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Gabriel da Silva Urashima	Resumo: Breve fisiopatologia das labirintopatias e a farmacologia dos med. antiverminosos
Fisiopatologia das labirintopatias
A tontura é o principal e mais relevante sintoma de disfunção vestibular e corresponde à sensação de alteração do equilíbrio corporal, em que o indivíduo experimenta uma percepção errônea de posicionamento espacial e/ou movimentação do próprio corpo ou do ambiente em que se encontra.
As principais causas de tontura são as doenças do labirinto.
É importante diferenciar se é de uma tontura (vertigem) verdadeira ou é resultado de desequilíbrio ou pré-síncope.
Vertigem significa ilusão de movimento corporal de caráter rotatório.
Outro ponto importante é diferenciar se a origem da vertigem é central ou periférica:
principais labirintopatias
VERTIGEM PAROXÍSTICA BENIGNA (VPPB)
DOENÃ DE MÉNIÈRE
LABIRINTOPATIA METABÓLICA
TRAUMATISMOS LABIRINTICOS
OTOTOXICIDADE
DOENÇA IMUNOMEDIADA DA ORALHA INTERNA
MIGRÂNEA VESTIBULAR
TRATAMENTO DAS LABIRINTOPATIAS
O tratamento das labirintopatias podem ser divididos em 2 fases: Aguda (crises) e crônica.
tratamento da fase aguda
A crise labiríntica requer tratamento medicamentoso emergencial que apresente rápido efeito terapêutico. É por essa razão e pela dificuldade de engolir os medicamentos (náusea e/ou vômito) que alguns pacientes podem preferir a medicação administrada via parenteral endovenosa. Nessa fase podem ser usadas três classes de drogas:
Sedativos labirínticos: o dimenidrinato é a droga mais utilizada por permitir diluição em soro e administração endovenosa. A prometazina pode ser utilizada em casos mais intensos ou rebeldes aos medicamentos administrados anteriormente;
Antieméticos: a metoclopramida e o dimenidrinato apresentam rápida ação. A ondansetrona pode ser utilizada em casos mais intensos ou rebeldes aos medicamentos administrados anteriormente;
Tranquilizantes: possuem ação sedativa labiríntica e são úteis no controle da ansiedade excessiva, que frequentemente está associada à crise labiríntica. Os benzodiazepínicos, em especial o diazepam, são os mais utilizados.
tratamento da fase crônica
Para o VPPB é tratado por meio de manobras de reposicionamento: a manobra de epley.
Para Meniere a principal droga usada é a betaistina uma agonista de receptores de histamina. Em casos refratários usa-se a aplicação intratimpânica de corticosteroide (dexametasona) ou de gentamicina.
Já para as demais são usados anti-inflamatórios ou corticosteroides de forma sistêmica.

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