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06/09/16 1 CORRENTE INTERFERENCIAL Prof. Me. Erielson Bossini Profa. Ma. Érica Feio Carneiro Prof.Esp.Tiago Costa Esteves DEFINIÇÃO – CORRENTE INTEFERENCIAL • É a aplicação transcutânea de correntes elétricas alternadas de média frequência, com sua amplitude modulada a baixa frequência, para finalidades terapêuticas. • A corrente interferencial ou Nemectrodínica foi descrita por Neméc na Áustria nos anos 50 e utilizada nos países americanos depois de 1970, sendo fruto de estudos realizados por D’Arsonval, Kots e Bernard. HISTÓRICO – CORRENTE INTERFERENCIAL PRINCÍPIO DA CORRENTE INTERFERENCIAL • Fundamenta-se em que, ao utilizar campos elétricos cruzados de dois circuitos elétricos de frequência média produzidas em dois circuitos distintos, a excitação possível de baixa frequência desejada não se produz na área próxima aos eletrodos cutâneos, mas sim a certa profundidade do corpo. • São aplicados ao paciente quatro eletrodos, sendo cada par formando parte de um circuito independente. PRINCÍPIO DA CORRENTE INTERFERENCIAL PARÂMETROS - CORRENTE INTERFERENCIAL • f1: frequência portadora constante (2000 e 4000 Hz). • f2: frequência moduladora Fisioterapeuta, com valor diferente da primeira e de acordo com a fase (aguda, subaguda e crônica. • AMF(f2-f1)= interferência e sempre será de baixa frequência e entre 0,1 - 150 Hz. 06/09/16 2 • Sweep : identifica a possibilidade de variação da frequência durante o tratamento. • Slope : determina a forma que será essa variação. ü OBS: Utilizados somente no modo tetrapolar. PARÂMETROS - CORRENTE INTERFERENCIAL EFEITOS TERAPÊUTICOS – CORRENTE INTERFERENCIAL • Alívio da dor • Promoção da cicatrização • Reparo nos tecidos • Produção de contrações musculares • A escolha da corrente interferencial como um recurso de tratamento deverá ser definido após a correta avaliação do quadro patológico o qual permitirá o estabelecimento dos parâmetros necessários CORRENTE INTERFERENCIAL MÉTODOS DE APLICAÇÃO • Método bipolar: • Método tetrapolar: • - Interferêncial fixa ou estática ou Normal • -Interferêncial com varredura automática ou Vetor automático. • Neste método, a corrente sai pronta do aparelho, podendo ser usados 1 ou 2 canais simultâneos e / ou independentes, dependendo do aparelho. MÉTODO BIPOLAR MÉTODO BIPOLAR • Apresenta pouca indicação • Processos álgicos bem delimitados e pontuais • Estimulação muscular OBS: Em alguns equipamentos podemos utilizar os 2 canais simultaneamente em posições distintas e em outros ao selecionarmos o método bipolar, automaticamente é anulado um dos canais. 06/09/16 3 • Usamos quatro eletrodos em 2 canais, formando uma cruz. • Cada canal forma um circuito independente • Quando as duas correntes se cruzam no interior do corpo a produção da interferência; • A CI no método Tetrapolar Estático é produzida à 45º diagonal do ponto de interseção das correntes (f1 e f2); MÉTODO TETRAPOLAR MÉTODO TETRAPOLAR • Apresenta duas variantes: 1. Interferencial Fixa ou Estática 2. Interferencial com Varredura automática. • Certeza do local do dor • A interferência se forma a 45º nos quatro quadrantes. • A interferência diminui conforme se afasta desse ângulo, acarretando perda dos efeitos terapêuticos. INTERFERENCIAL FIXA OU ESTÁTICA INTERFERENCIAL FIXA OU ESTÁTICA • Dificuldade de localizar o ponto desencadeante do quadro algico. • Permite o tratamento de áreas mais amplas. • Incorpora o denominado vetor interferencial automático para aumentar a região de estimulação efetiva. • Consiste em variar a intensidade de um dos circuitos em diagonais de 45º - girando para cima e para baixo da região de intersecção. TETRA POLAR COM VARREDURA AUTOMÁTICA TETRA POLAR COM VARREDURA AUTOMÁTICA 06/09/16 4 TETRA POLAR COM VARREDURA AUTOMÁTICA EQUIPAMENTO – CORRENTE INTERFERENCIAL EQUIPAMENTO – CORRENTE INTERFERENCIAL PARAMETROS – CORRENTE INTERFERENCIAL • Método tetrapolar ou bipolar • Frequência portadora f1 = 2000Hz ou 4000Hz • Frequência terapêutica – AMF • Seleção do Programa SLOP : ( triangular -6:6, quadrangular – 1:1 e trapezoidal – 1:5:1. • Seleção do Programa SWEEP • Tempo de Aplicação EQUIPAMENTO – CORRENTE INTERFERENCIAL • F: 2000 Hz ou 4000 Hz ( mais empregadas) • F: 6000 Hz, 8000 Hz e 10000 Hz • F:2000 Hz – demonstra uma predominância maior sobre a atividade muscular quando comparadas com frequências mais elevadas. • Teoricamente corresponde a frequência liberada pelo canal 1. FREQUÊNCIA PORTADORA 06/09/16 5 AMF (MODULAÇÃO DE AMPLITUDE E FREQUÊNCIA) • Também denominada de INTERFERÊNCIA • Frequência terapêutica • É a resultante da diferença entre as duas frequências portadoras. • AMF= F2-F1 • Será sempre uma corrente de baixa frequência não ultrapassando 150Hz SWEEP • É o tempo (segundos) que a corrente levará para percorrer da AMF Básica até a AMF Máxima, retornando a AMF Básica. • Identifica a possibilidade de variação da frequência durante todo o tratamento. • Determina de que maneira será a variação da frequência durante o tratamento. • É a forma do espectro, produzindo contornos que podem ser de três tipos com indicações específicas: • Triangular – processo agudo • Quadrangular – processo crônico • Trapezoidal – processo subagudo SLOPE SLOPE Programa slope no modo quadrado Programa slope no modo triangular Programa slope no modo trapezoidal • OBJETIVO: “evitar a acomodação durante o tratamento”. • O efeito de acomodação se produz quando a sensação que percebe o paciente ao ser submetido à estimulação vai se perdendo, podendo inclusive a desaparecer. ESCOLHA DO ESPECTRO DE FREQUÊNCIA E OSCILAÇÃO DO ESPECTRO FASE AGUDA (Até 48h) • AMF: 90 Hz • SLOOP: TRIANGULAR 6:6 • SWEEP: 40 Hz • Tempo de aplicação: 30 – 60 minutos. OBS: A Variação de frequência ocorre entre 90 e 130 Hz. 06/09/16 6 • AMF: 50 Hz • SLOOP: TRAPEZOIDAL 1:5:1 • SWEEP: 40 Hz • Tempo de aplicação: 30 minutos. FASE SUBAGUDA (acima de 48h até 72h) OBS: A Variação de frequência ocorre entre 50 e 90 Hz. FASE CRÔNICA (acima de 72h) • AMF: 20 Hz • SLOOP: QUADRANGULAR 1:1 • SWEEP: 10 Hz • Tempo de aplicação: 30 – 60 minutos. • OBS: A Variação de frequência ocorre entre 20 e 30 Hz. • A IF tem que passar sobre a lesão e quando isso ocorre, produz aumento da percepção da DOR. • A posição dos eletrodos deverá ser modificada até que o paciente experimente a nítida sensação de que a corrente esteja passando exatamente sobre o local lesado. LOCAL DE APLICAÇÃO POSICIONAMENTO DOS ELETRODOS EPICONDILITE LOMBALGIA • Marca passos • Áreas com alteração de sensibilidade • Região transtorácica ou região dos olhos • Região abdominal e lombar de gestantes • Tumores • Insuficiência circulatória • Não utilizar compressa quente ou fria simultaneamente CONTRA INDICAÇÕES CONSIDERAÇÃO FINAL • “Com base nas evidências disponíveis, pode-se argumentar que a terapia interferencial é um proveitoso modo de estimulação das fibras Aβ para obter o alívio da dor, e também um meio de estimulação muscular a níveis relativamente confortáveis. Contudo, o equipamento é caro e volumoso, e não foi demonstrado ser melhor que modalidades mais baratas e menos complicadas, como a TENS ou os estimuladores musculares portáteis. Assim,atualmente a terapia interferencial deve ser considerada supérflua”. DENIS MARTIN, 1998. 06/09/16 7 CORRENTE INTERFERENCIAL Prof. Me. Erielson Bossini Profa. Ma. Érica Feio Carneiro Prof.Esp.Tiago Costa Esteves