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Aula 06 – A Origem dos Colégios e o Humanismo Pedagógico
caracterizar os interesses educacionais da burguesia;
identificar a importância da educação para os grupos protestantes;
identificar as características da educação jesuítica;
caracterizar o contexto histórico do “nascimento do colégio”.
A invasão e conquista da cidade pelos turcos otomanos, no ano de 1453, desestabilizou os negócios obrigando os comerciantes europeus a buscarem um caminho marítimo para o Oriente em busca dos produtos exóticos e das especiarias.
A busca por uma rota marítima para alcançar os centros comerciais na Índia e China, estimulou as navegações e as pesquisas sobre a questão. Era a Europa alcançando novas regiões do planeta, irradiando-se e conquistando novos territórios.
O historiador Pierre Chaunu analisou esse momento da História e cunhou a expressão do desencravamento planetário, tentando explicar que os descobrimentos não apenas ampliaram o mundo sob o ponto de vista territorial, mas nas condições das comunicações.
“Eram chamadas os grandes descobrimentos. Uma História apaixonante, que foi sempre escrita no presente, de um ponto de vista inconscientemente europocêntrico. Essa história, procuramos, outrora, desencravá-la, colocar a História dos grandes descobrimentos numa História mais geral da entrada em comunicação”. (CHAUNU, P. 287)
As mesmas condições históricas que propiciaram as “grandes navegações” , permitiram o surgimento do renascimento, que teve nas cidades italianas - importantes áreas comerciais da época - como Veneza, Gênova, Florença Milão e Roma, centros difusores desse movimento cultural-artístico. Este foi um fenômeno essencialmente urbano, pois se fundava na sociedade.
Costuma-se chamar de “Renascimento” ao período de emancipação intelectual que se produziu nos séculos XV e XVI, sob a dupla influência do aumento do saber no espaço e no tempo. Os descobrimentos realizados na China e no Extremo Oriente por venezianos, na África e nas Índias por portugueses, depois no Novo Mundo pelos espanhóis e todos os navegantes da Europa Ocidental ampliaram os limites do horizonte terrestre ao tempo que se aumentou o vôo da imaginação e da audácia do pensamento; ocorreu o mesmo com a erudição pela reaparição da literatura antiga que unia os séculos presentes aos séculos passados por cima das origens mesmas da Igreja. A humanidade se engrandeceu duplamente: por um lado tomou posse de todo seu domínio terrestre sobre a redondeza completa do globo e por outro apoderou-se de sua herança greco-romana desde as origens de sua história. Semelhante época bem merece ser designada de uma maneira especial na sucessão das idades.
O Renascimento
O renascimento das cidades, surgidas em consequência da recuperação dos negócios e do comércio, e de uma nova classe social – a burguesia - exigiram a presença de novos profissionais e o aparecimento dos colégios.
Essas instituições nascem desvinculadas da Igreja e dos conceitos religiosos voltadas para formar esse novo homem, que busca explicação para fenômenos além das respostas religiosas.
Todas essas mudanças conjugadas permitiram o advento do renascimento, movimento de renovação intelectual, cultural e artístico iniciado no século XIV que redescobriu os padrões clássicos greco-romanos, sobretudo na literatura e na filosofia. O ser humano tornava-se o foco principal em contraste com o divino do mundo feudal.
A preocupação com o ser humano se refletia inclusive nas artes, demonstrando que os artistas buscavam conhecer o homem, seus sentimentos e sua conformação física, estudando e reproduzindo o corpo humano.
As características mais importantes do movimento renascentista são:
ANTROPOCENTRISMO: Em contraste com a postura medieval em que prevalecia o teocentrismo, o renascimento coloca o homem como o centro do universo.
HENDONISMO: A busca pela felicidade humana, na medida em que o ser humano readquire importância frente às questões teligiosas
INDIVIDUALISMO: A expressão de preponderância do indivíduoo sobre o coletivo prevalecer.
RACIONALISMO: O conhecimento deve ser explicado à luz da razão, que se sobrepõe às explicações divinas e religiosas.
CLACISSIMO: Revalorização da cultura greco-romana, buscando romper com os padrões medievais. Os valores da antiguidade se expressam nas pinturas, na arquitetura, nas esculturas, na filosofia e na literatura.
François Rabelais em Pantagruel (1532) explica o renascimento assim:
Todas as disciplinas são agora ressuscitadas, as línguas estabelecidas: Grego, sem o conhecimento do qual é uma vergonha alguém chamar-se erudito, Hebraico, Caldeu, Latim (...). O mundo inteiro está cheio de acadêmicos, pedagogos altamente cultivados, bibliotecas muito ricas, de tal modo que me parece que nem nos tempos de Platão, de Cícero ou Papinianos, o estudo era tão confortável como o que se vê a nossa volta. (...) Eu vejo que os ladrões de rua, os carrascos, os empregados do estábulo hoje em dia são mais eruditos do que os doutores e pregadores do meu tempo.
O Renascimento científico
Os novos tempos também estimularam o espírito investigativo, provocando descobertas e novas teorias. morte.
A teoria do geocentrismo, que afirmava que a Terra era o centro do Universo, foi superada por estudos de Nicolau Copérnico que levantou a tese do heliocentrismo, ou seja, de que a Terra girava em torno do Sol.
Galileu Galilei também foi um adepto do heliocentrismo, e como consequência de suas ideias, foi torturado pela Inquisição, sendo obrigado a renunciar e negar suas convicções para fugir da morte.
A Reforma Religiosa
A Igreja de Roma, durante alguns séculos, constituiu-se na instituição de maior força na Europa. Esse momento correspondeu ao período medieval, como já estudamos. Toda essa força política distanciou os membros da Igreja dos temas espirituais. Muitas irregularidades de ordem moral e várias denúncias de corrupção se intensificaram. 
IRREGULARIDADES ” O alto clero se envolvia em disputas políticas por cargos eclesiásticos e por prestígio, esquecendo-se dos cuidados aos fiéis. As vendas de indulgências se avolumavam criando um clima profundamente desfavorável à Igreja e aos seus representantes.”
Os religiosos Lutero e Calvino contestaram as práticas da Igreja de Roma, aproximando adeptos às suas críticas e fazendo aparecer, como consequência, novas religiões. Esse movimento ficou conhecido como Reforma Religiosa.
Surgiram, então, o luteranismo no Sacro Império Romano Germânico – a atual Alemanha, o calvinismo na Suíça, e ainda, o anglicanismo na Inglaterra.
Aula 07 – Razão, Indivíduo e Sociedade
identificar a influência do iluminismo na educação do período;
identificar os interesses da burguesia em um novo projeto de educação;
identificar o papel da educação para o fortalecimento das religiões protestantes.
A Formação dos Estados Nacionais
Durante a Idade Média, o poder político se manifestava na figura dos senhores feudais, e não se submetia a autoridade real.
O processo de unificação dos Estados Nacionais, em alguns casos, ocorreu no século XIV, como foi o caso de Portugal; enquanto em outras áreas, os Estados se concretizaram mais tardiamente, nos séculos XV e XVI, como aconteceu na Espanha e na França, .Uma conjugação de fatores internos propiciou que Portugal se tornasse o primeiro Estado Nacional, absolutista e mercantilista, a se constituir.
A centralização do poder nas mãos dos monarcas interessava tanto à realeza quanto à burguesia. Os reis fortaleceram seu poder submetendo os poderes locais de senhores feudais à sua autoridade absoluta. Para a burguesia, esse processo permitiu a unificação de pesos e medidas e de moedas, facilitando as atividades comerciais e financeiras “.A unificação territorial permitia a unificação de tributos e impostos contribuindo para estimular os negócios, além de trazer segurança e melhoria às estradas.”
A aliança entre burgueses e reis propiciou a unificação dos Estados. Para concretizar essa realidade era necessário organizar uma máquina administrativa que desse conta das necessidadesgovernamentais, mas também exércitos nacionais, em lugar das cavalarias feudais, que pudessem impor a autoridade monárquica e zelar pela nova ordem social e econômica.
O Absolutismo 
A partir do processo de unificação dos Estados Nacionais, com o passar do tempo, o poder do monarca foi se concentrando, tornando-se absoluto. Reinava sobre tudo e sobre todos.
Há alguns exemplos que ilustram os monarcas abolutistas que marcaram a História da Humanidade, como Luís XIV. 
Ele concentrou tanto poder que era conhecido como o Rei Sol. Para expressar sua força dizia que “o Estado sou Eu”.
O Iluminismo
O pensamento racionalista desde o século XV e XVI ganhou espaço e força no mundo europeu. Vai exercer profunda influência sobre o mundo da época, sobretudo nos aspectos político, social e intelectual.
No século XVIII, na França o Iluminismo atingiu seu apogeu na luta contra a monarquia absolutista, no movimento que ficou conhecido como a Revolução Francesa.
Nesse momento o debate acerca dos direitos humanos se fortaleceu, e se concretizou através do texto da Declaração dos Direitos do Homem, apresentada na ilustração.
O lema dos revolucionários franceses era: LIBERDADE, FRATERNIDADE E IGUALDADE
As principais características do iluminismo eram
Valorização da razão.
Valorização da investigação. 
A crítica ao absolutismo, e aos privilégios da nobreza e do clero. 
A defesa da liberdade política e econômica e da igualdade de todos perante a lei.
Alguns Pensadores Iluministas: LOCKE; MONTESQUIEL; JEAN-JAQUES ROSSEAU; VOLTAIRE; FRANCIS BACON.

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