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POLISSONOGRAFIA Thainá Soares Miranda – R2 Orientador: Dr Fernando Molina SONO (somnu) Necessidade variável Regulação proteica e cerebral Reparação celular Conservação da energia Consolidação da memória e do aprendizado Tratado de Otorrinolaringologia / organização Shirley Shizue Nagata Pignarati, Wilma Terezinha Anselmo-Lima. -3. ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2018. SONO Complexo de processos fisiológicos e comportamentais de características cíclicas, podendo ser dividido em dois estados: Sono REM Sono não REM (NREM) N1 N2 N3 20-25% 2-5% 45-55% 13-23% SONO REM x NREM Definido a partir de três variáveis fisiológicas: Atividade Eletroencefalográfica (EEG) Movimentação ocular (EOG) Eletromigorafia submentoniana (EMG) SONO Redução da reatividade temporária às atividades perceptivo-sensoriais e motora-voluntária Mantendo-se movimentação involuntária e/ou automática Fenômenos fisiológicos que se alternam Atividade cerebral variável em função de cada estágio Tratado de Otorrinolaringologia / organização Shirley Shizue Nagata Pignarati, Wilma Terezinha Anselmo-Lima. -3. ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2018. SONO Relativa imobilidade Manutenção de olhos fechados ou semifechados POLISSONOGRAFIA COMPLETA x PORTÁTIL POLISSONOGRAFIA Registro simultâneo de algumas variáveis fisiológicas durante o sono, importante para identificar os distúrbios do sono. Padrão-ouro POLISSONOGRAFIA À noite Mínimo 6 horas Sob supervisão treinada Nova polissono após efetivação de tratamento O que o laudo da polissonografia deve trazer obrigatoriamente? 1. PARÂMETROS GERAIS UTILIZADOS PARÂMETROS GERAIS EEG: eletrodos F4-M1, C4-M1 e O2-M1 EOG: bilateral EMG: mentoniano, tibial anterior bilateral TERMISTOR ou TERMOPAR: fluxo de ar nasal e oral TRANSDUTOR: pressão de ar nasal ESFORÇO RESPIRATÓRIO: movimento torácico e abdominal ECG OXIMETRIA RONCO (subjetivo) POSIÇÃO CORPORAL Tratado de Otorrinolaringologia / organização Shirley Shizue Nagata Pignarati, Wilma Terezinha Anselmo-Lima. -3. ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2018. PARAMETROS GERAIS 13 ELETROENCEFALOGRAMA Pares: Direita Ímpares: Esquerda 3 DERIVAÇÕES MÍNIMAS F4-M1 C4-M1 O2-M1 ELETRO-OCULOGRAMA E1 E2 Alternativa: os dois inferiores ELETROMIOGRAFIA DE QUEIXO ELETROMIOGRAFIA DE MEMBROS INFERIORES MÚSCULO TIBIAL ANTERIOR PARÂMETROS DE FLUXO DE AR APNEIA TERMISTOR ORONASAL (TERMOPAR) Padrão-ouro: pneumotacógrafo HIPOPNEIA TRANSDUTOR DE PRESSÃO NASAL (CÂNULA NASAL) Padrão-ouro: pneumotacógrafo RESISTÊNCIA DA VIA AÉREA SUPERIOR ASSOCIADA AO DESPERTAR (RERA) TRANSDUTOR Balão esofágico TRANSDUTOR DE PRESSÃO NASAL PARÂMETROS DE ESFORÇO RESPIRATÓRIO TORACOABDOMINAL PADRÃO-OURO: Pressão esofágica EMG intercostal Movimentos x Alterações de fluxo de ar SATURAÇÃO DE OXIGÊNIO OXÍMETRO DE PULSO SATURAÇÃO BASAL DO INÍCIO DO EXAME SATURAÇÃO MÉDIA NADIR DURANTE O SONO POSIÇÃO DO CORPO Não é padronizado ELETROCARDIOGRAMA Frequência cardíaca Ritmo de base (sinusal ou outro) Detectar ectopia DII MODIFICADA ELETROCARDIOGRAMA ELETRODOS NO DORSO: OMBRO DIREITO QUADRIL ESQUERDO 2. PARÂMETROS DO SONO REGISTRO DO SONO “BOA NOITE” - apagam as luzes/ início do registro – h:min “BOM DIA” – termina o registro – h:min TEMPO TOTAL REGISTRO (TTR) – min TEMPO TOTAL DE SONO (TTS) – min LATÊNCIA DO SONO – boa noite até uma epóca do sono – min Sono REM e Sono NREM REGISTRO DO SONO VIGÍLIA APÓS O SONO – estádio 0 durante o TTS – min EFICIÊNCIA DO SONO(%) – TTS/ tempo total registro x 100 - > 85% TEMPO DE CADA ESTÁDIO – min % DO TTS P/ CADA ESTÁDIO – tempo de cada estádio/ TTS x 100 ARQUITETURA DO SONO Homens ~ Mulheres Diminuição do N3 e maior fragmentação em homens idosos NREM – REM: ciclos de 90 min 4 a 6 ciclos/noite 1ª metade: NREM Metade final: REM ARQUITETURA DO SONO Latência do sono: 5 a 30 min Redução da consciência / recepção de estímulos Cessam respostas comportamentais e memorização Pode permanecer estímulos sonoros e visuais Início do sono Cessam respostas visuais ESTADIAMENTO DO SONO POR ÉPOCA Leitura do traçado: 30 em 30 segudos ÉPOCA DE SONO Cada época = 1 estádio, o de maior prevalência no período Atividade elétrica cerebral apresenta frequências e amplitudes variáveis de acordo com a atividade mental e o estado sono/vigília ESTADIAMENTO DO SONO POR ÉPOCA Delta: < 4 Hz Teta: 4 a 7 Hz Alfa: 8 a 13 Hz Beta: > 13 Hz > 50% com ritmo alfa ( 8 a 13 Hz) e/ou baixa Voltagem e Frequências mistas Sem alfa: Movimento rápido dos olhos ou movimento ocular de leitura VIGÍLIA = 0 ou W ESTÁDIO N1 Lentificação >50% da atividade cerebral da vigília > 50% 4 a 7 Hz Relativa baixa amplitude e Frequências mistas Característicos (não fundamentais) Diminuição do tônus mm. Movimentos lentos dos olhos Ondas agudas de vértice 1 ESTÁDIO N2 Aumento do relaxamento muscular Diminui a temperatura corporal Aumenta o limiar para despertar Mov ocular é rara e de padrão lento Ritmos cardíacos e respiratório diminuem EEG: frequências mistas de baixa amplitude, com ritmos mais rápidos (12 a 14 Hz) ESTÁDIO N2 Sem critérios para N3 Apresentam na sua 1ª metade ou metade final da época anterior: Um ou mais complexos K, não associados ao despertar Um ou mais fusos do sono 2 K ESTÁDIO N3 “Sono de ondas lentas ou sono delta” Época atinge o mínimo de 20% de ondas lentas (delta) Predomina na 1ª metade Ausente na 2ª metade, exceto crianças e adolescentes Mov oculares raros e lentos Tônus muscular diminui SONO REM Atividade cerebral dessincronizada ~vigília Tônus reduzido ao mínimo Mov apendiculares ou faciais erráticos Surtos de mov oculares rápidos – REM fásico REM tônico: períodos de calmaria Baixo tônus da EMG de queixo Precedidos por atividade rítmica cerebral – 2 a 6 Hz ONDAS EM DENTES DE SERRA DESPERTARES NÚMERO DE DESPERTARES ÍNDICES (nº de despertares x 60/TTS) Diferenciar os associados a eventos respiratórios e movimentos de membros Acontece em qualquer estágio Pode preceder a vigília Voltar para o mesmo estágio Voltar para um estágio mais superficial Podem mudar o estágio do sono EEG: alterações abruptas na frequência - > 16 Hz Com duração mínima de 3 seg Precedidos por no mínimo 10 segundos de sono estável No sono REM: Aumento concomitante do EMG de pelo menos 1 seg DESPERTARES DESPERTARES Índice de despertares espontâneos 7-9/h em bebês 7 +/- 2/h em pré-púberes 14 +/- 2/h em adolescentes 16-18/h em adultos jovens 31 +/- 2/h em idosos O nº de despertares quantifica a fragmentação do sono Nem sempre tem relação com sonolência diurna EVENTOS RESPIRATÓRIOS Número de apneias obstrutivas; mistas; centrais Número de hipopneias Especificar qual o critério de hipopneia foi utilizado – o critério recomendado ou o critério alternativo; Número de apneias + hipopneias; Índice de apneia (A+B+C x 60/TTS) Índice de hipopneia (D x 60/TTS) Índice de apneia + hipopneia (E x 60/TTS) EVENTOS RESPIRATÓRIOS Saturação média de oxigênio; Saturação mínima da oxigênio (nadir) Índice de dessaturação Nº de episódios de dessaturação >/= 3% por hora de sono e >/= 10 segundos de duração Ocorrência de hipoventilação Ocorrência ou não da respiração de Cheyne‑Stokes APNEIA Queda da amplitude do registro do termistor >/= 90% da linha de base com duração >/= 10 seg A dessaturação não é critério!!! APNEIA OBSTRUTIVA Esforço inspiratório aumentado ou contínuo na ausência de fluxo aéreo APNEIA CENTRAL Ausência de esforço respiratório na ausência de fluxo aéreo APNEIA MISTA Ausência de esforço respiratório no início do evento Reaparecimento do aumento do esforço Na ausência de fluxo aéreo HIPOPNEIA Queda da amplitude do transdutor de pressão >/= 30% da linha de base Duração >/= 10 seg Seguida de dessaturação >/= 4% Critério alternativo: Quedada amplitude do transdutor >/= 50% Com duração de 10 seg Dessaturação >/= 3% ou Despertar associado HIPOPNEIA IAH Normal: até 5 Leve: 5 a 15 Moderado: 15 a 30 Severo: acima de 30 DESPERTAR ASSOCIADO AO ESFORÇO RESPIRATÓRIO (RERA) “Despertar do sono relacionado a episódios de aumento do esforço respiratório que não preencham os critérios de apneia e hipopneia” Duração mínima de 10 seg Indica esforço associado à maior resistência da VAS – causam despertares e hipersonolência diurna IDR (índice de distúrbio respiratório) Soma de todos os eventos anormais em relação ao TTS em horas CHEYNE-STOKES 3 ciclos consecutivos ou mais do padrão cíclico (Crescendo-Decrescendo) e, pelo menos, um dos seguintes: 5 ou + apneias ou hipopneias centrais/h de sono Padrão respiratório cíclico com duração > 10 min consecutivos OUTROS Eventos cardíacos Frequências Arritmias Movimentos do membros inferiores Mov periódicos Despertares associados aos movimentos Decúbito predominante durante o sono e na vigência de eventos respiratórios Presença de ronco CONCLUSÃO DO EXAME Anormalidades no EEG Anormalidades no ECG Comportamentos observados durante o sono Hipnograma (opcional) LAUDO