A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
64 pág.
Apostila Adm Financeira

Pré-visualização | Página 7 de 19

pode-se liberar qualquer parcela do estoque garantido. 
 
FONTES DE FINANCIAMENTO 
 
2.6 EMPRÉSTIMOS 
Empréstimo a Longo Prazo pode ser caracterizado como dívida que tem 
maturidade superior a um ano. Empréstimos a longo prazo propiciam alavancagem 
financeira, sendo um componente desejável na estrutura de capital, desde que tenda a 
um menor custo de capital médio ponderado. De modo geral, o empréstimo a longo 
prazo de um negócio possui vencimento entre cinco e vinte anos. 
Inúmeras cláusulas padronizadas de empréstimos são incluídas nos contratos de 
empréstimo a longo prazo. Essas cláusulas especificam certos critérios a respeito de 
registros e relatórios contábeis satisfatórios, do pagamento de impostos e de 
manutenção geral do negócio por parte da empresa tomadora. As cláusulas 
padronizadas mais comuns são: 
a) Exige-se que o tomador mantenha registros contábeis satisfatórios, de 
acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos; 
b) Exige-se que o tomador apresente periodicamente demonstrações 
financeiras auditadas, as quais são usadas pelo credor para monitorar a 
empresa e forçar o cumprimento do contrato de empréstimo; 
c) O tomador deve pagar os impostos e outras obrigações no vencimento; 
d) O credor exige que o tomador mantenha todas as suas instalações em bom 
estado, garantindo a continuidade de seu funcionamento. 
Além das cláusulas acita citadas, há as cláusulas restritivas, que mantém-se em 
vigor durante a vida do contrato de financiamento. As mais comuns são: 
a) Exige-se do tomador a manutenção de um nível mínimo de capital circulante 
líquido. 
b) Os tomadores são proibidos de vender contas a receber para gerar caixa, 
pois tal operação poderia causar um problema de caixa a longo prazo. 
c) A fim de evitar a liquidação de ativos devido ao pagamento de altos salários, 
Administração Financeira – Rodrigo Dullius 
 
25 
o credor pode proibir ou limitar o aumento salarial de determinados 
funcionários. 
d) O credor pode incluir restrições administrativas, exigindo que o tomador 
mantenha certos funcionários-chaves, sem os quais o futuro da empresa 
seria incerto. 
Montante do Empréstimo 
O montante do empréstimo afeta de maneira inversa o custo dos juros sobre o 
empréstimo. Os custos de administração de empréstimos provavelmente decresçam, 
quanto maior for o montante do empréstimo. Por outro lado, o risco do credor aumenta, 
pois empréstimos maiores resultam em menor grau de diversificação. O montante do 
empréstimo que cada tomador procura obter precisa, portanto, ser avaliado para se 
determinar a relação custo líquido administrativo versus o seu risco. 
 
Risco Financeiro do Tomador 
Quanto maior a alavancagem operacional do tomador, maior o grau de risco 
operacional. Também, quanto maior o seu grau de endividamento ou o seu índice 
exigível a longo prazo, maior o seu risco financeiro. A preocupação do credor é com a 
capacidade do tomador para reembolsar o empréstimo solicitado. Essa avaliação global 
do risco operacional e financeiro do tomador, bem como informações sobre os padrões 
históricos de pagamentos, são usadas pelo credor, ao determinar a taxa de juros sobre 
qualquer empréstimo. 
 
 
3. ADMINISTRAÇÃO DE ATIVOS PERMANENTES 
 
3.1. DISPÊNDIO DE CAPITAL: AUTORIZAÇÃO, ORIGEM E TRÂMITES DE 
PROPOSTAS DE DISPÊNDIOS 
Uma vez que os investimentos a longo prazo representam desembolsos 
consideráveis de fundos que obrigam a empresa a seguir um determinado curso de 
ação, são necessários certos procedimentos para analisá-los e selecioná-los 
adequadamente. Deve-se dar atenção à mensuração dos fluxos de caixa relevantes e à 
aplicação de técnicas apropriadas de decisão. Com o passar do tempo, os ativos 
permanentes podem ficar obsoletos ou precisar de reparos; nesses casos, decisões 
financeiras também podem ser necessárias. 
 
Orçamento de Capital 
É o processo que consiste em avaliar e selecionar investimentos a longo prazo, 
que sejam coerentes com o objetivo da empresa de maximizar a riqueza de seus 
proprietários. As empresas costumam fazer uma série de investimentos a longo prazo, 
mas o investimento mais comum em uma empresa industrial é em ativos imobilizados, 
Administração Financeira – Rodrigo Dullius 
 
26 
os quais incluem imóveis, instalações e equipamentos. Esses ativos muitas vezes são 
denominados de ativos rentáveis, porque geralmente fornecem a base para a geração 
de lucro e valor à empresa. 
 
Razões para o Dispêndio de Capital 
Dispêndio de Capital é um desembolso de fundos feito pela empresa, com a 
expectativa de gerar benefícios após um ano (Ex.: aquisição de equipamentos para 
produção). Dispêndio corrente é um desembolso que resulta em benefícios obtidos em 
prazo inferior a um ano (Ex.: campanhas publicitárias de promoções temporárias). 
Desembolsos efetuados em ativos imobilizados são dispêndios de capital, mas nem 
todos os dispêndios de capital são classificados como ativos imobilizados. 
Um desembolso de $ 60.000,00 em propaganda, a qual gera benefícios em um 
longo período também é um dispêndio de capital. Contudo, um dispêndio com 
propaganda raramente seria registrado como ativo imobilizado nos balanços da 
empresa. 
Os dispêndios de capital são feitos por muitas razões. Os motivos básicos para 
dispêndios de capital são: 
a) Expansão: o motivo mais comum para fazer dispêndio de capital é expandir o 
nível de operações (usualmente através da aquisição de ativos imobilizados). 
Uma empresa em crescimento acha muitas vezes necessário adquirir novos 
ativos imobilizados rapidamente; às vezes, isso inclui a compra de infra-
estrutura adicional, como imóveis e instalações fabris; 
b) Substituição: à medida que o crescimento da empresa diminui e ela atinge a 
maturidade, a maior parte de seus dispêndios de capital será para substituir 
ou renovar ativos obsoletos ou gastos. Toda vez que uma máquina precisa 
ser consertada, é preciso avaliar o desembolso exigido para seu reparo em 
relação ao desembolso que seria necessário para substituir a máquina e aos 
benefícios de sua substituição (Ex.: atualização de softwares, manutenções 
preventivas com consumo de peças etc.); 
c) Modernização: é freqüente uma alternativa à substituição. A modernização 
pode incluir a reconstrução, o recondicionamento ou a adaptação de uma 
máquina ou das instalações existentes (Ex.: instalações elétricas, de ar 
condicionado, reconstrução de aeronaves etc.); 
d) Outras Finalidades: Alguns dispêndios de capital não resultam na aquisição 
ou transformação de ativos imobilizados tangíveis constantes do balanço 
patrimonial da empresa; antes, envolvem um comprometimento de recursos 
a longo prazo, na expectativa de um retorno futuro. Tais dispêndios incluem 
gastos com propaganda, pesquisa e desenvolvimento, serviços de 
consultoria à administração e novos produtos. 
 
Tipos de Projetos de Investimentos de Capital 
 Independentes: concorrem entre si na disputa de um montante limitado de 
recursos. Serão selecionados aqueles que economicamente forem mais atraentes. 
Administração Financeira – Rodrigo Dullius 
 
27 
Mutuamente Excludentes: são aqueles que possuem a mesma finalidade ou 
atendem ao mesmo objetivo. A aprovação de um eliminará automaticamente os 
demais. 
Colidentes: também são mutuamente excludentes, embora tenham objetivos 
diferentes. 
Contingentes: são as que dependem da aprovação de outras ou cujos 
resultados são afetados por outros projetos. 
As propostas de gastos de capital envolvem: 
 a) Benefícios não monetários que são apreciados subjetivamente; 
b) Aspectos monetários que devem ser mensurados tecnicamente; 
c) Riscos que precisam ser avaliados da melhor

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.