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Flebotomíneos e a Transmissão de Doenças

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Phlebotominae
C RISTIN A HALLAL D E FREITAS
GUILHERM E W EEGE
N ATHÁLIA AL-ALAM
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PARASITOLOGIA
DISCIPLINA DE ENTOMOLOGIA MÉDICA E VETERINÁRIA
Pelotas, novembro de 2017.
TAXONOMIA
Reino Animalia
Filo Arthropoda
Classe Insecta
Subordem Nematocera
Familia Psychodidae
Subfamilia Phlebotominae
700 espécies
5 gêneros
Lutzomyia, 
Phlebotomus
MORFOLOGIA
Até 5mm
Antenas curtas
Peludos
Cinza, castanho ou amarelo
Olhos laterais
Mandíbulas desenvolvidas
Peças bucais longas
Pernas longas
Asas abertas, mesmo em repouso
Voo saltitante
DENOMINAÇÕES 
NO BRASIL
Birigui
Mosquito-
palha
Asa-dura
Asa-
branca
Anjinho Ligeirinho
CARACTERÍSTICAS GERAIS
Predomínio em áreas neotropicais
Hábitos noturnos
Holometabólos → ovo, quatro estádios larvários, pupa 
e adulto
Formas imaturas → umidade, matéria orgânica em 
decomposição
Adultos → exoesqueleto quitinoso, sensíveis as 
variações do ambiente
HABITAT
ALIMENTAÇÃO
Natureza
Seiva Néctar
Secreção de 
afídeos
Fêmeas
Sangue 
vertebrados
Maturação 
do ovário e 
produção 
dos ovos
Áreas 
expostas
CICLO
Metamorfose completa
Ovoposição → 5 dias após o repasto 
 Eclosão dos ovos → 5 a 7 dias
 Larvas → 4 estádios, ~20 dias
Pupa → 10 dias
 Emergem → aptas hematofagia
IMPORTÂNCIA NA SAÚDE PÚBLICA
Leishmanioses
Bactérias
Fungos
Plasmódios
Tripanosomas
IMPORTÂNCIA VETERINÁRIA
Pragas de gado, animais domésticos e selvagens;
Perda econômica desconhecida;
Leishmania para cães e gatos;
 Transmissão do vírus da estomatite vesicular.
TRANSMISSÃO DA LEISHMANIOSE
A transmissão se dá a partir da picada do flebótomo em animais que vivem na mata, como
ratos, tatu, gambá, bicho preguiça, tamanduá ou em cães domésticos, que são considerados
reservatórios naturais
O inseto infectado (vetor) pica o cão infectado (ou outro hospedeiro vertebrado) e ingere a
leishmania em sua forma amastigota, que está presente no animal contaminado. Esta
transforma-se dentro do intestino do vetor em promastigota, que é a forma infectante, esta
nova forma através da picada do vetor irá infectar humanos e novos animais
ESPÉCIES VETORAS: LV E LTA
N
o
vo
 M
u
n
d
o
Lutzomyia
Brumptomyia
Warileyia
V
el
h
o
 m
u
n
d
o
Phlebotomus
Sergentomyia
Chinius
Os Flebotomíneos estão divididos em 6 gêneros pelo mundo
ESPÉCIES VETORAS: LV E LTA
476 espécies de flebotomíneos encontrados nas Américas
Aproximadamente 40 estão envolvidas na transmissão de zoonoses
19 espécies do gênero Lutzomyia são incriminadas pela veiculação da leishmaniose humana e animal no Brasil
Lutzomyia longipalpis e L. cruzi – principais vetores da leishmaniose visceral no Brasil
Nyssomyia intemedia e N. whitmani – principal vetores da leishmaniose cutânea
Estudo de flebotomíneos no município de 
Divinópolis, Minas Gerais, Brasil (2013)
Área endêmica p/ leishmaniose tegumentar e de transmissão moderada p/ leishmaniose visceral
Foram realizadas coletas mensais para captura de flebotomíneos durante um ano
Área urbana, em 15 domicílios de casas e em 5 fragmentos de mata
Foram utilizadas armadilhas luminosas HP e armadilhas de Shannon nos fragmentos de mata
Resultados
1.088 espécies de flebotomíneos pertencentes ao gênero Brumptomyia e Lutzomyia
Lutzomyia longipalpis, o principal vetor da Leishmania infantum no Brasil, foi a espécie mais frequente, 
sendo encontrada em 14 das 20 localidades
As 5 espécies mais frequentes foram: Lu. longipalpis (76,9%), Lu. lenti (8,3%), Lu. whitmani (5,0%), Lu. 
sallesi (2,8%) e Lu. aragaoi (2,2%) 
Espécies de flebotomíneos e 
ecoepidemiologia na cidade de Goiás-GO, 
Brasil
Realizado a captura e triagem dos insetos
14 bairros escolhidos pela prefeitura
14 armadilhas luminosas do tipo CDC, período de 12 meses
Identificação das espécies
Conhecer a distribuição espacial e sazonal dos flebotomíneos na área pesquisada
Resultados
Foram capturados 370 flebotomíneos (8 espécies diferentes), 277 machos e 93 fêmeas
L. whitmani (66,21%), L. longipalpis (16,21%), L. lenti (6,75%) 
L. peresi, L. shannoni e L. baculus foram capturadas apenas uma vez
L. goiania e L. intermedia capturadas duas vezes
Identificação e caracterização das espécies de
flebotomíneos , infectadas por Leishmania spp. na
localidade Praia das Pombas, Viamão, RS, Brasil (2015)
Espécies de flebotomíneos foram capturados no período de um ano
Armadilhas luminosas tipo CDC foram colocadas em domicílios, peridomicílios e restos florestais
Conclusões
516 espécies foram coletadas, 58,3% fêmeas e 41,7% machos
Lutzomyia neivai foi a espécie predominante (37,2%), Lutzomyia migonei (34,5%), Lutzomyia fischeri
(21,7%) e Lutzomyia lanei (6,5%)
No Rio Grande do Sul, a LV ocorreu apenas nos municípios com fronteira para a 
Argentina (Souza et al., 2009). No entanto, em setembro de 2016, o primeiro caso 
humano autônomo da VL foi confirmado na capital do RS, Porto Alegre
LEISHMANIOSES X FLEBOTOMÍNEOS
Crônico
Zoonoses
Atinge o homem
LEISHMANIOSES X FLEBOTOMÍNEOS
Transmissão
Diferentes nichos ecológicos
Importância Epidemiológica
LEISHMANIOSES X FLEBOTOMÍNEOS
Cutânea
Mucocutânea
Cutâneo - Difusa
Visceral
Nos cães ocorre emagrecimento, perda de pelos, fraqueza, feridas, gânglios
inchados, crescimento exagerado das unhas, anemia, dentre outros.
LEISHMANIOSES X FLEBOTOMÍNEOS
LEISHMANIOSES X FLEBOTOMÍNEOS
Está entre as endemias prioritárias no 
mundo!
98 países
Acometendo 12 milhões - expostas 
300 milhões
Brasil, Índia, Bangladesh e Sudão
CONTROLE
OBRIGADO!
Phlebotominae
C RISTIN A HALLAL D E FREITAS
GUILHERM E W EEGE
N ATHÁLIA AL-ALAM
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PARASITOLOGIA
DISCIPLINA DE ENTOMOLOGIA MÉDICA E VETERINÁRIA
Pelotas, novembro de 2017.

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