltiplo (Obs.: dividir um valor por 1000 tem o efeito de puxar a virgula em 3 
casas a esquerda). Assim sendo este mesmo capacitor pode ser grafado como 100nF. Mas em 
alguns caso, com este valor pode acontecer uma simplificação maior ainda. Então basta 
deslocar a "virgula" mais 3 casas a esquerda e subir mais uma unidade. Assim sendo o mesmo 
capacitor de 100000pf também pode ser representado como 0,1µF 
 De uma forma bem sucinta a tabela abaixo exemplifica melhor: 
 
 Bom, vamos falar dos capacitores em si, vamos começar pelos tipos mais comuns e 
conhecidos. Sempre irei fazer um recorte da foto acima, e ao lado o texto correspondente. 
Começando... 
 
 Capacitor Cerâmico. 
 Certamente o tipo mais comum e conhecido deles. O 
capacitor cerâmico de disco ou mais simplesmente 
chamado de capacitor cerâmico, consiste basicamente 
em um disco de cerâmica, com uma fina camada 
metálica em cada uma de suas faces, geralmente esta 
camada metálica é uma deposição de prata. 
 A maior confusão neste tipo de capacitor fica por 
conta da leitura de seu valor quando abaixo de 1nF. 
Existem dois "padrões" que causam muita confusão e 
certamente é o motivo de muitos circuitos de RF 
acabarem não funcionando na mão dos menos 
experientes. 
 O sistema que tenho visto com mais freqüência é o apresentado na figura abaixo, onde os 
dois primeiros números são os dígitos do valor e o terceiro é o fator de multiplicação. 
 O digito de multiplicação, quer dizer a quantidade de zeros que você deverá colocar a 
direita dos dois primeiros números. Lembre-se que a menor unidade de medida dos 
capacitores é o pF (pico farads) então todos os capacitores partem da premissa do valor 
marcado em pF. 
 Assim sendo, o exemplo da figura abaixo, marcado como 103, você deverá ler como: 
 10 + 000 = 10000pF ou simplificando e cortando três zeros, 10nF 
 
 A letra apos o numero significa a tolerância do capacitor, conforme a tabela ao lado. 
 Os cerâmicos são encontrados desde valores extremamente baixos como 0,5pF até por volta 
de 470nF. A tensão de isolação nos capacitores modernos (que você vai encontrar a venda no 
balcão) é geralmente de 25 ou 50V. Capacitores de tensão maior atualmente vem com a 
tensão estampada no corpo, geralmente você vai encontrar cerâmicos para 1Kv. Os 
reaproveitados de sucata, se estas forem de velhos equipamentos valvulados, costuma ser de 
100V até 500V. Fica um pouco complicado determinar a tensão máxima nestes casos, mas o 
tamanho do corpo do capacitor geralmente é uma boa pista. Cerâmicos com isolação maior 
tendem a ser de maior diâmetro e mais espessos. 
 Porem é preciso tomar muito cuidado com a marcação de capacitores abaixo de 100pF, pois 
ai os dois sistema podem se misturar e se você não conhecer bem o assunto ou não tiver um 
capacimetro, certamente pode se dar mal. 
 Um capacitor de 120pF, como do exemplo acima (o capacitor do meio) pode vir marcado 
como 121K que quer dizer 12 + um 0 = 120 ou também pode vir simplesmente marcado 120K. 
Note que não será 12 + nenhum zero e sim 120pF a 10% de tolerância. Pode parecer meio 
estranho mas é assim mesmo. Olhe o exemplo abaixo, de capacitores reais. Todos são de 
180pF mas cada um marca de um jeito. 
 
180J N750 - 181J NP0 - 180M Y5T - 181K 
 Até parece sopa de letrinhas né? Bom, continuando... Nos capacitores atuais, quando você 
encontrar uma "pinta preta" no topo do capacitor isso quer dizer que ele é NP0 (NP Zero e não 
NP Ó - Coeficiente de temperatura nulo ou compensado), isso quer dizer sobre o seu 
coeficiente de temperatura. O coeficiente de temperatura também pode vir codificado no 
sistema EIA conforme a tabela abaixo (como o caso dos capacitores da foto acima). 
Classe 2: 
 
Classe 1: 
 
 Além do sistema de marcação encontrado acima, existe um outro que já foi abandonado a 
muito tempo, mas por sorte ainda é possível encontrar capacitores marcados desta forma em 
equipamentos bem antigos. São os capacitores marcados por três listras coloridas como na 
foto abaixo: 
 
 Neste capacitores, o sentido de leitura é de " baixo para cima", ou seja você tem que girar o 
capacitor de forma que seus terminais fiquem para cima. Dai a leitura processa-se como nos 
resistores. Tomemos o exemplo abaixo: 
 
 A cores são: Marrom, Verde, Vermelho. Substituindo: 
 Marrom = 1 
 Verde = 5 
 Vermelho = x100 
 Valor: 1500pF = 1,5nF 
 Como exercício, faça a leitura dos valores dos outros capacitores. Ah, em alguns deles 
parece haver apenas duas faixas, mas não é verdade, a cor que não aparece direito é o 
marrom, pois devido a cor do corpo do capacitor, da idade deles, a cor já esta meio 
desbotada e confunde-se com a cor da cerâmica. 
 O pequeno capacito quadrado de 12pF que esta na foto primeira foto dos capacitores 
cerâmicos, é um capacitor tipoPlate. Abaixo temos uma foto de vários capacitores plate: 
 
 Plate é um tipo de capacitor cerâmico cujas principais vantagens e características são: 
Tamanho ultra reduzido, grande estabilidade no valor da capacitância, baixo custo e uma 
estreita faixa de tolerância (+/-2% nos capacitores NP0, ou TC,Temperatura Compensada). É 
um capacitor bastante usado em circuitos de VHF e UHF pelo seu tamanho reduzido e 
estabilidade. Na tabela abaixo temos os principais tipos de capacitor plate. Neste link você 
pode baixar o datasheet original de 1974 dos capacitores plate fabricados pela Ibrape, 
gentilmente cedido pelo Roland, PY4ZBZ. 
 A cor do corpo do capacitor e a faixa colorida que esta no topo, determina qual o tipo de 
capacitor e suas características, conforme a tabela 
 
 Embora a tabela acima fale a partir de 1,8pF, você encontrará capacitores Plate de 0,56pF 
até 22nF. Os valores entre 0,56pF e 820pF são marcados com o valor e a letra "p" minúscula. 
Valores de 1nF a 22nF vem marcados com o valor e a letra "n" minúscula. Mas também podem 
vir marcados com a letra "n" minúscula, na foto acima temos alguns exemplares com esta 
marcação. 
 Infelizmente este tipo de capacitor me parece que já não é mais fabricado, sendo possível 
encontrá-lo em estoques antigos ou em sucatas. Se os encontrar, guarde-os com muito 
carinho! 
 Por fim falta falar dos "esquisitos" que estão a na 
foto ai a direita. Trata-se de um capacitor cerâmico 
"Pin-Up" de fabricação da Ibrape (antiga divisãode 
componente da philips), que eram muito utilizados 
em equipamentos philips. É um capacitor cerâmico 
tubular, que era muito utilizado para 
desacoplamento. 
 Você pode pegar o datasheet (colorido!) de 1971 
destes capacitores da ibrape aqui, gentilmente 
cedido pelo Roland, PY4ZBZ. Obviamente este tipo 
de capacitor não é mais fabricado, mas ainda é 
possível encontrá-lo em sucatas. 
 No datasheet há referencias a algumas 
abreviações, as quais "traduzo" abaixo: 
 - TC = Temperatura Compensada 
 - GP = Uso Geral (General Purpouse) 
 - GMV = Valor mínimo garantido (Granted Minimum Value) 
 A leitura de seu valor segue o código de cores e o mesmo sistema utilizado nos resistores. 
Tem a tabela de cores no datasheet acima ou mais pra baixo na sessão dedicada aos 
capacitores de poliéster, apenas ignore no caso desta tabela as listras 4 e 5, pois os 
capacitores Pin-Up tem apenas 3 ou 4 listras e o significado da 4 listra é diferente, devendo 
ser consultado no datasheet mencionado acima. 
 Também não é mais fabricado, e deve ser impossível encontrar mesmo em estoques 
antigos. O mais provável é encontrar em sucatas de TV valvulada philips ou outras sucatas de 
valvulados. 
 Um parente próximo do capacitor pin-up é o cerâmico tubular: 
 
 O uso mais comum deste tipo de capacitor, era em circuitos sintonizados ou para 
desacoplamento. O valor é impresso diretamente no corpo do capacitor. Quando na lateral 
deste houver uma marca preta, quer dizer que são do tipo NP0 e se for roxa, é do tipo N750. 
Se não houver marca colorida nas pontas, será do tipo "GP", "S" ou "GMV". Para maiores 
detalhes consulte o datasheet disponibilizado aqui (é o mesmo dos capacitores do tipo "pin-
up"). 
 Um lugar que ainda pode-se ver esse tipo de capacitor tubular, são em bobinas de FI de 
rádios transistores, na parte debaixo da forma da bobina, sempre tem um pequeno capacitor 
tubular. 
 
 Capacitor 
Eletrolíticos. 
 Este também é 
certamente o segundo tipo 
mais conhecido, 
juntamente com os 
cerâmicos. Os capacitores 
eletrolíticos não tem muito 
segredo quanto a sua 
leitura, pois é bem 
padronizado e o código não 
tem variações, como no 
caso dos cerâmicos. 
 Tanto o valor, como 
tensão e faixa temperatura 
de trabalho já estão 
estampadas no corpo do 
próprio capacitor. 
 O valor vem anotado em micro-farads (µF) a tensão em volts (V) e a temperatura em graus 
Celsius (ºC). Quando polarizados, o terminal maior é o positivo e existe uma marcação no 
corpo do capacitor. Só preste bastante atenção que tem fabricantes que costumam marcar o 
negativo e outros o positivo. Assim sendo preste muita atenção. 
 Apenas a temperatura merece uma explicação um pouco mais detalhada. Os capacitores de 
85ºC são utilizados na maioria dos circuitos "convencionais" que trabalham com DC e sinais de 
áudio. 
 Os de 105ºC são utilizados em circuitos de fonte chaveada e onde é necessário uma 
temperatura de trabalho maior. 
 Você pode colocar sem problemas um capacitor de 105ºC no lugar de um de 85ºC mas nunca 
o contrário. Um problema que afeta muito os capacitores eletrolíticos é a variação de sua ESR 
(resistência interna). Alguma coisa já foi explicadaneste texto. Capacitores que tem usa ESR 
elevada causam mal funcionamento em fontes chaveadas, e é bastante comuns encontrá-los 
com vazamento do eletrólito ou estufados. 
 A tensão de trabalho merece uma atenção. Você sempre pode usar um capacitor de tensão 
de trabalho maior do que o indicado, mas obviamente nunca o contrario. Os únicos dois 
problemas nessa substituição fica por conta do tamanho (já que capacitores de tensão de 
isolação maior costumam ser maiores) e o preço. 
 Eletrolíticos são encontrados a partir de 0,1µF a até capacitores gigantes de 500.000µF ou 
até maiores mas mais raros. Alem disso existem dois tipos de eletrolíticos: Polarizados e 
Bipolares (despolarizados). Os modelos bipolares são utilizados com muita freqüência em 
divisores para caixas de som. 
 A marcação do terminal positivo e negativo requer um pouco de atenção, pois alguns 
fabricantes marcam no corpo do capacitor o pólo negativo (mais comum) e alguns o pólo 
positivo. Mas nos capacitores Radiais, existe uma regra prática, o terminal mais comprido 
sempre é o positivo. 
 Por ultimo eles também podem ser classificados como Axiais e Radiais. Na foto acima o 
capacitor laranja é Axial e os outros dois Radiais. 
 
 Capacitor de Filme de 
Poliéster e Poliéster 
Metalizado. 
 Os capacitores de poliéster, 
obviamente são feitos de uma 
fina lamina de poliéster e 
aplicado uma fina lamina de 
alumínio em uma de suas face. 
Um sanduíche é feito empilhando 
varias camadas de poliéster a 
alumínio, de modo a construir o 
capacitor. Dessa forma o 
capacitor fica bastante 
compacto. Um exemplo desse 
tipo é o capacitor prateado que 
esta ao lado do capacitor azul. 
 O capacitor de poliéster metalizado tem uma peculiaridade bastante curiosa, que é sua 
"auto regeneração" no caso de centelhamento entre as camadas, por pulsos de tensão acima 
do especificado. No caso de haver uma centelha o material metálico depositado sobre a folha 
de poliéster evapora (por ser uma camada muito fina), removendo a possibilidade de curto-
circuito. 
 Alternativamente pode ser utilizada uma folha de poliéster sem metalização e enrolado 
juntamente com uma folha de metal, um "tubo" ou rolo. Dessa forma se consegue uma tensão 
de isolação muito maior, porem o capacitor fica grande. É o exemplo do capacitor marrom e 
do grande capacitor amarelo. 
 A espessura da folha e a quantidade enrolada determina sua capacitância. 
 Os capacitores de poliéster podem utilizar dois métodos para marcar seu valor e tensão de 
isolação. O meio mais comum e atual consiste em imprimir diretamente no corpo do capacitor 
o valor, tolerância e a tensão de isolação. 
 Quando houver a marcação da tolerância, este usará o mesmo método dos capacitores 
cerâmicos, porem com uma menor quantidade de valores, conforme a tabela abaixo. 
 
 Modelos mais antigos, geralmente fabricados pela Ibrape usam o sistema de código de 
cores. Estes eram conhecidos como "zebrinha" devido a suas listras coloridas. Este sistema usa 
5 faixas coloridas que indicam o valor, tolerância em % e a tensão de máxima de 
trabalho. Veja aqui o datasheet original colorido desses capacitores, editado em 1971, 
gentilmente cedido pelo Roland, PY4ZBZ. 
 A leitura é feita de cima para baixo e segue o mesmo sistema utilizado nos resistores, onde 
as duas primeiras listras indicam os dois primeiros dígitos do valor, a terceira indica o numero 
de zeros, a quarta a tolerância e por fim a quinta listra indica a tensão de isolação. 
 
Tabela para capacitores Ibrape "zebrinha" 
 Os capacitores de poliéster estão disponíveis com valores desde 1nF ate 4,7µF . Outra 
observação 
importante é que 
o capacitor de 
poliéster não tem 
polaridade. 
 
 Capacitor Supr
essor de Ruído 
(Classe Y ou X) 
 Este tipo de 
capacitor é 
empregado para 
supressão de ruído 
oriundo da rede 
elétrica. São 
capacitores 
construídos de 
forma a agüentar 
grandes 
transientes de 
tensão, pulsos 
rápidos (advindos 
de chaveamento 
de bobinas, 
motores de escova 
ou até mesmo 
raios induzidos das 
redes elétricas). 
 Ele dever ser capaz de agüentar e absorver esses pulsos por anos a fio, e também de "auto-
regenerar". Quando uma centelha ocorre entre as duas placas, por serem construídas de um 
filme plástico com uma fina camada metalizada, um pequeníssimo furo é aberto no plástico e 
o material metálico evapora, não deixando o capacitor entrar em curto. Como estes em geral 
estão conectados diretamente a rede elétrica, eles tem que ser bastante robustos para não 
entrar em curto facilmente. 
 Inclusive, podeobservar que estes capacitores são bem maiores que seus "parentes" se 
comparados com o mesmo valor e tensão. 
 O capacitor do tipo "Y" é cerâmico e é utilizado para desacoplar a rede elétrica para o 
chassi do equipamento ou aterramento. Com pode observar pela foto ao lado em geral eles 
são da cor azul e junto com o valor vem impresso toda sorte de logotipo ou código de 
certificação. 
 Já o capacitor do tipo "X" é construído tal como os de filme de poliéster e é utilizado em 
paralelo com a linha de alimentação. E também em seu corpo há um grande quantidade de 
logotipos e código de certificação. É possível encontrar capacitores deste tipo sem os 
logotipos de certificação, mas é necessário ficar esperto, pois alguns fabricantes, para cortar 
custos costuma usar capacitores cerâmicos e de poliéster comuns nessa aplicação. 
 Você vai encontrar este tipo quase sempre na entrada da rede elétrica de equipamentos 
que usem fonte chaveada. 
 Snubber 
 Aqui apenas uma notinha. Você pode topar com algo deste tipo por ai: Um capacitor e um 
resistor em série, encerrado dentro de um 
bloco de resina. Isso é um snubber, um filtro 
RC utilizado para minimizar o faíscamento de 
contatos de relés, escovas de motores e ruído 
de chaveamento causado por SCR e Triacs. 
 O capacitor utilizado neste tipo de bloco, em 
geral é do tipo X2, e o resistor é do tipo de 
composição de carbono (não indutivo). 
 É um tipo meio raro de se ver, visto que devido ao custo, costuma-se utilizar um capacitor 
supressor e um resistor, tudo montado na própria placa. Apenas como curiosidade, este ai da 
foto, eu retirei de uma sucata de placa de uso industrial, esse bloco foi fabricado na Suécia! 
Observe o resistor de 22R não indutivo encerrado dentro do bloco de resina. 
 
 Capacitor de Poliestireno 
ou "Styroflex" 
 Este capacitor usa como 
dielétrico o material Poliestireno. 
As placas metálicas geralmente são 
feitas de alumínio ou em alguns 
casos de cobre, que é depositado 
sobre a folha de poliestireno, tal 
como nos capacitores de poliéster 
metalizado formando uma finíssima 
camada. 
 São utilizados principalmente em 
circuitos onde são exigidas baixas 
perdas. Além disso, possuem 
coeficiente de temperatura negativo e constante, sendo adequados para circuitos ressonantes 
utilizando bobinas com núcleo de ferro. Nesses circuitos, devido aos núcleos de ferrite terem 
coeficiente de temperatura positivo, consegue-se uma grande estabilidade da freqüência de 
ressonância com a temperatura. 
 São empregados também no acoplamento entre estágios de alta freqüência e filtros RC, 
capacitor de amostragem para conversores ADC e circuitos osciladores. 
 Proporciona ótima estabilidade em VFO para HF. 
 É necessário tomar alguns cuidados ao utilizar e manusear estes capacitores, pois os 
terminais geralmente são frágeis e partem com muita facilidade, rente ao corpo do capacitor. 
E também são sensíveis ao calor, por não terem nenhuma proteção mais resistem ao lado de 
fora de seu corpo, tome cuidado para não tocar o ferro de solda em seu corpo ou colocá-lo 
perto de fontes intensas de calor, como resistores de fio. 
 O valor é expresso em pF (pico-farads), no exemplo ai ao lado o capacitor maior esta 
marcado 10000K, ou seja é um capacitor de 10000pF ou 10nF, A letra K indica que ele tem 
tolerância de ±10%. Outra letras podem ser usadas, a tabela abaixo tem a equivalência de 
cada letra. 
 
 Observe também que alguns dos capacitores da foto acima, apresentam um anel vermelho 
ou preto em um dos lados do capacitor. Isso não indica que ele é polarizado mas sim o lado 
preferencial para colocar do lado GND (preto ou sem cor) ou ao +Vcc ou ainda lado com 
potencial maior. São capacitores de difícil obtenção hoje em dia, mas bastante comuns em 
sucatas de equipamentos da década de 70 e 80, principalmente de TV a válvula. 
 
 Capacitor de Mica. 
 Este é o que eu considero o "must" dos 
capacitores. 
 Como o próprio nome já diz, o 
material dielétrico é a mica, e as placas 
do capacitor geralmente são feita por 
deposição de prata sobre uma folha de 
mica. Suas características notáveis são a 
perda muito baixa e alta estabilidade 
com a temperatura e resistência ao 
tempo. 
 
 É muito utilizado em circuitos de 
potencia de RF, osciladores, circuitos 
ressonantes (como bobinas de FI 
antigas) 
 
 Os modelos antigos de capacitor de 
mica são iguais ou muito similares ao 
capacitor retangular da foto, com três 
pintas coloridas. 
 
 Estas pintas coloridas é que indicam o 
valor do capacitor. Existem também 
modelos que são marcados com seis 
pintas, as quais alem do valor indicam a 
tensão de trabalho, tolerância e outros 
dados que dependem do fabricante. O 
sentido de leitura é indicado pela seta. 
 Mas o dado que geralmente importa são os das pintas marcadas com A, B e C, pois estas 
indicam o valor do capacitor. 
 
 Os capacitores de mica atuais se apresentam de dois tipos, os com terminais, como o 
capacitor marrom que esta na parte inferior da foto ou para soldagem diretamente sobre a 
placa, como o capacitor metálico da foto. Este capacitor metálico é chamado também de 
capacitor de mica blindado, e é muito utilizado em P.A. de RF para VHF e UHF. 
 Por não possuir terminais e ser soldado diretamente sobre as trilhas da placa, isso minimiza 
as indutâncias parasitas que terminais introduziriam no circuito. E isso também ajuda 
bastante na dissipação de calor quando trabalhando com potencias elevadas. 
 
 Por fim falta falar do ultimo tipo de capacitor de mica, o grandalhão marrom da foto. Este 
é conhecido como "capacitor castanha" e é empregado em circuitos de RF de alta potencia 
e/ou alta tensão. É um capacitor dimensionado para agüentar altas correntes de RF o que não 
é possível com os capacitores comum. Geralmente os capacitores castanha são feitos sob 
encomenda e inclusive alguns deles são feitos e testados especificamente em uma freqüência 
determinada. 
 
 No Brasil capacitores de mica são fabricados pela ICL capacitores, na cidade de Pouso 
Alegre - MG. 
 
 
 Capacitor Variável, Ajustável e Trimmer 
 
Capacitores 
variáveis são 
geralmente 
utilizados em 
circuitos 
sintonizados, 
como a 
sintonia de 
um radio por 
exemplo. Os 
modelos 
antigos ou de 
alta potencia 
ou tensões 
elevadas 
usam 
dielétrico de 
ar, placas de 
alumínio ou latão grossas e carcaça de ferro, alumínio ou latão. Os modelos atuais e 
compactos utilizados principalmente em radinhos de pilha, usar carcaça plástica e isolação de 
teflon ou plástico entre as placas. Obviamente não são adequados a trabalhar com altas 
potências ou tensões elevadas. 
 Já o trimmer é utilizado onde se necessita apenas ajuste internos e que depois de ajustados 
não necessitem de alterações. São bastante compactos e podem usar isolação de plástico, ar, 
mica ou cerâmica. Na foto ao lado, o modelo miniatura e o branco com um "botão" redondo 
usam isolação de cerâmica. 
 O modelo retangular, o clássico "trimmer cerâmico" de 3 - 30pF e o padder, usam isolação 
de mica. São bons para circuitos que trabalhe com tensão elevada. O padder é um tipo de 
capacitor ajustável, seu valor geralmente é bem mais alto que o dos trimmers. Trimmers 
geralmente atingem 150pF enquanto o padder pode chegar a 500pF. O padder é bastante 
usado em rádios valvulados para correção de freqüência do oscilador local e/ou do rastreio da 
bobina de antena. 
 O modelo redondo esquisito que esta bem embaixo na foto é um trimmer concêntrico 
Philips. O grandalhão a esquerda é o clássico variável de sintonia, a ar. 
 Os capacitores variáveis costuma usar recortes diferenciados em suas placas, que acabam 
por determinar o seu modo de trabalho, ou seja se serão de variação linear de freqüência, 
comprimento de onda ou capacitância.A tensão de isolação dos capacitores variáveis a ar é dada pela distancia de suas placas, 
assim sendo capacitores pra trabalho com altas tensões, como em taque PI de amplificadores 
lineares, necessita de um espaçamento compatível nas placas para não centelhar. O 
centelhamento é um efeito indesejado e pode estragar o capacitor, provocando furos nas 
placas dependendo do caso. 
 
Exemplo de variáveis para alta tensão/potencia. 
 Um "meio termo" entre os variáveis e os trimmer são os "mini variáveis" ou capacitores 
ajustáveis, como os da foto ao lado. São usados em circuitos de RF onde é necessário ajuste 
interno, pois seu eixo é curto e o ajuste feito por uma fenda onde você encaixa uma chave de 
fenda para o ajuste. 
 
 Na parte superior da foto á um tipo bastante curioso de trimmer que é o tipo "borboleta". 
Este capacitor tem como característica poder funcionar como um capacitor duplo (aterrando-
se o eixo) ou um trimmer para altas correntes de RF se usar somente as placas externas e 
isolar o eixo, pois um capacitor variável comum, com o eixo móvel dentro de uma bucha ou 
rolamento, pode não prover um contato elétrico 100% livre de falhas. Um uso típico do 
capacitor borboleta é nas antenas loop-magnéticas. 
 Voltando aos trimmers... 
 Os trimmers coloridos miniatura muRata TZ03 (o modelo verde da foto acima) tem um 
código de cor que indica sua capacitância máxima e mínima e outros parâmetros conforme a 
tabela abaixo: 
 
 Já os trimmers DAU (o modelo amarelo da foto acima) utilizam outra codificação de cores, 
conforme a tabela abaixo, alem de terem dois tipos distintos, os de PTFE (teflon) e de 
polipropileno. Como diferenciar um do outro? Simples, os que tiverem as folhas isolantes (as 
que estão entre as placas) brancas leitosas, são de PTFE (Teflon) e os que as folhas forem 
transparentes são de polipropileno. 
 
 
 Outros fabricantes podem utilizar outras codificações de cores, assim sendo no caso usar 
trimmers reaproveitados de sucata ou quando comprados sem indicação do fabricante ou 
modelo, a melhor maneira de identificar a capacitância máxima e mínima é medindo com um 
capacimetro ou LCMeter. 
 Um outro tipo de trimmer pouco conhecido na 
atualidade, é o trimmer tubular ou trimmer de pistão. 
É muito usado em circuitos de UHF ou Microondas, 
onde o fator Q dos trimmers comuns é muito ruim. 
 Geralmente é constituído por um tubo de cerâmica 
ou vidro, com uma placa externa composta de uma 
camada de deposição de prata ou mesmo um pequeno 
tubo metálico. Em seu interior há um parafuso que 
serve como a placa interna e já prove o ajuste de 
capacitância. 
 A variação de capacitância destes trimmers é grande (diferença entre mínima e máxima), 
podem atingir poucos PF quando o parafuso estiver totalmente fora do tubo, porem a 
capacitância máxima limita-se a algumas dezenas de PF, dai o uso muito comum em circuitos 
de UHF. 
 
 Capacitor Multicamada. 
 Com a crescente miniaturização do circuitos, obviamente os componentes também quem 
que acompanhar, pois uma coisa leva a outra. No caso dos capacitores cerâmicos, para se 
conseguir valores elevados com área diminuta, você 
pode diminuir a espessura da lamina dielétrica. 
 
 Só que diminuir a espessura da lamina acarreta 
uma menor tensão de isolação. Isso não é 
interessante em muitos casos. E aumentar a 
espessura da lâmina e manter o valor da 
capacitância, implica em aumento da área. 
 
 Então qual a solução a seguir? Fazer um sanduíche 
de várias camadas, assim você aumenta a área sem 
ocupar um espaço muito grande. 
 Esta é a solução seguida pelo capacitores 
cerâmicos multicamadas. 
 As principais características dos capacitores cerâmicos multicamadas são: 
 - Tamanho reduzido 
 - Baixas perdas 
 - Capacitância estável 
 - Boa isolação 
 
Construção de um capacitor cerâmico smd multicamada. 
 Essa técnica é empregada nos capacitores cerâmicos SMD e nos capacitores iguais ao da foto 
ao lado. Você vai encontrar este capacitores em muitas placas de PC, no desacoplamento dos 
CI's. Não se assuste como uma coisinha tão diminuta pode ter a mesma capacitância de um 
"trambolho" de um cerâmico de disco. 
 
 Capacitor de Tântalo. 
 
 Os capacitores de Tântalo utilizam o 
Óxido de Tântalo como dielétrico. São 
utilizados geralmente em substituição ao 
eletrolítico, onde é necessário 
miniaturização do circuito. 
 
 Tem uma baixa corrente de fuga e 
baixas perdas e tem uma vida muito 
maior do que os eletrolíticos 
convencionais. É uma tendência atual 
substituir os eletrolíticos em muitas 
aplicações por capacitores de tântalo. 
 
 O valor é anotado diretamente em seu corpo em µF ou usando o sistema similar aos 
cerâmicos, com o terceiro digito indicando a quantidade de zeros do multiplicador e a tensão 
em volts. 
 Os valores geralmente estão disponíveis desde cerca de 0,22µF até 100µF. 
 Os modelos SMD tem o corpo retangular, via geralmente o corpo tem a cor amarela ou 
preta. Já os modelos com terminais (pin through hole) tem o formato de gota. A cor do corpo 
varia bastante de fabricante pra fabricante, podendo ser amarelo, azul, vermelho, laranja, 
verde, entre outras cores. 
 Como são componentes polarizados, observe muito bem a indicação na hora de montar, pois 
um capacitor de tântalo explodindo é bem pior no quesito "voar pedaços" do que os 
eletrolíticos, pois explodem quase que instantaneamente. Alguns fabricantes utilizam a 
conhecida técnica de deixar o terminal positivo com um comprimento maior para facilitar a 
identificação. 
 Capacitor feed through. 
 Ou capacitor de passagem. É um tipo de 
capacitor originalmente concebidos para a ligação de 
tensão DC em módulos de RF. Ele deixa passar a 
tensão DC (e sinais de baixa freqüência), mas 
bloqueia o RF. Eles substituem com enormes 
vantagens os pinos de passagem em módulos de RF, 
são rosqueados ou soldados no chassi, a tensão DC 
passa de um lado para o outro e a tensão de RF é 
desviada (ou desacoplada) para o terra. 
 
 Geralmente é composto de um capacitor cerâmico tubular, montado em um tipo de 
"parafuso", com a armadura externa do capacitor conectada a esse "parafuso" e a armadura 
interna conectada do terminal central. 
 Em alguns modelos de baixo custo, o parafuso é substituído por um a espécie de "rebite" 
que você encaixa no chassi e solda. 
 É possível encontrá-los em valores que vão desde poucos pF (usados em circuito de UHF e 
Microondas a alguns nF. Os maiores que já vi foram de 10nF. Uma curiosidade é que em 
muitos deles não há qualquer menção ou anotação em seu corpo sobre seu valor e tensão de 
isolação. 
 Capacitor door knob. 
 Este é um tipo de capacitor cerâmico, 
muito especifico para uso em RF. Em 
geral é composto por um generoso disco 
de cerâmica para prover altas tensões 
de isolação e os terminais quase sempre 
são conectados por parafusos. 
 Seu nome se for traduzido a pé da 
letra quer dizer maçaneta de porta, 
devido ao fato de vários deles, devido 
ao tamanho e formato se parecerem muito com maçanetas redondas de porta. Haja 
criatividade eheh 
 O uso principal deste tipo de capacitor é acoplamento do circuito de placa em 
amplificadores de RF valvulados, filtros de RF da alta potencia e filtragem e desacoplamento. 
 A tensão de isolação em geral é bastante alta, já vi alguns para até 50Kv. E era enorme! 
 Capacitor a óleo. 
 Esse aqui é uma raridade. Não é mais fabricado, vou catalogá-lo aqui apenas para fins de 
registro. O capacitor óleo era muito utilizado 
em equipamentos valvulados, e onde era necessário 
alta isolação. Quem trabalhou com conserto de tv's 
valvuladas vai se lembrar deste capacitor no 
circuito de saída horizontal. 
 Sua composição era de fitas de alumínio enroladas 
e isoladas com papel impregnadoem óleo. 
 Este capacitor apresentava muito problema de fugas, devido a contaminação por umidade, 
devido a borracha de isolação se contaminar com o próprio óleo e começa a se degradar e 
apresentar fissuras, permitindo a entrada de umidade. 
 Sua tensão de isolação varia entre 600 a 1600V. Os valores de 1nF a cerca de 47nF 
 Capacitor de papel. 
 Mais uma raridade que vou catalogar apenas pra fins 
históricos. É o capacitor de papel. Este tipo de capacitor era 
muito usado nos primórdios da eletrônica, portanto será muito 
difícil encontrá-los, exceto se você for restaurar algum radio 
valvulado muito antigo. 
 Eles eram constituídos por um tubo enrolado de papel e 
folhas metálicas e tudo isso embebido em cera de abelha ou moldado em algum tipo de 
resina. Quando for o tipo embebido em cera de abelha é fácil reconhecê-los, pois do lado 
externo sempre há uma camada de cera pegajosa (e sempre lambuzada de sujeira). Uma 
forma de remover a sujeira e poder ler o valor do capacitor é embeber um pano em WD40 e 
limpar tudo, porem sem remover muito da camada de cera. Os tipos embebidos em cera de 
abelha foram os melhores tipos de capacitores de papel já feitos. A fabricação deste tipo 
data por volta de década de 1930! Raramente dão problema. 
 Porém existem os tipos problemáticos. Existem alguns que são colocados dentro de tubos de 
vidro e selados com uma resina ou piche. Em geral vai encontrá-los com essa resina 
desmanchando ou toda rachada, comprometendo a integridade. Existem outros com o corpo 
moldado em resina e quase sempre essa resina esta toda craquelada ou rachada. Quando 
encontrar deste tipo de capacitor, substitua por tipos mais modernos, pois invariavelmente 
eles já não funcionam mais como deveriam, pois eles contaminam-se muito fácil com 
umidade. 
Retirado de: <http://www.py2bbs.qsl.br/capacitores.php> Acessado em 15/05/2014.

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