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INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA LABORATÓRIO CLÍNICO: Finalidade e Função FORNECER SUBSÍDIOS AOS MÉDICOS QUE PERMITAM: - Confirmar ou rejeitar um diagnóstico; - Fornecer diretrizes de conduta para o monitoramento do paciente incluindo utilização de oportunidades para exames; - Estabelecer um prognóstico; - Detectar a doença caso a caso e/ou por meio de triagem; - Monitorar a terapia. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DO LABORATÓRIO Inter-relação complexa: 1. Especialistas nas áreas médica, científica e técnica (Educação e Pesquisa são fundamentais para o avanço da medicina laboratorial); 2. Recursos na forma de pessoal, equipamentos e processamento de dados e instalações...; 3. Habilidades de organização, gerenciamento e comunicação. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA LIDERANÇA E GERENCIAMENTO LIDERANÇA (Metas: ONDE?) ; GERENCIAMENTO (Objetivos: Etapas - COMO?) American Society of Clinical Pathologists (ASCP), American College of Physician Executives (ACPE), College of American Pathologists (CAP) e Clinical Laboratory Management Association (CLMA): Clinical Leaders in Systems Management fornecem amplas oportunidades para aquisição, atualização/ renovação, melhoria e manutenção dos conhecimentos atualizados e da habilidade de liderança e gerenciamento. American Medical Association (AMA) – painéis de órgãos e doenças que incorporam as determinações e os exames médicos necessários para o diagnóstico e monitoramento de uma doença ou disfunção orgânica de maneira eficiente e baixo custo. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA RESPONSABILIDADES GERENCIAIS Liderança de Qualidade Gerenciamento de Pessoal Gerenciamento Financeiro Marketing Recrutamento e seleção de pessoal Avaliação/Premiação de pessoal Orientação e Educação continuada Descrição de tarefas Disciplina e demissões Nivelamento Preocupação Médico-Legais Avaliação da Produtividade Política e Manuais de Procedimentos Aspectos Legislativos/Normativos Adaptado HENRY INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA PROCESSO DE PROJETO DO LABORATÓRIO FASE PREOCUPAÇÕES Preparação Avaliação das necessidades; Exigências/necessidades de pessoal; Evolução tecnológica atual e prevista; Identificação da equipe Função Atividades a serem realizadas; Fluxo de pessoas e materiais; Armazenamento; Equipamento utilizado; Materiais; Necessidades setoriais do laboratório Projeto Esquemático Projeto Estrutural; Identificar os materiais de construção; Projeto arquitetônico, Custo, Sistemas (encanamento, elétrico, ventilação...) Desenvolvimento do projeto Decoração interior; Cores, estrutura, textura, acabamentos, etc Construção Alvará/contrato; Documentação legal; Construção Atual; Finalização e ocupação Adaptado HENRY INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA CONSIDERAÇÕES NO PROJETO DO LABORATÓRIO Instalações nas dimensões padronizadas – visão futurista (patologista X arquiteto X engenheiro) Avanços tecnológicos (robótica e automação): redução de divisórias, compartilhamento de equipamentos, manutenção de área limpa, melhor aproveitamento da equipe. Considerar os diferentes tipos de exames (manuais, semi-automatizados, automatizados, anatomia patológica e serviços forenses) Flebotomia , salas para realização de exames, processamento de amostras e registro de pacientes Regionalização (coorporativismo) e aspectos locais Apoio, Esterilização, Desinfecção e Limpeza Laboratório Central/Regional; Lab. Emergência Hospitalar; Lab. Referência Nacional Área administrativa e gerencial (ações informatizadas: intra e internet, fax, senhas) Registro e Retenção de Amostras e Laudos Adaptado HENRY INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA CONTROLE E QUALIDADE NO LABORATÓRIO CLÍNICO • O controle de qualidade é o conjunto de atividades planejadas e sistemáticas do laboratório para garantir que os seus serviços atendam ao requisito de qualidade. • A garantia de qualidade engloba os processos pré-analíticos, analíticos e pós- analíticos. Portanto, o seu objetivo é assegurar resultados laboratoriais corretos que satisfaçam as necessidades do cliente ou paciente. • Para se obter a qualidade nos exames realizados, é preciso que se faça uma padronização dos processos envolvidos desde a solicitação médica dos exames até a liberação do laudo. • Portanto, a padronização em laboratório clinico tem a finalidade de prevenir, detectar, identificar e corrigir erros ou variações que possam ocorrer em todas as fases da realização dos testes. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA A QUALIDADE DO PROCESSO ANALÍTICO ETAPA PRÉ-ANALÍTICA ETAPA ANALÍTICA ETAPA PÓS-ANALÍTICA Compreende a indicação e requisição de um teste, passando pelo preparo e atendimento do paciente; a coleta e o processamento das amostras até o momento de realização da análise propriamente dita. Compreende a análise propriamente dita, com a utilização de métodos válidos e devidamente calibrados e controlados. Cessa com a obtenção dos resultados das amostras e materiais analisados. Compreende a transformação de resultados válidos em laudos corretos e oportunamente liberados. Pode envolver ainda a comunicação de resultados críticos e a interpretação dos laudos pelos solicitantes. • Em todas as três fases podem ser gerados erros de importância médica. Daí a necessidade de se implantar mecanismos para a Garantia da Qualidade de cada uma das fases e para todos os analitos realizados, ou enviados a laboratórios de apoio. • Há um grande movimento dos laboratórios brasileiros no sentido de obter maior qualidade. Como conseqüência, desenvolve-se grande esforço para as melhorias e para se obter o selo da qualidade, como ISO (International Organization for Standard), PALC (O Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos , DICQ (Departamento de Inspeção e Credenciamento da Qualidade - Sistema Nacional de Acreditação) e ONA (organização Nacional de Acreditação). • Hoje, existem vários programas de acreditação que contribuem para a realização e satisfação dos profissionais de laboratório. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA A QUALIDADE DO PROCESSO ANALÍTICO Etapa Pré-Analítica Etapa Analítica Etapa Pós-Analítica Determinações/Solicitação de Exames (Testes) - Registro do paciente (nome, número ou código, idade, data de admissão, médico solicitante, sexo, data da determinação do exame, hora da coleta, tipo de tubo, nome do exame, tipo do material, Flebotomista/ funcionário); Preparo do Paciente (alcool, atividade fisica, dieta, medicamentos, postura, tabagismo, estresse, ansiedade) Antes da coleta (certifica-se do tipo e tamanho do tubo, exame e IDpaciente) Coleta e Processamento da amostra (interferentes, transporte, conservação e REJEIÇÃO de amostras) Reagentes (pureza, técnicas de uso e armazenamento) Água [purificação (destilação, desionização, MiliQ)] Confiabilidade :precisão, exatidão , sensibilidade, especificidade, linearidade Praticidade: volume e tipo de amostra, duração do ensaio, necessidade de equipamentos, segurança pessoal Calibração e limpeza dos dispositivos de medição e ensaio: pipetas e vidrarias, equipamentos -Cálculo de Resultados -Elaboração e Emissão de Laudos; -Retificação de Laudos; -Comunicação de Resultados Críticos -Discussão e Interpretação de Resultados -Transmissão e arquivamento dos resultados -Consultoria Técnica INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA ERROS E VARIAÇÕES Variações devido à obtenção,preparação e armazenamento da amostra: identificação incorreta do paciente, troca do material, contaminação da amostra, erro por hemólise, estase prolongada, homogeneização, centrifugação, conservação inadequada, erro no emprego de anticoagulantes, etc. Erros potenciais na etapa pré-analítica Erros na solicitação dos exames: escrita ilegível, interpretação errada do exame, erro na identificação do paciente, falta de orientação por parte do médico ou do laboratório para determinados exames Erros na coleta da amostra: Identificação errada do paciente, troca das amostras Paciente não preparado corretamente: falta de jejum, horário da coleta incorreto, tempo de coleta de amostra de urina incorreto Uso de anticoagulante errado Volume da amostra inadequado para o exame Hemólise e lipemia intensas Estase prolongada Transporte e armazenamento da amostra incorreto Contaminação de tubos, frascos e tampas. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA ERROS E VARIAÇÕES Erros potenciais na etapa analítica Troca de amostras Erros de pipetagem; pipetas não aferidas, molhadas, volume incorreto Vidraria e recipientes mal lavados Presença de interferências das amostras: medicamentos, lipemia, hemólise, icterícia Temperatura ambiente e da reação não adequadas Erros nos cálculos das diluições, nas unidades, na concentração Erros potenciais na etapa pós-analítica Identificação errada do paciente Transcrição de dados incorreta Resultado ilegível Unidades erradas Não identificação de substancias interferentes Erros na interpretação dos resultados INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Importante: Etapa Pós-Analítica Conteúdo de um laudo Do laboratório clinico: nome, endereço completo, número do registro no conselho profissional, responsável técnico com seu registro no conselho profissional. Do paciente: nome, número de registro do laboratório Do medico solicitante: nome, numero do registro do conselho profissional Do material ou amostra do paciente: tipo, data, hora da coleta ou do recebimento, quando aplicável Do resultado do exame: nome do analito, resultado, unidade, nome do método, intervalos de referencia, data da liberação Do responsável técnico: nome, número do registro profissional, assinatura INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA OS PROGRAMAS DE ACREDITAÇÃO O primeiro programa de acreditação de expressão mundial, o CAP (do College of American Pathologists), foi lançado em 1962 e é reconhecido como o mais desenvolvido do mundo. No nosso país, um grupo de trabalho formado em 1995, com extensa representação e participação, nomeado pelo INMETRO elaborou as BPLC (Boas Práticas de Laboratórios Clínicos), publicadas em livro em 1998, tendo como referência os critérios do CAP. Ainda no ano de 1998, a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) lançou o Manual para Credenciamento do Sistema da Qualidade de Laboratórios Clínicos. Esse manual orienta o pretendente a como proceder para obter o selo da qualidade, além de disponibilizar a lista de requisitos do credenciamento, interpretação das exigências e as evidências a serem apresentadas pelo laboratório. A SBAC caracteriza os requisitos pelo "ano de implantação", que vai de 0 a 3. Texto extraído do LabConsult INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA OS PROGRAMAS DE ACREDITAÇÃO A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica lançou, no ano de 1999, o Manual do Laboratório, do Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos, baseado nas BPLC, as quais "representam um consenso dos profissionais de laboratório desenvolvido durante dois anos de reuniões abertas da CTLE-04 (Comissão Técnica de Laboratório de ensaio de análises clínicas e patológicas ) . Também se enfatiza que as normas do PALC (Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos) representam um passo na direção da harmonização com a norma ISO 15189, o reconhecimento internacional do programa tende a aumentar. O desencadeamento do PALC completa o programa global de qualidade para laboratórios, iniciado em 1976 com o lançamento do Programa de Excelência para Laboratórios Médicos, que passa a ser considerado um pré-requisito para a acreditação. Texto extraído do LabConsult INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA ISO 15189 A norma ISO 15189 foi publicada em 2003 e revisada em 2007, e deve ser usada por organismos de acreditação como base para harmonização transnacional de programas de acreditação de laboratórios clínicos. O PALC, da SBPC/ML, utiliza a norma ISO 15189 como parte integrante de sua lista de verificação desde 2007 e conta com 92 laboratórios acreditados. O CAP (College of American Pathologists) disponibiliza uma modalidade de acreditação por essa norma desde 2008 e conta com 3 laboratórios acreditados. A ABNT, no Brasil, publicou a norma ABNT NBR NM ISO 15189:2008 , com os requisitos gerais para a competência de laboratórios clínicos. As Normas Brasileiras (NBR) são desenvolvidas pela ABNT e utilizadas voluntariamente. Elas tornam-se obrigatórias somente quando explicitadas em um instrumento do Poder Público (lei, decreto, portaria, normativa, etc.) ou quando citadas em contratos. Texto extraído do LabConsult (Atualizado em Set 2009) INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA PROCESSO DE GESTÃO DE QUALIDADE NA GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL (GQT) Encontrar o problema ou o processo a ser melhorado Organizar uma equipe Esclarecer o que se sabe sobre o processo Compreender as causas do problema/variação Selecionar a maneira para melhorar o processo Planejar a implementação das melhorias a serem feitas Executar o que for necessário para a implementação Verificar os dados coletados a partir do monitoramento Agir para manutenção e continuidade do processo Adaptado de HENRY INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA CONTROLE DE QUALIDADE - Controle externo da qualidade - CEQ: Atividade de avaliação do desempenho de sistemas analíticos através de ensaios de proficiência, análise de padrões certificados e comparações interlaboratoriais. Também chamada Avaliação Externa da Qualidade. - Controle interno da qualidade – CIQ: o laboratório clínico deve utilizar amostras controle comerciais, regularizados junto a ANVISA/MS de acordo com a legislação vigente. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA SEGURANÇA LABORATORIAL 1. Reconhecer que a segurança do laboratório está relacionada, mas é diferente de um laboratório seguro. • Envolver profissionais com experiência em segurança e proteção para avaliação e desenvolvimento das recomendações para um dado local ou laboratório. • Revisar as normas e os procedimentos de segurança regularmente. A administração deverá revisar as normas para garantir que estão adequadas para as condições atuais e consistentes com outras normas e procedimentos amplos do local. Os supervisores do laboratório deverão assegurar que todos os trabalhadores e visitantes de um laboratório entendam os requisitos de segurança e sejam treinados e equipados para seguirem os procedimentos estabelecidos. • Rever as normas e os procedimentos quando ocorrer um incidente ou quando uma nova ameaça for identificada. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA SEGURANÇA LABORATORIAL 2. Acesso controlado às áreas onde agentes biológicos ou toxinas estejam sendo usadas ou armazenadas. • As áreas dos laboratórios e de tratamento de animais deverão ser separadas das áreas públicas dos edifícios onde se encontram localizadas. • As áreas do laboratório ou de cuidados animais deverão ser trancadas todas às vezes. • Os cartões-chaves ou dispositivos similares deverão ser usadospara permitir a entrada às áreas do laboratório e as de cuidado do animal. • Todas as entradas (incluindo as entradas para visitantes, trabalhadores de manutenção, trabalhadores para realização de reparos e outros que precisarem entrar ocasionalmente) deverão ser registradas por um dispositivo semelhante a um cartão-chave (preferível) ou através de assinatura no livro de entrada. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA SEGURANÇA LABORATORIAL 2. Acesso controlado às áreas onde agentes biológicos ou toxinas estejam sendo usadas ou armazenadas. • Somente os trabalhadores necessários para a realização de um trabalho deverão receber permissão para entrar somente nas áreas e nas horas que um trabalho em particular for realizado. a. O acesso para estudantes, cientistas, etc, deverá ser limitado ao horário em que os funcionários regulares estiverem presentes. b. O acesso para a limpeza, manutenção e consertos rotineiros deverá ser limitado ao horário em que os funcionários estiverem presentes. • Os freezers, geladeiras, cabines e outros containers onde estoques de agentes biológicos, materiais clínicos ou radioativos deverão ser guardados, deverão ser trancados quando não estiverem à vista dos trabalhadores (por exemplo, quando localizados em áreas de armazenamento não freqüentadas regularmente). INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA SEGURANÇA LABORATORIAL 3. Saber quem está nas áreas do laboratório. • Os supervisores e diretores do local deverão conhecer todos os trabalhadores. Dependendo dos agentes biológicos envolvidos e do tipo de trabalho a ser desenvolvido, deve-se fazer uma revisão da limpeza e da segurança antes que novos funcionários sejam designados para a área de trabalho. • Todos os trabalhadores (incluindo estudantes, cientistas, visitantes e outros trabalhadores temporários) deverão usar crachás de identificação. Estes crachás deverão conter no mínimo uma fotografia, o nome do indivíduo e a data de vencimento deste crachá. O uso de marcadores colorido ou de outros símbolos facilmente identificável sobre os crachás seria úteis para a identificação para indicar a liberação para a entrada em áreas restritas (por exemplo, laboratórios de NB-3 ou 4, áreas de tratamento de animal). • Os visitantes deverão ser identificados com crachás e deverão ser acompanhados ou autorizados a entrarem usando os mesmos procedimentos como os usados para trabalhadores. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA SEGURANÇA LABORATORIAL 4. Saber quais os materiais que estão sendo trazidos para dentro da área laboratorial. • Todos os materiais deverão ser verificados (visualmente ou por raios-x) antes de serem trazidos para dentro do laboratório. • Os pacotes contendo amostras, substâncias bacterianas ou isoladas, ou toxinas deverão ser abertos em uma cabine de segurança ou em outro dispositivo de contenção adequado. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA SEGURANÇA LABORATORIAL 5. Saber quais materiais estão sendo removidos da área laboratorial. • Os materiais/toxinas biológicas que serão removidos para outros laboratórios deverão ser embalados e rotulados de acordo com todos os regulamentos locais, federais e internacionais aplicáveis. a. As licenças necessárias (por exemplo, PHS, DOT, DOC, USDA) deverão ser obtidas antes que os materiais sejam acondicionados e rotulados. b. Os recipientes (de preferência) ou o local de recebimento dos materiais deverão ser conhecidos pelo remetente, e este remetente deverá fazer um esforço para assegurar que os materiais sejam enviados para um local equipado com recursos para manipular estes materiais com segurança. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA SEGURANÇA LABORATORIAL 5. Saber quais materiais estão sendo removidos da área laboratorial. • O transporte manual de materiais e toxinas biológicas para outros laboratórios é considerado inadequado. Se os materiais ou toxinas biológicas a serem carregadas manualmente forem transportados por carregadores comuns, todos os regulamentos deverão ser seguidos. • Materiais contaminados ou possivelmente contaminados deverão ser descontaminados antes de saírem da área do laboratório. Os materiais químicos e radioativos deverão ser descartados de acordo com os regulamentos locais, federais e estaduais. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA SEGURANÇA LABORATORIAL 6. Tenha um plano de emergência. • O controle do acesso às áreas do laboratório poderá fazer com que os procedimentos de emergência sejam dificultados. Este fato deverá ser considerado quando os planos de emergência forem desenvolvidos. a. Uma avaliação da área laboratorial pelos funcionários do local, com profissionais de fora, se necessário, para a identificação dos aspectos de segurança e proteção deverão ser conduzidos antes que um plano de emergência seja desenvolvido. b. Os administradores, diretores, principais pesquisadores e trabalhadores do laboratório e os trabalhadores responsáveis pela segurança do local deverão estar envolvidos no planejamento de emergência. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA SEGURANÇA LABORATORIAL 6. Tenha um plano de emergência. c. A polícia, o corpo de bombeiro ou outras pessoas envolvidas em situações de emergência deverão ser informados quanto aos tipos de materiais biológicos em uso nas áreas laboratoriais e deverão dar uma assistência no planejamento dos procedimentos de emergência nas áreas laboratoriais. d. Os planos deverão incluir a provisão de uma notificação imediata dos diretores e trabalhadores do laboratório e pessoas encarregadas pela segurança, ou outros indivíduos quando ocorrer uma emergência, de maneira que possam lidar com as questões de biossegurança caso ocorra. • O planejamento de emergência laboratorial deverá ser coordenado com planos de expansão. Fatores como ameaças de bombas, problemas climáticos (furacão e inundação), terremotos, falta de energia e outros desastres naturais (ou não naturais) deverão ser considerados quando o plano de emergência estiver sendo desenvolvido. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA SEGURANÇA LABORATORIAL 7. Possua um protocolo para relato de incidentes. • Os diretores do laboratório, em cooperação com os encarregados pela segurança e proteção do local, deverão ter normas e procedimentos no local para relatar e investigar os incidentes ou possíveis incidentes (por exemplo, visitantes sem documentos, desaparecimento de substâncias químicas, telefonemas incomuns ou ameaçadores). INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL Biossegurança é um conjunto de medidas necessárias para a manipulação adequada de agentes biológicos, químicos, genéticos, físicos (elementos radioativos, eletricidade, equipamentos quentes ou de pressão, instrumentos de corte ou pontiagudos, vidrarias) dentre outros, para prevenir a ocorrência de acidentes e conseqüentemente reduzir os riscos inerentes às atividades desenvolvidas, bem como proteger a comunidade e o ambiente e os experimentos. Equipamentos de proteção individual – EPIs São quaisquer meios ou dispositivos destinados a ser utilizados por uma pessoa contra possíveis riscos ameaçadores da sua saúde ou segurança durante o exercício de uma determinada atividade. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Tipos de EPI’s utilizados no laboratório clínico Luvas: As luvas protegem de sujidade grosseira. Elas devem ser usadas em procedimentos que envolvam sangue,fluidos corporais, secreções, excreções (exceto suor), membranas mucosas, pele não íntegra e durante a manipulação de artigos contaminados. As luvas devem ser trocadas após contato com material biológico, entre as tarefas e procedimentos num mesmo paciente, pois podem conter uma alta concentração de microrganismos. Remova as luvas logo após usá- las, antes de tocar em artigos e superfícies sem material biológico e antes de atender outro paciente, evitando a dispersão de microrganismos ou material biológico aderido nas luvas. Lave as mãos imediatamente após a retirada das luvas para evitar a transferência de microrganismos a outros pacientes e materiais, pois há repasse de germes para as mãos mesmo com o uso de luvas. -Luvas de procedimento: são de látex, não estéreis, protegem o manipulador -Luvas domésticas: são de borracha e indicadas para limpeza de materiais e de ambiente -Luvas estéreis: são utilizadas para procedimentos invasivos e assépticos (evitar a contaminação por microrganismos), protegem o operador e o paciente. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Tipos de EPI’s utilizados no laboratório clínico Máscaras: servem para proteger a mucosa do nariz e da boca contra respingos gerada por espirro, fala ou tosse de pacientes ou durante a realização de procedimentos laboratoriais. São de uso único, devem ser trocadas quando úmidas ou submetidas a respingos visíveis. Óculos: protegem a mucosa dos olhos contra respingos, aerossóis e da irritação provocada por substancias voláteis (álcool, acetona, reagentes). São reutilizáveis, feito de material plástico Gorro: é utilizado para proteger as amostras de contaminação, para não cair fios de cabelo na amostra, para impedir a impregnação de algum odor nos cabelos. Também são úteis durante a realização de procedimentos nos quais são produzidos aerossóis, projeção de partículas e proteção dos pacientes durante procedimentos cirúrgicos. São descartáveis. Protetor facial: é utilizado no lugar dos óculos e da máscara, protege toda a face. É utilizado em procedimentos onde há a produção de muitos aerossóis e de partículas solidas, de faíscas, etc. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Tipos de EPI’s utilizados no laboratório clínico Avental ou jaleco: O avental (limpo, não estéril) serve para proteger a pele e prevenir sujidade na roupa durante procedimentos que tenham probabilidade de gerar respingos ou contato de sangue, fluidos corporais, secreções ou excreções. O avental será selecionado de acordo com a atividade e quantidade de fluido encontrado (plástico ou tecido). O avental de plástico está indicado para lavagem de materiais em áreas de expurgo. O avental sujo será removido após o descarte das luvas e as mãos devem ser lavadas para evitar a transferência de microrganismos para outros pacientes ou ambiente. Calçados: fechados e impermeáveis, para impedir a penetração de sujidade ou de amostras derramadas no chão, vidros quebrados, etc. Equipamentos de proteção coletiva - EPCs São utilizados na proteção coletiva de trabalhadores expostos ao risco INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Tipos de EPC’s Dispositivos de pipetagem – Nunca usar a boca para pipetar, porque além do risco de aspiração, torna mais fácil a inalação de aerossóis. Utilizar um dos vários tipos de bulbos, pêra ou pipetadores. Extintores de incêndios: equipamento que combate o fogo é colocado no corredor do laboratório. Lava olhos: tem o objetivo de livrar os olhos de contaminantes Chuveiro de segurança: são aqueles especificamente projetados para fornecer um fluxo de água abundante e de baixa pressão, suficiente para remover do corpo humano qualquer tipo de contaminante ou calor, sem causar agravamento de possíveis lesões. Saída de emergência: facilitar o acesso para fora do laboratório no caso de incêndios ou acidente com gazes explosivos ou tóxicos. Capelas biológicas: Equipamento imprescindível onde se manuseia produtos químicos ou particulados, amostras biológicas que podem apresentar microorganismos infectantes. As capelas ajudam a proteger o operador, a amostra e o meio ambiente, pois possuem filtros que purificam o ar que é lançado para o interior ou para fora do laboratório. Descartes para materiais perfurocortantes: devem ter paredes firmes e rígidas, geralmente são feitos de papelão, com revestimento interno que não permita vazamento ou perfurações. Após o uso, são recolhidos e devem ser incinerados para destruir os matériais contaminantes. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Cuidados com materiais perfuro-cortantes: Os matérias perfurocortantes são seringas, agulhas, escalpes, ampolas, vidros de um modo em geral ou, qualquer material pontiagudo ou que contenham fios de corte capazes de causar perfurações ou cortes. Recomendações especificas devem ser seguidas durante a realização de procedimentos que envolvam a manipulação de material perfurocortante. a) Máxima atenção durante a realização dos procedimentos; b) Jamais utilizar os dedos como anteparo durante a realização de procedimentos que envolvam materiais perfurocortantes; c) As agulhas não devem ser reencapadas, entortadas, quebradas ou retiradas da seringa com as mãos; d) Não utilizar agulhas para fixar papéis; e) Todo material perfuro-cortante (agulhas, seringas, scalp, laminas de bisturi, vidrarias, entre outros), mesmo que esterilizados, devem ser desprezados em recipientes resistentes à perfuração e com tampa; f) Os recipientes específicos para descarte de materiais não devem ser preenchidos acima do limite de 2/3 de sua capacidade total e devem ser colocados sempre próximos do local onde é realizado o procedimento. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA BOAS PRÁTICAS DE LABORATÓRIO EM SAÚDE • Utilizar proteção apropriada para os olhos quando necessário. • Usar outros equipamentos de proteção conforme for necessário. • Não usar cabelo solto, quando for longo. • Jamais pipetar com a boca solventes ou reagentes voláteis, tóxicos ou que apresentem qualquer risco para a segurança. Usar sempre um pipetador. • Evitar a exposição a gases, vapores e aerossóis. Utilizar sempre uma capela ou fluxo para manusear estes materiais. • Lavar as mãos ao final dos procedimentos de laboratório e remover todo o equipamento de proteção incluindo luvas e aventais. • Nunca consumir alimentos e bebidas no laboratório. A separação de alimentos e bebidas dos locais contendo materiais tóxicos, de risco ou potencialmente contaminados pode minimizar os riscos de ingestão acidental desses materiais. Consumir alimentos e bebidas apenas nas áreas designadas para esta finalidade. • Não guardar alimentos e utensílios utilizados para a alimentação nos laboratórios onde se manuseiam materiais tóxicos e perigosos. • Não utilizar os fornos de micro-ondas ou as estufas dos laboratórios para aquecer alimentos. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA BOAS PRÁTICAS DE LABORATÓRIO EM SAÚDE • A colocação ou retirada de lentes de contato, a aplicação de cosméticos ou escovar os dentes no laboratório pode transferir material de risco para os olhos ou boca. Estes procedimentos devem ser realizados fora do laboratório com as mãos limpas. • Aventais e luvas utilizados no laboratório que possam estar contaminados com materiais tóxicos ou patogênicos não devem ser utilizados nas áreas de café, salas de aula ou salas de reuniões.• Antes de sair do laboratório, lavar sempre as mãos para minimizar os riscos de contaminações pessoais e em outras áreas. • No laboratório sempre devem existir locais para a lavagem das mãos com sabonete ou detergente apropriado e toalhas de papel descartáveis. • Limpeza da Bancada de Trabalho • a) Deve ser feita com álcool a 70% no início e no término das atividades ou • sempre que houver necessidade; • b) Quando houver derramamento de material biológico, limpar imediatamente • com solução de hipoclorito a 2% em preparação diária. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Procedimentos para controle de microorganismos no laboratório Conceitos Limpeza: Consiste na remoção da sujidade da superfície de artigos e equipamentos, através da ação mecânica utilizando água e detergente, com posterior enxágüe e secagem. A grande carga microbiana está concentrada na matéria orgânica, que conseqüentemente, será removida de uma superfície durante a remoção da sujidade. A limpeza deve ser sempre realizada como primeira etapa de desinfecção ou esterilização, pois vai garantir a qualidade destes processos. O material orgânico aderido abriga os micróbios. Ao realizarmos a limpeza de artigos estamos expostos à fluidos contaminados e produtos químicos, sendo imprescindível a utilização de equipamentos de proteção como óculos, máscara cirúrgica, avental plástico, braçadeiras plásticas e luvas de borracha. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Procedimentos para controle de microorganismos no laboratório Produtos utilizados para limpeza Detergente liquido e neutro Modo de uso em superfícies: aplicar puro em um pano úmido ou escova, ou diluído em água (solução detergente). Aplicar pano umedecido em água para o enxágüe. Desinfecção: É o processo de destruição de microrganismos como bactérias na forma vegetativa (não esporulada), fungos, vírus e protozoários. Este processo não destrói esporos bacterianos. Produtos utilizados na desinfecção: • Cloro e compostos clorados: o composto clorado de uso mais comum é o hipoclorito de sódio. Por ser volátil, sua troca é indicada a cada 24 horas. A concentração recomendada é de 1% em dez minutos de contato ou 0,5% com trinta minutos de contato para desinfecção de nível médio. Modo de uso: a solução deve ser solicitada na concentração indicada. Se for usado alvejante comercial, considerar a concentração de 2% e preparar a solução com uma parte de alvejante e igual parte de água para obter 1% ou uma parte de alvejante para três de água obtendo 0,5%. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Procedimentos para controle de microorganismos no laboratório • Álcool 70%: fechar o frasco imediatamente após o uso para evitar a volatização. Modo de uso: Em imersão: colocar em recipiente plástico com tampa. Por ser volátil, sua troca é indicada a cada 24 horas. Seu tempo de contato mínimo é de 10 minutos. Deixar escorrer e secar espontaneamente dispensa o enxágüe. Indicado para artigos metálicos como pinças, estantes de laminas, tesouras e materiais de odontologia. Não é indicado para materiais de borracha, látex, silicone e acrílico pela sua possibilidade de ressecar e opacificar estes materiais. Em superfícies: aplicá-lo diretamente com compressas, friccionando até sua evaporação repetindo por mais duas vezes. A superfície deve estar limpa e seca, pois é inativado na presença de matéria orgânica. Indicado para equipamentos como refletores de luz, mesas ginecológicas, mobiliário de atendimento direto ao paciente. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Esterilização por processos físicos A esterilização por processos físicos pode ser através de calor úmido, calor seco ou radiação. A esterilização por radiação tem sido utilizada em nível industrial, para artigos médicos-hospitalares. Ela permite uma esterilização a baixa temperatura, mas é um método de alto custo. Para materiais que resistam a altas temperaturas a esterilização por calor é o método de escolha, pois não forma produtos tóxicos, é seguro e de baixo custo. • Esterilização por Calor Úmido: o equipamento utilizado é autoclave. É o método de 1ª escolha tratando-se de esterilização por calor. Esta preferência se justifica por preservar a estrutura dos instrumentos metálicos e de corte, por permitir a esterilização de tecidos, vidros e líquidos, desde que observados diferentes tempos de exposição e invólucros. O mecanismo de ação biocida é feito pela transferência do calor latente do vapor para os artigos, e este calor age coagulando proteínas celulares e inativando os microrganismos. Os artigos termossensíveis não devem sofrer autoclavagem, pois a temperatura mínima do processo é de 121º C, bem como os óleos que não permitem a penetração do vapor. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Etapas para processamento: Invólucros: após limpeza, secagem e separação, os artigos deverão ser acondicionados para serem submetidos ao ciclo de esterilização. Os instrumentos articulados, tipo tesoura, porta-agulha, devem ser embalados abertos no interior do pacote. Como invólucros para este processo, existem: papel grau cirúrgico, filme plástico de polipropileno, algodão cru duplo com 56 fios, papel crepado, caixas metálicas forradas internamente com campos simples e com orifícios para permitir a entrada do vapor. Os invólucros deverão ser identificados quanto ao conteúdo, e todos deverão ter escrito a data de validade da esterilização. Todas as embalagens deverão portar um pedaço de fita de indicação química externa para diferenciar e certificar que os pacotes passaram pelo processo. Os invólucros de papel crepado, papel kraft ou tecido deverão obedecer a um método de dobradura para possibilitar abertura asséptica do pacote. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Colocação da carga na autoclave: os artigos embalados em papel, dos diferentes tipos, e artigos embalados em tecido não podem ter contato entre si, pois retém umidade. Se tiverem de ser colocados na mesma carga, devem ser colocados em prateleiras diferentes da autoclave. Quanto a posição na prateleira, os invólucros devem ficar dispostos no sentido vertical, e nunca camada sobre camada na mesma prateleira, para permitir a exaustão do ar e a circulação do vapor no interior de cada pacote. As cargas de tecidos (gazes e campos) devem ser processados em cargas diferentes dos metais, caso contrário os têxteis devem ficar na prateleira superior para facilitar a penetração do calor. Os pacotes não podem encostar nas paredes internas da câmara, assim como a carga não pode ultrapassar 70% da capacidade interna. A fita indicadora química de processo deverá ser colocada em todos os pacotes ou caixas em local visível, em pequenos pedaços Estocagem e validade do material esterilizado: para papel Kraft a durabilidade do processo é de 7 dias de estocagem. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA • Esterilização por Calor Seco: o equipamento utilizado é o Forno de Pasteur, usualmente conhecido como estufa. A esterilização é gerada através do aquecimento e irradiação do calor, que é menos penetrante e uniforme que o calor úmido. Desta forma requer um tempo de exposição mais prolongado e maiores temperaturas, sendo inadequado para tecidos, plásticos, borrachas e papel. Este processo é mais indicado para vidros, metais, pós (talco), ceras e líquidos não aquosos ( vaselina, parafina e bases de pomadas). INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Etapas para processamento Invólucros: após limpeza, secageme separação, os artigos deverão ser acondicionados para serem submetidos ao ciclo de esterilização. Os instrumentos articulados, tipo tesoura, porta-agulha, devem ser acondicionados abertos no interior da caixa metálica. Como invólucros para este processo, existem: caixas metálicas, vidros temperados (tubo de ensaio, placas de Petri) e lâminas de papel alumínio. Utilizando-se caixas metálicas, estas devem ser fechadas com tampa. Os artigos contidos no interior das caixas devem ter um limite de volume que proporcione a circulação do calor. Preferentemente as caixas devem conter kits de instrumentos a serem usados integralmente em cada procedimento. Se utilizadas caixas maiores, contendo grande volume de artigos, recomenda-se envolver cada instrumento ou kits em papel alumínio para reduzir a possibilidade de contaminação na retirada dos instrumentos. Neste momento deve-se ter o cuidado de evitar o rompimento do papel alumínio. Os pós e líquidos devem ser colocados em vidros fechados com alumínio. Todos os invólucros deverão conter um pedaço de fita indicadora química do processo de esterilização, bem como a indicação de validade e o nome do kit ou instrumento. Colocação da carga na estufa: os principais pontos a observar são a não sobrecarga de materiais, deixando espaço suficiente entre eles para haver uma adequada circulação de calor. Não é permitido o empilhamento de caixas em cada prateleira da estufa. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA LEGISLAÇÃO PARA LABORATÓRIOS CLÍNICOS No 14/10/2005 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou no D.O.U. a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC 302) com o “Regulamento Técnico para os Laboratórios Clínicos”, definindo os requisitos para o funcionamento dos laboratórios clínicos e postos de coleta laboratorial públicos ou privados que realizam atividades na área de análises clínicas, patologia clínica e citologia. http://e-legis.bvs.br/leisref/public/showAct.php?id=19176&word= INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Aspectos Gerenciais – RDC 302/2005 1. -Arquivamento e Registros 2. -Biossegurança 3. -Documentação e POPs 4. -Equipamentos e Instrumentos 5. -Infra-estrutura e área física 6. -Laboratórios de apoio 7. -PGRSS – Gerenciamento de Resíduos 8. -Programa de Vacinação 9. -Recursos Humanos 10. -Rótulos 11. -Transporte de amostras INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 1. Arquivamento e Registros Registros são os dados gerados durante os processos laboratoriais, e devem estar vinculados aos mesmos de maneira rastreável, pelo prazo da lei. RDC 302/2005 4.36 Rastreabilidade: Capacidade de recuperação do histórico, da aplicação ou da localização daquilo que está sendo considerado, por meio de identificações registradas. 6.2.10 O laudo emitido pelo laboratório de apoio deve estar disponível e arquivado pelo prazo de 5 (cinco) anos. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 2. Biossegurança RDC 302/2005 Item 5.7.1 - O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem manter atualizados e disponibilizar, a todos os funcionários, instruções escritas de biossegurança, contemplando no mínimo os seguintes itens: a) normas e condutas de segurança biológica, química, física, ocupacional e ambiental; b) instruções de uso para os equipamentos de proteção individual (EPI) e de proteção coletiva (EPC); c) procedimentos em caso de acidentes; d) manuseio e transporte de material e amostra biológica. Item 5.7.2 - O Responsável Técnico pelo laboratório clínico e pelo posto de coleta laboratorial deve documentar o nível de biossegurança dos ambientes e/ou áreas, baseado nos procedimentos realizados, equipamentos e microorganismos envolvidos, adotando as medidas de segurança compatíveis. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 3. Documentação e POPs A documentação adequada de todos os procedimentos analíticos que o laboratório realiza é uma exigência da Vigilância Sanitária. No Brasil os nomes mais utilizados para os documentos são “Procedimento Operacional Padrão” (POP) e “Instrução de Trabalho” (IT). RDC 302/2005 5.1.5 - O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem dispor de instruções escritas e atualizadas das rotinas técnicas implantadas. 5.1.7 - O laboratório clínico deve possuir estrutura organizacional documentada. 5.6.1 - O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem implantar o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) atendendo aos requisitos da RDC/ANVISA n° 306 de 07/12/2004, suas atualizações, ou outro instrumento legal que venha substituí-la. 5.7.1 - O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem manter atualizados e disponibilizar, a todos os funcionários, instruções escritas de biossegurança,... INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 3. Documentação e POPs 5.7.2 - O Responsável Técnico pelo laboratório clínico e pelo posto de coleta laboratorial deve documentar o nível de biossegurança dos ambientes e/ou áreas, baseado nos procedimentos realizados, equipamentos e microorganismos envolvidos, adotando as medidas de segurança compatíveis. 6.2.1 - O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem dispor de instruções escritas, disponíveis e atualizadas para todos os processos analíticos, podendo ser utilizadas as instruções do fabricante. 6.2.2 - O processo analítico deve ser o referenciado nas instruções de uso do fabricante, em referências bibliográficas ou em pesquisa cientificamente válida conduzida pelo laboratório. 5.8.1 - O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem possuir instruções de limpeza, desinfecção e esterilização, quando aplicável, das superfícies, instalações, equipamentos, artigos e materiais. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 3. Documentação e POPs 6.1.3 - Os critérios de aceitação e rejeição de amostras, assim como a realização de exames em amostras com restrições devem estar definidos em instruções escritas. 6.3.1 - O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem possuir instruções escritas para emissão de laudos, que contemplem as situações de rotina, plantões e urgências. 9.1 - Os programas de Controle Interno da Qualidade (CIQ) e Controle Externo da Qualidade (CEQ) devem ser documentados. Ar\TesteTuberculinico-PPD-Versao2.doc INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 4. Equipamentos e Instrumentos RDC 302/2005 5.4 - Equipamentos e Instrumentos Laboratoriais 5.4.1 O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem: a) possuir equipamentos e instrumentos de acordo com a complexidade do serviço e necessários ao atendimento de sua demanda; b) manter instruções escritas referentes a equipamento ou instrumento, as quais podem ser substituídas ou complementadas por manuais do fabricante em língua portuguesa; c) realizar e manter registros das manutenções preventivas e corretivas; d) verificar ou calibrar os instrumentos a intervalos regulares, em conformidade com o uso, mantendo os registros dos mesmos; e) verificar a calibração de equipamentos de medição mantendo registro das mesmas. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 5. Infra-estrutura e área física RDC 302/2005 Item 5.3 - Infra-Estrutura Item 5.3.1. - A infra-estrutura física do laboratório clínico e do posto de coleta deve atender aos requisitos da RDC/ANVISA no. 50 de 21/02/2002, suas atualizações, ou outro instrumento legal que venha a substituí-la http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/2002/50_02rdc.pdf INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA6. Laboratório de Apoio RDC 302/2005 4.27 Laboratório de apoio: Laboratório clínico que realiza análises em amostras enviadas por outros laboratórios clínicos. 6.2. Fase Analítica 6.2.8 O laboratório clínico pode contar com laboratórios de apoio para realização de exames. 6.2.8.1 O laboratório de apoio deve seguir o estabelecido neste regulamento técnico. 6.2.9 O laboratório clínico deve: a) manter um cadastro atualizado dos laboratórios de apoio; b) possuir contrato formal de prestação destes serviços; c) avaliar a qualidade dos serviços prestados pelo laboratório de apoio. 6.2.10 O laudo emitido pelo laboratório de apoio deve estar disponível e arquivado pelo prazo de 5 (cinco) anos. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 7. Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) O Responsável Técnico do laboratório clínico tem agora uma responsabilidade a mais: garantir a destinação adequada dos resíduos e rejeitos gerados pelas suas atividades assistenciais, elaborando ainda um documento, o PGRSS, que descreve o manejo e a disposição dos resíduos sólidos de acordo com a legislação atual. RDC 302/2005 Item 5.6 - Descarte de Resíduos e Rejeitos Item 5.6.1 - O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem implantar o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) atendendo aos requisitos da RDC/ ANVISA n° 306 de 07/12/2004, suas atualizações, ou outro instrumento legal que venha substituí- la. http://e-legis.bvs.br/leisref/public/showAct.php?id=13554 INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 7. Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) A nova versão da ABNT NBR 7500 Submetida a revisão para que se adequasse à legislação, a norma ABNT NBR 7500:2009 - Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos foi publicada em julho e entrou em vigor no dia 15 de agosto. O trabalho de atualização esteve a cargo da Comissão de Estudo de Transporte Terrestre de Produtos Perigosos do Comitê Brasileiro de Transportes e Tráfego (ABNT/CB-16), sob coordenação de Glória Benazzi. A ABNT NBR 7500:2009 estabelece os símbolos convencionais e seu dimensionamento, para serem aplicados nas unidades de transporte e nas embalagens para indicação dos riscos e cuidados a serem tomados transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 8. Programa de Vacinação RDC 302/2005 5.2 Recursos Humanos 5.2.3 Todos os profissionais do laboratório clínico e do posto de coleta laboratorial devem ser vacinados em conformidade com a legislação vigente. NR-32 – MTE – Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego. 32.2.3 Do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO 32.2.3.1 O PCMSO, além do previsto na NR-07, e observando o disposto no inciso I do item 32.2.2.1, deve contemplar: ....e) o programa de vacinação. 32.2.3.3 Com relação à possibilidade de exposição acidental aos agentes biológicos, deve constar do PCMSO: ...g) a relação dos estabelecimentos de assistência à saúde depositários de imunoglobulinas, vacinas, medicamentos necessários, materiais e insumos especiais. 32.2.4.17 Da Vacinação dos Trabalhadores 32.2.4.17.1 A todo trabalhador dos serviços de saúde deve ser fornecido, gratuitamente, programa de imunização ativa contra tétano, difteria, hepatite B e os estabelecidos no PCMSO. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 8. Programa de Vacinação NR-32 – MTE – Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego. 32.2.4.17.2 Sempre que houver vacinas eficazes contra outros agentes biológicos a que os trabalhadores estão, ou poderão estar, expostos, o empregador deve fornecê-las gratuitamente. 32.2.4.17.3 O empregador deve fazer o controle da eficácia da vacinação sempre que for recomendado pelo Ministério da Saúde e seus órgãos, e providenciar, se necessário, seu reforço. 32.2.4.17.4 A vacinação deve obedecer às recomendações do Ministério da Saúde. 32.2.4.17.5 O empregador deve assegurar que os trabalhadores sejam informados das vantagens e dos efeitos colaterais, assim como dos riscos a que estarão expostos por falta ou recusa de vacinação, devendo, nestes casos, guardar documento comprobatório e mantê-lo disponível à inspeção do trabalho. 32.2.4.17.6 A vacinação deve ser registrada no prontuário clínico individual do trabalhador, previsto na NR-07. 32.2.4.17.7 Deve ser fornecido ao trabalhador comprovante das vacinas recebidas. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 9. Recursos Humanos RDC 302/2005 5.2 Recursos Humanos 5.2.1 O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem manter disponíveis registros de formação e qualificação de seus profissionais compatíveis com as funções desempenhadas. 5.2.2 O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem promover treinamento e educação permanente aos seus funcionários mantendo disponíveis os registros dos mesmos. 5.2.3 Todos os profissionais do laboratório clínico e do posto de coleta laboratorial devem ser vacinados em conformidade com a legislação vigente. 5.2.4 A admissão de funcionários deve ser precedida de exames médicos em conformidade com o PCMSO da NR-7 da Portaria MTE nº 3214 de 08/06/1978 e Lei nº 6514 de 22/12/1977, suas atualizações ou outro instrumento legal que venha substituí-la. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 10. Rótulos RDC 302/2005 Item 5.5.3 - O reagente ou insumo preparado ou aliquotado pelo próprio laboratório deve ser identificado com rótulo contendo: nome, concentração, número do lote (se aplicável), data de preparação, identificação de quem preparou (quando aplicável), data de validade, condições de armazenamento, além de informações referentes a riscos potenciais. 5.5.3.1- Devem ser mantidos registros dos processos de preparo e do controle da qualidade dos reagentes e insumos preparados. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 11. Transporte de Amostras RDC302/2005 Item 6.1 - Fase Pré-analítica 6.1.9 - O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem possuir instruções escritas para o transporte da amostra de paciente, estabelecendo o prazo, condições de temperatura e padrão técnico para garantir a sua integridade e estabilidade. 6.1.10 - A amostra de paciente deve ser transportada e preservada em recipiente isotérmico, quando requerido, higienizável, impermeável, garantindo a sua estabilidade desde a coleta até a realização do exame, identificado com a simbologia de risco biológico, com os dizeres "Espécimes para Diagnóstico" e com nome do laboratório responsável pelo envio. 6.1.11 - O transporte da amostra de paciente, em áreas comuns a outros serviços ou de circulação de pessoas, deve ser feito em condições de segurança conforme item 5.7. 6.1.12 - Quando da terceirização do transporte da amostra, deve existir contrato formal obedecendo aos critérios estabelecidos neste Regulamento. 6.1.13 - Quando da importação ou exportação da "Espécimes para Diagnóstico", devem ser seguidas a RDC/ANVISA nº 01, de 06 de dezembro de 2002 e a Portaria MS nº 1985, de 25 de outubro de 2001, suas atualizações ou outro instrumento legal que venha substituí-las. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA Aspectos Técnicos da RDC 302/2005 1. -Água reagente 2. -Calibração 3. -Controle de Temperatura 4. -Controle Externo de Qualidade 5. -Controle Interno de Qualidade 6. -Garantia de Qualidade 7. -Instruções de Coleta 8. -Limpeza, Desinfecção e Esterilização 9. -Notificação Compulsória 10. -Resultados Críticos 11. -Retificação de Laudos 12. -Sorologia para HIV 13. -Testes Laboratoriais Remotos 14. -Validação de MétodosINSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 1. Água 6.2 - Fase Analítica 6.2.7 - O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem definir o grau de pureza da água reagente utilizada nas suas análises, a forma de obtenção, o controle da qualidade. 2.Calibração 5.4 - Equipamentos e Instrumentos Laboratoriais 5.4.1 - O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem: a) Possuir equipamentos e instrumentos de acordo com a complexidade do serviço e necessários ao atendimento de sua demanda; b) Manter instruções escritas referentes a equipamento ou instrumento, as quais podem ser substituídas ou complementadas por manuais do fabricante em língua portuguesa; c) Realizar e manter registros das manutenções preventivas e corretivas; d) Verificar ou calibrar os instrumentos a intervalos regulares, em conformidade com o uso, mantendo os registros dos mesmos; e) Verificar a calibração de equipamentos de medição mantendo registro das mesmas. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 3. Controle de Temperatura 5.4 - Equipamentos e Instrumentos Laboratoriais 5.4.3 Os equipamentos que necessitam funcionar com temperatura controlada devem possuir registro da verificação da mesma. 4.Controle Externo de Qualidade 4 - Definições Item 4.12 - Controle externo da qualidade - CEQ: Atividade de avaliação do desempenho de sistemas analíticos através de ensaios de proficiência, análise de padrões certificados e comparações iinterlaboratoriais. Também chamada Avaliação Externa da Qualidade. Item 4.15 - Ensaio de proficiência: Determinação do desempenho analítico por meio de comparações interlaboratoriais conduzidas por provedores de ensaio de proficiência. 9.3 - Controle Externo da Qualidade - CEQ Item 9.3.1 - O laboratório clínico deve participar de Ensaios de Proficiência para todos os exames realizados na sua rotina. Item 9.3.1.1 - Para os exames não contemplados por programas de Ensaios de Proficiência, o laboratório clínico deve adotar formas alternativas de Controle Externo da Qualidade descritas em literatura científica. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 4.Controle Externo de Qualidade - CEQ Item 9.3.2 - A participação em Ensaios de Proficiência deve ser individual para cada unidade do laboratório clínico que realiza as análises. Item 9.3.3 - A normalização sobre o funcionamento dos Provedores de Ensaios de Proficiência será definida em resolução específica, desta ANVISA. Item 9.3.4 - O laboratório clínico deve registrar os resultados do Controle Externo da Qualidade, inadequações, investigação de causas e ações tomadas para os resultados rejeitados ou nos quais a proficiência não foi obtida. Item 9.3.5 - As amostras controle devem ser analisadas da mesma forma que as amostras dos pacientes. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 5.Controle Interno de Qualidade – CIQ 9.2 Controle Interno da Qualidade - CIQ Item 9.2.1 - O laboratório clínico deve realizar Controle Interno da Qualidade contemplando: a) Monitoramento do processo analítico pela análise das amostras controle, com registro dos resultados obtidos e análise dos dados; b) Definição dos critérios de aceitação dos resultados por tipo de analito e de acordo com a metodologia utilizada; c) Liberação ou rejeição das análises após avaliação dos resultados das amostras controle. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 5. Controle Interno de Qualidade – CIQ Item 9.2.2 - Para o CIQ, o laboratório clínico deve utilizar amostras controle comerciais, regularizados junto a ANVISA/MS de acordo com a legislação vigente. Item 9.2.2.1 - Formas alternativas descritas na literatura podem ser utilizadas desde que permitam a avaliação da precisão do sistema analítico. Item 9.2.3 - O laboratório clínico deve registrar as ações adotadas decorrentes de rejeições de resultados de amostras controle. Item 9.2.4 - As amostras controle devem ser analisadas da mesma forma que amostras dos pacientes. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 6.Garantia da Qualidade 8 GARANTIA DA QUALIDADE Item 8.1 - O laboratório clínico deve assegurar a confiabilidade dos serviços laboratoriais prestados, por meio de, no mínimo: a) controle interno da qualidade; b) controle externo da qualidade (ensaios de proficiência). 9 CONTROLE DA QUALIDADE Item 9.1 - Os programas de Controle Interno da Qualidade (CIQ) e Controle Externo da Qualidade (CEQ) devem ser documentados, contemplando: a) lista de analítos; b) forma de controle e freqüência de utilização; c) limites e critérios de aceitabilidade para os resultados dos controles; d) avaliação e registro dos resultados dos controles. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 7.Instrução de Coleta 6.1 Fase pré-analítica Item 6.1.1 - O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem disponibilizar ao paciente ou responsável, instruções escritas ou verbais, em linguagem acessível, orientando sobre o preparo e coleta de amostras tendo como objetivo o entendimento do paciente. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 8.Limpeza, Desinfecção e Esterilização Desinfecção: Processo físico ou químico que destrói ou inativa a maioria dos microrganismos patogênicos de objetos inanimados e superfícies, com exceção de esporos bacterianos. Esterilização: Processo físico ou químico que destrói todas as formas de vida microbiana, ou seja, bactérias nas formas vegetativas e esporuladas, fungos e vírus. Limpeza: Processo sistemático e contínuo para a manutenção do asseio ou, quando necessário, para a retirada de sujidade de uma superfície. Saneante: Substância ou preparação destinada à higienização, desinfecção, esterilização ou desinfestação domiciliar, em ambientes coletivos, públicos e privados, em lugares de uso comum e no tratamento da água. Item 5.8 - Limpeza, Desinfecção e Esterilização 5.8.1 - O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem possuir instruções de limpeza, desinfecção e esterilização, quando aplicável, das superfícies, instalações, equipamentos, artigos e materiais. 5.8.2 - Os saneantes e os produtos usados nos processos de limpeza e desinfecção devem ser utilizados segundo as especificações do fabricante e estarem regularizados junto a ANVISA/MS, de acordo com a legislação vigente. Fonte: RDC 302/2005 INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 9.Notificação Compulsória Item 6.2.12 - Os resultados laboratoriais que indiquem suspeita de doença de notificação compulsória devem ser notificados conforme o estabelecido no Decreto no 49.974-A, de 21 de janeiro de 1961, e na Portaria no 2325, de 08 de dezembro de 2003, suas atualizações, ou outro instrumento legal que venha a substituí-la. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 10.Resultados Críticos Resultados potencialmente críticos são resultados de exames laboratoriais que se situam em uma faixa de valores quantitativos ou que, por si sós, podem estar relacionados a situações clínicas potencialmente graves e que devem ser comunicados ao médico imediatamente. 6.2 Fase Analítica Item 6.2.5 - O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem definir limites de risco, valores críticos ou de alerta, para os analíticos com resultado que necessita tomada imediata de decisão. Item 6.2.5.1 - O laboratório e o posto de coleta laboratorial devem definir o fluxo de comunicação ao médico, responsável ou paciente quando houver necessidade de decisão imediata. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 11.Retificação de Laudos Um laudo de exame laboratorial tem valor legal e deve ser liberado e assinado por um profissional legalmente habilitado. Contudo, por vezes, pode ocorrer a liberação inadvertidade um laudo contendo alguma incorreção. Caso este laudo já tenha sido entregue ao médico ou ao paciente, é preciso retificar a eventual incorreção o quanto antes. 6.3 - Fase Pós-Analítica Item 6.3.8 - As cópias dos laudos de análise bem como dados brutos devem ser arquivados pelo prazo de 5 (cinco) anos, facilmente recuperáveis e de forma a garantir a sua rastreabilidade. Item 6.3.8.1 - Caso haja necessidade de retificação em qualquer dado constante do laudo já emitido, a mesma deve ser feita em um novo laudo onde fica clara a retificação realizada. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 12.Sorologia para HIV Item 6.2.11 - Os serviços que realizam testes laboratoriais para detecção de anticorpos anti-HIV devem seguir, o disposto neste Regulamento Técnico, além do disposto na Portaria MS nº. 59 de 28 de janeiro de 2003 e na Portaria SVS nº. 34 de 28 de julho de 2005, suas atualizações ou outro instrumento legal que venha substituí-la. Item 6.3.7 - O laudo de análise do diagnóstico sorológico de Anticorpos Anti-HIV deve estar de acordo com a Portaria MS nº 59/2003, suas atualizações ou outro instrumento legal que venha a substituí-la. 16 de outubro de 2009, foi publicada a Portaria MS/SVS No. 151/2009. http://www.pncq.org.br/pdfs/portaria151-%20de%2014-10-2009.pdf INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 13.Testes Laboratoriais Remotos – TLR 4.40 Teste Laboratorial Remoto-TLR: Teste realizado por meio de um equipamento laboratorial situado fisicamente fora da área de um laboratório clínico. Também chamado Teste Laboratorial Portátil -TLP, do inglês Point-of-care testing -POCT. "6.2.13 A execução dos Testes Laboratoriais Remotos - TLR (Point-of-care) e de testes rápidos, deve estar vinculada a um laboratório clínico, posto de coleta ou serviço de saúde pública ambulatorial ou hospitalar. 6.2.14 O Responsável Técnico pelo laboratório clínico é responsável por todos os TLR realizados dentro da instituição, ou em qualquer local, incluindo, entre outros, atendimentos em hospital-dia, domicílios e coleta laboratorial em unidade móvel. Obs: também são chamados de TESTE NO LOCAL DE ATENDIMENTO (POC) ou EXAMES FOCALIZADOS NO PACIENTE é reconhecido pelo Joint Commission on the Accreditation of Healthcare Organizations, pelo College of American Pathologists e pelo decreto norte- americanos de melhoria dos laboratórios clínicos de 1988. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 13.Testes Laboratoriais Remotos – TLR 4.40 Teste Laboratorial Remoto-TLR: 6.2.15 A relação dos TLR que o laboratório clínico executa deve estar disponível para a autoridade sanitária local. 6.2.15.1 O laboratório clínico deve disponibilizar nos locais de realização de TLR procedimentos documentados orientando com relação às suas fases pré-analítica, analítica e pós-analítica, incluindo: a) sistemática de registro e liberação de resultados provisórios; b) procedimento para resultados potencialmente críticos; c) sistemática de revisão de resultados e liberação de laudos por profissional habilitado. 6.2.15.2 A realização de TRL e dos testes rápidos está condicionada a emissão de laudos que determine suas limitações diagnósticas e demais indicações estabelecidas no item 6.3. 6.2.15.3 O laboratório clínico deve manter registros dos controles da qualidade, bem como procedimentos para a realização dos mesmos. 6.2.15.4 O laboratório clínico deve promover e manter registros de seu processo de educação permanente para os usuários dos equipamentos de TLR." INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA 14.Validação dos Métodos 4.DEFINIÇÕES 4.31 Metodologia própria em laboratório clínico (in house): Reagentes ou sistemas analíticos produzidos e validados pelo próprio laboratório clínico, exclusivamente para uso próprio, em pesquisa ou em apoio diagnóstico. 4.41 Validação: Procedimento que fornece evidências de que um sistema apresenta desempenho dentro das especificações da qualidade, de maneira a fornecer resultados válidos. 5.5 Produtos para diagnóstico de uso in vitro 5.5.5 O laboratório clínico que utilizar metodologias próprias - In House, deve documentá- las incluindo, no mínimo: a) descrição das etapas do processo; b) especificação e sistemática de aprovação de insumos, reagentes e equipamentos e instrumentos. c) sistemática de validação. 5.5.5.1 O laboratório clínico deve manter registro de todo o processo e especificar no laudo que o teste é preparado e validado pelo próprio laboratório. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA REFERÊNCIAS 1. www.anvisa.gov.br 2. www.labconsult.com.br 3.Diagnóstico Clínico e Tratamentos por Métodos Laboratoriais – HENRY 4. Biossegurança em laboratórios biomédicos e de microbiologia / editado por Jonathan Y. Richmond, Robert W. Mckinney; organizado por Ana Rosa dos Santos, Maria Adelaide Millington, Mário Cesar Althoff. - Brasília : Ministério da Saúde : Fundação Nacional de Saúde, 2000. 5. Organização Mundial da Saúde. Manual de segurança biológica em laboratório – 3a edição – 2004 6.LIMA, A. O.; SOARES, J. B.; GRECO, J. B.; GALIZZI, J.; CANÇADO, J.R. Métodos > de Laboratório Aplicados à Clínica: Técnica e Interpretação. Rio de Janeiro: > Guanabara Koogan, 2001. INSTRUMENTAL DE LABORATÓRIO JOELMA SOUZA “A gente só faz da vida, aquilo que não é nada. Mas, falha se não o fizer, fica perdido na estrada.” (Fernando Pessoa)