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LCR: FORMAÇAO, FUNÇAO E CIRCULAÇAO

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SEMANA 2 – SOI
PRODUÇAO E CIRCULAÇAO DO LIQUOR 
1 - os plexos corióides elaboram o LCR e representam sua principal fonte;
2 - há pequena formação de LCR nos espaços perivasculares do sistema nervoso central; 
3 - o LCR formado nos plexos corióides dos ventrículos laterais passa para o terceiro ventrículo (pelos buracos de Monro/Forames interventriculares), vai para o quarto ventrículo (pelo aqueduto de Sylvius/Aqueduto do mesencefalo) e se escoa para o espaço subaracnóideo (pelos orifícios de Luschka e Magendie); 
OBS: há formação de LCR também nos plexos corióides dos terceiro e quarto ventrículos; 
4 - a partir da cisterna magna, já no espaço subaracnóideo, o LCR banha a medula e, circulando anteriormente, atinge as cisternas da base do cérebro e o espaço subaracnóideo periencefálico; 
5 - a absorção do LCR se faz especialmente pelas VILOSIDADES ARACNOIDEAS que penetram nos seios venosos intracranianos e, em menor quantidade, através das bainhas pia-aracnóideas que envolvem as raízes raquianas e dos nervos cranianos, atingindo, por essa via, os vasos linfáticos situados fora das meninges.
- O líquido cerebrospinal (LCS) é secretado (400 a 500 m l/dia) principalmente por células epiteliais coroidais (células ependimárias modificadas) dos plexos corióideos nos ventrículos laterais e no terceiro e no quarto ventrículos. No adulto a quantidade de LCR é estimada em 140 ml
CELULAS EPENDIMARIAS: são células epiteliais colunares que revestem os ventrículos do cérebro e o canal central da medula espinal. Em alguns locais as células ependimárias são ciliadas, o que facilita a movimentação do líquido cefalorraquidiano (LCR).
- Os plexos corióideos consistem em franjas vasculares de pia-máter (tela corióidea) cobertas por células epiteliais cúbicas. Invaginam-se para os tetos do terceiro e do quatro ventrículos e nos assoalhos dos corpos e cornos inferiores dos ventrículos laterais.
- Parte do LCS deixa o quarto ventrículo através de suas aberturas mediana e lateral e entra no espaço subaracnóideo, que é contínuo ao redor da medula espinal e na região posterossuperior sobre o cerebelo. Entretanto, a maior parte do LCS flui para as cisternas interpeduncular e colicular. O LCS das várias cisternas subaracnóideas flui superiormente pelos sulcos e fissuras nas faces medial e superolateral dos hemisférios cerebrais. O LCS também penetra nas extensões do espaço subaracnóideo ao redor dos nervos cranianos, sendo as mais importantes aquelas que circundam os nervos ópticos (NC II).
- ABSORÇÃO: Os principais locais de absorção de LCS para o sistema venoso são as GRANULAÇOES ARACNOIDEAS, principalmente aquelas que se projetam para o seio sagital superior e suas lacunas laterais. O espaço subaracnóideo contendo LCS estende-se para os centros das granulações aracnóideas. O LCS entra no sistema venoso por duas vias: (1) a maior parte do LCS entra no sistema venoso por transporte através das células das granulações aracnóideas para os seios venosos da dura-máter; (2) parte do LCS desloca-se entre as células que formam as granulações aracnóideas.
-FUNÇÃO: o LCS protege o encéfalo, proporcionando um amortecimento contra golpes na cabeça. O LCS no espaço subaracnóideo permite que o encéfalo flutue, o que impede que seu peso comprima as raízes dos nervos cranianos e os vasos sanguíneos contra a face interna do crânio. Qualquer modificação do volume do conteúdo intracraniano será refletida por alteração da pressão intracraniana. DOUTRINA DE MONRO-KELLIE - o volume do crânio é uma caixa fechada rígida e que o volume de sangue intracraniano só pode ser modificado se houver deslocamento ou substituição do LCS. 
OBSERVAÇAO: A obstrução do fluxo de LCR, qualquer que seja a causa, resulta no distúrbio denominado hidrocefalia. A hidrocefalia pode ser devida a uma diminuição na absorção de LCR pelas vilosidades aracnóideas ou, mais raramente, a neoplasma (câncer) do plexo coroide que produza excesso de LCR