CCJ0022-WL-AV2-Direito da Criança e do Adolescente-Prova-11
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06/12/2014 Estácio

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valiação: CCJ0022_AV2_201201080321 » DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Tipo de Avaliação: AV2

Aluno: 201201080321 ­ CLEBIA ALVES GOMES

Professor: ALESSANDRA PASSOS LOURENCO Turma: 9004/CC

Nota da Prova: 6,0 de 8,0         Nota do Trab.: 0        Nota de Partic.: 0        Data: 28/11/2014 18:26:05

  1a Questão (Ref.: 201201172340) Pontos: 1,5  / 1,5

Berenice Morgado Dantas, filha de Manoela Morgado e Danillo Dantas, divorciados há 10 anos . No divórcio, a
mãe de Berenice foi impedida, por Danilo, a ficar com a guarda judicial de sua filha, bem como embaraçava sua
visitação. Mas, só quando Berenice completou de 16 anos de idade é que passou a residir com sua mãe e sua
avó Alicinha. Depois de muito custo e atendimento psicológico, Berenice foi residir com a mãe e a avó materna,
a qual nunca desejou que sua filha casasse Danillo, haja vista entender que o mesmo era imaturo para assumir
um compromisso tão sério e ainda que o casal deveria morar sozinho e não na casa de vila onde a mãe dele
residia,a sra.Matilde Dantas, a qual era conhecida na vizinhança como ¿Nos Bastidores Da Notícia¿, pois ficava
buscando novidades e/ou inverdades para falar de todas as pessoas da localidade. Ocorre que, o tempo passou
e  sua  filha Manoela  separou­se  do marido,  haja  vista  que  toda  vez  que Manoela  saia  para  trabalhar  Danillo
ficava dizendo que sua mulher vivia ¿na gandaia ¿só para não cuidar da filha, pois não gostava da criança, o
que era ratificado por sua mãe Matilde. Manoela aguentou bastante tempo os insultos e as acusações do marido
e de sua sogra, mas quando percebeu que sua filha Berenice estava ficando muito deprimida e já não queria
acompanhar a mãe nos passeios nos dias de visita, nem que ela fosse à sua Escola sequer nas reuniões, nem
nas festas, inclusive dia das mães, Natal, Ano Novo, aniversário da mãe e ainda o de Berenice, resolveu levar à
criança a um profissional para fazer uma avaliação na situação de sua filha, a qual, inclusive estava com baixo
rendimento escolar e foi por essa razão e por muita insistência que Danilo concordara com a visita ao psicólogo.
Após alguns anos de tratamento Berenice inicia uma melhora e começa, aos poucos, a conversar com sua mãe
da situação que passava na companhia do pai e da avó, pois não aguentava mais o que era falado e contado
sobre sua mãe, o que também é relatado no laudo do psicólogo informando o alto índice de stress que Berenice
apresenta  e  a manutenção  da  convivência  direta  com  o  pai  e  a  avó  paterna  poderá  levar  a  adolescente  ao
suicídio,  tendo em vista que  já  tentara e a mãe não  fora  comunicada e nem o pai Danilo não  lhe promoveu
tratamente. Por essa razão entenderem que a melhor coisa seria que morassem juntas, pois havia muito afeto
entre ambas que sempre lhes era ¿roubado¿. O fato foi comunicado ao pai, no dia que Berenice completou 16
anos,  o  qual  discordou  terminantemente, mas  quando Manoela  informou  que  continuaria  a  pagar  pensão  de
Berenice para Danilo então, finalmente, concordou, mas fez uma série de exigências para manter as datas de
sempre em companhia de sua  filha e sua avó Matilde. Manoela acabou por concordar para que sua  filha não
fosse mais exposta à tensão familiar que sempre viverá frente às brigas e ofensas à mãe, por Danilo e Matilde.
Diante dos ensinamentos adquiridos e os fatos apresentados aqui identifique qual fenômeno jurídico que está a
interferir nas relações de filiação de Berenice.

Resposta: Trata­se portanto do fenômeno da alienação parental, que consiste na depreciação da figura materna
ou paterna praticada geralmente pelo pai ou pela mãe que detem a guarda ou convive com a criança ou
adolescente. Esse comportamento se dá por motivos meramente pessoais, e visa interferir de modo a reduzir
ou extinguir o vinculo afetivo deste com a criança ou adolescente, com o objetivo de causar dor e sofrimento ao
êx­companheiro (a), fundado no desejo de vingança por não aceitar o fim do casamento, ou relacionamento
amoroso.

06/12/2014 Estácio

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Gabarito: GABARITO SUGERIDO: ALIENAÇÃO PARENTAL E PELO QUE DISPÕE O ART. 2º DA Lei 12.318/2010
¿/.../a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente, promovida ou induzida por um dos
genitores, pelos avós ou pelos que tenhama criança ou adolescente sob sua guarda, autoridade ou vigilância,
para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este.¿ O
§ único do art. 2º descreve condutas, num rol exemplificativo, configuradoras de alienação parental. Art. 2o
Considera­se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente
promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a
sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à
manutenção de vínculos com este. Parágrafo único. São formas exemplificativas de alienação parental, além
dos atos assim declarados pelo juiz ou constatados por perícia, praticados diretamente ou com auxílio de
terceiros: I ­ realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou
maternidade\u37e II ­ dificultar o exercício da autoridade parental\u37e III ­ dificultar contato de criança ou adolescente
com genitor\u37e IV ­ dificultar o exercício do direito regulamentado de convivência familiar\u37e V ­ omitir
deliberadamente a genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares,
médicas e alterações de endereço\u37e VI ­ apresentar falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou
contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente\u37e VII ­ mudar o domicílio
para local distante, sem justificativa, visando a dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro
genitor, com familiares deste ou com avós.

  2a Questão (Ref.: 201201262661) Pontos: 0,5  / 0,5

O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei no 8.069/90) destina­se a regular os direitos assegurados à
criança, considerando­se a pessoa até

doze anos de idade\u37e ao adolescente, considerando­ se a pessoa entre doze e dezoito anos de idade
  doze anos de idade incompletos\u37e ao adolescente, considerando­se a pessoa entre doze e dezoito anos de

idade
doze anos de idade incompletos\u37e ao adolescente, considerando­se a pessoa entre doze e vinte e um
anos de idade
dezesseis anos de idade incompletos\u37e ao adolescente, considerando­se a pessoa entre dezesseis e vinte
e um anos de idade
doze anos de idade incompletos\u37e ao adolescente, considerando­se a pessoa entre doze e vinte anos de
idade

  3a Questão (Ref.: 201201269756) Pontos: 1,5  / 1,5

O ECA prevê infrações de duas espécies: penais e administrativas. Podemos perceber que a distinção se
encontra na gravidade das condutas praticadas. As condutas descritas como crime são bem mais ofensivas ao

06/12/2014 Estácio

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bem jurídico tutelado e por isso são alvo do Direito Penal. Com base nisso, esclareça se é possível a aplicação
de pena privativa de liberdade para uma infração administrativa. Justifique.

Resposta: Não. As penalidades administrativas não podem restrigir a liberdade, pois ainda que o fato constituia
crime subordinado a legislação penal, e não somente infraçação administrativa, ainda assim a aplicação de