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Material sobre anatomia macroscópica da medula espinhal. Descreve segmentos medulares e relação com vértebras, discrepância e cauda equina, cone medular e filamento terminal, intumescências, sulcos, substâncias cinzenta/branca, funículos e tratos ascendentes/descendentes.

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Medula
Neuroanatomia
Unipac - Barbacena
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Anatomia macroscópica da medula espinhal
A medula espinhal é uma estrutura cilíndrica, levemente achatada ântero-posteriormente, localizada no canal vertebral.
A proteção para a medula espinhal é dada não somente pelas vértebras e seus ligamentos, mas também pelas meninges e por um coxim de LCR.
(Kiernan, 2003) 
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Relação espacial dos segmentos medulares com as vértebras
A natureza segmentar da coluna espinhal é demonstrada pela presença de 31 pares de nervos espinhais.
Cada raiz posterior é subdividida em radículas ou filamentos que se fixam ao longo do segmento medular correspondente.
Similarmente, a raiz anterior se origina por uma série de radículas (filamentos radiculares).
(Netter e Kiernan, 2003)
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Existem 31 segmentos medulares assim distribuídos:
8 cervicais
12 torácicos
5 lombares
5 sacrais
1 coccígeo
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Origem do nervo periférico
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Discrepância entre os segmentos medulares e vertebrais
Uma vez que medula espinhal apresenta o crescimento mais lento em relação à coluna vertebral, a medula estende-se somente até a altura do corpo da 1º vértebra lombar.
Inferiormente a L1, encontramos exclusivamente as raízes lombossacrais que são as mais longas e constituem a cauda equina.
A medula espinhal termina no cone medular.
(Machado, 2000, Kiernan, 2003 e Schünke 2007)
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Esquema ilustrativo do desenvolvimento da porção caudal da medula espinhal em relação à coluna vertebral em embriões com 8 semanas (A), feto de 24 semanas (B), recém-nascido (C) e adulto (D).
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Topografia vertebromedula
REGRA DE PEELE
C2 a T10 = Adiciona-se 2 ao número do processo espinhoso, obtém-se o número do segmento medular. Ex: PEC6 = SMC8
T11 a T12 = 5 segmentos medulares lombares
L1 = 5 segmentos medulares sacrais e 1 coccígeo
FORMULA DE CHIPAULT-LAZORTHES
Até T6 = Adiciona-se 1 ao número do processo espinhoso, obtém-se o número do segmento medular. Ex: PET5 = SMT6
T7 a T12 = soma-se 3
T12 = 3,4 e 5 segmentos medulares lombares
L1 = 5 segmentos medulares sacrais e 1 coccígeo
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O cone medular se afila abruptamente originando o filamento terminal.
O filamento terminal estende-se no meio da cauda equina e apresenta uma coloração azulada que o distingue das raízes nervosas esbranquiçadas.
Fixa-se no dorso do cóccix.
É um vestígio da medula espinhal, da cauda embrionária, porém no adulto não apresenta significado funcional. 
(Kiernan, 2003 e Schünke 2007)
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Filamento terminal e cauda equina
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Intumescências dos Membros
A medula espinhal apresenta-se intumescida para inervação dos membros em duas regiões:
A intumescência cervical:
Segmentos C4 a T1;
Formam o plexo braquial;
Inervação dos membros superiores.
A intumescência Lombossacral:
Segmentos L2 a S3;
Formam o plexo lombossacral;
Inervação dos membros inferiores.
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Estrutura Geral da Medula
A superfície da medula apresenta os seguintes sulcos longitudinais:
Sulco mediano posterior;
Fissura mediana anterior;
Sulco lateral anterior;
Sulco lateral posterior;
(Machado, 2000)
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Substância cinzenta X substância Branca
A substância cinzenta localiza-se por dentro da branca e apresenta a forma de um H.
Nela distinguimos de cada lado três colunas que aparecem nos cortes como cornos e que são as colunas anterior, posterior e lateral.
A coluna lateral aparece apenas na coluna torácica e lombar.
No centro da substância cinzenta localiza-se o canal central da medula.
(Machado, 2000)
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Os funículos
A substância branca é formada por fibras que sobem e descem na medula e que podem ser agrupadas de cada lado em três funículos ou cordões:
Funículo anterior
situado entre a fissura mediana anterior e o sulco lateral anterior.
Funículo lateral
Situado entre os sulcos lateral anterior e lateral posterior.
Funículo posterior
Entre o sulco lateral posterior e o sulco mediano posterior.
Na parte cervical da medula, o funículo posterior é dividido pelo sulco intermédio posterior em fascículo grácil e fascículo cuneiforme.
(Machado, 2000)
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Os tratos ascendentes
São aferentes (= sensitivos) que conduzem as informações provenientes do tronco e dos membros para o encéfalo.
Tratos ântero-laterais:
Trato espinotalâmico anterior (tato protopático)
Trato espinotalâmico lateral (dor e temperatura)
Tratos posteriores:
Fascículo grácil (tato epicrítico e propriocepção consciente do membro inferior).
Fascículo cuneiforme (tato epicrítico e propriocepção consciente do membro superior).
Tratos laterais cerebelares:
tratos espinocerebelar anterior e posterior (propriocepção inconsciente para o cerebelo).
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Os tratos descendentes da medula espinhal
Estão relacionados com a motricidade.
Conduzem informações de áreas motoras situadas em centros superiores para os neurônios motores localizados na medula espinhal.
O sistema lateral - é responsável pelos movimentos de precisão e altamente desenvolvido nas mãos: 
Tratos corticoespinhais lateral e anterior
Trato rubroespinhal
O sistema medial – inerva os neurônios motores relacionados com a motricidade do tronco e os músculos posturais:
Trato reticuloespinhal
Tetoespinhal
Vestibuloespinhal
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Fascículo interfascicular (fascículo de Schultze): presente na medula cervical.
Fascículo septomarginal (região oval de Flechsig): presente na medula torácica.
Participam das integrações motora e sensitiva no nível da medula espinhal.
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As Lâminas de Rexed
Assim como outras partes do SNC, a substância cinzenta espinal é composta por diversas populações neuronais.
Quando observados em cortes transversais da medula espinal, muitas colunas de células aparecem como camadas.
Distinguem-se 10 camadas de neurônios, conhecidas como “Lâminas Espinais de Rexed”
São numeradas consecutivamente por algarismos romanos iniciando-se no ápice do corno posterior.
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As fibras exteroceptivas 
Lâmina I – seus neurônios contribuem com os axônios do trato espinotalâmico contralateral.
Lâmina II – também conhecida como substância gelatinosa ou de Rolando. Acredita-se que seja importante para determinar quais padrões de impulsos aferentes produzirão sensibilidades que serão interpretadas como dolorosas pelo encéfalo.
Lâmina III – contém interneurônios e recebe grande número de fibras provenientes das raízes posteriores. 
Lâmina IV – a maioria desses axônios são fibras aferentes que provêm das raízes posteriores pelo funículo posterior.
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As fibras de informação proprioceptivas conscientes
Lâmina V-VI 
recebe esta denominação porque são indistinguíveis na medula humana.
Esta lâmina recebe fibras axônicas que carreiam a propriocepção.
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Propriocepção inconsciente
Lâmina VII
Contém muitas células que funcionam como interneurônios.
Existem algumas colunas celulares que não se encaixam bem no esquema laminar, mas geralmente são incluídas na lâmina VII.
Coluna de Clarke (núcleo torácico posterior, núcleo dorsal);
Presentes nos segmentos T1 a L3/L4;
Composta por grandes neurônios cujos axônios constituem o trato espinocerebelar posterior.
O trato espinotalâmico anterior originam-se das lâminas V-VI e VII.
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Lâmina IX 
Não é contínua;
Contém os neurônios que correspondem aos núcleos da coluna anterior.
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