Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Higiene, Organização e Segurança em Laboratório 
Em um laboratório de microbiologia as condições de higiene e limpeza devem ser rigorosas, para evitar 
possíveis fontes de contaminações, que constituam um risco em potencial para todos os envolvidos no 
trabalho e manuseio. 
Todo e qualquer trabalho a ser desenvolvido dentro de um laboratório apresenta riscos físico, químico, 
mecânico e biológico, que pode resultar em danos materiais ou acidentes pessoais. O laboratório de 
microbiologia é, com frequência, um ambiente singular de trabalho que pode expor as pessoas próxi-
mas a ele, ou que nele trabalham, a riscos de doenças infecciosas identificáveis. 
Pensando nisto, elaboramos este Manual de Segurança, contendo as principais medidas que se fazem 
necessárias para melhor utilização dos laboratórios do Centro de Tecnologia e Desenvolvimento Regi-
onal-CTDR, tais como: 
- Armazenamento apropriado de reagentes e resíduos laboratoriais; 
- Formas adequadas de descarte de resíduos laboratoriais; 
- Formas de prevenção de acidentes; 
- Metodologias das análises realizadas; 
- Utilização correta de equipamentos, como microscópios e balanças; 
- Utilização de extintores; 
- Procedimentos gerais recomendados em casos de acidentes. 
O trabalho com calma, cautela, dedicação e bom senso, seguindo sempre as recomendações aqui 
descritas, ajuda a prevenir e/ou minimizar os efeitos nefastos resultantes dos possíveis acidentes. 
Regras Gerais 
Apesar de cada laboratório ser voltado para uma área específica, são normas básicas que envolvem 
disciplina e responsabilidade. 
Apenas é permitida a entrada de pessoas autorizadas nos laboratórios ou salas de preparo. 
Nunca trabalhar sozinho no laboratório. É conveniente fazê-lo durante o período de aula ou na presença 
do técnico e/ou professor. 
Usar o jaleco de mangas compridas, sempre que estiver dentro de um laboratório, mesmo que não 
esteja trabalhando. 
Utilizar os equipamentos de proteção individual (luvas, touca, máscara, etc) de acordo com a orientação 
do professor, técnico e/ou monitor. 
Não é permitido beber, comer, fumar ou aplicar cosméticos dentro do laboratório, em decorrência do 
alto risco de contaminação. 
Utilizar roupas e calçados adequados que proporcionem maior segurança, tais como: Calça comprida 
e sapato fechado. 
Tomar cuidado com os cabelos, mantendo-os presos e/ou uso de touca. 
Ler sempre o procedimento experimental com a certeza de ter entendido todas as instruções. Em caso 
de dúvidas, ou se algo anormal tiver acontecido, chame o professor, técnico ou monitor imediatamente. 
Para utilizar os produtos químicos ou qualquer equipamento, é necessário auxílio e autorização de 
professores, técnicos ou monitores. 
Manter sempre limpo o local de trabalho, evitando obstáculos que possam dificultar as análises. 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Não trabalhar com material imperfeito, principalmente vidros que tenham arestas cortantes. Todo ma-
terial quebrado deve ser desprezado. 
Não deixar sobre a bancada, vidros quentes e frascos abertos. 
Utilizar óculos de segurança quando se fizer necessário. 
Usar luvas apropriadas durante a manipulação de objetos quentes e de substâncias 
que possam ser absorvidas pela pele (corrosivas, irritantes, cancerígenas, tóxicas ou nocivas). 
Caso você tenha alguma ferida exposta, esta deve estar devidamente protegida. 
Em caso de acidentes, avise imediatamente o professor, técnico ou monitor responsável. 
Cada equipe é responsável pelo seu material, portanto, ao término de uma aula prática, tudo o que 
você usou deverá ser limpo e guardado em seus devidos lugares. 
Quando houver quebra ou dano de materiais ou aparelhos, comunique imediatamente aos professores, 
técnico ou ao monitor responsável. 
Na falta de algum material, a equipe ficará responsável pela sua reposição. 
Não utilizar o material de outra equipe. 
Não fazer uso de materiais ou equipamentos que não fazem parte da aula prática. 
O material disponível no laboratório é de uso exclusivo para as aulas práticas, por isso não promova 
brincadeiras com ele. 
Os materiais deveram ser emprestados, somente com a autorização do coordenador do laboratório ou 
técnico, mediante assinatura do termo de responsabilidade. 
Laboratório é local de trabalho sério e não fuga de aulas teóricas, por isso desenvolva a responsabili-
dade e o profissionalismo. 
O não cumprimento destas normas poderá acarretar punição ao aluno ou à equipe 
Desinfecção do Laboratório 
A limpeza num laboratório deve ser rigorosa, uma vez que qualquer matéria estranha pode ser uma 
fonte de contaminação. 
É de fundamental importância manter uma atenção diária em relação à desinfecção do laboratório de 
Microbiologia. Esta visa eliminar qualquer interferência externa que possa influir na qualidade dos tra-
balhos desenvolvidos, assim como proteger o pessoal envolvido de qualquer contaminação ambiental. 
É muito importante que se determine periodicamente, o índice de contaminação do laboratório. No 
início e término de cada trabalho prático, a superfície da bancada deve ser desinfetada. Podem ser 
usadas soluções de álcool 70% (m/m) ou álcool 70% (m/m)+Iodo 0,25% (m/v), solução de hipocloritode 
sódio, etc. 
O chão deve ser esfregado todos os dias, com pano molhado em um desinfetante. 
Em caso de acidentes provocados por respingos, quebras de frascos, tubos e placas que contenham 
materiais contaminados, devem-se proceder imediatamente à desinfecção. 
Todo material contaminado antes de ser lavado, deve passar pelo processo de esterilização, para que 
toda a sua flora microbiológica seja completamente destruída, evitando-se que o mesmo seja uma fonte 
de contaminação. 
Nunca se deve deixar sobre a bancada de trabalho, lâminas retiradas do microscópio. Este material 
deve ser colocado em recipiente contendo uma solução desinfetante adequada. 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Todo material que deve ser esterilizado e/ou lavado (tubos, pipetas, placas, frascos, etc.) deverá ser 
colocado em lugar indicado, ao final de cada atividade desenvolvida no laboratório. 
As alças e as agulhas inoculadas, após o uso, devem ser esterilizadas à chama. A autoclave, que é um 
equipamento usado nas atividades rotineiras do laboratório, deve ser inspecionado e verificado quanto 
à eficiência de esterilização periodicamente. 
Deve-se ter sempre o cuidado de lavar e realizar a antissepsia das mãos, antes e após o término dos 
trabalhos realizados no laboratório. 
Soluções químicas devem ser pipetadas com auxiliar de pipetagem (como a pêra de borracha) e as 
pipetas químicas devem estar separadas das microbiológicas. 
Materiais Usados No Laboratório De Microbiologia 
Esses materiais podem ser enumerados da seguinte forma: Conjunto de uso do Aluno (a) 
Vidrarias 
Acessórios 
Equipamentos 
Faz-se necessário conhecer suas utilidades, características específicas e seu manuseio, para utilizá-
los de maneira correta no controle microbiológico. 
Cada aluno deve portar uma bata (avental/ jaleco), uma caneta marcadora para vidraria (caneta para 
retroprojetor pode substituir), um auxiliar de pipetagem (pêra, de borracha) e um caderno de laboratório 
para anotações dos experimentos. A bata não deve ser de material semi-sintético (bastante inflamável) 
e sim de algodão. Na etapa de aprendizado o aluno deve preferir bata de manga curta, para evitar risco 
de acidentes com a chama do bico de Bunsen. 
Vidrarias: 
Tubo de Cultura 
São tubos de vidro, sem borda ou com tampa de plástico rosqueável. Seu tamanho pode variar de 
acordo com o trabalho a ser realizado. São utilizados no cultivo de microrganismos em pequeno volume 
de meio de cultura, trazendo a vantagem de economizar meio e espaço físico. 
Placas de Petri 
São recipientesredondos, de vidro ou plástico, com tampa rasa. Geralmente é recomendado determi-
nar-se o seu diâmetro e altura, de acordo com o tipo de trabalho a ser realizado. As mais usadas medem 
cerca de 100 mm de diâmetro por 10 mm de altura. Servem para conter meio de cultura sólido; Sua 
superfície extensa facilita o isolamento de espécies microbianas distintas. 
Pipetas Graduadas (Sorológicas) 
São utilizadas para diluições, inoculações, distribuições de meio, etc. Em microbiologia estas pipetas 
devem ser esterilizadas com uma porção de algodão hidrófobo na parte superior. Estas pipetas podem 
ser sopradas, pois não se requer muita precisão. As pipetas para uso com substâncias químicas devem 
ser separadas das microbiológicas (usar auxiliar de pipetagem de 3 vias). As pipetas microbiológicas 
são usadas com dispensadores automáticos. 
Pipetas de Pasteur 
São tubos de vidro ou polipropileno, não graduados, estirados em capilar. Servem para transferência 
de pequenos volumes de líquidos. Podem ser usadas com uma pequena pêra de borracha na extremi-
dade superior. 
Alça de Drigalsky 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
É obtido pela manipulação de uma vareta de vidro à chama do maçarico. Serve para espalhar suspen-
sões de microrganismos na Placa de Petri contendo meio de cultura sólido. Deve ser flambada á chama 
antes e após o uso. 
Lâminas de Vidro 
São de vidro claro e transparente, com formato retangular. São utilizadas para exame dos microrganis-
mos em microscópio óptico. Geralmente são armazenadas em caixa de vidro contendo álcool 95%. 
Lâminas Escavadas 
É uma lâmina específica, que serve ao chamado “ensaio em gota pendente”, ou seja, o material é 
observado suspenso em uma gota de líquido. Muito utilizada na observação da mobilidade dos micror-
ganismos. 
Lamínulas 
São pequenas lâminas de vidro transparente, quadradas, finas, destinadas a cobrir as preparações 
contidas nas lâminas, nos ensaios a fresco. Também são usadas para o preparo de lâminas fixadas 
para uso por longos períodos. 
Hematocitômetro de Newbauer: 
Também denominada lâmina de contagem ou câmara de Newbauer. São escavadas, milimetradas e 
permitem contar o número de células contidas em um volume determinado de suspensão microbiana. 
Frascos de Cultivo Microbiano: 
De vidro borossilicato e tampa rosqueada de polipropileno, autoclavável. São vidrarias utilizadas para 
análises de água e alimentos. 
Tubos de Durham: 
São tubos de vidro pequenos e cilíndricos. Servem para captar o gás formado em uma fermentação. 
Termômetros: 
São utilizados em estufas microbiológicas, de secagem e esterilização, banhos de água (banhos- ma-
ria), etc. Deve-se prezar por termômetros calibrados pela Rede Brasileira de Calibração – RDC (INME-
TRO), cujas incertezas sejam conhecidas. Deve-se dar preferência a termômetros de álcool (bulbo 
vermelho). 
Balão de fundo plano (chato) e Erlenmeyer 
São utilizados em Microbiologia para armazenar quantidades maiores de meio de cultura. O erlenmeyer 
é uma vidraria muito utilizada também na multiplicação celular de microrganismos em meio de cultura 
líquida com agitação ou aeração. 
Bico de Bunsen (a) e de Meker (b) 
É um aquecedor a gás com chama, cuja temperatura varia de acordo com a regulagem. É suprido com 
gás liquefeito de petróleo (GLP) e proporciona uma chama que permite a realização da manipulação 
das análises microbianas. Deve-se verificar com frequência se não há vazamentos de gás nas cone-
xões. 
Cabo de Kolle 
É um cilindro metálico, contendo um material isolante térmico na extremidade, usado para manipulação 
microbiana da alça de platina (ou níquel-cromo). Na outra extremidade metálica há um orifício onde é 
colocada a alça ou agulha que são fixadas mediante encaixe rosqueável, utilizado como suporte para 
este fim. 
Alça De Platina e Agulhas 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
É um fio de platina ou outra liga metálica, medindo aproximadamente cinco centímetros, recurvado em 
uma de suas extremidades. É adaptado ao cabo de Kolle. Este material é utilizado para transferir inó-
culos sólidos ou em suspensão. A agulha é um fio de platina ou de outra liga, que fixado ao cabo de 
Kolle, é utilizada para semear meio sólido em profundidade. 
Espátulas e pinças: 
Estes utensílios são normalmente produzidos em aço inoxidável. A espátula é utilizada para pesagem 
de pequenas massas, enquanto a pinça para manipulação de lâminas, lamínulas, etc... 
Equipamentos Utilizados 
Agitador do Tipo Rotatório (Shaker) 
É munido de uma plataforma onde os recipientes contendo o meio líquido são fixados. O mesmo gira 
de modo circular, agitando o meio continuamente durante a incubação e também expondo maior su-
perfície do meio à fase gasosa. 
Contador de Colônias 
É utilizado para contagem de colônias em Placa de Petri. É constituído de um suporte onde é colocada 
a placa e acima desta, em distância definida, situa-se uma lente (lupa) que possibilita o aumento de 1,5 
vezes. Pode acompanhar uma caneta para contagem. Quando o equipamento está funcionando, a 
placa é iluminada, permitindo assim maior nitidez e realce das linhas que subdividem o suporte. 
Estufa Incubadora (Microbiológica) 
É um tipo específico de estufa que apresenta além da porta metálica, uma porta de vidro. Apresenta 
um sistema de aquecimento controlado por resistência elétrica. O aquecimento é controlado através de 
um termostato e a temperatura acompanhada com termômetro analógico ou digital. 
A temperatura não deve ter uma variação superior à ±0,5ºC. Para determinar a temperatura, coloca-se 
um termômetro com o bulbo submerso em líquido (glicerina, água, etc.) para maior homogeneidade da 
medida. 
Esse equipamento é utilizado como auxiliar no crescimento e reprodução dos microrganismos, uma 
vez que fornece a temperatura adequada a cada espécie microbiana. 
Incubadora De Banho De Água (Banho-Maria) 
É um equipamento indispensável para realizações dos ensaios de coliformes termotolerantes (44,5ºC 
± 0,2ºC). O mesmo é dotado de um termômetro, termostato e tampa para o controle de temperatura do 
banho. 
Estufa de Esterilização 
É um tipo específico de estufa que apresenta um sistema de aquecimento controlado por resistência 
elétrica, é munida de termostato e termômetro para o controle de temperatura. Em geral este equipa-
mento é utilizado para esterilizar vidrarias. 
Potenciômetro 
É um equipamento muito utilizado no laboratório de Microbiologia para se determinar o pH dos diferen-
tes tipos de meios de culturas e soluções tampão. É constituído por eletrodos, botões de ajuste e é 
dotado de um sistema eletrônico capaz de fornecer leituras diretas com exatidão de ±0,1 unidades de 
pH. 
Verifica-se a exatidão do aparelho pelo menos duas vezes ao dia, usando-se soluções-padrão tampo-
nadas. 
Há medidores portáteis de fácil uso. 
Balanças 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
São destinadas a pesagens das diferentes substâncias usadas no preparo dos vários tipos de meios 
de cultura, soluções e corantes. Podem ser analógicas ou digitais. As balanças devem ser mantidas 
sobre uma base sólida protegidas de vibrações, e também de umidade e mudanças bruscas de tem-
peratura. 
Autoclave 
É um equipamento destinado à esterilização pelo calor úmido (vapor d´água sob pressão). Normal-
mente, são utilizados para esterilizar águas de diluições, meios de cultura que suportem temperaturas 
elevadas (115-120ºC), materiais contaminados que vão ser descartados e outros. O autoclave de labo-
ratório pode ser do tipo horizontal ou vertical, contendo os seguintes acessórios: caldeira cilíndrica 
hermeticamente fechada por uma tampa de bronze ou cobre, dotada de manômetro, válvula de escape 
de ar e de segurança. Em seu interior existe uma cesta metálica (móvel) onde são colocados todos os 
materiaisa serem esterilizados. 
Sensor de Eletrodo de Temperatura 
É empregado o uso de bioindicadores ou fitas de controle para se testar a eficiência deste equipamento. 
Geladeiras e Congeladores (Freezers) 
As geladeiras são utilizadas para a conservação de meios de cultura estéreis, soluções e amostras de 
contra-prova. As culturas microbianas e soluções não devem ser colocados no mesmo equipamentos 
que as amostras. Jamais poderá guardar refeições, lanches, bebidas ou qualquer outro alimento que 
irá ser consumido. Se contiver material com risco biológico deverá ser identificada com o pictograma 
adequado. 
Culturas vivas não devem ser congeladas. A verificação diária da temperatura é regra geral de controle 
destes equipamentos. 
Agitador Magnético 
É munido de uma plataforma metálica onde o recipiente contendo o meio líquido e uma barra magnética 
revestida de material inerte é colocado. O mesmo gira a barra magnética de modo circular, agitando o 
meio continuamente durante a incubação e também expondo maior superfície do meio à fase gasosa. 
Microscópio Ótico 
Equipamento utilizado para o estudo dos microrganismos. Os equipamentos mais usados permitem o 
aumento de até 1.250 vezes e podem ser monoculares ou binoculares. Deve-se ter cuidado para não 
utilizar preparações a fresco com a objetiva de imersão. 
Auxiliar de Pipetagem (pipeting aide) 
Equipamento utilizado para pipetar líquidos viscosos tais como meios de cultura e culturas microbianas. 
As pipetas devem ter uma proteção de algodão hidrófobo para proteger o auxiliar de possíveis conta-
minações. 
Cabines de Fluxo Laminar Horizontal e Vertical 
As cabines de fluxo horizontal se prestam para a manipulação de materiais estéreis como meios de 
cultura esterilizados e amostras de materiais estéreis (soluções injetáveis, nutrição parenteral, etc). Não 
devem ser usadas para materiais muito contaminados ou culturas puras de microrganismos, pois o 
fluxo de é direcionado no sentido do operador. 
Soluções 
Soluções Desinfetantes 
As soluções desinfetantes são utilizadas para antissepsia das mãos (álcool 70% m/m), ou desinfecção 
das bancadas (hipoclorito de sódio 2,5%, álcool 70% m/m ou álcool 70% m/m+ Iodo 0,1- 0,5% m/v), ou 
ainda para descarte de resíduos líquidos e de pipetas contaminadas (não usar solução inflamável com 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
álcool 70%). Antes de iniciar qualquer atividade as bancadas devem ser desinfetadas e providenciado 
recipiente com solução de hipoclorito de sódio para descarte das pipetas. As soluções podem ser ar-
mazenadas em pissetas plásticas. 
Soluções Corantes 
As soluções corantes são utilizadas para preparação de microrganismos para a observação microscó-
pica. 
Limpeza e Descontaminação de Vidrarias 
É de fundamental importância em um laboratório de Microbiologia a limpeza e as condições de higiene. 
Estes fatores devem sempre prevalecer para se ter um ambiente de trabalho isento de possíveis con-
taminações. Para a limpeza de vidrarias em uso corrente, devemos executar as seguintes etapas: 
Os materiais quando novos e também usados (previamente esterilizados) porém sem elevada conta-
minação, são lavados com solução detergente e passados sob água corrente (5 a 8 enxagues), e em 
seguida enxaguados com porções pequenas de água destilada (03 enxagues). Deixa-se escorrer, co-
loca- se em estufa com uma temperatura controlada em torno de 70ºC para secagem. 
Materiais usados em análises e culturas microbianas, isto é, com culturas desenvolvidas e que vão ser 
descartadas, devem ser autoclavadas durante 30 minutos, a uma temperatura de 121ºC. Desta forma 
ficam isentos de contaminações e são manuseados sem nenhum risco de contaminar o operador e 
também as pias e materiais de limpeza. 
Após a esterilização do material contaminado os meios de cultura ainda não solidificados são colocados 
no lixo comum e a vidraria lavada com água corrente e deixada durante 12 horas em solução de deter-
gente. Em seguida procede-se a lavagem como descrito anteriormente. 
Lâminas e lamínulas quando retiradas do microscópio são colocadas em uma solução desinfetante 
(hipoclorito de sódio) e deixadas submersas por 24 horas antes de serem lavadas com água corrente 
e com água destilada. Após a limpeza são acondicionadas em frascos com boca larga contendo álcool 
96ºGL. 
Regras Básicas de Segurança em Laboratórios 
A seguir estão relacionadas algumas normas básicas de segurança que, se seguidas, minimizarão os 
riscos de acidentes. 
Medidas relativas à conduta e atitude: 
Não brinque durante o trabalho nem distraia seu colega com conversas desnecessárias. Concentre-se 
no que estiver fazendo. 
Nunca trabalhe sozinho no laboratório. 
Informe sempre aos seus colegas quando está sendo efetuado um experimento perigoso. 
Esteja sempre consciente do que está fazendo. 
Use roupas adequadas para o trabalho que estiver realizando. O uso do guarda-pó, de mangas longas 
e preferencialmente de algodão (fibras sintéticas são altamente inflamáveis), sempre fechado, é indis-
pensável em qualquer situação. O ato de vesti-lo ou desvesti-lo sempre deve ser feito na entrada do 
laboratório, distante portanto das bancadas. 
Sempre use sapatos fechados. Cabelos compridos devem estar sempre presos. De preferência use 
calças compridas. 
Sempre que a ocasião pedir não dispense o uso de luvas, óculos de segurança ou máscaras. 
De preferência não use lentes de contato quando houver riscos de vapores ou respingos, pois estas 
podem reter partículas ou absorver vapores e gases causando irritação, descolorir ou ainda secar em 
ambientes com pouca umidade (as gelatinosas). 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Se utilizar óculos de grau, estes devem ser cobertos com óculos de segurança. 
Sempre ouça cuidadosamente do seu professor as instruções para a execução da prática. Em caso de 
dúvidas, procure dirimi-las antes do começo da execução da mesma. 
Comunique ao seu professor qualquer acidente ocorrido. 
Nunca coloque sobre a bancada de trabalho, objetos de uso pessoal e/ou estranhos ao trabalho. Bolsas 
e sacolas devem ser colocadas nas estantes próximas à porta de entrada do laboratório. 
Não fume no laboratório em qualquer circunstância. 
Nunca ingira qualquer coisa, alimentos ou bebidas, no laboratório. 
Não utilize vidrarias e materiais de laboratório para o preparo de alimentos e/ou bebidas. 
Conheça o laboratório em que trabalha e saiba usar os seus equipamentos de segurança. Conheça o 
funcionamento dos chuveiros de segurança, dos extintores, dos lava-olhos etc. 
Não manuseie qualquer aparelho, dispositivo ou substâncias sem ter noção completa dos riscos e dos 
cuidados envolvidos neste manuseio. 
Siga as instruções do laboratório para o descarte de substâncias. 
Para trabalhos com efluentes contaminados ou potencialmente contaminados, proceder à vacinação 
contra tifo, tétano etc., a critério médico. 
Medidas relativas aos métodos de trabalho: 
Improvisações são caminhos curtos para causar acidentes; use sempre material adequado e observe 
sempre o protocolo da aula. 
Crie o hábito de informar-se sempre sobre as propriedades tóxicas de cada substância e os respectivos 
primeiros-socorros. 
Antes de executar uma reação desconhecida, teste-a na menor escala possível dentro da capela. 
Utilize provetas, pipetas e buretas com volume adequado à quantidade de líquido que você quer medir. 
Jamais pipete substâncias tóxicas e/ou corrosivas com a boca; use pêra de borracha ou bomba à vá-
cuo. 
Jamais utilize a mesma pipeta para a volumetria de líquidos diferentes. 
Nunca abra um frasco antes de ler o rótulo. 
Nunca abandone as tampas sobre a bancada de trabalho; quando ela é pequena é possível mantê-la 
com a própria mão que segura a pipeta. 
Sempre recoloque as tampas nos frascos quando eles não estiverem sendo utilizados, para evitar acontaminação ou perdas por volatilização. 
Nunca deixe de rotular de forma adequada os frascos com soluções recém preparadas. 
Ao utilizar pisseti para conter líquido que não seja água destilada, não esqueça de rotulá-lo correta-
mente. 
Proteja os rótulos dos frascos de reagentes, evitando escorrer líquidos em sua superfície. Neste sentido 
é sempre aconselhável segurar os frascos com a palma da mão sobre o rótulo. 
Não armazene substâncias oxidantes próximas a líquidos voláteis ou inflamáveis. 
Não utilize material de vidro trincado, lascado ou corroído. 
Não teste produtos químicos pelo odor ou sabor, a menos que a técnica o peça especificamente. 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Nunca retorne reagentes para os seus frascos de origem. 
Adicione sempre ácidos à água E NUNCA O CONTRÁRIO. 
Ao diluir ou dissolver um ácido ou uma base, adicione-o lentamente sobre a água com agitação. Se 
necessário, use resfriamento. 
Sempre utilize a capela quando forem efetuadas evaporações com solventes ou reações que liberem 
gases tóxicos. 
Não deixe aparelhagem alguma em funcionamento sem a supervisão de alguém. 
Nunca deixe sem atenção qualquer operação em que haja aquecimento. 
Apague sempre os bicos de gás e lamparinas que não estiverem sendo utilizados. 
As lamparinas devem ser acesas com fósforo ou isqueiro, NUNCA uma com a outra. Sempre as man-
tenha distantes de inflamáveis. 
Não dirija a abertura de tubos de ensaio ou frascos em aquecimento contra si mesmo ou outrem. 
Nunca aqueça bruscamente líquidos ou sólidos. 
Ao submeter um líquido à ebulição durante longo período, utilize pedras de ebulição, evitando o derra-
mamento do líquido e possíveis queimaduras. 
Nunca aqueça qualquer sistema completamente fechado. 
Use sempre o banho-maria para aquecer solventes orgânicos. 
Cuidado com peças aquecidas: como a aparência delas é igual à das frias, uma queimadura nestas 
circunstâncias é comum. 
Ao ligar qualquer aparelho, verifique se a tensão da rede corresponde à indicada na etiqueta do apare-
lho. 
Não ligue ou desligue um interruptor elétrico sem antes verificar quais as instalações que se relacionam, 
direta ou indiretamente com o mesmo. 
Não manuseie equipamentos elétricos com as mãos molhadas. 
Ao fazer vácuo, procure utilizar recipientes capazes de suportar a pressão negativa (frascos de kitasato, 
por exemplo). 
Não faça montagens instáveis de aparelhos, tais como aquelas que utilizam livros, lápis ou caixas de 
fósforo como suportes. Utilize garras, aneis e suportes apropriados para cada situação. 
Quando aparelhos forem montados com garras, essas não devem ser muito apertadas e, caso neces-
sário, peça ajuda para a sua colocação. 
Quando tubos de borracha forem conectados a aparelhos de vidro, primeiramente molha-se a borracha, 
sem se usar força excessiva na operação. 
Sempre lubrifique os tubos de vidro, termômetros etc., antes de inseri-los nas rolhas. Proteja as mãos 
com luvas apropriadas ou enrole a peça de vidro em toalha antes de proceder a operação. 
Todo o material deve ser lavado imediatamente após o uso. Não utilize solventes orgânicos para a 
limpeza, a não ser quando autorizado pelo seu professor. 
Lave os frascos de reagentes antes de descartá-los. 
Lave sempre imediatamente os respingos de produto sobre a pele, qualquer que seja a sua natureza. 
Os vidros quebrados devem ser descartados em lixo apropriado. 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Os resíduos de drogas devem ser descartados nas lixeiras e NUNCA nas pias. 
Todo e qualquer material de natureza microbiológica deverá ser esterilizado antes de ser descartado. 
As soluções aquosas podem ser despejadas na pia com bastante água corrente. Na falta, deixe ao lado 
da pia com etiqueta, indicando o conteúdo da solução. 
Descartes de ácidos fortes devem ser diluídos em água antes de serem derramados na pia, deixando-
se escorrer bastante água em seguida. 
Os solventes orgânicos como diclorometano, clorofórmio, éter etílico, acetato de etila, éter de petróleo, 
tolueno etc., devem ser recolhidos em frascos próprios para solventes (à prova de fogo) para serem 
esvaziados e incinerados em locais apropriados e NUNCA DESPEJADOS NA PIA!!!! 
Antes de deixar o laboratório, lave a vidraria utilizada, limpe a bancada de trabalho e lave as mãos 
criteriosamente. 
Ao retirar-se do laboratório, verifique se todos os aparelhos estão desligados e se há torneiras de água 
ou gás abertas. 
Em caso de acidentes, procure manter a calma. Desligue os aparelhos próximos, inicie o combate ao 
fogo se for o caso, isole os inflamáveis. Para evitá-los, trabalhe com cuidado máximo. 
Medidas Relativas a Proteção Individual: 
Abaixo estão listados alguns equipamentos de proteção individual (EPI). Equipamento de proteção in-
dividual é todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a saúde e a integridade física do 
trabalhador. Deve ser usado apenas para a finalidade a qual se destina e não deve ser usado fora do 
ambiente no qual seu uso está previsto (fora do laboratório, no nosso caso): 
Aventais longos, com mangas compridas, protegendo ao máximo o corpo e a roupa contra respingos. 
Óculos de segurança 
Luvas descartáveis de plástico ou cirúrgicas, para manuseio de amostras contaminadas. 
Luvas descartáveis de nitrila para contato intermitente com produtos químicos (luvas de látex são per-
meáveis a praticamente todos os produtos químicos). 
Luvas revestidas de amianto para trabalhar com fontes de calor. 
Luvas de raspas de couro para trabalhar com vidraria frágil. 
Luvas de borracha antiderrapantes para lavagem de vidrarias ou outros materiais frágeis onde haja 
riscos de queda. 
Protetor facial para operações que possam causar respingos. 
Máscara respiradora para manipulação de reagentes altamente tóxicos e voláteis. 
Aventais plastificados para lavagem de vidraria e outras operações onde haja derramamento de água. 
Calçados apropriados com solado antiderrapante e resistentes ao ataque de produtos. 
OBS.: a Norma Regulamentadora 6 - NR 6 - com redação dada pela Portaria N.º 25, de 15 de outubro 
de 2001, publicada no DOU em 17 de outubro de 2001, estabelece as disposições relativas aos EPI. O 
texto completo da NR 6 encontra-se disponível no site do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE. 
Medidas a tomar em caso de acidentes: 
Em caso de acidentes deve-se, mantendo a calma, desligar todos os equipamentos e materiais próxi-
mos, evacuar a área e não permitir a entrada no laboratório de pessoas estranhas, enquanto aguarda 
a chegada de socorro. Algumas providências imediatas devem ser tomadas: 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Havendo cortes não profundos, deve-se deixar sangrar um pouco e verificar se ficaram estilhaços de 
vidro. Lavar com água corrente e desinfetar com álcool, protegendo o ferimento com gaze esterilizada. 
Se houver sangramento ou hemorragia, pressionar o ferimento até cessar. 
Em caso de acidente com fogo, se as proporções não forem grandes, abafa-se a chama com pano 
úmido. Se alguma roupa pegar fogo nunca correr, e sim rolar no chão ou envolver-se num cobertor. 
Queimaduras térmicas, provocadas por chamas, água fervente ou placas quentes devem ser resfriadas 
com água e nunca gelo. Recomenda-se um jato fraco de água levemente morna ou fria, demorada-
mente, sobre a zona queimada. Para aliviar a ardência pode ser usado creme de sulfadiazina de prata 
a 1 %. Encaminhar para atendimento médico. 
Em caso de queimadura com ácido ou base, lava-se a região atingida com água corrente em abundân-
cia para remover todo o reagente. Se o produto cair no vestuário, removê-lo imediatamente. Em seguida 
se providencia cuidados médicos. 
Se houver queimaduras químicas nos olhos, lavá-los abundantemente com água (lava-olhos) e em 
seguida procurar atendimento médico. Quando houverinalação de gases, vapores ou poeiras, deve-
se afastar a pessoa afetada da área contaminada e levá-la para outro bem arejado, afrouxar-lhe a roupa 
e mantê-la deitada de lado enquanto aguarda socorro médico. Nunca dar água, leite ou qualquer lí-
quido. Se houver ingestão acidental de sólidos ou líquidos deve-se levar a pessoa imediatamente a um 
hospital, cuidando para levar junto a anotação das especificações da substância ingerida. Jamais pro-
vocar o vômito. 
Todos os acidentes devem ser imediatamente relatados ao professor responsável. 
Gestão de Qualidade Em Laboratórios 
A fim de assegurar a qualidade na execução das tarefas laboratoriais, é fundamental a aplicação de 
processos de gestão que permitam aos profissionais envolvidos acompanhar o desempenho dos pro-
cedimentos técnicos, avaliar os resultados e revisar continuamente os métodos adotados na rotina. 
Um aspecto cada vez mais abordado na gestão da qualidade é a biossegurança em laboratórios de 
análises clínicas. Desde a década de 70, percebe-se a necessidade de adotar práticas capazes de 
garantir a segurança dos profissionais que trabalham com material biológico. 
Abordaremos, então, neste post, como obter a satisfação dos clientes por meio da gestão da qualidade 
e como prezar pela segurança daqueles que convivem com a rotina de um laboratório de análises 
clínicas. Acompanhe! 
Otimizar Processos 
A gestão da qualidade é um processo contínuo de melhoramento que passa a identificar as necessida-
des e as expectativas dos clientes. Com as etapas a serem seguidas de um programa de qualidade, é 
possível coordenar, controlar e dirigir os princípios da gestão da qualidade para serem incorporados 
em todas as atividades executadas pelo laboratório. 
O controle de qualidade em laboratórios está relacionado a duas vertentes: satisfação das necessida-
des e expectativas do cliente. Consequentemente, se um serviço não é bem executado e não atende 
ao esperado, ele passa a não ser mais procurado — o que abre caminho para a concorrência. 
Portanto, a gestão da qualidade em laboratórios funciona como um importante diferencial competitivo. 
Ela possibilita o controle efetivo, a rastreabilidade de todos os procedimentos executados e o aumento 
da produtividade, uma vez que passa a fazer melhor uso do tempo, ao empregar processos padroniza-
dos. 
A partir de uma gestão da qualidade eficiente e de um monitoramento contínuo de todas as atividades 
laboratoriais, é possível avaliar pontos que não atingiram o resultado esperado. Posteriormente, é viá-
vel realizar as correções que possam melhorar o desempenho. Como consequência disso, há o au-
mento da produtividade e, obviamente, a satisfação dos clientes. 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Ao implementar técnicas e atividades laboratoriais, gestores e colaboradores passam a monitorar todo 
o processo, eliminando as causas que afetam um bom desempenho em todas as etapas do ciclo da 
qualidade. 
Ter o Controle da Qualidade 
O objetivo principal de laboratórios de análises é assegurar que os resultados reflitam, de forma legí-
tima, a realidade clínica apresentada pelos usuários. 
Os profissionais envolvidos na execução dos processos devem satisfazer as necessidades de seus 
pacientes e possibilitar, por meio das informações geradas, a determinação e a realização correta do 
diagnóstico, do tratamento e do prognóstico de doenças. 
A melhoria contínua de todos os processos deve representar o foco principal de qualquer laboratório. 
Para isso, é indispensável a adoção de técnicas e procedimentos que possam oferecer, cada vez mais, 
melhores serviços. 
Para atingir a máxima qualidade, é indispensável um controle efetivo dos processos, de forma que seja 
possível identificar possíveis falhas que possam vir a ocorrer ou mesmo que já aconteceram. Além 
disso, o laboratório deve estar preparado para agir, caso as falhas venham a ocorrer, evitando e mini-
mizando as consequências, garantindo assim a qualidade dos serviços prestados. 
Investir em Biossegurança 
Um laboratório de análises clínicas contém materiais biológicos provenientes dos mais diversos orga-
nismos. Deve haver, portanto, um cuidado especial no seu manuseio, pois as amostras representam 
um risco àqueles que participam da rotina do local. 
No ano de 1970, constatou-se por meio de estudos que os profissionais da área da saúde adquiriam 
com mais frequência determinadas patologias quando comparados com os de outras áreas. Concluiu 
então a necessidade de medidas capazes de reduzir essa taxa. 
A consequência disso foi o surgimento da biossegurança. Seus princípios consistem na prevenção, 
minimização a até mesmo a eliminação dos riscos que os materiais biológicos causam. É importante 
saber que não é apenas o ser humano a vítima desses perigos, mas sim todo o meio ambiente e sua 
biodiversidade. 
Para atingir aos objetivos citados, são adotadas medidas das mais simples até as mais tecnológicas. 
Vale ressaltar que elas não proporcionam a segurança apenas de quem tem contato direto com os 
materiais. Exemplo disso é o descarte correto de resíduos contaminados, que protege toda a população 
dos perigos. 
Os riscos podem ser classificados da seguinte forma: 
Físicos — envolvem elementos, como temperatura, radiação, ruídos, quedas, dentre outros; 
Químicos — relativo a gases, produtos, vapores e substâncias tóxicas; 
Biológicos — decorrentes da manipulação de seres vivos causadores de doenças; 
Ergonômicos — relacionados ao mau posicionamento de equipamentos no local; 
Acidentes — englobam as condições que colocam em risco a integridade do trabalhador. 
Biossegurança na Prática 
A fim de reduzir os riscos biológicos, as ações devem abranger diversos aspectos. Os cuidados devem 
ser tomados, por exemplo, na estruturação física do laboratório, nos seus equipamentos de uso indivi-
dual dos profissionais e nos equipamentos de proteção coletiva. 
O laboratório deve analisar suas práticas e seus procedimentos, com o intuito de identificar aqueles 
que precisam de intervenção. Posteriormente, deve desenvolver ou adotar normas já estabelecidas de 
biossegurança. 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Durante a construção do local, é necessário um planejamento que envolva profissionais de várias 
áreas. Dessa forma, a estrutura será capaz de atender a exigências, como um bom sistema de venti-
lação ou isolamento acústico e térmicos, além de outros requisitos. 
Vale ressaltar que, embora o erro seja inerente ao ser humano, ele representa um dos principais fatores 
envolvidos nos acidentes biológicos. Portanto, a equipe de trabalho deve passar por treinamentos que 
instruam as práticas de biossegurança individuais. 
Além de serem capacitados para redução dos riscos, os profissionais devem possuir equipamentos de 
proteção individual. Tais equipamentos incluem, por exemplo, óculos de proteção, máscaras, luvas, 
gorros, sapatilhas, dentre outros. 
Por fim, é necessária a certificação do laboratório em relação às práticas de biossegurança. Assim, é 
possível comprovar legalmente que ele de fato cumpre com os princípios voltados para a redução de 
riscos. 
Biossegurança e Sua Influência na Gestão Laboratorial 
Agora que está clara a importância da biossegurança em laboratórios de análises clínicas, é possível 
perceber como ela interfere na gestão da qualidade. 
A qualidade do serviço prestado por um laboratório também pode ser analisada pelos acidentes que 
ocorrem nele. Não se deve atentar apenas para a quantidade de eventualidades, mas, principalmente, 
para os efeitos causados por elas. 
Tendo em vista que o não cumprimento da biossegurança causa consequências para todo o meio 
ambiente, é fundamental analisar todas as situações que envolvam seu descumprimento. 
Para isso, é necessário que seja notificado cada acidente ocorrido no laboratório. Dessa forma,a ges-
tão ficará ciente de quais segmentos precisam de maior atenção quando o assunto é a biossegurança. 
Além disso, os treinamentos e a identificação de riscos devem ser periódicos, mantendo toda a equipe 
atualizada e ciente das normas. Vale ressaltar que os profissionais devem ser instruídos não apenas a 
como evitar um acidente, mas também a como agir caso ele ocorra. 
Padronizar as Técnicas no Laboratório Clínico 
A padronização é outra importante ação que deve ser implementada e devidamente acompanhada. Ou 
seja, para garantir a qualidade, em todas as fases, deve-se seguir procedimentos padronizados, que 
vão desde o atendimento do paciente até a liberação do laudo. Com isso, o laboratório pode alcançar 
a máxima eficiência no desempenho operacional e com a gestão da qualidade pretendida. 
Cada atividade deve ser devidamente documentada por meio de procedimentos operacionais padrão 
(pop) ou mesmo de instruções de trabalho (it). Tais informações deverão estar acessíveis a todos os 
funcionários, de modo que cada etapa de execução seja conhecida e seguida. 
Via de regra, a padronização não envolve apenas os métodos, mas também os materiais. De maneira 
geral, a padronização em um laboratório clínico tem por finalidade prevenir, detectar, identificar e cor-
rigir erros ou alterações que possam vir a ocorrer em todas as fases de execução das tarefas. 
A padronização correta dos processos torna possível alcançar a qualidade desejada, enquanto a im-
plementação de um sistema de controle de qualidade avalia e garante que essa qualidade seja alcan-
çada. 
Reduzir os Custos 
A inserção de um programa de gestão de qualidade em laboratórios possibilita que profissionais envol-
vidos na execução das tarefas diárias possam monitorá-las efetivamente, garantindo que cada etapa 
seja devidamente enquadrada dentro dos requisitos de qualidade. 
Esses cuidados têm como objetivo prevenir erros ou mesmo perdas de forma efetiva. Além de reduzir 
custos, são capazes de reforçar a segurança dos resultados de seus pacientes. 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Implementar Gestão Da Qualidade e Acreditação Laboratorial 
A implementação de programas de acreditação da qualidade na rotina laboratorial fortalece o controle 
de processos e de pessoas. Isso possibilita criar ou mesmo melhorar os padrões do que é executado, 
de modo a reduzir os riscos ou falhas ocasionadas por eventuais problemas que possam comprometer 
a qualidade dos serviços prestados. 
Para obter a acreditação, é preciso que uma agência governamental ou não avalie os procedimentos 
executados pelo laboratório, de forma que os requisitos predeterminados para a realização de tarefas 
específicas sejam avaliados. 
Programas de acreditação da qualidade oferecem aos usuários a possibilidade de garantir que os ser-
viços prestados atendem a determinados critérios de qualidade, que são avaliados por profissionais 
certificados para tal análise. 
No brasil, estão disponíveis dois programas de acreditação da qualidade para laboratórios clínicos: 
departamento de inspeção e de credenciamento da qualidade, patrocinado pela sociedade brasileira 
de análises clínicas (diqc), e o programa de acreditação de laboratórios clínicos de responsabilidade 
da sociedade brasileira de patologia clínica e medicina laboratorial (palc). 
A implementação de programas de qualidade, muito além de garantir a prestação de um serviço dentro 
de padrões técnicos recomendáveis, possibilita que desperdícios possam ser reduzidos — ou mesmo 
eliminados —, os custos reduzidos e a produtividade aumentada consideravelmente, o que acaba ofe-
recendo ao laboratório vantagem competitiva frente aos demais concorrentes que oferecem os mesmos 
serviços ou similares. 
Além disso, quando laboratórios de análises clínicas mantêm programas de certificações por agências 
reguladoras, pode-se contar com uma maior possibilidade de melhoria, uma vez que é possível detectar 
falhas que impedem um melhor alcance dos resultados e, consequentemente, na redução da satisfação 
do cliente. 
O resultado de um exame pode mudar a vida de um paciente. Por isso, na área médica, não se pode 
dar margem a erros e é preciso ter cuidado redobrado com o serviço oferecido. Por isso as unidades 
de saúde precisam fazer um trabalho sério de controle de qualidade laboratorial. 
Calibragem dos Equipamentos 
Para efetivar esse processo de qualidade, antes de dar início à rotina do seu dia, o laboratório coloca 
o kit reagente em cada equipamento para aferí-lo. Por exemplo, para fazer um exame de colesterol, é 
preciso colocar no equipamento que realiza o exame um soro controle para aquele tipo de procedimento 
específico, além de um produto que já vem com um valor pré-definido de fábrica. Esse kit reagente 
funciona como um material real de exame, cujo resultado já é conhecido, e é utilizado para testar a 
precisão do aparelho, garantindo que os resultados de exames de colesterol feitos naquele dia saiam 
corretos. 
Desta forma, o controle de qualidade laboratorial funciona como uma segurança para o laboratório, pois 
evita erros em exames cujo resultado vai impactar diretamente na vida do paciente, como por exemplo 
um resultado de hiv ou teste de gravidez. Em caso de falso positivo ou negativo, o laboratório pode ser 
processado e ter sua credibilidade questionada no mercado, fazendo com que perca pacientes leais ou 
potenciais novos. 
Certificações e Programas de Acreditação de Controle de Qualidade Laboratorial 
Para que as clínicas e laboratórios tenham sua qualidade atestada e reconhecida, hoje em dia existem 
diversas certificações e acreditações na área da saúde. Para chegar até essas qualificações, além de 
manter-se dentro da legislação brasileira, é necessário haja a rotina diária do controle de qualidade de 
todos os equipamentos e dependências do laboratório. Além da calibragem dos equipamentos, outras 
variáveis podem influenciar na alteração de um resultado, como a temperatura de uma sala, ou, muitas 
vezes a iluminação. Por isso, cultivar uma rotina de controle de qualidade laboratorial faz total diferença 
na credibilidade dos resultados entregues por determinada unidade. 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Um sistema de gestão capaz de identificar alterações de resultados muito fora da curva e organizar a 
rotina de controle de qualidade, evita que se realize exames em equipamentos que não estão calibra-
dos, ou bloqueia resultados de exames que estejam fora do desvio padrão. Desta forma, é possível 
garantir a credibilidade do serviço prestado ao paciente, evitando transtornos e auxiliando na conquista 
das certificações. 
A busca pela qualidade nos serviços oferecidos pelos laboratórios clínicos deve ser contínua. Normas 
e regulamentos buscam mostrar e ensinar aos profissionais e donos de laboratórios a importância de 
implantar um sistema da qualidade eficiente. 
A rdc 302/2005 da anvisa é um exemplo de regulamento que inclui a qualidade como item obrigatório 
dentro dos laboratórios. Mais recentemente a ans publicou uma instrução normativa de nº 267/2011 
em que estabelece que o atributo de qualificação dos laboratórios será a acreditação, o que pressupõe 
o reconhecimento da qualidade. 
Ações de análise, planejamento e execução devem ser conduzidas, com objetividade, controle e cui-
dado. As prioridades devem ser bem definidas para que as intervenções realizadas tragam as melho-
rias desejadas. A equipe de colaboradores deve estar bem informada dos procedimentos adotados, 
formando assim uma cultura de cuidar da qualidade. Fazer isso de forma estratégica faz toda a dife-
rença no alcance de bons resultados. 
O laboratório pode se sentir encorajado a buscar consultorias especializadas em gestão da qualidade, 
ou capacitar um agente interno para atuar como facilitador. A criação de um comitê é a primeiraetapa 
para estabelecer um sistema de gestão da qualidade. Posteriormente, deve-se passar pelas etapas de 
implementação e manutenção desse sistema. Entre as atividades que devem ser realizadas, nos labo-
ratórios clínicos, para que exista um bom sistema de gestão da qualidade, está a realização diária do 
controle interno da qualidade analítica. 
O novo pôster exclusivo do qualichart demonstra 6 passos para conduzir ações na gestão da qualidade. 
É um material prático com etapas de fácil desenvolvimento, especialmente útil para iniciantes. As eta-
pas são: 
Identificar oportunidades de melhorias; 
Selecionar uma oportunidade; 
Gerar soluções; 
Implementar soluções; 
Avaliar os resultados das soluções; 
Integrar e tornar permanentes as melhorias. 
Executando essas etapas, você terá, entre outras facilidades, maior chance para atender às expectati-
vas dos clientes, maior habilidade para reduzir ou eliminar erros e maior probabilidade de sucesso nas 
avaliações da anvisa e entidades de acreditação, como o dicq e o palc. 
Muitas vezes é difícil estabelecer o começo de uma prática que deve se manter, porque o processo 
precisa ser contínuo. Esse material traz o desenho prático de como iniciar e quais etapas básicas de-
vem ser desenvolvidas. Tudo apresentado num formato de fácil compreensão para o gerente da quali-
dade e para o pessoal colaborador. 
Boas Práticas de Laboratório 
O primeiro método para evitar acidentes em laboratórios de análises clínicas é a contenção, que des-
creve os métodos de segurança utilizados na manipulação de materiais infecciosos em um meio labo-
ratorial onde estão sendo manejados ou mantidos. Seu objetivo é reduzir ou eliminar a exposição dos 
trabalhadores de laboratórios de análises clínicas, de outras pessoas e do meio ambiente em geral aos 
agentes potencialmente perigosos (BRASIL, 2006). 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
De acordo com Zochio (2009), as Boas Práticas de Laboratório (BPL) tem como objetivo instituir normas 
e medidas que reduzam ao máximo a exposição a riscos que afetam a saúde de todos os trabalhadores, 
estudantes e estagiários nos laboratórios da área básica que estão em contato com equipamentos, 
substâncias químicas e espécimes biológicos. Segundo o INMETRO (2009), Boas Práticas de Labora-
tório podem ser descritas como […] um sistema de qualidade que abrange o processo organizacional 
e as condições nas quais estudos não clínicos de saúde e de segurança ao meio ambiente são plane-
jados, desenvolvidos, monitorados, registrados, arquivados e relatados. 
Todos os laboratórios devem ter à disposição de todos os funcionários as Boas Práticas de Laboratório, 
onde estão descritas as regras ou normas que devem ser seguidas no laboratório. Todos os colabora-
dores devem ter conhecimento e receber atualizações por meio de educação permanente a respeito 
das BPL. As boas práticas de laboratório são desenvolvidas baseadas na NR 32 – que trata da segu-
rança e Saúde no trabalho em serviços de saúde. O quadro 1 descreve as principais condutas que 
devem nortear o trabalho seguro no laboratório. 
Boas Práticas Em Laboratórios: 
Conduta do Colaborador: 
Proibido comer, beber, fumar, guardar alimentos e aplicar cosméticos na área técnica; 
Cabelos longos devem estar sempre presos durante a jornada de trabalho; 
Evitar o uso de adornos como jóias, bijuterias e outros adereços; 
É vedado o uso de calçados abertos (chinelos e sandálias); 
É obrigatório a descontaminação das bancadas de trabalho antes e após o desenvolvimento das ativi-
dades; 
Manter organizadas todas as áreas de trabalho; 
Tirar o jaleco quando sair do setor e colocar em local apropriado; 
Higienizar corretamente as mãos ao sair e entrar na área de trabalho e durante procedimentos em que 
houver contaminação das mãos ou das luvas; 
Tomar todas as vacinas exigidas; 
Notificar acidente ou incidente ocorrido na área envolvida ao supervisor para que sejam tomadas as 
devidas providências; 
Ambiente e Infraestrutura: 
Determinar as áreas limpas e contaminadas, sinalizando claramente; 
Depositar todo o material contaminado utilizando em recipientes apropriados para autoclavação prévia, 
antes do descarte final; 
Os equipamentos devem ser descontaminados antes de serem transportados para fora do laboratório; 
Segregar e acondicionar adequadamente resíduos biológicos, químicos e ionizantes; 
Acesso ao laboratório é restrito às pessoas autorizadas, visitantes devem receber EPI para entrar; 
Todos os profissionais devem ser informados sobre as saídas de emergência, os avisos de segurança 
e a localização dos equipamentos de segurança e como os utilizar; 
Os cilindros de gazes devem sempre estar devidamente acorrentados e identificados; 
Estabelecer o controle efetivo dos insetos e roedores (Programa de Gerenciamento Integrado de Roe-
dores e de Insetos – PGIRI); 
Não utilizar botijões de gás domésticos dentro do laboratório; 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
17 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A utilização de incinerador elétrico de bancada é recomendada pela contenção de aerossóis na flam-
bagem de alças e fios bacteriológicos 
Acreditação De Laboratórios Clínicos Garante A Qualidade Dos Processos 
A acreditação de laboratórios de análises clínicas é um processo que vai além do reconhecimento do 
sistema de qualidade de uma organização. Concedida com base nos requisitos estabelecidos na norma 
ABNT NBR NM ISO 15189, ela é aplicável a laboratórios onde são realizados exames de materiais 
biológicos, microbiológicos, imunológicos, químicos, imuno-hematológicos, hematológicos, biofísicos, 
citológicos, patológicos ou outros materiais provenientes do corpo humano. 
No Brasil, quem faz a Coordenação Geral de Acreditação é o Instituto de Metrologia (Inmetro), porém, 
existem órgãos certificadores autorizados a atuar. A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina 
Laboratorial fornece o Certificado de Acreditação do PALC (Programa de Acreditação de Laboratórios 
Clínicos). Já a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas tem o DICQ Sistema Nacional de Acreditação. 
Além disso, os laboratórios também podem ser acreditados pelo Colégio Americano de Patologia 
(CAP), pelo qual recebem uma certificação internacional. 
Na acreditação, não é possível auditar apenas parte do processo. “Os requisitos para acreditação evo-
luíram com o tempo e, atualmente, incluem atendimento de requisitos legais, excelência técnica na 
realização de exames, validade dos reagentes e produtos utilizados, calibração de aparelhos, rastrea-
bilidade do processo, capacitação da equipe e segurança do paciente”, explica o Dr. Guilherme Ferreira 
de Oliveira, membro da Comissão de Acreditação de Laboratórios Clínicos da Sociedade Brasileira de 
Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), responsável pelo Programa de Acreditação de La-
boratórios Clínicos (PALC). 
Hoje, as empresas que adotam um programa de controle de qualidade já estão a um passo à frente 
daquelas que ainda não o fizeram. E a acreditação seria um passo a mais, ou seja, ela dá ao médico e 
ao paciente a tranquilidade de que os laudos de laboratórios acreditados têm total confiabilidade. “É 
muito importante garantir que os laboratórios tenham qualidade, pois aproximadamente 70% das deci-
sões médicas utilizam resultados de exames laboratoriais, de modo que garantir a qualidade deles 
repercute significativamente na saúde da população atendida”, diz Oliveira. 
Ele aponta alguns benefícios para os laboratórios que buscam a acreditação. “Ela oferece informação 
objetiva que permite a pacientes e médicos avaliar se um laboratório opera em nível satisfatório; labo-
ratórios acreditados são mais eficientes, produzindo resultados confiáveis e a custos razoáveis, o que 
contribui para a sustentabilidade do sistema de saúde; além do fato de que laboratórios competentes 
têm interesse em que sua capacidadeseja verificada e seu bom desempenho divulgado publicamente.” 
André Valpassos, coordenador do Sistema DICQ, da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, aponta 
ainda que o laboratório pode obter vantagens financeiras, seja pela visibilidade e diferencial adquirido, 
seja por ganhos financeiros em seus contratos junto às operadoras de saúde ou pela redução de custos 
em processos não percebidos antes de sofrer a acreditação. 
Para as empresas que possuem certificados de qualidade, como o da norma ISO 9001, vale ressaltar 
que existem algumas diferenças entre certificação e acreditação. Oliveira, da SBPC, enumera algumas 
delas. “Na acreditação, além de requisitos genéricos, relacionados ao sistema de gerenciamento da 
qualidade, há requisitos específicos, como a verificação da competência técnica, e os auditores sempre 
são especialistas na área da acreditação. No caso de laboratórios clínicos, médicos, bioquímicos ou 
biomédicos estão habilitados a exercer a responsabilidade técnica. Na certificação isto não é obrigató-
rio, pois os requisitos são aplicáveis a várias atividades diferentes. Além disso, para que o laboratório 
seja acreditado é necessário que todos os processos da empresa estejam incluídos no escopo de acre-
ditação; na certificação, o escopo pode ser limitado.” 
Maria Lúcia Rabello, auditora do PALC e do CAP, acrescenta, ainda, que a acreditação tem um caráter 
eminentemente educativo, voltado para a melhoria contínua, sem finalidade de fiscalização ou controle 
oficial ou governamental. “O processo de acreditação é pautado por alguns princípios fundamentais: 
conta com um voluntário eleito por escolha da organização de saúde e é periódico e reservado, ou seja, 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
as informações coletadas em cada organização de saúde no processo de avaliação não são divulga-
das.” 
Já a certificação é um processo no qual uma entidade terceira avalia se determinado produto, processo 
ou serviço está em conformidade com os requisitos especificados. 
Os custos e o tempo necessário para um laboratório se preparar para a acreditação dependem do quão 
distante a estrutura e os processos estão da adequação. O processo, em média, pode variar de seis a 
doze meses. 
Desafios Para Os Laboratórios 
O IBGE estimou, em 2010, a existência de mais de 16 mil laboratórios no Brasil. Porém, poucos são 
acreditados. Pelo PALC, são cerca de 150; pelo DICQ, esse número fica em torno de 300. Já o CAP 
tem acreditados 12 laboratórios. Segundo os especialistas, além da acreditação não ser obrigatória, 
adequar um laboratório aos requisitos exigidos demanda investimento de tempo e de recursos finan-
ceiros. Este cenário, diz Oliveira, também ocorreu em outros países que possuem programas de acre-
ditação mais antigos que os do Brasil. 
A quantidade de laboratórios acreditados aumentou progressivamente após o estabelecimento de re-
gulamentações que recompensam economicamente os laboratórios acreditados até se tornar pré-re-
quisito para o funcionamento do laboratório. Iniciativas recentes dos órgãos reguladores, como a Re-
solução Normativa – RN Nº 364, de 11 de dezembro de 2014, e a Nota Técnica 45/2016, da Agência 
Nacional de Saúde Suplementar (ANS), incentivam a acreditação por incluí-la como critério para rece-
ber um índice maior de reajuste. 
A SBPC/ML, diz Oliveira, como incentivo aos laboratórios que desejam ser acreditados pelo PALC, 
instituiu um modelo de parcelamento, com possibilidade de pagamentos mensais, para reduzir o im-
pacto do investimento. Os custos da auditoria são proporcionais ao tamanho da empresa e dependem 
das atividades e do número de unidades de coleta a serem auditadas. 
Como É Realizada A Acreditação 
O programa de acreditação percorre os aspectos do gerenciamento da qualidade no laboratório nas 
fases pré-analítica, analítica e pós-analítica. “Isso inclui o desempenho e monitoramento do controle de 
qualidade geral; especificações e metodologia dos testes, reagentes, controles, meios, equipamentos 
e manuseio das amostras; liberação dos testes; avaliação interna da performance e avaliação externa 
da qualidade”, explica Maria Lúcia. 
Valpassos, do DICQ, diz ainda que o processo de acreditação geralmente é dividido em quatro fases: 
inscrição, com a análise e aprovação do manual da qualidade do laboratório e documentos legais; 
agendamento e realização da auditoria; tratamento das não-conformidades, caso ocorram; e emissão 
do certificado como Laboratório Acreditado. “Os processos avaliados durante a acreditação contem-
plam desde a entrada do paciente no laboratório até a emissão de laudos, além do monitoramento 
contínuo da qualidade pretendida pelos laboratórios acreditados através da realização de pesquisas de 
satisfação e análise de indicadores”, ressalta. 
O Que O Laboratório Precisa Fazer Para Receber A Acreditação 
A acreditação de laboratórios, no Brasil, é voluntária. O laboratório que decide participar estuda a norma 
e adequa-se a ela. “Após escolher uma instituição certificadora, o laboratório se inscreve no programa 
de acreditação, paga as taxas, envia a documentação e solicita agendamento da auditoria externa de 
acreditação. Na data acordada, os auditores externos visitam e avaliam a adequação do laboratório”, 
explica Oliveira, do PALC. 
Se forem apontadas inadequações, o laboratório tem um prazo para apresentar evidências das corre-
ções. “O auditor líder e uma comissão de especialistas aprovam as correções. Uma vez aprovadas, o 
laboratório recebe o certificado de acreditação. Na sequência, são iniciados os ciclos de reavaliações 
periódicas para manutenção da acreditação.” 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
19 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A avaliação do laboratório é feita em uma auditoria realizada por profissionais do setor de diagnóstico 
laboratorial, com formação de nível superior, habilitados legalmente para exercer a responsabilidade 
técnica de laboratórios clínicos e com especialização nessa área. Os auditores também devem ter ex-
periência comprovada na atividade de laboratório, conhecimentos de qualidade e serem aprovados no 
Curso de Formação de Auditores PALC, realizado periodicamente pela SBPC. No site da sociedade é 
possível encontrar todas as informações necessárias para a acreditação e a ficha de inscrição. 
Para requerer a acreditação pelo CAP, caso o inglês não seja o idioma operacional do laboratório, 
alguns documentos deverão ser traduzidos: organograma; lista de equipamentos; programas de garan-
tia e melhoria da qualidade; programas de controle de qualidade; procedimentos para cada disciplina 
laboratorial. 
Os laboratórios precisam cumprir alguns requisitos, como ter um diretor qualificado (médico patologista) 
e participar dos ensaios de proficiência do CAP por um período mínimo de seis meses antes de se 
inscrever para o processo. “Todos os setores do laboratório que estão no mesmo endereço e possuem 
o mesmo diretor deverão estar especificados na inscrição.” 
No site do CAP é possível acessar o Manual para Acreditação de Participantes Internacionais com 
todos os requisitos e processos necessários para se tornar um laboratório acreditado. 
Dentre os pré-requisitos para participar do DICQ, o laboratório deve estar legalmente habilitado, possuir 
instalações adequadas e pessoal capacitado e em número suficiente para a realização dos exames. “A 
documentação analisada durante todo o processo de auditoria deve estar compatível com a legislação 
vigente e normas incorporadas ao nosso manual para a acreditação,” explica Valpassos. São elas: 
RDC 302, ISO 15.189, RDC 306 e as Boas Práticas de Laboratório Clínico – BPLC. No site da SBAC é 
possível preencher a ficha de inscrição, solicitar credenciamento e se informar sobre contrato e valores. 
Os ciclos de auditoria variam conforme a certificadora, e as normas que cada uma segue são revisadase atualizadas periodicamente. 
No caso do PALC, a reacreditação ocorre a cada três anos. A auditoria do DICQ tem periodicidade 
anual; a reacreditação do CAP ocorre a cada dois anos. Quanto ao arquivamento da documentação e 
registros referentes aos processos do laboratório, a RDC/ANVISA Nº 302, de 13 de outubro de 2005, 
estabelece que os documentos devem ser arquivados por um prazo mínimo de cinco anos. 
Vantagens Da Acreditação 
O Ghanem Laboratório, de Santa Catarina, foi acreditado pelo PALC, da SBPC/ML, em 2005. “A acre-
ditação foi uma das premissas para a nossa fundação, pois o processo nos permite avaliar o nível de 
excelência de nossos serviços mediante padrões previamente definidos, o que nos dá credibilidade 
junto a nossos parceiros e clientes. E mais do que isso, ela viabiliza a educação permanente de todos 
os nossos processos, o que tende a garantir a qualidade da organização”, explica o Omar Amin Gha-
nem Filho, presidente da rede. 
Durante os cerca de dois anos em que o laboratório se submeteu ao processo de acreditação, Ghanem 
conta que houve uma mudança cultural da organização com relação aos padrões de execução de 
rotinas. “Certas exigências que antes não eram entendidas como premissas para a realização dos pro-
cedimentos passaram a ser requisitos básicos para a entrega de um produto confiável aos nossos 
clientes. Foi um processo de reeducação com quebra de paradigmas.” 
As etapas mais trabalhosas desse processo, conta Ketrin Goetz Mueller, auditora PALC e gestora da 
Excelência do Ghanem, foram a interpretação da norma e como aplicar o que foi interpretado nas prá-
ticas operacionais. “Iniciamos o processo na maior unidade do laboratório, servindo como um piloto. 
Após análise da norma e entendimento do que a organização precisaria adequar, os processos foram 
padronizados e as equipes envolvidas foram capacitadas. Posteriormente, houve replicação do que foi 
feito para as outras unidades de atendimento. Foi mais demorado pelo fato da necessidade de replica-
ção, mas não por dificuldades na implantação”, comenta Ketrin. 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
20 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Para a equipe envolvida no processo, o principal ganho foi a geração de uma nova mentalidade em 
qualidade. “Os líderes receberam capacitação para incentivar o engajamento de seus times no pro-
cesso. Posteriormente, as capacitações foram realizadas para as equipes dos processos, com o auxílio 
das lideranças imediatas, para conhecimento e reflexão sobre os conceitos de qualidade e os ganhos 
que a equipe, o processo e a organização como um todo teriam com a acreditação”, explica Marli Blo-
emer, responsável pela área de Gestão de Pessoas. 
Mensalmente, o laboratório investe cerca de R$ 20 mil na manutenção da acreditação, o que envolve 
desenvolvimento humano, gestão da qualidade, auditorias, planejamento/monitoramento e implanta-
ções diversas. 
Controle De Qualidade No Laboratório De Análises Clínicas 
Desde o século passado, percebe-se, em todas as situações, uma importante evolução no conceito de 
qualidade, particularmente, diante das exigências dos clientes. Em consequência disso, o "melhorar 
continuamente os processos" passou a ser meta e conduta de toda instituição ou organização. Nos 
laboratórios clínicos, isso não foi diferente. Em face dessas exigências, a melhoria da qualidade do 
produto oferecido (resultado de exames) e seu controle foram as consequências naturais desse pro-
cesso. 
O laboratório clínico deve assegurar que os resultados produzidos reflitam, de forma fidedigna e con-
sistente, a situação clínica apresentada pelos pacientes, assegurando que não representem o resultado 
de alguma interferência no processo. A informação produzida deve satisfazer as necessidades de seus 
clientes e possibilitar a determinação e a realização correta de diagnóstico, tratamento e prognóstico 
das doenças. 
A melhoria contínua dos processos envolvidos deve representar o foco principal de qualquer laborató-
rio. Para isso, procura-se oferecer, cada vez mais, os melhores produtos ou serviços para os clientes. 
Entretanto, para que as inovações e melhorias deem certo, torna-se imprescindível o controle desses 
processos, que deve ser capaz de identificar possíveis falhas que possam vir a acontecer ou as que já 
aconteceram. Além disso, o laboratório deverá estar preparado para agir prontamente para evitar ou 
minimizar as consequências e a recorrência dessas falhas. Isso tudo acaba por se traduzir em um 
processo chamado garantia da qualidade. 
Em um laboratório de análises clínicas, a garantia da qualidade é alcançada tendo-se total e absoluto 
controle sobre todas as etapas do processo, o qual pode ser denominado de realizar exame, que com-
preende as fases pré-analítica, analítica e pós-analítica. 
A gestão da qualidade, por sua vez, abrange as ações utilizadas para produzir, dirigir e controlar essa 
qualidade, incluindo a determinação de uma política e de objetivos da qualidade, com o uso de indica-
dores e metas. 
A garantia da qualidade de todas as fases pode ser conseguida por meio da padronização de cada 
uma das atividades envolvidas, desde o atendimento ao paciente até a liberação do laudo. Com isso, 
pode-se alcançar a qualidade que se almeja e, com a gestão da qualidade, garanti-la. 
Todas essas atividades no laboratório devem ser documentadas por meio de procedimentos operacio-
nais padrão (POP) ou instruções de trabalho (IT), que deverão estar sempre acessíveis aos funcioná-
rios envolvidos nas atividades. 
Com a incessante procura por qualidade nos processos laboratoriais, foram criados os programas de 
acreditação brasileiros, como o Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC) da Socie-
dade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), e o Departamento de Inspeção 
e Credenciamento da Qualidade (DICQ) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC). Além 
disso, surgiram, no Brasil, nas décadas de 1970-80, os programas de controle da qualidade em labo-
ratório clínico, como o Proficiência em Ensaios Laboratoriais (PELM) e o Programa Nacional de Con-
trole de Qualidade (PNCQ). Esses sistemas são utilizados para atender às necessidades de ampla e 
melhor avaliação dos laboratórios clínicos. 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
21 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Com a qualidade melhorada, os desperdícios podem ser evitados, reduzindo-se os custos e aumen-
tando-se a produtividade, e, com isso, haverá melhora da competitividade no mercado. 
Gestão Da Qualidade Em Laboratórios De Análises Clínicas: Entenda! 
Tagsacreditação laboratorial, atendimento laboratorial, gestão da qualidade 
Para garantir a qualidade na execução das tarefas, é essencial a aplicação de processos de gestão 
que permitam aos profissionais envolvidos monitorar o desempenho dos procedimentos técnicos, ava-
liar os resultados e revisar continuamente os métodos adotados na rotina laboratorial. 
O controle de qualidade em laboratórios está relacionado a duas vertentes: satisfação das necessida-
des e expectativas do cliente. Consequentemente, se um serviço não é bem executado e não atende 
ao esperado, ele passa a não ser mais procurado — o que abre caminho para a concorrência. 
A Gestão da Qualidade em laboratórios passa a funcionar como um importante diferencial competitivo, 
seja em relação ao controle efetivo e à rastreabilidade de todos os procedimentos executados e ao 
aumento da produtividade, uma vez que passa a fazer melhor uso do tempo, ao usar processos padro-
nizados. 
O objetivo do post de hoje é apresentar as melhores formas de garantir a satisfação dos clientes por 
meio da Gestão da Qualidade em laboratórios de análises clínicas. Quer saber mais? Acompanhe 
nosso post! 
Otimização Dos Processos 
A partir de uma Gestão da Qualidade eficiente e de um monitoramento contínuo de todas as atividades 
laboratoriais, é possívelavaliar pontos que não atingiram o resultado esperado e realizar correções que 
possam melhorar o desempenho e, como consequência, aumentar a produtividade e, obviamente, a 
satisfação dos clientes. 
Ao implementar técnicas e atividades laboratoriais, gestores e colaboradores passam a monitorar todo 
o processo e eliminar as causas que afetam um bom desempenho, em todas as etapas do ciclo da 
qualidade. 
Via de regra, a Gestão da Qualidade é um processo contínuo de melhoramento que passa a identificar 
as necessidades e as expectativas dos clientes. Com as etapas a serem seguidas de um programa de 
qualidade, é possível coordenar, controlar e dirigir os Princípios da Gestão da Qualidade para serem 
incorporados em todas as atividades executadas pelo laboratório. 
Controle Da Qualidade 
Assegurar que os resultados reflitam, de forma fidedigna, a real situação clínica apresentada pelos 
pacientes é o objetivo principal de laboratórios de análises clínicas. 
Os profissionais envolvidos na execução dos processos devem satisfazer as necessidades de seus 
pacientes e possibilitar, por meio das informações geradas, a determinação e a realização correta do 
diagnóstico, do tratamento e do prognóstico de doenças. 
A melhoria contínua de todos os processos deve representar o foco principal de qualquer laboratório. 
Para isso, é indispensável a adoção de técnicas e procedimentos que possam oferecer, cada vez mais, 
melhores serviços. 
Para atingir a máxima qualidade, é indispensável um controle efetivo dos processos, de forma que seja 
possível identificar possíveis falhas que possam vir a ocorrer ou mesmo que já aconteceram. Além 
disso, o laboratório deve estar preparado para agir, caso as falhas venham a ocorrer, evitando e mini-
mizando as consequências, garantindo assim a qualidade dos serviços prestados. 
Padronização Das Técnicas Em Um Laboratório Clínico 
A padronização é uma importante ação que deve ser implementada e devidamente acompanhada. Ou 
seja, para garantir a qualidade, em todas as fases, deve-se seguir procedimentos padronizados, que 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
22 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
vão desde o atendimento do paciente até a liberação do laudo. Com isso, o laboratório pode alcançar 
a máxima eficiência no desempenho operacional e com a Gestão da Qualidade pretendida. 
Cada atividade deve ser devidamente documentada por meio de Procedimentos Operacionais Padrão 
(POP) ou mesmo de Instruções de Trabalho (IT). Tais informações deverão estar acessíveis a todos 
os funcionários, de modo que cada etapa de execução seja conhecida e seguida. 
Via de regra, a padronização não envolve apenas os métodos, mas também os materiais. De maneira 
geral, a padronização em um laboratório clínico tem por finalidade prevenir, detectar, identificar e cor-
rigir erros ou alterações que possam vir a ocorrer em todas as fases de execução das tarefas. 
A padronização correta dos processos torna possível alcançar a qualidade desejada, enquanto a im-
plementação de um sistema de controle de qualidade avalia e garante que essa qualidade seja alcan-
çada. 
Redução De Custos 
A inserção de um programa de Gestão de Qualidade em laboratórios possibilita que profissionais en-
volvidos na execução das tarefas diárias possam monitorar efetivamente, por exemplo, a qualidade e 
o transporte das amostras coletadas, metodologias utilizadas, dentre outras, garantindo que cada etapa 
seja devidamente enquadrada dentro dos requisitos de qualidade. Esses cuidados têm como objetivo 
prevenir erros ou mesmo perdas de forma efetiva, para reforçar a segurança dos resultados de seus 
pacientes. 
Gestão Da Qualidade E A Acreditação Laboratorial 
A implementação de Programas de Acreditação da Qualidade na rotina laboratorial fortalecem o con-
trole de processos e de pessoas, possibilitando criar ou mesmo melhorar os padrões do que é execu-
tado, de modo a reduzir os riscos ou falhas ocasionados por eventuais problemas que possam com-
prometer a qualidade dos serviços prestados. 
Para obter a Acreditação, é preciso que uma agência governamental ou não avalie os procedimentos 
executados pelo laboratório, de forma que os requisitos predeterminados para a realização de tarefas 
específicas sejam avaliados. 
Programas de Acreditação da qualidade oferecem aos usuários a possibilidade de garantir que os ser-
viços prestados atendem a determinados critérios de qualidade, que são avaliados por profissionais 
certificados para tal análise. 
No Brasil, estão disponíveis dois programas de Acreditação da qualidade para laboratórios clínicos: 
Departamento de Inspeção e de Credenciamento da Qualidade, patrocinado pela Sociedade Brasileira 
de Análises Clínicas (DIQC), e o Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos de responsabili-
dade da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (PALC). 
A implementação de programas de qualidade, muito além de garantir a prestação de um serviço dentro 
de padrões técnicos recomendáveis, possibilita que desperdícios possam ser reduzidos — ou mesmo 
eliminados —, os custos reduzidos e a produtividade aumentada consideravelmente, o que acaba ofe-
recendo ao laboratório vantagem competitiva frente aos demais concorrentes que oferecem os mesmos 
serviços ou similares. 
Além disso, quando laboratórios de análises clínicas mantém programas de certificações por agências 
reguladoras, pode-se contar com uma maior possibilidade de melhoria, uma vez que é possível detectar 
falhas que impedem um melhor alcance dos resultados e, consequentemente, na redução da satisfação 
do cliente. 
Controle De Qualidade No Laboratório Clínico 
Para se evitar erros simples, nos processos de manuseio, coleta, transporte e armazenagem da amos-
tra, que alteram os resultados dos exames laboratoriais, foi criado o controle de qualidade, então, de-
vem ser seguidos os padrões para assegurar que os resultados demonstrem com fidelidade o estado 
clínico do paciente. 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
23 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
O laboratório clínico deve assegurar que os resultados produzidos reflitam, de forma fidedigna e con-
sistente, a situação clínica apresentada pelos pacientes, assegurando que não representem o resultado 
de alguma interferência no processo. A informação produzida deve satisfazer as necessidades de seus 
clientes e possibilitar a determinação e a realização correta de diagnóstico, tratamento e prognóstico 
das doenças. (CHAVES, 2010) 
1. Controle De Qualidade No Laboratório Clínico 
O laboratório deve garantir a qualidade de seus produtos, visto que devem ter isso como uma missão 
produzir resultados corretos. È importante que os laboratórios ofereçam serviços que superem as pers-
pectivas de seus clientes, pois qualidade deve ser definida baseada em seus clientes, que faz uso do 
serviço. 
As consequências dos erros em laboratórios de medicina podem ser muitas vezes graves, especial-
mente quando o teste irá definir um diagnóstico, ocasionando resultados falsos positivo, ou ainda falsos 
negativos. 
Ambas as circunstâncias colocam em risco a saúde do paciente e produzem custos desnecessários 
para o sistema de saúde. (Guimarães, 2011) Nos laboratórios de análises clínicas, deve-se garantir a 
qualidade dos resultados tendo controle absoluto sobre todas as etapas do processo, o qual pode ser 
denominado de realizar exame, que compreende as fases pré-analítica, analítica e pós-analítica. Todas 
essas etapas devem seguir um padrão, pois só assim obteremos qualidade nos exames realizados. 
Estabelecer este padrão visa prevenir, detectar, identificar e corrigir todos os erros e possíveis varia-
ções de todas as fases, desde o pedido até a entrega do resultado. 
Todas as atividades realizadas dentro do laboratório devem ser documentadas, através de Instrução 
de Trabalho (IT) ou Procedimento Operacional Padrão (POP), isso depois de aprovadose colocados à 
mostra dos funcionários. Esses documentos descrevem por detalhes cada atividade. 
Controle Interno Da Qualidade 
É o controle intralaboratorial; a análise diária de amostra de controle com valores conhecidos para 
avaliar a precisão dos ensaios, como seu funcionamento eficiente e confiável dos procedimentos labo-
ratoriais para fornecer resultados válidos que contribuam ao diagnóstico clínico. Ele verifica a calibração 
dos aparelhos e indica o momento de haver correção. 
Controle Externo De Qualidade 
É o controle interlaboratorial; esse sistema avalia o resultado de cada teste com a média de consenso 
de seu grupo. Essa média é feita pelo patrocinador do programa utilizando os resultados enviados pelos 
laboratórios, que são agrupados por metodologias de ensaios empregadas. 
Assim vemos que Controle Externo da Qualidade padroniza os resultados de laboratórios distantes 
através da comparação interlaboratorial de análises de alíquotas do mesmo material. 
O laboratório que participa efetivamente de um Programa de Controle Externo da Qualidade pode as-
segurar que seus resultados aproximam o máximo de exatidão dentro de uma variabilidade analítica 
permitida. 
Processos Pré-Analíticos 
Diferentes fatores estão envolvidos nos erros de laboratório clínico, principalmente na fase pré-analí-
tica. Esta é a fase mais suscetível aos erros de processos, sobretudo aqueles processos que estão fora 
do laboratório clínico e envolvem diretamente tarefas manuais. (Guimarães, 2011) 
Esses são difíceis de controlar, já que grande parte ocorre fora do laboratório. Há diversos fatores 
dentro do processo pré-analítico que podem causar erros ou variações nos resultados: 
Identificação 
 HIGIENE, ORGANIZAÇÃO E 
SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 
 
24 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
É de grande importância que o paciente, a solicitação do exame e as amostras estejam identificadas; 
deve-se ter o nome do paciente, com data e hora da coleta e o tipo do material a ser analisado. 
Preparação Do Paciente 
Os profissionais devem ter conhecimento da importância de preparação do paciente para a coleta. 
Fatores como jejum, estado nutricional, uso de álcool, estresse, fumo, exercícios físicos, postura e 
interferências medicamentosas. 
Coleta Da Amostra 
Podem ocorrer erros por causa da obtenção, preparação e armazenamento da amostra. Erro na iden-
tificação, troca de material, contaminação da amostra, hemólise, estase prolongada, homogeneização, 
centrifugação, conservação inadequada, anticoagulante errado, entre outros. 
Procedimentos Analíticos 
Esses procedimentos, que são o dá análise propriamente dita, devem ser implantados na rotina labo-
ratorial com confiabilidade e praticidade. Deve-se considerar também a qualidade da água, limpeza das 
vidrarias, calibração dos dispositivos de medição de ensaio (pipetas, vidrarias, equipamentos. Todos 
os processos analíticos devem ser documentados com detalhes, assim como os pré-analíticos. 
O modelo de trabalho nessa fase deve apresentar o nome do procedimento; nome e fundamento do 
método; principais aplicações; tipo de amostra do paciente; padrões, calibradores, controles, reagentes 
e insumos; equipamentos; cuidados e precauções; procedimento detalhado; linearidade do método; 
cálculos; controle da qualidade; valores críticos; observações. 
Procedimentos Pós-Analíticos 
Consistem nas etapas executadas após a realização do exame, o que incluem o cálculo dos resultados, 
análise da consistência dos resultados, liberação dos laudos, transmissão e arquivamento de resulta-
dos, consultoria técnica. 
Os laudos devem ser entregues com letra legível e sem rasuras, sendo que são confidenciais e devem 
respeitar a privacidade dos pacientes mantendo sigilo sobre os resultados. Os resultados devem ser 
entregues dentro de prazos especificados, sendo que devem permanecer cópias ou arquivos dos lau-
dos para posterior recuperação. 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________

Mais conteúdos dessa disciplina