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CONDICIONA&R DE AR DOMI%TICO 
DETERMINACAO’DAS CARACTERiSTlCAS 
M&do de Ensaio 
04.026 
NE!45882 
OUT/1983 
SUMARIO 
1 Objetivo 
2 Normas e/au documentor complementares 
3 DefiniqGer 
4 lnrtrwnentor para medi#o e precisZ0 
5 Calorimetms 
6 Medi@es da vszZo do ar 
7 ’ Calorimetm do tipa pricrom&rico 
8 Ensaios de capacidade no calorimetro do fipo pricrom&riw 
9 Calorimetro do tipo calibrado 
10 Calorimetro do tipo ambiente balanceado 
11 Ensaios de capacidades nos calorimetros dos tipos calibrados e de ambiente balanceado 
12 Enraior de desempenho 
ANEXO A - Determina& do coeficiente de descnrga dor hocais 
ANEXO B - Figuras 
1 OBJETIVO 
1.1 Esta Norma prescreve 05 metodos de ensaios para determina$ao das caracte - 
risticas dos condicionadores de ar dom&ticos , apresentados na NBR 5858. 
1.2 Esta Norma 60 se aplica aos condicionadores de ar domesticos, que utili - 
zam condensadores a agua. 
2 NORMAS E/OU DOCUMENTOS COMPLEMENTARES 
Na aplica$ desta Norma 6 necessario consultar: 
NBR 5858 - Condicionador de ar domktico - Especifica@ 
3 DEFINICOES 
Para OS efeitos desta Norma sao adotadas as definiG6es de 3.1 a 3.9. 
Origem: ABNT - 4:08.02-001183 
CB-4 - &mite Branileiro de Meckica 
CE-4:08.02 - ComissZo de Estudo de Ar Condicionado 
Esta Norma substitui a NBR 5882/77. 
I 
SISTEMA NACiONAL DE I ABNT - ASSOCIACAO BRASILEIRA 
METROLOGIA, NORMALlZAQ’iO 
E QUALIDADE INDUSTRIAL 
I 
DE NORMAS TliCNICAS 
@ 
NBR 3 NORMABRASILEIRA REGISTRADA 
~~_~ 
CDU: -644.5:620.1 Tcdos 0% direitos resarvados 27 ptiginas 
2 NBR 5882/1983 
3.1 Press& atmosf&ica paaGo 
press& atmosfgricca de 101,325 kPa. 
3.2 vasiio de fuga 
Quantidade de ar trocado atraves do aparelho entre OS ambientes interno e exter - 
“0, em unidade de tempo, em conseq6encia de Suds cardcteristicas de construgao 
e estanqueidade. 
3.3 V&o de ar condiciomdo em curto-circuito, w anbiente intemo 
Qu’antidade de ar condicionado passando diretamente, em unidade de tempo, da se - 
@o da saida a ser$o de entrada do aparelho, no ambiente interno. 
3.4 V&~O do ar m curto-circuito no mbimte externo 
Quantidade de ar passando diretamente, em unidade de tempo, da se& de sa;da pa - 
ra a se$o de entrada do aparelho, no ambiente externo. 
3.5 vaziio de ar atrav& da abertura de equiZibrio 
Quantidade de ar atravessando, em unidade de tempo, as divisorias do calorimetro 
pelo orificio eq;alirador das press&s. 
Nota: As definisoes descritas a pat-tit- da se$ao 3.2 at6 3.5 (inclusive) estao i - 
lustradas na Figura 1 do Anexo B; demais defini@Gs ilustradas ne~sa Fiju - 
ra Go apresentadas na NBR 5858. 
3.6 Coeficiente de calor sewivcZ 
Relagao entre a capacidade termica Stil sensivel e a capacidade tGrmica iitil to - 
tal de condicionamento. 
3.7 calorinrctros 
Equipamentos destinados, basicamente, a medir a capacidade de refriQera@ ou a 
quecimento de condicionadores de ar. Podem, complementarmente, ser usados pa ra 
determinar corrente absorvida, pot^encia eletrica absorvida, temperaturas, pre.3 - 
5oes e vazoes de ar dos condicionadores em ensaio, sob condi@es de temperaturas 
e umidades controladas. 
3.8 Tensiio(&si nominal(aisi 
Tensso constante(s) da placa de identificasao do condicionador de ar do&s - 
tico. 
3.9 Freqk&?iais) nomimL(aisi 
Freq%ncia(s) cOnstanta na placa de identifica@o do condicionador da ar do - 
mestico. 
NBR 5882/1983 3 
4 INSTRUMENTOS PARA MEDIChO E PRECISAO 
4.1 Instmmcnto para medir temperatura 
4.1.1 As medisks de temperaturas devem ser efetuadas corn urn ou vsrios dos ins - 
trumentos seguintes: 
a) termometros de mercirio (vidro); 
b) pares termwel6tricos; 
c) termometros de resistsncia eletrica. 
4.1.,2 A precisao dos instrumentos deve estar compreendida "05 limites seguintes: 
a) temperaturas de bulbo seto e bulbo 6mido do ar que representam OS am - 
bientes interno e externo: '2 0,05'C; 
b) temperaturas da agua utilizada no sistema de condicionamento dos am 
bientes interno e externo:? 0,05'C; 
c) todas outras temperaturas: ?- 0,3'C. 
4.,1.3 Em nenhum taso, o menor intervalo de graduasao do instrumento de medi$Zo 
de temperaturas deve ultrapassar o dobro de precisao prescrita. Por exemplo, pa - 
ra uma precisao prescrita de 0,05OC, o menor intervalo de graduaSao n& deve UI 
- 
trapassar de O,l%. 
4.1.4 Quando uma precisk de 0,05'C 6 prescrita, deve-se utilirar ur instrumen- 
to de medir$o calibrado contra urn termcmetro padrao. 
4.1.5 Em todas medi@es de temperatura de bulbo Gmido, deve-se garantir a exiz 
tGncia de umidade suficiente e aguardar o tempo necessario para que o equilibria 
de evaporar$o seja alcangado. 
4.1.5.1 Para term6metros de merctirio corn bulbo de dismetro igual ou inferior a 
6,s mm, as temperaturas devem ser lidas em condi@es que assegurem uma velocida- 
de de ar minima de 3 m/s sobre o bulbo. 
4.1.5.2 Para qualquer outro tipo de instrumento, a velocidade de ar deve ser su - 
ficiente para se obter as condi@zs de quilibrio. 
4.1.6 Onde for possTvel, 05 instrumentos de medi$Iao de temperatura, utiliiados 
para medir varia$es de temperaturas, devem 5er dispostos de maneira que sejam 
facilmente intercambiaveis entre a entrada e a saida do ar, visando melhor preci - 
sao. 
4.1.7 A temperatura dos fluidos no interior dos canais dew ser medida intrody 
zindo o instrumento de medisk diretamente no fluido ou numa sonda mergulhada no 
fluido. 
4.1.8 OS instrumentos de mediG% de temperatura devem ser convenientemente pro 
- 
tegidos contra as radia@es de fontes de calor ambientais. 
4 NBR5882l1983 
4.2.1 A precisk dos instrumentos para medir press&s~, excluindo barsmetros, de 
ve ser de k 1 Pa. 
4.2.2 Em nenhum case, o menor interval0 de gradua@ do instrumento para medir 
press&s dew ser superior ao dobro da precisk estabelecida. 
4.2.3 A pressSo atmosferica dew ser medida corn urn barEmetro possuindo gradua 
@es que permitam leituras na precisao de.? O,l~%. 
4.3 znsijrwnentos para mediph ct&icas 
4.3.1 As medi@es eletricas devem ser efetuadas corn urn dos instrumentos seguin - 
tes: 
a) indicadores; 
b) integradores. 
4.3.2 OS instrumentos utilizados para medir todas as energias elgtricas forneci - 
das 2s c5maras do calorimetro devem possuir uma precisao igual a f 0,5% da qua” - 
tidade medida. 
4.4 Instmmentos para medir fornccimcntos de Lfgua 
4.4.1 As mediG& de volume devem ser efetuadas por meio de urn dos instrumentos 
seguintes, tendo uma precisao igual a f 1% da quantidade medida: 
a) recipient-e graduado, seja em massa, seja em volume; 
b) medidor de vazao. 
4.4.2 0 recipiente graduado empregado deve ter capacidade de armazenar a quanti - 
dade consumida durante, no minima, dois minutes. 
4.5 Instmmentos pam medir votume de ar 
4.5.1 Press&s eststicas sobre os bocais sao medidos por meio de man?jmetros ca - 
librados contra urn manometro padrao, corn precisao de 1% da leitura. A menor divi - 
sao da escala do manEmetro nao deve exceder ‘a 2% da quantidade medida. 
4.5.2 As areas dos bocais sk determinadas pela medigao de seus diametros corn 
uma precisao de O,Z%, em quatro pontos afastados entre si de aproximadamente 45’ 
em torno do bocal, em dois pianos, uma na saida e outro no trecho reto, junta ao 
inicio da curvatura do bocal (Figura 2 do A~~xo B). 
4.6 Instmentos para me&r a rota&h dos ventiladores 
4.6.1 A medi$o das rotagoes dos ventiladores e feita corn urn ou mais dos seguin - 
tes instrumentos, tendo uma precisao de + 1% do valor lido: 
a) conta giros; 
b) taGmetro; 
c) estroboscopio. 
NER 5882/1983 5 
4.7 Equipamento para medir a ~a&o de ar - C?i-nara ~ZWUI 
4.7.1 A czmara plena 6 urn equipamento destinado a medir vazao e temperauras de 
bulbo seco e bulbo ljmidodo ar recirculado pelo condicionador em ensaio. C liga - 
da ao mesmo por meio de urn duto adaptador. A camara pkna consiste essencialmen- 
te de: 
a) “Ill cinel; 
b) uniformizadores; 
c) bocats; 
d) manEmetros de coluna d’agua; 
e) exaustor de capacidade regulavel, destinado a venter a5 perdas de car - 
ga internas do tuneI, a fim de garantir que nao haja diferensa de 
press20 entre a regiao de descarga do condicionador de ar em ensaio e 
a camara plena; 
f) meios para medir temperaturas do ar descarregado pelo condicionidor. 
4.7.2 OS bocais devem ser construidos conforme indicado na Figura 2 do Anexo 6, 
instalados de acordo corn o prescrito em 4.7.3 a 4.7.9. 
4.7.3 OS coeficientes de descarga dos bocais devem ser determinados usando-se o 
abaco do Anexo A. 
4.7.4 As vazk de ar devem set- determinadas corn aparelhos similares a05 mostra - 
dos nas Figuras 3 e 4 do Anexo B. 
4.7.5 Urn ou mais bocais, construidos de acordo corn a Figura 2 do Anexo 6, devem 
ser instalados na &mat-a plena, conforme as Figuras 3 e 5 do Anexo B, descarre - 
gando na csmara de exaustao. 
0 bocal deve ter urn diametro tal que a velocidade do ar na saida do mesmo nao se - 
ja inferior a 15 m/s. A distancia entre os centros dos bocais em use 60 deve 
set menor que trk vezes o dizmetro de saida do bocal; as distancias dos ten - 
tros dos bocais 2s periferias das paredes adjacentes nao devem ser menores que 
urn diaLmetro e meio. Se os bocais tikrem diferentes dismetros, a distancia entre 
os eixos deve 5er baseada num diametro media. 0 tamanho e o arranjo da camara re - 
ceptora devem ser suficientes para permitir uma velocidade uniforme de aproxima- 
,$o a05 bocais ou deve haver uniformizadores para taj! fim. Bocais assim instala - 
dos dispensam corre$ks para a velocidade do ar de saida. 
4.7.6 Urn manometro deve ser instalado corn uma ou mais tomadas de press50 estati - 
ca localizadas rente a parede interna da camara receptora, para garantir que a 
press50 no ponto de descarga do condicionador em ensaio seja nula. 
4.7.7 A segao transversal e o arranjo da camara de exaustao devem ser tais que 
a distancia do centro de qualquer bocal a parede adjacente 60 seja menor que urn 
di^ametro e meio e 60 maior que cinco vezes este di^ametro (diametro de saida do 
bocal), para urn obstkulo mais proximo, a menos que sejam usados unifocmizddores 
E NBR 5882/1983 
adequados 
4.7.8 Urn sistema de exaustao deve ser ligado 2 camara de exaustao para compen - 
sar as resistencias da csmara, bocais e uniformizadores. 
4.7.9 Para medir a queda de press& atraves dos bocais, urn ou mais manometros 
em paralelo devem ter urn lado ligado a uma ou mais tomadas de pressao estatica , 
localizadas rente a parede da csmara de descarga e o outro ligado a uma ou mais 
tomadas de pressk estatica, localizadas rente a parede da camara receptora. As 
tomadas de pressao estatica devem estar localizadas de maneira a r&o serem afeta - 
da; pelo flux0 de ar. Se desejado, a velocidade da corrente de ar saindo do bo - 
cal pode ser medida atraves de urn tubo de Pitot. Quando for usado mais de urn bo 
Cal, as leituras do tubo de Pitot devem ser determinadas para cada bocal. As lei - 
turas das temperaturas S&I usadas para determinar a massa especifica do ar e o 
coeficiente de descarga do bocal. 
4.6 cutros instrumentos de medi& 
4.8.1 As medi@es de tempo devem ser efetuadas corn instrumentos de precisao i - 
gual a ? 0,2% da quantidade medida. 
4.8.2 As medi$&s de massas devem ser efetuadas corn instrumentos de precisao i - 
qua1 a ? 1% da quantidade medida. 
5 CALOWMETROS 
5.1 Generalidadc?s 
5. I .l 0s:calorimetros constam, em principio, de duas csmaras contiguas, corn tam - 
peraturas e umidades controladas e instrumenta$ao que possibilite o calculo das 
capacidades termicas dos condicionadores de ar. Uma das csmaras simula o ambien - 
te de urn recinto a ser acondicionado e 6 chamada, nesta Norma, simplesmente Par 
“ambiente interno”. A out.ra camara simula o ambiente exterior e 6 chamada nes ta 
Norma simplesmente por “ambiente externo”. 
5.1.2 0 ambiente interno e o ambiente externo sao separados por uma parede divi - 
soria onde 6 instalado o condicionador de ar a ser ensaiado. 
5.1.3 A parede divisoria do calorimetro dew apresentar dispositivo para garan - 
tir que nao haja diferenga de pressao maior que 1,5 Pa CO,15 mm de coluna d’agua) 
entre 05 ambientes. 
5.1.4 0 condicionador de ar deve ser montado na parede divisoria de maneira a a - 
tender as instru@es de instalagao e use do fabricante. 
5.1.5 A distancia minima entre o condicionador de ar em ensajo e as paredes e 
teto das camaras devem ser de 1 m. A Tabela 1 fornece as dimensks internas mini - 
mas para cada ambiente do calorimetro, em funGao da capacidade do aparelho a ser 
ensaiado. 
NBR 5982/1993 7 
TABELA 1 - Dimens8es dos calorimetros 
Capac'idade termica nominal 
m&ima dos aparel has 
(kJ/h) 
10800 (3000 w) 
21,600 (6000 W) 
32400 (9000 W) 
43200 (12000 W) 
Dimens& internas m:nimas propostas para ca - 
da csmara do calorimetro (m) 
Largura Al tura Profundidade 
2,4 2,1 198 
2,4 291 2,4 
2,7 2,4 3,0 
370 2,4 3,7 
5.1.6 0s ambientes interno e externo devem ser equipados corn sistemas compens$- 
doves corn aquecedores, resfriadores, umidificadores e desumidificadores capazes 
de compensar os efeitos do condicionador de ar em ensaio e manter constantes as 
temperaturas e umidades dos ambientes. 
5.1.7 OS sistemas compensadores devem ter ventiladores capazes de venter as r-e - 
sistencias dos equipamentos e assegurar, pelo menos, duas vezes a quantidade de 
ar recirculado pelo condicionador de ar, tanto para o ambiente interno coma para 
0 externo. 
5.1.8 AS superficies internas das camaras (ambiente interno e externo) do calo - 
rimetro devem ser constituidas de materiais "50 porosos, cujas juntas devem ser 
vedadas contra fugas de ar e umidade. As portas de acesso devem ficar hermetica - 
mente fechadas ao ar e umidade, empregando juntas ou qualquer outros meios api- - 
priados. 
5.1.9 Em ambos OS ambientes do calorimetro, externo e inter-no, os gradientes de 
temperatura e a distribuiG:o do fluxo de ar sao resultantes da interagao dos sis - 
temas compensadores e do condicionador em ensaio. Portanto, as condi@es resul - 
tantes sao dependentes de combina@es entre tamanhos de compartimentos, arranjos 
e dimens& de sistemas compensadores e das caracteristicas de descarga de ar 
dos condicionadbres. 
5.1.10 E intengao desta,Norma que as temperaturas ao redor do condicionador de 
ar em ensaio simulem aquelas de urn.? instalaSao normal, isto 6, a unidade Opera" - 
do em ambientes corn condi@es de temperatura identicas aquelas especificadas no 
ensaio. 
5.1.11 0 ponto de medida das temperaturas especificadas de ensaio deve ser t.31 
que satisfaGa as seguintes condi&s: 
a) as temperaturas medidas devem ser representativas da temperatura 
8 NBR 5882/1983 .~~ 
circundante do aparelho em ensaio e simularem as condi@ks encontradas em 
uma aplicasao real para ambos os ambientes: externo e interno, coma indi - 
cado anteriormente; 
b) no ponto~de medida, a temperatura do ar nao deve ser afetada pela descarga 
de ar do aparelho em ensaio. lsto torna obrigatorio que as ~temperaturas 
sejam medidas fora de influgncia de qualquer circulaG$o produzida pela u 
nidade ti ensaio. 
Nota: A intensao desta Norma pode ser ilustrada nos seguintes exemplos: 
a) se as condi@es do movimento de at- e a distribui& do flux0 de ar no 
compartimento do calorimetro 5% favoraveis, as temperaturras podem 
ser medidas na saida dos sistemas compensadores; 
b) se estiver estabelecido que o condicionador em ensaio produz recircula - 
$Zoda sua descarga em sua entrada, as temperaturas especificadas de - 
vem ser medidas fora da influ&cia do at- movimentado pelo ‘: condiciona~ - 
dor de ar. Neste case, deve-se tomar cuidado para que o equipamento de 
mediG% das temperaturas 60 interfira de nenhum modo no funcionamento 
do condicionador. 
6 MEDl@ES DA VAZfiO DE AR 
Nota: As Londisi;es de ensaio sao apresentadas na NBR 5858. 
6.1 kdmn?:n&o da vu& de ar 
6.1.1 OS ensaios sao conduzidos a temperatura ambiente especificada, corn o s.is - 
tema de refrigeragk I igado ou desl igado, conforme a final idade da med iG:o, 
6.1.2 As seguintes quantidades de ar podem ser medidas por meio de aparelhagem 
e Segundo metodos de ensaios apresentados nesta Norma: 
a) quantidade de ar recirculado; 
b) quantidade de ar de renova&, se o condicionador de ar domGstico for 
equipado para esse fim; 
c) quantidades de ar de exaustao, se o condicionador de ar domestico for 
equipado pat-a esse fim; 
d) quantidade de fuga de ar. 
6.1.3 A quantidade de ar recirculado e determinada em rnassa recirculada par uni - 
dade de tempo. Se a quantidade de at- recirculado for expressa em volume, esta, 
quantidade deve ser referida ao at- padrao, definido na NBR 5858. 
6.2 Mcdi&o de vaz;io de ar recircalado 
6.2.1 A vazao de ar recirculado deve ser medida por meio de aparelhagem analoga 
aquela representada na Figura 5 do Anexo B. 
6.2.~ A saida ou saidas do condicionador de ar domktico devem ser ligadas 2 
NER 5882/1983 9 
csmara receptora par urn duto adaptador, cuja resistencia ao ar seja desprerivel. 
6.2.3 0 ventilador de exaustao deve ser regulado de maneira a dar uma PWSSZO 
estatica nula sobre a descarga do condicionador de ar dom&tico na camara recep - 
tora do &“,I. 
6.2.4 As seguintes leituras devem ser efetuadas: 
a) pressao atmosfirica; 
b) temperatura do bulbo iimido e bulbo seco do ar que passa atraves do bo - 
Cal; 
c) pressao diGmica do ar que passa atraves do bocal. 
6.2.5 0 flux0 de massa de ar atraves de urn s6 bocal 6 determinado coma segue: 
I 
a vazlao de ar atraves de urn so bocal 6 determinada como segue: 
J Qv=K3CdA hpvln em m 3 /s 
P 
“tl “I = 0, -. 
” P I +x 
;endo: 
K3 
= 1,41 quando as unidades utilizadas forem do sistema internacio”al,ob 
tendo a vazao de ar em m3/s e o fluxo de massa em kg/s; 
- 
‘d 
= coeficiente de descarga do bocal (ver 4.7.3); 
A = area da se~$o transversal “a saida do bocal em m2; 
h 
P 
= diferensa de press6es estaticas, em Pa, atuando em ambos OS lados do 
bocal ou a pressao diGmica no trecho reto do bocal, considerando a 
velocidade de aproxima@o do ar desprezivel; 
v’” 
= volume especifico do ar “a5 condi&s reais “a entrada do bocal, em 
m3/kg; 
po 
= pressao atmosferica padrao (101 ,325 kPa); 
P = pressao atmosferica “a entrada do bocal em Pa; 
x = umidade absoluta do ar, que atravessa o bocal, em kg de vapor d’5gua 
por kg de ar seco; 
“ll 
= volume especifico do ar “as condi+s de temperatura de bulbo SeCO 
e de bulbo Cmido, existente na entrada do bocal, 5 pressao atmosferi - 
ca padrao (obtidb em diagrama psicromitrico ou tabelas). 
Nota: Se a pressao atmosfirica real 60 diferir da pressao atmosferica padrao- 
por mais de 3 kPa, v’” podera, para simplificar, ser consider-ado igual a 
““. 
10 NBR5882/1983 
6.2.6 0 volume do ar passando atraves de vzrios bocais sera calculado conforme 
6.2.5, considerando o fato que o volume total sers a soma dos volumes de cada bo - 
cal uti I irado. 
6.3 Medi& da vaz& do ar de rcnova&k, exam& c fugas 
6.3.1 A varao do ar de renova~:o, exaustao e fugas devem ser medidas por meio 
do dispositivo de equilibria de press&es, que esta representado na Figura 6 do !! 
nexo B, corn condicionador operand0 em refrigeraG:o. As leituras devem ser toma - 
das ap& ser alcayado o equilibria de condensaG:o da agua sobre o evaporador e 
o Gentilador de exaustao do dispositivo de equilrbrio de pressso regulado, pa l-a 
se obter uma press20 eststica nula ou, no m.&imo de 1 Pa de diferenGa, entre as 
&naras dos ambientes interno e externo. 
6.3.2 As seguintes leituras devem ser efetuadas: 
a) press50 atmosferica; 
b) temperatura de bulbo seco e de bulbo Gmido do ar que atravessa o bocal 
do dispositivo; 
c) pressso dinsmica no trecho reto do bocal do dispositivo. 
6.3.3 OS valores da vazao de ar devem ser calculados conforme 6.2.5. 
6.4 outros ,,,&odos para a detemirq+io da ma& do ar de rcnnva~~o c exaust&. 
6.4.1 Ajustar a temperatura do ambiente externo do aparelho em ensaio, pelo me - 
no5 8’C acima da temperatura do ambiente interno. Fechar os registros de renova - 
$50 e/au exaustao , medir asp temperaturas e a varao do ar descarregado no ambien - 
te interno pelo aparelho em ensaio. Repetir o ensaio corn o registro de renova~ao 
aberto. Manter uma pressao estatica igual a/zero entre OS ambientes interno e ex - 
terno. 0 ensaio 6 realizado corn o condicionador de ar operand0 somente em venti - 
l+o (corn o sistema de refrigerasao desligado). 
A t/z&o do ar de renovas:o sera. 
Ohde: 
v3 = 
v2 (t4 - t1) - Vl (t3 - tl) 
t2 - tl 
tl = temperatura do ambiente interno, em ‘C; 
t2 = temperatura do ambiente externo.em Oc; 
t3 = temperatura do ar descarregado corn os registros fechados, em ‘C; 
t4 = temperatura do ar descarregado corn o registro de renova@o aberto, em 
OC; 
VI = vazao do ar descarregado no ambiente interno, corn os registros feaha 
dos, em m3/h de ar padrao; 
V2 = vazao do ar descarregado no ambiente interno, corn o registro de renova - 
~:o aberto, em m3/h de ar padrao; 
NBR 5882/1983 11 
“3 = varao do ar de renova&, em m3/h de ar padrao. 
6.4.2 Para o c~lculo da vaz& do ar de exausfk, repetir o ensaio conforme 
6.4.1, porem anotar as medidas da vazao do ar descarregado no ambiente externo 
(condensador) e corn 05 registros de exaustk, “ma vez abertos,e outra vez fecha 
dos, mantendo o registro de re”ova@o sempre fechado. 
A vazao do ar de exaustao sera: 
v6 = 
v5 (t2 - t6) + v4 (t5 - t2) 
t2 - t1 
On&: 
tl = temperatura do ambiente interno, em ‘C; 
t2 = temperatura do ambiente externo, em ‘C; 
t5 = temperatura do ar descarregado atrav6s do condensador corn OS reg tstros 
fechados, em OC; 
t6 = temperatura do ar descarregado atrav;s do condensador corn o registro de 
exaustk aberto, em OC; 
V4 = vaz.k do ar descarwgado no ambiente externo corn 05 registros fechados, 
em m3/h de ar padrio; 
V5 = vazk do ar descarregado no ambiente externo corn o registro de exaus - 
tie aberto, em m3/h de ar pad&; 
~6 = vazk do ar de exaustk, em m3/h de ar padrao. 
7 CALORI-METRO DO TIP0 PSICROM~TRICO 
7.1 0 calor?metro do tipo psicrometrico 6 mostrado na Figura 3 do Anexo B. Este 
calorrmetro determina a capacidade de refrigeraG% e aquecimento, pelas medicoes 
de vazk de ar e das temperaturas de bulbo seco e Gmido do ar recirculado no am - 
biente interno e das temperaturas do ar de bulbo seco e Gmido, “as entradas e 
saidas do evaporador e do condensador. 0 calorimetro deve ser construido de fdr - 
ma a permitir a admissk do ar para o evaporador e o condensador, “as temperatu- 
ras de bulbo seco e Ijmido, especificadas na NBR 5858. 
7.2 0 calorimetro inclui uma camara plena para medisao de vazk de ar tomo des - 
crito em 4.7.1. As aberturas para co”ex&s hidraulicas, eletricas e outran devem 
ser de tal forma que eliminem qualquer vazamento de ar do compartimento de en - 
saio para o interior do calorimetro. A csmara plena, o duto adaptador e o dispo -. 
sitivo de amostragem do ar devem ser construidos corn material adequado e ser iso - 
lados termicamente atg o ponto de medig% das temperaturas de tal forma que a 
perda de calor “50 exceda a 5% da capacidade do condicionador de ar em ensaio.A 
camara plena pode descarregar o ar diretamente “a camara de ensaio e 6 provida 
corn meios adequados para a manutenG% do ar de entrada no condicionador de ar em 
ensaio, “as temperaturas de bulbo seco e bulbo iimido especificadas. 
12 NBR 5882/1983 
7.3 conectar urn mancmetro para medir a diferenGa de pressSo est8;tica entre a 
entrada da camara plena, que recebe o ar recirculado pelo evaporador do condicio - 
nador de ar, e o ambiente do calorimetro. Esta pressao deve ser ajustada para ze - 
ro, atrav& do regulador de fluxo. Urn outro manometro deve ser conectado entre a 
entrada e a saida do bocal para medir a press% do ar que flui pelo bocal (OU bo - 
cais). 
7.4 A velocidade do ar sobre OS termometros de bulbo fimido Go deve ser ‘infe - 
rior a 3 m/s. OS termometros de merairio devem ter urn diametro de bulbo nao 
maibr que 6,5 mm. A Figura 4 do Anexo B apresenta OS dispositivos para obter a a - 
mostragem do ar. Todas as medi@es de temperatura de bulb0 fimido devem 5er ef,e - 
tuadas corn umidade de saturaqao e as leituras devem ser tomada quando o equ;i I i - 
brio da evaporasao for alcansado. 
8 ENSAIOS DE CAPACIDADE NO CALORI-METRO DO TIP0 PSICROM~TRICO 
8.1 0 calorimetro do tipo psicometrico permite a determinasao da capacidade de 
refrigeraGao e de aquecimento do condicionador de ar. 
8.1.1 A capacidade de refrigera$Zo ou aquecimento, neste tipo de calorimetro, ~3 
calculada corn base na diferenqa de entalpia do ar, na entrada e na saida do con - 
dicionador de ar, no ambiente interno. 
As entalpias Go obtidas a partir das temperaturas de bulbo seco e bulbo Ijmido 
do ar, utilizando tabelas ou diagramas psicometricos. 
8.1.2 As condi@es do ensaio devem estar de acordo corn a NBR 5858 
8.1.3 Para efeito deste cSlculo, a vazao de ar 6 determinada conforme 6.2. 
8.1.4 Para efeito deste c~lculo, a vazao de ar e determinada corn o sistema de 
refrigeragao ou aquecimento em operaGZ0. 
8.2 A capacidade de refrigera$ao ou aquecimento 6 dada pela expressSo: 
Onde: 
qt = ( e!& . 1 he - hs 1 + qp ) 3600 
V’” 
4t 
= capacidade total de refrigeragao ou aquecimento, em kJ/h; 
Qv 
3 
= vaz:o de ar atraves do bocal, em m /s; 
v’ 
” 
= volume especifico do ar no bocal, em m3/kg de mistura vapor d’igua e 
at-; 
he 
= entalpia do ar a entrada do condicionador, em kJ/kg de ar seco; 
h5 
= entalpia do ar 2 saida do CondiGonador, em kJ/kg de ar seco; 
qP 
= KAt : calor de perdas na camara plena entre a saida do condicionador a 
t; o ponto onde S~O tomadas as temperaturas (menor do que 5% da capaci 
- 
dade do condicionador em ensaio, em k~/~); 
NBR 5882/1983 -7 
K := coeficiente experimental de perda de calor na csmara plena no trecho 
mencionado (qp), em KJ/s'C; 
At = diferenga entre as temperaturas de bulbo seco do ar do ambiente e do ar 
no interior da Gmara plena no trecho mencionado (qp), em OC. 
8.2.1 Para determinagao do coeficiente de transmissao de calor (K) da czmara 
pkna, faz-se passar atraves da camara, uma vazao de ar aquecido (ou resfriado ) 
tal que em todos OS pontos da se~ao de entrada da camara, as temperaturas de bul - 
bo Seco e bulbo timido Sejam constantes e uniformes, expresso em (kJ/s 'C): 
Qv I K= - 
h2 - hl 
v' ta - t.2 " 
Onde: 
Qv '= vazao do ar atraves do bocal em m3/s; 
"'ll 
3 = volume especifico do ar no bocal em m /kg de mistura, vapor d'igua e 
.3r; 
h2 = entalpia do ar no ponto normal de medida,em kJ/kg de ar seco; 
hl = entalpia do ar na entrada da czmara plena, em kJ/kg de ar Seco; 
ta = temperatura de bulbo Seco do ambiente ao redor da Gmara plena, em 
9; 
t2 = temperatura de bulbo Seco no ponto normal de medida, em OC. 
N&a: Convem acertar os valores de ta e t2, de modo a se ter uma diferensa de 
entalpias suficientemente grande, a fim de reduzir, ao minima, OS possi- 
veis erros na determina@o de K. 
8.2.2 A capacidade de desumidificasao 6 dada pela express%: 
Q 
Wd =-(We - WS) : 3600 
v' 
n 
expresso em dm3/h de agua. 
Onde: 
Qv = vazk do ar atraves do bocal, em m3/s; 
v' n = volume especifico do ar no bocal em m3/kg de mistura vapor d'agua e 
.3r; 
We = umidade especifica do ar antes de ser desumidificado, em kg de agt.ia/lag 
de ar seco; 
WS = umidade especifica do ar apes desumidificado, em kg de agua/kg de ar 
seco ; 
va = volume especifico da agua, em dm3/kg. 
9 CALOR~METRODDTlPOCALlBRADO 
9.1 0 calorimetro do tipo calibrado 6 mostrado na Figura 7 do Anexo 4. Neste 
14 NBR 5882/1983 
calorimetro, todas as paredes, incluindo a divisoria, devem ser isoladas, a fim 
de impedir a trOca de calor, que exceda 5% da capacidade do condicionador em en - 
saio. E recomendavel que seja previsto urn espaqo que permita a livre circula+ 
de ar sob o piso do CaiOrimetrO. 
9.2 A trota de calor entre qualquer dos compartimentos e o exterior deve ser de - 
terminada do seguinte modo: todas as aberturas devem estar fechadas. Qualquer urn 
dos compartimentos deve ser aquecido par uma resist&cia a uma temperatura ,de, 
no minima, ll°C acima da temperatura do ambiente circundante. 
A variasao da temperatura deste ambiente circundante ao compartimento dew ser 
de + I'C, em todas as seis faces. Se a constru$ da parede divisoria e idcnti- 
ca a das outras paredes, a perda de calor atraves dela pode ser determinada de 
maneira proportional 5s areas. 
9.3 Para determinar a tr6ca de calor somente atraves da parede divisoria, o se - 
quinte procedimento < usado: a opera@~ dew ser repetida coma no item anterior; 
ap& isto, aumenta-se a temperatura do compartimento adjacente, ate atingir a 
temperatura do outro compartimento anteriormente aquecido, eliminando-se, assim, 
a troca de calor atraves da parede divisoria, enquanto que a mesma diferenGa de 
temperatura e mantida entre o compartimento aquecido e o ainbiente ciicundante 
das outrarz cinco faces. A diferensa da quantidade de calor, entry o primeiro e o 
Segundo ensaio, permitira a determinaGZo da troca de calor atraves da parede di - 
visoria. 
9.4 ~ara o ambiente externo do compartimento, equipado corn meios para refrigera - 
r$o, pode-se optar par outra alternativa de calibra@, refriqerando-se o cornpar - 
timento 5 temperatura de, no minimo, ll°C abaixo do ambiente (nos seis iados) e 
fazer uma analise similar. 
10 CALORjMETRO DO TIP0 AMBIENTE BALANCEADO 
10.1 0 calorimetro de ambiente balanceado 6 mostrado na Figura 8 do Anexo B, e 
6 baseado no principio de se manter a temperatura de bulbo sect do ambiente cil 
andante ao compartimento igual a de bulbo seco dentro daquele compartimento. 
10.2 0 piso e as paredes dos compartimentos do calorimetro devem ser afasnados 
no minimo 0,30 m do piso e das paredes que delimitam o ambiente controlado, no 
qual OS compartimentos estao localizados, a fim de permitir uma temperatura utii - 
forme do ar no espaso intermediario. 
10.3 A troca de calor atraves da parede divisoria deve ser introdurida no calcu - 
10 do balanceamento termico e pode ser determinada de acord com o capitulo 9 
ou calculada. 
10.4 Recomenda-se isolar o piso, o teto e as paredes das camaras do calorimetro 
NBR 5882ii983 15 
para evitar uma fuga de calor superior a 10% da capacidade total do condiciona 
dor ou superior a 1080 kJ/h; para uma diferenGa de temperatura de ll°C entre ci 
maras e ambiente circundante. 
, , ENSA,OS DE CAPACIDADES NOS CALORfMETROS DOS TIPOS CALIBRADOS E DE AMBIENTE BALANCEA- 
DO 
11.1 Condip?es necess&ios pam ensaio 
11.1.1 As condi@es de ensaio sao apresentadas na NBR 5858. 
ll'r1.2 OS ensaios, para determinaGao da capacidade total de refrigerasao, devem 
sertefetuados observando-se as varia@es fixadas na Tabela 2, 
11.1.3 Dois metodos para estabelecer a capacidade podem ser utilizados simulta -neamente. Urn dos metodos serve para medir a capacidade atraves do ambiente inter - 
"0, ~utr~ para medir a capacidade atrav& do ambiente externo. Para que o calor; - 
metro seja confiavel, o valor obtido atraves do ambiente externo nao deve dife - 
rir de mais de 4% do valor obtido atraves do ambiente interno. 
11.1.4 No ensaio devem ser determinados, no ambiente interno, o calor sensivel, 
latente e total do condicionador. 
11.1.5 OS ensaios devem ser conduzidos nas condi@es especificadas, sem que ne - 
nhuma modifica$& seja introduzida na velocidade do ventilador ou no sistema de 
reaquecimento, visando corrigir as varia@es em rela&~ a pressao atmosferica pa - 
drao (ver 3.1). 
TABELA 2 - Varia@zs admitidas MS leituras para determinar a capacidade t&mica total 
Leitura 
Todas a5 temperaturas de 
entrada do ar 
- Temperatura de bulbo 
5eco PC) 
- T&pera&"ra de bulbo 
Gmido ( C) 
Temperatura do ar envolven - 
do o calorimetro 
- Tempergtura do bulbo 
seco ( C) 
- Temperatura de bulbo 
Ijmido 
Tens& (na tomada de alime 
merea+ do aparelho) (%I 
- 
1 
VariaGao da media arit 
metica em relasZ0 as 
condiG& normais 
093 
022 
o,5 
093 
1 
Varia$& maxima das lei 
turas individuais efe 
tuadas a cada 10 IminG 
tos, em rela+ as con - 
di&s normais 
0,5 
0,3 
1,o 
o,5 
2 
16 NBR 5982/1983 
11.1.6 A tomada de dados para o c~lculo das capacidades sera iniciada, pelo me - 
“05, 1 hors apes o conjunto (calorimetro e condicionador d,e ar) ter atingido o 
regime nas condi@es especificadas. Em seguida, anotar 05 dados a cada 10 minu - 
tos, durante uma hora, obtendo-se uma serie de sete conjuntos de leituras. 
11.1.7 OS dados requeridos estao enumerados na Tabela 3, que indica OS reg i5 
tros gerais necessSrio5, mas nao limita a obtensao de outros dados. 
TABELA 3 - Dador a serem anotados para OS ensaios de capacidade de refrigera@o 
T tern 
01 
02 
03 
04 
05 
06 
07 
08 
09 
10 
11 
12 
13 
14 
15 
16 
17 
18 
19 
20 
Discriminaqao Unidades 
Data 
Nome do(s) operadorces) 
Press% atmosferica 
Velocidade do ventilador do condicionador em ensaio 
Tensso aplicada a cada motor do condicionador em ensaio 
Freq;‘&?cia aplicada em cada motor do condicionador em en - 
saio 
Pa 
rad/s 
V 
HZ 
Corrente eletrica absorvida do condicionador em ensaio(A) 
Potgncia consumida pelo condicionador em ensaio (A) 
Temperatura de bulbo seco e Gmido do ar no ambiente inter - 
no (6) 
A 
W 
OC 
Temperatura de bulbo seco e umido do ar no ambiente exter - 
no (B) 
9 
Potgncia total fornecida ao ambiente interno 
Potencia total fornecida ao ambiente externo 
Quantidade de agua evaporada no umidificador 
Temperatura de entrada da aqua de umidificagao no ambien- 
te interno ou no tanque de umidifica$ao 
Vazao de aqua de resfriamento atraves da serpentina de re - 
condicionamento do ambiente externo 
Temperatura de entrada da agua de resfriamento da serpen- 
tina de recondicionamento do ambiente externo 
Temperatura de saida da iqua de resfriamento da ‘ienpenti - 
na de recondicionamento do ambiente externo 
Temperatura da aqua condensada, deixando o ambiente exter - 
“0 
w 
W 
kg/h 
9 
dm3/h 
OC 
2 
OC 
VazZo de ar atraves do bocal do medidor de vazao da par@ - 
de divisoria 
Diferen$a de press20 estatica do ar atraves da parede di - 
visoria dos ambientes do calorimetro 
3 
ml /seg 
Pa 
__- 
/continua 
NEIR 588211983 17 
Ttem 
21 
22 
23 
24 
TA&=LA 3 - Dadon a serem an&ados para OS ens&s de capacidade de refrigera@o 
Discriminagao 
Vazao de igua atraves do,condensador do sistema de compensa 
&o, para condensadores resfriados 2 agua. 
- 
Temperatura de entrada de agua para condensadores do siste- 
ma de compensacao, para condensadores resfriados 5 aqua. 
Temperatura de saida de aqua para condensadores do sistema 
de compensag~o, para condensadores resfriados a agua. 
DiferenGa de pressso da agua entre entrada e saida do con- 
densador do sistema de compensazao, para condensadores res 
friados a agua. 
Unidades 
dm3/h 
9 
% 
Pa 
(A) Corrente e pot&cia totais, fornecidos ao condicionador em ensaio, a Go 
ser que mais de uma alimentasao externa esteja prevista no condicionador. 
Nes te case, anotar cada alimentagao em separado. 
(B) Ver 5.1.9. 
11.1.7 0 condicionador deve estar ligado em maxima refrigera@o e OS registros 
de passagem do ar de renova@o e ar de exaustao fechados. A tensao eletrica de 
alimentagao do condicionador em ensaio, nao deve subir mais do que 3% quando o 
mesmo for desligado. 
11.2 ~GlcuZo da capacidade de refrigsra&o 
11.2.1 0 efeito total de refrigera& no ambiente interno, tanto no5 ensaios 
corn o calorimetro do tipo calibrado, quanta nos do tipo ambiente balanceado (Fi - 
guras 7 e 8 do Anexo B) 6 calculado pela formula: 
Onde: 
9 tr = 3,6zEr + (hwl - h,,) Wr + q lP + qlr 
qtr 
= capacidade total de refrigerasao determinada no ambiente interno, em 
kJ/h; 
IEr = somatoria de toda a potgncia eletrica fornecida ao ambiente interno, 
em w; 
h 
WI 
= entalpia da agua ou vapor fornecido para manter o tear de umidade, em 
kJ/kg. Se n.& for introduzida igua durante o ensaio, kw 6 obtido pela 
temperatura da aqua nos tanques de umidificaGZo do sistema; 
h 
w2 
= entalpia do vapor d'igua condensado, deixando o ambiente interno, am 
kJ/kg. Como a transfer&xia de vapor condensado do ambiente interno pa 
- 
ra 0 extern0 6 UsUalmente feita internamente ao condicionador de ar, 
por conseqGncia, tornando difrcil a mediqao de sua temperatura, esta 
poder5 ser tomada corn0 sendo igual a temperatura de bulbo Limido, do ar, 
c.;linrlo do rondicion2dnr~ 
18 NBR 5882/1983 
Wr = vapor d’agua condensado pelo condicionador, ou seja, quantidade de 
agua evaporada no ambiente interno para manter-se a umidade requerida 
em kg/h, medida no sistema de umifica$ao; 
q1p = 
calor transferido do ambiente interno, atraves da parede divisoria, en - 
tre OS ambientes interno e externo, conforme determinado pelo ensaio 
de calibragao (pode ser baseado no calculo, no case do calorimetro ti - 
po ambiente balanceado), em kJ/h; 
q1r = 
calor traosferido ao ambiente interno, atraves das paredes, piso e te - 
to (mas 60 incluindo a parede divisoria), conforme determinado no en - 
saio de calibrasao, em kJ/h. 
11.2.2 0 efeito total de refrigerasao no ambiente externo, ensaiado em qualquer 
do5 calorimetros do tipo calibrado ou do tipo ambiente balanceado 6 calculado Pz 
la formula: 
q to = qe - 3,6Uo - 3,6E + (hw3 - h,,) Wr + q Ip + q1r 
Onde: 
qto = 
capacidade total de refrigeraqao, determinada no ambiente externo, em 
kJ/h; 
9, = calor removido pelo sistema de compensa+o do ambiente externo, em 
kJ/h; 
CEo = somatoria de toda a pot&cia eletrica fornecida aos equipamentos, tais 
como: reaquecedores, ventiladores, etc., no ambiente externo, em W; 
E = potsncia total absorvida pelo condicionador em ensaio, em w; 
h 
w2 
= entalpia do vapor d’agua do ar condensado, proveniente do ambiente in - 
terno, coma definido em 11.2.1, em kJ/kg; 
h 
w3 
= entalpia do vapor condensado, removid? pelo sistema de compensa~~o no 
ambiente externo e tornado 5 temperatura, na qua1 o vapor condeosado 
deixa o ambiente, em kJ/kg; 
Wr = vapor de agua condensado pelo condicionador em ensaio, corn0 defini!do 
em 11.2.1, em kQ/h; 
qlP 
= calor transferido do ambiente externo atraves da parede divisoria, pa 
- 
ra o ambiente interno, coma determinado no ensaio de calibra$& ( ou 
calculado, no case de caiorimetro de ambiente balanceado), em kJ/h. ES - 
te valor 6 numericamenteigual a q 
lP’ 
usado na f6rmula de 11.2.1, so - 
mente se a srea da parede divisoria exposta ao ambiente externo, for i 
- 
qua1 aquela exposta ao ambiente interno; 
q1r 
= calor transferido para fora do ambiente externo (excluindo a parede 
diviscria), conforme determinado no ensaio de cal ibra$ao, em kJ/h. 
11.2.3 0 efeito de desumidificasao 6 calculado pela f6rmula: 
qd = 2460 Wr 
NBR 5882/1983 19 
Onde: 
qd 
= capacidade de desumidificaG%, em kJ/h; 
wr = vapor d’agua condensado pelo condicionador em ensaio, coma definido em 
11.2.1 e expresso em kg/h. 
11.2.4 A capacidade de resfriamento 6 calculada pela formula: 
9, = qt,. - q,, 
Onde: 
* q5 
= capacidade de resfriamento ou capacidade de calor sensivel, em kJ/h. 
11.2.5 0 coeficiente de calor sensivel 6 calculado pela formula: 
9 
C.C.5 = s 
q to 
Onde: 
c.c.5 = coeficiente de calor sensivel; 
4s 
= capacidade de calor sensivel; 
q to 
= capacidade total de refrigera@o. 
12 ENSAIOS DE DESEMPENHO 
OS ensaios de desempenho, alem da determina$% das capacidades nominais de refri - 
gera& e aquecimento, compreendem: 
a) ensaio em condi@es severas; 
b) ensaio de congelamento, compreendendo: 
- ensaio de bloqueamento do ar; 
- ensaio de pinbamento; 
- ensaio de sudagao; 
- ensaio de remo@o de igua condensada. 
12.2 Ensaio cm condi&?o”es SeveraS 
12.2.1 As condiG& de ensaio e OS requisites de desempenho Sao ,especificados 
na NBR 5858. 
12.2.2 0 condicionador deve estar ligado em m&ima refrigeraG& e 05 registros 
de passagem do ar de renova& e exaustao fechados. 
12.2.3 A tens& eletrica 60 pode subir mais do que 3% qtiando o aparejho & desli 
- 
gado. 
12.2.4 Ap& duas horas de funcionamento em regime ou apes um interval0 de tempo 
maior, desligar o condicipnador par tr& minutes, religando-o, entao, na tensao 
de ensaio e deixando-o operar par mais uma hors. 
12.3 Ensaio de congekm?nto 
20 NBR 5882/19%3 
12.3.1 As condiG& de ensaio sao as apresentadas na NBR 5858. 
12.3.2 Para verificar o bloqueamento do ar no evaporador devido a formas& de ge 
10, 0 condicionador deve operar ininterruptamente durante doze horas. 
12.3.3 Para verificar o respingamento interno, o condicionador de ar deve oPe - 
rar durante seis horas, corn a entrada do ar no evaporador quase .que totalmente 
bloqueada, a fim de haver formask de gelo e conseqiente obstru$“ao na passagem do 
ar atraves do evaporador. Ap6s esse tempo, o compressor g desligado, mantendo- se 
lig’ada a ventila& em alta velocidade at6 que o evaporador fique livre de gelo. 
Religar o compressor mantendo o ventilador em alta velocidade durante, pelo me - 
“05) cinco minutes. 
12.3.4 Para verificar a suda&, o condicionador de ar deve operar corn seus con - 
troles, venti lador, registros de renova~~o e exaustao de ar e grades do painel 
em posi$io mais favoravel para a ocorr;ncia de sudagao. Estes ajustes nao devem 
ser contraries as instru$es de funcionamento determinadas pelo fabricante. 0 con - 
dicionador de ar deve operar continuamente durante quatro horas. 
12.3.5 Para verificar a remogao da aqua condensada, o condicionador de ar deve 
operar corn OS seus controles, ventilador, registros de renova~k e exaustk de ar 
e grades do painel em posiqao de apresentar a maxima tendencia 5 condensa+o de 
sgua. Esses ajustes nao devem ser contraries 2s instruG6es de funcionamento deter - 
minadas pelo fabricante. Ap6s estabilizadas as condi@es de ensaio especificadas, 
deve ser iniciado 0 ensaio corn o alojamento de agua condensada, ja cheio at; o 
ponto de extravasamento. 0 condicionador de ar deve operar par quatro horas, ago - 
ra corn o ventilador em velocidade maxima. 
IANEXO A 
NBR 5882/1983 21 
ANEXO A - DETERMlNA(ZAO DO COEFICIENTE DE DESCARGA DOS BOCAIS 
0 abaco abaixo da a solu~@ das seguintes equa@es: 
Cd = f (Re) 
"OP Re = - 
u 
Onde: 
, 'd 
= coeficiente de descarga; 
Re = nLimero de Reynolds; 
D = dismetro do bocal; 
V = C$ (h), sendo h a press& dinsmica, 6 a velocidade; 
P = 
v 
Y (t), sendo t a temperatura do bulbo seco (~9s); 
P = rnassa especifica; 
P = a viscosidade. 
AP 
IO* 
I,- 
i: - 
1” - 
9: 
B- 
T- 
67 
5% 
4- 
3- 
2- 
I -’ 
/’ 0,960 - 3o -~ 20 
0,950 
0,940 
/I 
J 
2 
10 
x 
Nota: lndicar no abaco, utilizando as escalas de diametros (D) e temperaturas 
(TBS) para obter urn ponto na escala indices (X). Utilizar as escalas de 
r indices e pressoes para obter o rximero de Reynolds e o coeficiente de 
descarga. 
IANEXO B 
22 NEIR5882/1983 
NBR 5882i1983 23 
ANEXO B - FIGURAS 
AMBIENTE INTERN0 AMBIENTE INTEFfNO AMBIENTE EXTERNO AMBIENTE EXTERNO 
AR CONOlClONAW AR CONOlClONADO 
\ 
AR EXPELIDO AR EXPELIDO 
/ 
/ ~ -1. 
- AR ~EXAUS,jj DE ~__ -L, ~__ 
AR CONOICIDNAOO AR CDNOICIDNAOO FUGA DE AR- = AR EXPELIDO AR EXPELIDO 
EM CURTO-CIRCUIT0 EM ClJRlcl-CIRCUITD 
__~ 
EM ClJRTD-C1RCUI1D EM ClJRTD-C1RCUI1D ~__ ____ 
= r 
INTROOUZIDO INTROOUZIDO 
AR SWXIONADO AR SU~IONADO \ \ AR RESPIRAOO AR RESPIRAOO 
.-j+ ~.~..,..j.--+ AR PARA EOUILIBRIO 
FIGURA 1 - Erquema ilustrativo dar vaz&s de ar IX) condicionador 
24 NBR 5882/1983 
--. - f Pll I 
FIGURA 3 - Calorimetro psicrom6trico 
NBR5882/1983 25 
- - 
26 NBR 588211983 
FIGURA 5 - Aparelho para medir a vark dear recirculado Ldetalhe) 
TWOS DE TOMADA DE PRESSiiO 
RESSZO DE EOUILIBRIO 
PRESSi DINAMICA NO 
FIGURA 6 - Dirpositivo de equilibria de pre&o 
FIGURA7 - Calorimetro do tipo calibrado 
FlGURA 8 - Calorimetro do tipo ambiente balanceado 
IMPRESSA NA ABNT - S/%.0 PAUL0

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