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FACULDADE BOA VIAGEM 
CURSO DE DIREITO 
PROFª WANDA CARDOSO 
 
 
 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
( 1ª Unidade ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recife 
2015 
2 
 
1. O HOMEM, A LINGUAGEM E A COMUNICAÇÃO 
 
 Desde os primórdios, o homem sempre quis se comunicar, a fim de compartilhar seus 
pensamentos, ideias e experiências de mundo. A aquisição da capacidade de transmitir uma 
determinada mensagem e ser compreendido pelo seu interlocutor tornou-se uma espécie de busca 
incansável do indivíduo através dos tempos, e, por esse motivo, o homem está sempre desenvolvendo 
novas formas de comunicação. 
Há vários meios eficazes para a veiculação de uma mensagem, no entanto, sem dúvida alguma, 
a linguagem humana se sobrepõe a qualquer outro meio de comunicação. Entende-se por comunicação 
o ato de tornar algum acontecimento comum a outras pessoas. 
Comunicação pressupõe comunidade. A comunidade é composta por indivíduos que se 
comunicam entre si, usando o mesmo código, isto é, o mesmo sistema convencional de palavras. Não 
haverá comunidade, se não houver comunicação ou entendimento entre as pessoas que compõem 
aquela mesma comunidade. Se não houver comunicação entre os integrantes de uma mesma 
comunidade, existirá apenas um grupo de pessoas reunidas, uma vez que elas não se entendem. Não 
se pode afirmar que existe interação social entre essas pessoas, exatamente, porque elas não se 
entendem. 
A comunicação é considerada um ato praticado entre os indivíduos que usam os mesmos signos 
linguísticos, ou seja, as mesmas palavras, cuja finalidade é transmitir uma determinada mensagem. 
Quem se comunica, age. 
 A comunicação representa um importante processo social, permitindo o relacionamento de 
qualquer grupo ou sociedade, recebe influências do meio físico, absorve traços culturais e psicológicos 
de grupos humanos. Não obstante o desenvolvimento dos meios de comunicação, com os aparatos 
tecnológicos viáveis nas mídias, sonoro e visual, a linguagem verbal é uma das mais utilizadas como 
meio de comunicação entre os indivíduos, representando-a individualmente ou reunidas em grupos ou 
classes. 
 É através da linguagem que se expressam ideias, sentimentos e comportamentos. Seja qual for 
o tipo de linguagem – verbal (oral ou escrita), não-verbal (expressão facial, postura, aparência), mímica, 
imagens etc. – ela reúne um conjunto de códigos do qual o emissor (interlocutor 1) se comunica com o 
receptor ( interlocutor 2). O receptor efetiva a comunicação ao decodificar a mensagem. Dessa forma, no 
processo tem-se um receptor que recebe a mensagem, um emissor que a emite e um canal de 
comunicação, que é o meio físico através do qual ela é transmitida. Para que exista a mensagem é 
preciso um tema, isto é, um motivo, que é a própria razão da comunicação. 
 A linguagem oral, por sua natureza, é efêmera e se perde no tempo com facilidade. Daí ser a 
escrita um meio de expressão e de comunicação entre os seres humanos responsável pelo 
levantamento da história de antigas civilizações que a utilizavam. 
 Os povos da Mesopotâmia foram os primeiros a se comunicar através de sinais e símbolos 
encontrados nas cavernas que datam de 3.500 a.C. Os egípcios, igualmente, deixaram em túmulos de 
seus reis e nobres, símbolos no ano 3.000 a.C. através dos quais se levantou a história dessa 
desenvolvida civilização. Na Índia, as gravações datam de 2.500 a.C. O primeiro alfabeto surgiu em 
Canaã, no ano de 1.400 a.C., dando origem aos alfabetos aramaico, hebreu, grego e, posteriormente, 
latino. 
 Alguns povos simplificaram sua escrita. Outros conservaram ideogramas e pictogramas. Alguns 
absorveram o alfabeto já existente em grupos sociais e o adaptaram, como é o caso dos coreanos. 
 Sabe-se que palavras e conjuntos de sinais utilizados pelo ser humano em sua comunicação 
mudam de significado com o passar do tempo e, enquanto palavras caem em desuso, surgem outras 
novas. Para tanto, contribuem as transformações sociais. O sentido das palavras varia, também dentro 
do texto. 
3 
 
 A linguagem adotada na escrita dependerá de vários fatores, bem como do tipo de redação. 
Enquanto na redação literária se emprega uma forma mais livre de escrever, na técnica e especializada 
existem manuais e regras específicas. Dessa forma, um diálogo entre advogados não pode ser o mesmo 
que o verificado entre dois caboclos, dois operários ou duas crianças. Assim, costuma-se distinguir a 
linguagem em coloquial ou afetuosa, regional e culta ou formal. Isso não significa que um nível é superior 
ao outro. Existe a liberdade linguística, mas o sucesso de quem escreve está na objetividade e clareza 
que permitem a comunicação com o maior número possível de receptores. 
 De acordo com o texto: 
 
O humor do texto de Dik Browne está diretamente atrelado a uma oposição entre a visão do 
monge que observa Hagar e sua família e o sonho do próprio Hagar, que revela os verdadeiros 
pensamentos e sentimentos do bárbaro. 
Para o monge, a personagem, dormindo um sono tranquilo com um sorriso de beatitude nos 
lábios, seria prova de que um viking vive em paz com a natureza, mansamente próximo aos seus. No 
entanto, nós, leitores dessa história, conhecemos também o sonho da personagem e sabemos que o 
sorriso de Hagar advém da lembrança de seu dia a dia e de seu prazer em saquear, atacar, pilhar. 
O monge menciona a “reputação injusta” dos vikings, que eles não seriam horríveis, e sim 
“verdadeiros cordeirinhos”. O fim da história, porém, apenas reafirma a fama de Hagar e do povo que ele 
representa. 
Embora se trate de uma história em quadrinhos e, portanto, não tenha pretensão de ser um 
retrato fiel da realidade, podemos dizer que o autor aborda uma questão importante e facilmente 
- O que você está 
fazendo? 
- Estou escrevendo o 
primeiro relato verdadeiro 
sobre os vikings. 
- As pessoas 
simplesmente não os 
compreendem – Eles são 
verdadeiros cordeirinhos. 
- São mesmo? 
- Você já viu uma cena mais 
tranquila? 
- Eu estou convencido de 
que os vikings têm uma 
reputação muito injusta! 
- Olhe só o Hagar 
recostado 
tranquilamente na sua 
casinha – um retrato de 
repouso digno. 
- Como alguém poderia 
chamar um homem com um 
sorriso como aquele de 
“Horrível”? 
- Você já viu um sorriso mais 
pacífico, satisfeito? 
 
- Não, desde o “Saque de 
Roma”. 
4 
 
comprovável: cada povo tem sua maneira de ser, de ver o mundo. Cada povo possui seus próprios 
valores, suas criações. Cada povo possui sua cultura e uma língua própria para traduzi-la. 
Segundo Bosi (1992), “Cultura pressupõe uma consciência grupal operosa e operante que 
desentranha da vida presente os planos para o futuro”. E como se desenvolve uma cultura? Vejamos. 
1.1. O Homem é um ser social 
O homem, como ser social, precisa se comunicar e viver em comunidade, que é onde troca seus 
conhecimentos e suas experiências. Estes, por sua vez, irão levá-lo a assimilar e compreender o mundo 
em que vive, dando-lhe meios para transformá-lo. Por ser social, o homem se difere dos outros seres 
que vivem reunidos pela capacidade de julgar e discernir, estabelecendo regras para a vida em 
sociedade. Tal concepção, nascida em A Política, de Aristóteles, implica estabelecer a necessidade de 
linguagem para que o homem possa se comunicar com os outros e, juntos, estabelecerem um código de 
vida em comum. Então, a linguagem, capacidade comunicativa dos seres, constrói vínculos entre os 
homens e possibilita a transmissão de culturas, além de garantir a eficácia dos mecanismos de 
funcionamento dos grupos sociais. 
Ao acumular as experiências de sua comunidade, o homem vai construindo uma cultura própria que 
é transmitida de geraçãopara geração. Para transmitir sua cultura e para suprir a necessidade de buscar 
a melhor expressão de suas emoções, suas sensações e seus sentimentos, o homem se viu diante de 
certos desafios: um deles foi o de criar e desenvolver uma maneira de comunicar-se com seus 
semelhantes. 
2. LINGUAGEM VERBAL E NÃO-VERBAL 
Existem várias formas de comunicação. Quando o homem se utiliza da palavra, ou seja, na 
modalidade oral ou escrita da linguagem, dizemos que ele está utilizando uma linguagem verbal, pois o 
código usado é a palavra. Tal código está presente, quando falamos com alguém, quando lemos, 
quando escrevemos. A linguagem verbal é a forma de comunicação mais presente em nosso cotidiano. 
Mediante a palavra falada ou escrita, expomos aos outros as nossas idéias e pensamentos, 
comunicando-nos por meio desse código verbal imprescindível em nossas vidas. 
- ela está presente em textos em propagandas; 
- em reportagens (jornais, revistas etc.); 
- em obras literárias e científicas; 
- na comunicação entre as pessoas; 
- em discursos (Presidente da República, representantes de classe, candidatos a cargos públicos etc.); 
- e em várias outras situações. 
 
 
 
 
 As linguagens não-verbais: Problemas e questões. Analisemos uma página interessante do livro 
Comunicação em Língua Portuguesa de Maria Margarida Andrade e João Bosco Medeiros. 
Vejam-se, na ilustração, os diferentes significados de um mesmo gesto: 
Este sinal demonstra que é proibido fumar em um determinado local. A linguagem utilizada é a 
não-verbal, pois não utiliza do código "Língua portuguesa" para transmitir que é proibido fumar. 
5 
 
 
O autor Roger Axtell enumera também, o segundo artigo publicado na Folha de São Paulo, 
algumas atitudes de significação diversa em diferentes países, sob o título: Como não cometer gafes no 
exterior. Eis alguns exemplos: 
 
Na Alemanha, apertar mãos com a outra mão no bolso é considerado falta de educação; cortar 
batatas ou panquecas com a faca sugere que estão duras. Na China, aponta-se com toda a mão e não 
com o dedo indicador. Na Coreia do Sul, não abra um presente logo após recebê-lo, somente mais tarde, 
quando estiver sozinho. Na França, formar um círculo com o polegar e o indicador, colocá-lo sobre o 
nariz e torcê-lo significa que alguém está bêbado. Na Índia, é falta de educação assobiar em público. Na 
Holanda, chupar o polegar significa que alguém está mentindo ou inventando uma história. No Líbano, 
lamber o dedo mínimo e depois passá-lo pela sobrancelha indica que alguém é homossexual. Na 
Noruega, se quiser deseja boa sorte para um pescador, cuspa para ele. No Peru, bater com o indicador 
no meio da testa significa que a outra pessoa é burra. Na Polônia, quem bater de leve com o dedo no 
pescoço está convidando seu interlocutor para beber. Na Turquia, considera-se falta de educação cruzar 
os braços sobre o peito enquanto se conversa com alguém. No Zaire, se seu anfitrião comer com os 
dedos, faça o mesmo, mas use apenas a mão direita (ANDRADE e MEDEIROS, 2006). 
 
As mensagens podem ser verbais (faladas ou escritas) ou não verbais: gestuais, tácteis, 
pictóricas ou gráficas. A comunicação não verbal envolve também outros aspectos, de natureza cultural, 
psicológica ou emocional, tais como: 
 
a) receber outra pessoa, sentado ou em pé; 
b) Estender a mão para apertar ou não estender; 
c) Curvar um pouco a cabeça ou a coluna; 
d) Ficar mais perto ou mais distante da pessoa com quem se fala; 
e) Apresentar-se com sorriso ou ―cara fechada; 
f) Demonstrar interesse (ler um papel que lhe é entregue) ou desinteresse (ignorar o papel); 
g) Demonstração de nervosismo/insegurança etc. (ou o contrário). 
 
O tipo de linguagem, cujo código não é a palavra, denomina-se linguagem não-verbal, isto é, 
usam-se outros códigos (o desenho, a dança, os sons, os gestos, a expressão fisionômica, as cores). 
Assim, a comunicação é uma ação intersubjetiva (falante e produtor de um enunciado e outro 
falante, chamado interlocutor de quem se espera a escuta e ou uma resposta explícita ou implícita). 
6 
 
Como se vê, as pessoas são os atores da comunicação. Para os teóricos da Linguística e da 
telecomunicação, a comunicação é o fato de uma informação ser transmitida de um ponto a outro 
(pessoa ou lugar). 
 
Filosoficamente, a comunicação é uma necessidade humana. Ela é dada como uma resposta à 
grande questão da comunidade social. 
A comunicação tem seus problemas, tais como: 
1. os mal-entendidos; 
2. as ambiguidades; 
3. as falsas interpretações; 
4. As incompreensões (individuais e coletivas). 
 
Assim sendo, a linguagem não-verbal consiste na utilização de imagens, com o intuito de 
promover a interação entre sujeitos em um discurso. É importante não fazer a esse tipo de imagem uma 
interpretação rígida. Veja a figura abaixo de uma criança com a metade do rosto branca e a outra 
metade negra. 
Ao associar a imagem (não-verbal) com as indagações (verbal), Quem vai estudar? Quem vai 
trabalhar? Quem vai viver? Observa-se que ela oferece duas opções, que segundo reflexões de cunho 
racial feitas por toda a sociedade, demonstra a inclinação para a resposta: é a criança branca. Os 
valores ideológicos, além das relações de poder, mostram que o branco é quem vai estudar, trabalhar e 
viver. Mesmo que não seja essa a sua opinião, é isso que o texto verbal + não-verbal retrata. 
 
2.1. Linguagem Oral e Linguagem Escrita 
 
Em qualquer sociedade, há variações na linguagem. Num primeiro plano, distingue-se a língua 
escrita da língua oral, modalidades que respeitam regras diferentes. 
Na língua escrita, a expressão é mais formal, já que as ideias são explicitadas e concatenadas, 
de sorte a permitir a compreensão, estando ausentes os interlocutores. 
 
Na língua oral, dada a presença dos interlocutores, são frequentes simplificações, omissões e 
repetições, resolvidas na situação contextual. 
 
Entretanto, em qualquer dessas modalidades há variações. O grau de formalismo de uma carta 
de apresentação não é o mesmo de um bilhete deixado para um amigo, da mesma forma que uma 
conversa com o chefe pode ser mais formal que uma conversa com um colega. 
 
Num outro plano, observa-se variação de linguagem entre profissionais de diferentes áreas. O 
“discurso” de um advogado difere do “discurso” de um médico, seja pelo vocabulário, seja pelos tipos de 
textos produzidos, seja mesmo pela sintaxe empregada. Assim, o discurso do advogado tem 
particularidades que definem o jargão da área, ou seja, o conjunto de palavras, de tipos de textos, de 
construções que são próprios desse grupo sócio/profissional. 
 
Ainda é preciso notar que há diferentes graus de formalismo. Um profissional pode valer-se de 
uma linguagem mais formal, quando apresenta um relatório, por exemplo, e de uma linguagem menos 
formal quando transmite informações internas no seu setor de trabalho. São, pois, as circunstâncias 
que determinam o grau de formalismo da linguagem. 
 
Por razões políticas e sociais, define-se como língua padrão uma variante mais conservadora e 
de prestígio. 
 
Por abranger todas as relações cotidianas do homem, a língua precisa de certos cuidados para 
que desempenhe o importante papel da comunicação. 
Convém, por isso, notar que entre a língua oral ou falada e a escrita há diferenças bem 
acentuadas. Escrever uma história, por mais simples que ela seja, é diferente do ato de contá-la 
oralmente. Cada uma dessas modalidades de expressão tem suas características, seus fundamentos, 
suas necessidades e suas realizações. 
Veja como Jô Soares faz essa distinção com humor: 
7 
 
 
 
 
 
 
 
Nesse trecho, podemos observar que o humorista tentou uma aproximação entre a língua falada 
e a escritae pôde, até, “copiá-la”; porém, “essa cópia é sempre uma transposição ou uma deformação”* 
da fala. 
Para melhor entender o assunto, veja algumas das características de cada uma: 
LÍNGUA FALADA LÍNGUA ESCRITA 
Numa situação de comunicação, a mensagem 
é transmitida de forma imediata. 
Numa situação de comunicação, a mensagem é 
transmitida de forma não imediata. 
Em geral, o emissor e o receptor devem 
conhecer bem a situação e as circunstâncias 
que rodeiam. 
Se, por qualquer motivo, isso não acontecer, 
pode haver problemas de comunicação ou, 
simplesmente, não haver mensagem. 
O reconhecer não precisa conhecer de forma 
direta a situação do emissor nem contexto da 
mensagem. 
A mensagem costuma ser transmitida de forma 
mais breve, notando-se nítida tentativa de 
economizar palavras. 
Com a presença de um interlocutor, que pode, 
a qualquer momento, interromper a conversa, é 
comum o emprego de construções mais 
simples, 
frases incompletas, com ênfase nas orações 
coordenadas, “mais espontâneas e mais livres, 
menos reflexivas”. 
São empregadas construções mais complexas, 
mais planejadas, pois se subentende que o 
emissor teve mais tempo para elaborar a 
mensagem, repensando-a, modificando-a. 
É, por isso, mais comum o uso de orações mais 
complexas, subordinadas, que exigem mais 
esforço de memória ou de raciocínio. 
Há elementos prosódicos, como entonação, 
pausa, ritmo e gestos, que enfatizam o 
significado dos vocábulos e das frases. 
Como não é possível, na língua escrita, a 
utilização dos elementos prosódicos da língua 
falada, o emprego dos sinais de pontuação tenta 
reconstruir alguns desses elementos. 
 
2.2. Variações Linguísticas 
 
 Existem várias especulações acerca da palavra ERRO. É comum ouvir expressões, como: “Veja 
só como ele fala errado!” “Seus erros de português são imperdoáveis...”. Você concorda com esse tipo 
de expressão? Se sua resposta for positiva, realmente precisa rever seus conceitos linguísticos. Para 
tanto, é necessário conceber a língua enquanto interação, pois a língua só faz sentido em uso. 
 
Não existe língua que gire em volta de si mesma, temos que ter, como na física, um referencial 
de uso; este referencial chama-se registro linguístico (diversas situações de comunicação) e a “língua” 
usada para adequar-se aos diversos registros linguísticos será chamada de dialetos. 
Observe, a título de exemplo, um surfista, em Maracaípe/PE ( espaço típico de surfistas), 
interagindo em meio aos seus amigos, da seguinte maneira: ‘Estão todos bem? Como passaram o final 
de semana?” 
 
Então, o que você pensa sobre essa relação discurso & situação comunicativa? O que houve, 
efetivamente, foi uma inadequação entre os dois pilares básicos que regem a comunicação, tendo como 
base a interação social. O indivíduo não é um ser isolado do mundo, isto é, “representa papéis em 
Português é Fácil de Aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala. 
Pois é. U português é muinto fáciu di aprender, porque é uma língua qui a gente inscrevi exatamente 
cumu si fala. Num é cumu inglêis qui dá até vontade di ri quandu a genti descobri cumu é qui si iscrevi 
algumas palavras. Im purtuguêis não. É só perstátenção. U alemão pur exemplu. Quê coisa mais doida? 
Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si iscrevi muinto diferente. Qui bom qui a 
minha língua é u purtuguêis. Quem soubé falá sabe inscrevê. 
 
8 
 
diversos cenários da vida”, por isso sua “linguagem deve adequar-se às situações para que se possa 
realmente interagir socialmente. 
 
O que socialmente não importa em todas as situações de uso? Se esta linguagem está ou não 
prevista na gramática normativa, não obstante existir extratos distintos na Norma Culta. A forma de 
enunciação prevista na gramática normativa não abrange todas as formas de uso que fazemos na vida, 
mas somente pelo fato de estar na gramática, já usufrui de um prestígio inigualável; logo o que não é 
Norma Culta, para muitos é erro, desvalorização social/econômica, até porque, segundo Bagno ( 1999), 
o preconceito linguístico está atrelado ao preconceito social. 
 
Diz-se que o "brasileiro não sabe Português" e que "Português é muito difícil". Estes são alguns 
dos muitos que compõem um preconceito muito presente na cultura brasileira: o linguístico. Tudo por 
causa da confusão que se faz entre língua gramática normativa (que não é a língua, mas só uma 
descrição parcial dela). 
 
Portanto, não existe erro, e sim, adequação ou inadequação linguística, uma vez que temos que 
analisar o conjunto: Língua + Situação de Comunicação. 
 
De acordo com Travaglia (2003), há dois tipos de Variações Linguísticas: os dialetos e os 
registros. Os estudos sobre variação linguística registram pelo menos cinco dimensões de variação 
dialetal: a territorial ou geográfica, a social, a de idade, a de sexo e a de geração (variação histórica). 
Quanto à variação de registro, pode ser classificada em três tipos: grau de formalismo, modo ( oral ou 
escrito) e sintonia. Observe o seguinte quadro: 
 
Quadro 1. Variedades linguísticas 
Variedades Geográficas Falares regionais ou dialetos 
Linguagem urbana X Linguagem rural 
Variedades socioculturais Variedades devidas ao falante: dialetos sociais; grau de 
escolaridade, profissão, idade, sexo etc. 
Variedades devidas à situação: níveis de fala ou registros 
(formal/coloquial); tema, ambiente, intimidade ou não entre os 
falantes, estado emocional do falante. 
 
Variedades devidas à Situação 
 
O humor da tira a seguir é determinado pelo “excesso de informalidade” por parte do namorado 
que acaba de ser apresentado aos pais da garota. 
 
Como uma norma de boa educação, espera-se que a pessoa estranha seja gentil, dirija-se aos 
donos da casa com respeito e manifeste alguma cerimônia, como um pedido de licença. Cabe à pessoa 
visitada dispensar as formalidades e fazer com que o estranho se sinta bem. 
 
Nesse caso, observe que o namorado nem mesmo cumprimenta a garota e se dirige aos pais 
dela com tanta grosseria que Hagar toma uma posição “defensiva”, ameaçando o rapaz com um 
machado. 
 
9 
 
A ilustração nos mostra o emprego de uma linguagem pouco adequada à situação que envolve 
os personagens. Analisando nossa própria maneira de falar, cada um de nós é capaz de perceber que 
dominamos várias “línguas”, ou seja, temos várias maneiras de “registrar” a língua. A cada momento 
fazemos uso de um desses registros. 
 
Observe: uma criança de dois anos, quando cai, pode dizer que machucou o bumbum. Sua mãe, ao 
agradá-la, pergunta: “O nenê machucou a bundinha?”. 
Ocorrendo um problema mais grave, ao levá-la ao médico, os pais provavelmente diriam que o problema 
é nas nádegas. E o médico? Bem, ele poderia anotar que a dor é na região glútea... 
Veja que todas essas expressões são de nosso conhecimento e sabemos, quase intuitivamente, 
qual é o momento adequado para empregar uma ou outra. 
EXERCÍCIOS 
01. O texto híbrido em questão foi usado em uma das provas da UFPE realizada pela COVEST no início 
de 2010. Quem são consideradas as raças? Preta e branca. Quais são as várias áreas abordadas? 
Estudo, trabalho e, em suma, vida. 
 Objetivando transmitir sua mensagem-denúncia, o autor do Texto abaixo estabelece uma relação entre: 
 
a) as raças e os coeficientes de inteligência, em nosso país. 
b) as raças e os níveis de desnutrição infantil, no Brasil. 
c) as raças e a garantia da assistência à saúde, ao longo da vida. 
d) as raças e a possibilidade de sucesso em várias áreas. 
e) as raças, a garantia à saúde e a expectativa devida. 
02. Analise atentamente os textos. 
TEXTO I 
 
(Fonte: sosriosdobrasil.blogspot.com) 
 
TEXTO II 
10 
 
Após um ano de discussões, Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou reformado Código 
Florestal que anistia proprietários rurais acusados de desmatamento ilegal até 22 de julho de 2008. A 
organização ambientalista Greenpeace revelou que, com essa decisão, o governo terá de abrir mão de 
aproximadamente R$ 8 bilhões relativos às multas aplicadas na Amazônia Legal no período que vai de 
1998 até 2008. O Ibama informa que não tem condições de calcular o quanto deixará de arrecadar. 
(Fonte: http://oglobo.com. Adaptado. Acesso em 23 maio 2013). 
Julgue as proposições abaixo. 
I. O texto I é uma charge, um texto misto, com imagem e linguagem verbal escrita. De forte apelo crítico 
e humorístico, por meio de uma relação intertextual com o texto II, ganha sentido com o desenho da 
árvore sendo cortada por um homem, que corresponderia aos desmatadores, e das folhas da árvore em 
formato de papel de bloco, imitando registros de multas que serão desconsideradas. 
 
II. O texto II é um texto em linguagem verbal escrita, de valor expositivo-informativo, em que não há 
juízos expressos pelo autor. Como sua função primordial é informar, não cabem críticas ou traços de 
humor. É fundamental para o estabelecimento de relações intertextuais com o texto I, porque explicita os 
sentidos subjacentes à mensagem exposta anteriormente. 
 
III. O texto I mantém uma relação de sentido com o texto II por meio da aproximação entre os dados 
numéricos apresentados neste e as folhas da árvore, numerosas, desenhadas naquele. 
 
IV. O texto II deixa transparecer as intenções de seu autor pelo uso bastante forte dos dados numéricos, 
que enfatizam o rombo que a anistia para os desmatadores causará não só para o Ibama, mas também, 
moralmente, para a nação. 
 
Assinale a alternativa correta. 
a) Todas as proposições estão corretas. 
b) Somente as proposições I e II estão corretas. 
c) Somente as proposições I, III e IV estão corretas. 
d) Somente as proposições I e IV estão corretas. 
e) Todas as proposições estão erradas. 
 
03. A charge a seguir faz parte de uma campanha que promove uma academia de musculação. 
 
O humor – criado a partir da linguagem verbo-visual- faz parte da estratégia de visibilidade do 
anunciante. Sobre o efeito linguístico gerado, não se pode afirmar que: 
a) a palavra "localizada" remete ao universo da musculação. 
b) a fotossíntese está, para a musculação, assim como a folha da planta está para um músculo do ser 
humano. 
c) o público-alvo da propaganda são pessoas interessadas em desenvolver uma parte específica de seu 
corpo. 
d) a palavra "localizada", gatilho do humor, pode ser substituída pelo sinônimo "situada", sem prejuízo de 
sentido. 
e) o uso da linguagem coloquial em "tou fazendo" está adequado ao contexto linguístico em questão. 
 
03. Observe a ilustração de uma matéria sobre o projeto de lei de autoria da deputada federal Maria do 
Rosário (PT-RS), cujo objetivo é proibir os pais de usar castigos corporais na educação dos filhos. 
11 
 
 
 
(Fonte: http://combatepocicial.com. Adaptado. Acesso em 29 dez. 2013) 
Pela leitura da imagem e do texto verbal que a acompanha, pode-se concluir: 
a) Por um mecanismo argumentativo de oposição, o objetivo exposto pelo texto verbal abaixo da 
ilustração não é o mesmo que se verifica na própria ilustração. Esta, por sua vez, mostra claramente que 
a educação dos filhos pode não estar na palma da mão, no sentido de que os pais não têm controle 
sobre tais ações. 
b) Por um mecanismo argumentativo de complementação, o objetivo exposto pelo texto verbal abaixo da 
ilustração é exatamente o mesmo que se verifica na própria ilustração. A proibição de usar a palmada na 
educação dos filhos também é alvo do título da matéria, que sugere, pela pergunta, que os pais não têm 
as ações educativas na palma da mão, no sentido de não exercerem controle sobre elas. 
c) Pelo mecanismo argumentativo do duplo sentido, o texto do título da matéria, associado ao fato de ser 
uma pergunta, propõe que os pais não têm controle sobre as ações educativas, ou seja, a educação dos 
filhos não está na palma da mão, e, por isso, empregam castigos com a palma da mão. A proibição à 
palmada vem expressa, na ilustração, pelo uso do recurso da placa de trânsito, cujo significado é 
“proibido”. 
d) Pelo mecanismo argumentativo da intimidação, o uso de uma placa de trânsito com o significado de 
“proibido” sobre a mão de um adulto, na ilustração, faz o leitor sentir-se questionado sobre se a que vem 
abaixo da ilustração demonstra claramente que algumas famílias já estão mudando de atitude. 
e) Pelo mecanismo argumentativo da interrogação, o título da matéria leva o leitor a questionar se a mão 
é mesmo o melhor mecanismo empregado pelas famílias para dar a palmada na criança e, assim, 
educá-la. O texto verbal que vem abaixo da ilustração complementa esse sentido ao afirmar que a ação 
educativa pela palmada estaria com os dias contados. 
04. 
 
Observando os anúncios institucionais, pode-se afirmar que os recursos foram usados para: 
 
a) seduzir o consumidor pela lógica racional notada no predomínio do uso das cores preta e branca, 
prometendo-lhe vida saudável após a prática incitada. 
b) mobilizar racional e emocionalmente o consumidor para a escolha de práticas respeitosas à 
individualidade e à coletividade. 
c) persuadir o consumidor inteligente pela identificação com os protagonistas, estimulando-o a agir é 
contrariamente ao indicado nos recursos verbais. 
12 
 
d) moralizar o público-alvo, aqueles que descumprem a lei seca e aqueles que, por fumarem em local 
fechado, geram o fumante passivo. 
e) manipular o espectador, levando-o à percepção da própria inteligência na adoção de atitudes 
politicamente corretas. 
Charge para as questões 05 e 06 
 
(Fonte: Glauco. Folha de São Paulo. 30/05/2008) 
 
 
05. A crítica contida na charge visa, principalmente, ao 
a) ato de reivindicar a posse de um bem, o qual, no entanto, já pertence ao Brasil. 
b) desejo obsessivo de conservação da natureza brasileira. 
c) lançamento da campanha de preservação da floresta amazônica. 
d) uso de slogan semelhante ao da campanha “O petróleo e nosso”. 
e) descompasso entre a reivindicação de posse e o tratamento dado a floresta. 
 
06. O pressuposto da frase escrita no cartaz que compõe a charge é o de que a Amazônia está 
ameaçada de 
a) fragmentação. 
b) estatização. 
c) descentralização. 
d) internacionalização. 
e) partidarização. 
 
Leia a tirinha de Recruta Zero, de Mort e Greg Walker, para responder às questões de 07 a 10. 
 
 
 
(Fonte: http:// historiasdomaluco.com) 
07. O humor da tirinha é resultado 
a) da dificuldade do recruta para entender o que o sargento solicitava. 
b) do desrespeito do recruta quanto à ordem específica do sargento. 
c) da desatenção do recruta quanto à ordem específica do sargento. 
d) da impossibilidade do recruta de executar a tarefa exigida pelo sargento. 
e) da complexidade da comunicação do sargento para formular seu pedido ao recruta. 
 
As expressões sem demora e com determinação (da 1ª fala do recruta Zero) são base para as 
questões 08 e 09. 
 
08. Essas expressões são substituídas, sem alteração de sentido, por 
a) demoradamente e determinadamente. 
13 
 
b) imediatamente e determinadamente. 
c) demasiadamente e indeterminadamente. 
d) brevemente e indeterminadamente. 
e) apressadamente e indeterminadamente. 
 
09. Elas exprimem ideia de 
a) lugar e tempo. 
b) dúvida e lugar. 
c) tempo e modo. 
d) modo e lugar. 
e) tempo e dúvida. 
 
10. Em - “Você fez o que pedi pra você, Zero?”- o termo ‘o’ tem o mesmo emprego que na alternativa 
a) Visitei o Museu do Louvre, por várias vezes. 
b) Vi-o ontem, à saída de casa. 
c) Repetia que o ladrão tinha tomado sua bolsa. 
d) O que magoou a jovem sensível foi a agressão. 
e) Ele, ninguém o escuta na repartição. 
 
Observe o texto abaixo e depois responda.(Fonte: http:// folhaspoliticas.wordpress.com) 
11. Através do texto se pretende: 
 
a) divulgar melhorias efetuadas nos meios mais comuns de transporte público. 
b) convencer as pessoas a mudarem um hábito, no que se refere ao meio de transporte. 
c) denunciar a péssima qualidade dos transportes públicos usuais nas cidades grandes. 
d) propagar novas formas de exercícios físicos e, assim, melhorar a saúde da população. 
e) apelar para que os motoristas dirijam prestando atenção aos ciclistas. 
 
12. Observe a tirinha da personagem Mafalda, de Quino. 
 
 
(QUINO, J.L. Mafalda. Tradução de Mônica S.M. da Silva. São Paulo: Martins Fontes, 1988). 
 
O efeito de humor foi um recurso utilizado pelo autor da tirinha para mostrar que o pai de Mafalda: 
a) revelou desinteresse na leitura do dicionário. 
14 
 
b) tentava ler um dicionário, que é uma obra muito extensa. 
c) causou surpresa em sua filha, ao se dedicar à leitura de um livro tão grande. 
d) queria consultar o dicionário para tirar uma dúvida, e não ler o livro, como sua filha pensava. 
e) demonstrou que a leitura do dicionário o desagradou bastante, fato que decepcionou muito sua filha. 
 
A CAMPANHA ABAIXO É TEMA DAS QUESTÕES 13 e 14. 
 
 
13. O texto tem o objetivo de solucionar um problema social, 
 
a) descrevendo a situação do país em relação à gripe suína. 
b) alertando a população para o risco de morte pela influenza A. 
c) informando a população sobre a iminência de uma pandemia de influenza A. 
d)orientando a população sobre os sintomas da gripe suína e procedimentos para evitar a contaminação. 
e) convocando toda a população para se submeter a exames de detecção da gripe suína. 
 
14. Os principais recursos utilizados para envolvimento e adesão do leitor à campanha institucional 
incluem: 
a) o emprego de enumeração de itens e apresentação de títulos expressivos. 
b) o uso de orações subordinadas condicionais e temporais. 
c) o emprego de pronomes como “você” e “sua” e o uso do imperativo. 
d) a construção de figuras metafóricas e o uso de repetição. 
e) o fornecimento de número de telefone gratuito para contato. 
 
15. As imagens seguintes fazem parte de uma campanha do Ministério da Saúde contra o tabagismo. 
 
15 
 
 
O emprego dos recursos verbais e não-verbais nesse gênero textual adota como uma das estratégias 
persuasivas 
 
a) evidenciar a inutilidade da terapêutica do cigarro. 
b) indicar a utilidade do cigarro como pesticida contra ratos e baratas. 
c) apontar para o descaso do Ministério da Saúde com a população infantil. 
d) mostrar a relação direta entre o uso do cigarro e o aparecimento de problemas no aparelho 
respiratório. 
e) indicar que os que mais sofrem as consequências do tabagismo são os fumantes ativos, ou seja, 
aqueles que fazem uso direto do cigarro. 
 
16. Leia, a seguir, a tirinha de Chico Bento. 
 
 
Chico Bento, personagem bastante conhecida de Maurício de Sousa, expressa-se combinando uma 
variedade linguística regional e determinado registro de uso da língua portuguesa. As falas de Chico 
Bento e de seu pai, na tirinha, definem-se por representarem exemplos do linguajar: 
 
a) Caipira, marcado pelas alterações fonéticas, em registro oral e coloquial, dados os desvios 
gramaticais. 
b) Rural, marcado pelas seleções de vocabulário específico, em registro oral e coloquial, dados os 
desvios gramaticais. 
c) Sertanejo, marcado pela atividade de agricultor do pai, em registro oral e coloquial, dados os desvios 
gramaticais. 
d) Masculino adulto, marcado pela atividade na roça, e do linguajar masculino infantil, marcado pela 
constituição da personagem Chico Bento, em registro oral e coloquial, dados os desvios gramaticais. 
16 
 
e) Regional, marcado pelos vocábulos típicos da cultura local, em registro oral e coloquial, dados os 
desvios gramaticais. 
 
17. Leia o excerto a seguir, extraído de um texto escrito para uma coluna na internet. 
 
“Placar: Brasil 1, investidores 0.” Com essas palavras se inicia uma reportagem segundo a qual as medidas 
para conter a apreciação do real estão fazendo efeito no mercado. 
 Com o título “Brasil ganha o round 1 da guerra cambial”, explica-se que os ganhos que os investidores 
costumavam ter com uma das operações mais atrativas para estrangeiros no país foram solapados depois que 
o governo passou a adotar medidas contra a alta do real. Investidores internacionais tomam empréstimos em 
moeda de países desenvolvidos, pagando juros baixos, trazem o dinheiro ao país e compram títulos públicos 
em reais, com um retorno atualmente de 9,75% ao ano. Nessa operação, ganha-se com a diferença dos juros e 
a variação do câmbio. 
 No último trimestre do ano passado, esse tipo de operação gerava ganhos de 5,2% aos investidores, 
segundo a reportagem. Neste ano, no entanto, o ganho baixou para 2%. No México, a mesma operação gera 
7,9% atualmente. Além das medidas cambiais (compra de dólares à vista e no mercado futuro pelo Banco 
Central e aumento do IOF pelo Ministério da Fazenda), a desaceleração maior que o esperado da economia 
brasileira também é apontada por analistas como um fator da redução da entrada de dólares no país. 
http://blogs.estadao.com.br (acesso em 23 mar. 2012) 
 
A julgar pelas marcas linguísticas típicas de uma variante bastante específica da língua portuguesa, 
pode-se afirmar que o texto reproduzido: 
 
a) Pertence ao universo da economia e, portanto, emprega termos característicos desse contexto, como 
“efeito”, “mercado” e “guerra”. Deve figurar publicado em um jornal específico sobre economia e 
finanças. 
b) Pertence igualmente ao universo da economia e do futebol. Prova disso é a primeira sentença, 
“Placar: Brasil 1, investidores 0”, cujo intuito é marcar a economia referente ao futebol entre brasileiros e 
investidores. Deve figurar publicado em um jornal específico sobre economia e finanças que esteja 
discutindo a Copa de 2014. 
c) É marcadamente pertencente ao universo da economia e das finanças porque emprega com alta 
frequência termos técnicos, dentre eles “tomar empréstimo”, “comprar títulos públicos” e “variação do 
câmbio”. Deve figurar publicado em um jornal específico sobre economia e finanças ou em um jornal de 
conteúdo genérico que tenha um caderno sobre economia. 
d) É típico do contexto da economia, apesar de relacioná-la à temática característica da física, pelo 
emprego do termo “desaceleração”. Deve figurar publicado em um jornal de conteúdo genérico, em 
qualquer uma das seções, sem vincular-se a uma discussão específica. 
e) Não apresenta qualquer característica marcante de uma área específica de conhecimento e, portanto, 
não oferece dificuldades de leitura para leigos. Pode ser encontrado facilmente em diferentes 
publicações, para diversos públicos. 
 
18. Leia o excerto a seguir. 
 
Há alguns bons anos, venho refletindo muito sobre o conceito de erro gramatical. Acho que muitas vezes alguns 
“erros” por aí apregoados não passam de maneiras diferentes de empregar a língua. 
 [...] Nada é tão democrático quanto a língua. Mas... como toda democracia, ela requer sacrifícios e 
concessões no seu emprego. Democracia não é fazer o que se quer, mas, sim, o que é possível fazer, com respeito 
aos demais. O mesmo se pode dizer da língua: não se pode usá-la de qualquer jeito, mas, sim, de acordo com certo 
padrão. 
 Que padrão é esse? Quem estabeleceu esse padrão? 
 Por que esse padrão e não outro padrão? Muitas perguntas, mas basta uma resposta. Temos de garantir à 
língua sua função primordial: promover a comunicação e, com ela, garantir a inteligibilidade das mensagens. Ora, 
para isso, é preciso usar um padrão linguístico que garanta a universalização de entendimento dentro da língua. 
Esse padrão é conhecido como norma culta e é usado pelos meios de comunicação, pelos livros não literários e 
literários, pelas pessoas de boa formação cultural... Basicamente,a norma-padrão ou culta é conhecida e 
reconhecida. É a ensinada nas escolas ou, pelo menos, deveria ser. A escola deve partir da língua usada pelos seus 
17 
 
alunos e ensinar-lhes a norma culta. Senão, a escola para nada serve, pois todas as disciplinas e todo o repertório 
humanos são consolidados pela língua-padrão. Empregar a língua culta amplia a possibilidade de ascensão social. 
 Se aceitássemos como padrão os vários regionalismos e mesmo dialetos, acabaríamos por formar outras 
línguas. O latim vulgar nos deu exemplo disso e transformou-se em várias línguas, incluindo a nossa. Talvez aqui 
possamos ampliar o conceito de poliglota. Deixa de ser só aquele que fala várias línguas para incluir também 
aquele que consegue pelo menos compreender e falar razoavelmente os vários regionalismos e dialetos de sua 
própria língua. 
Adaptado de http://linguaportuguesa.uol.com.br (acesso em 23 mar. 2012). 
 
Pode-se entender da leitura do trecho apresentado que: 
 
a) O falante de regionalismos e dialetos de sua própria língua não necessita conhecer e praticar a 
norma-padrão, haja vista que já é um verdadeiro poliglota em seu idioma. 
b) Qualquer que seja o falante, ele deve ser levado a conhecer várias possibilidades de manifestação da 
língua; a mais importante, no entanto, é a sua própria variante, para que garanta a comunicação com os 
seus iguais. 
c) É preciso que as comunidades de falantes possam se comunicar como bem entendam para que 
participem dos processos de formação de outras línguas, como os que geraram o próprio português. 
d) Sendo a língua um mecanismo democrático, deve obedecer às mesmas regras da democracia 
entendida como regime político, o que pressupõe que deve haver liberdade para que se use o padrão 
mais adequado, independentemente das situações em que se vai comunicar. 
e) É preciso garantir que todos os falantes sejam capazes de ter acesso às manifestações científicas e 
culturais de sua sociedade por meio do conhecimento da norma-padrão do idioma, variante na qual se 
expressam todos os grandes meios de comunicação e as instituições fundamentais que organizam e 
regem a vida do cidadão. 
Texto para as questões 19 a 22. 
 
SEMANA QUE VEM 
(...) 
Esse pode ser o último dia de nossas vidas 
última chance de fazer tudo ter valido a pena 
Diga sempre tudo que precisa dizer 
Arrisque mais, pra não se arrepender 
Nós não temos todo o tempo do mundo 
E esse mundo já faz muito tempo 
O futuro é o presente e o presente já passou 
O futuro é o presente e o presente já passou 
Não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar 
Não deixe nada pra semana que vem 
Porque semana que vem pode nem chegar 
Pra depois, o tempo passar 
Não deixe nada pra semana que vem 
Porque semana que vem pode nem chegar. 
(...) 
Fonte: http://www.vagalume.com.br/pitty/semana-que-vem.html#ixzz2EePHAOHF 
 
19. Pela compreensão do texto ‘Semana que vem’, a ideia global é a de que 
a) o tempo é infinito e por isso não há pressa. 
b) há necessidade de se viver intensamente o presente. 
c) o passado não existe. 
d) deve-se planejar tudo e esperar é uma prioridade. 
e) a vida deve ser considerada na perspectiva de futuro. 
 
20. A respeito do uso das reticências, pode-se afirmar que: 
a) é um marcador de discurso direto. 
b) funciona como delimitador de período. 
c) é utilizado para isolar o termo tempo. 
d) marca a suspensão da sequência lógica de forma intencional. 
e) substitui a vírgula na enumeração. 
 
21. O uso do termo pra, a abreviação de para, pode ser justificado em: 
a) é a inserção da variante padrão formal. 
18 
 
b) é adequada apenas para gêneros textuais versificados. 
c) é uma adequação ao propósito textual. 
d) é uma estratégia linguística que distancia o leitor do texto. 
e) é a ênfase no preconceito linguístico. 
 
22. Pode-se justificar a acentuação dos termos último e já, porque são respectivamente: 
a) paroxítono e oxítono. 
b) oxítono e dissílabo tônico. 
c) proparoxítono e paroxítono. 
d) trissílabo e monossílabo tônico. 
e) proparoxítono e monossílabo tônico. 
 
23. 
 
 
O personagem Chico Bento pode ser considerado um típico habitante da zona rural, comumente 
chamado de "roceiro" ou "caipira". Considerando a sua fala, essa tipicidade é confirmada 
primordialmente pela 
 
(A) transcrição da fala característica de áreas rurais. 
(B) redução do nome "José" para "Zé", comum nas comunidades rurais. 
(C) emprego de elementos que caracterizam sua linguagem como coloquial. 
(D) escolha de palavras ligadas ao meio rural, incomuns nos meios urbanos. 
(E) utilização da palavra "coisa", pouco frequente nas zonas mais urbanizadas. 
 
24. 
A sociedade atual testemunha a influência determinante das tecnologias digitais na vida do homem 
moderno, sobretudo daquelas relacionadas com o computador e a internet. Entretanto, parcelas 
significativas da população não têm acesso a tais tecnologias. Essa limitação tem pelo menos dois 
motivos: a impossibilidade financeira de custear os aparelhos e os provedores de acesso, e a 
impossibilidade de saber utilizar o equipamento e usufruir das novas tecnologias. A essa problemática, 
dá-se o nome de exclusão digital. 
 
No contexto das políticas de inclusão digital, as escolas, nos usos pedagógicos das tecnologias de 
informação, devem estar voltadas principalmente para 
 
(A) proporcionar aulas que capacitem os estudantes a montar e desmontar computadores, para garantir 
a compreensão sobre o que são as tecnologias digitais. 
(B) explorar a facilidade de ler e escrever textos e receber comentários na internet para desenvolver a 
interatividade e a análise crítica, promovendo a construção do conhecimento. 
(C) estudar o uso de programas de processamento para imagens e vídeos de alta complexidade para 
capacitar profissionais em tecnologia digital. 
(D) exercitar a navegação pela rede em busca de jogos que possam ser "baixados" gratuitamente para 
serem utilizados como entretenimento. 
(E) estimular as habilidades psicomotoras relacionadas ao uso físico do computador, como mouse, 
teclado, monitor etc. 
 
25. 
José Dias precisa sair de sua casa e chegar até o trabalho, conforme mostra o Quadro 1. Ele vai de 
ônibus e pega três linhas: 1) de sua casa até o terminal de integração entre a zona norte e a zona 
central; 2) deste terminal até outro entre as zonas central e sul; 3) deste último terminal até onde 
trabalha. Sabe-se que há uma correspondência numérica, nominal e cromática das linhas que José 
toma, conforme o Quadro 2. 
 
 
19 
 
 
 
José Dias deverá, então, tomar a seguinte sequência de linhas de ônibus, para ir de casa ao trabalho: 
 
(A) L. 102 - Circular zona central - L. Vermelha. 
(B) L. Azul - L. 101 - Circular zona norte. 
(C) Circular zona norte - L. Vermelha - L. 100. 
(D) L. 100 - Circular zona central - L. Azul. 
(E) L. Amarela - L. 102 - Circular zona sul. 
 
3. PRESSUPOSTO E SUBENTENDIDO / DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO 
 Pressupostos são aquelas ideias não expressas de maneira explícita, mas que o leitor pode 
perceber a partir de certas palavras ou expressões contidas na frase. Assim, quando se diz O tempo 
continua chuvoso, comunica-se de maneira explícita que no momento da fala o tempo é de chuva, mas, 
ao mesmo tempo, o verbo continuar deixa perceber a informação implícita de que antes o tempo já 
estava chuvoso. 
 
Na frase: Pedro deixou de fumar diz-se explicitamente que, no momento da fala, Pedro não 
fuma. O verbo deixar, todavia, transmite a informação implícita de que Pedro fumava antes. A 
informação explícita pode ser questionada pelo ouvinte, que pode ou não concordar com ela. Os 
pressupostos, no entanto, têm que ser verdadeiros ou pelo menos admitidos como verdadeiros, porque é 
a partir deles que constroem as informações explícitas. 
 
Se o pressuposto é falso, a informação explícita não tem cabimento. No exemplo acima, se 
Pedro nãofumava antes, não tem cabimento afirmar que ele deixou de fumar. Na leitura e interpretação 
de um texto, é muito importante detectar os pressupostos, pois o seu uso é um dos recursos 
argumentativos utilizados com vistas a levar o ouvinte ou o leitor a aceitar o que está sendo comunicado. 
 
Ao introduzir uma ideia sob a forma de pressuposto, o falante transforma o ouvinte em 
cúmplice, uma vez que essa ideia não é posta em discussão e todos os argumentos subsequentes só 
contribuem para confirmá-la. 
 
Por isso, pode-se dizer que o pressuposto aprisiona o ouvinte ao sistema de pensamento 
montado pelo falante. A demonstração disso pode ser encontrada em muitas dessas verdades 
incontestáveis postas como base de muitas alegações do discurso político. 
 
Quando se diz “O tempo continua chuvoso”, comunica-se de maneira explícita que no momento 
da fala o tempo é de chuva, mas, ao mesmo tempo, o verbo continuar deixa perceber a informação 
implícita de que antes o tempo já estava chuvoso. 
 
Observe a seguinte frase: 
Fiz faculdade, mas aprendi algumas coisas. 
 
Nela, o falante transmite duas informações de maneira explícita: 
a) que ele frequentou um curso superior; 
b) que ele aprendeu algumas coisas. 
 
Ao ligar essas duas informações com um “mas”, o falante comunica também, de modo implícito, 
sua crítica ao sistema de ensino superior, pois a frase passa a transmitir a ideia de que nas faculdades 
não se aprende nada. Um dos aspectos mais intrigantes da leitura de um texto é a verificação de que ele 
pode dizer coisas que parece não estar dizendo: além das informações explicitamente enunciadas, 
existem outras que ficam subentendidas ou pressupostas. Para realizar uma leitura eficazmente, o 
leitor deve captar tanto os dados explícitos quanto os implícitos. Leitor perspicaz é aquele que consegue 
ler nas entrelinhas. 
 
Caso contrário, ele pode passar por cima de significados importantes e decisivos ou o que é pior 
pode concordar com coisas que rejeitaria se as percebesse. Não é preciso dizer que alguns tipos de 
20 
 
texto exploram, com malícia e com intenções falaciosas, esses aspectos subentendidos e 
pressupostos. 
Assim, temos como índices de pressupostos: 
certos advérbios - O resultados da prova ainda não foi divulgado. (Pressuposto - O resultado já 
devia ter sido divulgado ou O resultado será divulgado com atraso.) 
certos verbos - O esquema da mala tornou-se público. (Pressuposto - O esquema não era 
público.) 
 orações adjetivas - Os candidatos a prefeito, que só querem defender seus interesses, não 
pensam no povo. (Pressuposto - Todos os candidatos a prefeito têm interesses individuais.) 
 adjetivos - Os partidos radicais acabarão com a democracia no Brasil. (Pressuposto - Existem 
partidos radicais no Brasil.) 
 
ATENÇÃO: ORAÇÕES ADJETIVAS 
- As orações subordinadas adjetivas fazem o papel de um adjetivo, ou seja, restringem ou explicam o 
sentido de um substantivo ou de um pronome da oração principal. Ex.: Pedro é um jovem que estuda 
muito. “que estuda muito” modifica o substantivo jovem e equivale ao adjetivo " estudioso ". 
 
- As adjetivas são introduzidas por pronomes relativos: que (= qual), qual, quem, cujo, onde e quando. 
 
- A adjetiva restritiva contribui para definir, apontar, individualizar um nome ou pronome expresso 
anteriormente. Ex.: O livro que comprei é uma gramática. Dizemos " que comprei " para definir qual 
livro é uma gramática. Lemos, sem qualquer pausa, “o livro que comprei ", pois tal grupo de palavras 
forma um todo no sentido; daí não usamos vírgula. 
 
- A adjetiva explicativa revela outra intenção por parte do autor: a de acrescentar mais uma ideia, 
merecedora de realce. Ex.: “A inteligência, que nos distingue dos irracionais, tem um valor inestimável 
", querendo dizer que " A inteligência tem um valor inestimável "; " que nos distingue dos irracionais " 
São duas coisas separadas, embora uma venha explicando a outra: " A inteligência tem um valor 
inestimável " ( ideia principal ) e a " inteligência nos distingue dos irracionais " ( ideia secundária ), de 
acordo com o texto. Como são ideias separadas, devemos ler fazendo pausa entre uma e outra, 
abaixando a voz ao proferirmos a adjetiva explicativa. A Vírgula entre elas é obrigatória. 
 
- Resumindo: 
 
1 - Restritiva: a) Restringe a significação do substantivo ou do pronome; 
 b) É indispensável ao sentido da frase; c) Não se separa por vírgula da oração principal. 
2 - Explicativa: a) Acrescenta uma qualidade de acessória ao antecedente; b) É dispensável; c) Vem 
separada por vírgula da oração principal. 
(Fonte: CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: IBEP Nacional, 2008.) 
 
Os subentendidos são as insinuações escondidas por trás de uma afirmação, sendo este 
contextual, pragmático, e de responsabilidade do ouvinte, por isso, altamente variável, uma vez que o 
falante camufla as palavras protegendo-se, porque, com ele, diz-se sem dizer, sugere-se, mas não diz, 
sem comprometer-se. 
 
Quando um transeunte com o cigarro na mão pergunta: Você tem fogo? acharia muito estranho 
se você dissesse: Tenho e não lhe acendesse o cigarro. Na verdade, por trás da pergunta 
subentendesse: 
Acenda-me o cigarro, por favor. 
 
21 
 
1) Num diálogo entre A e B: 
 
A: Estou procurando alguém para consertar meu carro. 
B: Meu irmão está em casa. 
A: Mas ele está sempre tão ocupado! 
 
Nesse pequeno discurso existem muitas informações implícitas, ou seja, subentendidas, quais 
sejam: 
 
“A” sabe que ali naquele local mora alguém que conserta carro. 
É o irmão de “B” que conserta carro. 
“A” fica surpreso ao encontrar o irmão de “B” em casa, já que ele encontra-se sempre muito atarefado. 
 
2) Um enunciado como: “Conheço muito bem os políticos de hoje.” 
 
Este enunciado pode querer dizer que os políticos são desonestos, isentando o locutor de 
qualquer responsabilidade, escondendo-se atrás do significado literal das palavras, já que a 
interpretação é particular daqueles que a realizam. 
 
3) Ninguém é tão ignorante que não possa ensinar algo a alguém. 
 
Subentende-se que: 
O locutor confia na capacidade das pessoas para ensinar; 
O interlocutor tem capacidade de ensinar; 
Há diferentes graus de sabedoria ou de ignorância; 
Não há ninguém verdadeiramente ignorante; 
Há alguém que deseja ou precisa de ensino; 
Há alguma coisa para ensinar. 
 
 
O subentendido difere do pressuposto num aspecto importante: o pressuposto é um dado 
posto como indiscutível para o falante e para o ouvinte, não é para ser contestado; o subentendido é de 
responsabilidade do ouvinte, pois o falante, ao subentender, esconde-se por trás do sentido literal das 
palavras e pode dizer que não estava querendo dizer o que o ouvinte depreendeu. O subentendido, 
muitas vezes serve para o falante proteger-se diante de uma informação que quer transmitir para o 
ouvinte sem se comprometer com ela. Para entender esse processo de descomprometimento que ocorre 
com a manipulação dos subentendidos, imaginemos a seguinte situação: 
 
Um funcionário público do partido de oposição lamenta, diante dos colegas reunidos em assembleia, 
que um colega de seção, do partido do governo, além de ser sido agraciado com uma promoção, 
conseguiu um empréstimo muito favorável do banco estadual, ao passo que ele, com mais tempo de 
serviço, continuava no mesmo posto e não conseguia o empréstimo solicitado muito antes que o 
referido colega. Mais tarde, tendo sido acusado de estar denunciando favoritismo do governo para com 
os seus adeptos, o funcionário reclamante defende-se prontamente, alegando não ter falado em 
favoritismo e que isso era dedução de quem ouvira o seu discurso. 
(Fonte: Platão e Fiorin. Para Entender o Texto: leiturae redação.2008) 
 
Na verdade, ele não falou em favoritismo, mas deu a entender, deixou subentendido para não 
se comprometer com o que disse. Fez a denúncia sem denunciar explicitamente. A frase sugere, mas 
não diz. A distinção entre pressupostos e subentendidos em certos casos é bastante sutil. Não vamos 
aqui ocupar-nos dessas sutilezas, mas explorar esses conceitos como instrumentos úteis para uma 
compreensão mais eficiente do texto. 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Observe as duas passagens que seguem: 
a) Os índios brasileiros, que abandonaram suas tradições, estão em fase de extinção. 
____________________________________________________________________________ 
 
b) Os índios brasileiros que abandonaram suas tradições estão em fase de extinção. 
22 
 
____________________________________________________________________________ 
 
A oração adjetiva (que abandonaram suas tradições) implica os mesmos pressupostos em ambas as 
passagens? 
 
 
02. 
 
 
“COMEMORAÇÃO” 
 
Um senador pelo Distrito Federal, às vésperas de ser cassado, e um ex-juiz de São Paulo, amigos íntimos, se 
encontraram em Brasília: 
-E então Meritíssimo, vamos tomar alguma para comemorar? 
O juiz prontamente responde: 
 -Vamos! De quem agora? 
 
 
a) Em que expressão exatamente se encontra a graça da piada acima? Por quê? 
____________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________ 
b) Qual o subentendido que se esconde por trás da expressão principal dessa piada? 
____________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________ 
c) Qual o subentendido contido no título dessa piada(“Comemoração”) e também na expressão “de quem 
agora”? 
____________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________ 
 
03. Pedro vendeu seu fusquinha. 
Pressuposto_____________________________ 
 
04. Todos vieram; até Maria. 
Pressuposto:____________________________ 
 
05. Manuel parou de fumar. 
Pressuposto:_____________________________ 
 
06. Os noivos chegaram. 
Pressuposto:_____________________________ 
 
07. Paulo dançou a noite toda com Maria. 
Pressuposto;_____________________________ 
 
08. Ela é pobre, mas é limpa. 
Pressuposto:_______________________________________________ 
 
09. Sou pobre, porém sou honesto. 
Pressuposto:_______________________________________________ 
 
10. Somos pouco estudados, mas temos vergonha. 
Pressuposto:_______________________________________________ 
 
11. Ele é negro, mas é inteligente. 
Pressuposto:_______________________________________________ 
 
12. É analfabeto, mas é decente. 
Pressuposto:_______________________________________________ 
 
23 
 
13. Creme dental e Gel Even: basta um pingo. 
Pressuposto:_______________________________________________ 
 
14. Nossas promoções são promoções mesmo. Aqui não tem enrolada. 
Pressuposto:_______________________________________________ 
 
15. Meu candidato é um homem de mãos limpas. 
Pressuposto:_______________________________________________ 
 
16. Ela é muito inteligente, apesar de ser mulher. (Mário Amato – Presidente da FIESP – referindo-se à 
ministra Dorothéa Werneck – Governo Fernando Henrique Cardoso). 
Pressuposto:_______________________________________________ 
 
17. Observe os seguintes diálogos e demonstre os subentendidos de cada diálogo: 
 
a) – Maria virá à festa de João no próximo sábado? 
 – Davi quer ir ao teatro. 
________________________________________________________________________ 
b) – Oi Juliana, e aí, está de pé? 
 - Olha, o negócio está firme, tudo em cima. Suba rápido. 
________________________________________________________________________ 
 
18. Sobre a frase “isso é tão simples que até uma mulher faz” responda: 
 
a) Qual a palavra que dá sentido machista à frase? 
_______________________________________________________________________ 
b) É possível ter certeza de que a direção argumentativa do enunciador dessa frase é desfavorável às 
mulheres? 
_______________________________________________________________________ 
 
19. 
 
 
24 
 
a) Explique por que é possível que o enunciatário de uma mensagem como a que Calvin leu não 
entenda que, por exemplo, deve ligar os pontos em ordem numérica. 
________________________________________________________________________________ 
b) Que efeito de sentido a repetição da palavra “regras” traz à fala de Calvin no último quadrinho da 
tirinha? 
________________________________________________________________________________ 
 
 
20. Assinale a interpretação sugerida pelo seguinte trecho publicitário: 
Fotografe os bons momentos agora, porque depois vem o casamento. 
 
a) O casamento não merece fotografias. 
b) A felicidade após o casamento dispensa fotografias. 
c) Os compromissos assumidos no casamento limitam os momentos dignos de fotografia. 
d) O casamento é uma segunda etapa da vida que também deve ser registrada. 
e) O casamento é uma cerimônia que exige fotografias exclusivas. 
 
 
21. Identifique as informações pressupostas nas frases abaixo: 
 
a) “Capital da Líbia volta a ser bombardeada” 
 
b) “Estado do Rio registra primeiro caso de dengue tipo 4”. 
 
c) “Para Ronaldinho Gaúcho, proposta do Flamengo foi a melhor”. 
 
d) “Botafogo ainda não definiu treinador”. 
 
e) “Abel Braga volta a treinar o Fluminense”. 
 
f) “Vasco busca título inédito da Copa do Brasil”. 
 
 
22. Identifique as informações subentendidas nas frases abaixo: 
 
a) “Você gostaria de ir ao cinema comigo qualquer dia?” (rapaz abordando uma moça numa festa). 
 
b) “E você é simpático” (mulher respondendo a um elogio feito por um admirador). 
 
c) “A bolsa da senhora está pesada?” (um rapaz). 
 
d) “Você tem horas?” (um homem apressado). 
 
e) “Filho, leve o guarda-chuva” (mãe). 
 
 
4. LÍNGUA, LINGUAGEM E SUJEITO 
 
Para que entendamos como se processa a linguagem, é interessante fazermos uma incursão 
pelas concepções de linguagem, de sujeito, de texto e de sentido que foram utilizados pelos falantes nos 
diversos paradigmas estabelecidos no decorrer da história. 
 
1ª CONCEPÇÃO: 
1. LINGUAGEM 2. SUJEITO 3. TEXTO 4. SENTIDO 
Língua como 
representação do 
pensamento: 
-Consciência individual no 
uso da linguagem. 
Sujeito psicológico, 
individual, dono de suas 
vontades e de suas ações. 
Um ego que constrói uma 
representação mental. 
Deseja que o interlocutor 
Texto é um produto 
(lógico) do pensamento, 
representação mental. 
Nada cabe ao leitor. 
Modelo hermenêutico. 
Sentido é criado pelo 
intérprete. 
O sujeito do enunciado é 
responsável pelo sentido. 
25 
 
capte a mensagem como 
foi mentalizada. 
 
2ª CONCEPÇÃO: 
 
1. LINGUAGEM 2. SUJEITO 3. TEXTO 4. SENTIDO 
 
Língua como estrutura: 
quem fala é um sujeito 
anônimo. 
 
Sujeito determinado, 
assujeitado pelo 
sistema. 
Sujeito: repetidor, 
dependente, 
caracterizado por uma 
não-consciência, não é 
dono de seu discurso 
nem da sua vontade. 
 
Texto é um mero 
produto da codificação 
do emissor a ser 
codificado pelo leitor / 
ouvinte. 
Leitor é passivo. 
Texto codificado, 
explícito. 
 
 
Modelo criptológico: o 
sentido está no texto: 
descubra. 
 
3ª CONCEPÇÃO: 
 
1. LINGUAGEM 2. SUJEITO 3. TEXTO 4. SENTIDO 
 
Língua como lugar de 
interação: 
Sujeitos são atores 
sociais. 
Concepção interacional 
da língua. 
 
 
Sujeito: entidade 
psicossocial 
Caráter ativo. 
Sujeitos são atores, 
construtores sociais. 
Sujeito bakhtiniano, 
social, histórica e 
ideologicamentesituado. 
A identidade do sujeito 
é construída na relação 
com a alteridade. 
Participante do sentido. 
Sujeito é na interação. 
 
Texto é o lugar próprio 
da interação. 
No texto os sujeitos se 
constroem e são 
construídos. 
Possui implícitos, 
compreensíveis com o 
contexto sociocognitivo 
dos participantes da 
interação. 
É um evento 
comunicativo. 
É construído na 
interação texto-sujeito. 
 
Modelo pragmático. 
O sentido é uma 
atividade interativa 
complexa. 
O sentido se realiza 
com ativação de 
saberes prévios. 
A coerência está 
associada ao contexto 
sociocognitivo e 
interativo. 
 
 
4.1. TEXTO E CONTEXTO 
Todos os nossos atos se realizam através de textos, sejam verbais ou não-verbais. A leitura de 
um texto se dá primeiramente a partir do processo de decodificação, quando temos contato com o 
conteúdo e buscamos compreendê-lo. 
 Existem elementos que nos ajudam a interpretar os textos que estão a nossa volta, mas para 
que se possa compreender bem um texto é necessário identificar o contexto (social, cultural, estético, 
político) no qual ele está inserido. Essa identificação vai depender do conhecimento sobre o que está 
sendo abordado e as conclusões referentes ao texto. Em determinados textos a informação sobre 
acontecimentos passados contribui para sua compreensão. Por isso, quanto mais variado o campo de 
conhecimento, mais facilidade encontrará o leitor para ler e interpretar textos. 
 O texto é o lugar da interação dos atores sociais e o contexto em que ele foi produzido é 
constituído de aspectos internos e externos ao discurso, à fala. Ele é constituído pela situação social em 
que o discurso se realiza. A situação social é a forma como duas ou mais pessoas se comunicam sobre 
um determinado assunto. 
Dessa forma, o contexto é o conjunto das condições sociais consideradas para estudar as 
relações sociais existentes entre comportamento social e comportamento linguístico. O estudo do 
contexto não depende apenas de conhecimentos linguísticos, mas também de conhecimentos de mundo 
(conhecido como conhecimento enciclopédico). Aqui entra todo nosso estoque de conhecimentos, 
acumulado ao longo de nossa vida, de nossas leituras, de nossas experiências. 
 Assim, o texto deve ser estudado em seu contexto de produção e deve ser compreendido não 
como um produto acabado, mas como um processo entre os interlocutores. 
 
26 
 
4.2. TEXTUALIDADE 
 
 É aquilo que dá organização ou organicidade ao texto. 
 É o que caracteriza que um texto é um todo coeso e organizado e não um amontoado de 
palavras. 
 É a característica de um texto que torna claro que gênero textual se pretenda que ele seja; 
 As propriedades que permitem identificar cada tipo de texto (textura). 
 
4.3. INTERTEXTUALIDADE/POLIFONIA 
 
A Intertextualidade pode ser definida como um diálogo entre dois textos. Pode ser implícita ou 
explícita. Sabemos que todo texto, seja ele literário ou não, é oriundo de outro, seja direta ou 
indiretamente. Qualquer texto que se refere a assuntos abordados em outros textos são intertextos. 
Para caracterizar o romance de Dostoievski, Bakhtin trouxe o termo à linguagem. Explana a 
relação entre falante e ouvinte e o expressar de um em relação ao outro; e que “eu” dou-me forma 
enquanto parte integrante do grupo a que pertenço. O “eu se constrói constituindo o Eu do outro e por 
ele é constituído”. Outros autores chamam de “várias vozes” que constituem 
um texto. O autor pode falar várias vozes ao longo de seu texto. Não há um divisor de águas entre a 
terminologia ‘intertextualidade’ e ‘polifonia’. Ambas são as vozes que compõem um texto. 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Enumere a 2ª coluna em consonância com a 1ª: 
 
(1) A língua é uma representação do pensamento. 
A língua é uma estrutura. 
(2) A língua é concebida como uma atividade 
dialógica e interacional. É o lugar próprio da 
interação. 
(3) O sujeito como uma atividade psicossocial, 
com caráter ativo. Os sujeitos são atores sociais e 
sua identidade é construída na relação com a 
alteridade. 
(4) O sentido do texto é criado pelo intérprete. 
Nada cabe ao leitor. 
(5) O sentido do texto está nele, explícito. O leitor 
descubra. 
 
( ) Concepção contemporânea da noção de sujeito. 
Corresponde à concepção de língua como interação. 
 
( ) Modelo criptológico de sentido. Compreende ao 
conceito de texto como produto da codificação do 
emissor a ser decodificado pelo leitor. 
 
( ) Concepção contemporânea do conceito de língua 
. 
( ) Concepções tradicionais e estruturalistas do conceito 
de língua. 
 
( ) É o chamado modelo hermenêutico da concepção 
de sentido. O sentido do texto é criado pelo intérprete. 
 
02. 
 
1) É um lugar de interação. Concepção dialógica e 
interacional. 
(2) Entidade psicossocial, com caráter ativo. São 
atores e construtores sociais. 
(3) É o lugar próprio da interação. É um evento 
comunicativo. 
(4) É uma atividade interativa complexa. Além da 
base linguística, requer saberes. 
 
( ) Concepção contemporânea de sentido. 
 
( ) Concepção contemporânea de língua. 
 
( ) Concepção contemporânea de sujeito. 
 
( ) Concepção contemporânea de texto. 
 
 
03. 
 
(1) Lugar próprio da interação. Nele, os sujeitos se 
constroem e são construídos. Possui informações 
explícitas e implícitas. É uma entidade 
comunicativa verbal e não-verbal. É uma realidade 
discursiva e social. 
(2) É um conceito que designa os aspectos 
internos e externos ao discurso, à fala. É 
concebido como o conjunto das atividades sociais 
consideradas para estudar as relações sociais 
( ) Conceito de textualidade. 
 
 
( ) Conceito de texto. 
 
 
( ) Conceito de contexto. 
 
 
27 
 
existentes. É o entrono do texto. 
(3) É a característica que dá organização ou 
organicidade ao texto. É o que faz do texto um 
todo coeso e organizado e não um amontoado de 
palavras. 
(4) Pode ser definido como um diálogo entre dois 
textos. É explícito ou implícito. Qualquer texto que 
se refere a assuntos abordados em outros textos. 
(5) Etimologicamente significa ‘muitas vozes’. O eu 
se constrói constituindo o Eu do outro e por ele é 
constituído. 
 
( ) Conceito de polifonia. 
 
 
( ) Conceito de intertextualidade. 
 
 
5. ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO E FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 
Para entendermos com clareza as funções da linguagem, é bom primeiramente conhecermos as 
etapas da comunicação. Ao contrário do que muitos pensam, a comunicação não acontece somente 
quando falamos, estabelecemos um diálogo ou redigimos um texto, ela se faz presente em todos (ou 
quase todos) os momentos. 
 Comunicamo-nos com nossos colegas de trabalho, com o livro que lemos, com a revista, com os 
documentos que manuseamos, através de nossos gestos, ações, até mesmo através de um beijo de “boa 
noite”. 
No ato de comunicação percebemos a existência de alguns elementos. Observe a tirinha abaixo para 
analisarmos. 
 
 
 
Analisando o que temos na lista do Calvin, verificamos que quase todos os elementos 
considerados fundamentais para a concretização da comunicação estão presentes: 
 
28 
 
Emissor alguém que transmite a mensagem (no caso, Calvin); 
Destinatário a quem a mensagem se dirige (no caso, Haroldo); 
Mensagem a informação que se pretende transmitir (no caso, o questionamento sobre o 
comportamento dos tigres); 
Código um conjunto comum ao emissor e ao destinatário formado de elementos e de 
regras que permitem o entendimento da mensagem (no caso, a língua 
portuguesa); 
Referente o assunto, a situação que envolve o emissor e o destinatário e o contexto 
linguístico que envolve a mensagem (no caso, a situação concreta de preguiça ou 
sono do tigre e a fala de Calvin, questionando os objetivos de vida de um tigre, 
por meio de um diálogo);Canal o meio físico para transmitir a mensagem e a conexão psicológica que leve o 
destinatário a se interessar no que lhe transmite o emissor e a procurar entender 
a mensagem (no caso, o ar e o interesse (ou melhor, a fala de) de Haroldo na 
mensagem emitida por Calvin). 
 
 Nesse último elemento, percebemos o “problema” que impossibilita a comunicação entre 
emissor (Calvin) e destinatário (Haroldo): 
 ou Haroldo está dormindo e, portanto, não ouve o que o garoto lhe diz (o canal físico não 
existe); 
 ou Haroldo está tão sonolento que não consegue dar atenção a Calvin (falta conexão 
psicológica, vontade do tigre em ouvir e prestar atenção ao que lhe é dito). 
 
Há de se observar que diversos fatores impedem a comunicação entre emissor e receptor. Todo 
elemento que interfere na comunicação dos interlocutores recebe o nome de ruído, ou seja, ruído é 
qualquer obstáculo que impede a comunicação, a compreensão da mensagem transmitida. 
Partindo desses seis elementos, Roman Jakobson, linguista russo, elaborou estudos acerca das 
funções da linguagem, os quais são muito úteis para a análise e produção de textos. As seis funções 
serão abordadas no próximo item. 
 
5.1. FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 
Para realizar um ato de comunicação verbal, o indivíduo escolhe, seleciona as palavras, depois 
passa a organizá-las e combiná-las conforme a sua vontade. E todo este trabalho de seleção e 
combinação não é aleatório, não é realizado por acaso, mas está intimamente ligado à intenção do 
emissor. Assim sendo, a linguagem passa a ter funções, cuja importância é saber utilizar a linguagem 
adequada no momento adequado. 
 
O esquema proposto por Roman Jakobson compreende um remetente que envia uma 
mensagem a um destinatário; para ser eficaz a comunicação, são necessários um contexto a que se 
refere, um código, parcial ou totalmente comum a remetente e destinatário, e um canal físico. 
O código compreende um estoque estruturado de elementos que se apresentam como 
alternativas de seleção para a produção de mensagens. Os subcódigos introduzem a questão da 
variação linguística. Assim, códigos diferentes não permitem a comunicação. Uma petição escrita numa 
variante linguística não aceita nos meios forenses pode impedir a consecução do objetivo do profissional 
do direito na defesa dos interesses de um cliente seu. Nunca podemos esquecer que há variantes 
linguísticas que gozam de prestígio entre os usuários e há outras que são estigmatizadas. 
 
Para Jakobson, a linguagem deveria ser examinada não em relação à função informativa 
(denotativa, referencial), que foi considerada pelos teóricos da informação a única e a mais importante. 
 
29 
 
As funções estariam, para Jakobson, focadas em um dos elementos do processo de 
comunicação; a função emotiva estaria centrada no remetente; a referencial, no contexto ou referente; a 
poética, na mensagem; a fática, no contato; a metalinguística, no código; a conativa, no destinatário. 
 
FUNÇÃO REFERENCIAL 
 É a mais comum das funções da linguagem e centra-se na informação. A intenção do emissor é 
transmitir ao interlocutor dados da realidade de uma forma direta e objetiva, sem ambiguidades, com 
palavras empregadas em seu sentido denotativo. Portanto, essa é a função da linguagem que 
predomina em textos dissertativos, técnicos, instrucionais, jornalísticos ─ informativos por excelência. 
Como está centrado no referente, ou seja, naquilo de que se fala, prevalece o texto escrito em 3ª 
pessoa, com frases estruturadas na ordem direta. 
 A informação jurídica é precisa, objetiva, denotativa; fala-se, então, de função referencial. Nada 
impede, porém, que o texto jurídico se preocupe, por exemplo, com a sonoridade e ritmo das palavras, 
valorizando a forma da comunicação; tem-se, assim, a função poética. 
 Os textos em que predomina a função referencial apresentam qualidades objetivas ou concretas, uso 
de nomes próprios, estratégias argumentativas lógicas, como provas e demonstrações. Em geral, 
evitam o uso de adjetivação imprecisa, como belo, feio, grande, pequeno etc., bem como de expressões 
subjetivas como eu acho, eu quero. Esses procedimentos visam criar o efeito de distanciamento do 
sujeito e de verdade dos fatos. O uso da função referencial tem em vista a transmissão objetiva de 
informação sobre o contexto, sobre os fenômenos extralinguísticos. 
 
FUNÇÃO EMOTIVA OU EXPRESSIVA 
 Quando a intenção do produtor do texto é posicionar-se em relação ao tema que está abordando, é 
expressar seus sentimentos e emoções, o texto resultante é subjetivo, um espelho do ânimo, das 
emoções, do temperamento do emissor. Nesse caso temos a função emotiva da linguagem (também 
chamada expressiva). A interjeição, o uso de pronomes e verbos na 1ª pessoa do singular, os adjetivos 
valorativos e alguns sinais de pontuação, como as reticências e os pontos de exclamação são algumas 
marcas da função emotiva utilizada para comover o receptor. Exemplo: linguagem do réu (que valoriza 
a primeira pessoa do singular); linguagem do advogado de defesa quando, no Júri, apela para o fato de 
que a condenação vai ultrapassar a pessoa do condenado e atingir outras pessoas inocentes. 
 
 
FUNÇÃO APELATIVA OU CONATIVA 
 Observe que conativo significa “relativo ao processo da ação intencional sobre outra pessoa”: 
promover, suscitar, provocar estímulos, persuadir. A função apelativa ou conativa é, portanto, aquela 
em que há intenção do emissor de influenciar o destinatário. A mensagem se organiza em forma de 
ordem, chamamento, apelo ou súplica e está centrada no receptor. Para tentar persuadir o destinatário 
é preciso, antes de mais nada, falar a língua dele, apelar para exemplos e argumentos significativos em 
relação a sua classe social, a sua formação cultural, a seus sonhos e desejos. Cada leitor deve ter a 
sensação de que o texto foi escrito especialmente para ele, como se fosse uma conversa a dois. É o 
que os publicitários, por exemplo, fazem muito bem. Um produto sofisticado exige um anúncio também 
sofisticado, para atingir seu público-alvo. Por outro lado, um produto “popular” exige um anúncio 
objetivo, em linguagem clara e direta, explorando argumentos que fazem parte do repertório do 
consumidor-alvo. Marcam a função apelativa os verbos no imperativo, uso do vocativo e tratamento em 
2ª pessoa (tu, vós, você, vocês). 
 
Sabe-se que o texto jurídico é, eminentemente, persuasório; dirige-se, especificamente, ao 
receptor; dele se aproxima para convencê-lo a mudar de comportamento, para alterar condutas já 
estabelecidas, suscitando estímulos, impulsos para provocar reações no receptor. 
 
O discurso persuasório apresenta duas vertentes: a vertente autoritária e a vertente exortativa. A 
vertente autoritária é típica do discurso jurídico; basta atentar-se para o Código Penal e para expressões 
como: “intime-se, “afixe-se e cumpra-se”, “revoguem-se as disposições em contrário”, “arquive-se”, 
conduzir “sob vara” ou manu militari, “justiça imperante” e muitas outras. Monteiro (1967, p14) é taxativo: 
“Além de comum a lei é, por igual, „obrigatória‟. Ela ordena e não exorta (jubeat non suadeat); também 
não teoriza. Ninguém se subtrai ao seu tom imperativo e ao seu campo de ação.” Já a vertente exortativa 
é utilizada mais pelos textos publicitários que, para maior efeito, apelam para a linguagem poética. O 
discurso persuasório coercitivo, autoritário, já caracterizou a igreja católica que hoje usa mais o discurso 
exortativo. 
 
 
30 
 
FUNÇÃO FÁTICA 
 Tem como propósito prender a atenção do destinatário visando prolongar a comunicação, testando 
o canal com frases do tipo “veja bem”, “entendeu?”,”certo?” “olha aqui”, etc. O principal exemplo é o 
diálogo. 
 
FUNÇÃO POÉTICA 
 Quando a intenção do produtor do texto está voltada para a própria mensagem,para uma especial 
arrumação das palavras, quer na escolha, quer na combinação delas, quer na organização sintática da 
frase, temos a função poética da linguagem. É a função em que a mensagem é centrada na poesia, ou 
melhor, na linguagem poética, em que aparecem elementos como o ritmo, a sonoridade, o belo e 
inusitado das imagens. E importante lembrar que a função poética não é exclusiva da poesia é também 
encontrada em textos de prosa, em anúncios publicitários ou na linguagem cotidiana. Nestes casos, ela 
não será a função dominante. 
 
FUNÇÃO METALINGUÍSTICA 
 É a linguagem falando da linguagem. É a metalinguagem. Nas avaliações, nos trabalhos escolares 
estamos sempre elaborando definições, estamos “explicando com as nossas palavras” alguma coisa. A 
análise de um texto, por exemplo, é um exercício de metalinguagem. A preocupação do emissor está 
voltada para o próprio código, isto é, o tema da mensagem é o próprio código. A mensagem é utilizada 
para explicar o código. Ocorre metalinguagem quando se dá uma definição, um conceito, quando se 
explica ou se pede explicação sobre o conteúdo da mensagem, ou seja, o código explica o código. E 
como se um filme falasse do filme, a peça de teatro falasse do teatro, a poesia falasse do ato de 
escrever. É a linguagem do dicionário, do vocabulário, no nosso caso, jurídico, centrada em códigos. A 
função metalinguística da linguagem, em que o código retorna ao próprio código, está presente em 
nosso dia-a-dia e desempenha um papel importante em nossos textos e conversas. 
 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Identifique os elementos das seguintes situações de comunicação: 
 
a) Pronunciamento do presidente em cadeia nacional de rádio e TV no Dia do Trabalhador. 
emissor: ___________________________________________________________________ 
receptor:___________________________________________________________________ 
mensagem: _________________________________________________________________ 
código: ____________________________________________________________________ 
canal: _____________________________________________________________________ 
referente: __________________________________________________________________ 
 
b) Editorial de um jornal comentando o pronunciamento do presidente. 
emissor: ___________________________________________________________________ 
receptor:___________________________________________________________________ 
mensagem: _________________________________________________________________ 
código: ____________________________________________________________________ 
canal: _____________________________________________________________________ 
referente: __________________________________________________________________ 
 
c) Um estudante ao telefone convidando um colega de turma para ir ao jogo de futebol no próximo fim de 
semana. 
emissor: ___________________________________________________________________ 
receptor:___________________________________________________________________ 
mensagem: _________________________________________________________________ 
código: ____________________________________________________________________ 
canal: _____________________________________________________________________ 
referente: __________________________________________________________________ 
 
2. 
 
a) João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que 
não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de 
31 
 
desastre. Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J.Pinto Fernandes que não tinha 
entrado na história. (“Quadrilha” DRUMMOND. In Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1988, p. 20) 
Função ____________________________, ênfase _____________________________ 
 
b)“Deus ajuda a quem madruga.” 
Função ____________________________, ênfase _____________________________ 
 
c)“Agora posso dizer o que quiser; dizer que amo, dizer que odeio. Não preciso ser politicamente correto, 
no sentido da ética pública”. (Gilberto Gil, cantor e compositor, livre do peso do Ministério da Cultura. 
Revista Veja, 13 de agosto de 2008, p.55) 
Função ____________________________, ênfase _____________________________ 
 
d) Ao economista americano James Heckman, 65 anos, deve-se a criação de uma série de métodos 
precisos para avaliar o sucesso de programas sociais e de educação, trabalho pelo qual recebeu o 
prêmio Nobel, em 2000. Nessa data, Heckman estava no Rio de Janeiro, numa das dezenas de visitas 
que já fez ao Brasil. Achou que fosse trote quando lhe disseram da premiação.” 
Função_______________________, ênfase_________________________________________ 
 
e) “O Mc. Donald´s não pensa só no que seus filhos querem. Pensa no que você quer para os seus 
filhos.” 
Função_____________________________________, ênfase________________________________ 
 
3. Analise a composição dos textos a seguir. 
 
TEXTO I 
 
Samba de Uma Nota Só 
(Tom Jobim e Newlon Mendonça) 
 
Eis aqui este sambinha feito numa nota só. 
Outras notas vão entrar, mas a base é uma só. 
Esta outra é consequência do que acabo de dizer. 
Como eu sou a consequência inevitável de você. 
Quanta gente existe por aí que fala tanto e não diz nada, 
 
Ou quase nada. 
Já me utilizei de toda a escala e no final não sobrou nada, 
 
Não deu em nada. 
E voltei pra minha nota como eu volto pra você. 
Vou contar com uma nota como eu gosto de você. 
E quem quer todas as notas: ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. 
Fica sempre sem nenhuma, fique numa nota só. 
 
TEXTO II 
 
Pronome 
Pro.no.me 
sm (lat pronomen) Gram. Palavra usada em lugar de um substantivo ou nome para designar pessoas ou 
coisas antes nomeadas, podendo indicar-lhe a pessoa gramatical. P. Adjetivo: o que se junta a um 
substantivo. P. apassivador, Gram.: o pronome oblíquo átono da 3ª pessoa gramatical, se, quando, em 
vez de indicar o objeto reflexivo, constitui, com o verbo, uma espécie de voz passiva. 
(Fonte: http://michellis.uol.com.br Adaptado. Acesso em 26 fev. 2012) 
 
Apesar de serem textos de gêneros completamente distintos, o primeiro, uma letra de uma canção e o 
segundo, um verbete de dicionário eletrônico, é possível afirmar que o ponto de intersecção entre ambos 
é a predominância da função da linguagem que os estrutura. Sobre isso, é correto afirmar que são 
exemplos: 
 
a) de textos em função referencial, em que o contexto compartilhado entre os interlocutores é o núcleo 
da mensagem, no caso, o samba e os pronomes. 
32 
 
b) de textos em função poética, em que a composição da mensagem é fundamental para gerar efeitos de 
sentido, e chamar a atenção do interlocutor, no caso, o uso da escala musical e a organização da 
definição de pronome. 
c) de textos em função conativa, em que a intenção do emissor é levar o interlocutor a tomar uma atitude 
perante determinada questão, no caso, a canção e a língua portuguesa. 
d) de textos em função metalinguística, em que o emissor emprega a linguagem com vistas em pensar 
na própria linguagem, no caso, a composição musical pela letra da canção e a definição de certo 
elemento gramatical pelos próprios elementos da língua. 
e) de textos em função emotiva, em que o emissor se estabelece como o principal elemento do processo 
de comunicação e marca sua importância por meio da seleção de recursos de linguagem, como os 
pronomes na letra da canção e os pronomes no uso da língua portuguesa. 
 
4. Qual a função da linguagem comum às duas tirinhas? 
História 1 
 
 
História 2 
 
 
5. Reconheça nos textos a seguir as funções da linguagem: 
a. “ O risco maior que as instituições republicanas hoje correm não é o de se romperem, ou serem 
rompidas, mas o de não funcionarem e de desmoralizarem de vez, paralisadas pela sem-
vergonhice, pelo hábito covarde de acomodação e de complacência. Diante do povo,diante do 
mundo e diante de nós mesmos, o que é preciso agora é fazer funcionar corajosamente as 
instituições para lhes devolver a credibilidade desgastada. O que é preciso ( e já não há como 
voltar atrás sem avacalhar e emporcalhar ainda mais o conceito que o Brasil faz de si mesmo) é 
apurar tudo que houver a ser apurado, doa a quem doer.” ( O Estado de São Paulo) 
b. O verbo infinitivo ( Vinícius de Morais) 
 
Ser criado, gerar-se, transformar 
O amor em carne e a carne em amor; nascer 
Respirar, e chorar, e adormecer 
E se nutrir para poder chorar 
 
 Para poder nutruir-se; e despertar 
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir 
E então sorrir para poder chorar. 
 
E crescer, e saber, e ser, e haver 
E perder, e sofrer, e ter horror 
De ser e amar, e se sentir maldito 
 
E esquecer tudo ao vir um novo amor 
E viver esse amor até morrer 
E ir conjugar o verbo até o infinito... 
 
c. “ Para fins de linguagem a humanidade se serve, desde os tempos pré-históricos, de sons a que 
se dá o nome genérico de voz, determinados pela corrente de ar expelida dos pulmões no 
33 
 
fenômeno vital da respiração, quando, de uma ou outra maneira, é modificada no seu trajeto até 
a parte exterior da boca.” ( Matoso Câmara Jr.) 
 
d. “ – Que coisa, né? 
 - É, Puxa vida! 
 - Ora, droga! 
 - Bolas! 
 - Que troço! 
 - Coisa de louco! 
 - É!” 
 
e. “Fique afinado com seu tempo. Mude para Col. Ultra lights.” 
 
f. “ Sentia um medo horrível e ao mesmo tempo desejava que um grito me anunciasse qualquer 
acontecimento extraordinário. Aquele silêncio, aqueles rumores comuns, espantavam-me. Seria 
tudo ilusão? Findei a tarefa, ergui-me, desci os degraus e fui espalhar no quintal os fios da 
gravata. Seria tudo ilusão? ... Estava doente, ia piorar, e isto me alegrava. Deitar-me, dormir, o 
pensamento embaralhar-se longe daquelas porcarias. Senti uma sede horrível... Quis ver-me no 
espelho. Tive preguiça, fiquei pregado à janela, olhando as pernas dos transeuntes.” ( Graciliano 
Ramos) 
g. “ – Que quer dizer pitosga? 
 - Pitosga significa míope. 
 - E o que é míope? 
 - Míope é o que vê pouco.” 
 
3. No texto abaixo identifique as funções da linguagem: 
 
a. “Gastei trinta dias para ir do Rossio Grande ao coração de Marcela, não já cavalgando o corcel do 
cego desejo, mas o asno da paciência, a um tempo manhoso e teimoso. Que, em verdade, há dois 
meios de granjear a vontade das mulheres: o violento, como o touro da Europa, e o insinuativo, como o 
cisne de Leda e a chuva de ouro de Dânea, três inventos do padre de Zeus, que, por estarem fora de 
moda, aí ficam trocados no cavalo e no asno.” ( Machado de Assis) 
b. “ O homem letrado e a criança eletrônica não mais têm linguagem comum.” ( Rose Marie Muraro) 
c.“ O discurso comporta duas partes, pois necessariamente importa indicar o assunto de que se trata, e 
em seguida a demonstração. (...) A primeira destas operações é a exposição; a segunda, a prova.” ( 
Aristóteles) 
d. Amigo Americano é um filme que conta a história de um casal que vive feliz com o seu filho até o dia 
em que o marido suspeita estar sofrendo de câncer. 
e.“Se um dia você for embora 
Ria se teu coração pedir 
Chora se teu coração mandar.” ( Danilo Caymmi & Ana Terra) 
f.“Olá, como vai? 
Eu vou indo e você, tudo bem? 
Tudo bem, eu vou indo em pegar um lugar no futuro e você? 
Tudo bem, eu vou indo em busca de um sono tranquilo...” ( Paulino da Viola) fática 
 
6. ACENTUAÇÃO GRÁFICA E O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO 
Regras de Acentuação Gráfica: 
 
Caso Quando acentuar Exemplo Observações 
 
 
Proparoxítona 
 
 
SEMPRE 
 
simpática 
lúcido 
sólido 
cômodo 
 
 
1) O acento utilizado pode diferir 
segundo a região: 
acadêmico (BR) 
académico (PT). 
 
 
34 
 
 
 
 
 
 
 
Paroxítonas 
 
 
 
 
terminadas em: 
 
R, X, N, L 
PS 
I(S), U(S) 
UM, UNS 
OM, ON(S) 
Ã(S), ÃO(S) 
Ditongo 
 
 
 
 
 
 
 
 
caráter, 
látex 
hífen 
fácil 
bíceps 
táxi 
vírus 
álbum(ns) 
rádom 
ímã 
órfãos 
árduos 
 
 
 
 
1) Paroxítona com terminação 
[ens] não levam acento, ex: 
pólen = acentuada 
polens = não acentuada 
 
2) Prefixo paroxítona com 
terminação [i] ou [r] não se 
acentua: 
arqui-inimigo, 
semianalfabeto, 
antiterrorismo, 
super-homem, 
inter-relação, 
hipertensão . 
 
3) O acento utilizado pode diferir 
segundo a região, ex: 
gêmeo, fêmea (Brasil) 
gémeo, fémea (Portugal). 
 
Bizu: 
-Ditongom, PsIU! 
-Um? 
-NÃÃo, ReLaXe! 
 
 
 
 
 
 
Oxítonas 
 
 
terminadas em: 
 
A(S) 
E(S) 
O(S) 
EM, ENS 
 
 
 
vatapá 
igarapé 
avô 
refém 
parabéns 
1) Terminadas em [i(s)] ou [u(s)] 
não possuem acentuação 
gráfica: caqui, cupuaçu. 
 
2) O acento utilizado pode diferir 
segundo a região: 
caratê, nenê (Brasil); 
caraté, nené (Portugal). 
 
3) Lembre-se de colocar acentos 
em verbos na 
forma oxítona acrescidos de 
pronome, ex: lembrá-lo 
colocá-lo 
fazê-lo 
Monossílabos tônicos terminação: 
A(S) 
E(S) 
O(S) 
vá, pás 
pé, mês 
pó, pôs 
 
 
 
 
 
 
Í(S) e Ú(S) 
em hiatos 
 
 
 
 
Í(S) e Ú(S) 
levam acento 
quando formam 
hiato 
 
saída 
saúde 
aí 
Araújo 
Esaú 
Luís 
Exceções: 
1) Quando seguidos de 'nh', ex: 
ra-i-nha 
la-da-i-nha 
mo-i-nho. 
 
2) Paroxítonas precedidas de 
ditongo decrescente, ex: 
35 
 
Itaú 
baú 
Piauí 
bai-u-ca 
fei-u-ra 
mao-is-mo 
tao-is-ta 
sai-i-nha (saia pequena). 
OBS: oxítona precedida de 
ditongo acentua-se, ex: tei-ú, Pi-
au-í. 
 
 
Ditongos abertos 
 
 
ÉI(S) 
ÓI(S) 
ÉU(S) 
 
 
papéis 
herói 
céu 
Exceção: 
1) Em paroxítonas, não mais 
levam acento, ex: paranoia, 
boia, ideia. 
 
OBS.: Se cair em outra regra 
levará acento, ex: 
Méier 
destróier 
 
OO, EE 
 Voo 
Enjoo 
Leem 
Veem 
 
A acentuação nos hiatos OO e 
EE foi abolida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Acento diferencial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não mais ocorre 
acentuação 
diferencial, 
salvo algumas 
exceções 
 Exceções: 
 
PODER 
Para diferenciar passado e 
presente. Ex.: 
"Ele não pôde ir ontem, mas 
pode ir hoje". 
 
PÔR 
Para diferenciar da preposição 
"por". Ex.: 
"Vamos por um caminho frio, 
então vamos pôr casacos"; 
 
FÔRMA (facultativo) 
Para diferenciar substantivo 
"fôrma" e derivações do verbo 
"formar". Ex.: 
"Compre a fôrma para pudim que 
forma um círculo." 
 
 
 
 
 
Acento diferencial 
 
TER, VIR e seus 
derivado 
 
 
 
Na terceira 
pessoa do plural 
recebem acento 
diferencial 
circunflexo 
ele: 
 tem, 
 vem, 
 detém, 
 intervém 
 
eles: 
 
 
 
36 
 
 têm, 
 vêm, 
 detêm, 
 intervêm 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dupla pronúncia e 
Silabada 
(erro de prosódia) 
 São oxítonas 
 ureter 
 mister 
 condor 
 Nobel 
 sutil 
 
 
São paroxítonas 
 avaro 
 pudico 
 austero 
 látex 
 recorde 
 filantropo 
 misantropo 
 rubrica 
 ibero 
 biotipo 
 gratuito 
 fortuito 
 
São proparoxítonas 
 aerólito 
 bávaro 
 ínterim 
 monólito 
 lêvedo 
 arquétipo 
 protótipo 
 ímprobo 
 
 
Admitem dupla pronúncia 
 acróbata / acrobata 
 transístor / transistor 
 hieróglifo / hieroglifo 
 réptil / reptil 
 projétil / projetil 
 Oceânia / Oceaniaxérox / xerox 
 dúplex / duplex 
 tríplex / triplex 
 clítoris / clitóris 
 averígue / averigue 
 enxágue / enxague 
 delínque / delinque 
 águe / ague 
 deságue / desague 
37 
 
 apazígue / apazigue 
 averígue / averigue 
 
 
 
 
 
 
Trema 
 
 
 
 
Não mais ocorre 
 Ainda é válido para palavras de 
língua estrangeira: Dülsseldorf, 
Müler, Bündcher (Gisele). 
 
Obs.: O Trema não é acento 
gráfico. É um sinal diacrítico / 
notação léxica. 
 
Uso do Hífen 
Tem se discutido muito a respeito do Novo Acordo Ortográfico e a grande queixa entre os que usam a 
Língua Portuguesa em sua modalidade escrita tem gerado em torno do seguinte questionamento: “por 
que mudar uma coisa que a gente demorou um tempão para aprender?” Bom, para quem já dominava a 
antiga ortografia, realmente essa mudança foi uma chateação. Quem saiu se beneficiando foram os que 
estão começando agora a adquirir o código escrito, como os alunos do Ensino Fundamental I. 
Se você tem dificuldades em memorizar regras, é inútil estudar o Novo Acordo comparando “o antes e o 
depois”, feito revista de propaganda de cosméticos. O ideal é que as mudanças sejam compreendidas e 
gravadas na memória: para isso, é preciso colocá-las em prática. 
Não precisa mais quebrar a cabeça: “uso hífen ou não”? 
Regra Geral 
A letra “H” é uma letra sem personalidade, sem som. Em “Helena”, não tem som; em "Hollywood”, tem 
som de “R”. Portanto, não deve aparecer encostado em prefixos: 
 pré-história 
 anti-higiênico 
 sub-hepático 
 super-homem 
Então, letras IGUAIS, SEPARA. Letras DIFERENTES, JUNTA. 
Anti-inflamatório neoliberalismo 
Supra-auricular extraoficial 
Arqui-inimigo semicírculo 
sub-bibliotecário superintendente 
Quanto ao "R" e o "S", se o prefixo terminar em vogal, a consoante deverá ser dobrada: 
suprarrenal (supra+renal) ultrassonografia (ultra+sonografia) 
minissaia antisséptico 
contrarregra megassaia 
Entretanto, se o prefixo terminar em consoante, não se unem de jeito nenhum. 
 Sub-reino 
 ab-rogar 
 sob-roda 
ATENÇÃO! 
38 
 
Quando dois “R” ou “S” se encontrarem, permanece a regra geral: letras iguais, SEPARA. 
super-requintado super-realista 
inter-resistente 
CONTINUAMOS A USAR O HÍFEN 
Diante dos prefixos “ex-, sota-, soto-, vice- e vizo-“: 
Ex-diretor, Ex-hospedeira, Sota-piloto, Soto-mestre, Vice-presidente , Vizo-rei 
Diante de “pós-, pré- e pró-“, quando TEM SOM FORTE E ACENTO. 
pós-tônico, pré-escolar, pré-natal, pró-labore 
pró-africano, pró-europeu, pós-graduação 
Diante de “pan-, circum-, quando juntos de vogais. 
Pan-americano, circum-escola 
OBS. “Circunferência” – é junto, pois está diante da consoante “F”. 
NOTA: Veja como fica estranha a pronúncia se não usarmos o hífen: 
Exesposa, sotapiloto, panamericano, vicesuplente, circumescola. 
ATENÇÃO! 
Não se usa o hífen diante de “CO-, RE-, PRE” (SEM ACENTO) 
Coordenar reedição preestabelecer 
Coordenação refazer preexistir 
Coordenador reescrever prever 
Coobrigar relembrar 
Cooperação reutilização 
Cooperativa reelaborar 
O ideal para memorizar essas regras, lembre-se, é conhecer e usar pelo menos uma palavra de cada 
prefixo. Quando bater a dúvida numa palavra, compare-a à palavra que você já sabe e escreva-a duas 
vezes: numa você usa o hífen, na outra não. Qual a certa? Confie na sua memória! Uma delas vai te 
parecer mais familiar. 
REGRA GERAL (Resumindo) 
Letras iguais, separa com hífen(-). 
Letras diferentes, junta. 
O “H” não tem personalidade. Separa (-). 
O “R” e o “S”, quando estão perto das vogais, são dobrados. Mas não se juntam com consoantes. 
 
1. EXERCÍCIOS 
 
1. Assinale a opção cuja palavra não deve ser acentuada: 
a) Todo ensino deveria ser gratuito. 
b) Não ves que eu não tenho tempo? 
c) É difícil lidar com pessoas sem carater. 
d) Saberias dizer o conteudo da carta? 
e) Recife e Caruaru são cidades que tem um grande polo de saúde. 
 
39 
 
2. Assinale a opção que contém as três, dentre as cinco palavras sublinhadas, que devem receber 
acento gráfico: 
a) Eles tem de, sozinhos, cuidar do animal, por a ração e prepara-lo para a exposição. 
b) A estrategia utilizada pelo jogador pos a rainha em perigo em tempo recorde. 
c) Saimos do tribunal, mas, por causa do tumulto, não conseguimos a rubrica dos juizes. 
d) A quimica vem produzindo novas cores para as industrias de tecido. 
e) Eles não veem o apoio que se da a qualquer pessoa que aqui vem pedir ajuda. 
 
3. "Alem do trem, voces tem onibus, taxis e aviões". 
a) 5 acentos 
b) 4 acentos 
c) 3 acentos 
d) 2 acentos 
e) 1 acento 
 
4. Assinale a alternativa em que todos os vocábulos são acentuados por serem oxítonos: 
 a) paletó, avô, pajé, café, jiló 
 b) parabéns, vêm, hífen, saí, oásis 
 c) você, capilé, Paraná, lápis, régua 
 d) amém, amável, filó, porém, além 
 e) caí, aí, ímã, ipê, abricó 
 
5. O plural de tem, dê, vê é, respectivamente: 
a) têm, dêem, vêm 
b) tem, dêem, veem 
c) têm, deem, veem 
d) têem, dêem, vêm 
e) têem, deem, vêem 
 
6. Assinale a alternativa que completa as frases: 
 I - Cada qual faz como melhor lhe ....... . 
 II - O que ....... estes frascos? 
 III - Nestes momentos os teóricos ....... os conceitos. 
 IV - Eles ....... a casa do necessário. 
 a) convém, contêm, reveem, proveem 
 b) convém, contém, revêem, provém 
 c) convém, contém, revêm, provém 
 d) convêm, contém, revêem, provêem 
 e) convêm, contêm, revêem, provêem 
 
7. As silabadas, ou erros de prosódia, são frequentes no uso da língua. Assinale a alternativa em que 
não ocorre nenhuma silabada: 
a) Eis aí um protótipo de rúbrica de um homem vaidoso. 
b) Para mim a humanidade está dividida em duas metades: a dos filântropos e a dos misântropos. 
c) Os arquétipos de iberos são mais pudicos que se pensa. 
d) Nesse ínterim chegou o médico com a contagem de leucócitos e o resultado da cultura de levêdos. 
e) Ávaro de informações, segui todas as pegadas do individuo. 
 
8.Nesta relação, as sílabas tônicas estão sublinhadas. Uma delas, porém, está sublinhada 
incorretamente. Assinale-a: 
a) in-te-rim 
b) pu-di-co 
c) ru-bri-ca 
d) gra-tui-to 
e) i-nau-di-to 
 
9. Assinale a alternativa em que todas as palavras são paroxítonas (foram omitidos os acentos): 
a) rubrica - avaro - pegada - acrobata 
b) mister - filantropo - misantropo - condor 
c) pegaso - prototipo - arquetipo - rubrica 
d) necromancia - quiromancia - ibero - nobel 
e) nenhuma das anteriores 
40 
 
 
10. Marque o item que completa corretamente a frase: Aqueles que ............... do interior, ............... a 
cidade grande como o mundo que lhes ............... . 
a) veem - vêm - convêm 
b) vêm - veem - convêm 
c) veem - vêm - convem 
d) veem - vêem - convém 
e) vêm - vem – convem 
 
11. Assinalar a alternativa correta quanto à acentuação: 
a) Para por o sotão em ordem foram necessárias duas pessoas. 
b) Aqueles índios se alimentam de raizes e andam nús pela floresta. 
c) Já faz três mêses que saí da presidência da emprêsa. 
d) O elevador só para se o botão for acionado. 
e) O remedio que combate esse virus já foi descoberto? 
 
12. Assinale o trecho que apresenta erro de acentuação gráfica: 
a) Inequivocamente, estudossociológicos mostram que, para ser eficaz, o chicote, anátema da 
sociedade colonial, não precisava bater sobre as costas de todos os escravos. 
b) A diferença de ótica entre os díspares movimentos que reivindicam um mesmo amor à natureza se 
enraízam para além das firulas das discussões político-partidárias. 
c) No âmago do famoso santuário, erguido sob a égide dos conquistadores, repousam enormes caixas 
cilíndricas de oração em forma de mantras, onde o novel na fé se purifica. 
d) O alvo da diatribe, o fenômeno da reprovação escolar, é uma tolice inaceitável, mesmo em um 
paradígma de educação deficitária em relação aos menos favorecidos. 
e) Assustada por antigas endemias rurais, a, até então, álacre sociedade brasileira tem, enfim, 
consciência do horror que seria pôr filhos em um mundo tão inóspito. 
 
13. Assinale o item em que ocorre erro ortográfico: 
a) ele mantém / eles mantêm 
b) ele dê / eles deem 
c) ela contém / elas contêm 
d) ele vê / eles veem 
e) ele contém / eles contêem 
 
14. Aponte a opção em que as duas palavras são acentuadas devido à mesma regra: 
a) saí - dói 
b) relógio - própria 
c) só – sóis 
d) dá – custará 
e) até - pé 
 
15. Assinale o item em que todas as palavras são acentuadas pela mesma regra de: também, incrível e 
caráter. 
a) alguém, inverossímil, tórax 
b) hífen, ninguém, possível 
c) têm, anéis, éter 
d) há, impossível, crítico 
e) pólen, magnólias, nós 
 
16. Assinale a alternativa em que pelo menos um vocábulo não seja acentuado: 
a) lampada, orfão, taxi, balaustre 
b) itens, parabens, alguem, tambem 
c) tactil, amago, cortex, roi 
d) papeis, onix, bau, ambar 
e) hifen, cipos, leem, pe 
 
17. Assinale a opção em que as palavras, quanto à acentuação gráfica, estejam agrupadas pelo mesmo 
motivo gramatical. 
a) problemáticos, fácil, álcool 
b) já, até, só 
41 
 
c) também, último, análises 
d) porém, detêm, experiência 
e) país, atribuíram, cocaína 
 
18. São acentuadas graficamente pela mesma razão as palavras da opção: 
a) há - até - atrás 
b) história - ágeis - você 
c) está - até - você 
d) ordinário - apólogo - insuportável 
e) mágoa - ícone – número 
 
19. Assinale o item em que as palavras estão acentuadas segundo a mesma regra: 
a) miúdo, pêndulo 
b) história, distância 
c) pedrês, porém 
d) respeitável, pálpebra 
e) Lucília, três 
 
20. Assinale com C (certo) ou E (errado): 
 
a) As palavras “negligência”, “reservatórios”, “espécie” e “equilíbrio” apresentam acentuação gráfica em 
decorrência da mesma regra gramatical. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
b) As palavras “Polícia”, “Rodoviária” e “existência” recebem acento gráfico porque são paroxítonas 
terminadas em ditongo crescente. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
c) As palavras “início” e “série” recebem acento gráfico com base em regras gramaticais distintas. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
d) Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego do acento gráfico tem justificativas gramaticais 
diferentes. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
e) As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
f) Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência” recebem acento gráfico com base na mesma regra de 
acentuação gráfica. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
g) De acordo com a ortografia oficial vigente, o vocábulo “órgãos” segue a mesma regra de acentuação 
que o vocábulo “últimos” 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
h) Os vocábulos “jurídicas”, “econômicas” e “físico” recebem acento gráfico com base em regras 
gramaticais diferentes. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
i) 
 
 
A palavra “têm” (L.5) é acentuada porque está no plural para concordar com “moradores” (L.4). 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
42 
 
 
j) O emprego do acento agudo nos vocábulos “país” e “aí” justifica-se pela mesma regra de acentuação 
gráfica. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
7. PROBLEMAS NOTACIONAIS NA LÍNGUA 
 
01. Estão corretamente empregadas as palavras na frase: 
 
a) Receba meus cumprimentos pelo seu aniversário. 
b) Ele agiu com muita descrição. 
c) O pião conseguiu o primeiro lugar na competição. 
d) Ele cantou uma área belíssima. 
e) Utilizamos as salas para realizar seções extraordinárias. 
 
02. Todas as alternativas são verdadeiras quanto ao emprego da inicial maiúscula, exceto: 
a) Nos nomes dos meses quando estiverem nas datas. 
b) No começo de período, verso ou alguma citação direta. 
c) Nos substantivos próprios de qualquer espécie 
d) Nos nomes de fatos históricos dos povos em geral. 
e) Nos nomes de escolas de qualquer natureza. 
 
03. Marque a opção cm que todas as palavras estão grafadas corretamente: 
a) enxotar - trouxa - chícara. 
b) berinjela - jiló - gipe. 
c) passos - discussão - arremesso. 
d) certeza - empresa - defeza. 
e) nervoso - desafio - atravez. 
 
04. Assinale a opção cm que a palavra está incorretamente grafada: 
a) duquesa. 
b) magestade. 
c) gorjeta. 
d) francês. 
e) estupidez. 
 
05. A alternativa que apresenta palavra grafada incorretamente é: 
a) fixação - rendição - paralisação. 
b) exceção - discussão - concessão. 
c) seção - admissão - distensão. 
d) presunção - compreensão - submissão. 
e) cessão - cassação - excurção. 
 
06. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: 
a) analizar - economizar - civilizar. 
b) receoso - prazeirosamente - silvícola. 
c) tábua - previlégio - marquês. 
d) pretencioso - hérnia - majestade. 
e) flecha - jeito - ojeriza. 
 
07. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: 
a) atrasado - princesa - paralisia. 
b) poleiro - pagem - descrição. 
c) criação - disenteria - impecilho. 
d) enxergar - passeiar - pesquisar. 
e) batizar - sintetizar - sintonisar. 
 
08. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: 
a) tijela - oscilação - ascenção. 
b) richa - bruxa - bucha. 
c) berinjela - lage - majestade. 
d) enxada - mixto - bexiga. 
43 
 
e) gasolina - vaso - esplêndido. 
 
09. Assinalar a alternativa que preenche corretamente as lacunas do seguinte período: "Em _____ 
plenária, estudou-se a _____ de terras a _____ japoneses." 
a) seção - cessão - emigrantes 
b) cessão - sessão - imigrantes 
c) sessão - secção - emigrantes 
d) sessão - cessão – imigrantes 
e) seção – sessão - imigrantes 
 
10. Assinalar a alternativa que apresenta um erro de ortografia: 
a) enxofre, exceção, ascensão 
b) abóbada, asterisco, assunção 
c) despender, previlégio, economizar 
d) adivinhar, prazerosamente, beneficente 
e) advogado, escasso, escassez 
 
11. Assinalar a alternativa correta quanto à grafia das palavras: 
a) atraz - ele trás 
b) atrás - ele traz 
c) atrás - ele trás 
d) atraz - ele traz 
e) detrás – ele trás 
 
12. Cauda/rabo, calda/açúcar derretido para doce. São, portanto, palavras homônimas. Associe as duas 
colunas e assinale a alternativa com a sequência correta. 
1 - conserto ( ) valor pago 
2 - concerto ( ) juízo claro 
3 - censo ( ) reparo 
4 - senso ( ) estatística 
5 - taxa ( ) pequeno prego 
6 - tacha ( ) apresentação musical 
a) 5-4-1-3-6-2 
b) 5-3-2-1-6-4 
c) 4-2-6-1-3-5 
d) 1-4-6-5-2-3 
e) 4-6-1-3-5-2 
 
13. Assinalar o par de palavras antônimas: 
a) pavor – pânico 
b) pânico - susto 
c) dignidade – indecoro 
d) dignidade – integridade 
e) mau - má 
 
14. O antônimo para a expressão "época de estiagem" é: 
a) tempo quente 
b) tempo de ventania 
c) estação chuvosa 
d) estação florida 
e) estação semiárida 
 
15. Quanto à sinonímia, associar a coluna da esquerda com a da direita e indicar a sequencia correta. 
1 - insigne ( ) ignorante 
2 - extático ( ) saliente 
3 - insipiente ( ) absorto 
4 - proeminente ( ) notável 
a) 2-4-3-1b) 3-4-2-1 
c) 4-3-1-2 
d) 3-2-4-1 
e) 4-1-3-2 
44 
 
 
16. A ......... de uma guerra nuclear provoca uma grande ........... na humanidade e a deixa ......... quanto 
ao futuro. 
a) Espectativa-tensão-exitante 
b) Espectiva-tenção-hesitante 
c) Expectativa-tensão-hesitante 
d) Expectativa-tenção-hezitante 
e) Espectativa-tenção-exitante 
 
17. Marque a frase em que deve ser empregada a primeira das duas palavras que aparecem entre 
parênteses: 
a) Essas hipóteses _________ das circunstâncias (emergem - imergem); 
b) Nunca o encontro na _________ em que trabalha (sessão - seção); 
c) Já era decorrido um _______ que ela havia partido, (lustre - lustro); 
d) O prazo já estava _______ (prescrito - proscrito); 
e) O fato passou completamente ________ (desapercebido- despercebido). 
 
18. Marque a frase que se completa com o segundo elemento do parênteses: 
a) A recessão econômica do país faz com que muitos _________ (emigrem - imigrem); 
b) Antes de ser promulgada, a Constituição já pedia muitos ________ (consertos - concertos); 
c) A ditadura _________ muitos políticos de oposição; (caçou - cassou); 
d) Ao sair do barco, o assaltante foi preso em ___________ (flagrante - fragrante); 
e) O juiz _________ expulsou o atleta violento (incontinenti- incontinente). 
 
19. Marque a alternativa que se completa corretamente com o segundo elemento do parênteses: 
a) O sapato velho foi restaurado com a aplicação de algumas ________ (tachas-taxas); 
b) Sílvio _________ na floresta para caçar macacos (imergiu-emergiu); 
c) Para impedir a corrente de ar, Luís _______ a porta (cerrou-serrou); 
d) Bonifácio ________ pelo buraco da fechadura (expiava-espiava); 
e) Quando foi realizado o último ________ ? (censo-senso). 
 
20. Marque a alternativa que se completa com o primeiro elemento do parênteses: 
a) A polícia federal combate o _________ de cocaína (tráfego-tráfico); 
b) No Brasil é vedada a ________ racial; embora haja quem a pratique (discriminação-descriminação); 
c) Você precisa melhorar seu __________ de humor (censo-senso); 
d) O presidente _________ antecipou a queda do muro de Berlim (ruço-russo); 
e) O balão, tremeluzindo _________ para o céu estrelado (acendeu-ascendeu). 
 
21.Em “o prefeito deferiu o requerimento do contribuinte”, o termo grifado poderia perfeitamente ser 
substituído por: 
a) apreciou; 
b) arquivou; 
c) despachou favoravelmente; 
d) invalidou; 
e) despachou negativamente. 
 
22. Observe as orações seguintes: 
I - Por que não apontas a vendedora por que foste ludibriado? 
II - A secretária não informa por que linha, de ônibus chega-se ao escritório. 
III - Por que será que o governo não divulga o porquê da inflação. 
Há erro na grafia: 
 
a) na I apenas; 
b) em duas apenas; 
c) na II apenas; 
d) na III apenas; 
e) em nenhuma. 
 
23.Complete as lacunas com (estada / estadia /onde / aonde): “_______ quer que eu me hospede, 
procuro logo saber o preço da _______, quanto custa a _______ de um carro alugado, bem como 
_______ se possa ir à noite.” 
a) aonde – estadia – estada – onde; 
45 
 
b) onde – estada – estadia – aonde; 
c) onde – estadia – estada – aonde; 
d) aonde – estada – estadia – onde; 
e) onde – estadia – estadia – aonde. 
 
24. Leia as frases abaixo: 
1 - Assisti ao ________ do balé Bolshoi; 
2 - Daqui ______ pouco vão dizer que ______ vida em Marte. 
3 - As _________ da câmara são verdadeiros programas de humor. 
4 - ___________ dias que não falo com Alfredo. 
 
Escolha a alternativa que oferece a sequencia correta de vocábulos para as lacunas existentes: 
a) concerto – há – a – cessões – há; 
b) conserto – a – há – sessões – há; 
c) concerto – a – há – seções – a; 
d) concerto – a – há – sessões – há; 
e) conserto – há – a – sessões – a . 
 
25. Reescreva, preenchendo as lacunas com (por que / porque / porquê / por quê). 
- _________ é que você disse pra ele? 
- Pra falar a verdade, eu nem sei bem ________ . 
- Não será _______ tem inveja dele? 
- Acho que não, até ________ eu nem guardo rancor dele. 
- Ora, deve haver um ________ para esse tipo de comportamento. Concorda? 
- Pode ser, acho _______ tenho sido imaturo. 
a) por que – por quê – por que – porque – porquê –porque; 
b) por quê – por que – por quê – por quê – porquê –por que; 
c) por que – por que – por que – porque – por quê –porque; 
d) porque – porque – porque – porque – por quê –por que; 
e) porquê – por quê – por quê – por quê – porquê –porque. 
 
26. Preencha as lacunas, usando corretamente (expiar/ espiar / eminentes / iminentes): 
“Na época do arbítrio, era comum a prática de________ a conduta pessoal de _______ figuras da 
esquerda resistente; instalavam-se câmaras secretas ou grampos telefônicos, de modo a prender, 
torturar e quase sempre executar barbaramente os “pseudo-subversivos”, como forma de ________ 
todas as formas de oposição ao regime, que via em tudo, tramas para _______ conspirações. 
a) expiar – iminentes – expiar – eminentes; 
b) expiar – eminentes – espiar – iminentes; 
c) espiar – iminentes – expiar – eminentes; 
d) expiar – eminentes – expiar – iminentes; 
e) espiar – eminentes – expiar – iminentes. 
 
27. Complete as lacunas,usando corretamente (infringir / inflingir / retificar / ratificar / absolver / 
absorver): 
“A aplicação da pena de morte, como forma de punir aqueles que costumam _______ as leis, não 
parece ser a melhor forma de ________ a aplicação da penalidade. Até por que se executando o 
condenado, fica impossível __________ uma possível falha judicial que possa ter havido. Agindo dessa 
forma, só iríamos ________ as falhas irreparáveis, cometidas em outros países, onde a tal pena capital é 
adotada. 
Melhor seria se decidíssemos ________ os erros que os outros já cometeram e deixar o réu com vida, 
para que os advogados tenham como o ________ caso seja inocente.” 
 
a) infringir – infligir – retificar – ratificar – absorver – absolver; 
b) infligir – infringir – ratificar – retificar – absorver – absolver; 
c) infringir – infligir – retificar – ratificar – absolver – absorver; 
d) infligir – infringir– retificar – ratificar – absorver – absolver; 
e) infringir – infligir – ratificar – retificar – absolver – absorver. 
 
28.A frase que se completa com a primeira forma colocada entre parênteses é: 
a) até hoje não se abriu nenhum _________ quanto ao assunto; (procedente-precedente). 
b) se enganos houve, que sejam prontamente __________ ; (ratificados - retificados). 
c) os bombeiros andavam às voltas com o __________ perigo; (eminente - iminente). 
46 
 
d) as rosas deixaram uma suave __________ no ar; (flagrância - fragrância). 
e) a atitude do aluno ________ o regulamento. (infringiu- infligiu). 
 
29. Escolha a alternativa que completa adequadamente os espaços abaixo: 
Você não vai conosco? ______ ? 
.____ ele não veio? 
Não descubro o _______ da atitude do meu pai. 
Explique _________ . 
Não compreendo _______ motivo não vieram ainda. 
Não saia, _________ preciso falar-lhe. 
 
a) por quê, por que, porquê por quê, por que, porque; 
b) por que, por quê, porque por quê, por quê, porquê 
c) por quê, por quê, porque, porquê, por quê, por quê; 
d) por que, porquê, por que, porque, por que, por quê; 
e) porque, porque, por quê, por que, por que, porque. 
 
30.A concordância verbal que a norma culta da língua não aceita está na seguinte frase: 
a) As Minas Gerais geram conflitos. 
b) Mais de um político foi escolhido. 
c) Deu seis horas no relógio da sala. 
d) Faz muitos meses que ela viajou. 
e) Fui eu quem sentiu a dúvida. 
 
31.Selecione a opção cujas palavras preenchem de forma correta as lacunas do parágrafo abaixo. 
___ muitos meses do término da cobrança do imposto - em 31 de dezembro de 1994, ainda existem 
algumas providências ___ serem tomadas. Os técnicos preparam, ___ alguns meses, uma instrução 
normativa para obrigar as entidades filantrópicas ___ se identificaremjunto ___ Receita. 
 
a) Há – à – a – à – à; 
b) A – há – há – à – a 
c) A – à – há – à – à 
d) A – a – há – a – à 
e) Há – a – à – a – à 
 
08. PONTUAÇÃO 
1 - Ponto (.) 
Quando utilizar o ponto simples: 
a) Para indicar o fim de um período simples, de uma frase com sentido completo. 
Nada mais tenho a dizer. 
b) Para abreviar: 
Sr., a.C., num., adj., etc. 
 
2 – Ponto de Interrogação (?) 
Quando utilizar a ponto de interrogação: 
a) Para realizar perguntas. 
Você quer perguntar alguma coisa? 
b) Pode-se utilizar desta pontuação para indicar diversos sentimentos (surpresa, indignação, 
expectativa): 
Os alagoanos elegeram Renan Calheiros? (atitude de indignação) 
O presidente não sabia do mensalão? (surpresa) 
O Brasil ganha a copa? (expectativa) 
 
3 – Ponto de Exclamação (!) 
Quando utilizar o ponto de exclamação: 
a) Para expressar sentimentos tais como: empolgação, súplica, reclamação, surpresa, horror: 
Vamos sair do Brasil! (empolgação) 
Por favor, votem direito! (súplica) 
Mais rápido, amor! (reclamação) 
Que negócio grande! (surpresa) 
47 
 
Que horror! (horror) 
b) Para interjeições e locuções interjetivas: 
Oh! Meu Deus! É só você e eu. 
Eu te amo, caramba! 
c) Depois de vocativos: 
Você consegue, garoto! 
Se liga, menino! 
 
4 - Reticências (…) 
Quando utilizar as reticências: 
a) Para suprimir trechos: 
Era uma vez (...) e viveram felizes para sempre. 
b) Para indicar interrupção ou continuidade: 
E veio uma sensação de alegria, euforia, felicidade... 
Eu gostei do novo técnico, mas dos novos jogadores... 
 
5 - Parênteses ( ) 
Quando utilizar os parênteses: 
a) Na indicação de fontes bibliográficas: 
“47, 82% dos professores entrevistados usa exclusivamente o livro didático em suas aulas, ou cópia 
de textos (57,65%)” (Brasil, 2002, p.70). 
b) Para expor uma sigla: 
Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 
c) Para uma explicação: 
(...)pela forma como o fluxo da fala (suprassegmento – pausas, entoação, qualidade da voz, ritmo, 
velocidade da fala) é produzido. 
 
6 – Dois pontos (:)Quando utilizar os dois pontos: 
a) Para fazer uma citação ou introduzir uma fala: 
Dilma foi vaiada porque declarou: “Me impressionou como a tecnologia pode ajudar os portadores de 
deficiência”. 
b) Para indicar explicação ou resumo do que foi dito: 
É o país do carnaval, bunda e futebol: Brasil. 
c) Quando se quer indicar uma enumeração: 
O Brasil não progride porque só lhe interessa: carnaval, bunda e futebol. 
d) Na introdução de exemplos, notas e observações. 
Obs.: Não use linguagem coloquial em correspondências oficiais. 
e) Antes de orações apositivas: 
Viverás para Deus com uma condição: que morra para o mundo. 
 
f) Em invocações de correspondências: 
Prezados Senhores: 
 Convido-lhes para o meu aniversário dia 30 de Fevereiro. 
 
g) Em citações e referências: 
Parafraseando Vinicius de Moraes: “Tristeza não tem sim, felicidade não tem fim”. 
 
7 – Ponto e Vírgula (;) 
Quando utilizar o ponto e vírgula: 
a) Para separar itens: 
O(a) empregador(a) poderá descontar dos salários do(a) empregado(a): 
a. até 6% do salário contratado, limitado ao montante de vales-transportes recebidos; 
b. os adiantamentos concedidos mediante recibo; 
c. faltas injustificadas, com consequências, inclusive, no número de dias de férias a que o(a) 
empregado(a) tem direito. 
b) Este sinal de pontuação pode ser usado para evitar o excesso de vírgulas quando for preciso 
separar orações coordenadas que já possuem vírgulas: 
Ela não comentou nada, apenas olhou nos meus olhos, sentou-se ao meu lado; queria ficar comigo. 
Quando criança, roubava queimado; moço, roubava armado; agora, adulto, político formado. 
Vote em qualquer um; fique, depois, arrependido. 
48 
 
c) Para separar antítese: 
Muitos querem; poucos podem. 
Uns mandam; outros trabalham. 
d) Para dar maior pausa a conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, etc.): 
O time estava completo; porém, perdeu o jogo. 
USO DA VÍRGULA 
Em estruturas específicas: 
 
a) Para separar os nomes dos locais de datas: 
Salvador, 11 de julho de 2012. 
b) Em correspondências, após a saudação. 
Atenciosamente, 
Com amor, 
 
A vírgula no interior da oração: 
a) Para separar termos com mesma função sintática: 
O político é ladrão, traidor e enganador. (vírgula separando predicativos) 
A criança brincou, correu, pulou e, enfim, dormiu. (vírgula separando verbos) 
b) Para separar o vocativo: 
Brasileiro, venha catar o cocô do seu cão! 
c) Para separar o aposto: 
O João, brasileiro típico, jogou seu lixo pela janela do carro. 
d) Após termos deslocados: 
1. Complemento do verbo deslocado: 
Ela viu uma forte paixão naqueles olhos. 
Uma forte paixão, ela viu naqueles olhos. 
e) Para separar conjunção, termo explicativo e termos que servem como conectivos. (mas, contudo, 
logo, por exemplo, ou seja, aliás, etc.): 
Nós viajamos para Madrid, aliás, para Vigo. 
f) Para indicar um elemento elíptico no período: 
Uma disse que era um urso, a outra, que era um lobo. 
 
A vírgula entre orações: 
a) Para separar oração intercalada: 
Nenhuma pesquisa, que saibamos, explorou tal assunto. 
Então publique um artigo, respondi prontamente. 
 
b) Em orações subordinada adjetiva: 
I. Explicativa – Ficam isoladas por vírgula. 
Os críticos, que não são perfeccionistas, não perceberam o erro na restauração da pintura. 
II. Restritiva – Proibido anteceder com vírgula. 
Os críticos que não são perfeccionistas não perceberam o erro na restauração da pintura. 
O Iron Man é o herói que mais cativou no filme. 
e) Orações subordinadas substantivas são separadas por vírgula: 
I) Quando antepostas à principal. 
"É necessário que pensem rápido.” 
"Que pensem rápido, é necessário.” 
f) Orações reduzidas: 
I) Oração reduzida de gerúndio: Nas antecipadas, a vírgula é obrigatória. Quando possuir valor de 
coordenada aditiva, deve estar isolada por vírgula. Quando possuir valor de subordinada adjetiva ou 
adverbial não se deve colocar vírgula: 
Liguei para o Palácio, tentando contactar Dilma. (aditiva) 
Jogando granadas, você matará aquelas aranhas. (deslocada) 
Você matará aquelas aranhas jogando granadas. (OSAdv.)(caso jogue granadas) 
O homem, virando zumbi, suicidou-se. (OSAdj.)( que virava Zumbi) 
 
 
49 
 
Outros casos: 
1. Aditivas – Não antecedidas por vírgula: [e, nem, ou, mas] com valor aditivo. 
Não apenas eu mas também ele vimos. 
Nem eu nem ele vimos. 
2. Adversativas – Antecedidas por vírgula e quando deslocadas ficam entre vírgulas. 
Comprarei, mas quero desconto. 
3. A conjunção [e] apresenta casos específicos no uso da vírgula: 
a. Quando as orações possuem sujeitos diferentes: 
Conheça a si e ao inimigo, e ninguém vencerá você. 
b. Quando houver repetição da conjunção (polissíndeto): 
E canta, e dança, e imita, e tudo faz. 
c) Quando possuir valor não aditivo: 
Treinou tanto, e ainda foi reprovado. (adversativo) 
d) Quando houver aposto, termo ou expressão deslocados ou intercalados: 
Dilma, a presidenta, e seus 40 ladrões afundaram o país. 
Tendo decidido, e nada mudaria tal decisão, desistiu. 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Dê o significado de cada frase abaixo, de acordo com a posição da vírgula: 
1) Não, espere. 
 Não espere. 
2) Aceito, obrigada. 
 Aceito obrigada. 
3) Isso só, ele resolve. 
 Isso só ele resolve. 
4) Esse, juiz, é corrupto. 
 Esse juiz é corrupto. 
5) Vamos perder, nada foi resolvido. 
 Vamos perder nada, foi resolvido. 
6) Não queremos saber. 
 Não, queremos saber. 
7) Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, andaria de quatro a sua procura. 
 Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher andaria de quatro a sua procura. 
 
 
02. Verifique a pontuação adequada nas afirmações abaixo, assinalando verdadeiro (V)ou falso (F): 
 
a) Sem reforma, social, as desigualdades entre as cidades brasileiras, crescerão sempre... 
b) No Brasil, a diferença social é motivo de constante preocupação. 
c) O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste no IBGE. 
d) Tenho esperanças, pois a situação econômica não demora a mudar. 
e) Ainda não houve tempo, mas, em breve, as providências serão tomadas. 
f) O sol que é uma estrela, é o centro do nosso sistema planetário. 
g) Ele, modestamente se retirou. 
h) Você pretende cursar Medicina; ela, Odontologia. 
i) Confessou-lhe tudo; ciúme, ódio, inveja. 
j)Estas cidades se constituem, na maior parte de imigrantes alemães. 
k) "Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade". 
l) Eu tinha, o juízo fraco, e em vão tentava emendar-me: provocava risos, muxoxos, palavrões. 
m) A estes, porém, o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros, sem que este riso os 
impeça de conservar as suas roupas e o seu calçado. 
n) Os candidatos, em fila, aguardavam ansiosos o resultado do concurso. 
o) Em fila, os candidatos, aguardavam, ansiosos, o resultado do concurso. 
p) Ansiosos, os candidatos aguardavam, em fila, o resultado do concurso. 
q) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do concurso, em fila. 
r) Os candidatos, aguardavam ansiosos, em fila, o resultado do concurso. 
s) Precisando de mim, procure-me; ou melhor, telefone, que eu venho. 
t) José dos Santos, paulista 23 anos, vive no Rio. 
u) José dos Santos, paulista 23 anos vive, no Rio. 
v) José dos Santos, paulista, 23 anos, vive no Rio. 
50 
 
w) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que, 
mesmo sérias, trazem impresso constante sorriso. 
x) Em suma, poderia dever algumas atenções, mas não devia um real ninguém. 
y) Precisando de meu auxílio, por favor, não hesite em chamar-me. 
z) Apesar de toda a atenção, o fato passou despercebido a todos. 
 
03. Qual das alternativas abaixo apresenta a pontuação correta: 
a) Eram frustradas, insatisfeitas; além disso, seus conhecimentos eram duvidosos. 
b) Eram frustradas, insatisfeitas, além disso seus conhecimentos eram duvidosos. 
c) Eram frustradas; insatisfeitas: além disso, seus conhecimentos eram duvidosos. 
d) Eram frustradas, insatisfeitas: além disso, seus conhecimentos eram duvidosos. 
e) Eram frustradas, insatisfeitas, além disso, seus conhecimentos eram duvidosos. 
 
04.Assinale a alternativa em que o texto está pontuado corretamente: 
a) Matias, cônego honorário e pregador efetivo, estava compondo um sermão quando começou o idílio 
psíquico. 
b) Matias cônego honorário, e pregador efetivo estava compondo um sermão quando começou o idílio 
psíquico. 
c) Matias, cônego honorário e pregador efetivo, estava compondo um sermão, quando começou o idílio 
psíquico. 
d) Matias cônego honorário e pregador efetivo, estava compondo um sermão, quando começou, o idílio 
psíquico. 
e) Matias, cônego honorário e, pregador efetivo, estava compondo um sermão quando começou o idílio 
psíquico. 
 
05. Assinale o período que está pontuado corretamente: 
a) Solicitamos aos candidatos que respondam às perguntas a seguir, importantes para efeito de 
pesquisas relativas aos vestibulares. 
b) Solicitamos aos candidatos, que respondam, às perguntas a seguir importantes para efeito de 
pesquisas relativas aos vestibulares. 
c) Solicitamos aos candidatos, que respondam às perguntas, a seguir importantes para efeito de 
pesquisas relativas aos vestibulares. 
d) Solicitamos, aos candidatos que respondam às perguntas a seguir importantes para efeito de 
pesquisas relativas aos vestibulares. 
e) Solicitamos aos candidatos, que respondam às perguntas, a seguir, importantes para efeito de 
pesquisas relativas aos vestibulares. 
 
06.Assinale a alternativa em que o texto esteja corretamente pontuado: 
a) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem chapéu 
trazendo pela mão, uma menina de quatro anos. 
b) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito, baixo, sem chapéu, 
trazendo pela mão, uma menina de quatro anos. 
c) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo, sem chapéu, 
trazendo pela mão uma menina de quatro anos. 
d) Enquanto eu, fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem chapéu, 
trazendo pela mão uma menina de quatro anos. 
e) Enquanto eu fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito baixo, sem chapéu 
trazendo, pela mão, uma menina de quatro anos. 
 
07. Assinale a opção em que está corretamente indicada a ordem dos sinais de pontuação que devem 
preencher as lacunas da frase ao lado: Quando se trata de trabalho científico - duas coisas devem ser 
consideradas - uma é a contribuição que o trabalho oferece - a outra é o valor prático que possa ter. 
a) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula 
b) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula 
c) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula 
d) ponto e vírgula, dois pontos, ponto e vírgula 
e) ponto e vírgula, vírgula e vírgula 
08. Assinale a frase de pontuação errada: 
a) José, venha cá. 
b) Paulo, o mais moço da família, é o mais esperto. 
51 
 
c) Ao acabar as aulas, os alunos se retiraram. 
d) Os professores, os alunos, o diretor e os funcionários saíram. 
e) São Paulo 22 de março de 1952. 
 
09. Assinale o período de pontuação correta: 
a) Se alguém vier com perguntas a que você não sabe responder, será mais honesto dizer que vai 
estudar o assunto. 
b) Se alguém, vier com perguntas a que você não sabe, responder, será mais honesto dizer que vai 
estudar o assunto. 
c) Se alguém vier, com perguntas a que você não sabe responder será, mais honesto, dizer que vai 
estudar o assunto. 
d) Se, alguém vier com perguntas, a que você não sabe responder, será, mais honesto, dizer que vai 
estudar o assunto. 
e) Se alguém vier com perguntas a que, você não sabe responder, será mais honesto dizer, que vai 
estudar o assunto. 
 
10. Assinale a alternativa em que a pontuação do período é incorreta: 
a) Só te peço isto: que não demores. 
b) A raposa, que é matreira, enganou o corvo. 
c) Mal ele entrou, todos se retiraram. 
d) A cartomante fez uma só previsão; que ele ainda seria feliz. 
e) Pensei que não mais virias. 
 
11. A alternativa em que há erro no uso da vírgula é: 
a) Fui à Faculdade, não o encontrei, porém. 
b) Depois falaram, o professor, os pais, os alunos e o diretor. 
c) No dia 15 de novembro, feriado nacional, foi proclamada a República. 
d) Pelé, Ministro dos Esportes, está preocupado com a violência dos estádios. 
e) Chirac, que é Presidente da França, ainda não suspendeu as experiências nucleares. 
 
12. Assinale o item que apresenta a pontuação correta: 
a) A hospitalidade tem dois aspectos: um geral, que se refere à convivência em sociedade e se confunde 
com o cerimonial e a etiqueta de cada povo; o outro, específico, que estabelece relações especiais entre 
anfitriões e convidados. 
b) Baseadas no código de honra do deserto, as relações de hospitalidade árabe, dão ao hóspede direitos 
exorbitantes. 
c) Os poetas árabes, que tanto cantaram as virtudes do perfeito anfitrião não dizem quase nada, a 
respeito dos hóspedes. 
d) Aquele que recebe a hospitalidade é ao mesmo tempo, um emir, um prisioneiro, e um poeta dizem os 
beduínos. 
e) A hospitalidade no entanto, não é medida pela abundância da comida, mas é particularmente, 
apreciada quando se pratica apesar dos meios limitados. 
 (Trechos da Revista Correio da UNESCO, com adaptações) 
 
13. Pontue as orações adequadamente e, quando necessário, faça pequenas modificações: 
 
a) Maria Rita menina pobre do interior chegou a São Paulo assustada 
b) O encanador sorriu e disse se a senhora quiser eu possotrocar também a torneira dona 
c) Quando tudo vai mal nós devemos parar e pensar onde é que estamos errando desta maneira 
podemos começar a melhorar isto é a progredir. 
d) Socorro alguém me ajude 
e) Ao voltar para casa encontrei um ambiente assustador móveis revirados roupas jogadas pelo chão 
lâmpadas quebradas e torneiras abertas 
f) De MPB eu gosto mas de música sertaneja 
g) Não critique seu filho homem de Deus dê o apoio que ele necessita e tudo terminará bem se você não 
apoiá-lo quem irá fazê-lo 
h) Os nossos sonhos não são inatingíveis a nossa vontade deve torná-los realidade 
i) O computador que é uma invenção deste século torna a nossa vida cada dia mais fácil 
j) Eu venderei todas as minhas terras mesmo que antes disso a lavoura se recupere 
52 
 
l) Naquele instante quando ninguém mais esperava de longe avistamos uma figura estranha que se 
aproximava quando chegou bem perto ele perguntou o que fazem aqui neste fim-de-mundo e nós 
respondemos graças a Deus o senhor apareceu estamos perdidos nesta mata há dias 
m) Quando lhe disserem para desistir persista quando conseguir a vitória divida com seus amigos a sua 
alegria 
n) Quanta burocracia levei dois meses para tirar um documento de identidade 
o) Você tem duas opções desiste da carreira ou do casamento 
p) O presidente pode se tiver interesse colocar na cadeia os corruptos ou seja aqueles que só fazem mal 
ao país 
 
14.Assinale a frase em que a pontuação está incorreta. 
 
a) E ficou de olhos abertos, concentrado esperando, que o dia nascesse e seus mortos, partissem. 
b) Tomado de surpresa, fico imóvel, e somos como um feliz, ainda que insólito, casal de namorados. 
c) O escuro da garagem reteve-as por alguns momentos, até que a vencedora emergiu, vagarosa, 
arquejante. 
d) É bom que um homem, vez por outra, deixe o litoral misterioso e grande, querendo contemplar uma 
lagoa. 
e) Pegou o telefone, deu instruções à companhia, acrescentando com meio desprezo: o que tem mais 
aqui é livro. 
 
15.Assinale a frase em que faltam vírgulas. 
 
a) Quem sabe se os dois tinham uma receita de felicidade? 
b) Seria inútil explicar-lhe que um celeiro de brejo não tem preço. 
c) Boa distração a gente sonhar construir castelos arquitetar episódios romanescos. 
d) As pessoas distantes atingiram essa altura desolada em que papel e tinta nada significam. 
e) A lembrança dele é grata aos que conheceram os últimos dias de glória dos teatros do interior. 
 
16. Assinale a alternativa cuja frase está corretamente pontuada: 
a) O sol que é uma estrela, é o centro do nosso sistema planetário. 
b) Ele, modestamente se retirou. 
c) Você pretende cursar Medicina; ela, Odontologia. 
d) Confessou-lhe tudo; ciúme, ódio, inveja. 
e) Estas cidades se constituem, na maior parte de imigrantes alemães. 
 
17. Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação, assinale a letra que corresponde ao 
período de pontuação correta: 
a) Precisando de mim procure-me; ou melhor telefone que eu venho. 
b) Precisando de mim procure-me, ou, melhor telefone que eu venho. 
c) Precisando, de mim, procure-me ou melhor, telefone, que eu venho. 
d) Precisando de mim, procure-me; ou melhor, telefone, que eu venho. 
e) Precisando, de mim, procure-me ou, melhor telefone que eu venho. 
 
18. Marque a alternativa que está pontuada adequadamente: 
a) Precisando de meu auxílio por favor não hesite em chamar-me. 
b) Precisando, de meu auxílio, por favor não hesite em chamar-me. 
c) Precisando de meu auxílio, por favor, não hesite em chamar-me. 
d) Precisando de meu auxílio por favor não hesite, em chamar-me. 
e) Precisando, de meu auxílio por favor, não hesite, em chamar-me. 
 
19. Assinale a alternativa em que o texto esteja corretamente pontuado: 
a) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem chapéu 
trazendo pela mão, uma menina de quatro anos. 
b) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito, baixo, sem chapéu, 
trazendo pela mão, uma menina de quatro anos. 
c) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo, sem chapéu, 
trazendo pela mão uma menina de quatro anos. 
d) Enquanto eu, fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem chapéu, 
trazendo pela mão uma menina de quatro anos. 
e) Enquanto eu fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito baixo, sem chapéu 
trazendo, pela mão, uma menina de quatro anos. 
53 
 
 
20. Assinale a correta: 
a) O fogo, está apagado; defendeu-se a moça; mas, o almoço está pronto. 
b) O fogo está apagado, defendeu-se a moça. Mas, o almoço, está pronto. 
c) O fogo está apagado... defendeu-se, a moça; mas o almoço está pronto. 
d) O fogo está apagado? Defendeu-se a moça. Mas o almoço, está pronto. 
e) O fogo está apagado - defendeu-se a moça. Mas o almoço está pronto. 
 
21.Marque a alternativa correta: 
a) Prezados colegas deixemos agora a boa conversa, de lado! 
b) Prezados colegas deixemos agora, a boa conversa de lado! 
c) Prezados colegas, deixemos agora, a boa conversa de lado! 
d) Prezados colegas deixemos agora a boa conversa de lado! 
e) Prezados colegas, deixemos agora a boa conversa de lado! 
 
22. Em "A menina, conforme as ordens recebidas, estudou": 
a) há erro na colocação das vírgulas 
b) a primeira vírgula deve ser omitida 
c) a segunda vírgula deve ser omitida 
d) a forma de colocação das vírgulas está correta 
e) não deverá haver uso de vírgulas 
 
23. Das seguintes redações, assinale a que não está pontuada corretamente: 
a) Os meninos, inquietos, esperavam o resultado do pedido. 
b) Inquietos, os meninos esperavam o resultado do pedido. 
c) Os meninos esperavam, inquietos, o resultado do pedido. 
d) Os meninos inquietos esperavam o resultado do pedido. 
e) Os meninos, esperavam inquietos, o resultado do pedido. 
 
24. Os períodos seguintes apresentam diferença de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao 
período de pontuação correta: 
a) O sinal, estava fechado; os carros, porém não paravam. 
b) O sinal, estava fechado: os carros porém, não paravam. 
c) O sinal estava fechado; os carros porém, não paravam. 
d) O sinal estava fechado: os carros porém não paravam. 
e) O sinal estava fechado; os carros, porém, não paravam. 
 
25. Os períodos seguintes apresentam diferenças de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao 
período de pontuação correta: 
a) Nada compramos pois, a loja ainda, estava fechada. 
b) Nada compramos; pois, a loja ainda estava fechada. 
c) Nada compramos, pois a loja ainda estava fechada. 
d) Nada compramos pois a loja ainda estava fechada. 
e) Nada compramos, pois, a loja, ainda, estava fechada. 
 
09. CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
01. “Com ele, ler o mundo tornou-se virtualmente possível, haja vista que sua natureza imaterial o faz 
ubíquo.” 
A flexão de feminino em “haja vista” deve-se à concordância com a palavra feminina “natureza”. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
02. “O caseiro poderá testemunhar a favor do deputado, caso ele realmente haja visto o encontro dos 
dois”. 
HAJA VISTO só existe como forma verbal quando equivalente a TENHA VISTO. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
03. “Os dados reforçam tendências que vêm causando crescente apreensão às autoridades.” 
A locução “vêm causando” apresenta concordância de número com o seu respectivo sujeito, “os dados”. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
04. “De 2006 a 2012, 1,8 milhão de audiências de conciliação foram realizadas.” 
54 
 
Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir “milhão” por “milhares”. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
05. “Além disso, cada uma das ideologias em que se fundamentam essas teorias políticas e econômicas 
constitui uma visão dos fenômenos sociais.” 
Na concordância com “cada uma das ideologias”, a flexão de pluralem “fundamentam” reforça a ideia de 
pluralidade de “ideologias”; mas estaria gramaticalmente correto e textualmente coerente enfatizar “cada 
uma”, empregando-se o referido verbo no singular. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
06. Os fragmentos que constituem os itens seguintes foram adaptados de trechos de notícias do sítio da 
OIT na Internet. Julgue-os no que se refere à correção gramatical. 
“As conclusões do relatório da OIT sobre desigualdades de gênero estimulam a ampliação das medidas 
de proteção social destinadas a reduzir a vulnerabilidade das mulheres e incentivam os investimentos 
em capacitação e educação, bem como a instauração de políticas que favoreçam o acesso ao emprego. 
O relatório enumera, ainda, uma série de diretrizes políticas para ajudar as comunidades a reduzir os 
preconceitos de gênero nas decisões relativas ao trabalho e a diminuir as disparidades de gênero no 
mercado laboral.” 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
07. “Em 1808, os ventos começaram a mudar. A vinda da Corte e a presença inédita de um soberano em 
terras americanas motivaram novas esperanças entre a elite intelectual luso-brasileira.” 
No trecho “A vinda da Corte e a presença inédita de um soberano em terras americanas motivaram”, o 
emprego da forma verbal no plural deve-se à presença do artigo “a” antes de “presença”, motivo pelo 
qual a supressão desse artigo levaria o verbo para a forma singular, mantendo-se, assim, a correção 
gramatical do trecho. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
08. “O número de domicílios que têm apenas telefone celular aumentou. Em decorrência do fenômeno 
da expansão dos que só têm celular, houve uma diminuição dos telefones fixos.” 
A forma verbal “têm” está no plural porque concorda com o antecedente do pronome relativo. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
09. “A participação das mulheres em todos os níveis do governo democrático - local, nacional e regional - 
diversifica a natureza das assembleias democráticas e permite que o processo de tomada de decisões 
responda a necessidades dos cidadãos não atendidas no passado.” 
 
Se a palavra “atendidas” fosse flexionada no masculino — atendidos —, estariam mantidos a correção 
gramatical e o sentido original do texto. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
10. “A evolução dos processos de automação permitiu a instalação dos primeiros caixas eletrônicos no 
Brasil.” 
A forma verbal “permitiu” poderia ter sido flexionada no plural — permitiram —, caso em que concordaria 
com “processos”. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
11. “Adam Smith estava certo quando observou que o crescimento aumenta a renda da população e, 
assim, amplia a capacidade das pessoas de ter acesso a melhores condições de vida.” 
A forma verbal “ter”, em “e, assim, amplia a capacidade das pessoas de ter acesso a melhores 
condições de vida”, poderia ser corretamente empregada também no plural: terem. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
12. “É necessário ponderar, entre outros fatores, o impacto ambiental.” 
O emprego da flexão de masculino em “necessário” justifica-se pelo fato de esse vocábulo concordar 
com a expressão “o impacto ambiental”. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
13. “Também foram anunciados a construção de 19 escolas, obras de contenção de encostas e um 
programa habitacional orçado em 144 milhões de reais, entre outras medidas.” 
A substituição de “foram anunciados” por “foi anunciado” manteria a correção gramatical do texto. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
55 
 
 
14. “Trabalho demais, agenda cheia, Internet, celular e carros que chegam a mais de 200 km/h 
transformam o homem moderno numa espécie de Coelho Branco de Alice no País das Maravilhas.” 
Se o trecho “e carros que chegam a mais de 200 km/h” fosse retirado do texto, a forma verbal 
“transformam” deveria ser substituída por transforma. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
15. “É possível concluir igualmente que parcela considerável da renda dos brasileiros é destinada ao 
consumo, sobretudo de bens materiais, como eletrodomésticos, equipamentos para o lar, som e TV 
(2,71%), comparada com o patamar de 0,05% destinado à aquisição de livros e revistas técnicas. O 
consumo é também evidenciado ao notar-se que 8,76% da despesa são destinados à manutenção e à 
aquisição de veículos automotores.” 
Os vocábulos “destinado” e “destinados” concordam, respectivamente, com os numerais indicativos de 
porcentagem que os antecedem: “0,05%” e “8,76%”. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
16. “A cultura da paz é uma iniciativa de longo prazo, que leva em conta os contextos histórico, político, 
econômico, cultural e social de cada sociedade.” 
Com o emprego de “os contextos”, no plural, generaliza-se o significado desse termo, que, em seguida, é 
especificado por meio do trecho “histórico, político, econômico, cultural e social”; estariam preservadas a 
coerência e a correção gramatical do texto caso se empregasse o referido termo no singular — o 
contexto. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
17. “As forças vivas presentes na rede social deixam assim de ser reservas passivas à mercê de um 
monstro insaciável, para se tornarem positividade imanente e expansiva que os poderes se esforçam em 
regular, modular ou controlar.” 
A coerência e a correção gramatical do texto serão preservadas caso se proceda à substituição de 
“tornarem” por tornar. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
18. “Estatísticas recentes sobre o sistema carcerário do Rio de Janeiro apontam para a existência de 
6254 fugitivos, a maioria dos quais, 3759, aproveitou o benefício do regime de prisão semi-aberta e 
escapou.” 
Seria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal "aproveitou" estivesse flexionada no 
plural, em concordância com o número 3.759. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
19. “Para mim, não se trata de um regime com características físicas.” 
A flexão de singular em "não se trata" deve-se ao emprego do singular em "um regime”. 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
20. “A Internet tende a se tornar a ferramenta de maior integração nacional ao aproximar moradores 
urbanos e rurais, que falam dialetos variados, mas que têm apenas um tipo de escrita.” 
CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 
10. CONCORDÂNCIA NOMINAL 
Adjunto adnominal: Quando o adjetivo posposto 
a dois ou mais substantivos funcionar como 
adjunto adnominal e estiver qualificando todos os 
substantivos apresentados, poderá concordar 
com o elemento mais próximo ou com a soma 
deles. 
Ternura e amor humano. 
Amor e ternura humana. 
Ternura e amor humanos. 
O Estado compra carros e maçãs argentinos. 
O Estado compra maçãs e carros argentinos 
Se qualificar o elemento mais próximo: Comprei livros e pera madura. 
Se os substantivos forem sinônimos: Desrespeitaram o povo e a gente brasileira 
Se os substantivos formarem graduação: Foi um olhar, uma piscadela, um gesto 
estranho. 
Adjetivo anteposto normalmente: concorda com 
o mais próximo: 
Comi delicioso almoço e sobremesa. 
Má hora e lugar. 
Quando dois ou mais adjetivos se referem a um 
substantivo este vai para o singular ou plural: 
Falava fluentemente a língua inglesa e 
(a) espanhola. 
Falava fluentemente 
56 
 
as línguas inglesa e espanhola. 
Quando dois ou mais ordinais vêm antes de um 
substantivo, determinando-o, este concorda com 
o mais próximo ou vai para o plural: 
A primeira e segunda lição. 
A primeira e segunda lições. 
A primeira, a segunda e a última aula. 
Quando dois ou mais ordinais vêm depois de um 
substantivo, determinando-o, este vai para o 
plural: 
As cláusulas terceira, quarta e quinta. 
 
Muito, pouco, menos, bastante, caro, meio, só, 
mesmo, alerta: 
 
Quando se trata de advérbio não variam: Algumas viagens são muito cansativas. 
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. 
Comprei caro os sapatos. 
Preciso mesmo da sua ajuda.Fiquei bastante (muito) contente com a proposta. 
Estou meio insegura. 
Só consegui comprar uma passagem. 
Preciso falar a sós com ele. (a sós - locução 
adverbial. 
Preciso de menos comida para perder peso. 
Os pais estavam alerta para a situação do filho 
doente. 
Quando não são advérbios seguem a regra 
geral: 
 
 Comi muitas frutas durante a viagem. (pronome) 
Poucas pessoas acreditaram em mim. (pronome) 
Os sapatos estavam caros. (adjetivo) 
Estiveram sós nos escombros durante horas. 
(adjetivo) 
Seus argumentos foram bastantes (suficientes) 
para me convencer. (adjetivo) 
Havia bastantes (muitas) pessoas na praça. 
Os mesmos argumentos que eu usei, você 
copiou. (pronome) 
Comi meia laranja pela manhã. (numeral) 
 
 
Pronomes de Tratamento 
Os qualificadores do pronome devem concordar com o sexo da pessoa, não com o pronome: 
Ex.: Sua Santidade está esperançoso. 
Vossa Majestade, minha rainha, é muito bondosa. 
 
 
Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a), nem um(a) nem outro(a) 
 
 
Após essas expressões o substantivo fica sempre no singular: 
Ex.: Um e outro aspecto. 
Nem um nem outro argumento. 
De um e outro lado. 
 
 
É bom, é necessário, é proibido: 
 
a) Quando o sujeito for tomado em sua generalidade, sem qualquer determinante, o verbo ser - ou 
qualquer outro verbo de ligação - ficará no singular, e o predicativo do sujeito no masculino, singular: 
Maçã é bom para a saúde. 
Cerveja é bom para os rins. 
É preciso cautela. 
É proibido entrada. 
b) Quando há determinação do sujeito, a concordância efetua-se normalmente: 
É proibida a entrada de homens no banheiro feminino. 
57 
 
Estas bebidas são boas para os rins. 
 
Particípio + Substantivo 
O particípio concorda com o substantivo a que se refere: 
Feitas as contas... 
Restabelecidas as amizades ... 
Salvas as crianças ... 
Postas as cartas na mesa... 
Vistas as condições ... 
OBS: "Salvo", "posto" e "visto" assumem também papel de conectivos, sendo, por isso, invariáveis: 
Salvo honrosas exceções. 
Que não seja imortal, posto que é chama. 
Visto ser longe, não irei. 
 
Anexo 
Quando precedido da preposição em, fica invariável: 
A fotografia vai anexa ao curriculum. 
Os documentos irão anexos ao relatório. 
As fotografias vão em anexo. 
 
Obrigado 
Concorda com o substantivo a que se refere: 
Elas disseram em coro: Muito obrigadas, professor. 
 
Numerais 
Numeral utilizado após substantivo deve ser cardinal (um, dois, três...). Do contrário, usa-se o 
numeral ordinal (primeiro, segundo, terceiro...). 
Arrancaram a página duzentos. 
Estamos na segunda página. 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Julgue cada assertiva como verdadeira (V) ou falsa (F), observando as concordâncias verbal e 
nominal: 
a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova. 
b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha. 
c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui. 
d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou. 
e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo. 
f) Um ou outro escravo conseguiu a liberdade. 
g) Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da imigração. 
h) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada. 
i) Deve existir problemas nos seus documentos. 
j) Choveram papéis picados nos comícios. 
l) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o problema. 
m) A maioria dos conflitos foram resolvidos. 
n) Deve haver bons motivos para a sua recusa. 
o) De casa à escola é três quilômetros. 
p) Nem uma nem outra questão é difícil. 
q) Atos e coisas más. 
r) Dificuldades e obstáculo intransponível. 
s) Cercas e trilhos abandonados. 
t) Fazendas e engenho prósperas. 
u) Serraria e estábulo conservados. 
v) Os fatos falam por si sós. 
w) A casa estava meio desleixada. 
x) Os livros estão custando cada vez mais caro. 
y) Seus apartes eram sempre o mais pertinentes possíveis. 
z) Era a mim mesma que ele se referia, disse a moça. 
 
02. Continue. 
a) Estavam abandonadas a casa, o templo e a vila. 
58 
 
b) Ela chegou com o rosto e as mãos feridas. 
c) Decorrido um ano e alguns meses, lá voltamos. 
d) Decorridos um ano e alguns meses, lá voltamos. 
e) Organizou-se em grupos de quatro. 
f) Atendeu-se a todos os clientes. 
g) Faltava um banco e uma cadeira. 
h) Pintou-se as paredes de verde. 
i) Já faz mais de dez anos que o vi. 
j) Procurou-se as mesmas pessoas 
k) Registrou-se os processos 
l) Respondeu-se aos questionários 
m) Ouviu-se os últimos comentários 
n) Somou-se as parcelas 
o) Soava seis horas no relógio da matriz quando eles chegaram. 
p) Apesar da greve, diretores, professores, funcionários, ninguém foram demitidos. 
q) José chegou ileso a seu destino, embora houvessem muitas ciladas em seu caminho. 
r) O impetrante referiu-se aos artigos 37 e 38 que ampara sua petição. 
s) Ela o esperava já faziam duas semanas. 
t) Na sua bolsa haviam muitas moedas de ouro. 
u) Eles parece estarem doentes. 
v) Devem haver aqui pessoas cultas. 
w) Todos parecem terem ficado tristes. 
y) Dois cruzeiros é pouco para esse fim. 
x) Nem tudo são sempre tristezas. 
z) Quem fez isso foram vocês. 
 
03. Continue. 
a) Era muito árdua a tarefa que os mantinham juntos. 
b) Vai fazer cinco anos que ele se diplomou. 
c) Rogo a Vossa Excelência vos digneis aceitar o meu convite. 
d) Há muitos anos deveriam existir ali várias árvores. 
e) Deve haver muitos jovens nesta casa. 
f) Há gritos e vozes trancados dentro do peito. 
g) Estão trancados dentro do peito vozes e gritos. 
h) Mantêm-se trancadas dentro do peito vozes e gritos. 
i) Tratavam-se de questões fundamentais. 
j) Comprou-se terrenos no subúrbio. 
k) Precisam-se de datilógrafas. 
l) Reformam-se ternos. 
m) Obedeceram aos severos regulamentos. 
n) Alguns cientistas, desenvolvendo uma nova pesquisa sobre a estrutura do cérebro, os efeitos dos 
hormônios e a psicologia infantil, propõem que as diferenças entre homens e mulheres não se devem 
apenas à educação. 
o) Haveria diferenças cerebrais condicionadoras das aptidões tidas como tipicamente masculinas ou 
femininas. 
p) Filmes, novelas, boas conversas, nada o tiravam da apatia. 
q) A pátria não é ninguém: são todos. 
r) Se não vier, as chuvas, como faremos? 
s) É precaríssima as condições do prédio. 
t) Vossa Senhoria vos preocupais demasiadamente com a vossa imagem. 
u) Vão anexas à carta várias fotografias. Paisagens as mais belas possíveis. Ela estava meio 
narcotizada. 
v) Vai incluso à carta minha fotografia. Essas pessoas cometeram crime de leso-patriotismo. Elas 
mesmo não quiseram colaborar. 
x) No grupo, sou eu que coordeno os trabalhos. 
z) É cinco horas da tarde. 
 
04. Continue. 
a) Da cidade à praia é dois quilômetros. 
b) Dois metros de tecido são pouco para o terno. 
c) Ainda resta cerca de vinte alunos. 
d) Haviam inúmeros assistentes na reunião. 
59 
 
e) Foi eu quem paguei as suas dívidas. 
f) Há de existir professores esforçados. 
g) Precisa-se de alunos especializados. 
h) Precisam-se de alunos competentes. 
i) Nesta casa, consertam-se televisores e precisa-se de técnicos em eletrônica. 
j) Eram duas horas da tarde. 
k) Fui eu que resolvi o problema. 
l) Hoje são sete de março. 
m) Perdoe-me V. Excelência, se não me apresento pessoalmente a V. Excelência, embora aqui esteja, 
sempre a seu dispor. 
n) Escolheste ótima ocasião e lugar para o churrasco. 
o) Ele estava com o braço e a cabeça quebradas. 
p) Envio-lhe anexos os planos ainda em estudo e muitas explicações dadas pelo candidato e secretária 
atenciosos. 
q) Paulo conhece bem as línguas gregas e latinas. 
r) Os soldados, agora, estão todos alerta. 
s) Ela possuía bastante recursos para viajar. 
t) As roupas das moças eram as mais belas possíveis. 
u) Rosa recebeu o livro e disse: "Muito obrigada".v) Sairei de São Paulo hoje, ao meio-dia e meia. 
w) Os cheques pré-datados, que permite aos lojistas financiar seus clientes nas compras a prazo, em 
alguns casos representam até a metade dos cheques recebidos pelo comércio. 
y) Os Estados Unidos são o país mais rico e poluidor do mundo, entretanto não defendem a tese do 
"desenvolvimento sustentável", a exemplo de muitas nações ricas. 
z) As relações dos ecologistas com uma grande empresa que desrespeitava as normas de preservação 
ambiental, começa a melhorar, para o benefício da humanidade. 
05.Há concordância inadequada em: 
a) clima e terras desconhecidas; 
b) clima e terra desconhecidos; 
c) terras e clima desconhecidas; 
d) terras e clima desconhecido; 
e) terras e clima desconhecidos. 
 
06.Há erro de concordância na opção: 
a) calças e chapéus surradas; 
b) poder e força mágica; 
c) arreios e sela velhos; 
d) rifles e alpercata nova;e) cangaceiros e capitão temidos. 
 
07. Assinale a opção que preenche as lacunas: 
Vão _________ aos processos várias fotografias. 
Paisagens as mais belas ________ . 
Ela estava _________ narcotizada. 
a) anexas-possíveis - meio; 
b) anexas-possível - meio; 
c) anexo-possíveis - meia; 
d) anexo-possível - meio; 
e) anexo-possível - meia. 
 
08. Assinale a opção que preenche as lacunas: 
Vai _________ à carta minha fotografia. Essas pessoas 
cometeram crime de ________ patriotismo. 
Elas __________ não quiseram colaborar. 
a) incluso – leso – mesmo; 
b) inclusa – leso – mesmas; 
c) inclusa – lesa – mesmas; 
d) incluso – leso – mesmas; 
e) inclusa – lesa – mesmo. 
60 
 
 
09. Assinale a opção com erro de construção: 
a) água é bom para a saúde; 
b) achamos estas paisagens as mais belas possível; 
c) suas forças definhavam a olhos vistos; 
d) é proibido entrada a pessoas estranhas ao serviço; 
e) deve ser um bom livro, haja vista as suas edições sucessivas. 
 
10. Assinale a opção em que há erro de concordância: 
a) não eram caras a canetinha e o balãozinho que o camelô vendia; 
b) o camelô vendia barato canetas e balões coloridos; 
c) o camelô vendia, baratos, os balõezinhos e as canetinhas; 
d) os balões e as canetas vendidos pelo camelô eram baratíssimos; 
e) os pequeninos balões e canetas, que o camelô vendia, não eram caros. 
 
11. Assinale a opção que se completa com a segunda forma dos parênteses. 
a) Creio que _________ existir pessoas honestas; (deve / devem) 
b) amanhã ________ fazer cinco anos que voltaste; (vai / vão) 
c) pensamos que _________ muitos pretendentes a este cargo; (haverá / haverão) 
d) todos creem que __________ ocorrer um empate; (pode / podem) 
e) pelos meus cálculos __________ fazer três dias que ela não aparece. (vai / vão) 
 
12. Assinale o erro de concordância nominal: 
a) anexos vão o recibo e a fatura; 
b) anexo vão o recibo e a fatura; 
c) anexa vai a fatura e o recibo; 
d) anexo vai o recibo e a fatura; 
e) anexos vão a fatura e o recibo. 
 
13. Assinale o erro de concordância nominal: 
a) vazios estavam a casa, a vila e o templo; 
b) vazios estavam o templo, a casa e a vila; 
c) vazias a casa, a vila e o templo; 
d) vazio o templo, a casa e a vila; 
e) vazia a casa, o templo e a vila. 
 
14. Assinale o erro de concordância nominal: 
a) anexos vão o bilhete e a carta; 
b) anexo vai o bilhete e a carta; 
c) anexo vão o bilhete e a carta; 
d) anexa vai a carta e o bilhete; 
e) anexos vão a carta e o bilhete; 
 
15. Assinale a alternativa que completa as frases: 
I - Grande parte dos alunos _________ hoje; 
II - Não serão vocês quem ________ o problema; 
III - Os Estados Unidos ________ da reunião. 
a) faltou – resolverão – participará; 
b) faltaram – resolverá – participará; 
c) faltaram – resolverá – participarão; 
d) faltou – resolverá – participarão; 
e) a alternativa “c” e “d” estão corretas. 
 
11. USO DE PRONOMES EM GERAL E DOS PORQUÊS 
PORQUE = conjunção explicativa ou causal; 
Substitui por: pois, uma vez que, já que, 
porquanto, pelo fato de que, como. 
POR QUE = preposição + pronome interrogativo ou 
relativo. 
Equivale a: por qual razão, por qual motivo 
POR QUÊ = ‘que’ passa a ser tônico em final de 
frase. 
Acentue o ‘que’ antes de ponto final, interrogação 
e exclamação. 
PORQUÊ = substantivo masculino. Vem sempre 
precedido pelo artigo masculino; 
Pluralizável: ‘os porquês’. 
Sentido: motivo, causa, razão, indagação. 
61 
 
 
Exercícios: 
1) Não vim ____________estava muito cansado. 
2) O homem morreu _____________ não foi socorrido. 
3) ___________me fizeste lembrar o ____________ de tanto sofrimento? 
4) ___________ estás triste? _____________? 
5) Eis os caminhos _______________passamos. 
6) As crianças querem o ___________ de tudo. 
7) Eles não vieram ___________? 
8) Não entendi ___________ me deixou. 
9) Eis a razão ____________ chorei. 
10) Ela está zangada, mas eu não sei ____________. 
11) ___________ era surdo, todos se impacientavam com ele. 
12) Gostaria de saber ___________ não vieste. 
13) Não trabalhas ____________? 
14) ____________ não trabalhas? 
15) Não sabemos ____________ ele agiu tão mal naquela oportunidade. 
16) A fim de compreender bem o Português, estudo Linguística, __________ é uma disciplina afim. 
17) ____________ não entendes a crise _____________ passo, achas que estou mal-humorado. 
18) Vives procurando um ___________ que explique o teu mau relacionamento. Não sei __________. 
19) ___________ não sabia o ____________ do problema, ficou-se indagando ____________ 
continuaria estudando. 
20) Pesquisa mostra __________, para as mulheres, é mais difícil parar de fumar. 
 
21) CPI da Petrobras ( FOLHA – 27/06/2009) 
 Não entendo ____________ os governistas, a CUT e os 
 Sindicatos são contra a instalação da CPI da Petrobras. Eles 
 todos deveriam estar lutando pela baixa dos preços do combustível 
 e do gás de cozinha. Os governistas foram sempre a favor da 
 moralidade e da transparência, mas não estão mais a favor do trabalhador. 
 ( Bartolomeu Felix de Morais – Paulista/PE) 
 
EXERCÍCIOS (USO DE PRONOMES) 
01. Assinale a opção em que houve erro no emprego do pronome pessoal em relação ao uso culto da 
língua: 
a) Ele entregou um texto para mim corrigir. 
b) Para mim, a leitura está fácil. 
c) Isto é para eu fazer agora. 
d) Não saia sem mim. 
e) Entre mim e ele há uma grande diferença. 
 
02. Assinale o tratamento dado ao reitor de uma Universidade: 
a) Vossa Senhoria 
b) Vossa Santidade 
c) Vossa Excelência 
d) Vossa Magnificência 
e) Vossa Paternidade 
 
03. Colocação incorreta do pronome oblíquo: 
a) Preciso que venhas ver-me. 
b) Procure não desapontá-lo. 
c) O certo é fazê-los sair. 
d) Sempre negaram-me tudo. 
e) As espécies se atraem. 
 
04. Imagine o pronome entre parênteses no lugar devido e aponte onde não deve haver próclise: 
a) Não entristeças. (te) 
b) Deus favoreça. (o) 
c) Espero que faças justiça. (se) 
62 
 
d) Meus amigos, apresentem em posição de sentido. (se) 
e) Ninguém faça de rogado. (se) 
 
05. Assinale a frase em que a colocação do pronome pessoal oblíquo não obedece às normas do 
português padrão: 
a) Essas vitórias pouco importam; alcançaram-nas os que tinham mais dinheiro. 
b) Entregaram-me a encomenda ontem, resta agora a vocês oferecerem-na ao chefe. 
c) Ele me evitava constantemente!... Ter-lhe-iam falado a meu respeito? 
d) Estamos nos sentido desolados: temos prevenido-o várias vezes e ele não nos escuta. 
e) O Presidente cumprimentou o Vice dizendo: - Fostes incumbido de difícil missão, mas cumpriste-la 
com denodo e eficiência. 
 
06. A frase em que a colocação do pronome átono está em desacordo com as normas vigentes no 
portuguêspadrão do Brasil é: 
a) A ferrovia integrar-se-á nos demais sistemas viários. 
b) A ferrovia deveria-se integrar nos demais sistemas viários. 
c) A ferrovia não tem se integrado nos demais sistemas viários. 
d) A ferrovia estaria integrando-se nos demais sistemas viários. 
e) A ferrovia não consegue integrar-se nos demais sistemas viários. 
 
07. Assinale a alternativa correta: 
a) A solução agradou-lhe. 
b) Eles diriam-se injuriados. 
c) Ninguém conhece-me bem. 
d) Darei-te o que quiseres. 
e) Quem contou-te isso? 
 
08. Indique a estrutura verbal que contraria a norma culta: 
a) Ter-me-ão elogiado. 
b) Tinha-se lembrado. 
c) Teria-me lembrado. 
d) Temo-nos esquecido. 
e) Tenho-me alegrado. 
 
09. A colocação do pronome oblíquo está incorreta em: 
a) Para não aborrecê-lo, tive de sair. 
b) Quando sentiu-se em dificuldade, pediu ajuda. 
c) Não me submeterei aos seus caprichos. 
d) Ele me olhou algum tempo comovido. 
e) Não a vi quando entrou. 
 
10. Assinale a alternativa que apresenta erro de colocação pronominal: 
a) Você não devia calar-se. 
b) Não lhe darei qualquer informação. 
c) O filho não o atendeu. 
d) Se apresentar-lhe os pêsames, faço-o discretamente. 
e) Ninguém quer aconselhá-lo. 
 
11. "O individualismo não a alcança." A colocação do pronome átono está em desacordo com a norma 
culta da língua, na seguinte alteração da passagem acima: 
a) O individualismo não a consegue alcançar. 
b) O individualismo não está alcançando-a. 
c) O individualismo não a teria alcançado. 
d) O individualismo não tem alcançado-a. 
e) O individualismo não pode alcançá-la. 
 
12. Há um erro de colocação pronominal em: 
a) "Sempre a quis como namorada." 
b) "Os soldados não lhe obedeceram as ordens." 
c) "Todos me disseram o mesmo." 
d) "Recusei a ideia que apresentaram-me." 
e) "Quando a cumprimentaram, ela desmaiou." 
63 
 
 
13. Pronome empregado incorretamente: 
 a) Nada existe entre eu e você. 
 b) Deixaram-me fazer o serviço. 
 c) Fez tudo para eu viajar. 
 d) Hoje, Maria irá sem mim. 
 e) Meus conselhos fizeram-no refletir. 
 
14. Numa das frases, está usado indevidamente um pronome de tratamento. Assinale-a: 
a) Os Reitores das Universidades recebem o título de Vossa Magnificência. 
b) Sua Excelência, o Senhor Ministro, não compareceu à reunião. 
c) Senhor Deputado, peço a Vossa Excelência que conclua a sua oração. 
d) Sua Eminência, o Papa Paulo VI, assistiu à solenidade. 
e) Procurei o chefe da repartição, mas Sua Senhoria se recusou a ouvir as minhas explicações. 
 
15.. "Se é para ....... dizer o que penso, creio que a escolha se dará entre ....... ." 
a) mim, eu e tu 
b) mim, mim e ti 
c) eu, mim e ti 
d) eu, mim e tu 
e) eu, eu e ti 
 
16. Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas da frase ao lado: "............................ da 
terra natal, ....................... para as antigas sensações adormecidas." 
a) Nos lembrando - despertamos-nos 
b) Nos lembrando - despertamo-nos 
c) Lembrando-nos - despertamos-nos 
d) Nos lembrando - nos despertamos 
e) Lembrando-nos - despertamo-nos 
 
17.Assinale a alternativa em que a colocação pronominal não corresponde ao que preceitua a gramática: 
a) Há muitas estrelas que nos atraem a atenção. 
b) Jamais dar-te-ia tanta explicação, se não fosses pessoa de tanto merecimento. 
c) A este compete, em se tratando do corpo da Pátria, revigorá-lo com o sangue do trabalho. 
d) Não o realizaria, entretanto, se a árvore não se mantivesse verde sob a neve. 
e) Ficarei no lugar onde me encontro . Tem sombra. 
 
 
18. Os projetos que .......... estão em ordem; ........... ainda hoje, conforme .......... . 
a) enviaram-me, devolvê-los-ei, lhes prometi 
b) enviaram-me, os devolverei, lhes prometi 
c) enviaram-me, os devolverei, prometi-lhes 
d) me enviaram, os devolverei, prometi-lhes 
e) me enviaram, devolvê-los-ei, lhes prometi. 
 
19. Quando .......... as provas, .......... imediatamente. 
a) lhes entregarem, corrijam-as 
b) lhes entregarem, corrijam 
c) lhes entregarem, corrijam-nas 
d) entregarem-lhes, corrijam-as 
e) entregarem-lhes, as corrijam 
 
20. Quem .......... estragado que .......... de .......... . 
a) o trouxe - encarregue-se - consertá-lo 
b) o trouxe - se encarregue - consertá-lo 
c) trouxe-o - se encarregue - o consertar 
d) trouxe-o - se encarregue - consertá-lo 
e) trouxe-o - encarregue-se - o consertar 
 
21. Assinale a frase gramaticalmente correta: 
a) Quando recebe-o em minha casa, fico feliz. 
64 
 
b) Tudo fez-se como você mandou. 
c) Por este processo, teriam-se obtido melhores resultados. 
d) Em se tratando disto, podemos contar com ele. 
e) Me levantei assim que você saiu. 
 
22. Opção com pronome oblíquo colocado incorretamente: 
a) Devemos lhe contar isto. 
b) Devemos contar-lhe isto. 
c) Não lhe devemos contar isso. 
d) Deveríamos ter-lhe contado isto 
e) Deveríamos ter contado-lhe isto. 
 
23. Imagine o pronome entre parênteses no devido lugar e aponte a opção em que não deve haver 
próclise: 
a) Não desobedeças. (me) 
b) Deus pague. (lhe) 
c) Caro amigo, dize a verdade. (me) 
d) A mão que estendemos é amiga. (te) 
e) Assim que sentiu prejudicado, saiu. (se) 
 
24. Quais são as frases que têm o pronome oblíquo mal empregado? 
1. Ninguém falou-me jamais dessa maneira. 
2. Bons ventos o levem! 
3. Ele recordar-se-á com certeza do vexame sofrido. 
4. As pastas que perderam-se, não foram as mais importantes. 
5. Confesso que tudo me pareceu confuso. 
6. Me empreste o livro! 
7. Por que permitir-se-iam esses abusos? 
a) 1 - 4 - 6 - 7 
b) 2 - 3 - 5 - 7 
c) 1 - 2 - 3 - 6 
d) 3 - 4 - 5 - 6 
e) 1 - 3 - 5 - 7 
 
25. Aponte a alternativa que contém o período correto quanto à colocação do pronome pessoal: 
a) Se encontrá-lo, não lhe diga que viu-me. 
b) Se o encontrar, não lhe diga que viu-me. 
c) Se encontrá-lo, não diga-lhe que me viu. 
d) Se o encontrar, não diga-lhe que me viu. 
e) Se o encontrar, não lhe diga que me viu. 
 
26. Admirou-me a despesa por que não .......... que o presente .......... tão caro. 
a) me havias dito - iria custar-te 
b) havias-me dito - iria te custar 
c) me havias dito - iria-te custar 
d) havias me dito - te iria custar 
e) havias me dito - iria-te custar 
 
27. Assinale a alternativa que corresponde às frases com erro de colocação pronominal: 
 I - Acho que não o encontrá-lo-emos mais. 
 II - Em se concluindo o expediente, cerraram-se as portas. 
 III - Não devemos ensinar-lhe a lição. 
 IV - Ela havia acenado-lhe com a mão. 
 V - Havia-me ela acenado com a mão. 
 VI - Muitos foram-se para o estrangeiro. 
a) IV - I - VI 
b) IV - II - VI 
c) III - V - II 
d) III - I – V 
e) todas 
 
28. Assinale as frases incorretas quanto à colocação dos pronomes: 
65 
 
 1. Quando lhe deram o prêmio, por que você não o aceitou? 
 2. Aqueles jornais, onde os colocaste? 
 3. Muitos foram-se para o estrangeiro em busca de emprego. 
 4. Se afastares-te do local, perdê-lo-ás. 
 5. Faça-o como te ordenaram. 
 Qual a alternativa correta? 
a) 2 e 3 estão incorretas 
b) 3 e 4 estão incorretas 
c) 4 e 5 estão incorretas 
d) só a 4 está incorreta 
e) 3, 4 e 5 estão incorretas 
 
29. Marque com um V a colocação verdadeira e com um F a colocação falsa dos pronomes oblíquos nas 
orações abaixo: 
 ( ) Não lhe quero chamar agora. 
 ( ) Dir-se-ia que todos preferem estudar a ver os fatos. 
 ( ) Já notavam-se diferenças sensíveis nas primeiras horas. 
 ( ) Todos querem-lhe perguntar sobre a viagem. 
 ( ) Ele tem preocupado-se bastante com as provas. 
 ( ) Alguém me havia falado do teu caso. 
 ( ) Ninguém interessou-se pelo programa.A sequência correta de letras, de cima para baixo, é: 
 
a) V - V - F - F - F - V - F 
b) F - F - F - V - V - V - F 
c) V - V - F - F - V - V - F 
d) V - F - F - V - F - F - V 
e) F - V - V - F - V - F - V 
 
30. Complete convenientemente as lacunas: Logo que ................, ................ cientes de que não 
................ . 
a) os vir - os farei - os poderemos contratar 
b) os ver - fá-los-ei - poderemo-los contratar 
c) vê-los - fá-los-ei - podemos contratá-los 
d) os vir - fá-los-ei - podemos contratá-los 
e) os ver - far-lhes-ei - poderemos contratá-los 
 
31. O pronome pessoal oblíquo átono está bem colocado em um só dos períodos. Qual? 
a) Isto me não diz respeito! respondeu-me ele, afetadamente. 
b) Segundo deliberou-se na sessão, espero que todos apresentem-se na hora conveniente. 
c) Me entenda! Lhe não disse isto! 
d) O conselho que dão-nos os pais, levamo-los em conta mais tarde. 
e) Amanhã contar-te-ei por que peripécias consegui não envolver-me. 
 
32. Segundo a norma culta, a colocação do pronome pessoal sublinhado está incorreta em: 
a) Companheiros, escutai-me! 
b) Não nos iludamos, o jogo está feito. 
c) Dir-se-ia que os amigos tinham prazer em falar difícil. 
d) Queria convidá-lo a participar da festa. 
e) Não entreguei-lhe a carta. 
 
33. Nada .......... sem que .......... a .......... . 
a) far-se-á, nos disponhamos, lhe perdoar 
b) se fará, disponhamo-nos, perdoar-lhe 
c) se fará, nos disponhamos, perdoar-lhe 
d) far-se-á, disponhamo-nos, lhe perdoar 
e) far-se-á, nos disponhamos, perdoar-lhe 
 
34. Estamos certos de que V. Exa. .......... merecedor da consideração que......... dispensam .......... 
funcionários. 
a) é - lhe - vossos 
b) é - lhe - seus 
66 
 
c) é - vos - vossos 
d) sois - lhe - seus 
e) sois - vos – vossos 
 
35. Indique a opção incorreta: 
a) Receba Vossa Excelência os cumprimentos de seus subordinados. 
b) Sua Excelência, o Ministro da Justiça, chegou acompanhado de outras autoridades. 
c) Reiteramos nosso apreço a Vossa Senhoria e vossos subordinados. 
d) Solicitamos a Sua Senhoria que encaminhasse suas sugestões por escrito. 
e) Concordamos com Vossa Excelência e com seus subordinados. 
 
36. Assinale a alternativa em que o uso da mesóclise é incorreto: 
a) Nunca sujeitar-me-ia a tal exigência. 
b) Dir-se-ia que ela tem menos de 40 anos. 
c) Convencê-lo-ei, se puder. 
d) Dize-me com quem andas, dir-te-ei quem és. 
e) Perdoar-te-ia mil vezes, se preciso. 
 
37. O pronome pessoal está empregado incorretamente em: 
a) Não consegui entendê-lo naquela confusão. 
b) É para mim fiscalizar aqueles volumes. 
c) Tudo ficou esclarecido entre mim e ti. 
d) Por favor, mande-o entrar e sentar-se. 
e) Fizeram-no esperar demais hoje. 
 
38. Assinale a frase em que o pronome oblíquo átono está colocado incorretamente: 
a) O guarda chamou-nos a atenção para os pivetes. 
b) Quantas lágrimas se derramaram pelo jovem casal! 
c) Ninguém nos convencerá de que esta notícia seja verdade. 
d) As pessoas afastaram-se daquele pacote suspeito. 
e) O vizinho cumprimentou o casal, se retirando imediatamente. 
 
39. Complete com os pronomes e indique a opção correta, dentre as indicadas abaixo: 
 1. De repente, deu-lhe um livro para .......... ler. 
 2. De repente, deu um livro para .......... . 
 3. Nada mais há entre .......... e você. 
 4. Sempre houve entendimentos entre .......... e ti. 
 5. José, espere vou .......... . 
a) ele, mim, eu, eu, consigo 
b) ela, eu, mim, eu, contigo 
c) ela, mim, mim, mim, com você 
d) ela, mim, eu, eu, consigo 
e) ela, mim, eu, mim, contigo 
 
40. Acredito que todos .......... dizer que não .......... . 
a) lhe irão - se precipite 
b) lhe irão - precipite-se 
c) irão-lhe - se precipite 
d) irão lhe - precipite-se 
e) ir-lhe-ão - se precipite 
 
41. O pronome pessoal oblíquo átono está bem colocado em: 
a) Certos pormenores não te interessam. 
b) Queremos que todos sintam-se felizes. 
c) Me empresta o lápis? 
d) As cartas que enviaram-nos serão respondidas brevemente. 
e) Não contar-te-ei a última novidade. 
 
42. Ninguém .......... àquela árdua tarefa, antes, .......... a outros. 
a) dedicar-se-á - passam-na 
b) se dedicará - passam-a 
c) dedicar-se-á - passam-la 
67 
 
d) se dedicará - passam-na 
e) dedicar-se-á - passam-a 
 
43. V. Excelência ......... fazer o que ......... for possível, para que .......... prestígio se mantenha. 
a) deveis - vos - vosso 
b) deveis - lhe - seu 
c) deveis - lhe - vosso 
d) deve - vos - seu 
e) deve - lhe - seu 
 
44. Traga os relatórios ainda hoje, para .......... com vagar. 
a) eu lê-los 
b) mim ler-los 
c) mim lê-los 
d) mim ler-lhes 
e) eu ler-los 
 
45. Quando V. Senhoria .......... que .......... auxilie, bastar chamar-me pelo interfone que está sobre a 
.......... mesa. 
a) desejardes - vos - vossa 
b) desejar - o - vossa 
c) desejardes - vos – sua 
d) desejar - vos - vossa 
e) desejar - o - sua 
 
46. A alternativa em que o emprego do pronome pessoal não obedece à norma culta brasileira é: 
a) Fizeram tudo para eu ir lá. 
b) Ninguém lhe ouvia as queixas. 
c) O vento traz consigo a tempestade. 
d) Trouxemos um presente para si. 
e) Não vá sem mim. 
 
47. Segundo a norma culta, há erro (de uso ou de colocação) na substituição do termo sublinhado por 
um pronome, em: 
a) O ministro não teve muitos escrúpulos naquela hora. / O ministro não teve-os naquela hora. 
b) Ele estava pronto para salvar a Itália. / Ele estava pronto para salvá-la. 
c) Eles terminaram as provas hoje. / Eles terminaram-nas hoje. 
d) Todos queriam que o professor entregasse o livro ao melhor aluno. / Todos queriam que o professor 
lhe entregasse o livro. 
e) Ele nunca perdoaria ao irmão aquela omissão. / Ele nunca lhe perdoaria aquela omissão. 
 
48. Assinale a opção em que a colocação do pronome sublinhado esteja correta, segundo o registro 
escrito culto: 
a) Os vizinhos haviam pedido-me muita atenção ao atravessar a rua. 
b) Mesmo considerando que éramos famosos, ninguém veio receber-nos. 
c) Faria-me um grande favor não contando as novidades a meus pais. 
d) Pelo que pudemos entender, ninguém vai-nos denunciar ao delegado. 
e) O aluno logo interessou-se pelo assunto, assim que a arguição começou. 
 
49. A substituição do termo sublinhado por um pronome pessoal está correta em todas as alternativas, 
exceto em: 
a) O governo deu ênfase às questões econômicas. O governo deu ênfase a elas. 
b) Os ministros defenderam o plano de estabilização. Os ministros defenderam-no. 
c) A companhia recebeu os avisos. A companhia recebeu-os. 
d) Ele diz as frases em tom bem baixo. Ele diz-las em tom baixo. 
e) Ele recusou a dar maiores explicações. Ele recusou a dá-las. 
 
50. Assinale a opção em que a colocação do pronome oblíquo está incorreta quanto à norma culta da 
língua: 
a) Não pude dar-lhe os cumprimentos, por estar fora da cidade. 
b) Agora tem-se dado muito apoio técnico ao pequeno empresário. 
c) Ter-lhe-íamos pedido ajuda, se o víssemos antes do resultado. 
68 
 
d) Como me propiciou momentos agradáveis, fui bastante paciente. 
e) Quem o levará a tomar decisões tão importantes para o País? 
 
EXERCÍCIOS GERAIS 
 
01. Você sabe ....... razão o chefe pediu para ....... fazer o serviço. 
a) por que - mim 
b) porque - mim 
c) por quê - mim 
d) porque - eu 
e) por que – eu 
 
02. Dentre as seguintes frases, assinale aquela que não contém ambiguidade: 
a) Peguei o ônibus correndo. 
b) Esta palavra pode ter mais de um sentido. 
c) O guarda deteve o suspeito em sua casa. 
d) O menino viu o incêndio do prédio. 
e) Deputado fala da reunião do Canal 2. 
 
03. Assinale a alternativa que completa o período: .......anos que não ....... vejo e só daqui ....... um mês 
poderei ....... . 
 
a) Fazem - a - a - lhe abraçar 
b) Faz - lhe - - te abraçar 
c) Fazem - a - - abraçá-la 
d) Faz - lhe - há - abraçá-la 
e) Faz - a - a - abraçá-la 
 
04. carta vinha endereçada para ....... e para .......; ....... é que a abri. 
a) mim - tu - por isso 
b) mim - ti - porisso 
c) mim - ti - por isso 
d) eu - ti - porisso 
e) eu - tu - por isso 
 
05. Assinalar a frase gramaticalmente correta: 
a) Quando ele vir esse documento, reagirá imediatamente. 
b) Quando ele ver esse documento, reagirá imediatamente. 
c) Quando ele vir este documento, reagirá imediatamente. 
d) Quando ele ver este documento, reagirá imediatamente. 
e) Quando ele vir esse documento, reajirá imediatamente. 
 
06. Assinale o único item em que o emprego do infinito está errado: 
a) Deixei-os sair, mas procurei orientá-los bem. 
b) De hoje a três meses podes voltar aqui. 
c) Disse ser falsas aquelas assinaturas. 
d) Depois de alguns instantes, eles parecia estarem mais conformados. 
e) Viam-se brilhar as primeiras estrelas. 
 
07. Assinale a alternativa que a norma culta está empregada adequadamente: 
a) Fazem muitos anos que não se via tantas manobras políticas destinadas a ganhar o voto dos 
eleitores. 
b) Fazem muitos anos que não se viam tantas manobras políticas destinadas a ganhar o voto dos 
eleitores. 
c) Fazem muitos anos que não se viam tantas manobras políticas destinadas à ganhar o voto dos 
eleitores. 
d) Faz muitos anos que não se via tantas manobras políticas destinadas a ganhar o voto dos eleitores. 
e) Faz muitos anos que não se viam tantas manobras políticas destinadas a ganhar o voto dos eleitores. 
 
08. Leia a assertivas abaixo e depois responda: 
 I - Ele foi à seção das 6h 
69 
 
 II - Ele foi à sessão das 6h 
 III - Ele foi a sessão das 6h 
 IV - Ele foi à cessão das 6h 
Qual ou quais alternativas são corretas: 
a) I - II 
b) II - III 
c) I - II - IV 
d) I 
e) apenas a segunda é correta 
 
09. Assinale a frase gramaticalmente correta: 
a) Fazem dois anos que cheguei. 
b) Ela pediu para mim esperar um pouco. 
c) Já estou a par do caso. 
d) Podes ir, não há nenhum empecílio. 
e) Derrepente a porta se abriu. 
 
10. Assinale a frase gramaticalmente correta: 
a) Há menas pessoas hoje. 
b) Ele comportou-se muito mau durante a entrevista. 
c) Esperava-se menos perguntas na prova. 
 d) Os atletas apresentavam-se afim de iniciarem a corrida. 
 e) Cristina viajou há três semanas. 
 
11. Eu sempre .......... aqueles que não .......... as normas do grupo. 
a) auxílio - infringem 
b) auxilio - infrigem 
c) auxílio - infligem 
d) auxílio - inflingem 
e) auxilio - infringem 
 
12. Este é o texto .......... suas dúvidas. 
a) onde explicam-se 
b) em que explicam-se 
c) no qual explicam-se 
d) de que se explicam 
e) em que se explicam 
 
13. Vão ............ aos processos várias fotografias. Paisagens as mais belas ............ Ela estava ............. 
informada. 
a) anexos - possíveis - mal 
b) anexas - possíveis - mal 
c) anexa - possível - mau 
d) anexo - possíveis - mau 
e) anexo - possível - mal 
 
14. Quando você .......... o .........., .......... em meu nome. 
a) ver - dignitário - saúde-o 
b) vir - dignitário - saudai-lhe 
c) ver - dignatário - saúde-o 
d) vir - dignitário - saúde-o 
e) vir - dignatário - saudai-o 
 
15. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da frase ao lado: "Jornais ............ 
diariamente ............ notícias tendenciosas não ............ prestigiados." 
a) em que - se leem - devem ser 
b) onde - lê-se - deve serem 
c) nos quais - se leem - devem serem 
d) que - se lê - devem ser 
e) aonde - leem-se - deve serem 
 
70 
 
16. Selecione a forma adequada ao preenchimento das lacunas: O .......... aluno foi .......... na prova de 
Inglês, .......... não sabe; se você o .........., é bom avisá-lo. 
a) mau - mal - mas - vir 
b) mal - mau - mas -ver 
c) mal - mal - mais - ver 
d) mau - mau - mais - vir 
e) mau - mal - mais - vir 
 
17. Assinale a frase correta: 
a) Por que motivo preferiu vim aqui, do que me esperar na rua? 
b) Por que você preferiu vim aqui, do que me esperar na rua? 
c) Porque você preferiu mais vir aqui que me esperar na rua? 
d) Porque motivo você preferiu vir aqui, antes que me esperar na rua? 
e) Por que motivo você preferiu vir aqui a me esperar na rua? 
 
18. .........., o auxiliar judiciário explicou os motivos .......... não .......... o negócio. 
a) Ancioso - porque - fez 
b) Ancioso - porque - fêz 
c) Ancioso - por que - fêz 
d) Ansioso - porque - fez 
e) Ansioso - por que - fez 
 
19. Ninguém .......... àquela árdua tarefa, antes, .......... a outros. 
a) dedicar-se-á - passam-na 
b) se dedicará - passam-a 
c) dedicar-se-á - passam-la 
d) se dedicará - passam-na 
e) dedicar-se-á - passam-a 
 
20. Era um rapaz .........., cuja .......... escondia uma enorme capacidade de trabalho. 
a) despretencioso - timidez 
b) despretensioso - timidês 
c) despretencioso - timidês 
d) despretensioso – timidez 
e) despretencioso - timidêz 
 
21. Não sei .........., até hoje, ninguém foi .......... desses papéis extraviados. 
a) por quê - atraz 
b) por que - atrás 
c) porque - atrás 
d) por que - atraz 
e) porquê - atrás 
 
22. Assinalar a alternativa que preenche corretamente as lacunas da seguinte frase: Quando você .......... 
seu irmão, ..........-o aqui para nos .......... . 
a) ver, traze, cumprimentarmos 
b) vir, traga, cumprimentarmos 
c) vir, traze, comprimentarmos 
d) ver, traga, cumprimentarmos 
e) ver, traze, comprimentarmos 
 
I. Leia as reportagens abaixo e, depois, responda: 
71 
 
 
 
Figura 1- Folha de Pernambuco, Política, p. 4, 18 out. 2014 
1. Por que FHC culpa os marqueteiros pelos ataques acirrados no debate entre os dois candidatos à 
presidência da República? 
2. Lula fala que Aécio foi “ignorante” com Dilma. Qual o sentido atribuído a esse termo, associado à 
pessoa da presidente, uma mulher? 
3. Qual a relação de nexo causal entre o termo “ignorante”, na fala de Lula, com “encontrar pobre na 
frente: é capaz dele pisar ou não enxergar”? 
72 
 
 
Figura 2 - Folha de Pernambuco, Política, p. 4, 18 out. 2014 
1. Explique por que os debates assumiram um caráter de ‘espetáculo’ e não de debate político? 
2. O que leva esse tipo de debate ser parecido com um “reality show’ levando o eleitor a enxergar os 
candidatos de forma pessoal, como personagens de um programa? 
 
 
II. Leia o texto abaixo, em seguida, associe as expressões ao contexto da situação abordada pela 
cronista. 
A volta do cipó; o bicho vai pegar; fazer o diabo na disputa presidencial; agressividade; guerra de 
extermínio; ameaça; ringue; artilharia pesada; adversário tacaria com mão pesada; batendo com ferro; 
roupa da briga; cipó de aroeira. 
1. Associe a crônica com a música de Geraldo Vandré. 
73 
 
 
74 
 
 
 
 
Refaça o texto abaixo, observando os princípios da clareza, coerência e gramática, além das 
especificidades do gênero textual a que pertence. 
75 
 
 
 
12. COMO ELABORAR UMA RESENHA 
 
 Resenha é um resumo crítico, que admite julgamentos, avaliações, comparações e comentários 
pessoais. Trata-se de uma leitura analítica da obra e, para tanto, deve conter dados como: 
1. Referência bibliográfica: autor, título, local da publicação, editora, ano, gênero da obra. 
2. Credenciais do(s) autor (es): Informações gerais sobre o autor, autoridade do campo específico. 
Quem fez o estudo? Quando? Por quê? Em que local? 
76 
 
3. Síntese da obra lida: Resumo detalhado das ideias principais. Do que trata a obra? O que diz?Tem alguma característica especial? Como foi abordado o assunto? Exige conhecimentos 
prévios para entendê-lo? O autor faz conclusões? Onde foram colocados? ( final do livro, dos 
capítulos?) Quais foram? 
4. Quadro de referência do(s) autor (es): Modelo teórico. Que teoria serviu de embasamento? Qual 
o método utilizado? 
5. Apreciação: 
 Como se situa (m) o (s) autor (es) em relação: a. as correntes científicas, filosóficas, 
culturais; b. as circunstâncias culturais, sociais, econômicas, históricas etc.? 
 Mérito da obra: Qual a contribuição dada? Ideias verdadeiras, originais, criativas? 
Conhecimentos novos, amplos, abordagem diferente? 
 Estilo: Conciso, objetivo, simples? Claro, preciso, coerente? Linguagem correta? Ou o 
contrário? 
 Forma: Lógica, sistematizada? Há originalidade e equilíbrio na disposição das partes? 
 Indicação da obra: A quem é dirigida: grande público, especialistas, estudantes? 
6. Para conclusão: O resenhista deverá explicitar /reafirmar sua posição sobre a obra resenhada. 
 A seguir, exemplos de alguns verbos que traduzem a ação do autor da obra original, mostrando o que 
o autor ‘faz’ naquela parte do livro/obra: 
VERBOS 
Estrutura e organização da obra: Estrutura-se, divide-se, organiza-se, conclui, termina, 
começa 
Indicação do conteúdo geral: Apresenta, desenvolve, descreve, explica, demonstra, 
mostra narra, analisa, aponta, aborda, trata de; 
Indicação do objetivo da obra: Objetiva, tem por objetivo, se propõe a; 
Posicionamento do autor da obra em relação a sua 
crença/tese: 
Sustenta, contrapõe, confronta, opõe, justifica, 
defende a tese, afirma. 
Organização das ideias do texto: Define, classifica, enumera, argumenta; 
Ação do autor em relação ao leitor: Incita, busca levar a; 
Indicação de relevância de uma ideia do texto: Enfatiza, ressalta. 
 Alguns conectivos sugeridos para elaboração da resenha: 
Conectivos que indicam contraste entre ideias ou argumentos contrários: 
No entanto – entretanto – todavia - apesar de - ainda que – contudo – porém – mas 
 
Conectivos que introduzem argumentos, justificativas, causas: 
Já que - uma vez que - pelo fato de - devido a - por isso – como – porque 
 
Conectivos que introduzem conclusões: 
Logo – assim - assim sendo - isso posto – portanto – diante do que foi exposto 
 
 
EXEMPLO DE RESENHA 
 
FERRAZ, Cel. Jairo; CERQUEIRA,Jorge Pedreira de. A Ciência. Texto adaptado. 
MENDES, Jaqueline; CAVALCANTI, Klester; MOREGILA, Roberto. 11 perguntas que os cientistas 
(ainda) não conseguem responder. In: Revista Isto é, nº2090, 02/12/2009. 
 
Esta resenha tem o objetivo de abordar dois textos que apresentam temas polêmicos e ainda 
confusos para sociedade atual. 
O primeiro texto, “A ciência”, escrito por Jairo Ferraz e Jorge Pedreira mostra de forma suc inta os 
pontos de confronto entre os cientistas e as diversas religiões, principalmente a ordem Católica. 
Os autores se confundem ao tentar propor uma melhor linha de raciocínio para a compreensão de 
fatos que aguçam nossas necessidades psicológicas cotidianas, como a existência da alma e sua 
77 
 
jornada após a morte. Em um momento criticam os materialistas radicais, em outro momento criticam os 
que seguem a fé cega e ao fim da discussão eles próprios não conseguem chegar a nenhum 
esclarecimento, apenas acusações e críticas. 
Através de comparações diretas entre pensamentos diferentes de religiosos e cientistas ou até 
mesmo entre os estudiosos, o texto mostra ao leitor não só um pequeno passeio pelas diferentes 
correntes de pensamento mas também expressa a opinião do autor para a radicalização, pregando, 
assim, uma “chamada” para que o leitor atente um equilíbrio entre a fé e a razão. 
Esse texto, ao longo do seu desenvolvimento aguça o pensamento e os princípios do leitor, 
tentando força-lhe a pôr sua opinião em jogo. Esse tipo de abordagem também é utilizada pelo segundo 
texto, “11 perguntas que os cientistas (ainda) não conseguem responder”, publicado pela revista “ISTOÉ” 
traz ao leitor perguntas que os cientistas não têm comprovação plena, mas que ainda assim constroem 
teorias e buscam explicações plausíveis. 
Como o próprio título (do segundo texto) já diz, os cientistas “ainda” não responderam à questões 
como o surgimento do universo , ou “quando usamos de nosso cérebro?” ou até perguntas cotidianas 
como “Por que nos apaixonamos?”, mas se espera o mais cedo possível por certezas indubitáveis, já 
que a ciência só está avançando atualmente. O texto segue trazendo outras questões mais polêmicas, 
envolvendo também a fé, como “a fé pode curar?”, “quando e como o mundo vai acabar?”, ”existe 
premonição” ou “a alma existe?” por mais que a ciência tente comprovar algo, a maioria das religiões 
nunca vão aceitar e sempre atribuirão respostas ilógicas e duvidáveis. Já outras perguntas abordadas, 
como “os animais pensam?” é “possível viajar no tempo” ou “o que define a nossa sexualidade?”, são 
questionamentos praticamente provados através de pesquisas e experimentos faltando apenas alguns 
acordos e consenso geral na comunidade científica. 
Após a leitura dos textos, pode-se dizer que apesar de abordarem temas parecidos, eles não têm 
o mesmo objetivo. O texto “11 perguntas que os cientistas (ainda) não conseguem responder” expõe ao 
leitor a questão que a ciência ainda não tem explicações exatas, apenas teorias, e deixa-o a vontade 
para refletir sobre cada uma delas a partir de citações de alguns estudiosos. Já o texto “A ciência” tenta 
convencer o leitor a buscar um equilíbrio entre “fé cega” e o “materialismo radical”, mostrando 
principalmente a “fé” dos autores e suas dúvidas em que acreditar, se na ciência ou na religião. 
Por conseguinte, os dois textos aqui expostos são de fácil compreensão e indicados para qualquer 
público que tenha opinião própria e não as forme apenas com informações isoladas. A frase “Quem 
pensa pouco erra muito”, mostrada por um dos textos, deixa bem claro a ideia de que qualquer 
convicção deve ser formada através de muito estudo e reflexão por entre diversas fontes de informação. 
Essa resenha foi elaborada por Vinícius Cabral A. Bezerra, aluno do 2º período de Sistema de 
Informações da Faculdade Joaquim Nabuco. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
78 
 
TEXTO PARA LEITURA 
 
A FILOSOFIA DO PENETRAL - Folheto XXX 
Há muito tempo que eu desejava me instruir sobre aquela profunda Filosofia clementina, para me ajudar 
em meus logogrifos. Por isso, avancei: 
- Clemente, esse nome de "penetral" é uma beleza! É bonito, difícil, esquisito, e, só por ele, a gente vê 
logo como sua Filosofia é profunda e importante! O que é que quer dizer "penetral", hein? 
Clemente, às vezes, deixava escapar "vulgaridades e plebeísmos" quando falava, segundo sublinhava 
Samuel. Naquele dia, indagado assim, respondeu: 
- Olhe, Quaderna, o "penetral" é de lascar! Ou você tem "a intuição do penetral" ou não tem intuição de 
nada! Basta que eu lhe diga que "o penetral" é "a união do faraute com o insólito regalo", motivo pelo qual abarca 
o faraute, a quadra do deferido, o trebelho da justa, o rodopelo, o torvo torvelim e a subjunção da relápsia! 
- Danou-se! - exclamei, entusiasmado. - O penetral é tudo isso, Clemente? -Tudo isso e muito mais, 
Quaderna, porque o penetral é o "único-amplo"! Você sabe como é que "a centúria dos íncolas primeiros", isto é, 
os homens, sai da "desconhecença" para a "sabença"? 
- Sei não, Clemente! - confessei, envergonhado. 
- Bem, então, para ir conhecendo logo o processo gavínico de conhecimento penetrálico, feche os olhos! 
- Fechei! - disse eu, obedecendo. 
- Agora, pense no mundo, no mundo que nos cerca! 
- O mundo, o mundo... Pronto, pensei! 
- Em que é que você está pensando? 
- Estou pensando numa estrada,numas pedras, num bode, num pé de catingueira, numa Onça, numa 
mulher nua, num pé de coroa-de-frade, no vento, na poeira, no cheiro do cumaru e num jumento trepando uma 
jumenta! 
- Basta, pode abrir os olhos! Agora me diga uma coisa: o que é isto que você pensou? 
- É o mundo! 
- É não, é somente uma parte dele! É "a quadra do deferido", aquilo que foi deferido a você, como 
"íncola"! É "o insólito regalo"! É "o côisico", dividido em duas partes: a "confraria da incessância" e "a força da 
malacacheta", representada, aí no que você pensou, pelas pedras. Agora pergunto: tudo isso pertence ou não 
pertence ao penetral? 
- Não sei não, Clemente, mas pela cara que você esta fazendo, parece que pertence. 
- Claro que pertence, Quaderna! Tudo pertence ao penetral! Tudo se inclui no penetral! Entretanto, para 
completar "o túdico" você, na sua enumeração do mundo, deixou de se referir a um elemento fundamental, a um 
elemento que estava presente e que você omitiu! Que elemento foi esse, Quaderna? 
- Sei não, Clemente! 
- Foi você mesmo, "o faraute"! 
O Faraute não, o Quaderna! - disse eu logo, cioso da minha identidade. 
- O Quaderna é um faraute! - insistiu Clemente. 
Como aquilo podia ser alguma safadeza, reagi: 
- Epa, Clemente, vá pra lá com suas molecagens! Faraute o quê? Faraute uma porra! Faraute é você! Não 
é besta não? 
- Espere, não se afobe não, homem! Faraute não é insulto nenhum! Eu sou um faraute, você é um faraute, 
todo homem é um faraute! 
- Bem, se é assim, está certo, vá lá! E o que é um faraute, Clemente? 
- Ora, Quaderna, você, leitor assíduo daquele Dicionário Prático Ilustrado que herdou de seu Pai, 
perguntar isso? Vá lá, no seu querido livro de figuras, que encontra! "Faraute" significa "intérprete, língua, 
medianeiro"! O curioso é que "a quadra do deferido" e o "rodopelo" pertencem ao penetral, mas o faraute, seja 
"nauta-arremessado" ou "tapuia-errante", também pertence! Não é formidável ? É daí que se origina "o horrífico 
desmaio", o "tonteio da mente abrasada"! Inda agora, quando pensou no mundo, você não sentiu uma vertigem 
não? 
- Acho que não, Clemente! 
- Sentiu, sentiu! É porque você não se lembra! Quer ver uma coisa? Feche os olhos de novo! Isto! Agora, 
cruze as mãos atrás da nuca! Muito bem! Pense de novo naquele trecho do insólito regalo em que pensou há 
pouco! Está pensando? 
- Estou! 
- Agora, me diga: você não está sentindo uma espécie de tontura não? 
79 
 
Eu, que sou impressionável demais, comecei a oscilar, sentindo uma tonteira danada, na cabeça. Pedi 
permissão a Clemente para abrir os olhos, porque já estava a ponto de cair da sela. O Filósofo, triunfante, 
concedeu: 
- Abra, abra os olhos! Como é? Sentiu ou não sentiu a vertigem? Sabe o que é isso? É a "oura da folia", 
início da "sabença", da "conhecença"! A oura causa o "horrífico desmaio". Este, leva ao "abismo da dúvida", 
também conhecido como "a boca hiante do contempto". O abismo comunica ao faraute a existência do "pacto" e 
da "ruptura". A ruptura conduz à "balda do labéu". E é então que o nauta-arremessado e tapuia-errante torna-se 
único-faraute. Isto é, o faraute é, ao mesmo tempo, faraute do insólito-regalo, faraute do rodopelo e faraute do 
faraute! Está vendo? O que é que você acha do penetral, Quaderna? 
- Acho de uma profundeza de lascar, Clemente! Para ser franco, entendi pouca coisa, mas já basta para 
me mostrar que sua Filosofia é foda! Mas o que é, mesmo, penetral? 
- Vá de novo ao "pai-dos-burros"! "Penetral" é "a parte mais recôndita e interior de um objeto". Mas, na 
minha Filosofia, essa noção é ampliada, porque além de abranger a quadra do deferido e o rodopelo, o penetral 
abrange também o faraute, através da subjunção da relápsia! Mas, no momento em que se fala friamente do 
penetral, tentando capturá-lo em categorias de uma lógica sem gavionice negro-tapuia, ele deixa de ser 
apreendido! Faça apelo aos gaviônicos restos de sangue Negro e Tapuia que você tem, Quaderna, e entenda que o 
penetral "é o penetral", que o penetral "é"! O côisico, coisica: os cavalos cavalam, as árvores arvoram, os jumentos 
jumentam, as pedras pedram, os móveis movelam, as cadeiras cadeiram, e o faráutico, machendo e feminando, é 
que consegue gentere farauticar! É assim que o túdico tudica e que o penetral penetrala - e esta, Quaderna, é a 
realidade fundamental! 
- Arra diabo! - disse eu, de novo embasbacado. - E tudo isso já estava na Mitologia Negro-Tapuia, 
Clemente? 
- Estava, estava! Aliás, está, ainda! É por isso que o "Gênio da Raça Brasileira" será um homem do Povo, 
um descendente dos Negros e Tapuias, que, baseado nas lutas e nos mitos de seu Povo, faça disso o grande 
assunto nacional, tema da Obra da Raça! 
Claro que era em si mesmo que Clemente estava pensando. Mas Samuel contestou logo: 
- Nada disso, Quaderna! O "Gênio da Raça Brasileira" deverá ser um Fidalgo dos engenhos 
pernambucanos! Um homem que tenha nas veias o sangue dos Conquistadores ibéricos que fundaram, com a 
América Latina como base, o grande Império que foi o orgulho da Latinidade católica! Portugal e a Espanha não 
tinham dimensões para realizar aquilo que, neles, foi somente uma aspiração! Mas o Brasil é um dos sete Países 
perigosos do mundo! Por isso, cabe a nós instaurar, aqui, esse Império glorioso que Portugal e a Espanha não 
puderam realizar! 
- Mas como deverá ser escrita a Obra da Raça Brasileira? - perguntei. - Em verso ou em prosa ? 
- A meu ver, em prosa! - disse Clemente. - E é assunto decidido, porque o filósofo Artur Orlando disse que 
"em prosa escrevem-se hoje as grandes sínteses intelectuais e emocionais da humanidade"! 
Samuel discordou: 
- Como é que pode ser isso, se todas as "obras das raças" dos Países estrangeiros são chamadas de 
"poemas nacionais"? 
- O Almanaque Charadístico diz, num artigo, que os Poetas nacionais são, sempre, autores de Epopéias! - 
tive eu a ingenuidade de dizer. 
Os dois começaram a rir ao mesmo tempo: 
- Uma Epopéia! Era o que faltava! - zombou Samuel. - Vá ver que Quaderna anda pelos cantos é 
conspirando, para fazer uma! Sobre o quê, meu Deus? Será sobre essas bárbaras lutas sertanejas em que ele 
andou metido? Não se meta nisso não, Quaderna! Não existe coisa de gosto pior do que aquelas estiradas 
homéricas, cheias heróis cabeludos e cabreiros fedorentos, trocando de golpes, montados em cavalos empastados 
de suor e poeira, a ponto de a gente sentir, na leitura, a catinga insuportável de tudo! 
Clemente uniu-se ao rival, se bem que por outro caminho. Disse: 
- Além disso, a glorificação do Herói individual, objetivo fundamental das Epopéias, é uma atitude 
superada e obscurantista! E se você quer uma autoridade, Carlos Dias Fernandes também já demonstrou, de modo 
lapidar, que, nos tempos de hoje, a Epopéia foi substituída pelo Romance! 
(SUASSUNA, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino. 1971) 
 
Algumas questões norteadoras: 
 
1. Segundo a concepção da personagem, o que é o Penetral? 
80 
 
2. O que implica a relação da união do faraute com o insólito regalo aliada à quadra do deferido e 
conceito de mundo? 
3. Na descrição de mundo idealizada por Quaderna e crtiticada por Clemente foi utilizado um raciocínio. 
Que método de raciocínio é esse e sua implicatura na visão de mundo do sujeito. 
4. Como descrever o mundo e captar a essências das coisas? Como entender a representação de 
mundo do outro? 
5. Como e de que forma o homem desenvolve e aprimora seu conhecimento? 
6. A questão do pacto ou ruptura está intrinsecamente associada a um método de raciocínio. Que 
método é esse e quê implica para o homem, na esfera discursiva e dialógica, em ler, dizer e entender o 
mundo? 
7. Há uma crítica velada em relação ao estilo de gênero literário para registrar a históriade um povo. 
Analise e justifique, sob o enfoque dos argumentos das personagens, o que corresponde e/ou contraria 
asexpectativas de conceitos acerca dessa questão. 
 
 
 
 
 
GLOSSÁRIO 
 
Balda: falha, fraqueza, mimo, defeito 
Confraria: sociedade 
Contempto: desprezo 
Gavionice: esperteza 
Hiante: ávido, ilimitado, livre, manifesto 
Incola: Morador, habitante 
Insólito: Incomum, colossal, formidável, indescritível,indizível 
Labéu: mancha, desonra, agravo, injúria, ofensa 
Malacacheta: cidade, fragmento, migalha 
Oura: delírio, deslumbramento, vertigem, devaneio 
Recôndita: desconhecida, secreta 
Regalo: acolhimento, guarida, aconchego, oferta, lembrança, aposento, asilo 
 
 
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 
 
ANDRADE, M. M.; MEDEIROS, J. B. Comunicação em Língua Portuguesa. 
Normas para elaboraçãode Trabalhos de Conclusão de Curso(TCC). 4. ed, São Paulo: Atlas, 
2006. 
 
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: 
IBEP Nacional, 2008. 
CUNHA, Celso; CINTRA, Luís F Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. Rio 
de Janeiro: Lexikan, 2008. 
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo a 
pensar. Rio de Janeiro: FGV, 2008. 
FIORIN, José Luiz. Lições de texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2006. 
MARTINS, Dileta Silveira; ZILBERKNOP, Lúbia Scliar. Português instrumental: de acordo 
com as atuais normas da ABNT. São Paulo: Atlas, 2010.

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