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Leguminosas forrageiras de verão Julio Pellenz Maikel Habitzreuter ALFAFA (Medicago sativa L.) • Descrição morfológica: – Herbácea – Hábito ereto – Altura 60 – 90 cm – Sistema radicular profundo – Folhas trifolioladas, com folíolos oblongos – Flores com coloração azulada a violácea ALFAFA (Medicago sativa L.) ALFAFA (Medicago sativa L.) • Características agronômicas: – “Rainha das forrageiras” – Ampla adaptação no mundo inteiro – Clima temperado, tropical e subtropical – Rica em proteína, cálcio, fósforo e vit. A e C – Elevado valor nutritivo – Boa palatabilidade – Inoculada com Rhizobium específico – Adaptada a solos neutros ou alcalinos ALFAFA (Medicago sativa L.) • Adaptação e estabelecimento – Pode ser cultivada em todas as regiões do RS – Fatores com maior dificuldade de correção: • Aparecimento de falhas na semeadura • Não efetivação da simbiose • Doenças causadoras de tombamento em plântulas – Controle de plantas “daninhas” – Suporta substanciais quedas de temperatura – Grande resistência a seca ALFAFA (Medicago sativa L.) • Pode ser estabelecida em todos os solos do RS, desde que corrigida acidez e fertilidade • Exigente em pH (6,5) e fertilidade • Recomenda-se aplicação de boro em áreas com deficiência desse nutriente • Não suporta excesso de umidade • Responde bem à irrigação • Época de semeadura – abril a setembro ALFAFA (Medicago sativa L.) • Semeadura em linhas 30 – 40cm • Cultivar crioula – 10 a 15 kg/ha • Cultivares importadas não são adaptadas às condições sul-brasileiras • Pode ser estabelecida em SPD • Fixação biológica – até 450 kg/N/ha/ano • Apresenta autotoxidade, não podendo ser semeada em áreas onde já era cultivada ALFAFA (Medicago sativa L.) • Manejo – Leguminosas tem maior valor nutritivo que gramíneas – São mais exigentes em práticas de manejo – Economia em fertilizantes nitrogenados – Importantes em cultivos consorciados – Alfafa – 6 a 8 cortes – MS de forragem – 10 ton/ha (mínimo) ALFAFA (Medicago sativa L.) • Primeiro corte – 90 a 100 DAE • Intervalo entre cortes: – Primavera – 28 dias – Verão – 35 dias – Inverno – >50 dias • Usar alfafa qdo 10% das flores tiverem abertas (clima temperado) • Corte – 6 a 8cm acima da superfície do solo ALFAFA (Medicago sativa L.) • Pode ser pastejada • Alfagraze – desenvolvida para pastejo • Forma de conservação mais frequente – fenação • Pode ser feita ensilagem, porém existe maior dificuldade do que gramíneas • Silagem de alfafa – base para produção de leite no sul do Chile, complementada com silagem de milho AMENDOIM FORRAGEIRO RIZOMATOSO E AMENDOIM PINTO (Arachis glabrata Benth. var. glabrata) e (Arachis pintoi Krapov. & W.C. Greg.) Descrição morfológica • Origem – América do sul • Hábito estolonífero • Nativas do Brasil, Paraguai e Argentina • Espécies perenes – estatura < 40 cm • Flores amarelas a alaranjadas • Estabelecimento por rizomas • A. pintoi mais utilizada no mundo – única com registro no Brasil Descrição morfológica • A. pintoi – Caules prostrados – Pode produzir de 2 a 5 ton/sementes/ha – Implantada mais comumente via vegetativa – Pureza de 70% e germinação mínima 60% - mínimo exigido para comercialização de sementes Características agronômicas • Camada espessa de rizomas • Tolerância a uma ampla variação de estresses ambientais • Longa persitência > 15 anos na Flórida (EUA) • Não tolera encharcamentos superiores a 2 semanas • Leguminosa tropical • Combinação entre valor nutritivo e ampla adaptação em ambientes variados Amendoim forrageiro ( Arachis glabrata) Amendoim forrageiro pinto (Arachis pintoi) Adaptação e estabelecimento • Variedades – Florigraze e Arbrock (Flórida) – Florigraze – amplamente adaptado • 2 colheitas/ano para fenação • Utilizado para pastejo e fenação – Arbrock – hábito mais ereto • Menor persistência ao pastejo • Mais utilizado para fenação • cv. Belmonte – recomendada para diversificação de pastagens e conservação do solo no Acre • Elevada tolerância ao sombreamento • Indicado para cobertura de pomares e jardins • Razão de multiplicação 1:20 (viveiro:pastagem) • Rizomas armazenam reservas orgânicas, que são utilizadas no rebrote • Necessita de solos bem drenados • Acidez e fertilidade corrigida • Dessecação antes da implantação • Mudas devem ser distribuídas uniformemente, com leve incorporação e posterior compactação • Estabelecimento – início da primavera ou final do verão Manejo • Palatável para todas as classes de animais • Indicado 3 colheitas/ano (Flórida) • Também pode ser feito pastejo rotacionado • Resteva de 10 cm • Pastejado por uma semana, e 6 semanas de descanso Feijão forrageiro (Cajanus cajam cv.) • Leguminosa anual • Hábito arbustivo • Resistente ao frio, à seca e a cigarrinha • Baixa resistência à umidade Feijão forrageiro (Cajanus cajam cv.) Estilosantes (Stylosanthes spp.) • Leguminosa perene • Hábito semi-ereto • Resistente ao frio, à seca e à cigarrinha • Pouca resistência ao sombreamento Estilosantes (Stylosanthes spp.) Feijão-miúdo (Vigna sinensis) • Ciclo anual • Resistente à seca • Adapta-se aos principais tipos de solos • Não tolera solos muito úmidos • Semeadura – outubro a novembro • 40 kg/ha, a lanço ou em linhas Feijão-miúdo (Vigna sinensis) Soja perene (Neonotonia wightii) • Origem – África tropical e subtropical • Hábito de crescimento trepador • Desenvolvimento lento no primeiro ano • Moderada tolerância à geada, à seca e ao fogo • Requer solos férteis, pH em torno de 6,0 • Exigente em fósforo e micronutrientes (Zn, Cu e Mo) Soja perene (Neonotonia wightii) • Plantio em linhas ou à lanço • 2 a 3 kg de sementes/ha • Fixação de 70 a 120 kg/N/ha/ano • Manejo correto obteve sucesso em consorciações com gramíneas • Exigente em Molibdênio Soja perene (Neonotonia wightii) Referências • BOIN, C., MANELLA, M. Q. Uso de leguminosas em sistemas de produção 3: Soja perene. Disponível em: www.beefpoint.com.br Acesso em: 20 mai. 2013 • FAROFA, T. S.; SILVA, G. C. Mostruário on-line de alimentos volumosos: leguminosas. Nupeec/ Ufpel • FONTANELI, R. S. et al. Leguminosas forrageiras perenes de verão. ILPF • SEGANFREDO, M. A. Leguminosas de verão: capacidade para fixação simbiótica de nitrogênio e potencial de utilização no sul do Brasil. Santa Maria: Ciência rural, 1995. • www.sementesantafe.com.br • www.lideragronomia.com.br