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Exame de Ordem OAB Segunda Fase Penal  Prisão Provisória  Revogação de Prisão Preventiva

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01/04/2018 Exame de Ordem OAB Segunda Fase Penal: Prisão Provisória: Revogação de Prisão Preventiva
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Exame de Ordem OAB Segunda Fase Penal
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terça-feira, 20 de maio de 2014
Prisão Provisória: Revogação de Prisão Preventiva
A peça cabível para revogar a prisão preventiva é REVOGAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA.
Tendo como fundamento o artigo 316 do Código de Processo Penal. 
 
O Endereçamento é para o Juiz da Vara Criminal onde corre o processo-crime, ou
inquérito. 
 
Qualificação: Você vai indicar logo abaixo do endereçamento o número do processo ou do
inquérito, desta forma não será necessário fazer qualificação, devendo apenas mencionar,
"FULANO, já qualificado nos autos às folhas ( ),..."
 
 
Nome da Peça é REVOGAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA, com fundamento no artigo 316 do
CPP.
 
Fatos: você irá fazer um resumo sucinto sobre andamento do processo e os fatos
imputados ao acusado, destacando e evidenciando os pontos que serão atacados, ou que
justificam a revogação.
 
Direito: Discorra sobre os motivos ensejadores do deferimento do seu pedido. Lembre-se
no primeiro paragrafo diga sua tese principal e fundamente na lei, para no próximo
paragrafo discorrer doutrinariamente. 
 
Pedido: Peça a a revogação da prisão preventiva, por (tese utilizada) , com a
expedição do respectivo alvará de soltura, e a intimação do Ilustre representante
do Ministério Público, nos termos da lei.
 
 
No dia 10.10.10, Zé se dirigia para a casa de seu pai, quando passava próximo a uma
construção foi abordado por Pedro seu desafeto, o qual começou a ameaça-lo dizendo que
iria agredi-lo por ter paquerado Emanuele. Pedro partiu para cima de Zé desferindo-lhe um
soco, Zé lutador de Karatê, defendeu o soco e revidou com um chute no abdome de Pedro,
sendo que este , desequilibrou-se, caiu no chão e bateu a cabeça em um ferro pontiagudo
vindo a falecer. Transeuntes que passavam no momento do ocorrido, chamaram a polícia e
acusaram Zé de homicídio, apavorado Zé tentou se evadir do local, mas foi rendido pela
viatura logo a frente. Preso em flagrante sua prisão foi relaxada por erro na ordem
obrigatório de oitiva do acusado, todavia o Juiz Criminal decretou sua prisão preventiva
por conveniência da instrução criminal, no dia 11.10.10. Ouvidas as testemunhas arroladas
pela autoridade policial na ora do flagrante, e concluído o inquérito o promotor ofereceu a
denúncia em 10.02.2011, pela prática do crime de homicídio. Elabore peça cabível para
libertação do acusado.
_________________________________________________________________________________
EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA __VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ____
ESTADO __. 
Processo nº: _______.
 
 
 
 
 
 
 
 
ZÉ, já qualificado nos autos às folhas ( ), por meio de seu advogado e procurador que a
este subscreve, conforme procuração em anexo, vem respeitosamente à Vossa Excelência,
requere a
REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA 
com fundamento no artigo 316 do Código de Processo Penal, pelos motivos de fato e de
direitos a seguir aduzidos:
 
I- DOS FATOS
 
No dia 10.10.10, acusado se dirigia para a casa de seu pai, quando passava próximo a uma
construção, foi abordado por Pedro, o qual começou a ameaça-lo dizendo que iria agredi-lo
por ter paquerado Emanuele. Pedro enfurecido desferiu um soco no acusado, sendo que por
Agravo em Execução
Apelação
Carta Testemunhável
Correição Parcial
Embargos de Declaração
Embargos Infringentes
Habeas Corpus
Memoriais
Prisão Provisória
Queixa-Crime
Recurso em Sentido Estrito
Recurso Ordinário Constitucional
Resposta à Acusação
Revisão Criminal
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às 12:33 
impulso defendeu a agressão da vítima e revidou com um chute no abdome da mesma,
com a intenção de que a vítima não mais o perturbasse, não prevendo que Pedro, iria bater
a cabeça e vir a óbito.
 
Apavorado com a morte da vítima e temendo por sua integridade física, pois transeuntes
que chegaram depois do ocorrido começaram a acusá-lo de assassino, o acusado fugiu,
sendo preso em flagrante pela autoridade policial. 
 
Relaxada a prisão do acusado por inobservância da ordem obrigatória da oitiva do acusado,
o juiz decretou a sua prisão preventiva no dia 11.10.10. Encerrada as investigações e
concluso os autos de inquérito, o promotor ofereceu denúncia no dia 10.02.11, imputando
ao acusado a prática do crime previsto no artigo 121, caput, do Código Penal. 
 
Desta forma, o acusado está preso a quatro meses sem motivo justificável para o excesso,
tendo o acusado desde o início colaborado para esclarecer os fatos, sendo desnecessária a
manutenção da medida cautelar.
 
II - DO DIREITO
 
Sem combater o mérito da acusação que lhe é imposta, a sua prisão não pode persistir, em
razão da falta do motivo que a subsistia, nos termos do artigo 316 do Código de Processo
Penal, uma vez que não estão presentes nenhuma das hipóteses do artigo 312 do Código de
Processo Penal.
 
O acusado na data dos fatos estava caminhado em direção a casa de seu pai, tendo se
envolvido na briga com a vítima, por provocação da mesma, sendo que em nenhum
momento quis o resultado morte, uma vez que apenas se exaltou e revidou a agressão para
afastá-la e continuar seu caminho. Momento em que pessoas que não presenciou os fatos
desde o começo se aproximaram e imputou a prática criminosa ao acusado. 
 
Temendo um linchamento público, o acusado fugiu do local, mas em nenhum momento
pretendia se furtar a colaborar com a instrução criminal, e nem obstar a apuração da
verdade. 
 
Não estando assim presentes nenhuma da hipóteses do artigo 312 do Código de Processo
Penal, a prisão preventiva é arbitrária, e o constrangimento ilegal faz se presente, devendo
a mesma ser revogada como forma de direito e justiça.
 
Ademais, apenas para argumentar, cabe ressaltar ainda, que a instrução inquisitória foi
concluída e todas os indícios de prova juntados aos autos, tendo se passado quatro meses
desde a decretação da prisão do acusado até a presente data, exorbitando assim, a
razoabilidade aplicação da medida e os motivos que a subsistam, sendo de direito sua
revogação.
 
III - DO PEDIDO
 
Diante do exposto requer a revogação da prisão preventiva, por ausência de requisitos para
sua manutenção e pelo injustificado excesso de prazo, com a expedição do respectivo alvará
de soltura. Assim, como a intimação do Ilustre representante do Ministério Público, nos
termos da lei.
 
Termos em que
 
Pede e aguarda Deferimento
 
LOCAL E DATA
 
____________________

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