Prévia do material em texto
***DERRAME PLEURAL*** Acúmulo anormal de líquidos no espaço pleural; Pode ocorrer por aumento na produção ou por diminuição da absorção desse líquido; Pus = empiema Sangue = hemotórax Gordura/ linfa = quilotórax Urina = urinotórax (ocorre em nefropatias obstrutivas) Diagnostico Sintomas Dor Tosse Dispneia Sinais Macicez; Diminuição do frêmito tóraco-vocal; Sinal de Lemos-Torres Presença de abaulamento expiratório intercostal, localizado nas bases pulmonares, na face lateral do hemitórax Sinal de Signorelli Presença de som maciço a percussão do 7º ao 11º espaços intervertebrais Imagem Radiografia AP – linha de Damouseau Perfil Laurel Pequeno volume – acomete apenas os seios costofrênicos Moderado volumo – acomete até o Hilo. Grande volume – todo o hemitórax acometido. Diante de um paciente com Derrame pleural, o que devemos fazer?? É significativo? Tem repercussão clínica? Geralmente acomete acima do hilo e até o hemitórax acometido todo; Na Incidência de Laurell, a “distância entre o pulmão e a pleura” é > 1 cm. Saber a causa Exsudato X Transudato Criterios de Light Critérios de Light Diferencia derrames Transudativos de Exsudativos; Apenas 1 critério já faz diagnóstico; Colesterol pleural > 60 = exsudato; Principais causas de transudato Cirrose hepática com ascite; Embolia pulmonar; Insuficiência Cardíaca Congestiva Paciente já com histórico de ICC; Derrame bilateral ou unilateral à direita (raro à esquerda); Se dúvidas, puncionar para investigar o líquido; Uso de diuréticos Pacientes em uso de diurético, o líquido pleural pode ficar mais concentrado, dando falso positivo nos critérios de Light; Nesses casos, deve-se utilizar: (Albumina sérica) – (albumina pleural) Se > 1,2 = transudato; Se < 1,2 = Exsudato; Derrame exsudativo Purulento, espumoso, fétido; Analisar Celularidade – verificar a célula que predomina Se neutrófilos, pensar em Pneumonia; Se linfócitos, pensar em tuberculose ou neoplasias; Analisar pH Se baixo, pensar em: Pneumonias; Tuberculose; Lupus- acomete a pleura, porém não altera o pH. Glicose e Triglicérides Glicose - Artrite reumatóide, Pneumonias, TB, neoplasias, lúpus; Triglicerídeos – para verificar se o paciente tem quilotórax (ocasionado pelo acúmulo de linfa); Quilotorax Doenças que obstruem o ducto torácico (Ex. Tumor) ou trauma no ducto torácico – a linfa pode ser drenada para o espaço pleural – originando quilotórax Toracocentese Suspeita de loculações; Sempre que o derrame for significativo; Acima do hilo pulmonar; Com sintomas clínicos; Radiografia na posição de Laurell com distância entre o pulmão e a pleura > 1 cm; Dreno de tórax Indicado quando bacterioscopia ou cultura positiva; Atividade inflamatória intensa (pH < 7 e glicose < 40) Toracoscopia Indicado na presença de loculações; Com piora clínica na drenagem fechada; Obs: alguns locais utilizam US para verificar se há presença de loculações ou debris – caso haja, já se indica cirurgia Tuberculose Quadro subagudo Tosse seca por mais de 3 semanas; Emagrecimento; Febrícula; Escarros hemoptoicos Há derrame sem consolidação; Inflamação da pleura; Linfócitos presentes; pH e glicose Reduzidos; Mesoteliócitos reduzidos; ADA (adenosinadeaminase = produto do metabolismo dos linfócitos) > 40 ADA se eleva em outras situações Artrite reumatóide Linfomas; Mesotelioma (tumar maligno da pleura associado ao asbesto – “amianto”) Empiemas Se houver dúvidas no DX da TB, deve-se realizar Biópsia da pleura (granulomas) Tratamento 60% resolvem espontaneamente, mas sempre deve-se buscar a causa e tratar; Tratamento com esquema básico